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SL Benfica | 4 pontos a ser retificados

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Com a derrota caseira frente ao Gil Vicente FC, o SL Benfica viu hipotecada as poucas hipóteses que ainda tinha de lutar pelo título. Sendo que já nem dependem apenas de si próprios para chegar à Fase de Grupos da Champions, resta a Taça de Portugal para transformar uma época catastrófica numa época péssima.

Correndo o risco de falhar todos os objetivos da época, irei falar aqui em quatro pontos que precisam de ser retificados e que têm contribuído para a época desastrosa que o SL Benfica está a fazer, depois de tantas promessas feitas.

Valência E-Prix 1: Era só um bocadinho mais de bateria…

A CORRIDA: JÁ OUVIRAM FALAR DE “ANSIEDADE DE AUTONOMIA”?

Nyck de Vries (Mercedes) é o vencedor de um dos E-Prix mais controversos que há memória. O piloto holandês foi seguido no pódio por Nico Muller (Dragon Penske) e Stoffel Vandoorne (Mercedes), que começaram a corrida em 22º e 24º respetivamente.

A polémica vem em particular do facto que estes homens foram quase os únicos a ter bateria suficiente para terminar a corrida no Circuito Ricardo Tormo em Valência, Espanha. Ainda estão para ser apuradas as causas que levaram a este final de corrida, no entanto, as primeiras análises indicam que se deve à quantidade de energia retirada após períodos de Safety Car.

Na Fórmula E, após um período de Safety Car, é retirada uma percentagem de energia aos carros, visto que estes consumiram menos durante as voltas mais lentas. Esse valor é calculado em relação ao número de voltas que se fez nessas condições, de modo a que mesmo poupando muita energia atrás do Safety Car, os pilotos tenham de manter uma gestão da mesma na fase final da equipa.

O problema que aparentemente assolou quase todas as equipas em Valência, excepto a Mercedes, foi que o nível de energia retirado após os cinco períodos atrás do Safety Car, foi em demasia, o que fez com que nas últimas duas voltas, a maioria da grelha se visse obrigada a abrandar ou deixar o carro ficar sem bateria (o que resulta em desqualificação).

O que deu origem a uma lenta procissão de carros com valores de energia já muito baixos, a ser ultrapassados facilmente pelos poucos que ainda tinham bateria. Nyck de Vries conseguiu ultrapassar facilmente António Félix da Costa para a vitória, e Muller e Vandoorne foram de fora dos pontos para o pódio, tudo na última volta.

Até este controverso final, tivemos a causa do mesmo, os cinco períodos de Safety Car causados por carros presos na gravilha, após perdas de controlo ou choques debaixo da chuva que caía no circuito. António Félix da Costa herdou a pole position de Vandoorne (que foi atirado para 24.º) e controlou facilmente a corrida sempre que pôde, apenas ameaçado pelo rápido De Vries durante os recomeços.

Na fase inicial a principal luta era pelo segundo lugar, guardado por Max Gunther (BMW), com Alex Lynn (Mahindra) e De Vries ao ataque. No entanto, o carro azul e branco da BMW não parecia capaz de conter o ritmo do holandês da Mercedes, que rápido se passou a preocupar com António Félix da Costa, e perdeu também para os Mahindra de Lynn e Alexander Sims, que se apresentavam muito rápidos e com pelo menos um lugar do pódio praticamente reservado, até ao final que se viu.

Uma das figuras negativas da prova (que só perde para a Desilusão do Dia), foi André Lotterer (Porsche). Considerado um dos favoritos a um possível campeonato, sendo agora líder de uma das mais lendárias equipas de desporto motorizado do mundo, o piloto alemão voltou a ter um choque completamente desnecessário na primeira volta de corrida, e outro mais no final, que lhe valeram uma penalização e a desistência respetivamente.

Após as duas últimas voltas, ficou difícil de compreender em que posição ficou cada um dos pilotos, com alguns dos que seguiam no top 10 a ficar pelo caminho, e os que passaram a bandeira axadrezada já sem bateria a ser desqualificados. No entanto, a quarta posição ficou para Nick Cassidy (Virgin), um dos poucos que tinha bateria suficiente no final e ainda pareceu que chegaria ao pódio, em quinto lugar vemos René Rast (Audi), seguido de Robin Frinjs (Virgin) em sexto e com a volta mais rápida.

António Félix da Costa, que liderou quase toda a corrida em sétimo lugar, após uma volta final a passo de caracol para poupar o máximo de energia possível. O top 10 é fechado pelo Mahindra de Lynn em oitavo, que merecia muito mais após a boa corrida da equipa indiana, Sam Bird (Jaguar) não teve uma das suas tradicionais remontadas, e termina em nono lugar, ficando Lucas di Grassi a fechar os pontos pela Audi.

No campeonato, os homens da Mercedes lideram ambos campeonatos, com Nyck de Vries na frente do campeonato de pilotos com 57 pontos, e Vandoorne em segundo com 48, para Sam Bird fechar o pódio. Nos construtores, a Mercedes lidera a Jaguar em segundo e a Virgin em terceiro.

Foto de Capa: Fórmula E

Os 5 capitães mais icónicos da história do futebol

Ser capitão é uma responsabilidade, mas um orgulho muito grande. Na vasta e interminável história do futebol há nomes que são sinónimos de liderança. É com base nessa capacidade de liderança e fidelidade ao clube que construí este top. São cinco nomes com uma ligação muito forte ao emblema que representaram, jogadores que marcaram uma era nas suas equipas, e quase todos com títulos importantes.

São vários os nomes que podiam perfilar nesta lista, mas, com base nos critérios que estabeleci, sem dúvida alguma que estes são rostos do significado de carregar a braçadeira. Dentro daquilo que a memória te dá, quais são, para ti, os capitães que cabem neste top e não estão?

Zaidu: Foi a exigência dos adeptos ou do plantel que baixou? | FC Porto

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Após várias épocas sob a tutela de Alex Telles, a ala esquerda do FC Porto pertence, agora, ao nigeriano Zaidu, que chegou ao Dragão proveniente do CD Santa Clara, com a hercúlea tarefa de fazer esquecer o seu antecessor. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem, visto que Telles marcou uma era na sua passagem por Portugal.

Deste modo, logo após a saída do internacional brasileiro, Zaidu foi lançado por Sérgio Conceição para a titularidade, dado que era a principal alternativa e única de origem para o lugar. Porém, o jovem nigeriano não parece ter ficado intimidado com o desafio e pode-se dizer que as primeiras impressões foram positivas, já que o lado esquerdo dos azuis e brancos nunca foi um problema evidente.

Além disso, até na Liga dos Campeões, Zaidu conseguiu deixar a sua marca, ao marcar em França, frente ao Olympique de Marselha, conseguindo desequilibrar a partida a favor da sua equipa. Pelo meio, também conseguiu faturar para a liga portuguesa e inclusive a sua primeira internacionalização para representar o seu país. Tudo parecia bem.

Zaidu
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porém, com o avançar da temporada, as debilidades de Zaidu tem sido mais evidentes, tendo sido expressas, principalmente, na última eliminatória contra o Chelsea FC. Nesse duplo desafio, ficou patente as dificuldades técnicas e táticas que o jogador enfrentou nos 180 minutos com o emblema inglês, sendo que ficou marcado pelo erro concedido no golo de Mason Mount.

Tendo a perfeita noção que estamos a falar de alguém com 23 anos, que até há bem pouco tempo estava a competir no Campeonato de Portugal, não podemos descuidar dos seus recorrentes pontos fracos, que tem exposto a equipa ao perigo, pois Zaidu erra em demasia em ações individuais, tanto defensivas como ofensivas, apesar de conseguir colmatar muito bem a primeira com o seu poder de aceleração e velocidade.

Neste sentido, é recorrente assistir a algumas falhas no domínio de bola e, principalmente, no momento de cruzamento por parte do jogador, algo que Alex Telles era exímio nesse capítulo. Um pormenor que pode parecer pequeno, mas que no caso concreto do FC Porto não o é, já que o sistema de jogo de Sérgio Conceição proporciona em muito o apoio dos laterais e a sua subida pelos flancos, procurando sobreposições de jogadores na transição ofensiva. Mesmo nas ações defensivas, ultimamente, o futebolista tem sido facilmente ultrapassado em ações de 1 vs 1, que não são tão nítidas pela capacidade de recuperação que obtém da sua velocidade.

É claro que muitas destas falhas podem ter proporções maiores, por falta de concorrência interna, já que o FC Porto, em comparação com outros anos, não tem uma alternativa válida e isso pode afetar o rendimento do atleta, que pela primeira vez da sua carreira, está a realizar um número alto de partidas oficiais.

Sendo assim, Zaidu está a ter a sua época de adaptação e de afirmação ao mesmo tempo, o que não é nada fácil e apesar das falhas apontadas pode-se considerar uma primeira temporada positiva. No entanto, para consumo interno pode chegar, mas para o nível externo já começa a escassear, como se viu. Por isso, atualmente, Zaidu seria uma ótima escolha para backup de um titular, mas para indiscutível de uma equipa como para o FC Porto parece nítido que precisa de continuar a crescer e de uma alternativa que o permita atingir todo o seu potencial.

Falta-nos a raça de Nuno Santos | Sporting CP

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É já neste domingo que o Sporting CP se deslocará até ao Estádio Municipal de Braga para enfrentar o SC Braga, em jogo que poderá decidir o rumo do campeonato. Em caso de derrota, os Leões poderão ver o FC Porto aproximar-se ainda mais. Se o líder sair da cidade dos arcebispos com a vitória, dificilmente perderá o título. Entramos, pois, no campo da subjetividade. São muitos os possíveis desfechos, algo que muitos sportinguistas não imaginariam há um mês atrás, mas o futebol é mesmo assim.

Naturalmente, o futebol nem sempre é feito de craques. Ainda não se sabe se o Sporting CP conseguirá conquistar o título de campeão nacional, e nem sempre as equipas campeãs são uma constelação de estrelas, pelo que Nuno Santos é um bom exemplo disso. Criticado à chegada pelo seu passado benfiquista, para além das lesões que sofreu ao longo da carreira, não é um craque, possui certas limitações, mas vem de uma escola diferente, que está habituada a ganhar.

Nos jogos grandes, já provou que consegue fazer a diferença. Fez o gosto ao pé diante do FC Porto, em Guimarães, no jogo complicadíssimo frente ao Nacional na Choupana ou na sempre difícil ida ao Bessa. São seis golos e cinco assistências nesta edição da Primeira Liga, que sobem para 7 tentos e 9 passes para golo respetivamente se contarmos todas as competições.

A quebra de rendimento do Sporting CP é em boa parte justificável pela juventude na equipa, no facto de grande parte da equipa não estar habituada a estas andanças e que pode lidar mal com a pressão. É nesses momentos que os mais experientes se destacam, como tem acontecido com Coates, que tem sido o jogador mais decisivo esta época, ou Adán, que também tem mostrado imensa segurança na baliza, apesar do erro no último jogo frente à BSAD.

Ora, os campeões são feitos não só de qualidade individual e tática, mas também de mentalidade campeã, de ‘’estofo’’. Em Alcochete, esse problema parece ser crónico, vendo pelos exemplos de Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva ou João Mário, que nunca conseguiram realmente triunfar de leão ao peito no que a campeonatos diz respeito. São normalmente jogadores de fora que têm de incuti-la, sendo estes portugueses ou até mesmo estrangeiros. É o caso do treinador, Rúben Amorim, que já foi campeão no rival, assim como Nuno Santos também foi, no mesmo clube, na malfadada época 2015/16.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Em suma, Nuno Santos traz ao jogo do Sporting CP uma mentalidade diferente, mais ambiciosa, um respeito maior por parte dos adversários, para além de soluções distintas de Tiago Tomás, que pela sua idade, tem apresentado algumas dificuldades, o que é natural. Em Braga, é fundamental que o número 11 dos leões comece de início, retomando o lugar que perdeu nos últimos meses, período em que esteve apagado em vários jogos, mas a realidade é que conseguiu manter bons números. E no fim não contará quem jogou melhor, mas os resultados.

Académica OAF 2-1 GD Chaves: Fator casa voltou a ser chave para a “Briosa”

A CRÓNICA: REVIRAVOLTA TARDIA, MAS SUFICIENTE

No jogo de cartaz da 30ª jornada da Segunda Liga, a Académia OAF venceu o GD Chaves por 2-1 e aproveitou para se distanciar de mais um concorrente direto na luta pela subida. Os transmontanos até foram para o intervalo a ganhar com um golo alcançado no final do primeiro tempo, mas os estudantes trataram de operar a reviravolta no último um quarto de hora da partida.

O conjunto da casa entrou melhor no encontro e esteve por cima até aos 35 minutos, mas a falta de clarividência na conclusão das jogadas acabou por penalizar os “estudantes”. Sanca falhou o alvo por duas ocasiões em posição privilegiada e Bouldini atirou à barra ao minuto 33, sendo que, pelo meio, o conjunto visitante teve ainda um golo anulado a Juninho, por fora de jogo. Os transmontanos apoderaram-se da bola nos minutos que antecederam o intervalo e, após terem assustado num remate de João Teixeira, foi a vez de João Correia aproveitar uma falha de Sanca numa transição e atirar, assim, para o primeiro golo do encontro.

Para o segundo tempo já se esperava uma Académica a correr atrás do prejuízo, contudo, a formação de Coimbra enfrentou várias dificuldades para furar a sólida defesa do emblema de Chaves, principalmente nos primeiros 25 minutos. Batxi chegou a estar perto de ampliar a vantagem a abrir o segundo tempo, mas seria a Briosa a chegar ao golo do empate. Ricardo Dias conquistou uma grande penalidade perto do minuto 80’ e Zé Castro tratou de restabelecer a igualdade.

A equipa visitante tentou responder de imediato num lance em que João Correia até ficou isolado, só que Mika fez de parede e impediu que tal acontecesse. Os estudantes não desistiram de acreditar e foi a partir de uma nova bola parada que a Académica assinalou a cambalhota no marcador. Na sequência de um pontapé de canto cobrado por Traquina, Bouldini apareceu à entrada da pequena área e cabeceou para o tento da reviravolta, num lance em que Paulo Vítor a acabou por sair mal à bola.

A batalha até final foi intensa, mas o resultado não mais se alterou e é a Académica que acaba por sorrir, conquistando três importantes pontos na luta pela subida e no regresso aos triunfos no seu estádio. Já a equipa de Trás-os-Montes soma a primeira derrota desde que Vítor Campelos assumiu o comando técnico e fica agora a três pontos dos estudantes.

 

A FIGURA

João Correia – Foi o motor do ataque do Chaves. Muito interventivo do lado direito do ataque, parecia um extremo a rasgar pela linha. Fez o golo dos flavienses e apresentou mais uma série de bons apontamentos. Teve nos pés o 2-1, mas Mika negou-lhe nova alegria.

 

O FORA DE JOGO

Leandro Sanca – Uma manhã para esquecer. Desperdiçou duas oportunidades para marcar ainda antes do golo do Chaves e tomou uma série de más decisões no último terço. Acaba ligado ao golo de João Correia pela perda de bola que deu o 1-0.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica lançou-se num 4-2-3-1. Fabiano, na direita, Mike, na esquerda, e Zé Castro e Rafael Vieira no meio, compuseram o quarteto defensivo. Na zona do meio-campo, Ricardo Dias e Diogo Pereira, médios com características mais defensivas, e Fabinho foram os escolhidos. Mais próximos da baliza contrária Traquina, Sanca e Bouldini.

Os “estudantes” não abdicaram de tentar uma saída curta e trabalhada com Zé Castro, um defesa-central com pés de 10, em evidência. A Académica procurou bastante o espaço à largura, com os dois extremos bem abertos e a procurarem situações de cruzamento. Diogo Pereira descaiu bastante sobre o lado direito ligando-se com Fabiano e Traquina. O lado esquerdo do ataque ficou livre para as investidas individuais de Sanca, sendo que, na segunda parte, a entrada de Bruno Teles deus mais soluções a esse mesmo corredor.

A pressão alta, iniciada pelos homens mais adiantados, Bouldini e Fabinho, e a forte reação à perda foram constantes na tentativa de recuperar a bola. Na impossibilidade de o fazer, a equipa organizou-se em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (7)

Fabiano (6)

Rafael Vieira (6)

Zé Castro (8)

Mike (6)

Ricardo Dias (7)

Diogo Pereira (6)

Fabinho (6)

Traquina (6)

Leandro Sanca (5)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (7)

Bruno Teles (6)

Mimito (6)

Filipe Chaby (6)

Silvério (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Para este jogo, o Chaves repetiu pelo quarto jogo consecutivo o mesmo onze. Vítor Campelos optou pelo 4-3-3. O centro da defesa ficou a cargo de Luís Rocha e Vasco Fernandes, enquanto João Correia e João Reis ficaram responsáveis pelas laterais. No meio-campo Nuno Coelho foi o vértice mais recuado do triângulo que contou ainda com Benny e João Teixeira. Na frente, os extremos Juninho e Batxi e o ponta de lança Roberto.

Os transmontanos privilegiaram o uso dos corredores laterais no seu jogo ofensivo, sobretudo aproveitando as incursões de João Correia que, apesar da sua posição mais defensiva, pensa o jogo como um extremo.

No desenvolvimento do seu jogo existiu a preocupação de assumir o controlo da posse de bola e com isso tentar chegar o esférico rapidamente ao lado contrário. Os flavienses colocaram sempre muita gente no último terço com os dois médios interiores a chegaram muito perto da área contrária no apoio aos três avançados e ainda um dos laterais.  Notou-se ainda bastante preocupação na execução de bolas paradas.

Para a transição defensiva, a equipa contou com a proteção mais recuada dos dois defesas-centrais, do médio defensivo e com o lateral do lado contrário ao da bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (5)

João Correia (8)

Luís Rocha (5)

Vasco Fernandes (6)

João Reis (6)

Nuno Coelho (6)

João Teixeira (7)

Benny (6)

Juninho (5)

Batxi (5)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS

Kevin Pina (6)

Wellington Carvalho (6)

Luís Silva (6)

Hélder Guedes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR: Concorda que Zé Castro tem sido útil na saída para o ataque, nos processos de construção e até mesmo para dar largura à equipa?

Rui Borges:  O Zé dá-nos isso. Em termos técnicos dá-nos uma clareza com bola, dado que tem toda a experiência e um bom trajeto. Essa clareza no passe acaba por estar claramente acima da média, arriscaria dizer que nem na Primeira Liga existe. Tal como venho referindo até aqui, é o nosso líder, a palavra dele dá tranquilidade, mesmo com bola, e com a urgência de chegar ao golo, acaba por imperar essa tranquilidade. Foi importante o regresso neste momento e fico feliz.

 

GD CHAVES

BnR: Repetiu hoje o mesmo 11 pela quarta vez. Sente que este é o “11 base” que lhe pode dar garantias para o que falta jogar?

Vítor Campelos:  Infelizmente, já não vamos poder repetir por termos tido um jogador expulso. Estamos bastante satisfeitos com o trabalho dos jogadores não utilizados. Não temos apenas 11. O plantel trabalha sempre no máximo. Tenho a certeza que quem jogar nos próximos jogos vai dar boa resposta.

 

Rescaldo redigido por Francisco Grácio Martins e Miguel Simões.

Futsal | Muito ainda por decidir

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À entrada para a 30.ª e última jornada do principal escalão do Futsal sénior em Portugal, pode parecer que já está tudo decidido, mas não é bem o caso, porque os oito bilhetes para a fase do play-off já estão entregues, mas as posições específicas de cada um dos colocados ainda é incerta, e por isso, os jogos deste fim-de-semana trazem consigo muita incerteza e indefinição, com a luta para escapar ao último lugar de descida a ser outro dos pontos de interesse.

Mas vamos por partes para tentar perceber o que pode ainda pode mudar e o que está em jogo nestes próximos dias. Desde logo, a luta pelo primeiro lugar, que apesar de ser pouco provável uma mudança no líder, o Sporting CP tem uma deslocação historicamente muito complicada a Ponte de Sôr, para defrontar o Elétrico FC, que apesar de não conseguir figurar entre as oito melhores equipas nesta temporada, é sempre um rival muito incómodo e difícil.

Historicamente, os maiores clubes sentem grandes dificuldades para passar no Alentejo e a forma descontraída e descomplexada como o Elétrico FC se irá apresentar, uma vez que já não luta por nenhum objetivo concreto poderá causar ainda mais calafrios aos leões. A acrescentar a esse fator, o sobejamente conhecido Kitó Ferreira, um dos treinadores mais competentes da nossa Liga, tudo fará para contrariar o favoritismo teórico do seu adversário. Este ano, na primeira volta, o jogo não correu nada bem aos alentejanos, goleados por 15-1 na visita ao pavilhão João Rocha.

O segundo classificado SL Benfica defronta no seu reduto o SC Braga e também não terá tarefa fácil, perante uns «Guerreiros do Minho» que estão em sexto lugar mas olham para cima, na tentativa de chegar ao quinto posto. A acrescer, o SC Braga foi uma das equipas que travou as águias, ao empatar a quatro bolas na 15.ª jornada do campeonato, empate que poderá ser fatal à equipa de Joel Rocha caso não chegue à liderança.

Para haver mudança no primeiro posto, seria necessário que o Sporting CP saísse derrotado e que o SL Benfica ganhasse o seu encontro, um empate leonino não seria suficiente, a menos que o SL Benfica impusesse uma goleada histórica ao seu adversário para inverter a diferença de golos amplamente favorável aos comandados de Nuno Dias. A luta pelo último lugar do pódio promete grande disputa até ao final, com a AD Fundão e os Leões de Porto Salvo a serem os dois emblemas que disputam essa vaga.

Como ambos defrontam formações que estão envolvidas noutras batalhas (o AD Fundão vai ao Algarve jogar com o Portimonense enquanto que a equipa de Porto Salvo joga contra o aflito Caxinas em Vila do Conde) esta luta promete ser titânica, sendo que a equipa beirã apenas depende de si enquanto que a formação lisboeta tem que ter uma ajuda do Portimonense, juntamente com uma vitória a Norte.

A luta mais animada, porque envolve quatro equipas coladas na tabela (MODICUS, SC Braga, Portimonense e Viseu 2001) está relacionada com a disputa do quinto lugar. O MODICUS apenas depende de si próprio para selar esta posição, com uma deslocação à aldeia do futsal para enfrentar o CCRD Burinhosa, que faz o seu jogo de despedida do principal escalão.

O SC Braga joga com o SL Benfica, o Portimonense recebe o AD Fundão e o Viseu recebe o Dínamo Sanjoanense, podendo haver várias alterações nesta jornada final.

Na luta pela manutenção, Caxinas e Candoso lutam para evitar a zona vermelha. O Caxinas joga contra os Leões de Porto Salvo enquanto que o Candoso recebe o Futsal Azeméis, sendo que estão os dois clubes empatados com 27 pontos mas com vantagem para o emblema de Guimarães, que foge à despromoção caso haja empate no fim, logo o Caxinas precisa de fazer um melhor resultado que o seu rival para poder sonhar com a manutenção entre a elite.

Foto de Capa: AD Fundão

11 jogadores que passaram por Sporting CP e SC Braga

Sporting CP e SC Braga são dois dos emblemas clássicos do campeonato português e, ao longo dos últimos anos a rivalidade entre ambos tem escalado em termos de prestações desportivas e alguma polémica.

As visitas ao Minho são sempre sinónimo de dificuldades para os leões e o crescimento dos Gverreiros tem trazido dificuldades acrescidas. O Sporting não vence na Pedreira há perto de quatro anos e os jogos desde o início do século têm transmitido um equilíbrio entre as duas partes, sendo que a odd na Betano para triunfo dos leões é de 2.75 e dos minhotos é de 2.50.

Desde a temporada 99/00, ano da penúltima conquista da Liga para o Sporting, 21 foram os jogos para o campeonato disputados em Braga e os leões conseguiram 11 vitórias neste período, apenas mais uma do que os arsenalistas. Com estes dados, podemos retirar um facto importante: os empates no Minho são um resultado muito incomum, tendo o último ocorrido em 1994 (1-1 com um golo de Luís Figo para os verde-e-brancos).

Outro facto interessante é o resultado que tem acompanhado as vitórias do SC Braga: quatro das últimas cinco conquistas foram pelo resultado de 1-0 e é preciso recuar até 2007 para termos uma vitória arsenalista por mais do que a margem mínima.

Falando do presente, este jogo é decisivo na caminhada para o título do elenco de Rúben Amorim. O Sporting perdeu alguma da distância pontual que tinha nas últimas jornadas e quer somar três importantes pontos nesta complicada deslocação.

Aproveitando o tema “Amorim”, o treinador dos leões teve uma breve mas impactante passagem pelo SC Braga e queremos relembrar 11 jogadores que têm um passado nos dois clubes históricos do nosso futebol. Deixámos de fora alguns nomes mais sonantes, como João Vieira Pinto, Hugo Viana, Jefferson ou até Paulinho e apostámos em atletas de outros tempos.

Pichichis & Taconazos #3: Sevilla, mi puto club!

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Chegar a seis jornadas do final da LaLiga e estar a seis pontos do líder pode ser visto como normal para clubes como o Barcelona, o Real Madrid ou até o atual primeiro classificado, o Atlético. Mas poucos pensariam que essa distância, nesta altura, seria possível para o clube como o Sevilla.

E, numa semana que ficou marcada pela polémica em torno da Superliga Europeia, o Sevilla foi precisamente um dos clubes que mais se evidenciou nas críticas ao projeto de Florentino e companhia. Pela boca de Monchi, a quem voltarei a seguir, fez notar que entrar nesse tipo de ideias não se coaduna com o ADN do clube. E, olhando à distância, o Sevilla é a prova de que a paixão pode ajudar a gerir um clube. Claro que o planeamento e a estratégia têm de estar igualmente presentes, mas este é um clube que se aproxima da forma como se pode viver apaixonadamente o futebol. O oposto dos ideais da Superliga Europeia.

Escrever sobre este Sevilla e não mencionar Monchi é impossível. Antigo guarda-redes do clube, fez de tudo um pouco até chegar ao lugar que lhe deu maior notoriedade. Depressa passou a ser um dos diretores desportivos mais desejados do planeta futebol. Em Espanha falou-se muito da possibilidade Barça, mas acabou por rumar a Itália, contratado pela Roma. O sucesso não foi o mesmo que tinha conhecido no Sanchez Pizjuán. Regressou a casa para preparar a época 2019/2020, contratou Lopetegui quando poucos acreditavam que podia ser a aposta certa, e os resultados falaram por si: apuramento para a Champions via LaLiga e reforçado com a conquista da Liga Europa. Mais uma Liga Europa para o Sevilla e para Monchi.

New York Knicks | Finalmente, o clique

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Se há equipa que sempre teve um grande prestígio na NBA e que têm realizado épocas pobres ultimamente, são os New York Knicks. Porém, os Knicks têm realizado uma época muito boa.

Antes de falar da excelente época da equipa do Tom Thibodeau, é preciso realçar as péssimas épocas dos Knicks. A última participação na fase a eliminar foi em 2013, há quase 10 anos. Nessa época, a equipa tinha como estrelas Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. Nas épocas de 2014-15 e 2018-19 terminaram no último lugar da Conferência Este. Foram épocas muito más para uma equipa tão conhecida. Não pareciam ser os Knicks da década de 90.

Atualmente, os Knicks ocupam o 4º lugar da Conferência, com 33 vitórias em 60 jogos (0.550). E conseguiram ter um jogador no NBA All-Star deste ano: Julius Randle. Um jogador que entrou na NBA pelas mãos dos LA Lakers e que não era bastante valorizado pelos fãs – muitos achavam que o Kyle Kuzma e o Lonzo Ball iam ter mais sucesso do que o Randle e o Bragdon Ingram.

Tanto o Randle como o Ingram já foram All-stars, ao contrário do Lonzo e do Kuzma. Na atual época, Randle está a ter os melhores números da carreira: em média por jogo, está com 23.9 pontos, 10.5 ressaltos, 6.1 assistência e 1.0 roubo de bola. O Randle era a peça que os Knicks precisavam.

Além de Randle, os Knicks adquiriram, esta época, um antigo MVP da liga: Derrick Rose. Muitos têm saudades da época do jogador, em 2011, quando se tornou no MVP mais jovem de sempre, com apenas 22 anos. Nessa época, o Rose era visto como a futura cara da NBA. Mas, para muita pena dos fãs da NBA e dos Bulls, o jogador se lesionou gravemente nos playoffs. A partir daí, ele nunca mais foi o mesmo…

Apesar desse contratempo, Rose continua a ser muito bem elogiado pelos fãs da NBA. Começou a época nos Detroit Pistons, mas foi trocado para os Knicks – é a segunda vez que o Rose assina pela equipa de New York. Na presente época, tendo em conta os minutos que tem jogado, Rose está a ter números positivos: 13.3 pontos por jogo, 3.9 assistências por jogo e 2.4 ressaltos por jogo. Não é o Rose de 2011, mas está a ser bastante importante na equipa.

Além de Randle e Rose, os Knicks também tem outros bons jogadores. É preciso destacar o número 3 do Draft de 2019, RJ Barrett. O basquetebolista canadiano não teve uma época de sonho na estreia, mas subiu de forma: na presente época, RJ está com uma média de 17.4 pontos por jogo, 5.6 ressaltos por jogo e 2.9 assistências por jogo.

Muito provavelmente, estes Knicks vão quebrar o jejum de falhar as idas aos playoffs. Se não conseguirem, há muitos pontos positivos nesta época: a subida de forma de Randle, o regresso de Rose, a qualidade de Tom Thibodeau como treinador principal e o Madison Square Garden voltou a ser uma fortaleza – 20 vitórias em 30 jogos.

Foto de Capa: New York Knicks