Publicidade

8h Bahrain: António Félix da Costa coroado campeão de LMP2

Ana Catarina Ventura · 7 min

Bahrain
Foto: FIA WEC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

A CORRIDA: O ADEUS DEFINITIVO AOS GTE PRO E O OLÁ AOS NOVOS VENCEDORES DA WEC

Chegada a última corrida da temporada do Mundial de Resistência, no Bahrain, foram coroados os campeões de 2022. O Toyota #7 (Mike Conway, Kamui Kobayashi, Jose Maria Lopez) venceu a corrida e deu o título à equipa japonesa. Atrás do #7 terminou o carro irmão #8 (Sebastien Buemi, Brendon Hartley, Ryo Hirawaka) e para fechar o pódio terminou o Alpine #36 (André Negrão, Nicolas Lapierre, Matthieu Vaxiviere).

Na classe LMP2, venceu o WRT #31 (Sean Gelael, Robin Frijns, René Rast), seguidos do United #23 (Alexander Lynn, Oliver Jarvis, Joshua Pierson) e no terceiro lugar o JOTA #38 (Roberto Gonzalez, António Félix da Costa, Will Stevens) que se sagrou campeão.

Nos GTE PRO, a vitória ficou para o AF Corse #52 (Miguel Molina, Antonio Fuoco) depois do atual campeão #51 (Alessandro Pier Guidi, James Calado) ter tido problemas para o fim da corrida e terminar fora do pódio. Quem terminou dentro do mesmo foi o Corvette #64 (Tommy Milner, Nick Tandy) e no terceiro lugar acabou o #91 da Porsche GT Team (Michael Christensen, Kevin Estre).

Finalizando, nos GTE AM venceu o Team Project 1 #46 (Matteo Cairoli, Mikkel Pedersen, Nicolas Leutwiler), seguido do carro irmão #56 (P.J. Hyett, Gunnar Jeannette, Bem Barnicoat) e finalizando com as Iron Dames #85 (Rahel Frey, Michelle Gatting, Sarah Bovy). Foi a equipa de Henrique Chaves, a TF Sport #33 (Ben Keating, Marco Sorensen) que foi campeã da categoria, com a ajuda do português, que não foi campeão por não ter feito a primeira corrida da temporada.

Foto de Capa: FIA WEC

HYPERCAR / LMP2

O domínio do Toyota #8 logo no início da corrida foi uma realidade tanto para os Peugeot, que fizeram uma fantástica qualificação, como para o Alpine, que foi o último classificado do grupo Hypercar. Ainda houve uma tentativa do Peugeot #93 (Paul Di Resta, Mikkel Jensen, Jean Eric Vergne) fazer uma ultrapassagem logo no início da corrida, mas sem sucesso. Com a liderança assegurada de um carro da equipa japonesa, a corrida fazia-se mais para trás, entre ambos os franceses e o segundo Toyota.

O #93 da Peugeot foi o primeiro a ter problemas na corrida, com Paul Di Resta a reportar problemas na caixa de velocidade. Com a “ajuda” do Full Course Yellow, chegou às boxs, para poder ser reparado e voltar para a pista. E, ainda dentro de FCY, também o irmão #94 teve problemas e teve de ir para dentro da garagem para ser recuperado. Conseguiu regressar à pista, mas fora da volta do líder.

O carro #8, com Brendon Hartley ao comando do Toyota, ouvi-a por parte da equipa, ordens para deixar o carro irmão #7 ultrapassá-lo por estar mais rápido e estar a começar a perder tempo para o Alpine, que saltou para P3 com os problemas da Peugeot. Depois de inicialmente se negar, acabou por deixar o outro Toyota chegar ao primeiro lugar com quatro horas para o fim da corrida. Desse momento até ao final, o resultado manteve-se sem haver trocar. Ainda houve tempo para o Peugeot #93 entrar para a garagem e retirar-se de vez.

Nos LMP2, Filipe Albuquerque, no United Autosport #22, começou bem a corrida ao conseguir ultrapassar o #41 da RealTeam by WRT (Rui Andrade, Ferdinand Habsburg, Norman Nato). Mas nem tudo corrida bem para os portugueses, com o #38 da JOTA a perder posições e ficar fora do TOP 6, o necessário para serem campeões. O carro #1 da Richard Mille Racing Team (Lilou Wadoux, Paul Loup Chatin, Charles Milesi) viu-se a rodar depois de um toque com um GTE AM e perder algumas posições e enquanto isso o #31 da WRT ultrapassa o #23 da United Autosport.

Albuquerque liderou a corrida até à terceira hora sem grandes ameaças até ser ultrapassado pelo #31 e andarem numa troca de lugares, inclusivamente com a PREMA #9 (Robert Kubica, Louis Deletraz, Lorenzo Colombo) até ficar o carro da WRT a liderar a categoria. Já perto da quinta hora de corrida, o #38 estava dentro da posição de pódio. Entretanto, o carro #10 da Vector Sport (Renger Van Der Zande, Ryan Cullen, Sébastien Bourdais) tinha problemas e ficava parado nas boxs para um arranjo rápido, depois de andar a lutar com o quarto lugar, cai para 10º.

Para as horas finais, vimos o #22 e o #38 em modo luta pela posição onde estivessem, mas seria somente com alguns minutos para o fim que essa luta seria disputada entre ambos os portugueses, com um pequeno empurrão por parte do mais recente campeão ao seu compatriota pelo quarto lugar. Com as paragens finais dos líderes da categoria, o JOTA do português conseguiu ascender à terceira posição e acabar dentro do pódio, depois de ter caído para P11 no início da corrida.

GTE PRO / AM

OS GTE PRO são conhecidos por darem luta até ao fim de uma corrida e do campeonato. E este ano, não seria para menos. Por isso, o show começo cedo, com o Porsche GT Team #91 (Gianmaria Bruni, Richardo Lietz) a dar trabalho ao AF Corse #52, com um toque simpático ao rival da scuderia. Com isso, o Ferrari #51 ganhava tempo para se aproximar destes dois e tentar ultrapassá-los, já que o rival principal era o Porsche #92. Com a chegadas dos pit-stops, subiu o #51 e o #91 a lutarem para a liderança até o Ferrari ultrapassar e também parar nas boxs.

Com a ultrapassagem do Corvette #64 e do Porsche #92, era finalmente o #51 a liderar a categoria e parecia que o título estava mais que assegurado se tudo acabasse dessa forma, com a vantagem de mais de 40 segundos que tinha. Mas, como é a categoria PRO dos GTE, isso não podia acontecer facilmente: com duas horas para o término da corrida, James Calado diz que algo não está bem no seu carro e que poderá ter a ver com a caixa de velocidade, o que seria confirmado mais tarde. Começou a perder posições e a única solução era mesmo terminar a corrida em quinto lugar e esperar que o #92 não chegasse ao primeiro lugar, onde esteve o Corvette #64, que acabou por ser ultrapassado pelo #52. Ainda houve tempo para o #91 entrar para um pit-stop extra na última volta e o #51 abrandou para passar a linha de meta depois do Toyota #7.

Com mais carros e mais emoção, os GTE AM garantidamente mostraram que para o ano há mais. Começando com o peão do #77 da Dempsey – Proton Racing (Christianj Ried, Sebastian Priaulx, Harry Tinknell) chamou o primeiro e único Safety-Car da corrida logo no início da mesma. Dentro do pódio, onde esta o #33, foram surpreendidos pela velocidade do #71 da Spirit of Race (Frack Dezoteux, Pierre Ragues, Gabriel Aubry) que os ultrapassou e seguiu para as Iron Dames, conseguindo a posição e a liderança da corrida logo na primeira hora da mesma.

E de líder da corrida para pesadelo numa questão de (longos) minutos, o #71 viu a sua liderança desaparecer depois de ter um furo e ficar inclusicamente sem o pneu no seu carro. Full Course Yellow para a retirada de detritos e do próprio pneu de pista, enquanto o Spirit of Race fazia o seu caminho para as boxs. No reinício da corrida, o #33 viu-se a ser ultrapassado e perder três posições para três Porsche – #56 e #46 da Team Project 1 e o #86 da GR Racing (Michael Wainwright, Riccardo Pera, Benjamin Barker).

O #85 consegui regressar à liderança depois das paragens de alguns pilotos e assim seguiu por um par de horas, enquanto Henrique Chaves no #33 chegava ao segundo lugar na entrada da quinta hora de corrida, ultrapassando o seu rival direto pelo título. Com o ritmo dos Team Project 1, o #46 conseguiu apanhar o carro da equipa totalmente feminina que estava em primeiro lugar, passando o Porsche a ser líder da categoria. Sem poder responder, o #85 tentou aguentar o segundo lugar até ao último, que também não foi possível – a menos de uma hora para terminar, o Team Project 1 #56 fez a ultrapassagem e ficaram no último lugar de pódio, sem que o #33 a conseguisse apanhar até ao final.

Ana Catarina Ventura

Redação Bola na Rede · ver artigos