Publicidade

eSports | Uma modalidade em crescimento!

Henrique Silva · 4 min

eSports | Uma modalidade em crescimento!
Foto: Moche XL Esports

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O QUE SÃO OS ESPORTS? SERÃO REALMENTE UM DESPORTO?

O dicionário de Oxford define desporto como “uma atividade física ou mental realizada por prazer, geralmente feita num determinado espaço e de acordo com certas regras”.

De acordo com esta definição, eSports enquadram-se como desporto. É uma prática que requer esforço mental, com a prática de determinadas regras num determinado local, físico ou virtual.

O conceito de “eSports” é recente, porém o ato de jogar competitivamente surgiu na década de 70, nas Olimpíadas Intergaláticas de Spacewar, uma competição disputada entre estudantes da Universidade de Stamford, cujo prémio foi um ano de assinatura da revista Rolling Stone.

Foto de capa: Moche XL Esports

Artigo redigido por Henrique Silva

Ao longo do tempo e com o aparecimento da internet, o espaço geográfico deixou de ser uma limitação para a prática de eSports. A modalidade passou a ser praticada, em alguns casos, através da internet.

Nos outros casos, a modalidade é praticada através de torneios LAN, um evento com o intuito de agregar pessoas com os seus computadores ligados a uma rede local, para que possam jogar jogos de computador multiplayer.

Antiga equipa SK Gaming venceu o ESL One Cologne 2017, um dos principais torneios LAN do cenário do jogo CS:GO.                                                                                                                                  Fonte: SK Gaming

Passaram-se os anos e a comunidade em volta dos eSports aumentou. Na última década, com o aparecimento das plataformas de streaming de jogos (como a Twitch), o público aumentou estratosfericamente. Por exemplo, em 2013, foram registadas 4,5 milhões de visualizações durante uma competição do jogo Dota 2.

Atualmente, o mercado dos eSports movimenta milhões de dólares, as prizepools das competições realizadas são enormes – estamos a falar de torneios cuja prizepool ronda as casas dos milhões de dólares. A maior prizepool até ao momento foi de 34.3 milhões de dólares no The International 2019, um torneio de Dota 2.

Em Portugal, o cenário de eSports ainda não está tão desenvolvido como no estrangeiro. Geralmente, os prizepools não passam dos 50 mil euros, salvo exceção da Lisboa Games Week 2020, com torneios de CS:GO e LOL a passarem dos 100 mil euros de prizepool cada, mas que posteriormente foi cancelada devido à pandemia.

Alguns dos principais jogos de eSports são o Counter Strike: Global Offensive, o League Of Legends, o Dota 2, o Fortnite, o FIFA, entre muitos outros jogos, distribuídos em diversas categorias e géneros.

A nova geração dos jovens, geralmente, prende-se bastante às novas tecnologias. Os jovens gostam de ficar em casa a jogar computador ou consola, a acompanhar o seu streamer favorito e, cada vez mais, formam público para os eSports, pois também consomem e jogam os jogos. Uma analogia temporal poderá ser a infância das gerações passadas.

Geralmente, as crianças e adolescentes passavam os dias na rua, a jogar futebol com amigos. Consequentemente, baseavam-se no seu jogador favorito, acompanhavam a sua equipa do coração e o desporto assim crescia.

As semelhanças entre atletas de futebol (ou outro desporto) e atletas de eSports são consideráveis. Tanto os jogadores de futebol como os de eSports têm de treinar bastante (por vezes, rotinas com mais de 10 horas de treino diárias), têm acompanhamento psicológico por parte das equipas e há equipas que incitam a prática de exercício físico e a manutenção de uma alimentação saudável, de modo a obter a melhor performance possível, por parte dos jogadores.

Qualquer pessoa poderá tornar-se um jogador profissional de eSports, caso seja realmente bom em algum jogo. As incapacidades físicas não serão problema, porque eSports, no fundo, jogam-se com a cabeça e as mãos.

Há sempre a possibilidade de se jogar apenas por entretenimento, eram muito raras as pessoas que levavam o jogo para a vertente competitiva. O panorama atual é bem diferente, qualquer pessoa com muito trabalho e (algum) talento, consegue chegar ao cenário profissional do seu jogo favorito.

Os eSports em Portugal ainda estão em crescimento, comparativamente com o estrangeiro.

Fase final da eLiga Portugal, um torneio de FIFA realizado pela Liga Portugal, em 2019
Fonte: Liga Portugal

Cada vez as marcas mais investem na modalidade e cada vez mais clubes surgem. Em 2016, o Sporting foi o primeiro “grande” clube a apostar na modalidade e a RTP, no mesmo ano, criou a RTP Arena, um canal online dedicado à transmissão de conteúdos e campeonatos de eSports.

Os canais de YouTube e streamers da Twitch são fundamentais na divulgação de campeonatos e torneios, de modo a atraírem mais público para os mesmos e para a vertente competitiva do jogo, não só de entretenimento.

Com todos os fatores combinados – investimento de marcas, clubes a entrarem no mercado e crescimento do público – é de esperar que a modalidade prospere e venha para ficar, já que há jogos para todos os gostos e cada um de nós tem um “bichinho” por competição. Além dos eSports serem o futuro, já são o presente e, nas últimas décadas, chegaram para ficar, como desporto que é.

Henrique Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.