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CF “Os Belenenses” 0-0 CD Tondela: Empate gelado, tabela congelada

Redação BnR · 3 min

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Dia com alerta vermelho para os lados do Restelo, mas mesmo assim com futebol num domingo à tarde. CF “Os Belenenses e CD Tondela disputaram a 26ª jornada da Primeira Liga. Uma partida que opôs duas equipas com o mesmo número de pontos na tabela classificativa (ambas com 28), com ambições de chegar ao nono lugar do campeonato.

Nesta partida ambos os técnicos portugueses decidiram não alterar muito os onze iniciais, em relação ao último jogo do campeonato. Do lado azul e branco destacaram-se as ausências de Bakic devido a problemas físicos e de Nuno Tomás por castigo. Do lado tondelense Pepa só realizou uma alteração: entrada de Claude Gonçalves para o lugar de Hélder Tavares. Esta foi uma partida que colocou frente a frente equipas que pretendiam manter o bom momento de forma.

A primeira parte não poderia ter sido mais gelada: um jogo triste, sem grandes oportunidades e com exibições um pouco distintas, embora sem grande sucesso. A equipa de Silas foi aquela que mais tentou chegar ao golo mas sempre com falta de eficácia, principalmente por parte do seu avançado Maurides. A equipa do Tondela mostrou-se apática na primeira parte.

Ao minuto seis surgiu o primeiro sinal de perigo por parte de Maurides que falhou à boca da baliza. Doze minutos depois voltou a estar em evidência pela negativa, desperdiçando mais uma grande oportunidade. A resposta do Tondela surgiu aos 25 minutos com Miguel Cardoso quase a fazer o golo numa jogada algo confusa. Na jogada seguinte a equipa visitante voltou a criar perigo na área do Belenenses, depois de Tyler Boyd rematar forte para uma defesa incompleta do guardião do Restelo. À passagem da meia-hora de jogo Maurides voltou a desperdiçar duas oportunidades: primeiro a rematar fraco à entrada da área e depois ao lado do poste direito da baliza de Cláudio Ramos.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi igualmente fraca e desinspirada, apesar do maior equilíbrio. Oportunidades claras de golo foram escassas, apenas nos últimos 20 minutos de jogo as equipas deram o tudo por tudo. Primeiro o Belenenses, através de um remate forte de André Sousa ainda fora da grande área. O Tondela respondeu ao minuto 77 com um remate de Tomané, após um ressalto, a quem André Moreira negou o golo com uma excelente defesa.

Aos 84 minutos, Tiago Caeiro, que substituiu Maurides, cabeceou ao poste na melhor oportunidade da partida. No minuto seguinte Joca, com o guarda-redes fora da baliza, viu o seu remate ser interceptado em cima da linha de golo pela defesa azul e branca.

O jogo terminou com o nulo no marcador. As equipas dividiram os pontos numa partida pouco emocionante. Um jogo gelado… a condizer com as previsões do IPMA, que deixa tudo igual na tabela classificativa.

A FIGURA:

Fonte: CF “Os Belenenses”

Fredy – Foi por mais do que uma vez que Fredy desequilibrou do lado direito do terreno. O experiente jogador angolano investiu nos cruzamentos durante toda a partida, porém a concretização nunca chegou. Foi dos mais inconformados e, por diversas vezes, apostou na velocidade e na finta, que quase sempre lhe permitiram levar a melhor sobre a defesa do Tondela.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: CF “Os Belenenses”

Maurides – O avançado brasileiro teve uma prestação muito abaixo daquilo que é habitual. Falhou uma série de remates que poderiam ter dado em golo. O domínio do Belenenses na primeira parte só não foi capitalizado devido à falta de eficiência – principalmente de Maurides. Acabou por ser substituído no decorrer da segunda parte, depois de um mau jogo.

 

CONFERÊNCIA BnR

 

CD Tondela

BnR: Depois da vitória na última jornada, a equipa hoje mostrou-se algo apática na primeira parte. Como justifica esta má entrada na primeira parte?

Pepa: O Belenenses mostrou-se melhor na primeira parte e há que valorizar o adversário quando este esteve melhor. Mas não houve apatia, apenas não jogamos sozinhos e o Belenenses teve melhor na primeira parte.

CF “Os Belenenses”

BnR: Com este empate, já são quatro jogos sem perder e sem sofrer golos. Qual tem sido a chave para o bom momento defensivo?

Silas: Principalmente o bom momento ofensivo, porque quando temos a bola na frente o adversário não consegue criar perigo e dessa forma não sofremos golo. Ainda nesse respeito as lesões têm condicionado a possibilidade de mudar as dinâmicas e as estratégias de jogo, uma vez que temos um plantel muito versátil. Mas sim temos mantido uma boa consistência defensiva devido à forma que conseguimos manter a posse da bola.

 

Rescaldo de Diogo Filipe Grácio e Gustavo Carvalho

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

 

Redação BnR

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