Última horaFoi contratado no último verão por 54 milhões de euros e está no radar do Real Madrid de José Mourinho

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O verdadeiro jogo começa agora: Qual o papel do Diretor Desportivo nesta fase da época?

Quando a época começa a caminhar para o seu final, é bastante importante que a preparação do futuro já esteja em andamento. Quem tem os objetivos praticamente cumpridos, pode incorrer na ilusão e deixar que se instale uma falsa sensação de tranquilidade nos clubes. Para os adeptos, é tempo de desfrutar. Para a equipa técnica, de gerir o que resta da época. Mas para o diretor desportivo, inicia-se, provavelmente, o momento mais importante de todo o ano. É agora que se começa a ganhar, ou a perder, a próxima época. Um clube que já atingiu os seus objetivos não pode cair no erro da acomodação. E é aqui que o papel do diretor desportivo se torna crítico. Compete-lhe olhar para o plantel com distanciamento e tomar decisões que, muitas vezes, não são populares nem do agrado da maioria dos “adeptos e simpatizantes”, mas são necessárias. Há opções que têm de ser colocadas, como por exemplo:

Redação BnR · 2 min de leitura
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Benfica: Quando mais de 100 milhões não trazem fome de vencer

A propósito das declarações de José Mourinho após o jogo do Benfica com a Casa Pia AC, há uma realidade que o futebol moderno insiste em ignorar, hoje sabe-se tudo… menos o essencial. Atualmente, qualquer departamento de scouting consegue analisar um jogador ao detalhe. Métricas físicas, mapas de calor, ações com bola, comportamento tático. Há dados para tudo. Relatórios para tudo. E, ainda assim, continua a falhar-se no ponto mais crítico, aquilo que não aparece nos dados, o comportamento competitivo. Quem está disposto a competir quando é preciso vestir o fato de macaco. Ao longo dos últimos anos, tenho trabalhado em contextos onde o erro não era confortável, equipas em dificuldade, orçamentos limitados, cenários de pressão constante, jogos com impacto direto na sobrevivência.

João Prates · 4 min de leitura
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Portugal x Eslováquia: Controlar a profundidade e explorar o espaço

Na antevisão do encontro entre Portugal e Eslováquia, o treinador de futebol feminino Gonçalo Alves analisa os comportamentos da equipa eslovaca, identifica as jogadoras a ter em conta e aponta caminhos que a Seleção Nacional poderá explorar para criar perigo. O técnico orienta a equipa Feminina do Metta, da Letónia. Observei o último jogo da Eslováquia frente à Letónia, muito por conhecer bem a seleção letã. Existem jogadoras dessa equipa que treino atualmente e outras que já tive oportunidade de treinar anteriormente, o que me permitiu olhar para o jogo com especial atenção.

Redação BnR · 1 min de leitura
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Benfica x Real Madrid: Há momentos no futebol em que o jogo deixa de ser apenas jogo

Nos últimos dias falou-se muito de um episódio de alegado racismo entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. O tema foi discutido até à exaustão, opiniões fortes, julgamentos rápidos, narrativas construídas em minutos. Mas há um detalhe essencial: ainda não existem provas inequívocas. E para quem está dentro de um balneário, a questão nunca é apenas o que aconteceu. A questão é o que fazer a seguir. Quando Mourinho fala em dificuldade de gestão emocional, não está a falar de tática, está a falar de pessoas. Do impacto que uma polémica destas tem num jogador jovem, num grupo exposto e numa estrutura que precisa de manter equilíbrio. O racismo é linha vermelha absoluta. Se houver prova inequívoca, a consequência tem de ser clara. Mas enquanto não há prova objetiva, o treinador lida com algo mais imediato: o estado emocional do atleta e o ambiente criado à sua volta.

João Prates · 2 min de leitura
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Benfica x Real Madrid: O que mudou entre dois jogos? Estrutura, Espaço e Decisão

Os dois jogos entre Benfica e Real Madrid não contaram apenas histórias diferentes no resultado. Mostraram, acima de tudo, como pequenos ajustes estruturais podem alterar completamente a dinâmica competitiva. No primeiro jogo, o Benfica venceu por 4–2 com apenas 33% de posse de bola. O Real Madrid teve 67%, controlou territorialmente, circulou com critério. Ainda assim, concedeu 3.01 xG e oito grandes oportunidades claras. São dados estatísticos que revelou um problema estrutural. O Benfica não procurou controlar o jogo com bola, procurou controlar o jogo no momento certo: na transição. Foi vertical, atacou profundidade, explorou a reação lenta à perda e beneficiou de distâncias excessivas entre sectores do Real e de um lado esquerdo sem cobertura. O Real teve volume, o Benfica teve metros e critério para ferir. E, na minha opinião, espaço vale mais do que posse.

João Prates · 3 min de leitura
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FC Porto x Sporting: E se Trincão jogasse mais tempo ao centro-direita do ataque, o que traria ao jogo? Estratégia vs identidade?

O Sporting apresentou-se a travar o jogo interior do FC Porto como normalmente todas as equipas nos últimos jogos o têm feito que é a vigilância apertada sobre os dois interiores e fechar com os 2 extremos o espaço central com especial relevo para a colocação de Trincão à esquerda que ganhou consistência defensiva, mas perde dinâmica ofensiva, deixando então a linha de passe mais aberta para Samu que não é a sua característica mais virtuosa de costas para a baliza contrária fora de área. O FC Porto igual a si próprio a defender no bloco subido de HxH sobre a saída de bola contrária e em alguns períodos do jogo um pouco a jogar com o lado mental do mesmo e do Sporting ao estar mais pressionado para ganhar e baixar mais o bloco para poder surpreender no contra-ataque.

Redação BnR · 2 min de leitura
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FC Porto | Quando a coerência cai, o balneário sente

Com Francesco Farioli, o FC Porto tinha algo que no futebol vale ouro e raramente faz barulho, estabilidade. Uma defesa a funcionar, números claros, quatro golos sofridos, uma dupla de centrais sólida, Jan Bednarek e Jakub Kiwior, rotinas consolidadas, confiança instalada, aquela base silenciosa que sustenta uma equipa competitiva sem precisar de discursos grandiosos. E depois muda-se. Não por rendimento. Não por quebra de forma. Muda-se por nome. Quando entra Thiago Silva no onze do FC Porto, caem várias coisas ao mesmo tempo. Cai uma regra que foi defendida durante meses, a do pé dominante. Cai a lógica da continuidade. Cai a hierarquia construída dentro do campo. E quando tantas referências caem de uma vez, o balneário sente. Sempre sentiu. Vai sempre sentir. O futebol pode mudar sistemas, modelos, ideias, mas há princípios humanos que não acompanham as modas.

João Prates · 3 min de leitura
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Opinião

O mercado de inverno visto do banco

O mercado de inverno existe, muitas vezes, para colmatar erros cometidos no verão. Erros de avaliação, de construção de plantel, de leitura do contexto, simplesmente de tempo ou financeiro Janeiro não é, na maioria dos casos, planeamento puro, é correção. Mas nem todas as equipas chegam a janeiro pelo mesmo motivo. Há clubes que lutam pelo título, outros por lugares europeus, outros pela permanência. Os objetivos são diferentes e, por isso, as razões para ir ao mercado também o são. Janeiro não é só urgência, também pode ser oportunidade. Reduzir o mercado de inverno a desespero seria injusto. Há clubes que utilizam este período para:

João Prates · 2 min de leitura
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Entre o banco e a direção: quando a liderança falha no futebol moderno

O futebol moderno gosta de falar em projeto, identidade e liderança. Gosta de palavras grandes. O problema é que, na prática, continua a cometer erros básicos de governação. Um deles repete-se com uma frequência preocupante: contratar treinadores com uma ideia clara e, pouco depois, retirar-lhes o poder para a executar. Os casos recentes de Ruben Amorim, Enzo Maresca e Xabi Alonso ajudam a expor um problema que vai muito além dos nomes. O problema não está apenas no banco. Está acima dele.

João Prates · 3 min de leitura
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CAN 2025: Senegal conquista o futebol africano

Artigo redigido por Tony da Silva, treinador de futebol, adjunto na seleção dos Camarões entre 2019 e 2022 e atual formador FIFA de treinadores no futebol africano. O Senegal conquistou a Taça das Nações Africana (CAN) relativa a 2025 ao bater na final a seleção de Marrocos por 1 a 0, graças a um golo de Pape Gueye, no prolongamento. Esta é a segunda vitória do Senegal na história da competição, após o sucesso na de 2021, realizada nos Camarões.

Redação BnR · 3 min de leitura
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Quando a ideia serve o jogador (e não o contrário)

Há momentos em que o futebol nos obriga a parar e a fazer uma pergunta simples, mas incómoda: a quem deve servir a ideia de jogo, ao treinador ou aos jogadores? As recentes declarações de Luís Pinto ajudam a recentrar o debate no essencial. Não se trata de abdicar de identidade, nem de “trair” convicções. Trata-se de compreender o contexto, as características do plantel e o momento competitivo.

João Prates · 2 min de leitura
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Taça da Liga: A análise tática da final entre Vitória SC e Braga

O SC Braga entrou melhor e conseguiu ultrapassar, em várias ocasiões a primeira pressão do Vitória, com os dois médios arsenalistas, João Moutinho e Grillitsch, a receberem nas costas e a partir daí, entraram com critério na segunda fase de jogo. O Vitória com apenas o médio Beni (que fez um excelente jogo) na aproximação aos centrais tornou a vida facilitada ao Sporting de Braga, quando pressionava a saída dos vimaranenses. O Braga conseguiu montar micro-estruturas em triângulos e losangos nos corredores laterais, o que lhe permitiu manter a posse e ter a capacidade de atrair o Vitória aos corredores laterais e depois, a partir daí, atacar a profundidade ou virar o centro de jogo. Resumindo, o Braga, na primeira-parte, conseguiu ter, por mais tempo, o controlo do jogo e poderia ter ido para intervalo com mais de um golo de vantagem.

Redação BnR · 2 min de leitura
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Quando o treinador percebe que já não controla o contexto

Há conferências de imprensa que dizem mais pelo tom do que pelas palavras. Há silêncios que explicam melhor uma época do que qualquer estatística. Após a derrota na meia-final da Taça da Liga, Rui Borges não parecia um treinador à procura de desculpas. Parecia um treinador cansado. Cansado de perder jogadores. Cansado de adaptar planos. Cansado de competir com variáveis que já não controla, as lesões. Com mais duas lesões a juntar-se a uma lista já pesada, o problema deixa de ser tático e passa a ser estrutural. E é aqui que começa uma realidade que o futebol raramente quer discutir.

João Prates · 2 min de leitura
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Quando o VAR deixa de ser tecnologia e passa a ser ruído

O futebol sempre conviveu com o erro. Árbitros erram, treinadores erram, jogadores erram. Faz parte do jogo. O que já não pode fazer parte do futebol moderno é a indecisão prolongada e a sensação de que ninguém assume responsabilidade. O episódio recente no jogo Santa Clara x Sporting, em que o jogo esteve doze minutos parado à espera de uma decisão do VAR, para no final se assinalar um penálti, ultrapassa o erro pontual. Entra no território do surreal. Para quem vê de fora, é apenas mais um lance polémico. Para quem está dentro, não é.

João Prates · 2 min de leitura
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Sub-17: O Mundial que ganhámos e as carreiras que podemos perder

Portugal voltou ao topo do futebol juvenil mundial, agora em Sub-17. Ser campeão do mundo Sub-17 é um feito que poucos países conseguem e prova que continuamos a produzir talento de elite. Mas quem trabalha no terreno, como eu, que já passou por vários balneários em Portugal e no estrangeiro, sabe que o perigo começa quando a festa acaba. Ao longo dos anos, vimos jovens brilhantes perderem-se aos 19 porque não tiveram orientação. E vimos outros, menos exuberantes aos 17, chegarem ao topo porque tiveram estrutura. É por isso que este título mundial é uma oportunidade, mas também um alerta. O que acontece quando os holofotes se apagam? O padrão repete-se demasiadas vezes:• Expectativas irreais colocadas em adolescentes.• Pressão mediática e comparações constantes.• Agentes, propostas e ruído externo.• Um regresso ao clube onde, muitas vezes, tudo continua igual.

João Prates · 3 min de leitura
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Portugal: o pequeno país que voltou a provar que é um gigante no futebol mundial

Portugal disputou a final do Campeonato do Mundo Sub-17 e só isso já seria uma vitória. Mas transformou presença em grandeza e acabou campeão do Mundo. Mais uma vez, Portugal esteve no centro das grandes decisões internacionais, confirmando uma tendência que não é acidental, nem episódica, nem fruto do acaso. É cultura, metodologia , escola, conhecimento acumulado e muita paixão pelo jogo. Portugal é pequeno em território, mas enorme na forma como pensa, pratica e vive o jogo. Nas últimas décadas, a presença recorrente das nossas seleções , seniores e jovens  em fases finais, meias-finais e finais tornou-se um padrão. E padrões não surgem sozinhos.Não é surpresa, é o resultado de um modelo sólido

João Prates · 3 min de leitura
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Cristiano Ronaldo: Marca, País ou Mercado?

O debate em torno da ida de Cristiano Ronaldo tornou-se, demasiadas vezes, refém de ideologias fáceis e leituras enviesadas e até agressivas. Em vez de se olhar para o fenómeno com neutralidade e racionalidade, procuram-se ângulos políticos ou morais onde não existem. E isso impede que se veja o essencial: Ronaldo é um caso extremo de mérito, disciplina e construção de valor. É impossível ignorar que Ronaldo já não é apenas um desportista. É uma marca global. E isso não diminui Portugal; amplia-o. Tal como tantas marcas nasceram num país e se tornaram património do mundo, também Ronaldo ultrapassou há muito as fronteiras de origem. A identidade é portuguesa, mas a escala é planetária.

João Prates · 2 min de leitura
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