Uma bomba. Um tiro. Uma pedrada. A designação fica ao vosso critério, mas o lançamento da portuguesa Auriol Dongmo no Peso, em Karlsruhe, veio confirmar que ela alterou, por completo, o panorama da disciplina em Portugal. Um recorde nacional já não é uma novidade para a atleta, mas está agora num patamar de elite mundial, com o qual talvez poucos contassem quando cá chegou.
Quem é Auriol? Por onde andava? Como tem evoluído?
Nascida nos Camarões há 30 anos, a atleta chegou a Portugal em 2017. A naturalização chegou em outubro de 2019, mas só em junho de 2020 foi autorizada pela World Athletics a representar Portugal.
Não se pense, no entanto, que foi um daqueles casos de recrutamento, onde os clubes pescam no estrangeiro, importando os atletas. A atleta tinha um convite para treinar em França, no entanto, queria vir para Portugal por ser o país de Nossa Senhora de Fátima (!), da qual é devota. Criou uma página do Facebook e contactou diretamente o Sporting, perguntando se precisavam de lançadoras de peso e assim se fez uma das contratações mais importantes dos últimos anos no clube leonino! Seguiu a recomendação de um amigo que lhe havia sugerido o treinador Paulo Reis e estabeleceu-se em Leiria. Quando chegou, já era a melhor africana, com dois títulos continentais, mas muito longe do que hoje é.
A atleta representa o Sporting nas competições de clubes Fonte: Sporting CP
Chegou a Portugal com um melhor pessoal de 17.92 metros. Melhorou para 18.37 no Rio de Janeiro em 2017. Igualou a marca no Pombal, em fevereiro do ano passado, no que era um novo melhor pessoal indoor. Mas foi ao ar livre onde voltou a mostrar todo o seu potencial. Os 19 metros chegaram logo em Junho, em Leiria (19.27!) e cresceram para 19.53 metros nos Campeonatos de Portugal, no que é, ainda, o seu melhor (e melhor nacional) ao ar livre.
2021 chegou e Auriol lançou a 19.65 metros, em pista coberta, em Karlsruhe. Para os menos entendidos: um metro e 73 centímetros no Peso fazem uma ENORME diferença. Parece que Paulo Reis sabe extrair o melhor de Auriol, elogiando várias vezes a ética de trabalho e os valores humanos da atleta. Até onde poderão ambos ir?
TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
É difícil escrever sobre futebol. Um desporto tão simples, com regras fáceis de aprender, mas cheio de variantes emocionais, mentais, físicas e químicas. Contudo, é um desporto de massas, que parece ter sido feito para o mundo esquecer os seus problemas diários e desfrutar de 90 minutos que nos respondem àquela pergunta: “Qual é o sentido da vida?”.
Já perceberam por esta introdução que sou intitulado por muitos como membro do grupo dos românticos do futebol. Nada disso. Acredito que podemos todos falar de futebol de uma forma racional e apaixonadamente pragmática. Para isso, temos de fugir das bolhas.
Na nossa sociedade há muitas bolhas. Lembram-se do mítico anúncio de uma marca de “iogurtes salvadores” que nos punha dentro de uma bolha protetora? Pois bem, atualmente há bolhas dessas, cheias de pessoas que usam a mesma linguagem, têm todas os mesmos interesses e até o mesmo estilo de roupa. No futebol, caminhamos para um desporto cheio de preconceitos, formas de jogar predefinidas e frases feitas para caracterizar táticas e ideias de jogo. E quando aparece alguém diferente, ouvimos muito esta frase: “Não sei como é que esta pessoa pertence ao mundo do futebol”.
Só conseguimos fugir destas bolhas se tivermos três fatores: educação, cultura e história. Se andarmos sempre à procura deles, vamos conseguir viver um futebol construído com base nas glórias do passado (história), com um olhar crítico do agora (cultura) e com uma visão para o futuro (educação). Quem está agarrado a conceitos ultrapassados, ainda não percebeu o que vem aí nesta década que agora começou.
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Olhemos para Portugal, um país tipicamente conservador. Quando olho para tudo o que nos rodeia, sinto que ainda vivemos numa bolha situada a um canto da Europa. Já conseguimos fazer alguns furos nessa redoma, mas ainda estamos longe de respirar ar puro. Quem tem o privilégio de trabalhar fora desta redoma, percebe o que andamos a perder. Há todo um mundo de possibilidades e aqui continuam-nos a dizer que só existe uma forma de ganhar, de comunicar, de planear e de jogar.
Essas bolhas não beneficiam ninguém. É tempo de furarmos a bolha. Os clubes estão a perder dinheiro como nunca perderam e vão ter de mudar. Não, isto não é só uma consequência da pandemia, isto mostra o desinteresse por este negócio, por esta indústria quando outras plataformas estão a crescer e a roubar público ao futebol. A derrota nas audiências em certos jogos dos três grandes para as novelas mostra que este modelo já não vence sempre. Temos de jogar para as pessoas. Temos de educar os nossos adeptos, temos de dar referências, exemplos de vida àqueles que nos acompanham todos os dias e que dão alma aos clubes. Os clubes portugueses têm de perceber que temos de dar mais e receber menos.
O que se passou no pós-jogos da final-four da Taça da Liga, em Leiria, foi só mais um excelente exemplo. Em três partidas, só tivemos oficialmente duas conferências de imprensa, porque na verdade, só os treinadores interessam. Quem é que sai beneficiado disto tudo? O futebol não é certamente. E por isso pergunto a jogadores, treinadores, dirigentes e até a jornalistas: querem continuar a viver nesta bolha?
Artigo de opinião de Pedro Afonso, jornalista ELEVEN
A CRÓNICA: DE PRIMEIRA PARTE PRETA E BRANCA PARA UMA SEGUNDA PARTE DE PIAZON
No primeiro jogo após o fecho do mercado de inverno, o Estádio Municipal de Braga acolheu o duelo entre o SC Braga e o Portimonense SC, tal como as estreias de Sporar e Borja pelos guerreiros do Minho.
O jogo não começou de feição para o SC Braga. Logo aos seis minutos, depois de uma falta algo dura, André Castro foi forçado a ser substituído por lesão, dando o lugar a André Horta e, assim, a remodelar o meio-campo bracarense.
A sorte apareceu no jogo, mas a favor do Portimonense. Depois de um rasgar imaculado pelo flanco por parte de Beto, foi Aylton Boa Morte que só precisou de encostar ao segundo poste da baliza de Matheus para abrir o resultado em Braga. Aos 24 minutos, 1-0 a favor dos forasteiros.
O golo do SC Braga esteve mesmo à vista. Depois de um cruzamento teleguiado de Sporar, foi Galeno que rematou para a bola passar a centímetros da baliza de Samuel. Estava a faltar a “estrelinha” aos minhotos para conseguirem finalizar. Os comandados de Carlos Carvalhal chegavam muitas vezes à área do Portimonense, mas a capacidade de finalização teimava em não aparecer.
A primeira parte pouca história teve para além de um manancial de jogadores no relvado a queixarem-se de lesão e um golo do Portimonense. Uma primeira metade partida, com boas oportunidades para cada uma das equipas, mas o Portimonense levava a real vantagem e a que verdadeiramente importa: a do marcador.
A segunda parte começou como um espelho da primeira, a nível de jogo jogado. A nível de golos foi diferente. Aos 63 minutos, Lucas Piazon foi a “estrelinha” que faltava e, mesmo fora da grande área, à lei da bomba, rematou para a baliza de Samuel. A bola embateu no poste direito, mas acabou por entrar e viu-se um golo brilhante por parte do jogador dos minhotos. Dizer que foi golaço é fazer um favor.
Foi preciso igualar o marcador para o SC Braga aparecer decisivo na partida. Depois de Piazon fazer o gosto ao pé, os guerreiros não tiraram o pé do acelerador e só eles atacavam na partida. Aos 72 minutos, mais uma grande oportunidade, nos pés de Ricardo Horta, que converteu a grande penalidade assinalada pelo árbitro Rui Costa e, desta forma, o SC Braga fez a reviravolta no marcador. A pouco mais de um quarto de hora do final da partida, a turma de Carvalhal via-se a vencer por 2-1.
Ainda existiu um momento de sufoco já perto do final do tempo regulamentar. O Portimonense podia ter mesmo empatado a partida. Instalou-se a confusão na pequena área de Matheus e a bola parecia perdida. No entanto, acabou mesmo nas mãos do guardião do SC Braga e tudo permaneceu igual: minhotos na frente e algarvios em desespero.
Ficou mesmo tudo igual quando Rui Costa deu o apito final. O SC Braga venceu o Portimonense por 2-1, num encontro marcado pela pressão algarvia na primeira parte e o senhor golo de Piazon que marcou a reviravolta no marcador.
Ataque do SC Braga na segunda parte – Foi preciso o golo “do meio da rua” de Piazon (que foi, realmente, a estrela do encontro) para reanimar o SC Braga. As transições ofensivas dos minhotos na segunda metade foram fulcrais para a reviravolta no resultado. A isso juntou-se a perseverança e um Portimonense inconsolável.
Defesa do SC Braga – Se, por um lado, a vertente ofensiva do SC Braga esteve imparável na segunda parte, depois do golo de Piazon, a vertente defensiva já teve dias muito melhores. Apanhada de surpresa nas transições ofensivas do Portimonense, a defesa bracarense apareceu muitas vezes descompensada e mal posicionada. Podia ter sido realmente fatal na luta pela vitória.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal moldou um 4-4-2, adaptado para incluir as estreias de Borja e Sporar. Matheus alinhou na baliza e a linha defensiva foi composta por Rolando e David Carmo, na zona central, e o estreante Borja a par de Ricardo Esgaio, nas laterais.
O meio-campo começou com o alinhamento de Al Musrati, Piazon, Ricardo Horta e André Castro. Este último foi forçado a ser substituído após lesão e André Horta ocupou o seu lugar.
Na frente, encontravam-se Sporar e Galeno. Apesar de ocupar uma posição avançada “no papel”, Galeno descia no terreno para apoiar o setor médio, para fazer a ligação com Sporar, o ponta de lança estreante dos minhotos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (6)
Borja (5)
Rolando (4)
David Carmo (4)
Ricardo Esgaio (5)
Ricardo Horta (7)
André Castro (-)
Al Musrati (6)
Lucas Piazon (7)
Sporar (7)
Galeno (6)
SUBS UTILIZADOS
André Horta (6)
Tormena (5)
Abel Ruiz (6)
Nicolas Gaitán (6)
Raul Silva (5)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
Paulo Sérgio montou um 4-4-2 para este encontro com o SC Braga. Ricardo começou na baliza, mas cedo teve de ser substituído por lesão, dando lugar a Samuel.
A defesa foi montada pela dupla de Lucas, com Anzai e Fali Candé nas alas. O meio-campo foi ocupado pelo capitão Dener, Ewerton, Luquinha e Henrique, sendo que estes dois últimos foram os jogadores fulcrais na construção de jogo ofensivo para Beto e Aylton Boa Morte (como foi notório no golo do Portimonense, na primeira parte).
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo (-)
Anzai (6)
Lucas Tagliapietra (6)
Lucas Possignolo (6)
Fali Candé (6)
Dener (6)
Ewerton (5)
Luquinha (6)
Henrique (7)
Aylton Boa Morte (7)
Beto (7)
SUBS UTILIZADOS
Samuel (6)
Fabrício (6)
Bruno Moreira (5)
Anderson (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
BnR: Pergunto-lhe sobre a situação de André Castro, se é de alguma forma grave, e também lhe pedia um comentário relativamente às estreias de Sporar e Borja.
Carlos Carvalhal: A situação do André parecia mais grave, mas é uma pequena entorse tibiotársica, não parece ser nada por aí além. Sobre o Borja e o Sporar, deram excelentes indicadores. O Borja fez bom jogo pelo corredor esquerdo. Valorizei muito a sua prestação e, com o tempo, foi melhorando, tal como o Sporar. Com o tempo, vão melhorar muito mais, principalmente no enquadramento com os colegas. O Sporar fez uma boa prestação, não conhece ainda as rotinas da equipa. Ambos tiveram de ir para dentro e nós estávamos necessitados de gente fresca para nos poder ajudar.
Portimonense SC
BnR: Depois de ver a equipa sofrer esta reviravolta, o que sente que faltou por fazer, em campo, para conseguir chegar à vitória?
Paulo Sérgio: Faltou fazer golos e não sofrer golos. Quanto ao jogo, faltou fazer tudo. O Braga foi muito forte. A equipa trabalhou. Trabalhou para impedir a fluidez do SC Braga. Sofremos um golo de bandeira, o Piazon sacou um golo fabuloso e pouco podíamos fazer. Deixa-nos um sabor amargo de frustração. Com mais discernimento, tínhamos feito o segundo golo. A equipa mostrou qualidade e coragem. Tiro-lhes o chapéu pelo trabalho que fizeram. O resultado não traduz o que foi o jogo, mas o futebol é isto. Estamos frustrados.
Belenenses SAD e FC Porto empataram esta noite, sem golos, no Estádio do Jamor. Em jogo a contar para a 17.ª jornada do campeonato, a equipa de Sérgio Conceição dominou mas não conseguiu desmontar a excelente organização da defesa do Belenenses SAD.
Numa primeira parte sem qualquer golo, viu-se um Belenenses SAD a criar perigo mais nas costas da defesa portista e um FC Porto com algumas dificuldades pela falta de entrosamento na equipa. As duas grandes oportunidades de golo foram de meia distância por Sérgio Oliveira e Felipe Anderson.
Na segunda parte, o domínio do FC Porto esbarrou numa defesa do Belenenses SAD bem montada e ainda melhor organizada. Aos 86’, Nanú tem um choque aparatoso com Kritciuk e deixa o relvado de ambulância. A partir daí, os dragões não mais conseguiram voltar ao jogo e o Belenenses SAD soube jogar com o momento.
Final da partida!
Belenenses SAD e Porto empatam a zeros no Jamor. Os “dragões” cedem assim 2 pontos na deslocação a Lisboa e podem ver os rivais a aproximarem-se da segunda posição.
Com este resultado, o FC Porto deixa dois pontos em Lisboa e pode ver o líder Sporting CP aumentar a vantagem para seis pontos. O Belenenses SAD conquista um precioso ponto na fuga aos lugares de despromoção.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Defesa do Belenenses SAD – A linha da retaguarda da equipa orientada por Petit, mostrou-se muito segura e bem organizada durante o jogo todo. Extremamente concentrados, os defesas do Belenenses SAD souberam suster os períodos de maior fulgor atacante do FC Porto e concederam pouco espaço entre linhas para os azuis e brancos explorarem.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Lance aparatoso com Nanú – Num lance de extrema infelicidade, o jogador do FC Porto chocou com Kritciuk e acabou por desmaiar e sair do relvado de ambulância. O Bola na Rede deseja a rápida recuperação ao defesa dos azuis e brancos.
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com algumas alterações face ao último jogo (derrota nos Açores frente ao Santa Clara). Na defesa, Calila e Tomás Ribeiro entraram para os lugares de Danny Henriques e Rúben Lima. Na linha intermédia, Bruno Ramires saiu do onze e Sithole ocupou a sua vaga. No ataque, Afonso Taira, Richard e Cassierra deram o lugar a Afonso Sousa, Varela e Miguel Cardoso.
No momento defensivo, a equipa orientada por Petit colocou-se em 5-2-3, com Calila e Esgaio a juntarem-se na linha defensiva aos centrais. O movimento atacante do Belenenses SAD foi maioritariamente através de ataques rápidos, com lançamento longos a explorar a profundidade. Na primeira parte, o tridente atacante da equipa de Petit não se deu à marcação e as trocas frequentes de posição entre Afonso Sousa, Varela e Miguel Cardoso confundiram muitas vezes a defensiva do FC Porto.
Na segunda parte, Petit equilibrou a equipa com as substituições que fez, refrescando os três setores. A equipa do Belenenses SAD mostrou-se bastante coesa no momento defensivo, deixando pouco espaço entre linhas para o adversário explorar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kritciuk (8)
Gonçalo Silva (7)
Henrique (7)
Tomás Ribeiro (8)
Calila (5)
Cafu Phete (6)
Sithole (5)
Tiago Esgaio (7)
Afonso Sousa (5)
Varela (6)
Miguel Cardoso (7)
SUBS UTILIZADOS
Cassierra (5)
Taira (5)
Rúben Lima (4)
Bruno Ramires (4)
Richard (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se num claro 4-4-2 com Taremi e Evanilson a compor a frente de ataque. Felipe Anderson era o médio ala que tinha uma maior liberdade para se juntar à dupla Sérgio Oliveira e Uribe, enquanto Fábio Vieira se fixava no corredor direito.
Devido à falta de entrosamento e às condições do relvado, viu-se uma equipa a tentar procurar a profundidade (de forma muitas vezes desnecessária) oferecida essencialmente por Evanilson (com Taremi a recuar e a posicionar-se de costas), mas também os remates de meia-distância que acabaram por se tornar nas grandes oportunidades de golo. A variação de flanco começou a ser uma alternativa para uma equipa com poucas ideias. Em termos defensivos, foram visíveis algumas dificuldades criadas pela linha ofensiva veloz do Belenenses SAD.
Já na segunda parte, Luis Díaz acabou por ser a substituição que prometia criar uma irreverência num ataque pouco móvel. A verdade é que mesmo com as posteriores entradas de Marega e Tecatito Corona, o FC Porto não teve capacidade de desmontar a defesa do Belenenses SAD. Foi um dia não só marcado pela incapacidade e cansaço da equipa, como pelo incidente com Nanú que influenciou sem dúvida os minutos finais.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (6)
Nanu (5)
Mbemba (3)
Pepe (4)
Manafa (5)
Fábio Vieira (6)
Uribe (6)
Sérgio Oliveira (6)
Felipe Anderson (3)
Evanilson (3)
Mehdi Taremi (4)
SUBS UTILIZADOS
Luis Díaz (3)
Marega (3)
Corona (4)
Zaidu (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Belenenses SAD
BnR: Petit, na primeira parte os três homens da frente mostraram muita mobilidade e trocaram frequentemente de posição entre si, acabando por confundir as marcações da defesa do FC Porto. Para a segunda parte fixou Varela no meio, ele que tinha estado mais no corredor na primeira parte. O que é que pretendeu com isso?
Petit: “O Miguel é um jogador mais de profundidade, o Varela e o Sousa são mais jogadores de entre linhas. A dinâmica e a ideia que nós passámos era que o Varela não se desse à marcação dois dois centrais do FC Porto, que são fortes no um para um e na profundidade e que pusessemos ali um espaço nas costas dos dois médios com a profundidade do Miguel, que a defesa pudesse recuar um pouco e aí abrir o espaço.
Tivemos duas ou três situações na primeira parte que a bola entrou e podíamos ter decidido de outra maneira mas também é como eu disse há bocado, estes três jogadores que jogaram na frente há um mês atrás, tiveram covid. Mais o Richard, são quatro jogadores. Para a frente depois temos o Cassierra e o Chico, que é um menino. De resto não temos muitas opções e eu quis que este ataque fosse mais móvel, que não se dessem à marcação. Não quis pressionar mais alto os centrais do Porto porque sabia que se estivéssemos a desgastar muito o Varela, o Sousa e o Miguel depois eles iam ter muitas dificuldades para aguentar o jogo.
FC Porto
Sérgio Conceição não compareceu na conferência de imprensa
Rescaldo da autoria de Frederico Seruya e João Castro
A CRÓNICA: MATÉRIA FRESCA AO INTERVALO CULMINA EM VITÓRIA FINAL
O FC Porto tinha um teste difícil no seu primeiro jogo depois da paragem para o Mundial. O adversário, HC Vardar, era nem mais nem menos que o campeão europeu em duas das últimas cinco épocas. Apesar de a equipa macedónia estar algo longe do que já fora outrora, os jogadores com nome no andebol mundial não faltavam.
Outro pormenor relevante é a regularidade competitiva. Os macedónios haviam jogado no passado dia um de Fevereiro, enquanto os pupilos de Magnus Andersson já não competiam desde Dezembro do ano transato. Talvez tenha sido essa a explicação de um início de jogo abaixo do normal do FC Porto.
Os dragões começaram o jogo a sofrer dois golos sem resposta, a que se seguiu um parcial de 4-0, que levou o treinador sueco dos dragões a levar o cartão verde de timeout à mesa aos 6’40. A necessidade de respirar e assimilar as ideias mais frescas do treinador era enorme, pelo que a resposta foi imediata. Mal entraram em campo, os portistas inverteram o parcial de quatro golos e empataram o marcador.
O jogo previa-se equilibrado e o FC Porto só chegou à primeira vantagem na partida aos 24′ da primeira parte. Aproveitando o 7×6 caraterístico dos azuis e brancos, o resultado foi de 7-9 para 12-10 em pouco mais de cinco minutos, para regozijo do banco portista. Ainda assim, era necessário relembrar que do outro lado estava o poderoso Vardar, que conseguiu equilibrar o jogo e o marcador, chegando ao intervalo com um empate a 13.
Os dragões voltaram do intervalo rejuvenescidos e podemos mesmo dizer que o jogo foi ganho fora das quatro linhas, porque o início do segundo tempo da equipa portuguesa foi arrebatador. 6-1 foi o parcial inicial da segunda parte e não mais o FC Porto deixou a vantagem fugir na partida.
Aos sete minutos, o treinador do Vardar pediu timeout e os macedónios conseguiram aproximar-se dos portistas. De um 21-17, o marcador passou para 21-20 e o jogo discutiu-se até ao fim. Os pormenores, principalmente defensivos, fizeram a diferença, e garantem a vitória por 27-24 diante do Vardar.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Dicas de Magnus Andersson ao intervalo – Os portistas voltaram completamente revigorados no segundo tempo após os ajustes do treinador sueco ao intervalo e a vantagem adquirida no início da segunda parte estendeu-se até ao final.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Início de jogo portista – O FC Porto entrou muito mal na primeira parte, sofrendo um parcial de 1-5, que lhe podia ter custado o resultado, não fosse a experiência e capacidade de luta que os homens de Magnus Andersson demonstraram.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Apesar de não ter começado o jogo em 7×6, foi com o sistema ofensivo predileto dos portistas que a formação azul e branca conseguiu vencer a partida. Sempre com Fábio Magalhães no centro da decisão e com a primeira linha a dar continuidades muito rápido, foi possível penetrar aos seis metros ou assistir os pivots para finalizarem. Na defesa se ganha o jogo e o aspeto defensivo foi ainda mais preponderante que o ofensivo nesta partida. Com um 6×0 coeso, mas móvel, o FC Porto conseguiu levar o Vardar a vários passivos e perdas de bola, que resultaram em consequentes contra-ataques, aspeto em que os pontas portistas estiveram francamente bem.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
10 Miguel Martins (7)
15 Daymaro Salina (7)
16 Nikola Mitrevski (7)
23 Diogo Branquinho (7)
24 Diogo Silva (5)
25 António Areia (6)
27 André Gomes (6)
SUBS UTILIZADOS
1 Alfredo Quintana (-)
4 Victor Iturriza (7)
9 Manuel Späth (6)
11 Djibril M’Bengue (-)
14 Rui Silva (6)
19 Ivan Sliskovic (-)
21 Leonel Fernandes (-)
29 Miguel Alves (-)
79 Martim Costa (-)
88 Fábio Magalhães (6)
ANÁLISE TÁTICA – HC VARDAR
O conjunto macedónio, em termos ofensivos, tentou ameaçar a baliza portista com processos simples e repetitivos. A jogada predileta do Vardar consistia numa entrada a segundo pivot de Cupic, com permuta para o central Jotic, que depois decidia se ia para a baliza ou dava continuidade. Nota para a utilização de dois pivots nos macedónios durante as duas exclusões do FC Porto no primeiro tempo.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
1 Borko Ristovski (6)
5 Stojanche Stoilov (5)
18 Lovro Jotic (6)
27 Ivan Cupic (6)
28 Filip Taleski (6)
31 Timur Dibirov (7)
41 Marko Vujin (6)
SUBS UTILIZADOS
2 Vasko Sevaljevic (6)
3 Patryk Walczak (6)
4 Tomislav Jagurinovski (-)
8 Dimitar Dimitrioski (-)
9 Goce Georgievski (-)
21 Gleb Kalarash (-)
24 Ante Gadža (6)
44 Josip Vekic (-)
97 Marko Mishevski (-)
98 Marko Kizic (-)
A CRÓNICA: CÓNEGOS COM VITÓRIA ESCLARECEDORA FRENTE A UM FC FAMALICÃO PERDIDO EM CASA
O FC Famalicão recebeu o Moreirense FC para mais um jogo a contar para a 17.ª jornada do campeonato. Na estreia de Silas como treinador principal da equipa famalicense, foi o Moreirense que entrou melhor em campo. O jogo começou com uma grande jogada de Abdu pela esquerda do ataque dos visitantes que cruzou para a grande área onde apareceu Walterson a rematar para uma grande defesa de Luiz Junior.
A resposta do Famalicão chegou por intermédio de Anderson que, isolado, viu o seu remate ser cortado por Rosic, originando um canto para os famalicenses. Na conversão da bola parada, caprichosamente três jogadores do FC Famalicão desentenderam-se e, na pequena área, nenhum rematou para a baliza. Quem aproveitou este desleixo foi mesmo o conjunto de Moreira de Cónegos que, mais uma vez através de uma rápida incursão por uma das alas, surgiu um cruzamento rasteiro e tenso para a grande área com Riccieli a introduzir o esférico na própria baliza para evitar que Walterson conseguisse marcar golo.
A primeira parte apresentou um Moreirense por cima do jogo quer em termos exibicionais, quer a nível de resultado. O segundo golo chegou pouco antes do apito final para o intervalo. Mais uma vez, um contra-ataque rápido do Moreirense e Walterson deixou em Yan Matheus para ampliar a vantagem dos visitantes.
No regresso dos balneários houve um Famalicão mais focado em inverter o resultado, mas ainda com muitas dificuldades para penetrar a defensiva do conjunto liderado por Vasco Seabra. Com um ascendente famalicense na partida, muito por culpa de Gil Dias que ia batalhando do lado direito e ia ganhando posição a Abdu Conte para cruzar para a grande área, houve mesmo situações de perigo para a equipa da casa. No entanto, Anderson não conseguiu corresponder da melhor forma a nenhum dos cruzamentos, já que era o único elemento a aparecer para finalizar.
Os momentos finais do encontro foram escaldantes. Não pela qualidade exibicional, mas sim porque ainda houve tempo para a expulsão de Jhonata Robert num lance que deu falta para o Famalicão. Assume-se que tenha sido por palavras, algo que enaltece a imaturidade da equipa e a forma como ainda tem dificuldade em lidar com momentos de maior tensão. Com este resultado, o Moreirense soma 21 pontos e ocupa a oitava posição da tabela classificativa. O Famalicão, por outro lado, prolonga a série de maus resultados e soma a terceira derrota consecutiva, mantendo-se no 16.º posto do campeonato.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Abdu Conté – Performance de luxo do lateral esquerdo do Moreirense. Impressionante na forma como abordou os lances ofensivos. Usa bastante a sua velocidade para se lançar e ultrapassar adversários. Defensivamente, conseguiu ser consistente e competente para parar Gil Dias de conseguir levar a melhor.
Riccieli – Mais uma exibição fraca do central brasileiro. Sendo que o setor defensivo todo é muito passivo, Riccieli comete muitos erros individuais que comprometem a saída da sua equipa em transição. Terá que melhorar neste aspecto para se manter no onze num sistema com três centrais.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
Se nos últimos jogos já se vinha a ver alguma passividade da defensiva de Famalicão, nesta quinta-feira viu-se mais do mesmo. A dificuldade que os famalicenses têm na fase de construção é notória e fica ainda mais visível quando há tantos passes falhados a meio-campo. Existiu uma desconexão entre o setor defensivo e os centrocampistas do conjunto de Silas que já vem a acontecer há muitas jornadas e que diminui as possibilidades de haver sucesso na construção com bola. Já na “destruição”, ou seja na forma como se pressiona os oponentes, pouca se vê, algo que permite aos opositores terem mais bola.
A segunda parte trouxe duas substituições com ela. Entraram Jhonata Robert e Heriberto para os lugares de Riccieli e Kraev. Com a saída de um dos centrais, o Famalicão teve que mudar o esquema tático e voltou ao 4-4-2 e notou-se uma evolução pela positiva. Houve uma maior pressão a meio-campo, mais movimentações no último terço, mas Anderson continuou muito sozinho lá na frente e os três centrais do Moreirense conseguiram anular os movimentos do avançado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Junior (5)
Babic (5)
Ugarte (6)
Kraev (5)
Riccieli (4)
Rúben Vinagre (5)
Lukovic (4)
Gil Dias (6)
Anderson (5)
Diogo Figueiras (4)
Patrick William (5)
SUBS UTILIZADOS
Jhonata Robert (-)
Heriberto (5)
Pêpê Rodrigues (-)
Alexandre Guedes (-)
Morer (-)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Abordagem diferente por parte de Vasco Seabra para este jogo em Famalicão. Pela primeira vez nesta época, optou por apostar num esquema de três cenrais com Abdoulaye Ba, Rosic e Steven Vitória e pareceu ser bem aceite pelos jogadores.
Houve uma grande aposta nos passes diretos na profundidade nas alas, onde apareceram os laterais Abdu e D’Alberto para cruzar para a grande área. Dois, três passes foram suficientes para a bola chegar com perigo à grande área defendida pelo Famalicão. No meio-campo, viu-se uma grande mobilidade, tanto em Filipe Soares como em Alex Soares que iam preenchendo os buracos deixados pelo conjunto de Silas para irem intercetando as iniciativas famalicenses.
Com dois golos de vantagem, Vasco Seabra preferiu gerir o resto do jogo e apenas arriscar em transições ofensivas rápidas, situações pelas quais até conseguiu originar perigo, mas longe do que demonstrou na primeira parte.
A solidez defensiva do Moreirense veio ao cima e é algo a enaltecer, já que foi a primeira vez que os centrais jogaram neste esquema tático e já que foi a estreia de Abdoulaye Ba. Os três centrais foram fundamentais, mas houve um nome que sobressaiu: Fábio Pacheco. Mais uma exibição repleta de confiança e segurança do central português ao serviço da equipa de Moreira de Cónegos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pasinato (5)
D’Alberto (6)
Rosic (6)
Abdu (8)
Fábio Pacheco (7)
Yan Matheus (7)
Steven Vitória (6)
Filipe Soares (7)
Abdoulaye (6)
Alex Soares (7)
Walterson (6)
SUBS UTILIZADOS
Afonso Figueiredo (-)
Lucas Silva (-)
Ibrahima (5)
Lacerda (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: Depois do que viu hoje, vai manter o sistema de três centrais? Se sim, que aspetos acha que tem que melhorar para que resulte melhor?
Silas: É claro que quando se perde, pensamos que devíamos ter feito assim ou assado, mas não é por aí. Não perdemos pelos três centrais, perdemos pela falta de profundidade que tivemos no jogo.
Moreirense FC
BnR: Qual foi a sua ideia ao introduzir um sistema tático com três centrais para este jogo? Quais as debilidades do Famalicão que este sistema tático expunha mais?
Vasco Seabra: Sim, nós somos uma equipa com jogadores inteligentes, capazes de interpretar aquilo que nós pedimos e aquilo que sentíamos para este jogo era que precisávamos de ter estabilidade no corredor central principalmente na última linha para conseguirmos pressionar mais à frente e para nos sentirmos confortáveis. Felizmente isso acabou por resultar e ser importante para nós, conseguimos ser muito pressionantes, principalmente na primeira parte e conseguimos efetivamente estabilizar, mesmo em momentos mais complicados. Por isso, é uma das formas que teremos para o futuro para podermos alternar em função do adversário.
Vida de jogadores emprestados não é fácil. Mudar de clube, de cidade, muitas vezes em negócios de última hora, para tentar cumprir uma missão que sabem ser temporária e tendo de se adaptar de forma rápida a um novo grupo e forma de trabalhar.
Se os empréstimos, por vezes, são uma bênção para relançar carreiras, por outro lado podem tornar-se pesadelos e verdadeiras épocas perdidas.
Aqui fica uma lista de cinco jogadores que chegaram ao novo clube e tiveram impacto imediato, demonstrando aos “clubes mãe” que mereciam mais oportunidades ou mais valorização.
Premier League, Jornada 22: quinta-feira, 20h00, 4 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: COMBOIO EUROPEU EM FUGA?
No duelo de encerramento da 22.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, o dérbi londrino entre Tottenham Hotspur FC e Chelsea FC poderá decidir qual das equipas acompanha o comboio europeu. Quem ganhar fica a dois pontos do dono da última vaga europeia (o West Ham United FC, quinto classificado), quem perder fica a cinco e, em caso de empate, ambas ficam a quatro.
Os dois rivais já estiveram no topo da Premier League esta época, mas uma série de maus resultados levou a que spurs e blues caíssem uns quantos degraus na tabela classificativa: curiosamente, o melhor período das duas equipas teve lugar entre Outubro e Dezembro, com o Tottenham na liderança e o Chelsea no último lugar do pódio. O português José Mourinho já não consegue vencer a ex-equipa, na competição, desde Fevereiro de 2018 (ainda nos tempos do Manchester United FC). Conseguirá agora?
10 DADOS RÁPIDOS
O último duelo entre as duas equipas realizou-se a 29 de Novembro de 2020 e terminou empatado 0-0, em Stamford Bridge.
O Tottenham vem de duas derrotas consecutivas (1-3 na receção ao Liverpool FC e a última, por 1-0, na deslocação ao reduto do Brighton & Hove Albion FC).
Em sentido inverso, o Chelsea pontuou nas duas últimas partidas (um nulo diante do Wolverhampton Wanderers FC e uma vitória por 2-0 frente ao Burnley FC) – curiosamente, os dois primeiros jogos de Thomas Tuchel na Premier League.
O Tottenham teve um registo oscilante nas últimas cinco partidas em casa (2V + 1E + 2D).
O Chelsea foi derrotado em quatro das últimas cinco deslocações em jogos da Premier League (4D + 1V).
As equipas partem para a 22.ª jornada em igualdade pontual (33 pontos), embora os spurs tenham ainda uma jornada em atraso.
Nos últimos dez duelos (em todas as competições), o conjunto de José Mourinho acumulou seis triunfos, dois empates e duas derrotas – as tais das últimas duas jornadas.
No mesmo período, a equipa de Stamford Bridge (orientada inicialmente por Lampard e, agora, por Tuchel) somou cinco vitórias, dois empates e três derrotas.
Os dois rivais londrinos registam 168 jogos entre si, com 72 triunfos dos blues, 54 vitórias dos spurs e 42 empates. Desses 168, o Tottenham recebeu o Chelsea por 82 ocasiões, verificando-se um maior equilíbrio, com 31 triunfos caseiros, 28 vitórias forasteiras e 23 igualdades.
Son e Harry Kane (lesionado) são os melhores marcadores do Tottenham (12 golos) na Premier League, enquanto Tammy Abraham foi o jogador que mais vezes marcou pelo Chelsea na competição, com seis golos apontados.
Son (Tottenham Hotspur FC) – A par do lesionado Harry Kane, o avançado Son é uma das peças mais influentes da equipa de José Mourinho, um fator que se evidencia nos números alcançados: aos 16 golos apontados esta época, ainda juntou perto de uma dezena de assistências. O coreano de 28 anos revela uma tremenda capacidade de desmarcação e desequilíbrio, pelo que poderá causar dificuldades à sólida linha defensiva do adversário. Curiosamente, no último duelo diante do Chelsea (na altura, orientado por Lampard), Son viu todos os seus pontos fortes serem bem anulados no empate a zeros da décima jornada. Acontecerá agora o inverso?
Timo Werner (Chelsea FC) – Se é verdade que o ponta de lança alemão foi tendo presença regular no onze dos blues até Novembro, também não deixa de ser verdade que a partir desse mês desencontrou-se com o caminho dos golos e passou a oscilar entre a condição de titular e a de suplente utilizado. Apesar disso, é o jogador dos blues com um maior grau de envolvimento nos golos da equipa, com nove golos e meia dúzia de assistências. O alemão de 24 anos destacou-se no RB Leipzig na temporada passada e apenas precisa de mais oportunidades para fazer a diferença no registo ofensivo da equipa.
XI’S PROVÁVEIS
Tottenham HFC: Hugo Lloris; Matt Doherty, Toby Alderweireld, Eric Dier, Bem Davies; Pierre-Emile Hojbjerg, Harry Winks, Lucas Moura, Tanguy Ndombélé, Son; Carlos Vinícius.
Treinador: José Mourinho:
“O maior desafio para um treinador é trabalhar nas melhores ligas. Neste momento, a Premier League é a mais desafiante”.
Chelsea FC: Edouard Mendy; Antonio Rüdiger, Thiago Silva, César Azpilicueta; Ben Chilwell, Mateo Kovacic, Jorginho, Callum Hudson-Odoi; Mason Mount, Kai Havertz, Timo Werner.
Treinador: Thomas Tuchel:
“Não tenho dúvidas de que Mourinho é um dos melhores treinadores do Mundo e que criou um Tottenham competitivo e muito forte”.
PREVISÃO DE RESULTADO: Tottenham HFC 1-1 Chelsea FC
Os Washington Wizards têm tido várias dificuldades nas últimas épocas, especialmente nas duas em que não o John Wall não jogou. Se nessas épocas podíamos considerar que eram uma one-man-team? Sim. A estrela Bradley Beal teve médias acima de 24 pontos e cinco assistências por jogo.
Após duas épocas fora da quadra por lesão e, quando se esperava que Wall ia mesmo voltar a jogar pelos Wizards, o base foi trocado para Houston. Ora, a troca resultou na vinda de Russell Westbrook, um ex-MVP da NBA, que estava insatisfeito nos Rockets. Antes disso, também saiu dos OKC Thunder por estar insatisfeito com a organização. Nesta época, Westbrook está a jogar pela primeira vez na Conferência Este e a equipa detém um dos piores recorde da liga na presente época. É caso para dizer: “o feitiço virou contra o feiticeiro”.
Na atual época, Westbrook, e apesar de ter quase uma média de triplo-duplo por jogo (20.6 pontos por jogo, 9.5 assistências por jogo e 9.6 ressaltos por jogo), está a ser bastante criticados devido à ineficácia que tem apresentado nos lançamentos: tem um field goal de 41,1% – antes disso, o número máximo de Westbrook foi na sua primeira época. Está a ter uma tarefa complicada em Washington.
Apesar de terem falhado os playoffs nas últimas duas épocas, muitos previam que os Wizards iam lutar pelos playoffs – até eu -, porém o cenário está muito complicado. A equipa liderada por Scott Brooks tem apenas cinco vitórias em 18 jogos. O início da época está a ser para se esquecer.
Bradley Beal tem sido e continua a ser a estrela da franchise. Os números de Beal têm sido devastadores nos Wizards, especialmente na atual época. Beal é o atual melhor marcador da liga, apresenta uma média de 35 pontos por jogo! Até ao momento, Bradley já teve 12 jogos no qual marcou mais do que 30 pontos. Seria uma época de outro mundo, se os Wizards não tivessem na segunda metade da tabela.
Bradley Beal tornou-se o primeiro jogador desde Michael Jordan (1995/96) a anotar 25+ PTS em cada um de seus 16 primeiros jogos de uma temporada da NBA. #DCAboveAll [via @ESPNStatsInfo] pic.twitter.com/mLoyu0rqdO
No último Draft, os Wizards escolheram um base que tem bastante potencial – aliás, até foi considerado por muitos como um potencial Rookie of The Year. Porém, Deni Avdjia tem tido dificuldades em se implementar, mas, apesar disso, o israelita ainda tem muito potencial e acredito que ainda vai vingar na NBA.
Os Wizards têm o terceiro melhor registo ofensivo da liga (117.1 pontos por jogo). No entanto, os feiticeiros também são a pior equipa em termos defensivos da liga (122.4 pontos por jogo). A defesa tem sido o principal problema dos feiticeiros. Aliás, Bradley Beal afirmou que a equipa não consegue defender um carro que esteja num parque. No jogo contra os Brooklyn Nets, os feiticeiros venceram o jogo por 149-146. É uma excelente vitória, sem dúvida, mas o resultado parecia o de um jogo de All Star, devido à falta de esforço defensivo de ambas as equipas.
Espero que as varinhas voltem a fazer efeito em Washington, nem que seja necessário recorrer às casas de Hogwarts. Bradley Beal está a tentar elevar uma equipa que tem sido uma desilusão nas últimas épocas. Westbrook tem de voltar aos seus tempos de glória nos Thunder para poder alcançar os objetivos. Os Wizards e Beal necessitam de uma boa época para esquecer o passado.
Está de volta ao Sporting CP um dos melhores laterais-direitos portugueses da última década. João Pereira, hoje com 36 anos, regressa a Alvalade para representar o atual líder do campeonato pela terceira vez na carreira. Sem o fulgor de outros tempos, o que terá o internacional português para oferecer aos Leões numa posição em que Pedro Porro é um titular indiscutível?
Trata-se, sem dúvida, de um regresso inesperado. Quando todas as atenções estavam centradas na contratação de Paulinho, o Sporting CP garantiu o regresso de um jogador que conhece a casa, bem como o atual treinador do clube de Alvalade, já que foram colegas de seleção. O ex-jogador do Trabzonspor foi mesmo classificado como “mete nojo” por Rúben Amorim, em tom de brincadeira, de modo a exemplificar a sua atitude aguerrida (de forma positiva) em campo.
Por outro lado, o macedónio Stefan Ristovski, que sempre esteve fora dos planos do timoneiro leonino, acabou vendido aos croatas do Dínamo de Zagreb. Rafael Camacho, que estava a atuar pela equipa B, foi emprestado ao Rio Ave FC, de modo a facilitar a vinda do brasileiro Matheus Reis.
João Pereira soma 149 jogos ao serviço do Sporting CP, com seis golos marcados. O seu único título de leão ao peito foi a Supertaça Cândido de Oliveira, em 2015, curiosamente frente ao SL Benfica, clube em que foi formado e se estreou como profissional, na já longínqua época 2003/04.
Ao serviço dos turcos do Trabzonspor, para onde se transferiu em janeiro de 2017, João Pereira disputou 122 partidas, apontando três golos. Apesar da idade avançada, foi importantíssimo para a conquista da Taça da Turquia na última época, competição que o clube não vencia há dez anos. Tal como aconteceu no Sporting CP, foi sempre bastante acarinhado pelos adeptos.
O lateral, que apenas realizou nove jogos na presente temporada, aceitou o desafio proposto pela direção de Frederico Varandas: irá jogar até ao final da época e posteriormente fará parte da equipa técnica de Rúben Amorim. No dia 25 deste mês, completará 37 anos de idade – é mais velho que o próprio treinador – e será mais um jogador experiente que fará parte do eixo defensivo leonino, que já conta com ‘trintões’ como Adán, Coates, Feddal, Neto e Antunes.
É certo que pouco jogará no que resta da época, até porque os Leões neste momento já só disputam o campeonato, mas apresentar-se-á como uma opção viável e de baixo custo. Para além da parte técnica, traz garra e atitude para o balneário do jovem plantel do Sporting CP. Figura-se uma grande oportunidade para João Pereira terminar a carreira com chave de ouro…