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CD Cova da Piedade 0-0 UD Oliveirense: Jogo morno em tarde quente

A CRÓNICA: APESAR DA VANTAGEM NUMÉRICA, VISITANTES NUNCA CONSEGUIRAM ASSUSTAR

CD Cova da Piedade e UD Oliveirense encontraram-se na 30.ª jornada da Segunda Liga separados por apenas quatro pontos. A equipa da casa encontra-se em 14.ª lugar da classificação, enquanto que os visitantes procuravam pontos de forma a tentar aumentar a diferença para a zona de despromoção.

O encontro começou com um ritmo lento, mas tudo ficou mais difícil para o Cova da Piedade quando viu o seu capitão, João Meira, receber ordem de expulsão aos oito minutos. Esperava-se uma reação por parte da Oliveirense, que de repente se encontrava em vantagem numérica, mas quem começou conseguiu criar oportunidades de maior perigo era a equipa almadense.

Apesar da circulação de bola os visitantes não conseguiam criar verdadeiras ocasiões de golo, e ao intervalo o marcador assinalava uma igualdade a zero.

No segundo tempo a toada manteve-se, com o Cova da Piedade a tapar os caminhos para a sua baliza e a apostar em contra-ataques rápidos por intermédio de Arnold e João Oliveira, e a Oliveirense apostava em remates de longa distância que não causavam grande susto a Adriano Facchini.

No entanto, com o passar dos minutos e a fadiga acumulada nos jogadores piedenses, a turma de Oliveira de Azeméis começou a aproximar-se com maior perigo, colocando em sentido o guardião adversário, bem como a sua linha defensiva, mas o golo tardava em aparecer, e acabou por nunca chegar.

O encontro terminou com uma igualdade a zero, e ambas as equipas mantêm as suas posições na classificação.

 

A FIGURA
Fonte: CD Cova da Piedade

Bruno Bernardo: Com a expulsão do seu colega na zona central da defensiva do Piedade, Bruno Bernardo assumiu o papel de líder e controlou todas as investidas do seu adversário.

O FORA DE JOGO
Fonte: Cova da Piedade

João Meira: Ainda que a equipa tenha conseguido salvar um ponto, a expulsão do central acabou por comprometer as aspirações da equipa almadense.

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Defensivamente o Cova da Piedade apresentou-se numa 4-1-4-1, com Firmino a descair para o corredor esquerdo e Shimabuku a descer para a posição de médio mais recuado, controlando as investidas do seu adversário. Com a expulsão de João Meira, Arnold acabou por recuar para a posição de lateral, durante o primeiro tempo, limitando o ataque rápido do Cova da Piedade.

Ofensivamente, e com menos um jogador, a equipa da casa conseguiu criar algumas oportunidades utilizando a sua velocidade e as jogadas de bola parada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

João Amorim (6)

João Meira (5)

Bruno Bernardo (8)

Filipe Maio (6)

Cele (7)

Bruno Alves (7)

Shimabuku (6)

Arnold (7)

João Vieira (6)

Hugo Firmino (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Pepo (-)

Patrão (6)

Gonçalo Maria (6)

Simão Jr. (7)

João Oliveira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Como o técnico afirmou no final da partida, a expulsão da parte do Cova da Piedade acabou por obrigar a Oliveirense a apostar num jogo de posse e ataque continuado, algo que não está habituada a fazer.

Apesar da vantagem na posse de bola, faltou algum discernimento no momento da decisão, especialmente no último passe. Oliveira foi dos mais esclarecidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Arthur (7)

Leandro (6)

Steven Pereira (7)

Kadri (6)

Leo Bahia (6)

Thalis (7)

Filipe Alves (6)

Oliveira (7)

Luisinho (7)

Lima (6)

Dionathã (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Michel (6)

Sele Davou (7)

Kenidy (6)

Obi (6)

Raniel (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

UD OLIVEIRENSE

BnR: De que forma é que a expulsão do Cova da Piedade acabou por mudar o vosso plano de jogo?

Raúl Oliveira: Preparámo-nos para fazer um jogo com muito duelos, com bastante luta, até porque o Cova da Piedade joga um futebol direto para o João Vieira, e nós estávamos preparados para isso, até pela constituição da nossa linha média. Ter que fazer essa alteração na primeira parte  e passar para um jogo em que nós somos obrigados a ter posse, colocar jogadores entre linhas, fica difícil até pelas características dos jogadores.

CD COVA DA PIEDADE

BnR: Normalmente vemos os treinadores colocar de imediato um defesa quando um dos que está em campo é expulso. Por que razão esperou até ao intervalo?

Miguel Leal: Como treinámos estas situações, eu sabia que iria haver alguma estabilidade. O único problema que podíamos ter era se houvesse cruzamento. Se fosse agora na segunda parte eu fazia logo a substituição, mas como sabia que íamos estar tranquilos decidi atrasar as substituições porque sabia que iam ser precisas.

ATP 500 Barcelona: Nadal é rei pela 12.ª vez na Catalunha

Após a passagem do circuito masculino pela paisagem idílica de Monte Carlo, os principais nomes do Ténis regressaram, dois anos depois, a Barcelona para disputar mais um dos torneios em terra batida no qual Rafael Nadal, rei no pó de tijolo, soma uma enormidade de títulos conquistados – 11, mais concretamente. Ao contrário da competição que se disputou em Belgrado, a prova da Catalunha pertence à categoria ATP 500, o que faz de si um palco frequente de embates entre os melhores classificados do ranking.

POUCAS SURPRESAS NAS RONDAS INAUGURAIS

Para agrado do público que foi enchendo as bancadas ao longo da semana e, certamente, da organização, as primeiras rondas do torneio viram os favoritos confirmar, com mais ou menos dificuldade, o seu estatuto e marcarem encontro entre si nos oitavos de final, a primeira fase da prova onde se podiam defrontar.

À exceção de Cristian Garín (24.º do ranking), que caiu em três partidas para um Kei Nishikori (39.º) a tentar voltar ao seu melhor nível, e de Fabio Fognini (18.º), desqualificado por alegados insultos a um juiz de linha, quase todos os restantes cabeças de série conseguiram um lugar entre os 16 últimos da competição. Nesse sentido, o destaque das rondas iniciais acabou por ser Cameron Norrie (52.º), o britânico que eliminou Karen Kachanov (23.º) e David Goffin (15.º) antes de ser afastado por Rafael Nadal (3.º).

“TOURO DE MANACOR” EM CRESCENDO

Depois de sair de cena em Monte Carlo antes do esperado, frente a um inspirado Andrey Rublev (8.º), que acusou em Barcelona o desgaste da semana anterior, Nadal entrou de forma tremida no torneio cujo court principal tem o seu próprio nome. Cedeu uma partida frente ao qualifier Ilya Ivashka (111.º) no encontro de estreia, algo que voltou a acontecer num embate de altos e baixos frente a Nishikori.

Seguiram-se depois duas vitórias mais convincentes frente a Norrie e, sobretudo, diante de um Pablo Carreno Busta (12.º) em grande forma e motivado após uma enorme vitória frente a Diego Schwartzman (9.º) nos quartos de final. Apesar de ter baixado o nível no final do primeiro set, numa altura em que já liderava por 5-1, mostrou muitas vezes o seu melhor Ténis e venceu por 6-3 e 6-2.

“EL GRECO” EM MODO ROLO COMPRESSOR

Sem dúvida o jogador em melhor forma nesta fase da temporada, Stefanos Tsitsipas (5.º) passeou rumo à final de Barcelona, onde já tinha estado em 2018. Sem ceder qualquer partida, apenas por uma vez o grego perdeu mais do que três jogos de serviço num mesmo set – perdeu cinco frente a Alex de Minaur (25.º) nos oitavos de final.

Para além do australiano, pelo caminho deixou também, sem grandes problemas, o espanhol Jaume Munar (81.º), o canadiano Felix Auger-Alliasime (21.º) e Jannik Sinner (22.º), italiano que foi o responsável pela eliminação de Andrey Rublev.

Foto de Capa: ATP Tour

Que será do futuro de Marega? | FC Porto

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Moussa Marega tem sido manchete da comunicação social portuguesa nos últimos dias. O relógio não para e a nação portista aguarda por decisões quanto ao futuro do maliano, ainda que um eventual processo de renovação provoque sentimentos díspares nos adeptos. Na passada sexta-feira, na imprensa turca, surgiram declarações do empresário do número 11 portista que abordavam o insucesso na tentativa de renovação de contrato do jogador com o FC Porto. Horas depois, o empresário Aziz Ben Aissa e o próprio Marega foram céleres a comunicar o desmentido.

O avançado portista, no seu perfil de Instagram, publicou a seguinte mensagem – “Pode escrever, claramente, que o que está escrito nos outros jornais é falso. Eu nunca falei isso, é mentira. É calúnia e calúnia!”. Para além disso, também ordenou que parassem com os rumores que o ligavam a clubes da Turquia. De relembrar que na comunicação social fala-se muito do interesse do Fenerbahçe SK em assinar contrato com o jogador.

Contudo, o lançamento de rumores nesta última sexta-feira não se cinge a clubes de países turcos. Também o Al-Hilal SFC foi destaque na imprensa portuguesa, mas o empresário de Marega também não perdeu tempo em dar o interesse como falso. O atual líder do principal campeonato da Arábia Saudita estaria disposto a oferecer um contrato de três anos a troco de um salário de 5 milhões de euros por temporada, um valor que o FC Porto dificilmente ofereceria.

Moussa Marega marcou o golo solitário da última partida do FC Porto frente ao Vitória SC, tendo sido o seu sétimo golo na Primeira Liga, na atual temporada. Em todas competições conta com 12 tentos. Embora não tenha chegado à dezena de golos no campeonato, mesmo sendo o quarto atleta mais utilizado do plantel (3094 minutos), é um elemento imprescindível para Sérgio Conceição e para o sistema tático que utiliza.

Marega
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para já ainda não há qualquer indício de renovação de Moussa Marega com o FC Porto e caso o jogador abandone o emblema portista a custo zero, pairará um sentimento agridoce por vê-lo sair a custo zero, sabendo que ainda poderia render uns milhões aos cofres azuis e brancos. Contudo, é certo que o rendimento do avançado maliano tem caído ao longo da sua passagem pelo FC Porto, sendo este o momento certo para deixar o clube, tendo em conta que entrará em fase final de carreira. Como acabará esta história?

Manchester City FC 1-0 Tottenham HFC: Sem Mourinho, Tottenham continua sem títulos

A CRÓNICA: FELICIDADE AZUL ELEVA-SE SOB FRACASSO LONDRINO

Depois de uma atribulada semana devido à Superliga e demissão de José Mourinho, é dia de final da Taça da Liga Inglesa: Manchester City vs Tottenham HFC. O que será que o futebol reservará para hoje? O fim do jejum de títulos para os Spurs ou o início de uma bela história para os Citizens? Todos querem ganhar, mas como sabemos apenas um será o vencedor. Resta saber quem será feliz nesta tarde de domingo.

Nos primeiros instantes de jogo, o Manchester City FC entrou com mais “fome”, criando diversas oportunidades de golo com Sterling em destaque. Uma realidade que se vai manter na restante primeira parte. A posse de bola era claramente azul e o Tottenham HFC evidenciava grandes dificuldades na construção de jogo. Até ao momento, a linha defensiva dos Spurs merece o devido respeito pela quantidade de remates intercetados. Porém, Lloris teve também uma palavra a dizer com duas defesas monumentais.  Não sei como, mas o marcador chegou intacto ao intervalo. Uma parte sem golos, mas muito energética e agradável de se ver.

Na segunda parte, o Tottenham HFC entrou em campo com um aviso à baliza azul de Lo Celso. Já o City aparenta uma postura menos agressiva e ameaçadora, comparativamente aos primeiros 45´. Constata-se um jogo bem mais renhido e equilibrado com oportunidades de ambas as formações. O tempo está-se a esgotar e o fator sorte não joga a favor dos Citizens. Até que aos 82´, Kevin de Bruyne, de livre, coloca a bola no coração da área à espera que alguém finalizasse o trabalho. Com uma impulsão distintiva, Laporte cabeceou o esférico para o 1-0, colocando um sorriso na boca dos fãs e colegas de equipa.

Chegou aos 93´ e soa o apito final. É oficial: o Manchester City FC é campeão da Taça da Liga Inglesa!

A FIGURA


Aymeric Laporte – Pode não ter sido o melhor jogador da partida, mas é sem dúvida a “figura” do jogo (são duas coisas diferentes). Depois de inúmeras tentativas falhadas, foi Laporte que conseguiu dar o passo final para a conquista da oitava “Carabao Cup” (quatro de seguida).

O FORA DE JOGO


Bloco ofensivo do Tottenham HFC – Penso que não seja surpresa nenhuma o fracasso ofensivo dos Spurs ser o “fora de jogo” desta partida. O objetivo era ganhar a final e para isso, era preciso remates e golos. Em 90 minutos, a equipa londrina apenas teve um remate enquadrado à baliza, com meia de dúzia de ataques em toda a partida. Podia ter sido bem melhor, mas também temos de ter a noção de que é apenas o segundo jogo de Ryan Mason enquanto técnico.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Para esta final, Pep Guardiola optou pelo 4-2-3-1 como sistema tático. Na baliza, Zack Steffen substitui Ederson Moraes e agarra a titularidade. À sua frente, organiza-se uma linha de quatro defesas com Cancelo, Rúben Dias, Laporte e Walker. Em certos momentos de jogo, verificou-se Cancelo em zonas mais interiores, junto de Fernandinho.

No meio campo, encontra-se Fernandinho que é o capitão dos Citizens e lança Rodrigo para o banco de suplentes. A seu lado, aparece Ilkay Gundogan que controla e estabiliza esta parte do terreno. Entretanto, Kevin de Bruyne tem uma papel vital no processo ofensivo, ajudando Sterling e Mahrez (projetados nas alas) e Phil Foden (avançado).

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Zack Steffen (6)

João Cancelo (7)

Aymeric Laporte (8)

Rúben Dias (6)

Kyle Walker (6)

Fernandinho (7)

Ilkay Gundogan (7)

Raheem Sterling (7)

Phil Foden (7)

Riyad Mahrez (8)

 

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo (6)

Bernardo Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HFC

O 4-3-3 foi a tática escolhida pelo recém-treinador Ryan Mason, após a demissão de José Mourinho. O jogo estratégico dos Spurs ficou marcado pela sua defesa intransponível, procurando sair em contra-ataque rápido. O meio campo dos Spurs foi comandado por Hojbjerg, Lo Celso e Winks. No ataque, Lucas Moura e Heung-Min Son alinharam nas faixas laterais em busca do ataque à profundidade, enquanto que Harry Kane era o avançado (sem surpresas) desta tarde, mesmo que tenha descido por vezes para organizar jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Sergio Reguillon (5)

Eric Dier (6)

Toby Alderweireld (7)

Serge Aurier (7)

Pierre-Emile Hojbjerg (6)

Harry Winks (6)

Giovani Lo Celso (7)

Heung-min Son (7)

Lucas Moura (7)

Harry Kane (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Gareth Bale (6)

Moussa Sissoko (6)

Dele Alli (5)

Steven Bergwijn (6)

Boavista FC 0-1 CS Marítimo: Vitória empurra madeirenses para cima das panteras

A CRÓNICA: VITÓRIA DOS VISITANTES NUM JOGO COM POUCAS OPORTUNIDADES

As contas da manutenção estão acesas como poucas vezes se tem visto. A seis jornadas do fim, há apenas sete pontos a separar o penúltimo SC Farense e o 10.º Portimonense SC. Entre estes estão Boavista FC e CS Marítimo, que se encontraram no Estádio do Bessa numa partida a contar para a jornada 29. Os emblemas encontravam-se em 15.º e 16.º respetivamente, com apenas um ponto entre eles.

As equipas chegaram à partida em formas similares, com sete pontos nos últimos cinco jogos para os axadrezados, contra os seis dos madeirenses no mesmo período. Com o CD Nacional a afundar-se no último lugar, resta aos clubes escaparem ao 17.º lugar que significa despromoção direita, mas ainda ao 16.º, que terá que disputar um playoff contra o terceiro classificado da Segunda Liga.

Apesar da necessidade das equipas em pontuarem, a primeira parte foi marcada por um absoluto vazio de ideias ofensivas. Com um ligeiro ascendente dos madeirenses, que tinham mais bola mas sem conseguir criar grande perigo, vimos apenas uma aproximação de relevo à baliza adversária.

Aos 23′, o CS Marítimo faz uma recuperação de bola numa zona adiantada do campo, que resulta num contra-ataque. René Santos cruza a bola para a cabeça de Joel Tagueu, que fez uma diagonal a partir da esquerda para a grande área, mas o avançado não consegue colocar a bola longe do alcance de Léo Jardim. O guarda-redes conseguiu afastar a bola confortavelmente por cima da baliza.

O Boavista FC não conseguiu um único lance de perigo, com uma dificuldade gritante em ligar os setores. Os primeiros 45 minutos deixaram muito a desejar, com as equipas a terem que mostrar muito mais na segunda metade para conseguir sair da partida com os três pontos tão desejados.

O jogo tinha que melhorar, e foi isso mesmo que aconteceu. O Boavista FC começou melhor, a controlar mais a posse de bola, e a finalmente conseguir fazer algumas aproximações perigosas. Aos 53′, Angel Gomes liderou um bom ataque, com boas combinações e boa condução de bola, mas que acabou com um remate fraco de Elis, deixando Amir com uma defesa fácil.

Mas ainda assim, e depois de uma boa oportunidade para cada lado por volta dos 60′, foram os visitantes que abriram as hostilidades na cidade do Porto. Aos 63′, Pedro Pelágio consegue fazer uma desmarcação para Joel que entrou na área com Léo Jardim na sua frente. O avançado não foi egoísta, e à chegada do guarda-redes aos seus pés, pica para o lado onde estava Ali Alipour. O iraniano roda à meia-volta, e remata para dentro da baliza boavisteira.

Os axadrezados faziam agora mais pressão no ataque, mas deixavam a equipa muitas vezes exposta na defesa, principalmente nos minutos em que Sauer e Paulinho, dois médios com mais apetência ofensiva, faziam de duplo-pivô defensivo. Os madeirenses conseguiam por esta altura criar mais perigo no contra-ataque.

A partida foi chegando perto do fim, e ninguém foi capaz de alterar o marcador. A partida acabou em vitória do CS Marítimo, que ultrapassa agora o Boavista FC na luta pela manutenção.

A FIGURA

Rafik Guitane – numa partida em que o critério e a criatividade pecaram, Guitane foi a grande força destabilizadora. O médio francês emprestado pelo Rennes mostrou o seu grande nível técnico e tático. Fez receções orientadas, progressões com bola, mostrou qualidade no passe, bem como uma boa ocupação de espaços entrelinhas.

O FORA DE JOGO

Boavista FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

 Yusupha Njie – o avançado, que até estava em bom momento de forma, foi incapaz de criar qualquer tipo de perigo à defesa do CS Marítimo. Não foi competente em apoios, em segurar a bola, nem no ataque à profundidade.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC jogou no seu habitual sistema de três centrais, o mais usado da época. Gustavo Sauer voltou a fazer o papel híbrido de ala-esquerdo/médio/extremo, abrindo quase sempre na ala no momento ofensivo, mas fechando mais por dentro, principalmente na segunda parte em que o sistema parecia por vezes mais um 4-3-1-2, com Chidozie a fazer de lateral-esquerdo defensivo no momento sem bola.

Show era o médio mais defensivo, com bastante responsabilidade na construção, algo que não pareceu deixá-lo muito confortável. Nuno Santos e Angel eram, na primeira metade, os homens criativos do meio-campo, mas nunca foram capazes de ligar entre eles ou com os dois da frente, Yusupha Njie e Alberth Elis.

Nos segundos 45′, Jesualdo Ferreira introduziu Paulinho e, como já referido, adaptou o seu sistema. De forma a conseguiu criar superioridade no meio-campo, juntou quatro médios – Show como trinco, Sauer e Paulinho como interiores e Angel Gomes como “10” – deixando os dois avançados na frente. Na defesa, Chidozie descaía mais na esquerda quando a equipa não tinha bola. A equipa cresceu bastante a partir desse momento, e foi algo confirmado a partir da entrada de Hamache.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Jardim (6)

Reggie Cannon (5)

Devenish (4)

Adil Rami (5)

Chidozie Awaziem (5)

Gustavo Sauer (5)

Show (5)

Nuno Santos (5)

Angel Gomes (6)

Yusupha Njie (4)

Alberth Elis (5)

SUBS UTILIZADAS

Paulinho (6)

Hamache (5)

 Kuku Fidelis (5)

 Nathan Santos (5)

Sebastian Pérez (-)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O CS Marítimo, sob comando do espanhol Julio Velázquez, apresentou-se num 4-3-3 clássico, com o habitual central René Santos a funcionar com o pivô do meio-campo. Como interiores, estavam Pedro Pelágio e Rafik Guitane. Sem bola, era o francês que se aproximava mais de Alipour, mas na organização ofensiva, este baixava mais, pelo menos numa fase inicial, devido à sua capacidade de passe e de resistência à pressão.

Nas alas, começou Joel Tagueu na esquerda, sempre com bastante liberdade para fazer diagonais a atacar a área no último terço. Na direita Edgar Costa foi o escolhido, mas devido ao seu pouco envolvimento em campo nos primeiros minutos, foi trocando de posição com Guitane, mudança essa que foi recorrente ao longo da partida.

Os madeirenses procuravam construir jogo com bastante paciência, com trocas de bola entre os defesas e médios mais recuados, mas raramente conseguiu ligar com Alipour na frente para este depois poder combinar com os jogadores mais criativos. Sem bola, apesar de não apresentar uma linha muito alta, o CS Marítimo tinha a clara intenção de reagir de forma imediata à perda de bola, e também de cair em cima do adversário quando este entrasse no seu bloco médio, algo muito evidente pelos constantes apelos de Velázquez à pressão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Cláudio Winck (5)

Zainadine Júnior (6)

Léo Andrade (5)

Fábio China (6)

René Santos (6)

Pedro Pelágio (6)

Rafik Guitane (7)

Edgar Costa (5)

Joel Tagueu (5)

Ali Alipour (5)

SUBS UTILIZADAS

Jorge Correa (6)

 Franck Bambock (-)

Jean Irmer (-)

Marcelo Hermes (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BOAVISTA FC

BnR: Na primeira parte a sua equipa teve bastantes dificuldades em ter a bola no meio-campo e fez uma alteração tática ao intervalo para passar um 4-4-2 losango. Pedia-lhe uma análise a essa troca, e se teve pelo menos alguns dos efeitos pretendidos.

Jesualdo Ferreira: Nós temos vindo a tentar gerir as questões de natureza tática, de acordo com os jogadores que temos. A tentativa de jogar com uma defesa mais sólida, com 5, tem a ver com a história desta época. Muitas vezes passa pelos jogadores não saberem gerir a bola, e foi isso que aconteceu na primeira vez. Na segunda parte, mesmo com uma reorganização da equipa, não conseguimos trazer dificuldades ao CS Marítimo.

Como sabem, os últimos quatro jogos vão ser feitos dentro dum calendário que não vai permitir muito descanso. Vai exigir muito do Boavista FC, mas também dos adversários. Por isso, vamos tentar encontrar o melhor sistema para todos os jogadores.

CS MARÍTIMO

BnR: Na primeira parte esteve por cima da partida, mas foram raras as aproximações à área adversária. Na segunda, com o jogo mais partido já conseguiu várias oportunidades de golo. O que é mudou ao intervalo para tentar animar a partida?

Julio Velázquez: Respeito a sua opinião, mas não concordo a 100%. Acho que fizemos um grande jogo, do primeiro ao último minuto. Acho que merecemos a vitória, e podíamos ter ganho por mais. Mudamos algumas coisas ao intervalo, mas não porque não gostei da primeira. Acho que temos feitos coisas muito boas com bola nos últimos jogos, e hoje o primeiro objetivo era o três pontos, mas queríamos também continuidade durante os 90 minutos.

Atacar com bola, progredir com bola, e tivemos claramente por cima. Ajustamos ao intervalo mas para melhorar algumas coisas que já estávamos a fazer bem na primeira parte, principalmente com bola. Sem bola fizemos alguns ajustes para tapar os espaços, principalmente os do Angel, que não conseguiu ter grande espaço.

 

Valência E-Prix 2: Dennis, “o Pimentinha”, tempera corrida insossa

A CRÓNICA: À SEGUNDA FOI DE VEZ PARA OS “TOMBA-GIGANTES”

Após o “fiasco” de sábado, a qualificação para o segundo E-Prix de Valência ditou que os dois Mercedes, e outros candidatos ao título como Sam Bird (Jaguar), ficassem colocados na segunda metade da grelha, com o Top 6 composto pelos últimos seis classificados do campeonato. A corrida antevia, por isso, oportunidades para as equipas pequenas somarem bons pontos para o campeonato.

A partida decorreu sem incidentes de maior, com Jake Dennis (BMW) a sair da “pole position” e a manter a liderança. Uma penalização de passagem nas boxes atribuída a Alexander Sims (Mahindra) por uma infracção técnica pré-corrida atirou o britânico para o último lugar, enquanto Edoardo Mortara (Venturi) perdia lugares após uma excursão à gravilha do circuito Ricardo Tormo.

Ao fim da primeira volta, Dennis, Alex Lynn (Mahindra) e Oliver Turvey (NIO 333) compunham o Top 3. Ao contrário das difíceis condições sentidas no sábado, os pilotos encontraram uma pista seca no domingo, o que resultou num número de incidências bastante menor durante as primeiras voltas da corrida.

À viragem dos dez minutos, o pelotão mantinha-se compacto, com todos os pilotos (excepto Sims) a menos de dez segundos do líder Dennis. A luta pelo décimo lugar, onde o português António Félix da Costa (DS Techeetah) se encontrava, ia animando, com Mortara a fazer uma dupla ultrapassagem antes da chicane da curva nove (que ontem tantos problemas deu) para subir a esse mesmo posto.

Os primeiros “Attack Modes” surgiram aos quinze minutos de corrida, com todos os pilotos no Top 10 a optarem por activar os seus no espaço de três voltas. No entanto, à parte de algumas trocas de posição, a corrida continuava relativamente calma nesta altura, com os dois DS Techeetah de Jean-Éric Vergne e Félix da Costa a mostrarem um andamento particularmente competitivo.

Com pouco mais de 15 minutos por negociar, os pilotos da frente iam trocando posições – Lynn caía de segundo para sétimo após um toque de Norman Nato (Venturi), Dennis ia seguindo relativamente confortável na liderança e René Rast (Audi), que havia começado em 14.º, encontrava-se agora no último lugar do pódio. Nato iria, mais tarde, ser penalizado com cinco segundos a adicionar ao seu tempo final pelo contacto com Lynn. Sébastien Buemi (Nissan) e Stoffel Vandoorne, ambos a fazer corridas sólidas, envolveram-se entretanto num incidente que ditou o abandono do belga da Mercedes, mas que não trouxe para pista o Safety Car.

Problemas nesta altura, também, para Félix da Costa, que após a frustração de sábado se via mais uma vez penalizado com uma passagem pelas boxes, desta feita por uso incorrecto de um dos seus “Attack Modes”. No reverso da medalha, Dennis ia construindo uma liderança saudável na frente da corrida e poupando energia para os momentos finais, sempre decisivos na Fórmula E.

André Lotterer (Porsche), até aqui muito azarado e inconsistente ao longo da época, e em último lugar do campeonato, chegava ao terceiro lugar já perto do fim, apenas com o penalizado Nato e Dennis pela frente – um muito melhor desempenho que os conseguidos em Diriyah e Roma. Mais uma vez o líder se viu obrigado a fazer de “adjudicador” de corrida, começando a última volta apenas cinco segundos após o relógio bater “zero” para se certificar que tinha energia suficiente para cruzar a meta.

Uma demonstração de força de Jake Dennis e da BMW que venceram, então, o segundo E-Prix de Valência para se colocarem nuns respeitáveis oitavo e sétimo lugares do campeonato, respectivamente. Esta foi inclusivamente a primeira “pole” e vitória na Fórmula E para o britânico. Pódio de estreia também para Lynn, que conseguiu ainda somar a volta mais rápida da corrida.

Contas feitas, a dupla da Mercedes composta por Nyck de Vries e Stoffel Vandoorne continua na frente do campeonato, com Sam Bird na perseguição. Nos construtores, também tudo na mesma dado que, surpreendentemente, nenhuma das três equipas da frente somou pontos. A sétima ronda do campeonato está marcada para dia 8 de Maio e irá disputar-se no Mónaco, num traçado muito semelhante àquele usado pela Fórmula 1, e que irá marcar a quarta visita da Fórmula E ao principado.

Foto de Capa: Fórmula E

«Há uma coisa que tenho quase como garantida: ninguém é eterno no Benfica» – Entrevista BnR com André Lima

Prometeu para si mesmo que no auge terminava a carreira de jogador e sairia do comando técnico encarnado e cumpriu tudo. Fez o que mais nenhum treinador do SL Benfica conseguiu ainda: ganhar uma UEFA Futsal Cup. No 11.º aniversário dessa conquista, André Lima falou-nos sobre o segredo por detrás desta conquista, onde acredita que mais nenhum treinador tinha “mãos” para levar as águias à glória europeia. Apontou ainda as possibilidades das duas equipas portuguesas na UEFA Futsal Champions League e ainda comentou temas que têm causado polémica no mundo desportivo.

– A confiança na vitória, o misto de emoções e o “quase” matar Bebé –

«Podia não ser o melhor treinador na altura, mas era o treinador ideal para o momento»

Bola na Rede (BnR): Quando é que começaste a acreditar que podias ser campeão da Europa de clubes com o SL Benfica?

André Lima: Estive como treinador do Benfica durante dois anos e tínhamos ganho tudo. No dia que foi a reunião com o presidente [Luís Filipe Vieira] para estabelecer os objetivos para a próxima época, sabia que, por ter passado de jogador para treinador, tinha de fazer algo de diferente. Ser campeão está implícito e já tinha ganho tudo. O que é que podia fazer mais para que as críticas não continuassem sabendo que às vezes ganhar não chega num grande clube como o Benfica? O que disse ao presidente foi: «ganhei tudo e, agora, temos de pôr aqui mais alguma coisa». Ele perguntou o quê e respondi-lhe: ser campeão da Europa. A equipa estava numa fase de maturidade certa para se procurar algo que já se procurava há quase dez anos, porque a espinha dorsal estava lá toda. O presidente chamou-me «maluco» e perguntou-me como é que ia ser campeão. Eu disse: «dá-me três jogadores [Joel Queirós, Davi e Marinho] e vou tentar ser campeão da Europa, porque ser campeão nacional está implícito no meu contrato». O sonho começou aqui. Só o “maluco eu” é que acreditava, mas sabia o grupo que tinha.

A Ronda de Elite trouxe uma surpresa visto que o Benfica passou com os mesmos pontos do segundo devido aos golos marcados e sofridos
Fonte: João Barbosa/Bola na Rede

BnR: Como foi a preparação para a Final Four em Lisboa? Já agora, sabendo que iriam ter um pavilhão completamente cheio, é preciso motivar alguma equipa quando se sabe antemão que esta situação vai acontecer?

André Lima: A preparação começou muito antes, como já disse. Chegámos à 1.ª fase, na Eslovênia, que é sempre fácil para uma equipa como a do Benfica. Depois tivemos a Ronda de Elite no Pavilhão da Luz. Esta fase foi mais difícil, porque tivemos de enfrentar os atuais campeões da Europa (MKF Sinara Ekaterinburg). Empatámos e passámos à Final Four. Os melhores jogos que fizemos foi contra o Sinara e contra o ASD Luparense, na meia-final. Nesse jogo, fomos melhores do que na final, pois, esse é um jogo de emoção, de luta e intensidade. Os outros não. Não era só eu que acreditava, porque os jogadores também acreditavam que era possível. Quando conseguimos trazer a Final Four para Lisboa, que foi o Eusébio que esteve no sorteio, e calhou-nos os italianos senti que íamos ser campeões da Europa, disse-o ao meu adjunto (Nelito). Porque jogar com o Interviú Madrid na meia-final era diferente do que na final. Eles eram mais fortes e numa meia-final não tem tanta emoção e, provavelmente, o pavilhão não tinha enchido. A preparação foi normal. Conhecia bem os jogadores e o segredo foi esse.

BnR: Disseste numa entrevista à Agência Lusa, que no dia da final não conseguiste dar a palestra para o jogo. Chegaste a dizer alguma coisa ou o pavilhão falou por ti?

André Lima: Aconteceu duas coisas interessantes. Depois do aquecimento, vou para falar para dar os últimos apontamentos e entrou o presidente Luís Filipe Vieira. Foi ele quem deu a palestra. Chegou lá e, apesar de todo o barulho que nem se ouvia bem, agradeceu a toda a equipa por aquilo que já tinham conseguido, que não contava com o que eles fizeram e que se não vencessem já estava ali uma grande vitória, mas, ainda assim, disse que sentia que iam ganhar e para irem à para dentro fazerem aquilo que sabem. Era mais ou menos por aqui que ia pagar na palestra. Falar dos acertos táticos, das bolas paradas e, depois, dizer que era a última oportunidade que muitos tinham para ganhar e de experienciar tudo com um pavilhão cheio como aquele. Isto tudo mexeu com os jogadores e estiveram todos eles fantásticos.

BnR: Uma das imagens que marcam essa final é que o André Lima de cócoras a chorar. O que é que passou na tua cabeça nesse momento, visto que era apenas o teu segundo ano como treinador principal?

André Lima: Foi um descarregar e uma mistura de sentimentos. Por incrível que pareça, quanto mais ganhava no Benfica e melhorava quanto treinador mais críticas me caíam em cima. Também estava como o Rúben Amorim, com o 3.º nível. Tudo servia para massacrar todos os dias. Isto para um jovem treinador durante dois anos… Tive de me aguentar. O outro sentimento é que perdi três finais como jogador, inclusive uma consegui marcar três golos [2003/04] – a 1.ª vez que isso aconteceu. Tínhamos perdido 4-1, depois em casa fizemos 3-0 muito rápidos contra o Interviú e sabíamos que tínhamos de marcar muitos golos, porque eles nunca ficavam a zero. Já é difícil o Futsal ficar a zeros, imagina uma equipa daquelas. Como jogador, lembro-me de dizer no balneário que tínhamos de marcar quatro, cinco ou seis golos, porque ia ser difícil. Na final de 2010, era diferente por ser só um jogo. Sabia que para ganhar tínhamos de marcar golos. Quando começo a chorar, foi um bocadinho de frustração de estar em três e não conseguir ganhar como atleta e, ao mesmo tempo, de felicidade por ter sido uma coisa que criei. Quer queiram quer não, juntei e uni a equipa, metendo jogadores de qualidade, como o Davi, Marinho e Joel Queirós. O jogo estava muito intenso porque estava 3-2 e se houvesse um empate sabia que aquilo ia dar torto, por estares em vantagem e levares um empate no fim. Mas não aconteceu. Ganhámos com o pavilhão todo a gritar e foi um descarregar de emoções.

Em 2010, os encarnados tornaram-se no primeiro clube a conquistar um troféu europeu em Futsal
Fonte: UEFA

BnR: Há dois momentos importantes na final, o lance do golo do Davi e os últimos segundos com o lance do Bebé. Como é que viveste estes dois lances?

André Lima: Joguei com o Luís Amado em Espanha no Caja Segovia FS e disse aos jogadores que onde ele tinha mais dificuldade. Aliás, cheguei a marcar golos ao Luís com remates para baixo e para os cantos, porque não conseguia chegar. Tinha muitas dificuldades em chegar à bola aos cantos, fosse com as pernas ou com os braços. Em pé é que era muito forte ou a fazer a mancha [movimento típico dos guardiões de Futsal], mas remates dos dez ou doze metros para baixo não conseguia. A menos que fossem remates violentos como o golo do Joel ou do Arnaldo que foram de bola parada e que era muito complicado de fazer ao Interviú. O golo do Davi já vem um bocadinho dele. Ele antecipa o passe do guarda-redes para o pivô, dá-lhe para a frente e chuta muito bem de bico. A bola foi para o canto e o Luís Amado não conseguiu lá chegar. O golo ainda foi na 1.ª parte do prolongamento e ainda havia mais cinco minutos na 2.ª parte para sofrer. Quando estava a acabar o jogo e faltavam segundos, a bola vai para a mão do Bebé e disse para atirar para o campo do Interviú, mas bola alta para os segundos passarem. O Bebé tenta meter a bola, não sei em quem. A bola fica no peito do jogador do Interviú e o jogo acaba. Ele chutou, a bola vai ao poste e entra. Eu matava o Bebé se a bola tivesse entrado. Eu disse-lhe. Ficámos a brincar na festa sobre isso ou até quando nos juntamos e falamos sobre o assunto. Estava toda a gente muito nervosa naquela altura.

BnR: Tu fazes parte da geração de jogadores que estava muito à procura deste troféu há anos. Recebeste alguma mensagem de jogadores com quem partilhaste o campo nessas finais perdidas a dizer “finalmente conseguimos!”?

André Lima: Eles todos disseram. Na altura, não era o melhor treinador. Fiz o 1.º ano de contrato de treinador, mas ainda vou com contrato de jogador. Não contava deixar de jogar. A minha evolução foi junto com aquele grupo. Quando aceitei o convite, fui falar com eles e estavam preparados que podíamos ir juntos. Eu conhecia-os bem e eles tinham de me ajudar e assim foi. Podia não ser o melhor treinador na altura, mas era o treinador ideal para o momento. Se fosse outro treinador não ganhava. Aquela final não ganhava.

BnR: Numa entrevista, disseste que sem a ajuda do público no antigo Pavilhão Atlântico não tinha sido campeões. Aquilo que te pergunto é: se a equipa não fosse liderada pelo André Lima alguma vez teria hipótese de fazer história?

André Lima: Era muito difícil. Uma das coisas que tinha muito boa era a maneira como mexia na equipa. O Beto [antigo treinador encarnado] entrou, mas só esteve seis meses e não deu muito para mexer na maneira como jogávamos com o Adil Amarante. Eu apanhei alguma coisa dos dois e juntei os dois. Quando mexia na equipa, fazia-o sempre bem, porque sabia quem gostava de jogar com quem ou quem se sentia confortável a jogar com quem. Nem eles sabiam disso. Quando metia quatro jogadores a jogar, sabia que estava ali um que não se sentia tão confortável. Não era que tivesse algo contra aquilo, era porque sentia que o jogo de uns encaixava melhor no jogo dos outros. E tinha essa capacidade de mexer nas peças e uma facilidade enorme. Punha a equipa a jogar a quase 200%. Quando estávamos a jogar por quatro ou por cinco, misturava a equipa para que eles não soubessem. Quando os jogos eram difíceis, mexia cirurgicamente para que rendessem o máximo. Isso foi um dos segredos que usei para ser campeão europeu.

BnR: Como é que se gere uma equipa emocionalmente depois de vencer a competição mais importante na Europa para se depois encarar as restantes competições?

André Lima: Eram jogadores já acima dos trinta anos. Nós estávamos com o Ricardinho com 26/27 e ele ganha o título de melhor do Mundo em 2010, depois de ganhar a UEFA Futsal Cup. Ele estava no ponto e os outros também. Pedro Costa, Arnaldo, Joel, Gonçalo, Zé Maria, Bebé, Zé Carlos, Marinho… Estávamos de jogadores que emocionalmente não era muita coisa que mexia com eles. Pelo contrário. Quanto mais pressão tivessem, melhor jogavam. É aquela fase boa.

SC Braga x Sporting CP | As decisões passam por Braga

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29ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: domingo, 20h00 – 25 de abril de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING CP JOGA CARTADA DECISIVA NA LUTA PELO TÍTULO

Não há dúvidas de que é o jogo grande da jornada, mas também não há dúvidas de que o Sporting CP que vem em quebra – sobretudo animicamente – precisa de dar uma resposta urgente e de voltar as vitórias. O melhor jogo para isso é sempre no jogo seguinte, mas este com o SC Braga terá certamente um gosto especial, sobretudo pelas aspirações dos minhotos em chegar (ainda) a lugares de Liga dos Campeões, mas também porque Rúben Amorim conhece bem a casa. Qualquer deslize nesta fase decisiva poderá ser irreparável.

PODE SER O JOGO DECISIVO PARA O TÍTULO NACIONAL, MAS BRACARENSES E LEÕES MANTÊM AS SUAS ASPIRAÇÕES INTATAS. QUEM VAI SAIR A SORRIR DESTE CONFRONTO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Tanto o SC Braga como o Sporting CP não chegam a este jogo na sua melhor fase da temporada somando alguns empates comprometedores, sendo que apesar do historial recente, olhando para a final da Taça da Liga e para a primeira volta do campeonato dar vantagem para o lado leonino, nas últimas três visitas a Braga, a equipa da casa venceu as três vezes sempre pelo mesmo resultado, 1-0.

No lado do SC Braga, Sporar é baixa por se encontrar emprestado pela equipa leonina enquanto que Iuri Medeiros, Francisco Moura e David Carmo são baixas por lesão. Bruno Tabata será a única baixa conhecida do lado dos Leões.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Sporting CP continua invicto e vai em 28 jogos sem qualquer derrota na competição;
  2. Em 151 jogos, os Leões somam 93 vitórias e 23 empates e 35 derrotas;
  3. Antonio Adán é o jogador com mais jogos (28) no plantel leonino;
  4. Ricardo Esgaio é o jogador com mais jogos (27) nos minhotos;
  5. Pedro Gonçalves é o melhor marcador dos Leões com 17 golos;
  6. Ricardo Horta é o melhor marcador do SC Braga com oito golos;
  7. O Sporting CP é a melhor defesa do campeonato com apenas 15 golos sofridos em 28 jogos;
  8. O SC Braga é a quarta melhor equipa a jogar em casa com dez vitórias, dois empates e duas derrotas;
  9. O Sporting CP é a melhor equipa fora de portas, com 11 vitórias e três empates.
  10. Artur Soares Dias é o árbitro nomeado para o encontro.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Nico Gaitán – O argentino sempre foi um jogador de encher o olho e, apesar de aparecer a espaços na formação do SC Braga, tem capacidade para ainda demonstrar todo o seu futebol. Mesmo estando em dúvida a sua participação no onze inicial, realizou uma exibição de encher o olho diante do Boavista FC e será certamente um excelente joker para Carlos Carvalhal.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Seba Coates– O capitão de equipa leonino tem sido o patrão da defesa, mas também o patrão da equipa em todos os momentos. Numa época de excelente nível, tem sido importante para manter a equipa sã e a respirar tranquilamente conseguindo evitar maiores dissabores. Soma já cinco golos e tem sido fundamental, sobretudo nas partes finais dos encontros.

 

XI’S PROVÁVEIS

SC Braga: Matheus; Ricardo Esgaio, Raul Silva, Tormena, Sequeira; Lucas Piazon, Musrati, Fransergio, Galeno; Ricardo Horta e Abel Ruíz.

Treinador: Carlos Carvalhal

“Uma coisa é jogar com o Paulinho, o Tomás e o Nuno Santos, outra é jogar o Pedro Gonçalves, o Daniel Bragança ou o Jovane. As dinâmicas alteram-se em função das características dos jogadores, mas acredito que nos preparamos bem para todos os cenários e que estaremos à altura do jogo. Vamos jogar para ganhar, como é sempre a nossa ambição, sabendo que é o adversário mais difícil do campeonato, porque ainda não perdeu e está na frente da classificação.”

Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Seba Coates, Feddal; Porro, João Palhinha, João Mário, Nuno Mendes; Pote, Paulinho e Nuno Santos.

Treinador: Rúben Amorim

“Vai ser um jogo difícil, contra uma excelente equipa, que ainda está na luta, que tem experiência, que joga muito bem e em casa. Estão habituados a estes jogos, num sistema que se adapta ao nosso. O jogo pode ser decidido nos pormenores. Trabalhamos sobre isso, olhamos para os jogos que fizemos contra eles. Estaremos preparados. Sabemos da qualidade do Sporting de Braga, mas também sabemos da nossa, e vamos a jogo para vencer.”

Previsão do resultado: SC Braga 1-2 Sporting CP

Estoril Open: Torneio regressa com João Sousa e estreantes de luxo

Depois de um ano de interregno devido à pandemia de COVID-19, que levou ao cancelamento da edição de 2020 do único torneio em solo português de categoria ATP, o renovado Estoril Open, agora disputado no Clube de Ténis do Estoril e não no Jamor, arranca para a sua sexta edição este sábado.

Sem público nas bancadas para receber alguns dos melhores executantes do mundo, há ainda assim muitos motivos de interesse para acompanhar aquela que promete ser mais uma prova recheada de encontros memoráveis, com a estreia em Portugal de autênticas vedetas do circuito masculino e, claro está, de João Sousa, o melhor tenista português de todos os tempos e vencedor do torneio em 2018.

DESISTÊNCIAS DE ÚLTIMA HORA E CABEÇAS DE SÉRIE

Apesar de ter perdido quase todos os elementos do Top 20 do ranking mundial anunciados aquando da apresentação do torneio, no final de março, a sexta edição do Estoril Open conta com vários nomes sonantes a servir de cabeça de cartaz para a competição de singulares. Diego Schwartzman (número 9 do ranking), o único Top 10 com presença confirmada para o torneio, foi baixa de última hora, com uma lesão na anca detetada após a derrota nos quartos de final de Barcelona.

Antes disso, já Gael Monfils (15.º), que não conseguiu recuperar da lesão que o tem apoquentado neste arranque da temporada, Fabio Fognini (27.º), lesionado no pulso, e Pablo Carreno Busta (13.º), vencedor da prova em 2017 que indicou a fadiga acumulada do muitos torneios disputados nas últimos tempos – foi campeão em Marbella há duas semanas, caiu nos oitavos em Monte Carlo e atingiu as meias-finais esta semana, em Barcelona -, foram as outras desistências entre os cabeças de série originalmente previstos.


Esse mesmo estatuto tinha Grigor Dimitrov (17.º), o bielorusso e antigo Top 10 que tinha recebido o segundo Wild Card da organização, mas acabou por ter de abdicar da sua participação devido a uma infeção dentária. Para o seu lugar entrou Denis Shapovalov (14.º), jovem canadiano que se vai estrear no torneio e, fruto das desistências, como primeiro cabeça de série.

Para além de João Sousa (105.º) e do tenista de 22, o terceiro e último Wild Card foi atribuído a Kei Nishikori, o nipónico que esteve durante largos anos no Top 10, que já foi finalista de um torneio do Grand Slam, e que procura recuperar o seu melhor nível depois das muitas lesões que o têm fustigado ao longo das últimas épocas. O japonês é o quarto cabeça de série de uma competição em que nunca tinha participado.


Os restantes cabeças de série são Cristian Garin (22.º), chileno especialista em terra batida, Ugo Humbert (31.º), o melhor cotado dos muitos franceses em prova no Estoril, Alexander Bublik (42.º), o desconcertante tenista do Cazaquistão, Marin Cilic (44.º), croata que venceu o US Open em 2014, frente a Nishikori, e já esteve em finais no Open da Austrália e de Wimbledon, Albert Ramos-Vinolas (46.º), outro especialista do pó de tijolo, e Alejandro Davidovich Fokina (48.º), um dos valores espanhóis da “Next Gen”.

Foto de Capa: Estoril Open

SB Castelo Branco 1-1 FC Oliveira do Hospital: Empate justificado por jogo pobre

A CRÓNICA: MUITA LUTA, MAS POUCO FUTEBOL EM CASTELO BRANCO

O Estádio Municipal Vale do Romeiro recebeu a primeira jornada da Série 5, a valer o acesso à nova competição, a Liga 3. Sport Benfica e Castelo Branco e FC Oliveira do Hospital querem lá estar e procuravam os primeiros três pontos para arrancar em vantagem no grupo.

À imagem de outros jogos nesta competição, também este começou a todo o gás e com muita emoção à mistura. O defesa-central dos visitantes, Bonilla, respondeu com acerto a uma bola para a área, aos 4 minutos de jogo, inaugurando o marcador.

Tivemos direito a uma partida digna de Primeira Liga: intensa, com golos (pelo menos um), penáltis falhados… e muita polémica à mistura, um clássico do futebol português. Na primeira parte saltou-se mais dos bancos para reclamar faltas do que para responder a livres cobrados para a área.

A bola parada prometia ser decisiva, e foi. Aos 70 minutos, Miguel Campos, mais conhecido por Kaizer, que até estava a fazer um jogo francamente mau, cobrou um livre ainda longe da baliza de forma exímia. A bola ainda bateu no poste, mas acabou por entrar, daquelas que levava selo de golo. O jogo manteve-se sempre muito na mesma toada e o empate acabou por ser o resultado mais justo, face aos acontecimentos.

Vimos uma partida de futebol na maioria do tempo mal jogada, mas com intensidade bastante alta. A confusão no final revelou bem aquilo que foram os 94 minutos: muita luta, pouco futebol.

 

A FIGURA

Julián Bonilla – O defesa-central acaba por ser a figura do jogo muito porque marcou um golo, mas não só. Ainda que não tenha valido a vitória, a verdade é que Julián Bonilla ficou, em parte, encarregue de grande parte daquela que era a construção da equipa a partir de trás. Claramente o mais esclarecido e com maior capacidade na definição do passe. Esteve também muito bem no desarme e conseguiu sempre controlar os adversários com imponência. Excelente exibição do defesa colombiano.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: SB Castelo Branco

Linha defensiva do SB Castelo Branco – O empate a uma bola acaba por não espalhar as oportunidades que o jogo teve. Muita intensidade e muita disputa, até demasiada. Mas se é verdade que houve muitas ocasiões de golo, muito se deveu à linha defensiva albicastrense, que favoreceu bastante que estas fossem possíveis. Começaram a partida “a dormir” e só melhoraram quando Babia passou a jogar no meio dos três defesas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO

O Benfica de Castelo Branco entrou em campo de forma diferente em relação aquilo que tem sido o esquema habitual da equipa. Pedro Barroso apostou num 3-5-2 para explorar os encaixes no sistema do adversário.

Os defesas-centrais Miguel Campos, Babia e Bruno Rafael tinham a difícil missão de travar David Silva e André Freitas, referências atacantes do lado contrário. Os defesas começaram o jogo a mostrar algumas debilidades perante a pressão adversária e por diversas vezes o perigo rondou a baliza de Jota, muito por culpa de erros na construção. Ressalva feita a Babia, que pareceu sempre o menos problemático dos três mais recuados.

Na frente, os ataques pareciam bem mais esclarecidos. Muito velozes e bastante verticais, acabavam por trocar as voltas aos robustos centrais de Oliveira do Hospital.

O jogo passava pelos pés de Iko Caetano, tecnicamente mais evoluído que os restantes, no meio, e de Dani Rodríguez, ala direito, rápido, vertical e com muita chegada ao último terço. Clayton Leite foi o elemento mais móvel e procurou recuar de zonas avançadas no terreno para rodar o jogo e fazer a equipa progredir.

Muito apagados no jogo estiveram Miguel Abreu, Amadu Turé e Kalunga, os dois últimos de quem se esperava e exigia bem mais do que aquilo que foi feito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jota (5)

Bruno Rafael (4)

Babia (5)

Kaizer (6)

Dani Rodríguez (7)

Guilherme (6)

Miguel Abreu (5)

Iko Caetano (7)

Kalunga (5)

Clayon Leite (6)

Amadu Turé (5)

SUBS UTILIZADOS

Júlio Alves (5)

André Cunha (6)

Lucas Reis (-)

Miguel Lopes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC OLIVEIRA DO HOSPITAL

O FC Oliveira do Hospital manteve-se fiel ao seu estilo habitual. Ainda que seja difícil apontar um único esquema, diria que a equipa se organiza em 3-5-2 em construção, e em 5-4-1, a defender.

Tozé Marreco aposta nos seus três centrais, bastante semelhantes entre si. Linha defensiva robusta e imponente, mas sem grandes dificuldades em jogar com os pés. Bonilla, central pela esquerda, destacou-se logo cedo, porque marcou, mas também porque mostrou sempre bastante tranquilidade e serenidade com bola. Aos 24 anos, revela grande maturidade e capacidade para outros patamares.

O meio estava assegurado por dois médios experientes, que garantiam equilíbrios no setor intermediário. Falo de André Fontes e de Kingsley. Bob, tinha movimentos de “cima-baixo”, aparecendo mais frequentemente na frente de ataque. Os laterais, Ibra e João Mendes, a defender, juntavam-se aos defesas-centrais, e a atacar subiam bastante no terreno.

No ataque, o posicionamento de André Freitas fazia alterar o esquema em que a equipa se apresentava. Quando descia era claramente um 5-4-1, deixando David Silva isolado na frente, quando avançava era mais um 3-5-2, com os laterais a avançarem com ele.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nando Pedrosa ()

Bonilla (8)

Hidélvis (6)

Diogo Abdul (5)

João Mendes (5)

Ibra (5)

André Fontes (6)

Kingsley (6)

Bob (5)

André Freitas (5)

David Silva (4)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo (5)

Franck (5)

Zé Maria (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Oliveira do Hospital

BnR: “Já falou na questão dos três centrais que não o surpreendeu, pergunto então qual foi o fator essencial que levou a que não conseguisse levar os três pontos?

Tozé Marreco: “O mesmo fator que nos fez chegar à vantagem, uma bola parada e a qualidade individual de um jogador. Foi isso que aconteceu, acho que foi um jogo com muitas chances de golo, e penso que tivemos mais. Eles (SBCB) tiveram mais bola, mas nós fomos mais assertivos na procura da baliza. O que fez diferença foi a bola parada, batido por um grande jogador e que nos roubou dois pontos.

 

Sport Benfica e Castelo Branco

Bnr: “Gostava de continuar aqui nesta questão da tática. Nunca lhe passou pela cabeça deixar a linha de três defesas e tentar chegar à área pelas laterais?”

Pedro Barroso: “Sabes que há que ver o copo meio cheio e o copo meio vazio. Nós temos três centrais, mas temos dois alas a bater na linha adversária. Mas também acabamos só com dois centrais. A partir de determinada altura abdicamos de um dos centrais e foi evidente. Nós até podemos pensar em mudar mais cedo, mas olhamos para o banco e não temos nenhum médio, por muito que quiséssemos. Acabamos o jogo com um médio amarelado e outro adaptado. Portanto, por muito que queiramos e a interpretação seja nesse sentido, se não tivermos jogadores não vale a pena colocar.