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GP Mónaco: Erro de Ferrari entrega vitória a Pérez

Ana Catarina Ventura · 4 min

Foto: Red Bull Racing

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A CORRIDA: A COMBINAÇÃO IMPERFEITA QUE DEU “SHOW”

Começou a chover mesmo antes do início da prova, com os pilotos a meterem todos o pneu intermédio. Mas durou pouco tempo, uma vez que o diluvio chegara mesmo antes da corrida começar, atrás de Safety-Car. Com pneus full wet, os pilotos fizeram duas voltas de formação atrás de Bernd Maylander (SC) até a direção de prova declarar bandeira vermelha, a primeira do dia. Foi uma longa pausa, com chuva intensa, até as 15h05, quando todas as equipas tiveram a confirmação de que se iria voltar a correr no Mónaco.

Com começo atrás do SC, os canadianos Latifi e Stroll tiveram alguns contratempos, depois de darem toques no muro. Entraram nas boxs para trocarem de pneus e asa dianteira. Duas voltas depois, reentraram nas boxs, na companhia de Gasly, e ambos os canadianos quase se tocariam na altura de sair/entrar na sua zona de paragem.

Lá pela frente, Charles Leclerc liderava a corrida com uma boa vantagem, tendo Carlos Sainz perdido bastante tempo para o colega de equipa e defendendo de ambos os Red Bull.

O primeiro piloto a meter pneus intermédios seria Gasly, que não teria um bom desempenho até à volta seis, onde fez a volta mais rápida. Com esse sinal, Vettel e Tsunoda param nas boxs para meterem também pneu intermédio. O francês acaba mesmo por se adaptar aos pneus totalmente e começa a ultrapassar, primeiro Zhou e seguido de Ricciardo.

Sérgio Perez para na volta 17 para o pneu intermédio. Duas voltas depois, tanto Leclerc como Verstappen iriam parar, também para intermédios. Na rádio, ouvia-se Sainz a dizer para irem diretamente para o pneu seco. Por falar em pneu seco, Mick Schumacher foi o primeiro dos 20 pilotos a meter o pneu duro. Logo a seguir, os pilotos decidiram seguir esses paços. Entretanto, Hamilton e Ocon lutavam por posição, com o piloto britânico impaciente pela ultrapassagem.

Sainz e Leclerc foram chamado, ao mesmo tempo, para meter o pneu duro na volta 22. Porém, não seria aquilo que o engenheiro queria, uma vez que gritou para o monegasco ficar na pista. O mau ambiente estava instalado. Na volta seguinte, Perez e Verstappen também param ao mesmo tempo, também para o pneu duro, saem intercalados e à frente dos Ferrari.

A corrida voltaria ao normal no Mónaco até à volta 27, quando Mich Schumacher bate no muro e vê o seu Haas partir-se depois da batida, ficando fora da corrida como o seu colega de equipa. O Safety-Car sairia novamente para a pista, mas por pouco tempo, pois a corrida seria novamente interrompida com a bandeira vermelha, para repararem a barreira.

No segundo recomeço, tivemos Hamilton a lutar com Alonso pela nona posição, luta essa que durou até ao final da corrida, com o britânico a não conseguir a ultrapassagem. Ocon, que lutou com Hamilton, acabou por ser penalizado em cinco segundos por colidir com o mesmo.

Com 35 voltas completadas, o cronometro para as duas horas de corrida começava a apertar, então trocaram a 35 voltas para 35 minutos de corridas. Mas pouco aconteceu, com a pista a secar, os pilotos atrás de Alonso sem conseguir ultrapassar ninguém.

Ainda houve tempo para o TOP4 se juntar todos para o final da corrida, dando mais emoção de alguma possível ultrapassagem… que não aconteceu.

Sérgio Pérez ganhou assim a sua terceira corrida. Carlos Sainz acabou em segundo e logo atrás Max Verstappen. Para desilusão de muitos tifosi, ainda não foi desta que Charles Leclerc venceu a sua corrida de casa ou ficou no pódio.

Foto de Capa: Red Bull Racing

PILOTO DO DIA

Sérgio Perez – Sem dúvida que seria o mexicano, que agarrou esta oportunidade com unhas e dentes e, mesmo sendo pressionado no final da corrida, conseguiu levar os 25 pontos para casa. Melhor que vencer a corrida de casa, só mesmo vencer no Mónaco.

DESILUSÃO DO DIA

Charles Leclerc – A ambição de vencer em casa está com o monegasco mas, mais uma vez, fica só pela ambição. Foi um fim de semana que deu para sorrir, pois não bateu uma única vez este GP. Mas, uma estratégia errada da sua equipa, meteu-o fora do pódio e da luta pela vitória. Ainda não é hoje que a maldição acabou. Pelo menos, terminou a corrida.

Ana Catarina Ventura

Redação Bola na Rede · ver artigos

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