O CD Santa Clara já conta com a terceira participação seguida no primeiro escalão e está a fazer uma época bastante regular, militando na 7.ª posição da Primeira Liga. Orientada pelo mister Daniel Ramos, a equipa açoriana tem ideias de jogo bastante vincadas, valoriza muitos jogadores e pratica um futebol simples e eficaz. Observei vários jogos deste conjunto de modo a perceber um pouco as suas dinâmicas e o resultado foi este. Venham daí.
Onze Base
Sendo uma equipa bastante rotativa e um plantel com boas opções, a equipa de Daniel Ramos sofreu muitas mudanças ao longo do campeonato. Por isso, escolhi o que considero ser mais forte de acordo com as ideias da equipa técnica.
GR: Marco Batista
DD: Rafael Ramos
DC: Fábio Cardoso
DC: Mikel Villanueva
DE: Mansur
MC: Hidemasa Morita
MC: Anderson Carvalho
MO: Lincoln
AC: Cryzan
AC: Carlos Jr.
EE: Allano
Um 4-3-3 no papel que sofre várias mutações em campo, como vou mostrar nos quatro momentos do jogo que vou mostrar (exceto bolas paradas).
A horas de se iniciar a segunda mão dos oitavos de final que vai opor Juventus FC e FC Porto, surgiram duas dores de cabeça a Sérgio Conceição, mas o problema é que são duas dores de cabeça negativas – Pepe e Corona.
É certo que nenhum treinador gosta de ter dores de cabeça, mas quando a dor de cabeça é na escolha de um jogador para uma posição tendo em conta a quantidade e qualidade dos atletas disponíveis, torna-se numa dor de cabeça positiva.
Neste caso, o problema é mesmo a possível ausência de dois jogadores e a forma como Sérgio Conceição vai montar a equipa para defrontar um gigante italiano que está totalmente focado na conquista da Liga dos Campeões.
Pepe e Tecatito Corona têm agitado a nação azul e branca nas últimas horas. As suas ausências no encontro são uma forte possibilidade. Não seria qualquer jogador que significaria uma ausência de peso para este FC Porto, até porque o plantel está longe de convencer na globalidade. Mas a verdade é que se trata de dois dos jogadores mais influentes dos dragões.
Começando por falar em Pepe, este é nada mais que o capitão de equipa. A importância que tem no balneário azul e branco é notável e, dentro das quatro linhas, mostra como a idade é apenas um número. A experiência e a qualidade do ainda internacional português costuma ser decisiva em jogos desta dimensão, visto que Pepe está mais que habituado a competições como a Liga dos Campeões. Até ao momento, participou em mais de metade dos minutos disputados pelo FC Porto na Liga Portuguesa onde marcou um golo. Entre exibições melhores ou piores, está sempre ali alguém em quem a defesa portista confia.
Relativamente a Tecatito Corona, basta dizer que é o maior desequilibrador em termos ofensivos do FC Porto. Juntando a isto o compromisso defensivo que tem vindo a aprimorar nos últimos anos, trata-se de uma pedra fulcral neste FC Porto. E que jeito dá para uma equipa que precisa de segurar o resultado, a bola e causar estragos sempre que estiver na zona mais ofensiva do terreno. Os dados desta época no campeonato mostram a influência do internacional mexicano na equipa portista. São dois golos e uma participação na maioria dos jogos. Não é capitão da equipa, mas é inegável a importância de Tecatito na equipa de Sérgio Conceição.
Caso estas duas ausências se confirmem na hora antes do apito inicial, iremos ter um onze reinventado e que vai perder sem sombra de dúvida qualidade. Relativamente à possível ausência de Pepe, acredito num FC Porto a colocar Diogo Leite ao lado de Mbemba (que em princípio está de regresso) e, em caso de se apresentar com três centrais, colocar Sarr, apesar de o central francês estar claramente numa má fase.
Diogo Leite é um jovem da formação, mas já com uma liderança invulgar para a sua idade. Segundo Pepe, é mesmo o melhor central português a atuar em Portugal. Mas fica-se a perder para Pepe? Claramente que sim.
Já com a possível ausência de Tecatito Corona, muito provavelmente veremos Otávio e Luis Díaz nas alas. Luis Díaz não seria titular com a presença de Corona, mas assim provavelmente entraria no onze. Também não estranharia a entrada de um jogador como Fábio Vieira até numa perspetiva de maior contenção, até porque não imagino de todo a estreia a titular já de Francisco Conceição. Olhando para estas possíveis opções, percebemos também como a equipa portista fica a perder face à ausência do seu número 17.
As horas vão passando e cada minuto que passa é vital para decidir se Pepe e Corona vão subir ao relvado da Juventus Stadium. É uma luta contra o tempo.
Terminaram os europeus de pista coberta, e mais uma vez a comitiva portuguesa era composta por uma forte representação leonina, mais concretamente sete atletas em dezasseis. No entanto, o Sporting CP ainda se fez representar por mais dois atletas de outras nacionalidades.
A grande maioria, sendo estreantes, não teriam grandes aspirações a medalhas, no entanto, tendo qualidade para estarem presentes neste palco, poderiam sempre surpreender, até porque os recordes são para ser batidos, sejam eles europeus ou mesmo pessoais.
Estes são os Leões que vão estar presentes no Campeonato da Europa em Pista Coberta, que arranca hoje 🤩
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) March 4, 2021
Havia, contudo, alguns atletas que pelos resultados que vinham tendo mostravam poder ambicionar uma medalha. Logo à partida, Patrícia Mamona que já em 2017 tinha conseguido a medalha de prata, e Auriol Dongmo que vinha para esta competição com a melhor marca europeia do ano.
A verdade é que, terminado este torneio, passamos a contar com mais duas campeãs europeias nas nossas fileiras. São elas Patrícia Mamona e Auriol Dongmo. Ainda assim, quero deixar referencia a todos os outros atletas que deram também tão boa conta de si e merecem ser mencionados, pelo que deixo a seguir um pequeno resumo da campanha de cada um.
Primeira Liga, jornada 22: segunda-feira, 20h15, 8 de março de 2021
ANTEVISÃO: EM BUSCA DE UNS IMPORTANTES TRÊS PONTOS
O Belenenses SAD recebe o Sport Lisboa e Benfica em jogo a contar para a 22ª jornada da Primeira Liga, e procura dar continuidade à senda de bons resultados que tem obtido, ou melhor, procura manter-se longe das derrotas. Nos últimos cinco jogos, a equipa liderada por Petit regista quatro empates e uma vitória, e procura pontuar frente a um SL Benfica que tem estado aquém das expectativas esta temporada.
Por sua vez, a equipa de Jorge Jesus necessita de pontuar sob pena de ver os seus rivais diretos distanciarem-se. O FC Paços de Ferreira já jogou esta jornada e, de momento, encontra-se a um simples ponto de alcançar os encarnados na tabela classificativa, pelo que se torna imperial para o SL Benfica conquistar os três pontos neste jogo.
10 DADOS RÁPIDOS
O SL Benfica ganhou 15 dos últimos 20 jogos disputados frente ao Belenenses SADa contar para a Primeira Liga, sendo que a única vitória da equipa da casa data de outubro de 2018, por duas bolas a zero. Existiram ainda quatro empates.
Nos últimos dez jogos para a Primeira Liga, o Belenenses SAD apenas perdeu dois, tendo empatado cinco e vencido três.
O SL Benfica é a equipa com mais cruzamentos bem sucedidos na Primeira Liga esta temporada (86) e é uma das que mais marcou a partir deste tipo de lances. São seis golos de cruzamento, tantos como o FC Porto e o CD Nacional.
Em caso de derrota ou empate, esta será a maior sequência do SL Benfica sem vencer fora de casa para a Primeira Liga desde 2001.
O Belenenses SAD é bastante perigoso na cobrança de bolas paradas. Cinco dos seus últimos sete golos surgiram de livre, sendo que quatro foram finalizados de cabeça.
O Belenenses SAD é a equipa que tem pior taxa de aproveitamento de remates/golo, transformando em golo apenas 6% dos remates enquadrados com a baliza adversária.
O melhor marcador dos encarnados é Haris Seferovic com nove golos em 18 jogos, enquanto para a equipa de Belém, Mateo Cassierra é o marcador de serviço com quatro golos em 20 jogos.
Pizzi marcou no último jogo para a Primeira Liga frente ao Rio Ave FC e já não marca em duas jornadas consecutivas desde julho de 2020.
O treinador do Belenenses SAD, Petit, perdeu todos os jogos que realizou frente ao SL Benfica enquanto treinador, totalizando onze derrotas.
10. Pizzi já realizou 6 assistências para golo frente ao Belenenses SAD, sendo que só o CD Nacional sofreu mais com o último passe decisivo de Pizzi.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Mateo Cassierra (Belenenses SAD) – Cassierra é o melhor marcador da equipa do Belenenses SAD e é um dos jogadores que a equipa do SL Benfica terá de ter mais em conta. Internacional sub-20 pela Colômbia, Mateo Cassierra já conta com quatro golos na tabela dos melhores marcadores da Primeira Liga.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Seferovic (SL Benfica) – O avançado suíço, não sendo um ponta de lança dotado com poderes divinos, tem sido dos mais regulares desta temporada na equipa encarnada, sendo o melhor marcador das “águias” na Primeira Liga.
Leva nove golos na sua conta pessoal e procurará, com certeza, aumentar este registo. A verdade é que Seferovic tem faro de golo e tem aparecido nos momentos em que a equipa precisa, saltando muitas vezes do banco.
Sempre ouvi dizer durante o meu percurso académico que a história não se repete, mas se o caminho da seleção portuguesa feminina não se está a repetir então é puro destino. Espero que acredites no destino, caso contrário não sentirás da mesma maneira do que eu a última parte da afirmação anterior. Enfim, mas a última decisão para Portugal antes de mais um Campeonato da Europa, desta vez de 2022, será novamente no longínquo Leste Europeu, agora na Rússia.
Em 2017, as jogadoras portuguesas ficaram em 2.º lugar em igualdade pontual com a Finlândia – situação contrária a esta qualificação em que as finlandesas lideraram o grupo. O lugar em que a seleção tinha ficado dava direito a disputar um play-off para ainda sonhar com o tão inédito Europeu nos Países Baixos, o primeiro para as portuguesas. A verdade é que depois de um nulo em Portugal e de mais um no tempo regulamentar em Cluj, na Roménia, as decisões ficaram adiadas para o prolongamento.
Ana Borges, com a magia feita pelos seus pés, conseguiu ter a possibilidade de ficar numa excelente posição para passar para Andreia Norton fazer o 0-1, que praticamente punha Portugal no Europeu. As romenas ainda empataram a partida, mas as portuguesas tinham já comprado a passagem de avião para os Países Baixos. Ainda me lembro de em plena aula estar a viver esta bonita história do Futebol Feminino português.
Em 2021, novo cenário de play-off para a seleção portuguesa depois de voltar a ficar em 2.º lugar na qualificação. O local é diferente agora, contudo, só queremos que o desfecho final seja o mesmo e que a seleção portuguesa marque, pela segunda vez consecutiva, presença num Europeu, mas agora o de 2022.
Num ano atípico, a NBA decidiu colocar os três concursos realizados no fim-de-semana do All Star na mesma noite. Ao contrário dos outros anos, o All-Star apenas se jogou numa noite. O concurso de habilidade e o de três pontos foram realizados antes do jogo entre as estrelas e o de afundanços foi concretizado no intervalo do jogo.
Recap 2021 #NBAAllStar in Atlanta.. ALL in One Night!
Ao contrário dos outros anos, o concurso de habilidades contou apenas com 6 participantes – costumam ser 8 jogadores. Luka Doncic, Chris Paul, Nikola Vucevic, Domantas Sabonis, Julius Randle e Robert Covington foram os jogadores que participaram na edição deste ano.
Dos 6 jogadores, o nome de Covington foi uma surpresa. Além de ser o único que não é all-star neste ano, é aquele que tem menos skills. Por isso, a sua eliminação na primeira ronda não foi nada surpreendente.
Doncic e CP3 eram os principais favoritos para conquistar o prémio, e até tiveram “folga” na primeira ronda. Porém, para tristeza de muitos fãs, ambos desiludiram no concurso. O basquetebolista esloveno nem tirou a sua camisa de treino e parecia que nem levou o concurso muito a sério, ao contrário de Sabonis que acabou por vencer o duelo. O outro grande nome para a conquista do prémio, Chris Paul, não soube aproveitar a vantagem que tinha sobre Vucevic e falhou um lay-up antes do lançamento de três pontos.
A final do concurso de habilidade foi 100% europeia. Sabonis, da Lituânia, contra Vucevic, do Montenegro. Apesar de o lituano ter marcado presença na final do ano passado, ninguém estava à espera de ver estes dois jogadores no derradeiro duelo.
Foi bem disputado, com alguns falhanços no lançamento atrás da linha de três pontos, mas a vitória acabou por ser de Sabonis. O basquetebolista da Lituânia levantou o troféu que lhe escapou por um triz no ano passado.
Os Campeonatos Europeus em pista coberta decorreram de 4 a 7 de março e o atletismo português saiu dos mesmos com nota bastante positiva. Três medalhas, três de Ouro e cinco finalistas no total (mais uma presença na final, mas sem direito a diploma de finalista) ajudam a ter uma boa percepção da grande prestação das cores nacionais. Mas há mais.
A nível geral, foram uns Campeonatos com bastante emoção, até em provas onde os vencedores se consagraram com resultados algo banais para os padrões habituais. Outros elevaram o nível e o número de marcas líderes europeias e líderes mundiais que saíram de Torun acabaram por surpreender quem vaticinava que estes seriam uns campeonatos mais fracos do que o habitual.
A EXCELENTE PRESTAÇÃO PORTUGUESA
A very special and emotional moment for Auriol Dongmo 🇵🇹 in #Torun2021. 🙌
The world leader wins her first European title in the shot put with 19.34m. 🥇 pic.twitter.com/REo1zFgsfR
Ouro para Auriol Dongmo. Ouro para Pedro Pablo Pichardo. Ouro para Patrícia Mamona. Quarto lugar de Francisco Belo. Quinto lugar de Carlos Nascimento. No que diz respeito ao número de medalhas e finalistas, era precisamente esse o número que tinhamos apontado, embora tenhamos apontado para apenas duas das medalhas serem de Ouro. Nascimento bateu o seu recorde pessoal nos 60 metros; Belo bateu primeiro o recorde pessoal (21.04 metros) e, depois, o recorde nacional indoor, com enormes 21.28 metros; e Patrícia Mamona aumentou o seu recorde nacional em pista coberta no Triplo.
Em relação às medalhas de Ouro, o caminho para elas foi diferente. Auriol Dongmo entrou como favorita, cumpriu os mínimos na qualificação, e fez logo uma grande lançamento, ao segundo ensaio na final do concurso do Peso (19.21 metros). Ainda assim, um totalmente inesperado recorde nacional sueco de Fanny Roos ao quinto ensaio (19.29 metros), virava o concurso e colocava a sueca em primeiro. No entanto, Auriol demonstrou uma grande frieza e, logo de seguida, ainda no quinto ensaio, respondeu com 19.34 metros, conseguindo com essa marca alcançar o Ouro.
Foi um grande concurso de Auriol, que pode não se ter aproximado do seu recorde nacional, mas teve quatro lançamentos válidos e todos eles acima dos 19 metros! Na cerimónia de entrega de medalhas, a atleta não conseguiu evitar as suas emoções, sentindo o hino, como já pouco estamos habituados a ver.
Já Pedro Pablo Pichardo teve um concurso totalmente oposto. O português saltou logo a 17.30 metros no primeiro ensaio e se quisesse poderia, de imediato, ter voltado para a caminha. Os outros três saltos válidos que fez chegariam na mesma para o Ouro, mas foram mais curtos que o inicial, não conseguindo, ainda, bater o recorde nacional de pista coberta, que pertence a Nelson Évora, com 17.40 metros. Ainda assim, isto são Campeonatos, não se ligue muito a marcas, pois o mais importante foi feito. Medalha de Ouro para casa e esperamos que seja a primeira de muitas medalhas internacionais de Pichardo com as cores portuguesas.
Triple P strikes goes! 🥇
Pedro Pablo Pichardo 🇵🇹 wins Portugal’s second gold medal of #Torun2021 in the triple jump!
Os outros elementos do pódio (Alexis Copello e Max Hess), ao menos, passaram os 17 metros. Mas Copello (Prata) ficou a…26 centímetros de Pichardo, o que demonstra bem a superioridade do português!
Por fim, Patrícia Mamona foi o Ouro menos esperado. Não que a portuguesa não tivesse já mostrado um bom momento de forma semanas antes em Madrid (14.21m). Ela estava bem e isso dava para perceber, mas havia a espanhola Ana Peleteiro – que tinha sido a campeã em Glasgow – e havia a grega Paraskevi Papachristou, que é a atual campeã europeia ao ar livre e que já tinha saltado a 14.60 metros este ano, na mesma arena dos campeonatos. Na Qualificação, a atleta portuguesa pôs todas em sentido ao fazer, logo ao primeiro salto, 14.43 metros, a um cm do seu recorde nacional em pista coberta e melhor marca da qualificação.
Na final, Mamona começou muito forte, logo a 14.35 metros, subindo para 14.38 metros ao segundo ensaio, mostrando que estava consistente (o seu salto válido mais curto foi a…14.29 metros!), mas foi o seu terceiro salto, a 14.53 metros, um novo recorde nacional indoor, que lhe viria a dar a vitória na prova. Mas com sofrimento…a alemã Neele Eckhardt alcançou um recorde pessoal, ao terceiro ensaio, a um cm de Patricia…e Ana Peleteiro (que ficou com a Prata) saltou no último ensaio também a 14.52 metros!
Only one centimetre separated the three medallists in the women’s triple jump final! 😱
Assim, a distância do primeiro ao terceiro posto foi de apenas um centímetro (!), mas, felizmente, para as cores nacionais quem saltou mais longe foi mesmo Patrícia Mamona, que alcançou o seu primeiro título europeu em pista coberta (havia sido Prata em Belgrado), depois de ter sido campeã ao ar livre em Amesterdão, em 2016.
Além dos já citados grandes resultados de Francisco Belo e Carlos Nascimento, houve outros resultados pessoais de enorme valia. Mariana Machado bateu o recorde pessoal e sub-23 nacional (8:59.39) e marcou presença na final dos 3.000 metros (embora sem o diploma de finalista, por não ter ficado entre as oito primeiras). Também nos 3.000 metros, Samuel Barata bateu, por larga margem, o seu recorde pessoal na distância, finalizando em 7:53.39. Na velocidade, Rosalina Santos também sairá satisfeita por, na sua estreia em grandes competiçoes internacionais, ter conseguido chegar às semi-finais dos 60 metros.
Grandes campeonatos para Francisco Belo, cada vez mais elite mundial Fonte: European Athletics
É verdade que, talvez, fosse esperado mais de algumas prestações, dado o que esses atletas já nos mostraram no passado (Marta Pen Freitas e Ricardo dos Santos à cabeça), mas era complicado pedir melhor, sabendo das limitações dos referidos atletas na preparação para estes Campeonatos, bem como sabendo que o principal foco da temporada está lá mais para a frente.
No geral, Portugal foi o segundo país a conquistar mais Medalhas de Ouro(apenas atrás da Holanda) e foi nono no que diz respeito ao total de medalhas, tabela que foi dominada pela Grã-Bretanha (12), seguida da Polónia (dez) e da Holanda (sete). Portugal conseguiu ainda alcançar o maior número de pontos da história de participações nestes campeonatos (33) e igual o número máximo de medalhas (também foram três em Valência, em 1998), mas desta feita só com Ouros!
Mesmo com o ano atípico que o mundo atravessa, o All-Star Game voltou a realizar-se, sendo esta a sua 70ª edição. Em Atlanta, defrontaram-se a Team LeBron e a Team Durant. Com várias alterações mesmo durante o dia da realização do jogo, devido aos protocolos de segurança e saúde, o jogo começou com o formato do último.
Partindo do princípio, cada um dos primeiros três períodos começa com o resultado a zeros com a mesma duração de um encontro normal da NBA. O vencedor de cada período seria, obviamente, a equipa que pontuasse mais. Que se passe, então, ao que importa.
O primeiro período ficou marcado pelos triplos de Stephen Curry lançados praticamente do meio do campo, as tentativas de alguma coisa de Zion Williamson (que não passavam de tentativas) e os afundanços em massa, já na parte final, de vários elementos da Team Durant. No final dos 12 minutos, venceu a Team LeBron por um ponto. 40-39!
Reiniciou-se o marcador, começou o segundo período. As equipas começaram a acertar o passo e a levar o jogo mais a sério. Não deixando aquilo que é a “nota artística” de fora, o jogo sério começou a aparecer, com uma defesa mais restritiva. Team LeBron ou Team do lançamento do meio-campo? Já ninguém sabe, principalmente depois de ver Damian Lilliard e Stephen Curry a acertar sem espinhas no cesto em dois lances seguidos. Para além disso, ficam marcados também os afundanços de Chris Paul e também de Curry. Ficou o 60-41 a favor da Team LeBron, assumindo um 100-80 no agregado.
Voltou-se a reiniciar o marcador e a Team Durant entrou mais séria no encontro, dada a desvantagem no agregado. Sem grandes cerimónias, Giannis foi tomando conta do jogo e, com triplo de Donovan Mitchell no soar da buzina, o terceiro período fechou com vitória, mais uma vez, da Team LeBron por um ponto. 46-45!
Chegados ao último período, as regras seriam diferentes, sendo que não existiria cronómetro. Aqui, somaram-se os pontos acumulados ao longo do encontro e acrescentam-se 24 pontos como objetivo, em homenagem a Kobe Bryant. A primeira equipa a alcançar ou ultrapassar o objetivo final de pontos venceria o All-Star Game. Neste caso, com a Team LeBron a vencer no agregado por 146-125, o objetivo a almejar (somando os 24 pontos) foram os 170 pontos.
Mesmo com a tarefa dificultada, a Team Durant não se deu por vencida. Com uma entrada fervorosa neste último quarto, só optavam pelos lançamentos exteriores e o tiro saía pela culatra. Com a falta de taxa de acerto, quem caminhava em direção ao objetivo, e bem depressa, era a Team LeBron. Kawhi Leonard, que jogou praticamente a passo durante todo o encontro, acordou na reta final para tentar ajudar a equipa, numa altura em que restavam nove pontos para a Team LeBron vencer. E esses nove pontos rapidamente apareceram com triplos atrás de triplos.
Fecharam-se as contas. Damian Lilliard fechou a loja com um triplo do meio-campo e acabou o All-Star Game com a vitória da Team LeBron por 170-150.
Giannis Antetokounmpo – Não falhou qualquer lançamento e amealhou 35 pontos. Marcado por ser dos poucos a “jogar a sério” neste All-Star Game, Giannis teve números fantásticos e a sua postura na quadra não deixou ninguém indiferente. Um monstro, um senhor. Para além da figura do jogo Bola na Rede, foi também o MVP Kobe Bryant, escolhido pela NBA.
Fica a menção honrosa a Stephen Curry, pelos lançamentos exteriores e pela capacidade de colocar os adeptos da modalidade a pensar se a linha do meio-campo devia contar como uma linha de quatro pontos.
O FORA DE JOGO
The NBA is ruling out Embiid and Simmons for All-Star Game, source tells ESPN. https://t.co/PSiQ8xiOMo
Acontecimentos pré-jogo – As horas antes do encontro marcaram muito daquilo que depois acabou por acontecer. Os “convocados” Joel Embiid e Ben Simmons acabaram por ficar de fora devido aos protocolos de segurança, só tendo sido encontrado um substituto (Zion Williamson), fora a lesão de Devin Booker (que iria substituir o lesionado Anthony Davis) e que acabou substituído por Mike Conley.
ANÁLISE TÁTICA – TEAM LEBRON
Tão simples como a bola começar em Nikola Jokic de um lado, voar pela quadra fora e acabar ou em LeBron James ou Stephen Curry. A certo ponto, a percentagem brutal de acerto de Giannis Antetokounmpo também ajudou. A nível defensivo, pouca estratégia existiu, para além das tentativas de cortar passes (principalmente os passes costa a costa que muitas vezes apareceram).
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Giannis Antetokounmpo (10)
Stephen Curry (9)
Luka Doncic (7)
LeBron James (8)
Nikola Jokic (7)
SUBS UTILIZADOS
Jalen Brown (7)
Paul George (7)
Damian Lilliard (8)
Chris Paul (8)
Rudy Gobert (7)
Domantas Sabonis (6)
ANÁLISE TÁTICA – TEAM DURANT
Não existiu uma estratégia definida para os momentos defensivos, mas a nível ofensivo existiu um Kyrie Irving Q.B. com pitadas de James Harden, para além dos constantes afundanços e lançamentos exteriores.
A jornada 22 ditou o confronto entre duas equipas que procuravam conforto na tabela classificativa, dividas por somente 3 pontos (até à realização do jogo). A competitividade aconteceu, porém a radiação de ideias do Rio Ave FC contrastou com um SC Farense cinzento sem elas. E se se antecipava uma equipa algarvia a aproveitar o contra-ataque, sucedeu o oposto, onde os dois golos tiveram raiz em transições rápidas. Foram venenosos e oportunistas os vila-condenses.
Ora, a partida principiou como esperado. Ambos os lados colocaram em prática aquilo que foi estudado e as oportunidades dividiam-se. Se, por um lado, Kieszek quase ofereceu um «frango» digno de um belo churrasco ao SC Farense, por outro lado, foi Francisco Geraldes a esturricar a defensiva algarvia. Seja a criar em jogo posicional, ou a definir no contra ataque, o número 11 do Rio Ave FC destinava-se a ser protagonista. Isto é, para o bom e para o mau, porque ao minuto 25’ é o primeiro do jogo a ser admoestado com um cartão amarelo. 25 minutos de um SC Farense a jogar melhor sem bola e de um Rio Ave FC a conduzir melhor com ela. Duas estratégias e filosofias bem distintas, onde seria a eficácia o melhor juiz para desatar o nulo.
A partida deu esta introdução, mas o segundo parágrafo foi outro. Dito isto, o Rio Ave FC aproveitou um contra ataque e colocou de «pernas para o ar» a defensiva algarvia, ao passo que Mané sofre penalty e Pelé abriu a contagem. 1-0 ao minuto 27’. O resto da segunda parte não teve grande coisa para acrescentar, com o Rio Ave a segurar as investidas desengonçadas do SC Farense, que apenas conseguia fazer furor através de cruzamentos e bolas paradas. 1-0 ao intervalo.
O início da segunda parte manteve o rumo da primeira. Contudo, Miguel Cardoso colocou um autêntico cadeado no meio-campo. Pelé manteve-se o «gatekeeper» dos centrais, não obstante as suas dinâmicas se tenham alterado, nomeadamente o seu posicionamento. O Rio Ave FC parecia adormecido, mas na verdade, foram os vila-condenses que colocaram a equipa algarvia a dormir. Numa recuperação de bola, Camacho aproveitou o espaço entre os centrais e colocou um ponto final na partida. Até final, a «turma» de Jorge Costa continuou a carregar, mas faltou discernimento e criatividade para mais.
Meio campo do Rio Ave FC – Uma das, se não a principal razão pela qual o Rio Ave FC saiu deste jogo sem conceder praticamente uma ocasião de perigo, é muito devido à segurança transmitida pelo meio campo. Miguel Cardoso colocou autenticamente um cadeado na zona intermediária do terreno e impediu que houvessem grandes oportunidades do outro lado.
— Sporting Clube Farense (@SCFarense_1910) March 7, 2021
Falta de discernimento do SC Farense – A precisar de marcar, exigia-se mais e melhor. É certo que a peça chave no momento ofensivo do jogo “não jogou” (Ryan Gauld), contudo, o processo ofensivo demonstrou-se uma mão cheia de nada.
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
A equipa orientada por Miguel Cardoso organizou-se em 4-2-3-1, não obstante a construção que era faseada em 3-4-3, com Pelé a baixar para fazer companhia aos centrais vila-condenses. Com uma construção desde trás, paciente a mirar o desequilíbrio, o Rio Ave FC apresentava-se objetivo e uma constante ameaça com os três homens da frente (Dala, Camacho e Mané). Defensivamente, aí sim, o Rio Ave FC voltava a um 4-2-3-1, com Pelé e Felipe Augusto a serem peças chave na manutenção da reduzia capacidade de criação do adversário.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (6)
Costinha (5)
Borevkovic (6)
Aderllan Santos (6)
Sávio (6)
Pelé (8)
Filipe Augusto (6)
Carlos Mané (5)
Francisco Geraldes (6)
Rafael Camacho (7)
Gelson Dala (6)
SUBS UTILIZADOS
Guga (6)
Ronan (6)
Pedro Amaral (6)
ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE
A equipa liderada por Jorge Costa alinhou num 4-1-4-1, que se esticava em organização ofensiva e comprimia-se em organização defensiva, ao passo que os extremos se juntavam na ajuda a Lucca, tapando o espaço entre linhas aos médios vila-condenses. Ofensivamente, foi através de bolas paradas e e um jogo mais longo que a equipa algarvia procurou ferir a baliza vilacondense.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hugo Marques (2)
Tomás Tavares (6)
Eduardo Mancha (6)
Cássio Scheid (5)
Fábio Nunes (5)
Bilel (6)
Lucca (6)
Amine (6)
Hugo Seco (4)
Licá (5)
Stojiljkovic (6)
SUBS UTILIZADOS
Cláudio Falcão (5)
Mansilla (5)
Pedro Henrique (-)
Djalma (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Rio Ave FC
BnR: Mister, falou da linha a dois, que ficou surpreendido com o Stojiljkovic e o Licá. De resto, é Pelé a criar superioridade numérica numa linha a três. Depois, na segunda parte, ele acaba por também ser chave a “trancar” o meio campo. Mas pergunto-lhe, que importância tem tido Pelé neste seu regresso ao Rio Ave e particularmente neste jogo de muitos duelos?
Miguel Cardoso: Eu não gosto de individualizar porque as questões são relacionáveis. Não adianta falar do comportamento do Pelé, sem falar o do Filipe Augusto ou o do ala, central…Portanto toda esta questão comportamental, só faz sentido quando falamos do compromisso coletivo.
SC Farense
BnR: Mister, a equipa sofre os golos em períodos onde até tenta criar perigo com bola. Sente que mais do que os golos sofridos, faltou objetividade e criatividade para construir mais ocasiões de golo?
Jorge Costa: Faltou muita coisa. Estamos a falar de duas equipas que continuarão na busca de pontos. O Rio Ave FC fica a respirar um pouco melhor agora. Daí, a compreender um pouco as más decisões e a falta de tomada de decisão em certos momentos. Vimos de uma série díficil, mas até estavamos a passar com algum sucesso. Não éramos a melhor a equipa do mundo, mas agora também não somos a pior.
Abel Ferreira bateu, neste domingo, o Grémio por 2-0 na segunda mão da Copa do Brasil, depois de ter vencido 0-1 fora na primeira mão. É o 2.º título para o treinador português em apenas quatro meses no comando técnico do SE Palmeiras.
Chegado em novembro, para suceder a Vanderlei Luxemburgo, o histórico brasileiro militava no 8.º lugar do Brasileirão a oito pontos do primeiro lugar e Abel Ferreira tinha em mãos uma tarefa muito difícil: renascer o psicológico de um plantel com muita qualidade individual. Rapidamente mostrou impacto nas exibições da equipa começando com quatro vitórias em quatro jogos.
Mais tarde, apesar de alguns deslizes, a nota artística ia chegando e vários jogadores começavam a destacar-se. No Brasileirão venceu oito jogos em 20 disputados, terminando a época em 7.º lugar, com mais quatro pontos que o 8.º, Santos FC. Na Libertadores, foi um surpreendente vencedor, depois de eliminar o Delfín SC, Club Libertad e o favorito River Plate numa meia-final frenética e emotiva que acabou 3-2 no agregado para o conjunto de Abel (0-3 fora, 0-2 em casa).
Na Copa do Brasil eliminou o Ceará, o Américo Mineiro, culminando com o Grémio de Renato Gaúcho na final a duas mãos. Após vencer a Libertadores, participou no Mundial de Clubes, tendo terminado inesperadamente em 4.º lugar na competição, depois de derrota frente ao Tigres por 0-1 e frente ao Al Ahly nas grandes penalidades por 3-2. Apesar das desilusões no Brasileirão e no Mundial de Clubes, o saldo de resultados e conquistas é bem positivo para Abel Ferreira.
TODOS SOMOS UM! TODOS SOMOS TETR4!
CONQUISTAMOS OS 𝙌𝙐𝘼𝙏𝙍𝙊 CANTOS DO PAÍS MAIS UMA VEZ!
Em apenas quatro meses, permitiu ao Palmeiras reconquistar a sua 2ª Taça dos Libertadores vinte e dois anos depois, venceu a 3.ª Copa do Brasil do clube nove anos depois, valorizou e transformou vários jogadores do plantel e alguns vindos da formação, nomeadamente Weverton, Gustavo Gomez, Gabriel Menino, Danilo, Raphael Veiga, Gabriel Verón, Rony, entre outros. Importante relembrar que, desde a sua chegada ao Brasil, Abel teve pela sua frente cerca de nove jogos por mês, uma média de jogos surreal que explica bem a pobre prestação na segunda metade do Brasileirão.
Acaba a época com 37 jogos, 18 vitórias, 10 empates e 9 derrotas, 56 golos marcados, 27 golos sofridos e 17 clean sheets e uma grande ligação emocional aos seus jogadores. Uma aposta claramente ganha por parte da direção do “Verdão” que, certamente, dará muitas mais alegrias aos seus adeptos. Mais um treinador português a vencer no estrangeiro e a demonstrar o talento que este pequeno país possui. És grande, Abel!