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As 7 principais potências para o Campeonato do Mundo de 2022

O Campeonato do Mundo de 2022 parece ser uma visão distante, mas a verdade é que está mesmo aí à porta, com a fase de qualificação já em andamento. A respetiva edição da maior competição do mundo do futebol vai ser realizada no Qatar e muitas são as “nuances” que irão ter um papel importante no desenrolar do torneio.

Vários adeptos de todo o mundo com certeza já sonham com a glória das suas seleções na competição, mas num evento que já mostrou ser tão propício a surpresas e ser tudo menos linear, será que irão ser os mesmos poderios de sempre a lutar pelo título ou será que em 2022 iremos assistir a um final inesperado?

Neste momento, tudo é uma incógnita, mas, ainda assim, na seguinte lista, fazemos uma análise às seleções que apresentam maiores e melhores condições à conquista da prova, pelo seu histórico e pela qualidade que apresentam nos seus plantéis.

Dário e Augusto: os meninos que respiram Sporting CP

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Dário Essugo é o nome mais falado nas últimas semanas no reino do Leão. Não é difícil de perceber o porquê. Aos 16 anos, o jovem assinou contrato profissional com a equipa leonina, faz a sua estreia e mantêm-se a trabalhar com o plantel principal às ordens de Rúben Amorim.

O que me chamou à atenção nos últimos dias foi o tweet de um menino de 18 anos chamado Augusto. O Augusto tem o mesmo sonho que Dário Essugo, e arrisco a dizer que também o sonho de alguns de nós. É impossível não existir um pouco de nós nestes meninos que têm sonhos para realizar, infelizmente a vida não permite que todos consigam ter as mesmas oportunidades.

Seja em Cabo Delgado ou na cidade de Pemba, Dário, que apesar de se ter estabelecido desde cedo em Portugal tem origens angolanas, demonstra também a importância do Sporting CP no mundo e na vida de vários jovens. Demonstra também a importância da formação e das camadas jovens.

É de recordar que Dário Essugo não jogava há mais de um ano devido à pandemia e a sua estreia ganhou também outra dimensão por isso mesmo. Dário irá ser certamente muito feliz em Alvalade, é um jovem com um potencial tremendo que faz lembrar William Carvalho pela sua qualidade técnica, assertividade no passe e também por pisar as mesmas zonas do terreno na posição seis, apesar de eu acreditar que possui outras valências físicas que o permitem ser um jogador muito completo para os vários momentos do jogo.

O Augusto provavelmente não vai ler o que vou escrever, mas tenho a certeza de que não irá perder a sua maior alegria que é jogar futebol, não irá esquecer a onda de mensagens e de pessoas dispostas a ajudar, mas na fundo é apenas mais um jovem, assim como Dário e como muitos outros que lutam por um sonho, o sonho de de vestir a listada verde e branca.

Se Dário se estreou e por coincidência ou não, substituiu um dos seus maiores ídolos – João Mário – só me resta dizer ao Augusto para nunca desistir e nunca deixar de lutar, porque como disse anteriormente, a vida nem sempre permite a todos as mesmas oportunidades, mas também a vida já nos demonstrou que é capaz de surpreender quando menos esperamos. O futuro do Sporting CP estará (sempre) assegurado.

Otávio: O impensável aconteceu | FC Porto

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A novidade foi lançada por Pinto da Costa, na semana passada, e confirmada há uns dias com o anúncio oficial da renovação de Otávio, médio criativo do FC Porto. Ao longo dos últimos meses, muito se falou do futuro do jogador brasileiro, sendo que todos os caminhos apontavam para a sua saída, em final de contrato.

Emblemas como o AC Milan, Sevilha FC, SE Palmeiras ou clubes da MLS foram associados como interessados nos seus serviços, oferecendo, de acordo com a imprensa nacional e internacional, ofertas interessantes, tanto desportivamente como financeiramente. Além disso, há que somar o facto de o FC Porto, nos últimos anos, ter evidenciado uma falta de capacidade para estender os vínculos dos seus principais atletas. Tudo isto, com o aproximar do final da temporada, fazia prever mais uma perda “sem custos” por parte dos portitas.

Contudo, contra todas as previsões, Otávio acabou mesmo por renovar, sendo que o seu novo contrato de trabalho permite-lhe estar ligado com os Dragões até 2025. Consequentemente, os números lançados cá para fora são de 3 milhões de euros por temporada e um prémio de assinatura a rondar os 4 milhões de euros, detalhes que o colocam como um dos jogadores mais bem pagos a atuar em Portugal. Numa primeira instância, pode parecer um pouco excessivo estes valores, porém, a verdade é que desde 2014, altura em que ingressou no FC Porto, o criativo evoluiu imenso e, atualmente, é um dos futebolistas mais importantes para Sérgio Conceição e para a própria manobra da equipa azul e branca.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Por outro lado, esta renovação também é uma mensagem de vitalidade do emblema presidido por Pinto da Costa aos seus concorrentes, pois transmite e exterioriza um ressurgimento, esperemos, do atual campeão nacional, que já tinha dado sinais após a contratação de Pepê ao Grémio, por 15 milhões de euros.

Assim, a renovação de Otávio é uma boa noticia para o reino do Dragão, que consegue manter um dos ativos mais valiosos do seu plantel. Sendo que também será um dos argumentos que Pinto da Costa terá seguramente para discutir a extensão de contrato de Sérgio Conceição.

SL Benfica | A estabilidade assenta no número três

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O SL Benfica de Jorge Jesus tem adotado, ao longo da temporada, um sistema defensivo de 4x4x2, sistema tático bem caraterístico do técnico natural da Amadora. Para além de ser o esquema preferido de Jesus, foi o esquema utilizado durante praticamente toda a primeira metade da temporada, sendo que Vertonghen e Otamendi ocupavam os lugares de defesas-centrais sem qualquer dúvida. Contudo, isto viria a mudar.

No pretérito defeso, o SL Benfica emprestou Ferro ao Valência CF e fez regressar Todibo ao FC Barcelona, que depois o emprestou, novamente, ao OGC Nice. Ferro é uma sombra daquilo que já mostrou ser e Todibo, à conta de lesões, nunca teve uma verdadeira oportunidade para se mostrar de águia ao peito.

No plantel encarnado e mais propriamente no eixo da defensiva surgiam nomes como Otamendi, Vertonghen, Jardel e Morato. Ainda assim, o SL Benfica achou por bem reforçar este setor e contratou Lucas Veríssimo ao Santos FC por 6,5 milhões de euros.

Com a contratação de Veríssimo, o sistema de três centrais tornou-se numa realidade, aliás, até foi assim frente ao Sporting Clube de Braga, em jogo a contar para a Primeira Liga, que o SL Benfica venceu por duas bolas a zero.

Lucas Veríssimo custou 6,5 milhões ao SL Benfica
Lucas Veríssimo veio trazer mais versatilidade tática à equipa
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

A verdade é que um sistema com três defesas pode ser a melhor opção para o SL Benfica nesta altura. Vertonghen e Otamendi serão os “patrões” da defesa, enquanto Lucas Veríssimo será o central que, por ter uma técnica mais apurada e facilidade em sair com bola controlada, será um distribuidor de jogo de primeira instância, ou seja, funcionará como um central construtor de jogo.

Para as laterais, Diogo Gonçalves (direita) e Grimaldo (esquerda) são os nomes que se perfilam para assumir as respetivas posições. Cervi, Nuno Tavares e Gilberto são as restantes opções para desempenhar estas funções.

Pessoalmente sou adepto de uma defesa a três com capacidade em sair a jogar, até porque isto confere mais liberdade tanto para se jogar pelas linhas com laterais mais subidos no terreno de jogo, como possibilita que hajam mais jogadores no corredor central. Com três centrais, os médios não têm de recuar no terreno, fazendo com que a equipa se mantenha equilibrada, especialmente na zona central.

Outra vantagem desta tática é que acaba por limitar as opções aos adversários, uma vez que acaba por cortar, quase por completo, a possibilidade de jogarem entrelinhas, obrigando a equipa contrária a canalizar o seu jogo para as laterais, onde é mais fácil de controlar.

Um dos grandes problemas deste SL Benfica nesta temporada são as transições defensivas e, com a aposta neste 3x5x2, Jorge Jesus disfarça aquela que era uma das maiores debilidades desta equipa ao colocar mais jogadores no centro do jogo, disfarçando lacunas de jogadores como Taarabt e até mesmo Pizzi que, por serem mais “ousados”, acabam por expor a equipa a perdas de bola em zonas comprometedoras do terreno.

Assim, uma aposta num esquema tático com três centrais parece-me ser uma realidade deste SL Benfica que tem, certamente, jogadores capazes de desempenhar na perfeição aquilo que Jorge Jesus pretende.

Académica OAF 0-0 UD Vilafranquense: “Briosa” cede na luta pela subida

A CRÓNICA: JOGAR, CRIAR, FALHAR

A fase não era boa para nenhuma das equipas. A Académica OAF já vinha vacilando no que toca à luta pela promoção à Primeira Liga e voltou a fazê-lo. A UD Vilafranquense queria levantar-se, mesmo carregando às costas o peso de 13 jogos sem vencer, e tão pouco podia facilitar na fuga aos lugares de despromoção.

O Estádio Cidade de Coimbra viu duas equipas pisarem o relvado sedentas por vitórias. Os minutos iniciais assim o mostraram. O jogo começou vivo e, apesar da Briosa dominar, estava a ser fácil para os ribatejanos criarem situações de potencial perigo que acabaram resolvidas pelos centrais da equipa da casa.

A primeira situação em que as redes estiveram perto de abanar teve como protagonista Rafael Furtado que, em excelente posição e após categórico passe de Fabinho, não conseguiu sequer acertar devidamente na bola.

O método utilizado pelas equipas para se fazerem sentir ofensivamente era bem diferente. Os estudantes concentraram no critério de Fabinho grande parte das melhores jogadas atacantes. As piranhas do Tejo viviam da forte e inteligente movimentação de André Claro na frente de ataque.

Antes da primeira parte se esgotar, a Vilafranquense, que perdeu André Dias por lesão, teve tudo para surpreender e colocar-se em vantagem. Vítor Bruno, só com Mika pela frente, mas com a bola a saltitar, não conseguiu concretizar.

A segunda parte não poderia ter começado de forma mais insólita. Gonçalo Santos quase fazia um grande golo de chapéu… na própria baliza. Seria a luz verde para o acentuar do domínio da equipa de Coimbra que voltou a desperdiçar nova oportunidade, desta feita primeiro por Mayambela e, depois, por intermédio de Sanca.

O assédio da Académica à baliza de Maringá continuou, mas reinava o espírito perdulário. Mesmo ao cair do pano, o guarda-redes brasileiro fez uma defesa extraordinária a remate de Diogo Pereira mantendo o 0-0 com que o jogou terminou.

Com este empate, a Académica permanece em terceiro com os mesmos pontos do segundo classificado Feirense, o que acaba por ser curto dada a possibilidade de assumir o último lugar de subida direta. A Vilafranquense arranca um ponto importante para a sua luta pela manutenção frente a um adversário com outros objetivos.

 

A FIGURA

André Claro – Esteve em todos os melhores lances do Vilafranquense. Não é um “9” tradicional e mexe-se com propriedade entre os espaços da defesa, o que baralhou o setor recuado da Briosa.

 

O FORA DE JOGO

Léo Cordeiro e Diogo Pinto – Os dois médios interiores sofreram com a forma de jogar da equipa. A Vilafranquense canalizou muito do seu jogo para os corredores laterais e estes dois elementos, em vez de funcionarem como fio condutor, viram o jogo passar-lhes ao lado e por cima.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Com a ausência de João Mário, ao serviço da seleção da Guiné-Bissau, e com o regresso, talvez apressado pelas circunstâncias, de Bouldini após lesão, existia a curiosidade de perceber quem seria a referência ofensiva do ataque da Académica e, como tal, quais seriam as suas características. Bouldini acabou por se sentar no banco, tendo Rui Borges apostado em Rafael Furtado, um ponta de lança de grande combatividade e capaz de desgastar os defesas adversários.

Estruturalmente, a equipa partia do 4-2-3-1 para daí imprimir dinâmicas que facilmente desmontavam esta lógica. Neste sentido, o papel de Guima foi preponderante, ocupando vários espaços no terreno mediante o local onde sentia que poderia encontrar espaço para receber a bola, que tanto podia ser lado a lado com Ricardo Dias, médio mais recuado, quer entre linhas, ou através de movimentos de rotura, conferindo dinâmica ao sistema. Em organização defensiva, a equipa baseou-se no 4-4-2 com Guima a juntar-se declaradamente a Ricardo Dias e Fabinho, médio mais adiantado da equipa a juntar-se a Rafael Furtado. Para evitar a saída de jogo através do pontapé de baliza do Vilafranquense, os estudantes construíram uma marcação zonal em 4-1-3-2, o que limitou as soluções de jogo curto dos visitantes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (6)

Silvério (6)

Fábio Vianna (5)

Ricardo Dias (6)

Guima (6)

Fabinho (6)

Leandro Sanca (6)

Mayambela (5)

Rafael Furtado (5)

SUBS UTILIZADOS

Traquina (4)

Bouldini (5)

Diogo Pereira (-)

Dani Costa (-)

ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE

O Vilafranquense apresentou um onze conservador. Carlos Pinto optou por fechar a sete chaves o corredor esquerdo com a inclusão de Vítor Bruno, defesa de raiz, como extremo no lado canhoto. O jogador português, mediante o adiantamento de Fabiano, o lateral contrário, compunha uma linha de cinco defesas. No centro do terreno, Jefferson apresentou-se como o médio mais defensivo, ajudando bastante os seus centrais, Diogo Coelho e Gonçalo Santos, e libertando os médios interiores, Diogo Pinto e Léo Cordeiro. Jefferson juntou-se aos centrais na primeira fase de construção para garantir superioridade na saída de jogo, ainda que a equipa não tenha arriscado muito neste capítulo. Assim, a equipa apareceu num 4-3-3 em fase ofensiva que se camuflava de 4-1-4-1 ou 5-3-1 em fase defensiva.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maringá (7)

Marcos Vinícius (6)

Diogo Coelho (5)

Gonçalo Santos (5)

Eric Veiga (5)

Jefferson (7)

Léo Cordeiro (5)

Diogo Pinto (5)

André Dias (4)

Vítor Bruno (6)

André Claro (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinho (6)

Rúben Gonçalves (6)

Yanis Mbombo (-)

Rodrigo Rodrigues (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

Bola na Rede:  Os ajustes defensivos que operou na segunda parte ajudaram a potenciar a equipa ofensivamente. O que pediu aos jogadores?

Rui Borges: Pedi que estivessem mais vivos na transição defensiva e na reação à perda da bola. Depois, pedi mais clareza nas decisões para encontramos o espaço que existia à largura. O espaço estava preferencialmente por fora e sabíamos que ia ser um jogo muito de cruzamentos. Tivemos várias situações de finalização e não conseguimos fazer golo.

 

UD VILAFRANQUENSE

Bola na Rede: Por que é que optou pela inclusão de Vítor Bruno, normalmente defesa-esquerdo, no 11 inicial para jogar como extremo? Alguma questão relacionada com o controlo da largura?

Carlos Pinto:  A base do futebol ofensivo da Académica é o Fabiano. O Fabiano hoje esteve apagado, porque o Vítor o tapou muito bem. Apesar disso, é um miúdo com potencial e que vai jogar na Primeira Liga.

Na frente de ataque, qual é o triângulo que serve melhor ao Sporting CP?

Durante toda a temporada, a equipa do Sporting CP apresenta um sistema extremamente idêntico de jogo para jogo, contudo, o trio de ataque é o setor com mais mudanças de dinâmicas. Tipicamente, Rúben Amorim começa o jogo com um 2-1 no ataque; no entanto, com o decorrer do jogo, pode eventualmente mudar para um 1-2. É importante analisar o que cada uma destas dinâmicas oferece e o que é possível retirar de cada uma delas.

Utilizarei o último jogo frente ao Vitória SC como forma de exemplificar o 1-2 no ataque, ou seja, com um médio ofensivo centro e dois avançados. Este sistema foi bastante útil frente à formação de Guimarães e serviu para “congratular” as boas exibições de Daniel Bragança, vindo do banco. Bragança atuou como médio centro ofensivo e Tiago Tomás e Pedro Gonçalves jogaram à sua frente.

Com um médio ofensivo a jogar no centro, a ligação entre o meio-campo e o ataque ficou mais facilitada, o que aumentou a procura pelo jogo interior, alterando desta forma a norma que tinha vindo a ser registada nos jogos anteriores, que era de uma grande procura pelo jogo exterior, com várias sobreposições dos alas.

Esta nova dinâmica confundiu os vimaranenses, pois os leões continuaram a ser muito fortes no jogo exterior (devido à grande forma de Pedro Porro e de Nuno Mendes) e, para além disso, aumentaram a qualidade de jogo pelo centro de terreno. Sem bola, muitas das vezes, os leões continuavam com os dois avançados, só que Bragança baixava no terreno e juntava-se a João Mário e Palhinha, que antes era o par de João Mário, ocupa a posição entre o meio-campo e a defesa.

João Mário é um dos pêndulos do meio campo leonino e oferece tranquilidade ao jogo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desta feita, analisando agora a dinâmica que tinha vindo a ser hábito para os leões, o 2-1 na frente permite, como já foi dito antes, uma exploração maior dos corredores. As duplas nas alas (Nuno Mendes/Nuno Santos e Pedro Porro/Pote) estão muito bem oleadas e funcionam muito bem, sendo que ambas têm tendência e facilidade a cruzar.

Desta forma, torna-se mais fácil ganhar superioridade nos corredores e, para além disso, o extremo do lado contrário ao que tem a bola, tem facilidade a juntar-se ao avançado centro e, consequentemente, ser mais uma opção para receber o cruzamento (golo de Nuno Santos ao FC Porto). Esta superioridade nos corredores não implica que o setor central seja mais fraco, pois, mesmo com a dupla central de meio campo a dar muita segurança e qualidade ao jogo do Sporting CP, Pote e Nuno Santos também, várias vezes, recuam no terreno, quer seja para procurar bola ou para ajudar a recuperá-la.

Com as duas variantes minimamente explicadas, podemos perceber quais circunstâncias que podem ser propícias à utilização de um ou outro sistema. Frente a equipas que se resguardem mais e que os extremos/médios exteriores baixem tanto até ao ponto em que atuam quase como um segundo defesa lateral, o mais provável é que jogar em 2-1 não seja assim tão vantajoso, visto que muito dificilmente o Sporting CP irá ter a tal superioridade no corredor, pois o adversário já tem no corredor os mesmos jogadores que os leões metem nessas zonas, que são dois.

Ou seja, a superioridade numérica no corredor torna-se mais difícil de alcançar. Posto isto, se jogarmos com um 1-2 na frente, contra esse tipo de equipas com bloco muito baixo, os nossos alas (que também podem tirar proveito de uma falha/desconcentração do adversário ou ganhar vantagem numa jogada individual)  continuam a obrigar que o adversário tenha muita largura a defender e ter mais um leão no centro do terreno, neste caso o médio centro ofensivo, pode facilitar a exploração desses mesmos espaços interiores.

Daniel Bragança pode assumir a função de criativo, diante de equipas com blocos mais baixos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por outro lado, defrontando uma equipa que jogue de igual para igual com o Sporting CP, ou seja, frente a uma equipa que se saiba – à partida – que não irá ter tanta bola e que não dominará totalmente o jogo, a meu ver, o 2-1 parece-me mais indicado. Desta forma, o Sporting continua extremamente forte a defender e pode procurar a subida dos laterais adversários para causar perigo nessas mesmas zonas. Relembro-me da jogada de golo em Alvalade frente ao SL Benfica: as águias estavam subidas, os leões recuperaram a bola e Jovane explorou logo o espaço deixado por Gilberto; recebeu, cruzou e a bola sobrou para Porro, que cruzou de novo e acabamos por marcar. Lá está, a jogar em 2-1, houve espaço nos corredores e deu em golo.

Para finalizar, quero apenas relembrar que, lá pela equipa alinhar em 2-1 ou 1-2 no ataque, não quer dizer que possa (ou não) acontecer alguma das características que elenquei: por exemplo, lá por estar em 1-2, não quer dizer que o Sporting CP não possa ter ocasiões de superioridade nas alas, nem quer dizer que por estar em 2-1, os leões não consigam jogar no espaço interior de forma exímia; isto está sujeito a acontecer, visto que os jogadores não são peças fixas nem exploram sempre os mesmo movimentos.

No entanto, com este artigo, apenas demonstro, pelo que se avistou deste Sporting CP, que estas são as características que os leões apresentam quando o triângulo ofensivo está de uma ou outra forma e indico aquelas que, na minha opinião, são as melhores formas de tirar partido de uma ou outra dinâmica.

Sérvia 2-2 Portugal: E tudo um intervalo mudou…

A CRÓNICA: PORTUGAL COM DUAS PARTES DISTINTAS E POLÉMICA NO FINAL

Sérvia e Portugal encontraram-se em Belgrado para disputar o jogo de cartaz do grupo A da fase de apuramento para o Mundial 2022 e pode-se mesmo dizer que ninguém levou a melhor, num encontro que terminou empatado a duas bolas e com muita polémica já ao cair do pano.

Quatro palavras poderão resumir a primeira parte: entrada pragmática, vantagem merecida. A seleção nacional revelou ser mais criativa nos primeiros minutos e, se é verdade que Cristiano Ronaldo desperdiçou uma boa jogada coletiva logo a abrir, Diogo Jota tratou de inaugurar o marcador com um cabeceamento ao minuto 11’, após assistência de Bernardo Silva. O conjunto sérvio viu-se obrigado a correr atrás do prejuízo, mas não conseguia assustar verdadeiramente a baliza de Anthony Lopes.

A equipa de Fernando Santos teve sempre o segundo golo à espreita, golo esse que acabaria por aparecer pouco depois da meia hora de jogo e… novamente num cabeceamento de Diogo Jota, desta vez a dar o devido seguimento ao belo cruzamento de Cédric. A Sérvia apenas respondeu num cabeceamento de Vlahovic, mas não impediu a desvantagem de dois golos na ida para os balneários.

Bom… Se a entrada de Portugal no primeiro tempo foi boa, o que dizer do arranque sérvio na segunda parte? Ainda nem sequer tinham decorrido os primeiros 40 segundos e já Mitrovic tinha reduzido a diferença no marcador, após assistência do recém-entrado Radonjic. Mas atenção, o bom arranque não se resumiu só a esse golo, dado que o domínio sérvio foi nota dominante nos primeiros 20 minutos: Anthony Lopes ainda evitou o golo de Tadic, Milinkovic-Savic falhou o empate logo a seguir, mas o 2-2 acabaria mesmo por acontecer após um contra-ataque finalizado por Kostic, à passagem da hora de jogo.

A partir daí, a intensidade baixou, é certo, mas ambas as equipas continuaram à procura do golo da vitória, ainda que de forma mais cautelosa. O jogo aproximava-se a passos largos dos últimos minutos e foi aí que estalou a polémica. Após a expulsão de Milenkovic por entrada dura sobre Danilo, Portugal ficou os três minutos de compensação a jogar em superioridade numérica e até marcou… mas não contou. O remate de Cristiano Ronaldo no último suspiro passou a linha de golo (apesar do corte de Stefan Mitrovic), mas não foi validado. Um lance que acabou por ser decisivo para as contas do encontro, que terminou empatado a duas bolas e com uma dose de polémica.

 

A FIGURA

Nemanja Radonjic – Entrou e mexeu com tudo. O extremo sérvio não só fez as duas assistências que deram o empate à Sérvia, como deu a verticalidade necessária ao corredor direito e que acabou por ser uma dor de cabeça para a defesa portuguesa. Além disso, baixou no terreno por algumas ocasiões, travando algumas investidas de Portugal pela ala esquerda. É certo que Diogo Jota se destacou pelos dois golos, mas o principal destaque acaba por recair sobre o sérvio de 25 anos.

 

O FORA DE JOGO

Segunda parte de Portugal – Relaxada, desatenta e descoordenada, tudo aquilo que seriam palavras proibidas, mas que acabaram por caracterizar a segunda parte protagonizada por Portugal, principalmente até ao minuto 65’. Tudo isto levou a que a vantagem de dois golos se transformasse em empate e ainda com a ameaça de reviravolta a pairar sobre o conjunto de Fernando Santos. 45 minutos paupérrimos

 

ANÁLISE TÁTICA – SÉRVIA

Dragan Stojkovic decidiu promover uma mão cheia de alterações em relação à equipa inicial que derrotou a Républica da Irlanda por 3-2. Além de um setor intermédio totalmente renovado, destaque ainda para a titularidade de Mitrovic na frente de ataque, ao lado de Vlahovic – eles que foram decisivos nesse jogo relativo à primeira jornada da fase de grupos.

Face a essas mudanças, a Sérvia passou a atuar em 3-4-1-2 – com a colocação de Tadic no apoio aos dois pontas de lança –, mas enfrentou algumas dificuldades para criar perigo junto da baliza de Anthony Lopes na primeira parte. A juntar a isso, algumas descoordenações na linha defensiva acabaram por ser fatais nos golos que levaram Portugal para o intervalo em vantagem.

No entanto, bastaram duas mexidas no segundo tempo para dar outro fôlego ao corredor direito para mudar o rumo dos acontecimentos, de tal modo que a entrada de Radonjic traduziu-se em duas exemplares assistências, num período com claro domínio por parte da seleção da casa. Um estilo de jogo a fazer lembrar as investidas ofensivas da Sérvia no jogo anterior, bem pensado e mais organizado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marko Dmitrovic (6)

Nikola Milenkovic (5)

Stefan Mitrovic (7)

Strahinja Pavlovic (6)

Darko Lazovic (6)

Sergej Milinkovic-Savic (6)

Nemanja Gudelj (5)

Flip Kostic (7)

Dusan Tadic (7)

Dusan Vlahovic (6)

Aleksandar Mitrovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Nemanja Radonjic (8)

Nemanja Maksimovic (5)

Mihailo Ristic (6)

Filip Duricic (-)

Luka Jovic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Já Fernando Santos acabou por mudar meia dúzia de peças, forçado também pelos problemas físicos de João Moutinho. À semelhança da Sérvia, o meio-campo foi plenamente alterado, com Danilo, Sérgio Oliveira e Bruno Fernandes a substituírem Rúben Neves, João Moutinho e Pedro Neto. No setor defensivo, José Fonte e Cédric ocuparam as vagas deixadas por Domingos Duarte e Nuno Mendes, respetivamente, enquanto que Diogo Jota rendeu André Silva, descaindo para o corredor esquerdo da frente de ataque.

A jogar em 4-3-3, equipa das Quinas protagonizou um primeiro tempo de clara superioridade, com dinâmicas ofensivas mais trabalhadas, ao que se juntou um comprometimento defensivo a barras as tentativas de perigo do adversário. Nos períodos em que a Sérvia tentava construir a partir de trás, Portugal apresentou um bloco alto, suficiente para dificultar toda a restante construção do oponente.

Contudo, a entrada em falso na segunda parte não só impossibilitou qualquer jogada de perigo nos primeiros minutos, como evidenciou desequilíbrios fatais no processo defensivo da equipa portuguesa – momentos que fizeram desperdiçar a vantagem de dois golos. A incapacidade de circular a bola no meio-campo adversário foi gritante e isso foi suficiente para justificar o pouco ou nenhum perigo criado a Dmitrovic.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (7)

Cédric Soares (7)

Rúben Dias (7)

José Fonte (6)

João Cancelo (6)

Danilo Pereira (7)

Sérgio Oliveira (6)

Bruno Fernandes (6)

Diogo Jota (8)

Bernardo Silva (7)

Cristiano Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Mendes (5)

Renato Sanches (5)

João Félix (-)

João Palhinha (-)

Antevisão GP Qatar: Ducati e Yamaha na linha da frente

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A ANTEVISÃO: PRIMEIRA POLE PARA BAGNAIA (DUCATI) E UM DUELO À VISTA NO DESERTO

A caravana do MotoGP chegou ao Qatar, desta vez “a contar”, para o início de mais uma época – a 73.ª na história da modalidade.

Nos testes de pré-época, a Ducati e a Yamaha superiorizaram-se à concorrência no conjunto dos cinco dias, com a marca nipónica a colocar três motas no Top 4. Jack Miller, agora aos comandos da Ducati de fábrica, bateu o recorde de pista com um tempo impressionante de 1:53.183, com a dupla da Yamaha de fábrica Maverick Viñales/Fabio Quartararo a fecharem o pódio de tempos a apenas oito centésimos de segundo de Miller.

No reverso da medalha, e ainda durante os testes, o português Miguel Oliveira (agora com a KTM de fábrica) e o seu colega Brad Binder não foram além do 16.º e 17.º lugares, respectivamente. Sinais pouco encorajadores para a KTM, de quem alguns esperam grandes feitos para esta época, uma vez que apenas a ela foi concedida o luxo de continuar a evolução do motor. Também a Tech 3 KTM e a SKY VR46 (Ducati) mostraram andamento inferior, ao não irem além do 19.º posto.

Pré-época encerrada, seguimos para o Grande Prémio, também ele no traçado de Losail. No conjunto das quatro sessões de treinos livres, os motores Ducati mostraram-se novamente muito fortes, com Miller e “Pecco” Bagnaia (também Ducati de fábrica) a serem os dois pilotos mais rápidos, seguidos de Quartararo e Johann Zarco (Pramac Ducati). Marc Márquez, que continua ainda a longa recuperação após um acidente em Jerez na primeira corrida de 2020 e três operações ao braço direito, foi novamente substituído por Stefan Bradl na Repsol Honda, na melhor das hipóteses, para as primeiras duas corridas no Qatar.

Saltando para a primeira sessão “a contar”, a qualificação de sábado, confirmação do domínio Ducati/Yamaha. Bagnaia conseguiu uma volta brilhante de 1:52.772 (recorde de pista) para somar a sua primeira pole em MotoGP, enquanto as Yamahas, apesar de alguns problemas com o timing das últimas voltas rápidas (em particular a de Quartararo) colocaram ambos os pilotos também na primeira linha.

Grande destaque ainda para o “Doutor” Valentino Rossi, que agora aos comandos da Petronas Yamaha SRT pareceu sentir dificuldades durante os treinos mas apareceu de forma brilhante na qualificação, subindo ao 4.º posto para liderar a segunda linha da grelha à frente de Miller e Zarco.

Mais para trás ficaram pilotos como o campeão Joan Mir (10.º, Suzuki), Pol Espargaro (12.º, na sua estreia pela Repsol Honda) e Miguel Oliveira (15.º), com a prestação do “Falcão” e do colega de equipa Brad Binder (19.º) a confirmarem os problemas de afinação da KTM em Losail.

Antevisão GP Bahrain: Afinal, a Red Bull dá-te asas, Verstappen!

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A ANTEVISÃO: E A HONDA TAMBÉM LHES DÁ ASAS

Saudades de Fórmula 1? Nós também. Assim, a época finalmente começou e inauguramos 2021 em terras do Médio Oriente, no Bahrain, para dar início ao GP com o mesmo nome, este país que também já acolheu a pré-época, com os testes do Bahrain.

O entusiasmo é tanto para o início da época que um simples treino livre tem o mesmo nível de competitividade como uma qualificação, ou até mesmo uma corrida (para nós, claro). Assim sendo, se fôssemos a considerar os Treinos Livres, então diríamos em suma que a AlphaTauri esteve forte, tal como a McLaren (Lando Norris!) e principalmente a Red Bull, e a Mercedes parecia finalmente a ter alguma concorrência.

Porém, Treinos Livres à parte, falamos da qualificação, onde Max Verstappen (Red Bull) acaba por ganhar asas e conseguir a primeira pole position da temporada. Curiosamente, a concorrência parecia tanta, mas foram os homens da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, respetivamente, que ficaram com os lugares finais do pódio. 2020, és tu outra vez?

A Q1 parecia desastrosa para a Aston Martin, pois Sebastian Vettel, na sua estreia pela equipa, acaba por ficar em 18.º, muito por aquilo que se poderia assumir como culpa da bandeira amarela assinalada nos dois primeiros setores, uma por defeito de (mais) um pião de Nikita Mazepin (Haas) e outra pela paragem súbita de Carlos Sainz (Ferrari) na pista. Quem concorda também é Esteban Ocon, que deixa a Alpine em 16.º lugar, esperando que amanhã a corrida seja melhor.

Já a Q2 deixou muito a desejar para alguns dos pilotos que foram brilhando ao longo do fim-de-semana, e um deles é Yuki Tsunoda. O novo pupilo da AlphaTauri cede a erros e apenas consegue o 13.º lugar, depois de um espetacular segundo melhor tempo na Q1. Já a estreia de Sergio Pérez na Red Bull também não é boa, a partir de 11.º lugar para amanhã. Mas nem tudo é mau, visto que vemos uma Alfa Romeo completa a passar para o Q2, bem como o Williams de George Russell.

Na Q3, a dúvida nunca esteve no que Max Verstappen poderia fazer. A dúvida seria quem o iria acompanhar no «pódio», visto que havia tempos muitos rápidos, e a Mercedes não cedeu nesse patamar, só cedeu mesmo na conquista da pole position. É de destacar Pierre Gasly (AlphaTauri) que tem levado a equipa italiana ao rubro e com tempos extasiantes, bem como a Ferrari, visto que tanto Carlos Sainz como Charles Leclerc surpreenderam nesta qualificação.

Já a McLaren irá partir com um sexto e sétimo lugar sólido, com Daniel Ricciardo e Lando Norris a protagonizar os monolugares. Fernando Alonso (Alpine) regressa à Fórmula 1 com um nono lugar, e Lance Stroll termina a lista do top 10.

Em suma, é a primeira corrida, e por isso, poderemos esperar um cenário nada expectante. Confuso, certo? Mas, a verdade é que os carros não estão a 100%, e qualquer erro poderá ser crucial para revirar a prova.

Uma coisa é certa, a Red Bull está de volta ao competitivo, e, com a ajuda da Honda, parece que desta vez é para ficar. Mas, não haverá espaço para erros, porque se tal acontecer, quem poderá levar a melhor é a Mercedes, e sabemos que eles aproveitam bem qualquer oportunidade.

Foto de Capa: Red Bull Racing

SL Benfica | Os 5 nomes que estão prontos para subir à equipa principal

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Apesar de, numa equipa B, os resultados não serem uma prioridade, a “segunda equipa” do SL Benfica tem realizado uma temporada sólida na Segunda Liga. Independentemente de já terem passado por uma mudança de treinador, com Renato Paiva a ser substituído pelo regressado Nelson Veríssimo, a formação secundária das “águias” tem potenciado vários jogadores e, como tal, é natural que se comece a especular que determinados jogadores possam dar o salto para a equipa A.

Como tal, selecionei cinco jogadores que considero mais preparados para darem o salto, tendo em conta a experiência e maturidade, as suas qualidades e o seu desempenho individual.