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Novo monolugar de Fórmula 1 para 2022: a revolução aerodinâmica

Carlos Eduardo Lopes · 3 min

2022 fórmula 1
Foto: Fórmula 1

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Parte da emoção do fim de semana do Grande Prémio da Grã-Bretanha deveu-se à divulgação das primeiras imagens, e do modelo em tamanho real, do monolugar que vai ser pilotado pela turma de 2022 da Fórmula 1.

Com um desenho aerodinâmico bastante distinto daquele em vigor desde a última mudança regulamentar de relevo (2018), o objectivo do carro de 2022 é claro: promover melhores corridas, ao facilitar uma maior proximidade entre os carros em luta directa na Fórmula 1.

A introdução dos dispersores aerodinâmicos por cima das rodas dianteiras e das coberturas de pneus, bem como a revisão do desenho das asas dianteira (simples e plana) e traseira (pontas arredondadas) irão permitir que menos “ar sujo” siga na direcção do carro perseguidor e seja direccionado para cima e fora da área de impacto aerodinâmico.

Para além de menor turbulência e maior estabilidade em curva, esta alteração deverá também proporcionar ao carro perseguidor maior fiabilidade dos componentes do carro e menor desgaste nos pneus dianteiros.

Fonte: Fórmula 1

Numa fase inicial, o sistema de DRS (asa móvel traseira) irá manter-se inalterado, mas a sua utilidade, e necessidade, será avaliada durante a época com vista a uma possível remoção em 2023.

Esse seria um sinal claro de que o esforço de possibilitar um menor impacto do fluxo de ar turbulento no carro perseguidor surtiu o efeito desejado.

Fonte: Fórmula 1

As rodas e os pneus, por seu turno, vão também sofrer alterações – uma novidade testada já este ano em Imola pelo heptacampeão Lewis Hamilton.

A jante passa a 18 polegadas (em vez das 13 actuais) e os pneus terão uma construção mais estreita, o que irá reduzir o sobreaquecimento dos pneus e reduzir a carga aerodinâmica causada pela parte lateral dos mesmos, respectivamente.

Fonte: Fórmula 1

A nível da unidade motriz, que na sua construção irá permanecer relativamente inalterada (V6 turbo de 1600 centímetros cúbicos e injecção directa), a grande novidade é a introdução do combustível “E10”.

Isto é, uma mistura de biocombustível que será composta por 10% de etanol, numa medida com vista à redução do impacto ambiental.

Haverá ainda mais componentes estandardizados, reduzindo os custos de produção e desenvolvimento (para responder à implementação dos novos tectos orçamentais), e mais sensores distribuídos pelas diversas áreas do motor para transmissão de dados entre as equipas, a FIA e a própria Fórmula 1.

O carro de 2022 será mais pesado, com o peso mínimo (790kg) a aumentar 5% em relação a 2021, mas mais seguro.

As lições aprendidas após o trágico acidente de Anthoine Hubert e o despiste “infernal” de Romain Grosjean serão integradas, respectivamente, sob a forma de um cone frontal mais longo e uma secção lateral mais robusta, e ainda um novo método de separação do motor e do tanque de combustível em caso de acidente.

Fonte: Fórmula 1

Num detalhe curioso, a Fórmula 1 confirmou que foi inclusivamente estudada a hipótese de não incluir uma asa dianteira – uma medida revolucionária que ao que tudo indica parecia viável do ponto de vista técnico, mas que acabou por não ganhar “asas” por questões de segurança.

Fonte: Fórmula 1

7500 simulações e dezenas de iterações depois, a Fórmula 1 chega então ao produto final.

Um monolugar que pretende revolucionar a todos os níveis e proporcionar mais duelos em pista.

Aliando-se com a missão de reduzir o impacto ambiental da modalidade e de dar aos fãs, agora em versão melhorada, o mais emocionante espectáculo motorizado do mundo.

Carlos Eduardo Lopes

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