Carlos Carvalhal fez a antevisão do embate frente ao Estoril. Este jogo marca a estreia do treinador pelos famalicenses.
Carlos Carvalhal realizou a conferência de imprensa de antevisão ao jogo do Famalicão frente ao Estoril Praia, referente à primeira jornada da nova edição da Primeira Liga. O encontro assinala a estreia oficial do técnico no comando famalicense e também de Vasco Matos nos estorilistas, dois treinadores que iniciam novas etapas nas respetivas carreiras. Sobre o adversário, Carvalhal elogiou a qualidade individual e a organização tática:
«É uma equipa que tem uma matriz do passado, com excelentes jogadores de recorte técnico, como o Guitane, Begraoui, João Carvalho e Holsgrove. Era uma equipa de matriz ofensiva, mas o Vasco Matos vai dar-lhe mais equilíbrio, no sentido de solidificar bem as suas equipas».
Relativamente ao plantel do Famalicão e à preparação durante a pré-temporada, o técnico mostrou-se muito confiante no trabalho desenvolvido e nas opções que tem ao seu dispor:
«O [Famalicão] renovou cinco posições – centrais, lateral esquerdo, médio ofensivo e ponta de lança – em seis, com seis jogadores. Foi tudo muito bem feito pela estrutura. Parece que a equipa é praticamente a mesma, mas vai ter uma cara diferente e crescer com o tempo.»
Para a estreia, o treinador garante competitividade máxima:
«Estamos 100 por cento preparados para competir, dá-nos essa tranquilidade. O que podemos assegurar é a competitividade da equipa, a vontade de ganhar e importa ter a equipa alinhada e como eu gosto, a respeitar o adversário, a ser humilde para com todos, a discutir cara a cara com todos».
Questionado sobre as metas desportivas do Famalicão para a época de 2026/2027, Carlos Carvalhal rejeitou taxativamente estabelecer metas fixas na tabela classificativa:
«Eu não gosto muito de criar barreiras. Entendo que os objetivos, por vezes, acabam por ser barreiras. Por que havemos de pensar no quinto, sexto ou sétimo lugar e não olhar para os jogos a pensar que podemos competir com todos? A partir do momento em que conseguimos competir, a classificação final vai refletir isso. Não gosto de colocar barreiras. Gosto que a equipa vá ao Estoril com vontade de vencer. Podemos ganhar, empatar ou perder, mas temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. É assim que gosto de caminhar no campeonato. Às vezes, os objetivos são castradores».

