Rúben Dias concedeu uma entrevista na qual abordou vários tópicos, incluindo a liderança de Bernardo Silva e Pep Guardiola.
Rúben Dias, defesa e capitão do Manchester City, concedeu uma entrevista à DAZN na qual abordou o arranque da nova temporada sob o comando de Enzo Maresca, após uma década de Pep Guardiola, e recordou a importância de Bernardo Silva na sua evolução como líder.
Promovido a capitão principal dos citizens no seguimento das saídas de Bernardo Silva e Rodri, o internacional português começou por vincar a exigência intacta do clube:
«A mentalidade de qualquer pessoa que vem para este clube é a de ganhar todas as competições em que estivermos envolvidos. Isso é claro, é a maneira de estar no clube. Não espero nada mais do que amanhã ter mais um treino, treinar bem, para melhorarmos o que temos a melhorar enquanto equipa, para cada um atingir o pico de forma gradualmente e irmos conquistando esta boa sensação dia após dia, jogo após jogo. É assim que se constrói uma equipa vitoriosa. Pensar muito à frente atrapalha mais do que ajuda».
Sobre o reencontro com Enzo Maresca, com quem trabalhou na época do triplete, quando o atual técnico era adjunto de Guardiola, Rúben Dias explicou como pretende guiar o grupo:
«Acima de tudo é a experiência do que aconteceu a nível de saber o que é preciso para ganhar. Tanto eu como o Enzo [Maresca] sabemos o que é preciso. Estivemos juntos na temporada do triplete e sabemos do que falamos e do que é preciso em cada momento para explorar o crescimento da equipa para atingirmos esse tipo de patamar: muita verdade, muita ambição e muita coesão em perseguir o objetivo. Da minha parte, cabe-me comprar a ideia dele, executá-la e fazer com que a equipa a execute da melhor maneira possível».
Com a chegada de reforços como Enzo Fernández, Elliot Anderson, Ayyoub Bouaddi ou Iliman Ndiaye, o central explicou a abordagem no acolhimento aos novos elementos:
«Existe sempre uma conversa natural para os fazer sentir confortáveis e para entenderem o contexto o mais rápido possível. Eles vêm para ajudar e precisamos que sejam eles mesmos o mais cedo possível. O melhor rendimento que vão dar é a partir do momento em que se sintam confortáveis para serem quem são. Quanto mais cedo conhecerem a casa em que chegaram, mais fácil é para eles. Quando um jogador é contratado para estar aqui é porque é especial, tem uma qualidade diferente. Temos de dar o impulso certo para serem quem são. A partir daí as coisas acontecem naturally, pela qualidade individual que têm».
A finalizar, Rúben Dias lembrou a marca deixada por Bernardo Silva no balneário e a forma como o compatriota influenciou a sua própria liderança:
«Tudo é uma aprendizagem. Estou envolvido nos grupos de capitães desde o Benfica. Na formação fui muitas vezes capitão. Fui moldando a minha liderança. Tudo para mim sempre foi uma grande aprendizagem. Apesar de muitas pessoas não o verem tanto, sempre vi que o Bernardo tinha uma capacidade acima da média para entender o contexto que o rodeava. Era uma voz muito respeitada no balneário, ainda que não parecesse. Mas quando a conversa era séria, era muito respeitado».
«Aprendi muito com ele. Depois tenho os meus traços de personalidade. Se calhar sou mais vocal do que era o Bernardo, que era mais silencioso, ainda que falasse quando tinha de falar. Eu sempre fui mais expressivo. Aprendi muito com o Bernardo, como aprendi com os que aqui passaram, no Benfica, na Seleção. O segredo é continuar a aprender. Os pequenos detalhes fazem a diferença, vindos de todo o lado».



