Primeira Liga, 28.ª jornada: 21h, Quinta-feira, 22 Abril 2021 ANTEVISÃO: MISSÃO – APROXIMAÇÃO AO LÍDER
O FC Porto irá receber no Dragão o Vitória SC, num jogo que representa mais uma “final” naquele que é o principal objetivo, a conquista do Bicampeonato.
Uma vez que o Sporting voltou a deslizar, concedendo o empate frente à B-SAD, Sérgio Conceição tem aqui uma excelente oportunidade para reduzir distâncias e ficar somente a quatro pontos da liderança. Apesar de jogar em casa o FC Porto vai ter pela frente um adversário com um novo ADN, que vem de uma vitória e quer recuperar os maus resultados obtidos pelo anterior treinador.
Bino já assumiu a sua aposta na tática dos “três centrais” e, frente aos atuais campeões nacionais, o contra-ataque deve ser a sua principal arma. Sérgio Conceição terá de apresentar um futebol dominador, de pressão alta e organizado. O segredo deste encontro irá passar pela eficácia na altura da finalização. Ricardo Quaresma será a principal ausência neste jogo.
10 DADOS RÁPIDOS
FC Porto e Vitória SC defrontaram-se por 172 ocasiões, com clara vantagem dos portistas, que somam 111 vitórias, contra 24 triunfos dos vitorianos;
O último triunfo do Vitória SC sobre o FC Porto foi em 2018/19, quando venceu no Estádio do Dragão por 2-3;
Na primeira volta, o FC Porto venceu na Cidade Berço por 2-3;
O FC Porto não sofreu qualquer golo nos três últimos jogos;
Na Primeira Liga, o FC Porto soma seis vitórias consecutivas e não perde há 21 jogos;
Os Dragões têm o melhor ataque desta edição da Liga, com 56 golos marcados;
O Vitória SC vem de uma vitória, depois de cinco derrotas consecutivas, incluindo quatro derrotas seguidas fora de casa;
Mehdi Taremi marcou nos três últimos jogos (dois do campeonato e um da Champions);
Bino reencontra o FC Porto: o atual treinador do Vitória SC jogou nos portistas, tendo conquistado três campeonatos, encontrando-se com Sérgio Conceição, com quem fez, ao todo, cinco jogos juntos;
Jorge Fernandes, André André, Mikel Agu e Ricardo Quaresma já representaram os azuis e brancos, assim como Otávio e Moussa Marega já vestiram as cores do Vitória SC.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Sérgio Oliveira (FC Porto) – O médio portista continua numa época de meter respeito. Exibições de grande nível, aliadas à sua veia goleadora, tornam-no facilmente no principal alvo a abater. Uma vez que a equipa adversária irá apresentar um sistema tático de cinco defesas, o desequilíbrio poderá passar por um lance de génio dos pés de Sérgio Oliveira, seja num remate de fora de área ou até mesmo uma bola parada.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Rochinha (Vitória SC) – o médio ala vimaranense vive atualmente uma das suas melhores épocas e mesmo tendo a forte concorrência de Ricardo Quaresma, Marcus Edwards ou de Ruben Lameiras, o português conseguiu o seu espaço e tem vindo a fazer a diferença. Atualmente leva cinco golos e três assistências no campeonato. Foi ele que marcou um dos golos da primeira volta frente aos dragões e foi dele o golo que permitiu ao Vitória SC vencer o Santa Clara e pôr fim à série de maus resultados.
XI’S PROVÁVEIS
FC Porto: Marchesín, Nanu, Pepe, Mbemba, Manafá, Grujic, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Corona, Luis Díaz e Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição
“Estamos bem e prontos para ir à luta e dar luta até ao final do campeonato. Os jogadores vão estar como o aço”
Vitória SC: Bruno Varela, F.Sacko, Jorge Fernandes, Mumin, André Amaro, Mensah, A. André, Pepelu, M. Edwards, Rochinha e O. Estupinan
A CRÓNICA: PETIT BEM TENTOU, MAS A MÃO (DE TIAGO ESGAIO) NÃO DEIXOU
Num bar (com dimensões pouco comuns) entravam a equipa de Rúben Amorim (Sporting CP), a de Petit (Belenenses SAD) e uma bola. Petit já tinha mandado um bitaite de que iria conseguir algo fora do normal. Seria apenas «paleio» ou era verdade? Apesar da pandemia, muitos olhos estavam colocados na mesa 28 deste “bar” ao qual chamamos de Alvalade nesta comparação. Era o dito «tira teimas».
A verdade é que com poucos minutos sentados à mesa, a equipa de Petit conseguiu uma proeza. Pagar um copo à formação de Rúben Amorim era complicado, contudo, já muitos tinham feito isto em Alvalade. Como conseguiu? Digamos que foi uma autêntica obra de arte. Miguel Cardoso temporizou, trocou as voltas à defesa e descobriu Varela. Uma ligação Portugal-Colômbia não demora assim tanto tempo e que o diga Cassierra que só teve de encostar. 15 minutos e um copo para a mesa.
Henrique quase que ia deixando entornar o copo azul, mas a sorte é que Kritciuk bem que salvou um possível desastre. Também João Mário não soube dar aquele toque subtil. Por isso, a equipa de Petit ia dando aquele típico «paleio» que ia aguentando a conversa. Por enquanto, a Belenenses SAD ainda só tinha pago um copo, mas a verdade é que o Sporting não pagou nenhum.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) April 21, 2021
A insistência, ou o faro de oportunidade, é uma caraterística essencial na vida no geral. Cassierra foi aquele quem mais acreditou que Adán podia borrar a pintura que vinha a fazer em todo este campeonato. Agora sim, a mesa 28 estava completamente estragada. O colombiano disse «manda vir outro que eu pago!». Isto sim… já era quase inédito. A equipa de Petit já ia no segundo copo!
Coates não queria ficar atrás. Deixou o modo defensivo, sacou do seu instinto matador e fez o que o ataque não estava a fazer de todo. Perdemos aqui um grande ponta de lança? Saiu um copo para o Sporting. A Belenenses SAD não queria de todo estragar a pintura depois de tudo aquilo que já tinha feito. A conversa fluía de modo correto e ia conquistando a bola na sua versão mais defensiva.
O problema é a equipa de Petit entornou tudo em cima da mesa e Tiago Esgaio estragou tudo com um penalti. Lá está. A mão que pode entornar um copo e pode dar um empate vital. Jovane Cabral disse «este pago eu, mas ninguém entorna!». A mesa 28 já estava toda borrada e ficaram quatro copos, dois para cada lá. A bola saiu deste bar sem ser conquistada por ninguém. O futebol é assim… pode-se personificar com a vida real.
O Sporting tropeça novamente e pode ver o FC Porto aproximar-se, ficando apenas a quatro pontos dos leões na luta pela Primeira Liga. Digamos que foi um jogo de sentido único, onde o resultado definiu para o lado do Belenenses SAD o pragmatismo e para o outro, o do Sporting, a falta de pontaria. A fraca finalização pode custar caro.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Stanislav Kritciuk – Cassierra marcou dois golos? É verdade… Mas “e se” o guarda-redes russo não tivesse defendido o penalti que manteve o 0-1? Não estaríamos aqui a falar sobre aquele que fez mais uma exibição segura para continuar o bom momento que tem vindo a ter na Primeira Liga. Uma exibição incrível, apesar do empate.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Sporting CP – Depois de dois empates para os leões, a vitória em Faro parecia dar outro ânimo à equipa comandada por Rúben Amorim. Contudo, parece ter enganado tudo e todos. Os processos não estão a sair de uma forma fluída como já tinha acontecido esta temporada e depois de uma vantagem tão grande pode estar para ficar com uma vantagem de apenas quatro pontos. Será a imaturidade jovem? Acho que poucos devem saber responder.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Os leões a apresentarem-se, tal como já é habitual, num 3-5-2 com uma pequena troca no onze inicial: a entrada de Tiago Tomás para a saída do também jovem Daniel Bragança. No eixo defensivo, Feddal já está recuperado, mas Rúben Amorim decidiu que o melhor era o marroquino ficar a descansar. Por isso, Matheus Reis continuou a ser o titular.
João Palhinha a ter mais apoio de João Mário e apenas quando necessário a ajuda de Pedro Gonçalves, que descia do lado esquerdo. O Sporting muitas vezes a ficar num 5-2-3 com Tiago Tomás e Pote a ficar com as alas enquanto que Paulinho ficava responsável pelo jogo interior. Os leões estavam com muitas dificuldades em conseguir concretizar as oportunidades que iam criando, muito por culpa dos seus jogadores, mas também pela coesa defesa da Belenenses SAD.
Rúben Amorim teve de mexer logo no intervalo com a entrada de Nuno Santos e nos minutos seguintes entraram ainda Tabata, Jovane e Bragança. Contudo, com uma defesa tão coesa meter jogadores com tanto pendor ofensivo podia ser uma cartada arriscada. O Sporting parecia ter mudado para um 4-3-3 com Bragança, Pote e Tabata no meio e Jovane e Nuno Santos no lado direito e esquerdo, respetivamente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (3)
Nuno Mendes (6)
Matheus Reis (5)
Sebastian Coates (5)
Gonçalo Inácio (5)
Pedro Porro (5)
João Palhinha (5)
Pedro Gonçalves (4)
João Mário (4)
Tiago Tomás (5)
Paulinho (4)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (4)
Bruno Tabata (5)
Jovane Cabral (5)
Daniel Bragança (5)
Matheus Nunes (5)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
Petit não quis também mudar muito daquilo que foi a sua equipa frente ao CS Marítimo e apenas uma troca: a saída de Afonso Taira para a entrada de Yaya Sithole. Apesar desta troca, pouco mudava naquilo que são as definições táticas da Belenenses SAD.
Quando estava em processos ofensivos, era notório o 3-4-3 com um central, Henrique, a não participar no processo de construção a partir de trás. O contrário acontecia com Yaya Sithole que baixava muito para não só ajuda em caso de bola perdida na primeira fase de construção e para ajudar na mesma. A defender um 5-2-3 com Afonso Sousa e Yaya a ficarem responsáveis com o meio-campo e Tiago Esgaio e Rúben Lima a ficarem com as laterais.
As substituições dos comandados de Petit foram com o intuito de manter a estabilidade defensiva, mas normalmente quando são muitos a tentar defender dá um grande erro. E deu. A ansiedade tomou conta da formação da Belenenses SAD e o que foi construído com muita solidez acabou por ser destruído em poucos minutos. O que “defender em excesso” não provoca.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Stanislav Kritciuk (8)
Gonçalo Silva (5)
Tomás Ribeiro (5)
Henrique Boss (4)
Rúben Lima (5)
Tiago Esgaio (5)
Afonso Sousa (7)
Yaya Sithole (5)
Miguel Cardoso (6)
Tiago Esgaio (5)
Varela (6)
Mateo Cassierra (7)
SUBS UTILIZADOS
Cafu (5)
Bruno Ramires (-)
Afonso Taira (-)
Diogo Calila (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: Na antevisão, disse que o jogo do Jamor tinha sido analisado para preparar este jogo e que algumas situação dessa partida foram trabalhadas. Na sua opinião, o Sporting teve novamente os mesmos erros ou a Belenenses SAD conseguiu mudar muita coisa e conseguiu tirar daqui um ponto?
Rúben Amorim: A Belenenses SAD teve muito mais oportunidades nessa jornada no Jamor. Temos de separar as oportunidades que tiveram hoje e a última vez, o controlo de transições e etc. Foi muito claro aquilo que se passou aqui hoje. O que mudou foi o resultado. Eu tenho de fazer o trabalho inverso ao que os outros fazem. Estou muito mais contente com a exibição que, hoje, fizemos aqui. Estava também mais preocupado no Jamor do que estou neste momento. Acredito que podemos ganhar todos os jogos daqui para a frente, sabendo que é possível não conseguirmos isso, mas faz parte do jogo. Respondendo diretamente à sua pergunta, acho que foi completamente o contrário. Um Belenenses SAD foi muito inferior em comparação a essa jornada, por isso, não podemos comparar as duas situações. Fomos claramente superiores. Aquilo que temos de fazer melhor é marcar golos, melhorar na bola parada, controlar o jogo e ser melhor defensivamente. Há que seguir em frente. É olhar para o jogo e não só para aquilo que foi resultado.
Belenenses SAD
BnR: Nos últimos três jogos, tem posto no Afonso Sousa mais no centro do campo. O que é que o jogador português pode oferecer nesta zona e se é uma opção para dar mais criatividade enquanto que a parte mais defensiva fica a cargo do Yaya Sithole?
Petit: O Afonso Sousa trabalhou como segundo médio com muita qualidade e durante muito tempo na formação jogou naquela posição. Primeiro, demos mais intensidade ao Afonso para que o pudéssemos preparar para jogar ali. São dois jogadores com muita qualidade. O Yaya Sithole foi um jogador que estava nos sub-23 e que veio esta época para a equipa principal. O Afonso tem uma boa visão de jogo e uma grande qualidade de passe. Trabalhámos o jogador e, agora, trouxéssemos o Afonso para essa zona para termos mais criatividade e conseguir criar mais jogadas.
São poucas as palavras para o Presidente mais titulado na história no futebol mundial. Ao todo já são 62 títulos no futebol desde 1982: 22 campeonatos nacionais, 13 Taças de Portugal e 21 Supertaças. Para além disso, Pinto da Costa, em trinta e nove anos de presidência da SAD do FC Porto, transformou aquele que era um mediano clube de província, numa potência na Europa e no Mundo: 2 Taça dos Campeões Europeus/ Liga dos Campeões, 2 Taça Uefa/Liga Europa, 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais.
Numa carreira recheada de títulos, polémicas, discursos notáveis e provocadores, uma coisa é certa e indubitável: a longevidade de Pinto da Costa é caso raro no mundo e em Portugal. Observando o panorama nacional, nenhum clube da I Liga tem um presidente que se encontra perto de um nível de longevidade consecutiva parecido com o Presidente dos azuis e brancos. Por conseguinte, seguem cinco anos marcantes que marcaram o reinado de Pinto da Costa no comando do clube azul e branco.
A CRÓNICA: BERNARDO BISA NAS ASSISTÊNCIAS, MAS O RECITAL FOI DE FODEN
Alheios à discussão dos últimos dias e que os opunha a uma da equipas dos “big six”, o Aston Villa FC recebeu no Villa Park o líder inglês, Manchester City FC, que somava nove vitórias nas últimas dez deslocações para o campeonato. Mas nem por isso se inibiram de surpreender logo no arranque da partida.
Estavam decorridos 20 segundos quando o Aston Villa inaugurou o marcador. A falta foi cobrada de forma rápida ainda no meio campo defensivo e o corte deficiente de Stones permitiu uma receção fácil de Watkins, que serviu rapidamente para McGinn rematar simples e bater Ederson.
Verificou-se de imediato um domínio claro e avassalador dos “citizens”, onde por raras vezes os da casa saíram para o ataque, mas o verdadeiro perigo para a baliza de Martínez chegou apenas aos 20 minutos, depois de uma jogada individual e remate forte de Mahrez, para defesa apertada e a dois tempos do argentino.
No entanto, eram sinais de aviso mal percebidos pelos visitados. Dois minutos depois Ederson bateu longo e após uma troca de passes simples entre Zinchenko, Foden, Mahrez e Bernardo, o português cruzou atrasado para o local onde Foden apareceu solto de marcação e a empurrar para restabelecer a igualdade.
Resposta rápida, sem euforias e reveladora de uma equipa com ideias, processos e identidade bem definidos. O Aston Villa voltou a dar sinais de presença, com pouco perigo, à passagem do minuto 28, com um remate de Jacob Ramsey a sair à malha lateral, confortavelmente controlado por Ederson.
Foi então, com relativa naturalidade, que os “citizens” chegaram à vantagem na partida. À porta do minuto 40 e após um pontapé de canto recusado pelas torres defensivas dos da casa, Mahrez entregou na direita para Bernardo Silva cruzar para o interior da área. Antecipando-se a Tyrone Mings, Rodri cabeceou para o fundo das redes, sem permitir que Martínez o pudesse impedir.
Aos 43 minutos, o VAR veio trazer dificuldade acrescida à turma de Guardiola; chamou Peter Bankes para avaliar uma entrada mais dura de Stones e o árbitro mostrou mesmo o vermelho direto ao central inglês. Gundogan viu também o amarelo por protestos – Bankes não estava com disposição para discussões.
Apesar da inferioridade numérica, não se esperava que os “citizens” recuassem e logo aos cinco minutos da segunda parte podiam ter ampliado a vantagem. Gundogan surgiu solto de marcação junto à linha de fundo, tentou servir Mahrez, mas Martínez mostrou-se atento e negou a ligação entre o alemão e o argelino.
Aos 57 minutos, uma ação infantil de Matty Cash nivelou os elementos em jogo; após entrada feia sobre Phil Foden, viu o segundo amarelo e as equipas ficaram em igualdade numérica, agora 10 para 10. Se havia intenções de ameaçar a vantagem dos comandados de Guardiola, estas desapareceram, até porque os “citizens” nunca abdicaram do controlo do jogo.
Mais bola, mais perigo, mais ideias, controlo total. Só novo descuido poderia comprometer nova vitória dos azuis de Manchester. As situações de golo eram esboçadas sempre pela mesma equipa; primeiro Zinchenko de longe, Mahrez após baile dentro da área e depois Gundogan de livre direto.
Canalizando o jogo sempre para o lado onde Watkins descaía – e que por muitas vezes tentou mostrar-se a Gareth Southgate na bancada – o Aston Villa FC não incomodava e baseava-se quase exclusivamente nos cruzamentos para a confusão, prontamente rejeitados nas alturas por Rúben Dias, Laporte ou Rodri.
Até final, não se registaram posses do Aston Villa dignas de registo nem sinais de perigo que obrigassem Ederson a trabalhos esforçados. Por outro lado, também não se viram ocasiões para os “citizens” que justificassem novo golo. Vimos, isso sim, um controlo absoluto do rumo do encontro, com posse rápida e inclusiva, a passar por quase toda a equipa e com constantes variações de flanco.
A vitória, que parecia difícil no primeiro minuto de um jogo que se preparava para humilhar ainda mais as aspirações dos “big six” e respetivos aliados no resto da Europa do futebol, chegou ainda na primeira parte e foi gerida na segunda. Acenta bem à melhor equipa nesta partida e abre nova vantagem de 11 pontos para o segundo classificado. Palavra passada aos rivais de Manchester.
Phil Foden – A exibição de Bernardo Silva foi muito boa, com as duas assistências que permitiram a cambalhota no marcador, mas o que joga Foden é absurdo. Concluiu o golo do empate após desmarcação silenciosa e pertinente bem no coração da área e apresentou um acerto de passe acima dos 90 porcento. Driblou com sucesso sempre que tentou (duas vezes), mas é a ocupação do espaço quando não tem bola e o destino que lhe dá quando está em posse que fazem Foden sobressair numa equipa de tanta qualidade individual. E com apenas 20 anos. Joga como gente grande.
— FOX Sports Brasil (de 🏠) (@FoxSportsBrasil) April 21, 2021
John Stones e Matty Cash – A abordagem deficiente do central do Manchester City FC logo no início de jogo permitiu que os villans se adiantassem na partida ainda antes de concluído o primeiro minuto de jogo. Como se isso não bastasse, teve uma entrada demasiado rigorosa sobre Jacob Ramsey e merecedora de cartão vermelho, deixando, assim, a sua equipa reduzida a 10 por 45 minutos. Desconcentrado e imprudente. No entanto, não esteve sozinho no que à arte de “borrar a pintura” diz respeito. Em desvantagem no marcador, mas em superioridade numérica, cabia ao Aston Villa FC procurar mais bola e tentar ferir um “City” com 10 homens. Essas ambições foram, no entanto, reduzidas a pó, quando Matty Cash perdeu a bola para Foden e reagiu de forma infantil; na tentativa de a recuperar imediatamente, atirou-se às pernas do jovem inglês, que estava junto à linha lateral e representava zero perigo para a baliza de Martínez. Dois amarelos em três minutos e consequente expulsão. Infantil e imprudente.
ANÁLISE TÁTICA – ASTON VILLA FC
Jcomo já vem sendo habitual em jogos de elevado grau de exigência e dificuldade, Dean Smith dispôs as suas peças num 4-1-4-1 (por vezes 4-2-3-1), em frente ao imprescindível Emiliano Martínez.
O quarteto defensivo foi o mesmo dos últimos quatro encontros, com Matty Cash na lateral direita, Matt Targett na esquerda e o eixo da defesa entregue a Ezri Konsa e Tyrone Mings. Na frente desta linha esteve pivô Nakamba, um pouco apagado e desligado. Em superioridade numérica, Douglas Luiz baixou para junto de Nakamba e pudemos observar um 4-2-3-1 mesmo em organização ofensiva.
A linha média teve Traoré e Ramsey claramente entregue às faixas, direita e esquerda, respetivamente. Os terrenos interiores estavam a cargo de Douglas Luiz, quando não baixava para junto de Nakamba, e de McGinn, que se colocava não raras vezes nas costas de Ollie Watkins, a jóia solitária do Aston Villa FC, na ausência prolongada de Jack Grealish.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Emiliano Martínez (6)
Matty Cash (5)
Ezri Konsa (6)
Tyrone Mings (7)
Matt Targett (6)
Marvelous Nakamba (6)
Douglas Luiz (7)
Bertrand Traoré (6)
John McGinn (7)
Jacob Ramsey (6)
Ollie Watkins (7)
SUBS UTILIZADOS
Keinan Davis (7)
Ross Barkley (6)
Anwar El Ghazi (6)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Num habitual 4-3-3, Pep Guardiola optou pelo melhor onze, não descurando a importância desta partida, apesar dos oito pontos de vantagem para os rivais de Manchester. Ederson alinhou na baliza e esteva protegido por uma linha de quatro – por 45 minutos… – composta por Walker e Zinchenko nas laterias e Stones e Rúben Dias no eixo da defesa.
Rodri, claramente com tarefas mais defensivas e de equilíbrios, era o vértice mais recuado do triângulo formado com Gundo gan e Bernardo Silva – embora o português descaísse para a ala direita e permitisse que a equipa se desdobrasse num 4-2-4.
Phil Foden e Riyad Mahrez atuaram nas asas do ataque – com o inglês a dividir o seu posicionamento entre a esquerda e o centro –e no apoio a Gabriel Jesus, avançado algo desligado da partida de hoje.
Para mal dos nossos pecados, está a chegar ao fim a mais bela Era da história do futebol mundial. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo começam a sentir o peso da idade, e não faltarão muitos anos para ambos os astros se afastarem das decisões pelos grandes prémios individuais. O português com 36 anos e o argentino com 33 começam a perder a capacidade de decidirem jogos sozinhos como nos habituaram e por muito que a qualidade continue lá, o corpo deixa de permitir ações que durante mais de 15 anos nos fizeram apaixonar por este desporto.
Ainda assim, o futebol tem de continuar e à medida que o tempo passa vão surgindo outros grandes talentos que mostram que podem dar continuidade à dinastia criada por estes dois mágicos que acompanhamos durante as últimas décadas. Há muitos que têm mostrado grandes competências, mas se há coisa que aprendemos é que o mais difícil não é lá chegar uma vez, mas sim manter o mesmo nível durante tantos anos como eles fizeram. Posto isto, propomos-nos a fazer uma lista dos três sucessores mais naturais a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, composta por jovens prodígios que dominarão o mundo do futebol nos próximos anos.
A CRÓNICA: VITÓRIA DO CS MARÍTIMO “TIRADA A FERROS”
Separados por cinco pontos, CS Marítimo e Rio Ave FC subiram ao relvado do Estádio do Marítimo para disputar a jornada 28 da Primeira Liga Portuguesa de futebol.
O Marítimo entrou bem desperto para o jogo e, no primeiro minuto, Alipour caiu na área, lance que o VAR reviu e nada deu. Depois disso, o que se viu foi um jogo equilibrado, até que, numa jogada de insistência de Rafik Guitane, Alipour serviu Joel Tagueu de bandeja e este não se fez rogado em colocar os “verde-rubros” na frente do marcador, aos 11 minutos.
Após o 1-0, o Rio Ave teve mais vezes a posse de bola ao passo que os madeirenses desceram no terreno. Os “rio-avistas” podiam ter chegado ao empate minutos depois do golo maritimista, mas a bola passou um nadinha ao lado do poste direito de Amir. Já o Marítimo, teve nos pés do francês Rafik Guitane o 2-0, mas este não conseguiu bater o guarda-redes polaco Pawel Kiezeck.
Até final da primeira parte, houve pouco a acrescentar à crónica da partida. Apenas referir a grande jogada de entendimento entre Claúdio Winck e Edgar Costa, em que o brasileiro subiu no terreno, deslocou-se para a grande área, esperou o cruzamento do madeirense e cabeceou ao poste da baliza de Kieszek.
Para a segunda metade do encontro, a formação de Vila do Conde fez subir as suas linhas ao tirar Pelé e meter Anderson Cruz. No entanto, o Marítimo parecia muito seguro de si e não deixava o Rio Ave ter grandes ocasiões de perigo. Com o desenrolar do tempo, a equipa do norte do país tornou-se mais pressionante e ia sufocando a turma madeirense, mas o Marítimo não desarmava na sua concentrada exibição.
O Rio Ave foi pressionando, subindo as linhas, dominando a posse de bola e o Marítimo só atacava em contra-ataque, mas o certo é que os ataques dos homens, esta tarde, vestidos de amarelo não representavam grande ameaça para a baliza “verde-rubra”. Isto até que Guga Rodrigues sacou um “tiro” do seu pé direito e só a trave (e alguma sorte) impediu o empate vila-condense. Aos 89 minutos, Ivo Pinto caiu na área adversária e o VAR teve que intervir novamente, todavia com o mesmo desfecho do que da primeira vez.
A formação visitante bem procurou o golo do empate, porém sem grande êxito, visto que o Marítimo esteve impecável a defender. Os dados estatísticos dizem bem aquilo que foi o desenrolar da partida: um Marítimo em força até marcar o golo, mas que depois disso geriu em termos defensivos e tentou matar o jogo em contra-ataque.
A FIGURA
Fonte: CS Marítimo
Solidez defensiva do Marítimo – Ao contrário de outras partidas, a defesa do Marítimo foi uma mais-valia para vencer esta partida. Apesar da equipa ter recuado demasiado no terreno após o golo marcado, a verdade é que a concentração da equipa foi fundamental para conquistar estes importantes três pontos.
Falta de eficácia ofensiva do Rio Ave FC – Ao nível da produção de jogo, o Rio Ave esteve com nota satisfatória. O que “tramou” a equipa foi entrar algo nervosa. No entanto, o setor ofensivo tem sofrido algumas fases menos boas durante a época. Hoje, no Funchal, não houve nem Gelson Dala (suspenso), nem André Pereira (lesionado), portanto a escolha recaiu sobre Ronan David e Júnior Brandão (suplente utilizado) para a posição de número ´9´. Contudo, nenhum dos dois foi capaz de dar as valências necessárias à equipa no momento da finalização. Aliando isto ainda à falta de inspiração de Carlos Mané e Chico Geraldes. Mas isso é, também, mérito dos homens do “maior das ilhas”.
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
Julio Velázquez fez quatro alterações no onze que perdeu frente à B SAD: Lucas Áfrico, Karo, Hermes e Irmer, introduzindo Leo Andrade, Zainadine (regressado de lesão), Fábio China e ainda Rafik Guitane.
Assim, o técnico espanhol do Marítimo enviou para o terreno de jogo Amir “Seguro” Abedzadeh na baliza, com uma defesa a quatro à sua frente: Claúdio Winck na direita, Zainadine e Leo Andrade ao centro e Fábio China na esquerda. Um duplo pivot, composto por Pedro Pelágio e René Santos (ambos aniversariantes), ao passo que Edgar Costa, Rafik Guitane e Joel Tagueu compuseram a linha de três homens atrás do ponta de lança iraniano Alipour, constituindo assim, o sistema de 4-2-3-1.
Com as mudanças ofensivas do adversário, Júlio Velázquez quis reforçar o meio-campo e fez entrar Bambock para o lugar do lesionado (e aniversariante) Pedro Pelágio. Jorge Correa entrou para refrescar as alas ´verde-rubras´ e Rodrigo Pinho foi a jogo para disponibilizar uma lufada de ar fresco ao ataque dos locais, rendendo o esgotado Joel Tagueu. A partir de então o Marítimo passou a jogar em 4-4-1-1.
Para o jogo frente aos ´verde-rubros´, Miguel Cardoso, também a precisar de pontos, optou por um 4-3-3. Um quarteto defensivo composto por Ivo Pinto, Borevkovic, Anderlan Santos e o internacional português Fábio Coentrão. No meio-campo, o experiente capitão Tarantini foi o responsável por iniciar a fase de construção do ´seu´ Rio Ave, com Guga Rodrigues e Pelé mais libertos à sua frente. Chico Geraldes e Carlos Mané foram as setas apontadas à baliza de Amir, com Ronan David a tentar importunar os centrais maritimistas.
Ao intervalo, no balneário, ficou o médio Pelé e Rui Santos, adjunto e substituto de Miguel Cardoso que está suspenso, fez entrar o extremo angolano Anderson Cruz, posicionando a equipa em 4-2-3-1, com Chico Geraldes a ocupar os terrenos centrais mais ofensivos.
A CRÓNICA: CD SANTA CLARA E MOREIRENSE FC NÃO DESATAM O NULO
O Estádio de S. Miguel abriu as suas portas para a 28ª jornada da Primeira Liga. Um jogo que prometia ser quente por ser o encontro direto entre o sétimo e o oitavo classificados da tabela, CD Santa Clara e Moreirense FC, respetivamente. A determinação na conquista dos tão importantes três pontos era garantida.
O apito inicial soava e estava dado o mote para o início da partida. Esta primeira parte começava com um jogo muito repartido e com as equipas a conseguir chegar à zona de finalização, mas sem grandes ocasiões de perigo. O destaque viria para a equipa da casa, o CD Santa Clara, que estava a conseguir ter maior posse de bola. Mesmo com o Moreirense FC a pressionar, a equipa açoriana não se deixava levar pela pressão e conseguia criar linhas de passe e, por consequência, estava a conseguir uma maior posse de bola e a chegar com perigo à baliza de Pasinato, que via a sua vida complicada sempre que se aproximavam.
O Moreirense FC continuaria a mostrar-se à quem das expetativas e mantinha um estado anímico sem grande reação pois, o seu único remate nesta primeira parte viu-se nos primeiros dez minutos. Ao “cair do pano” do intervalo o nulo mantinha-se e o clube açoriano continuava a ser superior e a destacar-se de forma exemplar. Estava tudo em aberto para a segunda parte.
E que segunda parte tivemos. O intervalo trouxe um Moreirense diferente. A renovada turma de Vasco Seabra começou por mostrar-se no jogo ao tentar criar mais perigo junto da baliza de Marco Pereira. Apesar disso, não conseguiam ser felizes na finalização.
Aos 74 minutos, o CD Santa Clara até fez a festa, depois de um golo de Carlos Júnior, assistido por Allano, mas o VAR viria a retirar a felicidade da equipa açoriana ao assinalar uma falta antes da “redondinha” entrar nas redes. Após o golo, o CD Santa Clara ainda tentou alterar o marcador, mas sem grande resultado. Estavam esgotados os 90 minutos e nada feito. Um ponto para cada equipa e tudo em aberto sobre quem conseguirá o tão desejado sexto lugar.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Allano – O avançado brasileiro esteve em alta neste jogo. Ajudou a proporcionar um bom futebol e destacou-se em situações importantíssimas, como na assistência a Carlos Júnior, golo este que viria a ser anulado. Apesar disso, o desempenho deste bravo açoriano foi exemplar.
O FORA DE JOGO
Vítor Ferreira chegou à primeira categoria da arbitragem em 2017 e deixou para trás uma potencial carreira de jogador.
Vítor Ferreira – O árbitro principal da partida não ajudou ao espetáculo. Travou muito o jogo, não permitindo que as equipas progredissem em campo e gastando tempo útil de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
O Mister Daniel Ramos apresentou-se com o esquema tático 4-3-3. Este procurou forçar o erro do adversário e aproveitar as aberturas criadas pelos jogadores do Moreirense FC, o que permitia chegar à baliza com mais facilidade. Isso permitiu aumentar a posse de bola e tornar a equipa superior em todo o jogo, mas principalmente na primeira parte.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco (6)
Rafael Ramos (6)
Mikel Villanueva (4)
Fábio Cardoso (4)
Mansur (5)
Allano (7)
Lincoln (5)
Carlos Júnior (6)
Cryzan (4)
Hide (5)
Anderson Carvalho (5)
SUBS UTILIZADOS
Rui Costa (4)
Costinha (4)
Nené (-)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
O Mister Vasco Seabra também utilizou o esquema tático 4-3-3. Procurou aumentar a pressão da equipa açoriana para poder trazer mais segurança à sua equipa. Quis também impedir a progressão do CD Santa Clara para conseguir criar pressão nos momentos certos e ter jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pasinato (6)
D’Alberto (5)
Rosic (4)
Abdu (4)
Fábio Pacheco (5)
Pires (5)
Filipe Soares (6)
Abdoulaye (4)
Walterson (6)
Franco (6)
Rafael (5)
SUBS UTILIZADOS
Nahuel Ferrasi (4)
Alex Soares (3)
David Simão (-)
Galego (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Santa Clara
BnR: Fica feliz com este resultado?
Daniel Ramos: Não. Fomos melhores que o adversário. Mas ser os melhores não chega, temos de ser muito melhores. Tivemos uma primeira parte fantástica da nossa equipa. Já na segunda parte, tivemos um jogo menos paciente, podíamos ter conseguido a vitória, mas só conseguimos pontuar. Olhando para as duas partes, temos um CD Santa Clara melhor no jogo. Mas temos de olhar em frente e pensar no próximo jogo e manter o objetivo: ganhar e lutar até ao final para conseguir o máximo de pontos.
Moreirense FC
BnR: Acha o resultado justo tendo em conta o que a sua equipa fez em campo?
Vasco Seabra: Foi um resultado justo. Tivemos uma difícil primeira parte para conseguirmos ter bola e para conseguir dominar o jogo. Tivemos de fazer alguns ajustes ao intervalo devido ao que o CD Santa Clara estava a fazer. Foi nesta segunda parte que fomos mais capazes de pressionar e impedir progressão do CD Santa Clara. A equipa conseguiu ter jogo e pressionar nos momentos certos e chegamos mais à frente num jogo mais competente. Os próximos seis jogos serão difíceis. São 18 pontos em disputa e vamos entrar com vontade de vencer. Vamos lutar em cada jogo.
Aslan Karatsev era um jogador completamente desconhecido do grande público até há muito pouco tempo e os seus resultados nem em nível Challenger eram consistentes. Na retoma depois da pandemia, ele que era número 253 do ranking, chegou com um nível bastante diferente e conseguiu um ótimo registo de 18-2 em Challengers, aproveitando para acumular dois títulos, em Praga e Ostrava. No final do ano ocupava já a 112.ª posição do ranking. Aslan Karatsev tem, ainda, a particularidade de trabalhar com um preparador físico português, o Luís Lopes.
Estes resultados, e consequente posição no ranking, foram fundamentais para garantir presença no Qualifying do Australian Open. Ia, assim, tentar marcar presença no primeiro Quadro Principal (QP) de um torneio do Grand Slam da sua carreira, aos 27 anos.
Nesta fase de qualificação, o tenista russo não teve grandes dificuldades em ultrapassar os seus adversários e, nos três encontros, perdeu apenas um set. Chegado, pela primeira vez, ao QP de um Grand Slam, Aslan Karatsev ultrapassou jogadores como Schawrtzamn, Felix Auger-Aliassime e Grigor Dimitrov para chegar às meias-finais onde perdeu, finalmente, contra Djokovic, que viria a sagrar-se campeão frente ao, também russo, Daniil Medvedev.
Esta chegada às meias-finais foi histórica por várias razões, foi a primeira vez na Era Open que um jogador estreante no torneio do Grand Slam chegou às meias-finais, foi o primeiro jogador vindo do Qualifying a chegar a esta fase de um torneio do Grand Slam desde 2000 e foi, também, o jogador com o ranking mais baixo a chegar a esta ronda de um torneio de Grand Slam desde 2001. Este resultado valeu também a estreia em simultâneo no TOP-100 e TOP-50, quando passou de 114.º para 42.º lugar do ranking ATP.
Aslan Karatsev tem-nos vindo a provar que as duas semanas que teve na Austrália não foram por acaso, caso não fosse percetível pela qualidade de ténis que apresentou. A conquista do título de categoria 500, no Dubai, que simbolizou a entrada no TOP-30, foi prova disso mesmo já que, para conquistar o título, teve de vencer jogadores como Andrey Rublev, que tem sido um dos melhores jogadores de piso rápido do mundo, e Jannik Sinner que tem estado numa forma tremenda e se estreou esta semana no TOP-20 aos 19 anos de idade.
With this victory, Aslan Karatsev will break the Top 30 of the FedEx ATP rankings on Monday 🙌
Com um estilo de jogo baseado na potência, o seu jogo assenta que nem uma luva em piso rápido e ver como serão os seus resultados nos outros pisos, sobretudo em terra batida, poderá ser um fator chave para tentar prever o sucesso que este tenista russo poderá ter no futuro. No mais recente torneio do circuito ATP, Aslan Karatsev teve um enorme desafio pela frente em Monte Carlo, onde as condições, devido à meteorologia, estavam especialmente lentas, e, apesar de ter perdido na segunda ronda, perdeu para um bom jogador de terra e que viria a ganhar o torneio em Monte Carlo, Stefanos Tsitsipas.
No final do encontro, e falando um pouco do seu percurso este ano, Karastev acabou por dizer que a sua idade pode ser um fator de estabilidade emocional e que o poderá levar a não entrar em euforias, ele que é, neste momento, o sexto jogador do mundo com mais pontos acumulados nesta época de 2021. Está mais do que provado que, em piso rápido, é um jogador que merece aquilo que está a alcançar.
Esta fase da temporada vai funcionar como um duro teste, mas a verdade é que o seu compatriota Medvedev é um jogador bastante fraco em terra batida e está em segundo lugar do ranking, por isso não há razões para acreditar que Aslan Karatsev tenha uma queda substancial no ranking durante esta época de terra batida, até pelo facto de que não defende praticamente nenhum ponto até agosto.
Em resumo, Aslan Karatsev chegou de rompante, mas penso que terá ténis para se manter por alguns anos neste nível e tornar-se um habitué das últimas rondas dos torneios, pelo menos nos de piso rápido, por isso vai ser sempre um nome a ter em conta.
28ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: quarta-feira, 21h15 – 21 de abril de 2021
ANTEVISÃO: UMA FINAL PARA OS DOIS EMBLEMAS, À CONQUISTA DOS SEUS OBJETIVOS
Trata-se de uma partida importante para o Sporting Clube de Portugal, que pretende conservar a vantagem de seis pontos, na liderança do campeonato, para o segundo classificado. Por outro lado, o Belenenses SAD soma 30 pontos à entrada para a 28ª jornada, ocupando o 12º lugar, mas ainda procura garantir matematicamente a manutenção.
O treinador leonino, Rúben Amorim, tem o plantel praticamente na sua máxima força, estando apenas em dúvida o defesa-central, Feddal, enquanto que Petit tem todo o plantel disponível para defrontar os leões em Alvalade.
10 DADOS RÁPIDOS
Sporting CP é líder invicto do campeonato;
Belenenses SAD vem de uma vitória frente ao Marítimo, por 2-0;
Nos últimos cinco jogos frente ao B. SAD, os leões venceram cinco;
Sporting CP soma 17 golos marcados frente aos azuis, enquanto que o B. SAD marcou quatro;
António Adán é o atleta do Sporting CP com mais participações esta temporada, contando com 27.
Pedro Gonçalves é o melhor marcador do Sporting CP, com 17 golos.
Tiago Esgaio é o atleta com mais jogos pelo B. SAD (26).
O Belenenses SAD é o pior ataque do campeonato, com apenas 17 golos marcados.
O Sporting CP é a melhor defesa da Liga, tendo sofrido apenas 13 golos.
A formação de Alvalade bateu um novo recorde de invencibilidade na liga: 27 jogos sem perder.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves – O melhor marcador do campeonato com 17 golos, tem enorme importância no processo ofensivo do Sporting, somando ainda quatro assistências. “Pote” continuará a ser uma das principais armas no ataque dos leões.
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Mateo Cassierra – O avançado colombiano é o melhor marcador do B. SAD, com seis golos marcados. No pior ataque da Liga, será a principal arma dos azuis para surpreender o líder do campeonato.
“As equipas que têm jogado connosco têm dito que somos uma equipa difícil de fazer golos e de criar oportunidades. Isso só nos traz mais responsabilidade em querer continuar a fazer as coisas bem”.
A CRÓNICA: FC PAÇOS DE FERREIRA AINDA NÃO SE CONSEGUIU ENCONTRAR DEPOIS DA DERROTA EM FAMALICÃO
Um jogo, mas duas finais para ambas as equipas. O FC Paços de Ferreira, à procura de reservar o lugar nas competições europeias, recebeu um SC Farense que ainda se mantém de pé na luta pela manutenção. Os castores e os leões de Faro vinham ambos de três derrotas consecutivas e procuravam regressar à boa forma, mas foi a equipa liderada por Jorge Costa quem levou a melhor. Desta vez a estrelinha que o treinador do SC Farense bateu à porta em dose dupla e com uma exibição consistente e favorável. O clube do Algarve fez o que era preciso e durante a noite, certamente que vai sonhar com a manutenção.
Primeiros minutos com o lado esquerdo do ataque do emblema de Faro a ser muito requisitado e um FC Paços de Ferreira mais “envergonhado” na partida, deixando o SC Farense ter mais bola. Contrariamente, num lance pelo lado direito, Licá caiu no chão e deu sinal à equipa médica para a sua retirada. Fabricio Isidoro, número 14 da equipa de preto e branco, entrou para o seu lugar.
A linha dos 20 minutos passara e os lances de perigo teimavam em não aparecer. Muita luta a meio-campo e a bola trocada entre centrais e a linha média, evidenciando duas equipas que se procuravam anular uma à outra. O lance mais perigoso surgiu em cima do minuto 30, num livre frontal cobrado pelo médio Bruno Costa, mas a “redondinha” saiu um pouco acima da baliza de Beto. Poucos minutos depois, Uilton viria a tentar a sua sorte, ainda que muito longe da baliza, mas a bola ultrapassou a linha final e já bem afastada da baliza.
Ao minuto 31 surgiria a primeira oportunidade para o SC Farense através de um contra-ataque dos leões de faro. Após passe de Gauld, Brian Mansilla, já dentro da grande área, teve nos pés a chance de fazer o 1-0, mas o remate cruzado não acertou no alvo. Jordi não teria qualquer hipótese se a bola fosse na direção da baliza. Cinco minutos depois, era a vez do FC Paços de Ferreira ameaçar por intermédio de um pontapé de canto, mas o esférico passou por todos e, no final, Ibrahim não conseguiu empurrar para o fundo das redes.
O jogo estava cada vez mais aberto e o FC Paços de Ferreira procurava adiantar-se no marcador – Bruno Costa, no lado esquerdo, levantou a cabeça e enviou a bola diretamente para a cabeça de João Amaral, mas o número 77 não teve sorte. Por poucos centímetros que não havia golo na Capital do Móvel. Até ao intervalo não haveria mais qualquer lance para as duas equipas e o FC Paços de Ferreira x SC Farense seguia empatado a zero para os balneários.
A segunda parte começa com um SC Farense mais atrevido e a dizer presente no jogo, tal e qual como no início da primeira parte. A equipa comandada por Jorge Costa entrou bem e inclusive Jonatan Lucca, após Pedro Henrique falhar o remate em bicicleta, rematou com perigo à baliza de Jordi, mas a bola foi contra Fernando Fonseca e saiu para canto. Pouco depois, o SC Farense pedia grande penalidade por carregamento de Maracás em Fabrício Isidoro, mas Manuel Mota e a equipa de VAR não assinalou falta dentro da grande área.
O FC Paços de Ferreira quis responder à fase menos boa no jogo e Stephen Eustáquio, de primeira e fora de área, tentou fazer um golaço na Mata Real. Foi por pouco que não inaugurava o marcador. Só aos 62’ o SC Farense iria voltar a assustar Jordi e foi Pedro Henrique, a responder a um cruzamento, que tento o golo, mas a bola passou por cima da baliza pacense. Cinco minutos após esse lance, nova oportunidade para o SC Farense se adiantar no marcador – foi Pedro Henrique, novamente, de cabeça, mas Jordi é quem dá nas vistas. Grande defesa do guardião brasileiro.
O VAR foi chamado a intervir novamente por eventual lance de grande penalidade na grande área e Manuel Mota acabou mesmo por assinalar pénalti. Ryan Gauld, que sofreu a falta ao cair com Marcelo, foi chamado a marcar e não falhou. Estava feito o 0-1 e o FC Farense estava, merecidamente pelo que fez na segunda parte, estava mais próximo de conquistar os três pontos.
O SC Farense continuava a penetrar o setor defensivo e “água mole em pedra dura” tanto bate até que fura. Num lance de insistência de Pedro Henrique na área e após defesa de Jordi e corte de um elemento defensivo do FC Paços de Ferreira, Fabrício Isidoro remata com força para o fundo da baliza dos “amarelos”. Jordi ainda tocou, mas não conseguiu evitar o golo da formação do sul. O SC Farense “matava” assim a partida e o mais provável era levar uma vitória para Faro.
O FC Paços Ferreira, naturalmente, apertava à procura de ainda ir buscar o resultado e o SC Farense dava mais espaço à equipa da casa, uma vez o resultado estava controlado. Luther ainda tentou procurar o primeiro golo dos castores e Tanque, de fora da área, procurou levar a melhor, mas Beto não deixou. Fim do jogo na Capital do Móvel e o FC Paços de Ferreira volta a não conseguir pontuar, dando a chance ao Vitória SC de se aproximar. O SC Farense saiu do jogo vitorioso e estes três pontos foram uma bomba de oxigénio para a equipa de Jorge Costa.
Ryan Gauld – Jogou de batuta na mão. Para além de ter conquistado a grande penalidade, fez o golo e ainda esteve presente no lance do segundo golo. Na primeira metade, deu a Brian Mansilla a oportunidade para conseguir fazer o primeiro tento da partida, mas a bola acabou por não entrar. Durante o jogo, destacou-se pela leveza com que transporta a bola, pela capacidade de decisão e qualidade do passe. O escocês transborda talento e não deverão faltar pretendentes na Primeira Liga…
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Douglas Taque – O avançado brasileiro pecou no jogo de hoje. Douglas Tanque habitua-nos a um jogo possante e físico e a muitas vezes descer no terreno para vir buscar o jogo, mas hoje pouco se viu em campo. Não foi apenas ele, o ataque e meio-campo do FC paços de Ferreira também estiveram totalmente desconectados, mas Tanque não mostrou todo o seu potencial durante a partida.
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
A equipa da casa não abdicou da sua identidade e veio a jogo no seu habitual 4-3-3, mantendo Jordi na baliza e à sua frente a dupla Marcelo e Maracás. Nas laterais, uma novidade – Uilton, que costuma jogar em terrenos mais ofensivos, começou no lado esquerdo da defesa a ocupar o lugar de Rebocho. No lado direito, Fernando Fonseca era o homem encarregado por travar as investidas ofensivas do emblema de Faro. Meio-campo a três com Bruno Costa e Stephen Eustáquio, que já regressara do castigo, mas sem o titular recorrente Luiz Carlos. Abbas Ibrahim foi quem começara na sua vez. No ataque, do lado esquerdo, Hélder Ferreira e do lado direito, João Amaral. No meio do setor ofensivo, o melhor marcador da equipa pacense, Douglas Tanque.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi (7)
Uilton (6)
Maracás (6)
Marcelo (6)
Fernando Fonseca (6)
Bruno Costa (7)
Abbas Ibrahim (6)
Stephen Eustáquio (6)
Hélder Ferreira (7)
Douglas Tanque (6)
João Amaral (6)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Rebocho (6)
Luiz Carlos (6)
Luther Singh (6)
João Pedro (6)
ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE
Do lado visitante, Jorge Costa lança a equipa num sistema 4-5-1 com Beto na baliza, César Martins e Eduardo Mancha no centro da defesa, Tomás Tavares no corredor direito e Abner Filipe era o responsável pelo lado esquerdo da defesa. Amine Oudrhiri era o centro-campista mais recuado e à sua frente, como médios mais ofensivos, posicionavam-se Ryan Gauld e Jonatan Lucca. Licá e Brian Mansilla figuravam no lado esquerdo e direito do ataque, respetivamente. Pedro Henrique era a referência mais adiantada do SC Farense.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (7)
Abner Felipe (7)
Eduardo Mancha (8)
César Martins (7)
Tomás Tavares (7)
Amine Oudrhiri (7)
Licá (6)
Jonatan Lucca (7)
Ryan Gauld (8)
Brian Mansilla (6)
Pedro Henrique (7)
SUBS UTILIZADOS
André Pinto (6)
Miguel Bandarra (-)
Fábio Nunes (-)
Fabrício Isidoro (7)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Paços de Ferreira
BnR: O FC Paços de Ferreira hoje e também nas próximas jornadas vai encontrar alguns adversários que lutam pela manutenção. Acredita que estes adversários podem causar mais dificuldade do que outras equipas que já têm mais estabilidade na classificação?
Pepa: Criam todas. Não podemos olhar para o calendário e pensar aqui é um [ponto] e aqui são três [pontos]. São todas equipas fortes, competentes. Nós estamos naquela fase que mais do que adversário, nós é que estamos a criar problemas a nós próprios. Seja quem for, nós temos é que melhorar o nosso jogo, a nossa capacidade, o nosso critério, a nossa tranquilidade. Quando nós melhorarmos isso aqui [aponta para a cabeça], não tenho dúvidas nenhumas que a vitória vai surgir.
SC Farense
BnR: O SC Farense teve um forte apoio dos adeptos antes da deslocação para Paços de Ferreira. Que impacto é que isso teve no resultado e que mensagem gostaria de deixar aos adeptos para os próximo jogos?
Jorge Costa: Já fiz muitos jogos em Faro como jogador e eu senti na pele a dificuldade que tínhamos em conseguirmos jogar de forma tranquila porque realmente era uma massa adepta fantástica e especial. Não têm mais nenhum clube. São do Farense e são 100%. Puros. Infelizmente o futebol é das poucas atividades onde não é permitido o público, mas esquecendo agora a qualidade de alguns jogos, se foi boa ou má. Sabendo que este clube é de uma região fantástica, é um clube cumpridor, por tudo o que está a criar, por ter uma tradição séria, por ter uma excelente massa adepta e também por eu ser competitivo, tenho a obrigação de dizer que eu vou fazer de tudo para manter esta equipa na Primeira Liga, porque realmente merece. Começando pelos adeptos e acabando pela história que este clube tem.