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Ciclismo

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Volta a Portugal 2026 #1: Rui Oliveira incendiou a corrida, Guérin dominou a Torre

Ao fim da primeira semana da Volta a Portugal, a corrida já teve de tudo: sprints massivos, quedas, fugas, mudanças de líder e uma etapa-rainha que redefiniu completamente a luta pela camisola amarela. Se Alexis Guérin sai desta fase como o grande vencedor, Rui Oliveira merece igualmente destaque por ter sido o rosto mediático e competitivo dos primeiros dias de prova. A presença do olímpico português da UAE Team Emirates-XRG elevou imediatamente o estatuto da corrida. Rui Oliveira não veio apenas cumprir calendário. Foi competitivo desde o primeiro dia, conquistou a camisola amarela e deu à Volta uma visibilidade rara, trazendo para as estradas portuguesas um dos ciclistas nacionais mais relevantes da atualidade. Durante várias etapas conseguiu defender a liderança perante especialistas da classificação geral, chegando mesmo a manter a amarela após as jornadas de sprint em Albufeira e Elvas.

Pedro Filipe · 3 min de leitura
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Ciclismo: Pedigree da Volta a Portugal aumenta, mas favorito mantém-se

Uma boa notícia, mas não deixa de ser uma grande incógnita da Volta a Portugal 2026. A presença da UAE Team Emirates-XRG, equipa mais poderosa do ciclismo mundial, constitui um dos acontecimentos mais relevantes dos últimos anos na corrida portuguesa. Este facto representa um importante reforço de prestígio para a prova que se realiza de 5 a 16 agosto e que chega à 87.ª edição. Embora a formação dos Emirados Árabes Unidos não apresente as suas maiores estrelas, habituais protagonistas do Tour de France e das principais clássicas internacionais, a simples presença de uma estrutura WorldTour eleva significativamente o nível competitivo da corrida. Os corredores da UAE chegam com uma preparação e uma experiência competitiva raramente vistas nas estradas portuguesas, podendo alterar o equilíbrio habitual entre as equipas continentais nacionais.

Pedro Filipe · 4 min de leitura
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Tour de France 2026: A consagração da era Pogacar

O Tour de France 2026 ficará para a história como a edição que confirmou definitivamente Tadej Pogacar entre os maiores ciclistas de todos os tempos. O esloveno da UAE Team Emirates conquistou a sua quinta Volta a França, igualando o recorde histórico de Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain. Mais impressionante ainda, alcançou este feito aos 27 anos, numa demonstração de superioridade que dificilmente encontra paralelo na era moderna do ciclismo. Desde os primeiros dias da corrida, que arrancou em Barcelona e percorreu 3333 quilómetros até Paris, Pogačar assumiu o papel de principal candidato à camisola amarela. A queda e posterior abandono de Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike) na 15.ª etapa retiraram da estrada aquele que continuava a ser o seu maior rival, mas a verdade é que o esloveno já se encontrava numa posição de força graças à sua consistência na montanha, ao rendimento nos contrarrelógios e à capacidade de responder a qualquer ataque.

Pedro Filipe · 3 min de leitura
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Jan-Willem van Schip ou (quase) tudo o que está mal com a UCI | Ciclismo

Desde a década de 90 e do mítico Escocês Voador, Graeme Obree, que não se via algo assim. Quando começamos a analisar os detalhes, a história de van Schip (ainda) não tem o mesmo romantismo, mas a forma como vai irritando os patrões do desporto já lhe valeu um lugar especial na história recente do Ciclismo. Primeiro, os básicos. Especialista na pista (disciplina em que alcançou até dois títulos mundiais), foi também aparecendo na estrada como um forte rolador capaz de bons resultados esporádicos e chegou a militar no segundo escalão em 2018 e 2019 ao serviço da Roompot. Com o covid, acabaria por voltar a prestar atenção primordialmente à pista.

José Baptista · 2 min de leitura
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