TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
No anúncio da 3.ª fase de desconfinamento, o primeiro-ministro deixou claro que, na melhor das hipóteses, só haverá público nos estádios na próxima época. Sou crítico de muita coisa, mas não desta.
Muitos protagonistas do futebol já disseram em tempo oportuno que o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida. Se é possível manter o futebol sem multidões nos estádios, então vamos continuar.
António Costa: “Antes da próxima época seguramente não haverá adeptos nos estádios“ https://t.co/rvAIw0UlwP
É um paradoxo apontar egoísmo a quem apregoa a abertura dos estádios para ver jogos, quando há também postos de trabalho nos clubes que dependem da abertura (posso ter também aqui uma ponta de egoísmo). Mas continuo a dizer, são muitos mais os postos de trabalho que se perdem (e no limite vidas) se o regresso aos estádios correr mal. E sendo honesto, não são propriamente funcionários do estádio que vejo a pedirem o regresso do público.
Custa-me muito também. Estive na descida de divisão do Estoril em Santa Maria da Feira em 2018 e queria muito estar num estádio qualquer a celebrar a subida à primeira esta época. Mas caramba, que se lixe a festa no estádio quando ainda estamos a salvar vidas.
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
E sim, também não concordo com a loucura que se vê em centros comerciais. E é exatamente por isso que defendo os estádios vazios para já. Para não duplicar, triplicar, quadruplicar a estupidez que se vê à porta de uma qualquer Primark ou Zara.
Artigo de opinião de João Pedro Rodrigues, jornalista TVI
A Major League Soccer (MLS) destaca-se por já ter acolhido e reunido dezenas de glórias do futebol com provas dadas nas ligas europeias. Nomes como os de David Beckham, Andrea Pirlo, Zlatan Ibrahimovic, Wayne Rooney e até do português Nani contribuíram para o crescimento da América do Norte no panorama futebolístico. Contudo, atualmente, nem só disso se faz o futebol norte-americano…
Às estrelas do futebol em fim de carreira, juntam-se agora inúmeros jovens promessas em ascensão e que começam a dar nas vistas, precisamente, na MLS. Uns vão dando cartas na competição, outros já começaram a sair para voos maiores.
Neste artigo, apresentamos uma lista de cinco jogadores a observar na competição, na presente temporada. Conseguirá algum brilhar ao ponto de cativar o interesse das grandes referências do futebol europeu?
A CRÓNICA: FAVORITISMO COMO REGRA E EQUILÍBRIO COMO EXCEÇÃO
A primeira ronda da fase final do Campeonato do Mundo de Snooker 2021 já nos deixou, mas não deixou grandes novidades. A lei dos mais fortes imperou como regra – com as necessárias exceções que lhe propiciam o título – e o equilíbrio foi algo que não assistiu a maioria das partidas.
Os únicos cabeças-de-série a caírem na primeira ronda foram Stephen Maguire e Ding Junhui, respetivamente oitavo e nono classificados do ranking mundial. A queda precoce de Ding não é, de todo, surpreendente. O jogador chinês, finalista do Mundial de 2016 e único asiático a disputar a final do Crucible, foi derrotado na “negra” (10-9) por Stuart Bingham, o único campeão do Mundo vindo das qualificações (venceu em 2015, frente a Shaun Murphy).
A derrota de Maguire foi mais inopinada. O escocês viu-se derrotado de forma inequívoca (10-4) por Jamie Jones, que, de entre os 32 participantes na fase final, era quem ocupava a posição mais baixa do ranking à entrada para o Mundial (69º) – de momento, já garantiu a subida ao 55º posto.
Stuart Bingham has edged Ding Junhui at the Crucible!
Os restantes encontros penderam para o lado mais forte da contenda e muitos mostraram-se inóspitos ao equilíbrio. Em dez das dezasseis partidas realizadas, o derrotado não venceu mais de cinco frames e apenas dois embates foram decididos no 19º frame – Jack Lisowski vs Ali Carter e o supramencionado Ding Junhui vs Stuart Bingham. Na verdade, só faltou mesmo o 10-0 – todos os outros resultados possíveis aconteceram (do 10-1 ao 10-9).
Não obstante, a primeira ronda já permitiu sentir o travo desta edição da prova máxima do Snooker mundial e os oitavos de final (já em curso) prometem – sempre em teoria, claro está – mais equilíbrio e espetacularidade. Para terminar, segue abaixo a totalidade dos resultados dos 16-avos de final, com pequenas notas sobre os encontros, os confrontos dos oitavos e o calendário da prova.
O atual pódio da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Lisboa (AFL) marcou presença no BnR TV para discutir os próximos tempos na vida do Futebol Distrital. Os presidentes dos três clubes do distrito de Lisboa deixaram os seus testemunhos como se tem vivido com as Distritais paradas, onde as equipas sonham com um lugar no Campeonato de Portugal e têm de dividir esse sonho com diversas dificuldades.
O fraco equilíbrio de finanças e as poucas condições para conseguir suportar uma subida ao Campeonato de Portugal são caraterísticas dominantes nos Distritais espalhados por Portugal. No caso do AC Malveira e do SF Damaiense esta problemática é uma realidade e subir de divisão é uma carta fora do baralho. Algo que não afeta os “Azuis do Restelo”, que mantêm a sua ambição intacta, é a de alcançar o mais rápido possível a Primeira Liga.
Um tema que promete ser quente nos próximos tempos, a Liga 3, foi também abordado e que gerou “dissabores” aos três presidentes.
De olhos postos na Liga 3! ⚽🇵🇹 O Campeonato de Portugal está quase a começar e traz um incentivo especial para a próxima época! 😎 Quem vai chegar à nova prova FPF?
Nelson Picarete do AC Malveira criticou o facto de muitas formações não vão conseguir cumprir os critérios impostos pela FPF e que tem dúvidas naquilo que a nova competição pode dar. O presidente do CF Os Belenenses é um defensor desta nova liga, porque vem acabar com «esgoto a céu aberto» que era o Campeonato de Portugal. Já Edmundo Silva, presidente do SF Damaiense, acredita que «pode dar uma estabilidade a quem vai para os campeonatos profissionais», mas pede que todas as formações cumpram as regras impostas pela FPF.
Além do Distrital, também a formação foi muito abordado e estes três clubes lisboetas muito têm contribuído para a formação de jovens jogadores com muito talento. Por isso, os três presidentes dos clubes lisboetas aceitaram de bom agrado a nova Taça AFL sub-21. Apesar de tanto tempo parados, os atletas mais pequenos veem uma porta a abrir-se para voltarem novamente à competição.
Moderação de Mário Cagica, comentários de Tiago Macedo Silva e de Romão Rodrigues e convidados especiais Patrick Morais de Carvalho (CF Os Belenenses), Edmundo Silva (SF Damaiense) e Nelson Picarete (AC Malveira).
A CRÓNICA: SEGUNDA METADE COM MELHORIAS DÁ VITÓRIA AO DRAGÃO
Para fechar a 28.ª jornada da Primeira Liga, o FC Porto recebeu o Vitória SC no Estádio do Dragão, num jogo crucial para os Dragões. Depois do empate do Sporting CP contra o B-SAD, o terceiro em quatro partidas, os azuis e brancos tinham a oportunidade de reduzir a desvantagem para apenas quatro ponto, depois desta já ter estado estabelecida nos dez.
Já o Vitória SC, é ainda uma equipa a adaptar-se às ideias do novo treinador, Bino, mas que procurava ganhar algum balanço com uma segunda vitória consecutiva no seguimento de cinco derrotas que a antecederam. Apesar de já parecer muito difícil a aproximação ao Paços de Ferreira FC, os vitorianos têm o CD Santa Clara a morder os calcanhares da sexta posição do campeonato.
O encontro começou com mais bola para o FC Porto, mas o Vitória SC a criar mais perigo. Teve duas grandes oportunidades de golos ainda nos primeiros dez minutos. Aos 7′, depois de cruzamento para a entrada da área de Mensah, Marcus Edwards não acerta bem na bola, numa zona primorosa para atacar a baliza contrária, e desperdiça uma boa chance. Dois minutos depois, o mesmo Edwards e Rocinha combinam no meio, com o inglês a entrar na área na meia-esquerda e a cruzar de forma rasteira entre defesas e guarda-redes. Estupiñan não chegou à bola, e Manafá tira o pão da boca de Sacko que aparecia no segundo poste pronto para abrir o marcador.
Os Dragões reagiram com duas aproximações por volta dos 20′, ambos por intermédio de Mehdi Taremi. Aos 17′, numa jogada algo bizarra, o iraniano tentou interceptar um alívio de defesa vitoriana dentro da área adversário, e quase introduziu a bola na baliza, passando ligeiramente ao lado. No minuto 21, depois de um canto, Pepe recebe a bola no pé à entrada da área e coloca de forma muito delicada nas costas da defesa vitoriana, em Taremi. O avançado, isolado com Bruno Varela, tentou picar a bola por cima do guarda-redes mas não teve sucesso.
A primeira parte seguiu com mais posse para o FC Porto, ainda que, de uma forma geral, com poucas oportunidades. O Vitória SC fechava bem os caminhos da baliza, com alguma falta de criatividade no ataque azul e branco, e o nulo mantinha-se no intervalo.
Os Dragões começaram melhor a segunda parte, e não demoraram muito a assumir a liderança da partida. Ao minuto 49, Mumim adormece quando tem de interceptar um passe de Otávio para Marega, e o maliano consegue chegar primeiro à bola. Partiu para cima da baliza, apenas com Bruno Varela à sua frente. No um para um não vacilou, e abriu o marcador da partida.
Os azuis e brancos mantinham o domínio da partida, e jogavam de uma forma já mais segura do que na primeira metade. Conseguiam também criar mais perigo, muito através da profundidade de Marega. Este obrigou Bruno Varela a uma grande defesa num desses lances.
O Vitória SC mostrava pouco ofensivamente, e apenas conseguiu criar perigo com um livre de André Almeida – Marchesín estava lá para travar a bola de entrar. Já os portistas, à medida que o jogo ia avançando, começavam cada vez mais a conseguir sair em contra-ataque, e a chegar muito perto do golo. Toni Martínez esteve quase a fechar a partida, mas falhou o alvo aos 86′. Já na compensação, Francisco Conceição mostrou mais uma vez o seu talento, com uma grande jogada individual que ainda acabou com um remate na barra.
O FC Porto conquista assim os três pontos e relança por completo a disputa pelo título com o Sporting CP. Já o Vitória SC vai ter que puxar dos galões para conseguir manter a sexta posição da tabela classificativa.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mudança tática de Conceição ao intervalo – depois de uma primeira metade em que não conseguiu criar grande perigo, Conceição fez alguns ajustes táticos ao intervalo e viu os resultados disso mesmo. A equipa começou a recuar um jogador para mais próximo dos centrais na primeira fase de construção e conseguiu com isso atrair a pressão vitoriana, abrindo espaço no meio-campo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Incapacidade ofensiva do Vitória SC – tirando algumas combinações entre Rochinha e Edwards, principalmente na primeira parte, o Vitória SC não mostrou grandes dinâmicas ofensivas e quase nunca foi capaz de importunar a defesa portista.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Depois de duas partidas a jogar em 4-3-3, Sérgio Conceição voltou ao seu habitual 4-4-2 para defrontar a linha de cinco jogadores atrás do Vitória SC. Marega e Taremi no ataque, com Corona e Otávio como extremos. Estes iam trocando entre a esquerda e a direita, apesar de passarem grande parte do seu tempo fletidos para o centro.
Na defesa, Manafá fez o papel de lateral-esquerdo, com Nanú na direita. Apesar dos jogadores estarem bastante projetados no ataque, os Dragões estavam com algumas dificuldades em garantir a largura através deles. O ex-CS Marítimo partia por vezes para desequilíbrios individuais, mas a pecar muito na definição. Na esquerda, o facto de Manafá e Pepe (central a jogar nesse lado) não serem esquerdinos dificultava a progressão nesse flanco. O lateral recebia já com forte pressão de Sacko e era obrigado a jogar para trás. Quando estava com mais espaço, Pepe tinha algumas dificuldades em abrir o jogo para esse lado. Desta forma, o jogo do FC Porto estava muito canalizado para o meio, permitindo a concentração de jogadores aí.
Contudo, na segunda metade, de forma a esticar mais as linhas defensivas do Vitória SC, vimos várias vezes um dos médios a abrir à direita dos centrais, como um lateral baixo, atraíndo a pressão de Rochinha, consequentemente deixando mais espaços entre os elementos da linha média vitoriana. Com isso, Otávio e Corona, e mesmo os avançados, ganhavam espaço entrelinhas para causar perigo à defesa adversária.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (6)
Nanú (5)
Pepe (6)
Mbemba (6)
Manafá (5)
Uribe (6)
Sérgio Oliveira (6)
Tecatito Corona (7)
Otávio (7)
Mehdi Taremi (6)
Moussa Marega (6)
SUBS UTILIZADOS
Luis Díaz (6)
Marko Grujic (5)
Toni Martínez (5)
Romário Baró (-)
Francisco Conceição (6)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
O Vitória SC apresentou-se, como vem sendo habitual com Bino, num sistema de três centrais, com dois alas abertos, um duplo-pivot no meio campo, dois extremos a jogar por dentro com um avançado na frente. Tanto pode ser descrito como um 3-4-3, 5-4-1, 3-4-2-1, dependendo da fase do jogo em que a equipa se encontra.
O plano de jogo desde o início era esticar ao máximo o 4-4-2 habitualmente compacto dos Dragões, com os centrais a construirem de forma bastante aberta e laterais muito projetados. Assim, procuravam numa primeira fase atrair a pressão portista para fora, jogando depois nos dois extremos, Rochinha e Edwards que tinham dessa forma espaço entrelinhas para atuarem.
Ainda assim, quando o FC Porto começou a fechar o espaço por dentro de forma mais competente, sobraram poucas ideias atacantes à equipa liderada por Bino.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Varela (6)
Jorge Fernandes (6)
André Amaro (6)
Abdul Mumin (4)
Falaye Sacko (5)
Gideon Mensah (6)
Pepelu (6)
André André (6)
Marcus Edwards (6)
Rochinha (7)
Óscar Estupiñán (5)
SUBS UTILIZADOS
Rúben Lameiras (5)
André Almeida (5)
Mikel Agu (-)
Noah Holm (-)
Nicolas Janvier (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.
Vitória SC
BnR: As melhores oportunidades que o Vitória conseguiu criar partiram de combinações no meio entre o Rochinha e o Edwards, cada um cortando para dentro para o seu melhor pé. O que é que tentou de diferente com o Rúben Lameiras e André Almeida e jogar no lado do seu pé, tendo em conta que os laterais já garantiam a profundidade?
Bino: Esses dois jogadores têm alguma liberdade para trocar, e para jogar na mesma zona por vezes até, por isso queremos esses jogadores a jogar entrelinhas. Especialmente com dois jogadores a abrir na profundidade. É essa a nossa forma de jogar, mas nem todos os jogos conseguimos isso bem e hoje enfrentámos uma grande equipa que nos impediu de fazer isso mais vezes. Também tivemos depois do golo mais caudal ofensivo, mas o que pretendo dos jogadores nessa zona é acelerar a partida com velocidade e critério.
O menino reencontrou-se com a boa forma, precisamente num jogo em que o SL Benfica mais precisava das suas características. No banco até ao intervalo, foi ele quem pegou a equipa pelo colarinho e perguntou «é para jogar ou não?» – um gesto que o próprio precisou muitas vezes nesta segunda metade da temporada, na baixa abrupta de forma que sentiu desde Dezembro. Fim à vista, com muitas promessas de afirmação para 2021-22?
Morno começou o jogo em Portimão, com nenhuma das equipas a espreitar sequer os requerimentos de vitória, caindo o jogo numa toada que não interessava a ninguém – estivesse um dos conjuntos com coletes e todos acreditariam ser jogo de treino em pleno Agosto.
Tudo muito ao repelão, tudo em esforço, o bom futebol não era ideia para ninguém e dava a impressão em certos jogadores – como Gabriel, que teve guia de marcha ao intervalo para entrar a figura do encontro – que havia coisas mais importantes a acontecer àquela hora. A Weigl confirmou-se que sim, entre rumores de arrufo com Jesus que daria saída injustificada da concentração e as notícias de urgência devido a complicações no parto do seu rebento.
Beto chegaria, então, aproveitando o embalo emocional para fazer estremecer com a apatia e marcar o seu 11.º golo da época, à lei da bomba. Helton pouco podia fazer, aos centrais do SL Benfica pouco mais se poderia exigir dada a velocidade e força do ponta-de-lança algarvio.
Poucos esperariam a pronta resposta encarnada, dado que muito poucos tinham sido os apontamentos atacantes dignos de registo até ali. No deserto de ideias encarnado, apenas o oásis criativo das combinações entre Grimaldo, Pizzi e Rafa – e foi entre os dois primeiros que nasceu o empate, numa boa combinação já dentro da área.
A chave da vitória gorda – inimaginável, repita-se e sublinhe-se – surgiria com a entrada do prodígio uruguaio que passava por fase de menor fulgor. O ataque encarnado estendeu-se, a velocidade aumentou significativamente e foi assim que apenas quatro minutos passados, com os defesas algarvios habituados a tanto pastelão, não deram conta do recado.
Darwin beneficiou dessa passividade, fez o que quis, teve direito aos tais pormenores inofensivos que já caracterizam o seu jogo, mas foi figura fulcral na subida de rendimento de todos os colegas. Seferovic, ameaçado no seu recente protagonismo, puxou pelo brio e bisou, assistido pelos dois laterais – Grimaldo e Diogo estão nas nuvens neste novo sistema.
Com o Portimonense SC a querer reduzir para não ofuscar a série recente de sucessos, vendeu espaços por pechincha a um Darwin que cavalgou sem oposição de todas as formas e feitios. Foi uma lufada de ar fresco para o seu equilíbrio emocional e as circunstâncias ideais para aumentar confiança, sendo por isso uma vitória benéfica a todos os níveis – mais cinco golos marcados, mais uma vitória na luta pelo terceiro lugar e a prova de que a qualidade existe neste plantel, muito superior ao do ano transato. Basta ver pelo quinto golo e o passe magistral de Pedrinho.
Darwin Nuñez – Como a Fénix, renasce das cinzas e assina a responsabilidade da criação de uma vitória que, no final da primeira parte, parecia longínqua. A um SL Benfica sem argumentos faltava vontade e poderio físico, ingredientes prediletos do seu estilo e por aí se explica tão dilatada vantagem, que só se justifica pela sede de um Portimonense SC que nunca se acomodou na desvantagem – tração demasiado à frente que pôs todo o plano em causa.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Gabriel – Perdoada a expulsão, pensou-se servir de abanão necessário à moleza de Seu Gabriel: errado. A cadeirinha manteve-se, os passes longos rumo à faixa contrária poucas vezes resultaram e tamanha má vontade obrigou Jorge Jesus a rasgar tudo o que tinha trazido para o encontro e a imaginar novas soluções táticas, sem um trinco definido. Nova possível ausência de Weigl abrirá problema grave de substituição.
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
O 4-4-2 com Fabrício e Beto em cunha transfigurou-se muitas vezes num ataque a três com a proximidade de Aylton Boa Morte. A defender, muitas vezes um 6-2-2, com os extremos a fazerem de laterais para tentar anular as ameaças exteriores – havia um plano bem definido, que criou muitos problemas ao SL Benfica enquanto as equipas encaixaram, mas que ficou destruído com a explosão encarnada após o intervalo.
Paulo Sérgio até se tentou precaver, introduzindo Tagliapetra assim que viu Darwin a ir a jogo, mas o golo repentino, aos 49’, desfez as ideias de equilíbrio. O terceiro golo obrigou-o a meter em campo, de uma assentada, Luquinha, Poha e Seung-Woo. E, assim, o 1-5 final deixa de ter qualquer carácter surpreendente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel (4)
Moufi (7)
Maurício (4)
Possignolo (5)
Candé (6)
Dener (5)
Salmani (5)
Willyan (5)
Boa Morte (6)
Beto (7)
Fabrício (4)
SUBS UTILIZADOS
Tagliapetra (4)
Luquinha (5)
Poha (5)
Seung-Woo (5)
Henrique (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O 3-4-3 que se vem cimentando propícia às qualidades do plantel, se bem que a introdução de Pizzi como um dos elementos da frente transforma muitas vezes o alinhamento num 3-5-2. E esse congestionamento da zona central não ajuda em jogos deste nível.
Se Grimaldo e Diogo Gonçalves têm todo o espaço para divagar, falta a acutilância para penetrar em blocos baixos – os rasgos são poucos, as triangulações tornam-se ocasionais e forçadas e Seferovic pouco produz tão desacompanhado – até porque Rafa deambula sem critério pela frente de ataque. Claro que a entrada de um elemento com mais presença na zona central, como Darwin, ajudou a todos, principalmente pelo recuo de Pizzi, que ficou de frente para o jogo e, com outra visão, alimentou muito melhor o último terço. A rever.
O produto televisivo da WWE é uma lástima. As audiências têm diminuído há vários anos consecutivos e os próprios lutadores criticam as histórias nas quais estão envolvidos e a falta de orientação de todos os produtores.
O que a WWE continua a saber fazer bem são os PPV (prova disso são o Royal Rumble e a Wrestlemania deste ano). No entanto, no que toca a um programa televisivo de wrestling de qualidade, o AEW Dynamite é atualmente intocável.
Com uma mistura entre estrelas conhecidas e os maiores prodígios do circuito independente, o AEW Dynamite é um programa variado, desde os lutadores e dos personagens que protagonizam, ao tipo de combates e aos comentadores. O sucesso do AEW Dynamite foi visível durante as semanas consecutivas em que venceu a concorrência directa com o NXT, quase que obrigando a marca amarela da WWE a mudar de dia de transmissão.
Depois, a AEW também está a tentar fazer algo verdadeiramente fantástico.
Através de acordos com outras empresas de wrestling, estrelas do Impact Wrestling e da NJPW já apareceram na AEW e vice-versa. Kenny Omega, o atual AEW World Champion, deverá lutar no futuro próximo pelo título mundial do Impact Wrestling, e KENTA (Hideo Itami, na WWE), também já apareceu no AEW Dynamite.
Esta troca de talentos entre empresas é uma das bases do wrestling tradicional, no entanto, nunca foi feito durante a era televisiva e tecnológica do século XXI. Até agora. Este é o factor que faz da AEW uma organização inovadora, entusiasmante e, até agora, bem-sucedida.
E quando no Dynamite podemos regularmente ver Chris Jericho, Jon Moxley (Dean Ambrose), Kenny Omega, Sting, Young Bucks, Christian Cage, Cody Rhodes, PAC, Luchas Bros, entre muitos outros, não há programa de wrestling que se possa equiparar.
Escrevo ainda com alguma proximidade temporal em relação ao último encontro. Apesar de redigir este texto um pouco a quente, considero que, neste momento, estou pronto para pensar com maior clareza e afastar-me da irracionalidade tão conhecida de um adepto de um clube.
Nos últimos quatro jogos, o Sporting CP venceu apenas um. Existiu uma quebra de rendimento? Parece-me que não. A equipa continua a conceder muito poucas oportunidades e a defender de forma sólida e organizada. Curiosamente, naquele que foi o pior dos últimos encontros, e em que concedemos mais oportunidades, conquistaram-se os três pontos em Faro. Este fator faz-me concluir que a formação de Alvalade não está mais fraca na ação coletiva, teve foi erros individuais que não costumam ocorrer.
Já na ação ofensiva, o pragmatismo sempre foi preponderante. Muitas vezes, o Sporting CP vê-se em vantagem e gere o resultado a partir daí, ao invés de procurar fechar o jogo. Rúben Amorim revelou que essa é uma espécie de mecanismo que a equipa arranjou, talvez por alguma falta de experiência dos elementos mais novos, e por se sentir confortável a controlar o jogo sem bola. No entanto, essa eficácia não se verificou, sobretudo frente ao Famalicão FC e Belenenses SAD. A formação verde e branca criou um número de oportunidades superior ao normal, mas não as concretizou com sucesso. O que é que faltou nesses jogos? A tal pontinha de sorte de que um campeão também precisa.
Se me dissessem que estaríamos na segunda volta, a seis jornadas do fim, na liderança isolada do campeonato, eu jamais acreditaria. Previa um grupo de jogadores com mais qualidade individual do que na temporada transata, mas nunca uma formação capaz de fazer frente a FC Porto e SL Benfica. Porém, Ruben Amorim e os seus rapazes surpreenderam tudo e todos, fazendo uma primeira volta histórica, a melhor de sempre do clube, e uma série de 28 jornadas sem perder. Não podemos esquecer o antes e depois do jovem treinador português. O facto de estarmos frustrados dentro de um cenário que todos achávamos impossível de acontecer é revelador do trabalho que está a ser desempenhado, esta temporada.
O Sporting CP partiu para a temporada como “fora das contas” do título Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Acho muita graça ouvir comentadores e pessoas com os mais altos cargos no futebol afirmarem que gostam de ver um Sporting CP forte, que é bom para o desporto nacional. Porém, quando isso está perto de acontecer, não perdem tempo em criar casos só para tentar destabilizar o plantel. Primeiro, Palhinha seria a razão pela qual o Sporting CP iria perder sete pontos. Depois, Rúben Amorim poderia ficar anos sem poder treinar. Agora, é a divisão dos adeptos que se avizinha e os velhos fantasmas vão-se levantar. Todo este barulho serviu e serve apenas para criar ansiedade e insegurança entre adeptos e a comitiva leonina.
Todo o grupo é jovem, desde a equipa técnica ao plantel. A maior parte dos elementos do futebol do Sporting CP precisa de errar para aprender: só assim se ganhará a experiência e se construirá um futuro risonho, aliados à mentalidade vencedora que precisamos de adquirir. Que estes últimos empates tenham servido para que o grupo líder da Liga Portuguesa tenha ganho consciência da responsabilidade que tem nos ombros. Ver o Sporting CP campeão é um sonho para qualquer jovem leão, pois este nunca teve hipótese de festejar.
Esperava-se uma época de consolidação de ideias e crescimento dos jovens e estamos envolvidos naquela que vai ser uma luta fervorosa pelo título de campeão nacional. Muito cedo para o processo de desenvolvimento da equipa? Cabe aos jogadores apontarem para bem alto e agarrarem com as duas mãos o caneco que há 19 anos desejamos conquistar.
Primeira Liga, jornada 28: quinta-feira, 19h, 22 de Abril de 2021
ANTEVISÃO: SL BENFICA OBRIGADO A VENCER PARA PODER SONHAR COM O SEGUNDO LUGAR
A derrota frente ao Gil Vicente FC fez soar novamente os alarmes no SL Benfica. Depois desse jogo menos positivo, as “águias” querem regressar novamente às vitórias, para se aproximarem do segundo lugar. Pela frente vão encontrar o Portimonense SC, que quer vingar a derrota na primeira volta.
A separar as duas equipas na tabela classificativa estão 25 pontos. É notória a diferença pontual, mas isso não significa que os algarvios vão facilitar o jogo às “águias”. Bem pelo contrário, só a vitória interessa às duas equipas. Por isso, espera-se um jogo bem disputado. Atualmente, o Portimonenses SC ocupa o nono lugar, com 32 pontos e o SL Benfica o terceiro lugar, com 57 pontos.
10 DADOS RÁPIDOS
Este é o 46.º encontro oficial entre as duas equipas.
Na primeira volta o SL Benfica derrotou o Portimonense SC por 2-1. Os golos da equipa lisboeta surgiram dos pés de Darwin e de Rafa e o golo solitário da equipa algarvia foi um autogolo de Gilberto.
O Portimonense SC vem de uma vitória por 1-0 frente ao FC Famalicão e o SL Benfica de uma derrota por 2-1 frente ao Gil Vicente FC.
Esta época, os “algarvios” somam nove vitórias, cinco empates e 13 derrotas e as “águias” 17 vitórias, seis empates e quatro derrotas.
A diferença de golos também é favorável para a equipa encarnada – 49 golos marcados e 19 sofridos contra 31 marcados e 31 sofridos da equipa de Portimão.
A nível da posse de bola, a equipa da casa também sai a perder. O Portimonense SC conta com uma percentagem de 51,7 e o SL Benfica regista 62,6%. É de notar que as duas equipas estão no top 10 das mais rematadoras na Liga NOS.
Os resultados das últimas duas deslocações das “águias” ao terreno do Portimonense SC são mais benéficas para a equipa da casa. Nesses dois jogos, o SL Benfica conseguiu um empate a duas bolas, na época de 19/20, e saiu derrotado por 2-0, na época de 18/19.
Apesar disso, nos 45 confrontos oficiais entre as duas equipas, o Portimonense SC apenas venceu um, empatou nove e saiu derrotado em 35.
No que diz respeito a golos nos confrontos entre as “águias” e os “algarvios”, o cenário não é nada favorável para a equipa de Portimão. O Portimonense SC marcou 26 vezes e sofreu 108 golos.
A equipa orientada por Paulo Sérgio tem de ter especial atenção a Seferovic, que já conta com 16 golos na presente época, sendo o segundo melhor marcador da Primeira Liga. Quanto à equipa de Jorge Jesus, o foco é o ponta de lança Beto, que faturou dez vezes.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Beto (Portimonense SC) – O ponta de lança é a maior ameaça para as redes da equipa encarnada. O jovem jogador, até ao momento, marcou dez golos em 24 jogos, sendo que no último jogo foi decisivo – marcou o golo da vitória frente ao FC Famalicão. Nos últimos três jogos marcou quatro golos. Estes dados são a prova de que a defesa das “águias” tem de ter especial atenção a Beto.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Seferovic (SL Benfica) – Esta época é impossível falar dos melhores jogadores e não referir Haris Seferovic. O avançado suíço é uma constante dor de cabeça para as equipas adversárias. O jogador está a passar por um excelente momento e pode mesmo dizer-se que, se não marca, assiste. Em 24 jogos, apontou 16 golos e fez seis assistências. Apesar de no último jogo não ter faturado, é essencial que a equipa de Portimão mantenha o segundo melhor marcador do campeonato “debaixo de olho”, se não quiser sofrer golos.
XI’S PROVÁVEIS
Portimonense SC: Samuel, Moufi, Lucas, Maurício, Fali Candé, Willyan, Dener, Anzai, Ewerton, Aylton Boa Morte e Beto.
Treinador: Paulo sérgio
“Sabemos que vai ser um jogo difícil, com um dia a menos de recuperação para esta partida, um período muito curto para um jogo desta responsabilidade, mas vamos estar o melhor possível para defrontar uma grande equipa, como é o Benfica”.
SL Benfica: Helton Leite, Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Rafa, Waldschmidt e Seferovic.
Treinador: Jorge Jesus
“Sabemos que vamos encontrar dificuldades. A equipa trabalhou como vinha a trabalhar, com a mesma confiança. Sabemos que o adversário está moralizado, mas também conscientes de que temos capacidade e qualidade para ultrapassá-los”.
PREVISÃO DE RESULTADO: Portimonense SC 0-2 SL Benfica
Formada em 1934, pela Federação Portuguesa de Futebol, a Primeira Liga Portuguesa sempre teve grandes jogadores a espalhar o seu talento pelos relvados nacionais e a ficarem na história da competição principal do país.
Atualmente, a Primeira Liga é um palco que vários jogadores veem como uma rampa de lançamento para clubes estrangeiros, mas nem sempre foi assim, e mesmo atualmente existem jogadores que contradizem esse pensamento, como é o caso de Tarantini, que ocupa o 44.º lugar na lista de jogadores com mais jogos na Primeira Liga Portuguesa, com 342 jogos e estando ainda em atividade pelo Rio Ave FC.
Vários foram os jogadores que dedicaram toda, ou a maior parte, da sua carreira aos clubes portugueses, atuando assim a maioria dos jogos na Primeira Liga Portuguesa, como é o caso dos cinco jogadores abaixo apresentados.
Os jogadores na lista são nomes que marcaram a história da competição, e a maioria da Seleção Nacional também, tornando-se ídolos de muitos adeptos e deixando um legado invejável na Primeira Liga Portuguesa.