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João Palhinha 2-0 Conselho de Disciplina | Sporting CP

Na semana passada, o universo sportinguista ficou a conhecer a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que deu razão ao Sporting CP e a João Palhinha, no polémico caso do cartão amarelo que o jovem trinco viu no Bessa.

Se bem entendi do conteúdo do acórdão que foi divulgado, os fundamentos do TAD para a absolvição do jogador leonino são completamente diametrais em relação aos que motivaram a sua condenação pelo CD da FPF. Com efeito, os árbitros do TAD relevaram aquilo que o CD da FPF quis ignorar: as imagens que passaram na televisão e a assunção do erro na amostragem do cartão amarelo, por parte do juiz da partida.

Isto significa que a Justiça Desportiva deitou por terra a tese do “field of play doctrine”, defendida pelo CD da FPF, segundo a qual as decisões tomadas dentro das quatro linhas pelos árbitros não podem ser anuladas ou revogadas.

Isto é da mais elementar justiça e não é preciso nenhum doutorado em Direito para chegar a esta conclusão: perante as imagens esclarecedoras e o próprio reconhecimento do erro pelo seu autor – o árbitro – é óbvio que o jogador tinha de ser absolvido.

Mas acima de tudo, trata-se de defender a verdade desportiva e do princípio de Direito que consiste na prevalência da substância sob o formalismo. Errar é humano; mas saber que se errou e escamotear a verdade é do mais baixo que pode existir. Por isso eu pergunto: por que motivo a FPF que, curiosamente, convocou João Palhinha para a Selecção Principal, não reconhece a verdade e mantém esta perseguição doentia ao Sporting CP?

A decisão do TAD é também uma verdadeira chapada de luva branca em todos os “entendidos” que nos media e nas redes sociais destilaram a sua desonestidade intelectual, dizendo que uma decisão destas abria a “Caixa de Pandora dos Precedentes”. Imaginemos o seguinte caso de escolinha: um polícia autua durante um fim-de-semana um destes sujeitos por estacionarem o carro num lugar onde é proibido o estacionamento nos dias úteis; o polícia diz que não viu o sinal e reconhece o erro.

Ainda se continua a abordar o incidente ocorrido no Bessa, na jornada anterior ao derby
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quer dizer, segundo a sua lógica, esta gente não apresentava defesa e pagaria a “multa”, porque caso contrário estariam a abrir um precedente gravíssimo. O tal precedente que ninguém falou quando Rúben Dias viu ser-lhe retirado um cartão vermelho ou quando uma jogadora do SL Benfica foi despenalizada, na sequência de um lance idêntico ao de João Palhinha, mas com a diferença de que o árbitro não assumiu o erro.

É óbvio que toda esta conversa surge quando o jogo que se seguiu à visita ao Bessa foi contra o SL Benfica, estando já os Leões em primeiro lugar. Pois, se tivesse acontecido na época passada, provavelmente, a polémica não iria para além de umas larachas do Presidente do SC Braga.

Após a divulgação do Acórdão do TAD, a reacção da FPF foi instantânea: numa declaração “muito a quente” e de “peito cheio”, anunciou que iria recorrer para o Tribunal de Círculo Administrativo do Sul, justificando que o acórdão não é claro quanto à questão de saber se o que é anulado é o quinto cartão amarelo e/ou a sanção aplicada a João Palhinha.

Todavia, se o problema respeita as dúvidas na interpretação do Acórdão, a lei dispõe dos meios processuais próprios para clarificar ou esclarecer a decisão, como os juristas do CD da FPF bem sabem, razão pela qual o recurso para os tribunais administrativos (que tanto indignou o próprio CD da FPF quando interposto por João Palhinha, mas que agora não se coíbe de lhe lançar mão), está desprovido de qualquer sentido. Aliás, é bem ilustrativo do mau perder e da tendência persecutória da Federação em relação a um Clube que muito deveria respeitar, não tivesse sido ele o grande formador dos campeões da Europa de 2016.

É horroroso o braço de ferro que a FPF pretende manter com uma equipa de jovens cujo primeiro lugar é resultado do seu esforço e empenho. Uma equipa admirada por toda a Europa e que já provou que a união e a vontade de superação prevalecem sobre os milhões, os esquemas e as artimanhas dos rivais.

Os assuntos exteriores ao futebol não parecem abalar a confiança da equipa leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Onde estava a indignação do órgão disciplinar da FPF, por exemplo, no jogo de Portimão quando um treinador (com nível 0 de educação, para não dizer de carácter) provoca um colega de profissão após o golo da sua equipa e lhe vocifera ameaças, escondido atrás do seu staff técnico? Diga-se que muita sorte teve ele em impedirem que Paulo Sérgio, antigo forcado do grupo de Vila Franca de Xira, lhe pusesse as mãos em cima…

Como disse e muito bem, o ilustre sportinguista Fernando Tavares Pereira, no Leonino, “A verdade acima de tudo, faz parte do vocabulário daqueles que querem a isenção, dignificando assim o trabalho e o esforço de todos no seu conjunto”.

Os 5 jogadores de futebol mais velhos ainda em atividade

Está a chegar o fim de uma das melhores, se não mesmo a melhor Era da História do futebol. Os nossos ídolos de infância começam, um por um, a afastar-se dos relvados e é com um sentimento de enorme tristeza que os vemos arrumarem as botas. Muitos deles continuam ligados ao futebol, mas a realidade é que, quer queiramos quer não, não é nem nunca mais será a mesma coisa. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, de quem tanto se tem falado nos últimos tempos, são o expoente máximo dessa passagem repentina do tempo. Um com 36 anos, outro com 33, estão rapidamente a aproximar-se do dia em que vão ter de dizer adeus e que vão levar com eles uma parte de todos nós, amantes do desporto-rei.

Ainda assim, esse nunca é um dado certo, uma vez que tal paixão será obviamente prolongada até onde o corpo permitir. Neste artigo fazemos referência a esses mesmos casos, onde a boa forma física e a resiliência permitiram a estes profissionais prolongarem as suas carreiras até anos onde eles próprios não esperariam chegar. Este é o top 5 dos jogadores mais velhos em atividade, onde nos deparamos com idades simplesmente surpreendentes.

 

NOTA:Este artigo foi sujeito a uma correção, depois de um reparo de um leitor. Agradecemos desde já a participação ativa dos nossos leitores, que sempre serão recebidos com a maior abertura por parte da nossa equipa.

SL Benfica | A consolidação da muralha encarnada

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Nos últimos jogos temos visto um melhoramento no nível exibicional da equipa do SL Benfica. Se ofensivamente a equipa vai crescendo lentamente, a nível defensivo as melhorias são muito mais evidentes. Nos primeiros 25 jogos da época, a equipa de Jorge Jesus sofreu golos em 14 deles. Em sete desses jogos, os encarnados sofreram dois ou mais golos.

Contrariamente, nos últimos seis jogos para a Primeira Liga, o SL Benfica conseguiu manter a sua baliza a zeros. A marca de dois golos sofridos nas últimas oito partidas para a competição é já um valor respeitável. A que é que se deveu esta alteração tão drástica no desempenho do setor defensivo das “águias”?

Antes de mais, Jorge Jesus implementou mudanças na organização defensiva da equipa. Mesmo continuando a alinhar no habitual 4-4-2 (ou 4-4-1-1) a equipa passou a defender muitas vezes num 4-3-3. O extremo do lado da bola saia na pressão, enquanto que o extremo do lado contrário ao do esférico juntava-se aos homens do meio campo formando uma linha de três. Se o esférico estiver no lado direito, o avançado mais descaído para a esquerda bascula para cobrir a ala esquerda permitindo assim ao extremo recuar.

Este tipo de posicionamento permitiu ao SL Benfica condicionar de forma mais eficiente a primeira fase de construção do adversário e impedir a desvantagem numérica no meio campo. Para além das mudanças táticas, o incremento exibicional a nível defensivo deveu- se a alguns bons momentos de forma e também a algumas entradas chave na equipa.

Julian Weigl assumiu definitivamente o lugar de “número seis” nesta equipa. O alemão continuou a demonstrar-se vital na construção ofensiva, mas amentou muito a sua produtividade defensiva sobretudo através da leitura de jogo e dos espaços. Otamendi, depois de cometer vários erros diretamente ligados a golos sofridos ou situações de finalização, foi subindo gradualmente o seu nível exibicional. O central argentino tornou-se num dos jogadores mais importantes da equipa.

A chegada de Lucas Veríssimo veio garantir uma alternativa de grande nível a Otamendi e Vertonghen e permitir a Jorge Jesus alinhar o tão desejado esquema com três centrais. O ex-Santos FC tem-se apresentado de forma muito positiva, tendo já ganho um lugar de destaque no plantel.

Helton Leite relegou Vlachodimos para o banco
Helton Leite tem sido decisivo no controlo da profundidade
Sebastião Rôxo/ Bola na Rede

No entanto, para mim, uma das razões do melhoramento da manobra defensiva foi a entrada direta de Helton Leite para o onze. Podemos discutir a qualidade entre os postes de Vlachodimos e Helton Leite, mas é inegável que o guardião brasileiro tem muito mais qualidade a sair da baliza.

No início da temporada, o SL Benfica foi absolutamente bombardeado com bolas nas costas da sua (já lenta) linha defensiva. Com uma equipa que joga com a linha defensiva tão alta, é absolutamente necessário ter um guardião que saiba controlar bem a profundidade (veja-se o que faz Matheus no SC Braga).

Odysseas não é capaz de proporcionar segurança neste capítulo do jogo. Se é inegável que o guardião grego salvou muitas vezes os encarnados com defesas de levado grau de dificuldade, também é verdade que muitas vezes se viu obrigado a realizá-las devido ao fraco controlo da profundidade.

A equipa das “águias” tem melhorado muito a sua forma de defender. No entanto, continuo a achar que existem ainda algumas lacunas a limar, como as bolas paradas defensivas e o controlo dos cruzamentos.

Damian Lillard | Um líder nato, mas um Hall of Famer?

Em oito anos de carreira, Damian Lillard foi o ator principal de vários momentos marcantes, principalmente na altura dos Playoffs. Em 2020/2021, o número 0 dos Portland Trail Blazers está a fazer uma grande época, sendo um dos nomes a considerar quando se fala em MVP da NBA.

Com médias de 30,6 pontos, 7,7 assistências, 4,5 ressaltos e um roubo de bola, Dame é o líder da equipa que, atualmente, está no quinto lugar da conferência Oeste, mesmo depois de várias lesões assolarem membros importantes da equipa. Por isso, é seguro dizer que Damian Lillard é, sem dúvida, um dos melhores bases da liga.

No entanto, serão os seus feitos suficientes para integrar o Naismith Memorial Basketball Hall of Fame? Vamos analisar, de forma geral, a carreira de Lillard e os pontos fortes e fracos da sua candidatura ao mais prestigiado grupo da história do basquetebol internacional.

DESDE CEDO, UMA ESTRELA

Damian Lillard foi escolhido pelos Blazers com a sexta escolha no Draft de 2012 e a sua presença foi logo sentida. Com médias de 19 pontos, 6,5 assistências e 3,1 ressaltos, Dame foi um dos poucos vencedores unânimes da história do prémio Rookie of the Year. É de salientar que o ano de rookie de Lillard é o único da carreira em que não esteve presente nos Playoffs.

Em 2013/2014, Lillard foi o primeiro atleta a participar em todos os eventos do All-Star Weekend: NBA Rising Stars, concurso de triplos, concurso de afundanços e o All-Star Game. Uns meses depois, os Blazers chegaram aos Playoffs e defrontaram os Houston Rockets de James Harden e Dwight Howard na primeira ronda.

Com um triplo de Lillard no último segundo a selar a vitória do jogo seis, Portland venceu a série em seis jogos. Dame deu assim o primeiro triunfo dos Blazers numa série de Playoffs desde 2000. A equipa de Portland foi eliminada pelos eventuais campeões San Antonio Spurs na ronda seguinte, mas o mais importante é que já se via “Dame Time” e isto só no seu segundo ano.

Nos primeiros anos de Lillard na NBA, os Blazers contavam com um core com bastante potencial, com jogadores como LaMarcus Aldridge, Nicolas Batum e Wesley Matthews. No entanto, na offseason de 2015, esses três atletas trocaram de emblemas, deixando Portland com uma equipa debilitada.

Por isso, as épocas seguintes viram Damian Lillard a tornar-se no verdadeiro líder dos Trail Blazers. Segundo colegas como C.J. McCollum e Carmelo Anthony, e mesmo adversários como LeBron James e Stephen Curry, Dame é um líder nato em campo, mas principalmente fora dele, e essa liderança e esse caráter fizeram com que a equipa fosse sempre capaz de chegar aos Playoffs.

Foto De Capa: Portland Trail Blazers

Um pouco de tudo na festa final | Esqui Alpino

A festa final da Taça do Mundo de esqui alpino, que não se realizara na temporada transata devido aos constrangimentos provocados pela Covid-19, teve lugar este ano na estância Suíça de Lenzerheide, na pista Silvano Beltrametti, assim designada desde 2001 em homenagem a um atleta helvético que ficara paraplégico aos 22 anos numa prova de velocidade na Taça do Mundo, após embater numa rocha escondida atrás de um grande pedaço de gelo.

Foi neste complexo desportivo, um dos melhores para a prática destas modalidades alpinas, que se iriam supostamente decidir todos os “globos de cristal” referentes à presente época. Contudo e fruto das fracas condições de visibilidade, por conta de um gigantesco nevão que cobrira aquele local de um imenso manto branco, não foi possível realizar as provas de velocidade em nenhum dos setores. Algo que fez desde logo “estalar o verniz” entre a FIS (Federação Internacional de Ski) e os atletas que alegaram que  os regulamentos  desta festa final têm de ser alterados visto que os mesmos não preveem o reagendamento de provas suspensas devido a condições climatéricas, ao contrário da temporada regular e dos grandes certames, como  Olimpíadas ou Campeonatos do Mundo, nos quais é dada uma “janela temporal” de modo a permitir que todas as corridas tenham efetivamente  a sua realização assegurada.

Assim sendo e dado que não foi possível competir devido às condições meteorológicas os “globos” destas disciplinas foram entregues aos esquiadores/as que comandavam as respetivas classificações. Do lado masculino, o atleta da casa, Marco Odermatt, foi declarado o vencedor da classificação na vertente de Slalom Gigante. Na mesma disciplina, mas nas senhoras, o “globo” também ficou em casa, tendo sido atribuído à “joia do Ticino” a desportista de 28 anos, Lara Gut-Behrami, que arrasou a concorrência vencendo o título com mais de 300 pontos de vantagem para as demais rivais.

Quanto ao Downhill, nas raparigas, foi a também suíça Corinne Sutter quem levou o “caneco”, sendo que nos rapazes semelhante feito foi conseguido pelo austríaco Vincent Kriechmayr que teve uma temporada para não mais esquecer, visto que para além deste troféu obteve ainda dois ouros nos Mundiais de Cortina Del Peso em Itália ao vencer as duas provas de velocidade.

Com a ação, que deveria ter principiado na quarta-feira, a ter de ser adiada para sexta, foi de forma absolutamente inesperada e até um pouco paradigmática, que a competição por equipas mistas realizada num traçado híbrido, entre o Slalom Gigante e o Slalom, que teve lugar a disputa.

De realçar que apesar da enorme segurança existente em todo o recinto, o evento foi realizado à porta aberta, adotando, no entanto, uma lotação máxima de 5000 espectadores por dia. Algo que é sempre digno de festejo em tempos nos quais todos os desportos sem exceção têm sido afetados de modo ainda incalculável por esta terrível pandemia.

Voltando ao que aqui me traz e numa competição em que foi de notar a ausência da seleção francesa, facilmente compreensível, dado que as suas principais figuras competiriam nos dias seguintes pela conquista de vários globos e visto que esta disputa por equipas é uma competição na qual, não obstante esteja em jogo o prestígio e a honra dos competidores, não atribui qualquer troféu. Foram apenas nove os países que integraram o pelotão inicial, numa compita realizada no sistema de eliminatórias.

Quem acabou por sair vencedora, foi a mesma formação que havia celebrado algumas semanas antes o título mundial, o conjunto norueguês composto por: Kristin Lysdahl, Kristina Riis-Johannessen, Sebastian Foss-Solevaag e Leif Kristian Haugen. Na prata ficou o quarteto alemão formado pelos seguintes membros: Lena Duerr, Andrea Filser, Alexander Schmid e Linus Strasser, este último um grande admirador e especialista de provas disputadas em paralelo. De salientar que os germânicos apenas saíram derrotados, com recurso ao desempate por tempos, uma vez que concluídas  as quatro mangas, cada um dos conjuntos havia se superiorizado ao adversário por duas vezes. No entanto foi a formação nórdica a festejar por último! De referir ainda que a terceira posição coube à equipa  Austríaca, constituída por: Franziska Gritsch, Katharina Huber, Fábio Gstrein e Adrian Pertl.

De realçar que não houve nota de surpresas nesta prova que dava o pontapé de saída a mais uma edição desta semana final de temporada.

No dia seguinte, foi bem cedo pela manhã que se disputou a competição de Slalom Feminino, com uma lista de partida de apenas 24 participantes, visto que o acesso a esta “festa final” cingia-se aos 25 melhores classificados de cada disciplina individual, bem como aos praticantes  ao abrigo da cláusula dos 500 pontos. Estes esquiadores/as que embora não pertençam a esse lote restrito, têm devido à sua pontuação na geral possibilidade de caso pretendam se inscreverem mesmo em todas as competições se assim o entenderem. Os campeões do Mundo juniores de cada especialidade são também convidados a tomar parte nas listas de partida.

Com apenas 19 a lograrem completar o exigente traçado nas duas mangas, que comportam as disciplinas técnicas, foi a jovem austríaca Katharina Liensberger a somar o seu primeiro globo de cristal de toda a carreira, juntando desta forma este sucesso na Taça do Mundo ao ouro obtido em Cortina. A desportista de 22 anos suplantou nesta classificação as bem mais consagradas: Mikaela Shiffrin dos EUA que perdeu para a europeia não só nas contas finais da especialidade bem como saiu por baixo nesta derradeira jornada e Petra Vlhova que acabou por se concentrar na discussão da geral global da Taça do Mundo, optando por descurando um pouco esta classificação em particular. Ainda de declarar que o bronze foi entregue à desportista da casa, Michelle Gisin, que se revelou uma competidora todo-terreno, visto pontuar forte em todas as disciplinas, algo que lhe valeria a terceira posição final na geral.

Antes de findar o penúltimo dia de ação no que à temporada de esqui alpino dizia respeito, teve lugar o episódio final do lado masculino, na especialidade de Slalom Gigante. Numa lista que possuía 22 inscritos à partida, sendo que se registaram três provas não terminadas, foi então que ficou selada a vitória na geral do Francês Alexis Pinturault que juntou o útil ao agradável ou seja, não só garantiu matematicamente o triunfo na geral, como arrecadou o “globo de cristal” na disciplina rainha. Quanto ao Gigante, tornou-se apenas no quarto esquiador gaulês a conseguir conquistar esta disciplina na Taça do Mundo.

Já no que concerne ao “grande globo” repetiu o feito do esquiador que competia em velocidade, Luc Alphand, granjeado na temporada 96/97, a pretérita ocasião em que esta almejada conquista tinha rumado a terras francesas. Resignado com a prata, ficou o croata e “herdeiro” de Ivica Kostelic, Felip Zubcic, no entanto a mais de um segundo do grande vencedor. O degrau mais baixo do pódio seria também ocupado por um praticante francófono, no caso Mathieu Faivre, que se sagrara campeão Mundial na única disciplina na qual compete.

No dia em que correu o pano sobre a temporada 20/21 da “Champions do Esqui Alpino” tiveram lugar as derradeiras competições.

As senhoras encerraram a sua aparição no “circo branco” disputando um Slalom Gigante onde já tudo estava resolvido, visto a transalpina Marta Bassino, já ter conquistado esta classificação, sendo assim a italiana nem gastou “todo o combustível” que tinha no tanque! Geriu claramente o seu esforço concluindo a compita apenas na 7ª posição. Quanto à última vitória da temporada, essa sorriu à neozelandesa Alice Robinson, de apenas 19 anos. O  segundo posto foi ocupado pela norte-americana Mikaela Shiffrin, enquanto no terceiro lugar marcou presença a eslovena Meta Hrovat, que garantiu deste modo o primeiro pódio da carreira.

Ainda mais duas notas: Petra Vlhova, para a nação eslovaca e mesmo apesar de se ter quedado apenas pelo 11º lugar, escreveu história, visto que nunca uma esquiadora/esquiador pertencente a esta seleção havia arrebatado a Taça do Mundo da modalidade. Quanto à italiana, Elena Curtoni, a mana mais velha deste afamado clã bem conhecido dos amantes  da modalidade terminou em 13º lugar em 16 praticantes que de entre 19 cumpriram ambas as descidas. Deste modo  pôs termo a uma carreira ao mais alto nível de mais de duas décadas na Taça do Mundo, tendo sido agraciada com um lindo ramo de rosas já na praça de meta.

Os homens tiveram honras de fecho da competição, levando a cabo a disputa alusiva ao derradeiro Slalom  da temporada, com o título de disciplina a já estar fechado em favor do austríaco Marco Schwarz que atingia assim o trono na variante, dado que havia sido consagrado com o ceptro Mundial da especialidade.

Quanto ao último pódio deste ano desportivo, o mesmo viu serem inscritos os nomes do também austríaco Manuel Feller no seu degrau mais alto, algo que conseguia apenas pela segunda vez em toda a carreira, Clement Noel de França no posto intermédio e o seu compatriota  Alexis Pinturault que o completou. Quanto ao já vencedor da disciplina, quedou-se somente pelo 6.º posto.

Desta forma terminou mais uma temporada inesquecível, que teve como ponto alto os Mundiais de Esqui Alpino realizados na belíssima estância de Cortina Del Peso e que contou com a nossa cobertura.

Em outubro, na sua última semana, o Esqui Alpino regressa já com as tradicionais provas em Solden, em território Austríaco.

Até lá continue a ver e a praticar desporto, sempre com a melhor informação a ser oferecida pelo BNR.

Foto de Capa: FIS Alpine

Voo 22 com destino a Inglaterra | FC Porto

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Mais um ano na Liga dos Campeões e a história ditou que o FC Porto regressasse a um palco que não é propriamente o paraíso das vitórias portistas. Falo, claro está, de Inglaterra.

Na passada sexta-feira, 19 de março, o sorteio para os quartos de final da Liga Milionária ditou que o Chelsea FC iria ser o alvo a abater para os dragões poderem sonhar com as meias-finais. Um dos dados de maior relevo é que se trata de um clube londrino, e Londres é nada mais que a capital de Inglaterra. Mas porquê esta preocupação toda com os ingleses? Porque nos 21 jogos que o FC Porto jogou em Inglaterra não venceu nenhum. Sim, nenhum mesmo.

É verdade que as Terras de Sua Majestade trazem aos portistas memórias como o célebre golo de Costinha ao Manchester United FC, mas saborear uma vitória é algo que os adeptos do FC Porto não sabem o que é em Inglaterra. Das últimas deslocações a solo inglês podemos recordar-nos da derrota frente ao Manchester City FC na fase de grupos deste ano, das duas derrotas frente ao Liverpool FC e de uma frente ao Leicester City FC quando Sérgio Conceição ainda não era treinador do FC Porto.

Olhando agora para os possíveis adversários do FC Porto nestes quartos de final, tínhamos o Real Madrid CF, Liverpool FC, Manchester City FC, Borussia Dortmund, FC Bayern de Munique, Paris Saint-Germain FC e o Chelsea. Na minha opinião, o FC Porto não pode de maneira nenhuma reclamar deste sorteio. Saiu, na minha opinião, o tubarão que teoricamente é menos feroz de todo este lote. Claro que estamos a falar de uma equipa que recentemente trocou de treinador e está bem classificado na Liga Inglesa, mas se compararmos com um Real Madrid CF em crise mas habituadíssimo a estas andanças, a um Liverpool FC que os portistas nem querem ouvir falar, a um Manchester City FC em altas, a um Borussia Dortmund cheio de “forças da natureza”, a um FC Bayern de Munique detentor do troféu, e a um Paris Saint- Germain FC recheado de estrelas…

O maior senão é, como já referi e volto a reiterar, tratar-se de uma equipa inglesa, sendo que o FC Porto não tem uma história nada favorável com estas equipas.

A verdade é que já estamos numa fase muito adiantada da competição e escolher o melhor adversário é sempre algo que se torna impossível de fazer. A partir desta fase começamos a ver os verdadeiros candidatos à vitória final e o FC Porto já tem um grande mérito e orgulho por ter chegado onde chegou. Se me perguntarem se acho que é mais possível ver o FC Porto a eliminar o Chelsea FC do que eliminar todos os outros possíveis adversários que podiam ter calhado? Acredito que sim, mas calma…

Digo calma porque não quero de todo subestimar o Chelsea FC. É claramente favorito na eliminatória e tem uma estrutura muito mais forte que a equipa de Sérgio Conceição.

sérgio terá que quebrar maldição da Inglaterra
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Estamos a falar do 4º classificado da Liga Inglesa apenas atrás do Manchester City FC, Manchester United FC e Leicester FC. Apesar de as coisas não terem corrido bem a Frank Lampard, Thomas Tuchel parece estar a conseguir fazer renascer os Blues.

Para além de toda a história do Chelsea FC e dos mais recentes resultados, temos de falar do plantel. Nomes como Timo Werner, Kanté, Havertz, Pulisic, Giroud e Thiago Silva são um autêntico perigo para as pretensões azuis e brancas na eliminatória.

A luta acérrima pela glória das meias-finais vai-se iniciar dia 7 de abril e, tal como contra a Juventus FC, o FC Porto vai ter de pensar na lógica do 11 para 11, mas a comer a relva para poder sonhar com ser um dos quatro melhores do velho continente. Podia ter saído bem pior no sorteio, mas nesta fase não há facilitismos e Inglaterra é sempre um pesadelo.

A história do FC Porto é feita de muitos borregos que já foram abatidos, mas este é daqueles bem grandes que custa a matar. Veremos se é no 22.º voo.

«Podia encaixar muito bem na tática do Sporting e também na do Benfica» – Hildeberto Pereira

A casa de partida de Hildeberto Pereira – ou simplesmente Berto – não tinha telhas douradas. De um bairro pobre de Odivelas, Berto Pereira deu passos seguros, tornando-se um dos epítomes do projeto da formação do Benfica. Entretanto, muitos dos seus colegas do Seixal pisaram o relvado do Estádio da Luz, e partiram para outros voos. Berto, porém, andou em avanços e recuos, tornou-se globetrotter – conheceu Inglaterra, Polónia e China –, e só à beira Sado foi capaz de recuperar o sorriso que sempre se lhe conheceu. Hoje, no Kunshan FC, na 2.ª divisão da China, tenta, uma vez mais, ganhar balanço para o futuro – sempre com os grandes da Europa (portugueses e não só) na mira.

Fonte: Vitória FC

«O meu primeiro treinador foi o Vítor Almeida, pai do André Almeida. Na primeira vez que me viu, disse-me logo: “-Vou fazer-te jogador”»

Bola na Rede: Bom dia, Hildeberto. Ou melhor, boa noite. Aí já é noite, não é?

Hildeberto Pereira: Olá, boa noite. Sim, já são 21h00.

Bola na Rede: Posso tratar-te por Berto. É mais fácil?

Hildeberto Pereira: Sim, claro… (risos) É mais.

Bola na Rede: A maior parte das pessoas talvez não saiba, mas, ainda antes de seres jogador de futebol profissional, conhecido pelo público, passaste a infância na Quinta do Barruncho, em Odivelas, num contexto muito difícil, de pobreza. Foi ali que nasceste e cresceste. Como é que recordas esses tempos?

Hildeberto Pereira: Hoje em dia, com 25 anos, sinto muito orgulho. Cresci com grandes amigos, que trago comigo hoje em dia, e até costumo dizer que, afinal, até éramos felizes e não sabíamos. Claro que é um contexto diferente das pessoas que nascem na cidade. Claro que não tinha muitas coisas para fazer e as dificuldades eram muitas. O meu pai, por exemplo, trabalhava muito para ajudar-nos e eu ficava a brincar na rua com os meus amigos até muito tarde. Era ainda muito novo para isso acontecer e, então, colocaram-me num colégio [Casa do Gaiato de Setúbal]. Mas é assim… não é só naquele bairro, mas todos os bairros sociais. Há dificuldades, não há dinheiro, é difícil estabelecermo-nos numa casa. Mas o mais importante foi ter perto de mim família e amigos que nunca me deixaram seguir por maus caminhos e sempre me deram bons conselhos. Aliás, apesar do contexto, tive muitos amigos de infância que são bons exemplos, seguiram bons caminhos, e têm hoje uma vida normal. Têm uma vida boa.

Bola na Rede: E quando é que o futebol começa a fazer parte da tua vida?

Hildeberto Pereira: Desde sempre. Eu quando estava no bairro já jogava à bola, com os amigos. Mas é engraçado, que até nem tinha muito jeito. Era sempre guarda-redes… (risos)

Bola na Rede: Não me digas que te punham na baliza porque tinhas peso a mais?

Hildeberto Pereira: Não, não… (risos). A verdade é que não jogava lá muito bem. Depois, quando cheguei ao colégio, comecei a jogar à bola todos os dias, quase 24 horas por dia. E foi aí, a partir dessa altura, que comecei a ter o sonho de aprender a jogar futebol. Hoje, posso dizer que me tornei 90% do jogador que sou graças aos tempos que passei a jogar à bola no colégio. 

Bola na Rede: E depois começaste a praticar futebol nos clubes daquela zona: Ponte Frielas, Odivelas, Loures… Quando é que te começaste a aperceber que poderias chegar a profissional?

Hildeberto Pereira: Só comecei a pensar nisso quando entrei para o Ponte de Frielas. O meu primeiro treinador foi o Vítor Almeida, pai do André Almeida [jogador do Benfica]. Ele, na primeira vez que me viu, disse-me logo: “– Vou fazer-te jogador”. Fiquei dois anos e meio com ele, aprendi muitas coisas, e foi aí que comecei a focar-me em ser cada vez melhor e em tornar-me jogador de futebol profissional. O Vítor Almeida foi, realmente, uma das pessoas mais importantes com quem me cruzei ao longo da minha carreira. Devo-lhe muito. 

Bola na Rede: E surge o Benfica. És ainda jovem e vais para a equipa dos juvenis. Como é que surgiu essa oportunidade?

Hildeberto Pereira: Eu estava no Loures e, nesse fim-de-semana, ia jogar contra o Benfica. E lembro-me perfeitamente de estar na escola com o Valter, um dos meus amigos de infância, na sexta-feira, véspera do jogo, e de lhe dizer que ia marcar três golos. Ele e os meus colegas só me disseram: “– Tu estás é maluco!”. Mas eu continuava a dizer-lhes: “– Juro, vou fazer três golos! Vocês vão ver. Vou jogar contra o Benfica e, na segunda-feira, vou chegar aqui e vou dizer-vos que marquei três golos”. Sinceramente não sei o que senti… o que me deu para estar a dizer aquilo… Mas estava com um feeling muito forte, e insisti naquilo. Foi dito e feito. Marquei mesmo três golos e surgiu logo aí o interesse do Benfica. Ainda cheguei a ir treinar ao Sporting, só que, neste caso, o Sporting preferia que eu ficasse no Loures até ao final da época…

Bola na Rede: E, nestes momentos, quando um jovem jogador é pretendido por dois grandes clubes – como Benfica e Sporting –, o coração também tem uma palavra a dizer?

Hildeberto Pereira: Sim, claro. Desde pequenino que sou benfiquista. E o meu pai também é benfiquista. E isso acabou por fazer a diferença.

O carrasco de Neemias | March Madness

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Neemias Queta participou pela segunda vez na March Madness onde, à semelhança da primeira, a continuidade na competição revelou-se efémera. Utah State nunca foi uma universidade proeminente pelos grandes talentos coletivos e individuais, contudo, a presença do português alimentou alguma esperança para o «grande torneio».

Dito isto, nos últimos tempos o poste português tem vindo à baila de forma recorrente – e não era por menos – visto que o jovem está a cada mês que passa, mais perto de atingir a NBA.  Apesar disso, o jogo contra Texas Tech revelou-se complicado, e os esforços do português foram insuficientes para passar à próxima ronda do torneio.

O que falhou? Neemias sofre no Draft 2021 com esta derrota?

Foto de Capa: NCAA March Madness

Os 5 jogadores jovens mais promissores da Liga Alemã

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A Liga Alemã é um campeonato recheado de talento, seja jovem ou mais maduro e muito por causa dessa qualidade individual, começa a tornar-se no país com o futebol mais atrativo. Neste artigo, apresento-vos os melhores cinco jovens a jogar no campeonato germânico.

5.

Silas Wamangituka – O jovem médio do VfB Stuttgart tem encantado os espectadores que assistem aos jogos deste histórico clube alemão e tem sido uma das revelações da edição 20/21 da Bundesliga. Com apenas 21 anos, concilia um impactante porte físico, aliado a uma elevada qualidade técnica, qualidade na condução, no passe e é veloz. Pode jogar como extremo, avançado ou médio direito (posição mais utilizada), sendo um jogador com várias valências e muito completo.

Chegado a Estugarda no verão de 2019, vai na sua segunda época no clube e conta com 23 jogos, 13 golos e cinco assistências já esta época. A grande forma que tem apresentado valeu-lhe uma evolução do valor de mercado de dez milhões para 25 milhões de euros em apenas cinco meses.

Cristiano Ronaldo: um sonho possível ou irrisório? Sporting CP

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Tem sido um dos temas mais falados nos últimos tempos entre os sportinguistas e é difícil não ficar entusiasmado. Já estamos em 2021 e Cristiano Ronaldo fez 36 anos há pouco mais de um mês. O final da carreira do melhor jogador português de todos os tempos está cada vez mais perto e começa novamente a surgir a dúvida: onde irá o capitão da seleção terminar a carreira?

Primeiramente, há que contextualizar todo este assunto e entender a grandeza do jogador que falamos: Cristiano Ronaldo é, sem margem para dúvidas, um dos melhores jogadores de futebol da História, sentando-se na mesma mesa de Pelé, Maradona ou Messi. Portanto, não se trata de um regresso de um Rui Costa ou de um Nani, que são jogadores de um patamar mais modesto.

Por outro lado, percebamos a situação do jogador neste momento. A próxima temporada será a última no seu contrato com a Juventus e dada a falta de qualidade futebolística da equipa italiana, existe a possibilidade de CR7 não querer continuar em Turim. Os três fracassos na Liga dos Campeões, em que a Vecchia Signora foi eliminada por Ajax, Lyon e Porto, equipas inferiores tanto a nível de talento individual como no plano financeiro, incomodaram Cristiano Ronaldo.

Falamos de um jogador extremamente ambicioso, habituado a vencer prémios coletivos e individuais, algo que nunca mais aconteceu com frequência depois da sua saída do Real Madrid, em 2018. De lá para cá, conquistou duas vezes o campeonato italiano e a supertaça também em duas ocasiões. Apesar de já ter sido eleito o melhor jogador do Calcio, ainda não conseguiu ser o melhor marcador da competição, perdendo a corrida para Quagliarella e Immobile, da mesma foram que nunca mais ganhou a Bola de Ouro desde que chegou a Itália.

Que planos poderia ter o astro português para a próxima época? Existem várias possibilidades em cima da mesa: Cristiano Ronaldo cumpre o seu último ano de contrato com a Juventus e sai a custo zero em 2022; regressa ao Real Madrid ou até mesmo ao Manchester United; assina pelo Paris Saint-Germain, caso Messi não se mude para Paris e Mbappé saia para o Real Madrid, pelo que esta hipótese será sempre bastante complicada e dependente de terceiros, já que o clube parisiense teria sempre de se ver a contas com o fair-play financeiro.

Há algum tempo que se comenta um possível regresso de Cristiano Ronaldo ao Sporting CP
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Um regresso ao Sporting CP já na próxima temporada seria irrealista, visto que o português ainda tem “lenha para queimar” nas principais ligas da Europa. Daqui a duas épocas, em 2022/23, com o Mundial à porta e já com 37 anos, a hipótese seria bem mais real. Sabendo que nunca receberia nem perto do que recebeu ao longo da carreira, mas com a certeza que agradaria não só aos sportinguistas, mas a uma pessoa bastante especial para si, a dona Dolores Aveiro, poderia estar aqui um trunfo a favor do Sporting CP, até porque o dinheiro nunca seria um entrave no regresso do jogador, mas sim a sua vontade de voltar a jogar em Portugal.

Ainda que se tenha tornado no melhor marcador da história do futebol em jogos oficiais, terá alguns recordes para bater, seja na Juventus ou noutro clube de topo da Europa, pelo que, provavelmente, a próxima época será a sua derradeira oportunidade para voltar a vencer a Liga dos Campeões – algo que não acontece desde a época 2017/18, ao serviço do Real Madrid.

Todos sabemos da gratidão que Cristiano Ronaldo nutre pelo Sporting CP, clube que fez dele o jogador estratosférico que é nos dias de hoje. O próprio admitiu em agosto de 2015, em entrevista ao Record, que ainda lhe faltava no currículo “o título de campeão pelo Sporting”. Naquela ocasião, afirmou que não sabia se ia acontecer ou não, mas que “seria um orgulho”.

Na retina ficam várias visitas a Alvalade, tanto durante a presidência de Bruno de Carvalho como já no mandato de Frederico Varandas. O clube de Alvalade, de forma inteligente, sempre tentou abordar o jogador para conversar sobre um possível regresso anos mais tarde, seja através de convites para assistir a jogos, seja através da valorização da imagem de CR7, que é o sócio 100.000 do clube desde 2013. Recentemente, foi anunciada a mudança de nome da Academia do Sporting, que se passa a chamar Academia Cristiano Ronaldo. Não foi uma decisão unânime entre os sportinguistas, mas que serve, simbolicamente, para aproximar o clube e o jogador.

Por fim, é importante falar da carismática dona Dolores Aveiro, conhecida por ser a mãe de Cristiano Ronaldo, mas também uma fanática pelo Sporting CP, fazendo questão de o mostrar nas suas redes sociais de forma espontânea e sem qualquer ligação ao clube. É evidente que ficaria muito feliz em ver o seu filho de verde e branco novamente e, de forma inteligente, o Sporting CP enviou-lhe recentemente uma camisola autografada por todo o plantel leonino.

Neste momento, com um possível título de campeão nacional a caminho e uma quase certa participação na Liga dos Campeões da próxima época, o Sporting CP é um clube em crescimento e com uma perspetiva de futuro no que ao futebol diz respeito. Se as condições desportivas assim o permitirem, poderemos voltar a ver o maior craque que alguma vez passou por Alcochete com o Leão Rampante. Até lá, resta ter esperança e sonhar com a possibilidade.