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Leicester City 1-0 FC Porto: Em vez de ativo, reativo

Telmo Martins · 3 min

Leicester City 1-0 FC Porto:  Em vez de ativo, reativo

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É sabido das dificuldades que o Porto enfrenta quando se desloca a terras de Sua Majestade e este jogo não iria ser excepção. Por um lado, um Leicester motivadíssimo pelo primeiro jogo de Champions no King Power Stadium e com uma vitória convincente em casa do Brugge por claros 0x3. Por outro lado, a dificuldade do Futebol Clube do Porto jogar em Inglaterra e a instabilidade de resultados que tem vindo a sofrer com um empate comprometedor no Estádio do Dragão por 1×1 contra o Copenhaga.

O treinador dizia que “O FC Porto nunca ganhou em Inglaterra, mas queremos acabar com essa situação, quebrar esse recorde”. O mote estava lançado para um jogo fulcral nas aspirações europeias do Porto. Destaque para a continuação no onze de Adrián Lopez, apostando assim na mobilidade e versatilidade do espanhol.

O jogo começou com o Porto muito pressionante, querendo retirar a bola dos jogadores do Leicester nos primeiros minutos, e tendo esta fase ficado marcada pela oportunidade de André Silva a explorar a lentidão dos centrais Morgan e Huth após recuperação de bola a meio-campo de Otávio. Com o desenrolar da partida, o Leicester foi equilibrando as forças e começando a fazer o seu tipo de jogo com lançamentos longos tanto de linha lateral como feitos pelos centrais e pelo seu médio centro Drinkwater apelando também a um jogo mais físico que só beneficiaria os Foxes.

O jogo começou a ficar muito físico a partir dos 10/15 minutos de jogo com um jogo de choque dos seus avançados Vardy e Slimani tanto no jogo aéreo como na pressão aos defesas e também com a turma de Ranieri a conseguir ganhar, praticamente, as segundas bolas. Isto culminou na passagem do minuto 25 no golo de Slimani, com o argelino a antecipar-se a Felipe após um cruzamento de Mahrez. Desde este momento, o Porto desencontrou-se e intranquilizou-se permitindo que a equipa inglesa tenha maior posse de bola na primeira parte e detendo as melhores oportunidades de alvejar a baliza adversária. O Porto pouco agressivo na primeira parte na disputa da bola e a não conseguir colocar a bola no relvado, muito causado pela pressão intensa de Slimani e Vardy.

O FC Porto na segunda parte entrou com intenções de ter mais posse de bola e privilegiar a técnica dos seus jogadores no setor intermediário do terreno para conseguir sair de Inglaterra com um resultado mais risonho. O meio-campo tentou assumir mais o jogo com um Otávio mais endiabrado e a assumir o jogo e NES a retirar Adrian Lopez, desinspirado assim como André André que não conseguiu emprestar toda a sua intensidade e capacidade de jogo sem bola em campo. Entraram Herrera e Diogo Jota para os seus lugares com o 4x4x2 a ser mantido e o Porto a conseguir maior equilíbrio no jogo, com Oliver a adiantar-se no terreno e o Porto a acalmar as hostes tentando chegar à baliza defendida por Schmeichel com passes curtos e progressão com bola, fazendo-a chegar aos homens mais adiantados do Porto com mais critério permitindo a subida no terreno do meio campo azul e branco.

O Porto, nos últimos vinte minutos de jogo a conseguir pressionar a equipa do Leicester, obrigada a recuar com a mudança para o 4x3x3 com a entrada de Corona por Oliver assumindo 3 homens na frente. A melhor oportunidade do Porto aconteceu aos 83’ com uma bomba de Corona ao poste direito da baliza do Leicester a coroar uma melhor segunda parte dos dragões, com o árbitro Çekir a ser muito perdulário com Amartey, por uma entrada violentíssima a Otávio.

No entanto, insuficiente para conseguir levar de vencida o Leicester e prolongando a besta negra de jogar em Inglaterra em que o Futebol Clube do Porto continua sem ganhar.

Foto de capa: Leicester City

A FIGURA

Fonte: Leicester City
Fonte: Leicester City

Islam Slimani – Além do golo que permite o triunfo ao Leicester, uma autêntica dor-de-cabeça para Felipe e Marcano tanto a atacar como a pressionar a primeira linha de construção do Porto. Incansável.

Menção honrosa: Danilo Pereira – Sempre com critério, tanto a defender onde foi tirando tudo que conseguia, quase nunca perdendo no confronto aéreo,como a atacar onde demonstrou frieza e evolução.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Adrián López – Um jogo para esquecer do avançado espanhol, desinspirado e sem confiança sem nunca combinar com André Silva.

Telmo Martins

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