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Sair de casa para quê? Os 5 piores clubes da década

André da Silva Amado · 4 min

Sair de casa para quê? Os 5 piores clubes da década
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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O pano caiu sobre mais um campeonato e o último classificado CD Aves alcançou o infeliz estatuto de pior equipa a jogar em casa e fora. Não só foi a pior formação com registo em casa, ultrapassado pelo CD Tondela na penúltima jornada, como também logrou ser a menos bem-sucedida fora de portas, num campeonato atípico e mais longo que o habitual, que entra para a história da última década como aquele que teve a equipa que obteve menos pontos nos jogos fora.

Os avenses sempre tiveram dificuldades para ultrapassar os diversos obstáculos ao longo do campeonato e esta reta final ficou marcada por episódios bastante infelizes, ao qual foi alheio o conjunto de Manta Santos que sempre encarou os desafios da forma possível. Contudo, o destino já estava traçado há algum tempo e a imagem que fica é a de uma época pobre e inglória, que devolve o clube da Vila das Aves ao segundo patamar do futebol nacional.

Acontece que os quatro pontos obtidos como visitante constituem o pior registo forasteiro da década, deixando assim a mancha do recorde negativo. Um triunfo, um empate e 15 desaires demonstram um conjunto débil e que fica mais perto de confirmar aquilo que no final se verificou: a despromoção.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao longo da década, houve mais equipas a registar pontuações baixas neste capítulo e que aqui serão destacadas, pois, quando se consegue vencer apenas por uma vez fora de casa, esse é um sinal muito forte para se obter o estatuto de pior equipa forasteira da temporada. Foi isso que a maioria destas equipas fez e, por isso mesmo, integram o lote das piores formações da década nesse âmbito.

 

2011/2012

Tudo a postos para receber a Assembleia Geral de sócios da Uniao Desportiva de Leiria

⚪️🔴 #AForçaDaUnião pic.twitter.com/fgGqY7c9Wc

— União de Leiria (@uniaodeleiria) July 24, 2020

Numa época desastrosa a todos os níveis e que coincidiu com a última do clube na Primeira Liga, a UD Leiria efetuou apenas cinco pontos a jogar fora de casa, o que contribuiu para a queda de escalão. Num ano em que recorreram a quatro técnicos para tentar a salvação, a nota de maior e infeliz destaque remonta à jornada 28 quando receberam o CD Feirense e atuaram apenas com oito jogadores, evidenciando os problemas internos existentes e que resultaram assim numa triste despedida dos maiores palcos.

2012/2013

O Vitória FC foi a equipa com pior registo forasteiro em 2012/2013, obtendo apenas sete pontos, fruto de uma vitória e quatro empates. Ficou em 12º lugar com dois pontos acima da linha de água e foi a segunda equipa com mais derrotas forasteiras, não evitando o sofrimento habitual na luta pela manutenção. Conseguiu o objetivo, mas não foi pelos jogos fora de portas, que funcionaram como duro obstáculo assim que saíam para longe do Sado.

2013/2014

 

Um triunfo e três igualdades em 15 partidas fora de portas fizeram do SC Olhanense a formação com pior score longe do seu recinto, o que resultou na descida de divisão, quatro anos depois da subida. Os algarvios nunca mais voltariam a ser de Primeira, numa temporada que começou sob o comando de Abel Xavier – que dava os primeiros passos como treinador –, passou por Paulo Alves e terminou com o italiano Galderisi. No entanto, a influência italiana fazia-se notar na gestão do clube e, como tantos outros que ‘sofreram’ intervenção estrangeira, o histórico algarvio acabou por não resistir.

2015/2016

 

Esta época teve a particularidade de os dois despromovidos terem conquistado o mesmo número de pontos longe dos seus estádios. CF União da Madeira e Académica OAF foram de longe os piores conjuntos neste âmbito e, apesar de terem tido prestações interessantes nas partidas caseiras, o destino acabou por ser fatal quando tinham de se deslocar. Depois de uma inesperada subida, os madeirenses aguentaram apenas um ano no principal escalão e muito se deveu aos escassos cinco pontos obtidos longe da Madeira. Os de Coimbra somaram os mesmos cinco pontos, mas com a agravante de terem sido obtidos através de cinco empates, o que significa que terminaram a época sem uma única vitória fora.

2017/2018

 

O FC Paços de Ferreira não conseguiu evitar a despromoção naquela que foi uma luta bastante renhida pela manutenção, em que apenas quatro pontos separaram os últimos seis classificados. Os castores foram relegados para a Segunda Liga e foram também aqueles que somaram menos pontos nos jogos forasteiros. Um triunfo e três empates fazem desta fraca performance umas das piores da última década, contrastando com os jogos em casa, ainda assim insuficiente para alcançar a manutenção.

André da Silva Amado

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