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FC Paços de Ferreira 0-0 FC Porto: Dragões não se dão com a baliza

Ricardo Anselmo · 3 min

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fc porto cabeçalho

Voltaram os problemas na hora de transformar em golo as oportunidades criadas. O FC Porto deixou Paços de Ferreira mais longe do primeiro lugar, não podendo, desta vez, atribuir à arbitragem a culpa por mais um resultado negativo. 

Início intermitente dos dragões, que desde cedo manifestaram a vontade em assumir as despesas da partida, como, de resto, não poderia deixar de ser. Primeiro Jota, isolado por André Silva, não conseguiu bater Defendi, e depois o próprio André Silva, à boca da baliza, não deu o seguimento que se exigia a um cruzamento de Herrera.

Duas oportunidades de golo soberanas na primeira dezena de minutos deixavam antever que os problemas na finalização viriam a persistir. O Paços, por sua vez, encontrou no contra-ataque uma via alternativa para colocar em sentido a defensiva contrária, chegando, inclusive, a reclamar, com razão, uma grande penalidade por mão de Alex Telles. À parte isso, os golos teimavam em não aparecer para os azuis e brancos, depois de nova investida. Óliver recupera a bola e serve Corona, que, depois de rematar contra os defensores pacenses, viu o seu colega espanhol permitir uma enorme defesa ao guardião da equipa da casa.

De seguida, novamente Jota, a aparecer nas costas da defensiva contrária, servido por Herrera, a esbarrar mais uma vez no ‘goleiro’ dos castores. Os minutos iam passando, os nervos acentuavam-se, e com isto chegava o intervalo, sem que os dragões conseguissem expressar no resultado a superioridade evidenciada em campo. Ainda que sem uma exibição brilhante, o FC Porto justificava um resultado diferente, à saída para as cabines.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No regresso, um Paços mais atrevido quase fazia mossa; contudo, o cabeceamento de Welthon saiu ao lado. Mesmo em falta, estava dado o aviso. A palestra de Vasco Seabra teve, de alguma forma, o condão de despertar os pacenses para um atrevimento ofensivo que não se lhes tinha visto até então. Já o FC Porto mantinha a tendência de falta de clarividência ofensiva, aliada a uma displicência gritante na hora de finalizar as oportunidades criadas. André Silva voltou a desperdiçar um belo passe de Jota, novamente com Defendi a vestir a pele de herói. Logo de seguida foi Rúben Neves a ver as suas intenções serem negadas pelo guardião brasileiro.

Não estava fácil a vida para o FC Porto, e Nuno decidiu lançar Rui Pedro em detrimento de Diogo Jota. O coração começou a falar mais alto do que a cabeça e o resto da história é uma inevitabilidade: golos e mais golos falhados de uma forma absolutamente inacreditável. O problema da finalização parece ter voltado e, assim, não há candidato ao título que resista.

Foto de Capa: FC Porto

A FIGURA:

defendi

Rafael Defendi – Num jogo em que o FC Porto faz 19 remates, sendo que apenas seis foram na direção da baliza e todos defendidos brilhantemente por Rafael Defendi, não há muito a dizer sobre quem merece nota de destaque no nulo conquistado pelo Paços de Ferreira. Beneficiou, é certo, de uma tremenda falta de eficácia dos azuis e brancos, mas a ele se deve, em grande parte, a ausência de golos na baliza dos pacenses.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Aproveitamento nulo – O FC Porto apresenta um volume de jogo ofensivo bastante elevado, cria inúmeras ocasiões de golo, e hoje, mais uma vez, o que poderia ser uma goleada tranquila acabou por ser mais um nulo comprometedor. A juventude pode explicar uma parte, mas a displicência, certamente, explica a outra. Depois de um período positivo de vitórias consecutivas, o nervosismo e a desconfiança voltaram ao reino do dragão. Desta vez não houve ‘roubos’ de arbitragem que sirvam de bode expiatório. Exige-se muito mais. Mesmo NES precisa de rever a sua política de substituições. Apesar das boas intenções com que foram feitas as apostas em Rui Pedro, João Teixeira e Silvestre Varela, estas nada acrescentaram em relação às exibições de Diogo Jota, Corona e Óliver.

Ricardo Anselmo

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