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GP Itália: O regresso do Senhor Inteligência

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A CORRIDA: ESTE GRANDE PRÉMIO FICOU MARCADO PELO DESAPARECIMENTO DO PILOTO LUSO-SUÍÇO JASON DUPASQUIER, DE 19 ANOS, QUE NÃO RESISTIU ÀS LESÕES RESULTANTES DE UM APARATOSO ACIDENTE DURANTE OS ÚLTIMOS MINUTOS DA QUALIFICAÇÃO DE MOTO3. PERANTE ESTA TRÁGICA NOTÍCIA TUDO O RESTO DEIXOU DE TER IMPORTÂNCIA NO CIRCUITO DE MUGELLO.

Em Mugello, Itália, o português Miguel Oliveira voltou a brilhar e ao lugar que tão bem conhece. Depois da melhor qualificação da temporada – 7.ª posição, o falcão de Almada puxou dos galões e teve um arranque canhão, saltando imediatamente para o terceiro lugar – para nunca mais o largar. Ou melhor, até largou, mas foi para se impor na segunda posição.

Uma corrida fantástica de Miguel Oliveira que não cometeu qualquer erro, nem mesmo quando se viu pressionado pelo campeão do Mundo Joan Mir – que tentou, por várias vezes, ultrapassar o português, mas sem sucesso.  Já Zarco e a sua potente Ducati, eram superiores na reta da meta graças à sua velocidade de ponta, mas Miguel Oliveira mostrava-se mais forte no miolo no circuito e a travagem perfeita para a curva depois da reta da meta foi fundamental para que Zarco não conseguisse ultrapassar o português.

A escolha do pneu com o composto duro à frente foi, também, fundamental na estratégia de Miguel Oliveira já que os seus rivais (Zarco, Mir e Rins) escolheram o composto médio que acabou por se desgastar com maior facilidade ao longo da prova, ainda que as Suzuki sejam peritas em preservar os pneus ao longo da prova. Parece que a KTM conseguiu resolver o problema de adaptação aos pneus e teve um fim de semana perfeito em Mugello, com o segundo lugar de Oliveira e a quinta posição de Brad Binder.

Com este resultado, Oliveira entra para o top 10 da classificação geral com 29 pontos. E agora, é hora de voar, Miguel.

Mas houve mais emoção neste grande prémio de Itália, onde Fabio Quartararo foi rei e senhor, sabendo aproveitar na perfeição a queda prematura de Pecco Bagnaia enquanto liderava a prova. O francês depois de estar na frente da corrida, impôs o seu ritmo e nenhum dos seus adversários teve armas para correr atrás do piloto da Yamaha que continua a dar cartas esta temporada, assumindo-se como um forte candidato ao título mundial. E para isso, já lidera a classificação geral com 105 pontos, mais 26 do que Zarco e mais 28 do que Pecco Bagnaia.

De salientar a queda de Alex Rins enquanto lutava por um lugar no pódio com o seu companheiro de equipa, Joan Mir, e também a queda de Marc Márquez que parece ainda estar à procura de boas sensações aos comandos da sua Honda.

Depois de Itália, o mundial de motociclismo vai de malas e bagagens para Barcelona e para o circuito de Montmeló, já no próximo fim de semana. E a emoção promete regressar.

 

PILOTO DO DIA:

Jason Dupasquier – Este GP fica marcado não pela vitória de Fabio Quartararo ou pela corrida perfeita de Miguel Oliveira, mas sim pelo desaparecimento de Jason Dupasquier, um piloto de 19 anos e com uma brilhante carreira pela frente. É dele que nos vamos lembrar, foi dele que todos os pilotos da categoria rainha falaram no final da prova – em que muitos criticaram o facto de a direcção de corrida ter decidido manter todas as corridas.

O mundial e o motociclismo ficaram, certamente, mais pobres. Até sempre, Jason.

 

DESILUSÃO DO DIA:

Podia ser um piloto…, mas vou eleger a direção de corrida e a própria Dorna como a desilusão do dia. Por não terem adiado ou até mesmo cancelado a prova, depois da trágica notícia do falecimento de Jason Dupasquier. Todos os pilotos sentiram, todos os pilotos precisavam de fazer o luto. E fazer um minuto de silêncio não chega… quando acabou de se perder uma vida.

É na Varanda que se sente bem o Dr. Varandas | Sporting CP

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Todos sabemos que o presidente do Sporting CP, Dr. Frederico Varandas, tem alguma dificuldade em termos de comunicação oral. Não é fácil, ainda para mais tendo que enfrentar câmaras, jornalistas a pressionar com os temas mais incómodos, e muito menos será para quem não se sente à vontade nesse capítulo.

Mas como em tudo nesta vida, o tempo e a experiência ajudam-nos a encontrar estratégias para contornar as nossas maiores dificuldades e fraquezas e, nas últimas aparições, o presidente leonino parece ter encontrado pelo menos uma fórmula de falar as coisas certas. Pode continuar com um discurso pouco fluido, mas está bem mais certeiro.

Já o tinha demonstrado quando, com o seu estilo britânico, usando uma bela boina, passou a mensagem que a nação sportinguista precisava ouvir naquele momento. Apareceu para passar a mensagem de que não deveríamos entrar em “bazófias”, porque isso era o que os nossos adversários queriam. Não resultou tão bem para muitos adeptos, pelo menos a ver pelo que ia lendo nas redes sociais, mas serviu perfeitamente para quem realmente importava, a equipa.

Demonstrou-o de novo, na última vez que apareceu na varanda com vista para a praça do município, aquando da homenagem aos campeões do campeonato português de futebol. Atirou estrategicamente para todos os rivais que tinha de atingir, com as armas que devia usar.

Na Câmara de Lisboa, Frederico Varandas visou os rivais no seu discurso
Fonte: Bola na Rede

Poderia não escolher o momento do festejo do título para essas críticas, e valorizar apenas o que de bom a equipa de futebol do Sporting tinha feito durante a época? Podia. Mas ao relembrar tudo o que os rivais já fizeram para ganhar vantagem, valoriza ainda mais o feito do clube em ter conseguido conquistar este título, no enquadramento sistémico em que vive o futebol português.

Quanto às desculpas que outros usaram para justificar o seu insucesso, uma coisa é certa, eles nunca teriam conseguido ser campeões com este lote de jogadores, porque nunca teriam apostado, em simultâneo, em jogadores tão jovens, portugueses, e tão “baratos”. A nossa sorte é que a malta mais jovem é menos afectada pela pandemia (sarcasmo – é melhor precaver-me e avisar).

A minha teoria para esta melhoria de comunicação do Dr. Varandas, principalmente nesta última intervenção, deve-se ao facto de já se sentir em casa quando vai àquela varanda. É que as equipas do Sporting não param de conquistar troféus europeus e nacionais, tornando num hábito as romarias do presidente do Sporting àquele que parece ser já um local tão familiar. Só este ano já foi com equipa de futsal e com a equipa de futebol.

Acho que ficou a faltar a equipa de Hóquei em Patins, se a memoria não me falha, mas entendo que não seja fácil para o Dr. Medina ter que estar a receber comitivas todas as semanas, e a gastar do orçamento camarário para tantas medalhas e Santos António, e o discurso teria de se tornar muito repetitivo. “O Sporting é bom…, parabéns por mais um titulo…, etc etc etc.“

Ou isso, ou o Presidente da Câmara está com medo de que nos mudemos para lá. Mas que não se preocupe, é só mesmo de visita, porque onde nos sentimos mesmo bem é em Alvalade. Eu também acho que ele não se sente muito confortável no meio de tanto verde. Só não posso prometer que não o incomodemos mais. Até porque o Dr. Varandas tem de continuar a treinar os seus discursos. E que melhor lugar haverá do que tão distinta varanda?

Se não houver varandas, desde que ganhemos, pouco importa.

Carlos Júnior: Os jovens não contam, mas contam os Júniores | SL Benfica

Tem-se especulado e rumorado que o SL Benfica pode (tentar) avançar para a contratação de Carlos Júnior, brasileiro de 25 anos que pontifica no ataque do CD Santa Clara. Segundo consta, o nome de Beto há sido rasurado da lista encarnada e o do avançado dos açorianos adquiriu maior relevo por consequência.

A ser verdade, há dois pontos de maior saliência que se fazem notar: as águias vão estar atentas ao mercado nacional acima de qualquer outro e Jorge Jesus procura um homem da frente que seja potente e portentoso, visando fazer chegar ao seu plantel quem incuta agressividade à frente de ataque.

Carlos Júnior seguirá para a Luz?

Olhando por esse prisma, a possível contratação de Carlos Júnior pode fazer sentido. Apesar de não apresentar uma fisionomia “por aí além” – 1,72m e 69Kg -, o mineiro é muito potente quando parte em velocidade (não necessariamente veloz, mas potente) e não se acanha nos duelos com os centrais adversários – duas características em falta no atual lote de avançados do SL Benfica.

À força e pujança de que é dotado, Carlos Júnior alia um jogo de cabeça um pouco mais agradável do que os de Darwin e Seferovic (os mais utilizados por JJ) e, não sendo um prodígio, cumpre os mínimos técnicos no que respeita aos movimentos e ações que devem fazer parte da miríade de recursos de um ponta-de-lança: sabe onde estar, sabe como lá chegar quando não está lá e sabe o que fazer com a bola quando com ela se encontra.

Acima de tudo, sabe como colocar a bola na baliza (que será sempre a missão primordial de um avançado, ainda que Carlos Júnior não seja o mais clássico ponta-de-lança). Na época há pouco findada, o brasileiro apontou 15 tentos: um em Aveiro, frente ao SC Beira-Mar, e 14 para a Primeira Liga. Este número fez dele o quinto melhor marcador do campeonato (à frente de Beto e Rodrigo Pinho, por exemplo), a um de Mario González e a dois de Taremi.

Carlos Júnior é a ameaça maior para o SL Benfica
Carlos Júnior foi o quinto melhor marcador da Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

A segunda volta, em particular, foi pródiga em golos para o “13” do CD Santa Clara, que fez 13 dos 15 golos da sua temporada no ano civil de 2021 e que marcou cinco golos nos últimos cinco encontros da época (incluindo o seu único bis de 20/21, ante o B-SAD). Está, pois, mergulhado num estado de graça que poderá escamotear as eventuais deficiências do seu jogo e, acima de tudo, a sua inexperiência a alto nível.

O brasileiro de 25 anos já leva 82 jogos em Portugal (sete pelo Rio Ave FC, 75 pelo CD Santa Clara), mas não conhece a realidade de um clube que (em teoria) luta por todas as competições nacionais. Ainda assim, os 25 golos que já tem sob o seu nome em terras lusas (média de golos de 0,31) fazem da sua compra uma aquisição de baixo risco, se pelos valores especulados (três a quatro milhões de euros).

No entanto, parece-me uma contratação de baixo retorno também. Carlos Júnior não deverá ser mais do que um suplente fiável para competições nacionais no SL Benfica, caso ingresse no plantel do clube da Luz (e, claro, caso o clube da Luz arrepie caminho e construa um plantel à medida dos seus pergaminhos).

Caberá, então, aos responsáveis sem responsabilidade do clube decidir se faz ou não sentido avançar para a compra de um avançado suplente, sendo muitas as lacunas a suprir no atual plantel (conhecendo a estrutura encarnada, haverá sempre quem veja sentido neste negócio, mesmo que por si possa não fazer sentido algum).

Leões já na final, aguardam de cadeirinha adversário | Hóquei em Patins

O play-off do campeonato nacional de Hóquei em Patins aproxima-se das decisões finais. No entanto, ainda há um finalista por apurar. Já o Sporting CP está na final à espera do adversário. No entanto, também não teve vida fácil nas meias finais frente ao OC Barcelos, mesmo resolvendo a eliminatória em três jogos. Uma vantagem vai ter: o maior tempo de preparação para a final e menor desgaste para a derradeira eliminatória.

SPORTING CP – OC BARCELOS

Os leões não facilitaram e conseguiram vencer os três jogos frente à equipa de Barcelos. O primeiro jogo só se resolveu no prolongamento, no Pavilhão João Rocha. O segundo duelo também foi muito equilibrado, com ambas as equipas a desperdiçarem penalties.

Novamente foi o Sporting CP a estar sempre na frente e a deixar-se empatar. Só que desta vez, Ferran Font desfez a hipótese do prolongamento perto do último minuto do tempo regulamentar. No terceiro e decisivo encontro, o OC Barcelos jogava pela primeira vez em casa, na eliminatória. Só que foram os leões a conseguirem ficar em vantagem na primeira parte e a terem uma entrada forte na etapa complementar, colocando-se a vencer por 0-3.

O melhor que o OC Barcelos conseguiu foi reduzir para a margem mínima a desvantagem e desperdiçou a oportunidade de adiar a decisão da eliminatória.

FC PORTO – SL BENFICA

Os dragões ficaram à frente das águias na fase regular e partiam como favoritos, ainda para mais jogavam os dois primeiros jogos no Dragão Arena. No primeiro jogo, a entrada desastrosa do Porto permitiu que as águias ficassem a ganhar por 0-5 e não conseguiram evitar a derrota, ainda que por números mais moderados.

No segundo duelo, os encarnados nunca estiveram em desvantagem e consolidaram a vitória na etapa complementar. O Benfica ficava a uma vitória da final e sabia que ia disputar o próximo jogo em casa. Contudo, os dragões foram mais assertivos e aproveitaram a vantagem numérica pelos cartões azuis aos adversários e geriram o jogo e o resultado.

Quarto jogo novamente no Pavilhão da Luz e as águias tinham mais uma oportunidade para fechar a eliminatória. Todavia, o contra-ataque portista foi bastante eficaz e conseguiu empatar a meia-final, obtendo um duplo triunfo no reduto dos encarnados na mesma época pela primeira vez. Agora, no quinto jogo e decisivo, no Dragão Arena, quem irá vencer?

Foto de Capa: SCP Modalidades

As saídas que são um zero à esquerda | FC Porto

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A travessia financeira que o FC Porto tem atravessado, nos últimos anos, não tem sido surpresa para ninguém, já que a intervenção da UEFA nas contas portistas é do conhecimento geral. Após anos, nomeadamente com Lopetegui, de investimento alto, nem sempre nos “melhores cavalos”, o emblema da invicta entrou num período delicado, tanto a nível desportivo, como a nível financeiro.

Poderá pensar-se que estas dificuldades apenas influenciaram a participação externa do FC Porto no mercado, mas não, os efeitos também fizeram sentir-se no foro interno. Ou seja, a partir da segunda metade da década de 2010, os responsáveis azuis e brancos enfrentaram “n” problemas no que toca a renovações de ativos, isto é, de jogadores do plantel principal.

Podemos enumerar aqui vários exemplos, desde Brahimi a Marcano, de Diego Reyes a Herrera, que abandonaram o Estádio de Dragão a “custo zero”, sem qualquer benefício económico para o clube.

Alguns destes atletas, na altura certa, podiam ter dado algum retorno financeiro, já que foi público a oferta do Olympique de Lyon a Hector Herrera por 25 milhões de euros, assim como a oferta dos ingleses do West Ham FC por Marega, na casa dos 30 milhões de euros.

Neste tema, entra sempre a ótica do que é o melhor para o clube, a vertente desportiva ou a vertente financeira, pois um sucesso desportivo está sempre diretamente ligada à entrada na Liga dos Campeões, que dará sempre um encaixe de 40 milhões de euros para as contas da SAD, mas será sempre um facto condicional…

Contudo, o panorama atual parece estar a mudar, dado que, este ano, os portistas já conseguiram renovar vínculos laborais com Sérgio Oliveira e Otávio, jogadores que foram preponderantes na época desportiva do FC Porto e que muitos poucos davam como viáveis os seus processos de prorrogação de contrato.

Mas nem tudo está bem, basta relembrar a saída de Alex Telles, que podia ter rendido muito mais e também as situações atuais de Mbemba e Corona, que estão prestes a entrar no último ano de contacto. Além disso, temos que adicionar o assunto da semana, a renovação de Sérgio Conceição.

FC Porto
Muita tem sido a especulação sobre o futuro do treinador.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Aqui, entra outro ponto de análise, será um problema financeiro ou de “timing”? Parece um misto de dois.. um problema que tem de ser combatido, pois de certa forma entramos em atos de gestão danosa, pois indiretamente há uma lapidação do património do clube.

Depois, também é de conhecimento geral, que dependendo da importância do jogador, o aproximar do término do seu contrato confere mais poder ao mesmo, já que as suas exigências serão maiores e com isso obrigará os responsáveis do FC Porto, ou de outro emblema qualquer. a “entrar no seu leilão ou não”.

Com isto, estas duas características são um dos dois pontos que tem justificado a dificuldade da estrutura nortenha em estender os contratos dos seus ativos.

Assim, apesar das recentes perspetivas de melhoria, a este ponto, a prova dos 9 vai ser com os casos que já foram especificados anteriormente, isto é, os casos de Corona e Mbemba. A única certeza é que os dragões têm de recuperar a reputação económica que perderam, de modo a tornarem-se competitivos no mercado.

Rio Ave FC 0-2 FC Arouca: Rio Ave FC tombou e o Arouca está na Primeira!

A CRÓNICA: AROUCA EM FESTA COM EXIBIÇÃO SEGURA

FC Arouca foi a Vila do Conde, ao Estádio dos Arcos, defender uma vantagem conseguida em casa, de três golos sem resposta. A tarefa do Rio Ave, este domingo, não se antevia fácil, tendo em conta toda a época que vinha a fazer, desde a participação nas pré-eliminatórias na Liga Europa a enfrentar o cenário da possível descida de divisão.

A saída de Miguel Cardoso do comando técnico dos vila-condenses foi anunciada no decorrer da semana e a equipa pareceu reagir a este momento mais negativo com mais garra do que vinha a demonstrar.

Logo no primeiro quarto de hora, houve vários cruzamentos e aproximações à grande-área arouquense com algum perigo, mas sem conseguir concretizar nenhuma das ocasiões. Mas como se o cenário já não fosse mau o suficiente, na primeira oportunidade que o Arouca cria em toda a primeira parte, consegue mesmo chegar ao golo inaugural deste jogo. Boa recuperação de Ofori no meio-campo, a dar tempo aos seus colegas de equipa para subir no terreno, e depois houve um grande passe de Pedro Moreira para Arsénio, que o deixa isolado. A bola sofre ainda um desvio em Kieszek antes de entrar, mas acaba mesmo no fundo das redes.

A sorte não estava claramente do lado do Rio Ave neste momento do jogo, no qual tanto precisavam. A primeira parte trouxe o pior cenário possível para o Rio Ave e via-se alguns rostos de desistência na formação da casa. A manutenção era quase impossível e a esperança era que a segunda parte trouxesse com ela um Rio Ave a mostrar que é equipa de primeira, para se poder despedir da melhor forma do escalão mais alto do futebol português.

No reatar da segunda metade da partida houve uma chuva de oportunidades para ambas as equipas. Primeiro o Arouca, por intermédio de André Silva que isolado cabeceou por cima da barra, e depois foi Ronan que teve no pé direito a oportunidade de marcar o primeiro golo do Rio Ave neste play-off, mas rematou para uma boa defesa de Braga.

Neste momento, o jogo estava completamente partido com o Rio Ave apenas focado em atacar e o Arouca, com a capacidade de transição que lhe é reconhecida, a conseguir criar boas chances de golo. Os rioavistas tanto se preocuparam em marcar, que acabaram mesmo por consentir o segundo tento aos arouquenses.

Houve um grande arranque de Quaresma na esquerda, que passou por vários adversários e depois cruzou rasteiro, onde apareceu Velazquez a desviar, sem hipóteses de defesa para Kieszek. A poeira assentou depois deste segundo golo e o Rio Ave jogou completamente conformado com a descida. Houve uma espécie de tratado não verbal para que ambas as equipas deixassem apenas rolar a bola até ao apito final. Com este resultado, o Arouca está de volta à primeira liga, passados cinco anos, e conseguiu este feito com duas tremendas exibições perante um histórico militante do escalão mais alto, o Rio Ave.

No final da partida, fez-se a festa arouquense que somou a 12.ª vitória seguida, culminando na tão desejada subida, após um terceiro lugar alcançado na segunda divisão que lhes conferiu acesso a este play-off.

 

A FIGURA 

Arsénio – Se na primeira mão foi o flanco direito do Arouca que brilhou, desta foi o esquerdo, com o protagonista Arsénio. O português fez um absoluto brilharete nos Arcos. Conseguiu excelentes jogadas individuais, raramente perdeu a bola e, como se não fosse suficiente, conseguiu marcar o primeiro golo da partida.

 

 O FORA DE JOGO 

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ineficácia do Rio Ave FC – A equipa vilacondense voltou a reforçar o principal sintoma da temporada: a ineficácia. O Rio Ave FC criou inúmeras ocasiões, principalmente na primeira meia hora de jogo, porém, seja por fracos índices emocionais, ou por incompetência no momento de definir, voltou a ficar a zeros no marcador. «Muita parra e pouca uva», já diz o ditado…

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

A equipa (hoje) orientada por Augusto Gama alinhou num 4-2-3-1 aquando em organização defensiva, sendo que, com a substituição forçada de Filipe Augusto por Pelé, tal acentuou-se ainda mais. Dito isto, era com Pelé enquanto gatekeeper dos centrais e Tarantini sempre um pouco mais à frente na zona intermediário do campo, que o Rio Ave FC procurava equilibrar a equipa para evitar as transições arouquenses.

Ofensivamente, os homens da casa alternaram para um 3-4-3 bastante ofensivo, com Ivo Pinto a oferecer profundidade e a dupla de centrais + Sávio a suster a equipa, defensivamente. Ao intervalo esta nuance do ponto de vista do jogo posicional ofensivo ainda se tornou mais evidente, com Ronan a juntar-se a Brandão na zona mais avançada do campo, e Carlos Mané/Fábio Coentrão a variarem na extremidade direita do terreno, oferecendo tal largura no campo que ficou.

O problema, do ponto de vista ofensivo, mesmo com dinâmicas diferentes, permaneceu. Isto porque o Rio Ave FC, mesmo criando e conseguindo chegar ao último terço, manteve os problemas de sempre: finalizar. Um problema, diga-se, sintomático em toda a temporada do Rio Ave FC, que por mais que conseguisse criar ocasiões de perigo, não conseguia meter a “redonda” lá dentro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)

Aderlan Santos (5)

Nélson Monte (6)

Sávio (6)

Ivo Pinto (6)

Tarantini (6)

Filipe Augusto (-)

Fábio Coentrão (6)

Carlos Mané (5)

Jr Brandão (4)

Gelson Dala (4)

SUBS UTILIZADOS

Pelé (6)

Ronan (5)

Meshino (5)

Anderson (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

A turma de Armando Evangelista apresentou-se num 4-3-3 (na teoria), não obstante se tenha desdobrado na maioria do tempo num 4-2-3-1, com Ofori – sempre irreverente e com uma ‘ginga’ impressionante –  vagabundo no meio campo, na procura de surpreender a defesa vilacondense. Ofori – substituto de Pité que se lesionou antes da partida – apareceu entrelinhas e foi com o seu drible criativo que potenciou o momento ofensivo da equipa forasteira. Em termos individuais, o jovem ganês foi quem se apresentou com maior figura de destaque, para além de Arsénio (autor do golo).

Compactos a defender, os forasteiros revelaram-se algo tímidos e conservadores no início da partida, tendo no momento da transição ofensiva a principal arma para tentar ferir a baliza de Kieszek. Sempre mais preocupados em não sofrer, os arouquenses iam, à medida que o tempo passava, resguardando-se e baixando cada vez mais as suas linhas. Após o primeiro tento, a equipa do Arouca serenou, e a competência nas duas vertentes do jogo foi por demais esclarecedora.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Victor Braga (6)

Thales (6)

Basso (6)

Velazquez (8)

Quaresma (7)

Leandro Silva (7)

Pedro Moreira (7)

Ofori (8)

Arsénio (8)

Bukia (6)

André Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Adilio (5)

Joel (6)

Caballero (5)

Brunão (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

 

Rio Ave FC

Bola na Rede: Boa noite, o Rio Ave FC fez cinco alterações em relação ao último jogo. Gostaria de lhe perguntar o que se pretendeu de diferente, principalmente no que às dinâmicas diz respeito.

Diretor Rio Ave FC (André Vilas Boas): O mister Gama pretendeu uma equipa com os jogadores mais crentes, mais frescos.

FC Arouca

Bola na Rede: Boa noite mister, dois jogos, cinco golos marcados, zero sofridos. Esperava um playoff tão dominante?

Armando Evangelista: Os números refletem isso, mas parece-me que não foi um playoff tão fácil como os números fazem querer. O Rio Ave foi um digno vencido e o Arouca preparou-se muito bem. Aproveito para deixar uma mensagem de apoio ao Rio Ave, porque é um momento difícil na sua história.

Rescaldo de opinião redigido por Diogo Silva e João Filipe Brandão

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Porto 76-80 Sporting CP: Leões travam machadada final no campeonato

A CRÓNICA: A FALTAR UMA VITÓRIA DO FC PORTO PARA A CONSAGRAÇÃO, O SPORTING DISSE “NÃO”

Esperava-se um dos jogos mais renhidos da Liga. Perto de viver o final do campeonato nacional de basquetebol, o FC Porto recebeu o Sporting CP no Dragão Arena, com a possibilidade de pôr um ponto final nas contas. Com os dragões a vencer a série por 2-1, a necessidade de vencer os leões para colocar aos mãos na taça falava mais alto. Enquanto isso, os verdes e brancos queriam a remontada e desistir não era palavra a constar no dicionário leonino.

Ambas as equipas entraram fortes no início da partida. Enquanto o FC Porto apostava bastante na agressividade nas transições ofensivas, a par do poderio físico de Eric Anderson Jr., o Sporting CP privilegiava a rapidez de passes, de forma a garantir um jogador solto pronto para o lançamento exterior. Acabaram por ser uns dez minutos iniciais bastante renhidos e divididos entre as formações, mas a equipa portista saiu na frente para o segundo quarto, ao estar a vencer por 21-19.

O segundo período começou com uma baixa de peso para o Sporting CP, com o árbitro Fernando Rocha a mandar o treinador Luís Magalhães direto para a bancada, por alegados protestos. Mesmo assim, os leões não se vergavam e continuavam em busca da vitória. O estilo de jogo praticado continuava a ser o mesmo por ambas as equipas e estava um jogo de basquetebol bonito de se ver. Os dragões acusaram alguma pressão nos segundos finais antes do intervalo, com algumas desatenções, e o Sporting CP não fez nada mais do que aproveitar isso mesmo, recolhendo aos balneários a vencer por 34-42.

Nos penúltimos dez minutos, o FC Porto permaneceu no encontro da mesma forma que chegou ao intervalo – a acusar alguma pressão. Isso mesmo transpareceu pelo número de faltas cometidas em poucos minutos e com Moncho López a ter de ser cauteloso com os jogadores a colocar no terreno de jogo, por já ter três jogadores na iminência de serem expulsos por acumulação de faltas (Jalen Riley, Eric Anderson Jr. e Miguel Queiroz). Do lado dos leões, resistia a eficácia e só se via o marcador a aumentar, com a vantagem a ir pelo mesmo caminho. Posto isto, os leões entravam em grande vantagem parra o derradeiro período do jogo, vencendo por 47-58.

Na entrada para o último quarto, os dragões entraram destemidos e os leões nada permissivos (acumulando cinco faltas cometidas em pouco mais de dois minutos). De forma óbvia, o FC Porto aproveitou da melhor forma cada falta cometida, Jalen Riley decidiu soltar a besta dentro de si e, de repente, a vantagem do Sporting CP estava reduzida a quatro pontos. Os leões começaram a ser algo permissivos, as distrações apoderaram-se do jogo e os azuis e brancos continuaram a escalar no resultado. A esperança de colocar as mãos na taça estava de pé, enquanto a vontade de vencer do Sporting CP estava lá, apesar de todas as dificuldades.

A emoção esteve presente até ao final, com a diferença a ser residual entre as equipas. Faltavam apenas 16 segundos e os leões estavam na frente por quatro pontos. Era o tudo por tudo para ambas as formações. Gordon ainda reduziu, mas logo de seguida fez falta e levou James Eliisor à linha de lance livre. Resolveu-se o jogo e empatou-se a série. O Sporting CP saiu do Dragão Arena com a vitória por 76-80, levando a decisão para sua casa.

 

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jalen Riley – A peça-chave da esperança do FC Porto no encontro. Foi Jalen Riley que puxou a equipa para o alavancar do resultado e quem nunca desistiu. Os números falam por si, mas, apesar da enorme exibição do jogador do FC Porto, não chegou para vencer.

Menção honrosa para Travante Williams que é um jogador ao qual poucas são as palavras que existem para o descrever. Enquanto Jalen Riley foi o menino de outro dos dragões, Travante foi o homónimo do lado dos leões.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Segundo período do FC Porto – O nervosismo apoderou-se dos dragões durante o segundo período do encontro. Tornaram-se bastante permissivos e a atitude no terreno de jogo não estava a ser a melhor. Apenas com 13 pontos marcados e com 23 pontos concedidos, a tarefa dificultou-se a partir daí.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Com as ideias já conhecidas de Moncho López e com o estilo de jogo praticado já habitualmente pelo FC Porto, o melhor cinco foi a jogo. Os dragões aplicaram um jogo bastante agressivo nas transições ofensivas, apesar de algo posicional e tático.

A nível defensivo, a equipa da Invicta tentou tirar sempre vantagem nos ressaltos, dado estatura dos jogadores portistas comparativamente aos do Sporting CP. Para além disso, privilegiaram a uma defesa bastante cerrada, homem a homem.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (9)

Brad Tinsley (8)

Larry Gordon (8)

Garret Nevels (7)

Eric Anderson Jr. (8) 

SUBS UTILIZADOS

João Torrie (4)

Vlad Voytso (6)

Pedro Pinto (4)

Francisco Amarante (4)

Miguel Queioz (6)

João Soares (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Acabou expulso do encontro logo no início do segundo período, mas isso não condicionou o jogo do Sporting CP. Falamos do treinador Luís Magalhães, que escolheu o melhor cinco leonino para enfrentar o FC Porto e tentar a remontada na série.

A nível ofensivo, era notória a fluidez e rapidez nos passes entre jogadores da equipa verde e branca, tendo quase sempre a possibilidade de ter um jogador a lançar sem oposição, sem esquecer a importância dos atiradores principais – Travante Williams e John Fields.

Nos momentos defensivos, a equipa de Luís Magalhães optou por uma defesa homem a homem, distribuída por campo inteiro, com grande pressão sob o portador da bola da equipa adversária.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (6)

Micah Downs (7)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

Shakir Smith (6)

João Fernandes (6)

Cláudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (5)

Pedro Catarino (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 selecionadores a ter em conta | Euro 2020

Quando se olha para uma Seleção nacional tende-se a falar dos nomes individuais que dela fazem parte. No entanto, é apenas enquanto conjunto que uma equipa funciona e alcança resultados positivos. Mas se um conjunto de jogadores é importante, estes sem uma voz de comando e um líder tático, muito dificilmente se tornam algo, e é aí que aparece o selecionador nacional para criar a equipa e levá-la aos triunfos.

Um selecionador tem a dura tarefa de guiar um conjunto de jogadores, escolhidos por este, a resultados positivos, mesmo sem que treine com eles todos os dias. É uma tarefa difícil e que, por vezes, se torna ingrata por ter de apresentar resultados tão rápido, sem que consiga ter tempo para adaptar o conjunto de jogadores ao seu modelo de jogo.

Para este Euro 2020 que se avizinha, são vários os selecionadores que prometem trazer surpresas e captar atenções, mas estes cinco que se seguem são os que acredito que vale a pena ter em conta.

Jogadores que Admiro #123 – Luís Neto

Luís Neto é daqueles jogadores que nos convence e aprendemos a gostar. Não nos surpreende nem nos apaixona pela sua qualidade técnica ou relação com a bola, mas cativa-nos pela sua ética de trabalho, rigor e compromisso constantes.

Comecei a acompanhar o central num dos muitos anos em que se exibia a bom nível na Rússia, pelo Zenit. Era titular habitual do emblema russo e, consequentemente, era convocado regularmente para a seleção nacional.

A meu ver, é possível fazer um paralelo entre a situação do Neto na seleção, quando era convocado, e, agora, no Sporting CP. Em ambos os casos, Luís Neto era e é sinónimo de competência, pois, apesar de não jogar todas as vezes, sempre que é chamado, cumpre com rigor e distinção o seu papel.

Quando foi oficializada a sua contratação para o Sporting CP, fiquei bastante satisfeito. Os quadros dos leões eram reforçados com um central experiente, regular e competente; apesar de já não ir para novo, podia ser efetivamente um bom negócio.

Gonçalo Inácio rendeu Luís Neto a meio da temporada de 2020/2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Esta época começou e, por algumas ocasiões, Luís Neto foi criticado e visto como uma espécie de patinho feio. Errou nalguns lances e ficou a ideia de que, para além de, eventualmente, não estar ao mesmo nível dos outros dois centrais (Feddal e Coates), poderia, a qualquer momento, comprometer. Admito que, na altura, também fui um dos que critiquei a/as forma/exibições do central; no entanto, o que ele fez daí em diante calou-me e fez-me admirá-lo.

Tinha bem a noção dos seus pontos fortes e fracos. Fez ouvidos moucos às críticas e continuou o seu trabalho. Perdeu o seu lugar para um miúdo e não fez “birras”. Manteve os índices de trabalho e esforço bem altos. Sempre que foi chamado a intervir, esteve muito bem. Isto diz muito sobre o que é Luís Neto, quer enquanto jogador, quer enquanto pessoa.

Para além disto, se formos ver as estatísticas (e sabendo que as estatísticas nunca definem bem um jogador, nem são o espelho da sua importância na equipa), vemos que o Neto não era assim “tão mau” como o pintavam, sendo que tem uns números bastante interessantes, que o colocam até entre os melhores da Liga, na sua posição.

Desta forma, Luís Neto ganhou a admiração e o respeito de grande parte da (senão mesmo de toda) nação sportinguista. Pôs os valores e os interesses do clube sempre em primeiro lugar e isso é meio caminho andado para ser adorado e admirado pela massa adepta.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

SL Benfica | Um novo passo na sua curta história

A equipa de futebol feminino do SL Benfica conquistou há uma semana o primeiro campeonato da sua história, feito conseguido na sua primeira época completa na Primeira Liga. Numa época que ficaria marcada por algumas adversidades, a equipa encarnada soube superar-se ao longo da época, tendo a sua recompensa no final.

O SL Benfica faria um emagrecimento significativo no plantel, havendo muitas saídas no mesmo. A nível de entradas, destacam-se a contratação das internacionais portuguesas Carole Costa (oriunda do Sporting CP) e Matilde Fidalgo (oriunda do Manchester City FC). Destaque ainda para a internacional jovem holandesa Jolina Amani, o regresso de Jassie Vasconcelos após um ano no FC Metz, e para os regressos de Carolina Vilão e Carlota Cristo após empréstimo.

Nesta temporada, o campeonato teria um novo formato. Sendo constituído por 16 equipas, o campeonato seria dividido numa Zona Norte e numa Zona Sul, constituídas por oito equipas cada, com os quatro primeiros classificados de cada zona a qualificarem-se para a Fase de Apuramento do Campeão. O SL Benfica terminaria a Zona Sul no segundo lugar, a três pontos do Sporting CP, em virtude da derrota caseira para a equipa leonina por 0-3.

A primeira temporada ficaria ainda marcada pelo apuramento para a final da Taça de Portugal referente à época 19/20, com uma vitória frente ao FC Famalicão por 1-2 ao cair do pano e pela participação na Champions. Aí, a equipa do SL Benfica conseguiu apurar-se para os 16-avos-de-final. Depois de eliminar o PAOK Salónica e o RSC Anderlecht por 1-3 e 1-2, respetivamente.

No entanto, ao calhar a poderosa equipa do Chelsea FC nos 16-avos-de-final, esta ainda se mostrou um obstáculo demasiado grande para as encarnadas, com a equipa londrina a vencer por 0-5 na Tapadinha e por 0-3 em Londres.

Entretanto, pouco depois do Natal, com o campeonato em pausa, o clube viria a anunciar a saída de Luís Andrade do comando técnico da equipa, sendo este substituído por Filipa Patão, uma jovem treinadora de 31 anos, com percurso feito nas camadas jovens do SL Benfica.

E, logo no seu segundo jogo como profissional, Filipa Patão conquistaria o seu primeiro troféu, ao ganhar a Taça da Liga referente à época 19/20 com uma vitória sobre o Sporting Clube de Braga por 3-0. Uma semana depois, ambas as equipas voltariam a defrontar-se na final da Taça de Portugal de 19/20, com a equipa arsenalista a levar a melhor desta vez, com uma vitória por 3-1.

No mercado de inverno, haveria mais mexidas na equipa. Seriam contratadas as brasileiras Letícia Izidoro, Marta Cintra e Marina Dantas, e a jovem Lúcia Alves regressaria de empréstimo no Valadares Gaia, com Carlota Cristo a seguir o caminho inverso.