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Arsenal FC 0-0 Manchester United FC: Clássico de pólvora seca em Londres

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A CRÓNICA: UNITED EMPATA E DEIXA CITY CADA VEZ MAIS LÍDER

Um Arsenal FC vs Manchester United FC é sempre um clássico, independentemente de as duas equipas não estarem a passar por fases particularmente brilhantes no que à conquista de títulos e qualidade de jogo diz respeito. Ao contrário que do que vimos no primeiro duelo da época entre as duas equipas em Old Trafford, em que o jogo foi pouco brilhante e sem grandes oportunidades de golo, no Emirates Stadium as duas equipas entraram a querer vencer e a primeira parte foi um reflexo disso.

Assistimos a boas oportunidades para ambas as formações, das quais destaco um grande remate de meia-distância de Fred, na ressaca de um canto, que originou uma grande defesa de Leno. Partida muito dividida, mas com um ligeiro ascendente do Manchester United FC. Nota para a substituição forçada de McTominay, por lesão, com Solkjaer a mudar o figurino que inicialmente tinha pensado para este jogo, colocando Martial e puxando Pogba para o centro do terreno (mais fixo).


Ao intervalo, Arteta tirou Martinelli e colocou em campo o veterano Willian, procurando ter mais “cérebro” com a bola nos pés. Os segundos 45 minutos começaram mesmo com uma excelente oportunidade para o brasileiro do Arsenal finalizar, mas o remate saiu frouxo. Esta ocasião deu mesmo o mote a uma entrada positiva na segunda-parte, conseguindo frustrar as tentativas dos Red Devils.

O resultado teimava em não se alterar, apesar das várias oportunidades que iam surgindo. Lacazette na execução de um livre atirou à trave, logo a seguir Smith-Rowe fez com que De Gea fosse ao chão fazer uma excelente defesa e Cavani continuou um dia desastrado, a falhar duas boas ocasiões para fazer o 0-1.

A toada continuou assim até ao fim e o 0-0 não se desfez, resultando numa divisão de pontos que não agrada a nenhum dos clubes.

No Manchester United FC gostei sobretudo de Fred (na minha opinião, melhor em campo) e Lindelof, com Shaw (dos melhores esta época) a estar errático na decisão e Cavani e Bruno Fernandes especialmente mal. Já no Arsenal FC, Bellerin foi o melhor (parece estar a voltar à sua melhor forma), mas Xhaka e Partey demonstraram que formam uma boa dupla no meio-campo. Pepe esteve bem a criar, mas mal a finalizar.

 

A FIGURA


Mikel Arteta– Ao contrário de Solskjaer, que conseguiu piorar a equipa com a substituição de McTominay, Arteta melhorou-a ao intervalo com a entrada de Willian. Tanto, que até considero que a haver um vencedor desta partida, o mais justo seria o Arsenal FC. Uma equipa em retoma que tem dedo de treinador, mesmo apesar de ausências importantes de “habituais titulares”.

 

O FORA DE JOGO


Os atacantes de ambas as equipas- Como poderão perceber pelo que está escrito ou se viram o jogo, não coloco como figuras as duas defesas porque não creio que estivessem particularmente bem. O que aconteceu foi uma contínua falta de assertividade por parte de ambos os sectores atacantes que vimos aqui, especialmente por parte de Cavani, Bruno Fernandes, Pepe e Smith-Rowe, mas também Lacazette (que até enviou à trave, mas este catalogo-o como “azarado”). Houve oportunidades suficientes para ser uma partida com outro tipo de resultado.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Mikel Arteta passou pela tempestade e foi conseguindo reinventar-se, por isso temos um Arsenal FC com uma moral em alta para defrontar um dos seus maiores rivais. Claramente em retoma, o treinador espanhol optou por um 4-2-3-1, com Martinelli no lugar de Saka – com uma lesão de última hora na anca – e uma defesa que me parece não ser a melhor, mas sim a possível, face às ausências de Tierney e Pablo Mari. No meio, Partey volta a merecer a confiança do seu técnico neste seu período inicial com a camisola Gooner ao peito e o jovem Smith-Rowe, um dos responsáveis pela subida de forma da equipa londrina, a cimentar o seu lugar no onze.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (7)

Bellerin (7)

Holding (5)

David Luiz (6)

Cedric Soares (6)

Partey (6)

Xhaka (6)

Pepe (6)

Smith-Rowe (5)

Martinelli (5)

Lacazette (5)

SUBS UTILIZADOS

Willian (6)

Odegaard (-)

Nketiah (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Já o Manchester United FC aparece neste jogo depois de uma derrota em casa frente ao último classificado, o Sheffield United FC, que foi tudo menos surpreendente. Solskjaer mexeu muito e o sector mais fraco da equipa, a defesa, sofreu ainda mais. Neste jogo voltou a apostar naqueles que têm sido mais vezes titulares, numa tática de 4-2-3-1, mas que na verdade me parece mais um 4-2-2-2, que a dada altura era muito utilizado por Nagelsmann no RB Leipzig mas sobretudo no TSG Hoffenheim.

Cavani, a maior surpresa, atua mais fixo na frente de ataque, com Rashford a ser um parceiro que cai muito na ala e tendo atrás Bruno Fernandes e Pogba. A diferença é que Bruno é o “10” e Pogba é o falso-ala, que passa mais tempo no centro do terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (6)

Maguire (5)

Lindelof (6)

Shaw (5)

Fred (7)

McTominay (5)

Pogba (6)

Bruno Fernandes (6)

Rashford (6)

Cavani (5)

SUBS UTILIZADOS

Martial (5)

Greenwood (-)

CD Nacional 2-1 FC Famalicão: Alvinegros regressam aos triunfos

A CRÓNICA: INICIO DE SEGUNDA PARTE AVASSALADOR, DÃO VITÓRIA AOS MADEIRENSES

No pontapé de saída da jornada 16 da Primeira Liga Portuguesa, CD Nacional e FC Famalicão, entraram em cena num palco com 632 metros de elevação com o intuito de produzirem um bom espetáculo de futebol, entre duas equipas que procuravam, desesperadamente, uma vitória que às possibilitasse um salto na tabela classificativa.

Não foi preciso esperar muito até se ver ação na partida, visto que aos quatro minutos, numa jogada de envolvência do ataque alvinegro, Kenji Gorré cruzou para alívio apertado da defensiva do Famalicão. No entanto, nos vinte minutos seguintes pouco ou nada se passou ao redor de ambas as equipas, até porque houve duas paragens devido a lesões, um de cada equipa, que queimaram o ritmo que o jogo vinha a desenvolver nos primeiros minutos.

Todavia, aos 27´ minutos numa jogada de contra-ataque, Francisco Ramos deu a bola para a asa direita, com Vincent Thill a conduzi-la para o centro, rematando para desvio de Babic. Porém, como quem não marca, sofre, o Famalicão aos 32´minutos, também numa jogada de contra-ataque em que Kraev desmarcou Ivo Rodrigues, no qual o português cortou para o centro, chutou, desviando no central ´famalicense´ Júlio César, acabando a bola por sobrar para o ponta-de-lança Anderson Oliveira, que só com Piscitelli pela frente, não falhou e apontou o primeiro da partida.

Até final da primeira metade, nota para o facto de através de uma bola parada ofensiva, Thill ter colocado a bola adoçada para a cabeça de Riascos, que enviou à figura de Luiz Júnior, e ainda, um remate de fora de área do luxemburguês para defesa estreita do guardião brasileiro da equipa de Vila Nova de Famalicão.

Ao intervalo, a estatística ditava um equilíbrio relativamente à posse de bola, sendo que o CD Nacional a tenha mantido mais tempo, mas nem por isso com mais qualidade.

O Nacional sabia que tinha de fazer pela vida, pois a derrota não servia aos seus interesses, por isso, foi dos pés dos homens vestidos de preto e branco que surgiram as primeiras incitavas ofensivas, da segunda parte. Quem insiste, persiste, e não desiste, chega sempre ao sucesso, que foi o que aconteceu com a equipa da Madeira, que empatou a partida por intermédio de Brayan Rochéz, aos 53´minutos. Os alvinegros vieram para os segundos 45 minutos, autenticamente, com o pé no acelerador e em menos de cinco minutos viraram o placard, com um contra-ataque venenoso que acabou com uma finalização perfeita de Francisco Ramos.

Com a reviravolta no marcado, o Nacional abrandou um pouco o ritmo de jogo, permitindo, inclusivamente, mais iniciativa dos homens do Famalicão, no entanto, sem lances de perigo a registar.

Os ponteiros do relógio rodavam e com isso, o jogo caminhava para o fim. O árbitro, Tiago Martins, deu nove minutos de tempo extra, devido às várias paragens que ocorreram durante a segunda parte, contudo, na raça e no espírito combativo, o CD Nacional conseguiu manter o 2-1 no marcador, conquistando assim, a tão importante vitória, contrapondo, com a continuação de maus resultados da equipa de João Pedro Sousa.

 

A FIGURA 

Nuno Borges – Muitos outros podiam ter sido coroados como ´a figura´ do jogo, como são os casos de Francisco Ramos e Vincent Thill, mas a minha escolha recai sobre o médio-campista cabo-verdiano, Nuno Borges. Muito forte na construção de jogo, através da sua qualidade de passe, e na compensação defensiva. Encheu o campo. Foi omnipresente. Demonstrou raça e agressividade em todos os lances que disputou, não dado uma bola como perdida. Um autêntico guerreiro.

 

O FORA DE JOGO

Lesão de Gustavo Assunção – A sua lesão aos 21´minutos, condicionou a fase de construção do FC Famalicão, até porque, o médio defensivo de 20 anos é o principal responsável por orquestrar o jogo da equipa famalicense.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente ao FC Famalicão, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3. Com o italiano Riccardo Piscitelli a substituir o lesionado Daniel Guimarães (traumatismo na grelha costal), habitual titular em jogos para o campeonato. Na defesa, o brasileiro, Kalindi, à direita, Rui Correia (capitão) e Lucas Kal, ao centro, e o ´carrossel´ moçambicano, Witi, à esquerda, formaram assim, o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente jogaram mais libertos, o tunisino Azouni e o jovem português Chico Ramos. Nas alas, o técnico da formação madeirense, optou por utilizar um jogador mais criativo, como é Vincent Thill, e do outro lado, o internacional pela ilha do Curaçau, Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez.

Quanto ao estilo de jogo utilizado pelos homens do Nacional, Luís Freire pediu aos seus jogadores atacar, preferencialmente, pelo centro, construindo jogo desde os pés de Nuno Borges, que foi o orquestrador de jogo, alternando entre passos curtos para os colegas e passos longos para as alas do ataque alvinegro, servindo-se ainda, de lances de contra-ataque.  Já em termos defensivos, o Nacional, como também já é habitual, optou por uma pressão conservadora, mantendo a sua defesa subida em alguns momentos do jogo, optando por uma densidade defensiva alta e uma boa reação à perda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Kalindi (6)

Lucas Kal (-)

Rui Correia (6)

Witi (5)

Nuno Borges (8)

Azouni (4)

Chico Ramos (7)

Vincent Thill (7)

Kenji Gorré (6)

Brayan Rochez (6)

SUBS UTILIZADOS

Júlio César (5)

João Vigário (4)

Alhassan (-)

João Camacho (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Para o jogo no Estádio da Madeira, João Pedro Sousa fez alinhar, de início, 11 jogadores com uma média de idade de 22 anos, ou seja, uma aposta muito jovem para ´atacar´ os três pontos. Assim sendo, o técnico de 49 anos optou por aplicar um 4-3-3 defensivo. Na baliza, o brasileiro Luiz Júnior. Na defesa, Patrick William foi adaptado a lateral direito, enquanto Babic e Diogo Queirós, jogaram ao centro, e ainda, Rúben Vinagre à esquerda. No pivot defensivo, jogaram o uruguaio Ugarte e o capitão Gustavo Assunção, que foi também, o responsável pela saída de bola do Famalicão. O búlgaro Bozhidar Kraev atou à frente destes dois homens, sendo o homem mais criativo, cabendo a Heriberto Tavares e Ivo Rodrigues, o jogador mais velho no 11 da formação ´famalicense´, jogar pelas alas. O ponta-de-lança desta equipa foi o brasileiro Anderson Oliveira.

No estilo de jogo utilizado pela formação do Famalicão, João Pedro Sousa viu-se privado, logo nos primeiros minutos, de Gustavo Assunção, a ´batuta´ do meio-campo famalicense, daí ter alterado um pouco a forma de jogo da sua equipa, passando a jogar em ataque mais direto, em toda a largura do campo. Sendo que, a nível defensivo, o Famalicão foi equipa macia, utilizando uma defesa subida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (5)

Patrick William (3)

Babic (4)

Diogo Queirós (4)

Rubén Vinagre (5)

Gustavo Assunção (-)

Ugarte (4)

Kraev (5)

Ivo Rodrigues (5)

Heriberto Tavares (4)

Anderson (5)

SUBS UTILIZADOS

Andrija Lukovic (4)

Gil Dias (3)

Robert (-)

Diogo Figueiras (-)

Iván Jaime (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao treinador do CD Nacional, Luís Freire

FC Famalicão

BnR: A muita juventude e a falta de experiência da equipa, explicam a má fase que o clube atravessa?

João Pedro Sousa: Não me quero agarrar à falta de experiência. Claro que há alturas em que há alguma imaturidade, nós sabemos isso e os jogadores também sentem isso. Mas, isso é um risco que nós assumimos desde início. Salvo erro, antes deste jogo, utilizamos 27 jogadores, que poderiam ter jogado na Liga Revelação. Mas é natural, devido aos vários problemas que têm existido na equipa. Lesões, castigos, etc., questões de vária ordem, que nos levaram a utilizar imensos jogadores e o nosso plantel é constituído por gente muito jovem, mas nós já sabíamos que ia ser assim. Claro que há alturas dos jogos ou do campeonato, que um pouco mais de maturidade ajudava, claro que sim, mas não vou por aí, longe de mim arranjar uma desculpa para estarmos na posição que estamos.”

 

Sistema de três centrais | Ilusão ou possibilidade no SL Benfica?

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Desde que Jorge Jesus regressou ao comando técnico do SL Benfica que se tem vindo a falar da possibilidade deste vir a apostar num sistema de três centrais, um sistema que chegou a usar uma vez por outra no Sporting CP, mas que nunca foi aposta definitiva do treinador amadorense.

Jorge Jesus sempre foi um adepto predileto do 4-4-2, embora já tenha assumido publicamente que é um apaixonado pelas táticas com três centrais. No entanto, ainda na fase inicial da época, JJ declarou que a equipa ainda não estava preparada para adotar essa tática, visto que os processos defensivos no 4-4-2 ainda não estavam assimilados, e ficaram ainda mais atrasados com a venda de Rúben Dias e a lesão grave de André Almeida.

Também é público que Jorge Jesus tinha Johan Cruyff como a sua principal referência, tendo realizado um estágio com ele em 1993, sendo que a sua admiração pelos sistemas de três centrais pode muito bem ter surgido daí.

Jorge Jesus dispõe atualmente de cinco defesas-centrais no plantel encarnado: Otamendi, Jardel, Ferro, Verthongen e Todibo, sendo que os dois último são canhotos, como Jesus tanto gosta. Para além disso, também está assegurada a contratação de Lucas Veríssimo ao Santos, desejo antigo de JJ, sendo que Todibo e Lucas Veríssimo aparentam ser aqueles com maior qualidade na saída de bola, podendo encontrar jogadores nas costas da primeira linha adversária.

Para dar largura nas alas, há Grimaldo, Cervi, Nuno Tavares Gilberto e Diogo Gonçalves. Portanto, há jogadores na defesa para Jorge Jesus adotar o sistema. Mas neste caso, Grimaldo poderá vir a ter uma função diferente das funções tradicionais num ala neste sistema. Tratando-se de um lateral com uma grande capacidade associativa e que gosta de explorar espaços interiores, Jorge Jesus pode conjugar essas características com Everton, que é um extremo que gosta de receber a bola em zonas mais abertas do terreno de jogo, podendo haver aqui uma dupla com funções invertidas, um pouco à imagem do que acontece no US Sassuolo com Rogério e Boga.

Lucas Veríssimo, defesa central brasileiro de 25 anos, pode deixar o Santos FC e o Brasileirão já em janeiro, para reforçar o SL Benfica.
A contratação de Lucas Veríssimo pode ser feita em virtude da alteração de sistema
Fonte: Santos FC

Passando também pelos jogadores mais adiantados, este sistema também pode ser uma forma de Pedrinho vir a ter mais oportunidades no onze, tendo em conta que se trata de um extremo mais cerebral e que dá maior qualidade e critério ao último terço do terreno, não correspondendo ao perfil de extremo mais clássico de que JJ tanto gosta.

Já quanto a outro extremo como Rafa, jogador mais vertical e que gosta de explorar a profundidade, creio que encaixaria melhor com Waldschmidt a jogar como falso nove. Com o alemão a servir de referência entre linhas, forçaria a linha defensiva adversária a subir dando liberdade ao internacional português para atacar a profundidade.

Uma vantagem deste sistema com três centrais, seria que este permitiria à equipa fazer uma saída de bola a três sem recuar ninguém no meio-campo, deixando a equipa equilibrada no espaço central, e forçando a equipa a canalizar o jogo para as alas.

Outra vantagem que este sistema traz é que confere uma maior presença de jogadores em zonas centrais do terreno de jogo, o que confere uma maior segurança em situações de transição defensiva, que tem sido um dos grandes problemas do futebol do SL Benfica nos últimos anos. Esta maior presença também seria uma salvaguarda a jogadores que expõem muito a equipa neste momento do jogo, tais como Pizzi ou Taarabt.

De momento, ainda não existem reais indícios de que a aposta no 3-4-3 venha a tornar-se numa realidade. Ainda existem alguns pontos de interrogação quanto a esta possibilidade e só o tempo e a evolução coletiva da equipa nos poderá dar mais sinais quanto a esta hipótese, sendo que, havendo constantemente dois jogos por semana, existe pouco tempo para trabalhar modelos e processos de jogo.

As apostas e previsões para a época ATP de 2021

Os primeiros torneios do circuito masculino de ténis (ATP) já tiveram lugar – com Hubert Hurkacz e Alex de Minaur a vencerem em Delray Beach e Antalya, respetivamente -, mas pode-se afirmar que apenas agora, no arranque de fevereiro, é que os motores começam a carburar e a temporada arranca a todo gás, durante a estadia dos melhores tenistas do mundo na Austrália.

Com a maioria dos atletas a começar a desconfinar após a quarentena obrigatória na chegada ao país, a expectativa em relação ao que a nova época nos vais oferecer não poderia ser maior, especialmente se tivermos em conta que o Open da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, está já aí à porta. Antes disso, contudo, há ainda torneios ATP 250 para ganhar ritmo e a segunda edição da ATP Cup, competição de seleções que conta com os principais nomes da modalidade.

Nesse sentido, e antes que nos escape a oportunidade de fazer umas previsões que vão certamente ser contrariadas no futuro, fomos buscar a bola de cristal para tentar antever aquilo que vai acontecer no mundo do ténis ao longo de 2021.

Desde apostas para os principais torneios da temporada – estamos a assumir que nenhum deles vai ser cancelado devido à pandemia -, o que esperar do tenistas portugueses, da “Next Gen” e outros acontecimentos de relevo, este é o artigo que devem guardar nos favoritos para mais tarde fazerem a comparação com o que realmente aconteceu e constatar que, porventura, não percebemos assim tanto disto como pensamos.

Foto de Capa: ATP Tour

Os 5 jovens mais promissores da Liga Espanhola

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Numa Europa recheada de jovens talentos incríveis, a Liga Espanhola tem sido um palco de entrada nas cinco ligas principais para jovens que cativam a atenção de quem ama futebol. De entre vários nomes que surgem na cabeça dos adeptos, a lista que se segue elenca aqueles que, para mim, são os cinco jovens que mais prometem dentro do panorama do futebol espanhol. Se realmente vão brilhar ao nível que se prevê, só o tempo dirá.

5.


Takefusa Kubo – Chegou a “La Masia” como a maior promessa japonesa de sempre, mas foi em Madrid que se deu a conhecer ao mundo. Com apenas 19 anos, Take está no terceiro empréstimo seguido proveniente do Real Madrid CF, desta feita ao Getafe CF (depois de RCD Mallorca e Villarreal CF). Veloz e com um drible fácil e muito eficaz, pode chegar a um patamar muito elevado, sobretudo no futebol espanhol. Contudo, vai precisar de agarrar as oportunidades que tiver em Madrid, sendo certo que serão escassas.

As dinâmicas de Matheus Nunes para o dérbi | Sporting CP

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Face à suspensão de João Palhinha no dérbi, após o médio português ter visto o cartão amarelo na deslocação ao Bessa, Matheus Nunes será, muito provavelmente, titular na equipa do Sporting CP na receção ao SL Benfica, aproveitando uma baixa de peso no meio-campo leonino. Os Leões partem com uma vantagem de seis pontos sobre o rival, algo raro na última década.

Depois de alguma polémica, o clube de Alvalade chegou a anunciar que pediu uma eventual despenalização. No entanto, o Conselho de Disciplina já confirmou a suspensão por um jogo do número seis sportinguista, falhando assim o embate frente aos encarnados. Rúben Amorim terá, inevitavelmente, de preparar o jogo grande da próxima segunda-feira sem João Palhinha.

O cenário mais provável será a titularidade de Matheus Nunes, ao lado de João Mário. O brasileiro de 22 anos acabou a temporada transata como figurante habitual do onze leonino perdeu espaço na equipa titular dos Leões com a reintegração de Palhinha e com o regresso João Mário a Alvalade, mesmo após a venda do compatriota Wendel para o Zenit.

Desta forma, existirão mudanças na dinâmica do meio-campo do Sporting CP, que se prenderão sobretudo no que diz respeito à capacidade de pressão e de vencer duelos defensivos, principalmente no meio-campo adversário, que não será tão frequente.

Matheus Nunes irá assumir a posição de João Palhinha no eterno dérbi frente ao Sport Lisboa e Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O atual líder do campeonato tem em João Palhinha um verdadeiro pêndulo, pelo que a defesa ficará, naturalmente, menos protegida. Para além disso, o Sporting CP perderá agressividade em zonas mais avançadas do terreno, o que tornará as transições menos eficazes. No entanto, e tendo em conta as características do médio brasileiro, a capacidade da equipa para ter bola poderá ser maior, dado que Matheus possui outras valências, principalmente na parte técnica.

Entre elas, destacam-se a boa condução de bola, a capacidade para criar desequilíbrios em ataque posicional, bem como a facilidade que o brasileiro tem para realizar investidas pelos corredores laterais. Sem Palhinha, e tal como se viu contra o FC Boavista, o Sporting CP consegue ter mais posse, um maior controlo do jogo e é, naturalmente, melhor em ataque posicional.

Matheus Nunes, médio ofensivo de formação, terminou o jogo frente aos axadrezados como integrante do trio de ataque sportinguista, juntamente com Bruno Tabata e Tiago Tomás, revelando-se um jogador polivalente e pronto a ajudar a equipa em qualquer circunstância. O brasileiro tem aproveitado as oportunidades que recebe, demonstrando, para além da sua qualidade, toda a sua vontade, de modo a lutar por um lugar no onze no Sporting CP.

Na partida frente ao SC Braga, a contar para a Liga NOS, marcou mesmo o seu primeiro golo de leão ao peito, numa jogada de insistência, garantindo a vitória dos leões frente a um adversário de grande valor. Contra o SL Benfica, o grau de dificuldade será naturalmente mais elevado, pelo que o camisola oito terá uma grande oportunidade para demonstrar (ainda mais) o seu valor.

Gil Vicente FC 0-2 FC Porto: Há Díaz assim, onde os dragões voam para as “meias” da Taça

A CRÓNICA: O COELHO SAIU DA CARTOLA E O GIL VICENTE SAIU DA TAÇA

O último jogo dos quartos-de final da Taça de Portugal teve lugar no Estádio Cidade de Barcelos e opôs o Gil Vicente FC e o FC Porto. Os portistas tiveram de contar com alguns jogadores indisponíveis para o encontro, dado os procedimentos relativos à COVID-19. Já do lado do Gil Vicente, tudo parecia sereno e tranquilos nos comandados de Ricardo Soares. A nível estatístico, o recorde de confrontos entre as duas equipas na competição era totalmente favorável aos dragões, mas Ricardo Soares e os seus gilistas queriam o volte-face.

Os minutos iniciais, a contas com o dilúvio sentido, foram de pressão ofensiva do Gil Vicente. O FC Porto encontrou, durante os primeiros dez minutos, o contra-ataque como solução para conseguir chegar à área adversária com perigo. Na primeira ocasião, depois de um contra-ataque que necessitou apenas de três toque para a equipa portista chegar à área adversária, foi Luis Díaz que teve nos pés a oportunidade de inaugurar o marcador, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo.

No entanto, nem foi preciso uma terceira porque, à segunda foi de vez. Aos dez minutos, Díaz conseguiu cortar a bola num duelo com Joel, perto da linha de meio-campo. O colombiano levou a bola até à grande área do Gil Vicente e apenas lhe bastou passar a Corona, que encostou, de forma vistosa, para o primeiro golo dos dragões.

Depois da inauguração do marcador, o jogo acabou por ficar algo partido no meio-campo. Deixaram de existir oportunidades flagrantes para qualquer um dos lados, apenas aproximações às áreas. Aos 35 minutos, a melhor oportunidade dos gilistas na primeira parte surgiu por Claude Gonçalves. O médio do Gil Vicente puxou a bola para o pé esquerdo, trocando as voltas a Pepe, mas Diogo Costa acabou a defender o remate que podia igualar o marcador (caso não tivesse sido invalidado por fora de jogo igualmente).

Com o recolher aos balneários para o tempo de intervalo, quem não se recolheu de maneira alguma foi a chuva que veio dificultar ainda mais o trabalho dos jogadores em campo. Quem pareceu indiferente ao dilúvio foi Luis Díaz que, logo no início da segunda parte, criou dois lances de perigo dentro da área gilista.

Os dragões entraram com tudo na segunda metade, com uma transparência total da vontade de deixar o jogo resolvido o mais cedo possível. Mas como o futebol é o que é e a bola é redonda, a primeira oportunidade mais que flagrante de golo na segunda parte veio do Gil Vicente. Numa jogada entre a mais recente contratação gilista, Pedrinho, e Samuel Lino, que fizeram chegar a bola a Lucas Mineiro, a bola bateu com grande estrondo no poste esquerdo da baliza de Diogo Costa. Aos 54 minutos, a turma de Barcelos mostrou que não estava morta no encontro.

Nem cinco minutos foram precisos para o Gil Vicente mostrar perigo novamente. Fujimoto entrou na partida para fazer mossa. Assistiu para Samuel Lino que esteve a centímetros de igualar o marcador.

A 15 minutos do final da partida, o FC Porto tornou-se algo passivo e o Gil Vicente começou a subir no terreno. Ricardo Soares já tinha feito todas as substituições permitidas até então, apesar de ser de senso comum que os dragões, mesmo em desvantagem no terreno, não deixaram de estar em vantagem no marcador e podiam, a qualquer momento, “tirar o coelho da cartola”.

E esse mesmo coelho acabou mesmo por sair da cartola. Ou possivelmente o contrário, dado que foi Taremi a puxar do chapéu por cima de Bernardeau aos 88 minutos. Uma finalização de qualidade que valeu um aumentar de vantagem no marcador para o FC Porto que vencia, e venceu, por 2-0.

 

A FIGURA

Quem pareceu indiferente ao dilúvio foi Luis Díaz que, logo no início da segunda parte, criou dois lances de perigo dentro da área gilista.
Com a velocidade e a profundidade sempre em mente, Luis Díaz é a principal fonte de irreverência portista
Fonte: Bola na Rede

Luis Díaz – O avançado colombiano do FC Porto foi uma figura incontornável no encontro. Esteve presente em, praticamente, todos os momentos de decisão da ofensiva portista. Tudo o considerado como oportunidade de golo teve, algures, uma passagem nos pés de Luís Diaz. O “sete” do FC Porto fez definitivamente a diferença na equipa de Sérgio Conceição.

 

O FORA DE JOGO

Quem pareceu indiferente ao dilúvio foi Luis Díaz que, logo no início da segunda parte, criou dois lances de perigo dentro da área gilista.
Carlos Silva / Bola na Rede

Joel Pereira – O lateral do Gil Vicente causou problemas, e podiam ter sido mais. Foi ele quem perdeu a bola que deu origem ao golo do FC Porto, após um erro algo grosseiro perante os jogadores portistas. Para além disso, arriscou demasiado com a bola em zona proibida. A manutenção da bola em posse e os passes tardios perto da área de Bernardeau podiam ter custado ainda mais ao Gil Vicente.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares construiu a base do onze inicial dentro de um 4-3-3. Bernardeau ocupou o lugar de Denis na baliza e Ygor Nogueira ocupou a zona central da defesa a par de Rodrigo. Joel Pereira e Henrique Gomes foram os laterais de serviço.

João Afonso, Lucas Mineiro e Claude Gonçalves continuaram a comandar o meio-campo, com a missão de ajudar os homens da frente, Baraye e Lourency (que tiveram a vida dificultada à custa dos laterais azuis e brancos) a servir Samuel Lino.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Bernardeau (6)

Joel (4)

Rodrigo (5)

João Afonso (5)

Lourency (5)

Claude Gonçalves (6)

Baraye (5)

Lucas Mineiro (6)

Samuel Lino (6)

Ygor Nogueira (6)

Henrique Gomes (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Pedrinho (6)

Ruben Fernandes (6)

Fujimoto (6)

Talocha (5)

Abbas (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição alinhou a equipa num 4-4-2. Diogo Costa segurou as redes da baliza, com a linha defensiva construída por Pepe e Mbemba na zona central e Zaidu com Manafá nas laterais. Os laterais do FC Porto encontravam-se bastante projetados no terreno, o que comprometeu a jogabilidade dos gilistas Baraye e Lourency.

A zona central do meio-campo foi ocupada por Grujic e Uribe. Corona e Otávio atuaram como extremos bastante chegados às linhas, num jogo em que o FC Porto optou por jogar bastante pelo flanco esquerdo de Otávio. Os homens-alvo de serviço foram Taremi e Luis Diaz, num jogo em que o habitual Marega nem no banco de suplentes se encontrou.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Pepe (6)

Luís Diaz (7)

Uribe (6)

Taremi (5)

Zaidu (6)

Grujic (6)

Corona (6)

Manafá (6)

Mbemba (6)

Otávio (6)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (6)

Fábio Vieira (-)

Felipe Anderson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Gil Vicente FC

Questão: A projeção dos laterais do FC Porto dificultou a vida a Baraye e a Lourency. Acha que essa função dos jogadores portistas acabou por “estragar” os planos que tinha para o encontro e para os seus jogadores?

Ricardo Soares:  Já estávamos à espera dessa situação. Sabemos que o Manafá é um jogador que quebra muito bem as linhas, não só pela sua envolvência no ataque como pela sua velocidade. É um jogador muito rápido, um jogador que, vindo de trás, tem uma velocidade enorme para chegar à frente. E o Zaidu é precisamente a mesma coisa. São dois jogadores que quebram muito bem as linhas e têm uma enorme qualidade. Nós não fomos surpreendidos por aí. O FC Porto não nos criou assim muito pelos corredores. Criou mais problemas quando tínhamos bola e eles reagiam à perda de bola de uma forma brutal e agressiva. Eles conquistavam a bola na altura em que nós estávamos preparados para atacar. Esse momento foi determinante para o FC Porto nos criar instabilidade, fruto dessa zona pressionante que eles definiram. Nos momentos em que ganhavam bola, a minha equipa estava mal posicionada e foi isso que fez com que o FC porto nos criasse dificuldades.

 

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

Portugal 2-2 Polónia: Muro polaco garantiu um ponto na estreia

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A CRÓNICA: PORTUGUESES PERDULÁRIOS APENAS SOMAM UM PONTO

Em Mafra, iniciava-se a campanha de qualificação para o campeonato europeu, quase um ano após o último jogo oficial da seleção portuguesa, e pela frente tinha a seleção da Polónia, um adversário claramente inferior à nossa equipa, mas um oponente que merecia todo o nosso respeito, sob pena de termos algum dissabor.

Uma equipa inicial na quadra que apostava claramente na experiência, com o único elemento menos experiente a ser o guarda-redes Edu Sousa, juntando-se Pedro Cary, João Matos, Ricardinho e Fernando Cardinal.

O primeiro minuto do encontro ficou claramente marcado pelo excesso de faltas da congénere polaca, duas no primeiro minuto. Nós assumimos o jogo desde cedo e “partimos para cima” do nosso adversário, mas não estávamos a acertar com a baliza adversária. Com o desenrolar dos minutos, alguns aspetos importantes a reter: A Polónia diminuiu a agressividade e com isso permitiu aos portugueses criar ainda mais ocasiões junto da baliza defendida pelo guardião adversário, mas o mérito do adversário, alguns falhanços escandalosos (destaque para um falhanço de Pany Varela) e decisões polémicas ao anular um golo de Tiago Brito, por alegado bloqueio de André Coelho ao seu marcador direto mantinham o placard empatado.

Numa jogada perfeita e muito bem criada pela equipa polaca, ocorreu o único golo da primeira metade, da autoria de Szczypczynski, transportando este resultado para o intervalo, completamente injusto tendo em conta o que ambas as equipas produziram nos primeiros 20 minutos, mas a confirmar uma velha máxima do futebol/futsal: o que conta é a eficácia e aí a Polónia esteve perfeita. A tática do nosso rival tenderia a manter-se e a defender com um bloco ainda mais baixo, algo que teríamos que corrigir para podermos quebrar finalmente o muro de leste.

A segunda parte trouxe mais do mesmo, Portugal a dominar e a criar ocasiões, mas sempre a esbarrar na organização defensiva da Polónia. Venenosa e cínica no bom sentido da palavra, um contra-ataque rápido e o segundo golo dos polacos, tornando a tarefa portuguesa muito difícil para os seis minutos finais.

Com Pedro Cary a jogar a guarda-redes avançado, na tentativa desesperada de tentar inverter o rumo dos acontecimentos, esta ideia revelou-se extremamente acertada, com dois golos de rajada a empatar o encontro.

O primeiro pelo jogador algarvio Pedro Cary, num desvio à boca da baliza após tentativa de golo de calcanhar de Ricardinho. O segundo golo surgiu através de um remate exemplar de Tiago Brito, capaz de marcar de longe quando a equipa portuguesa estava a ter dificuldades em furar a organização polaca.

Para os minutos finais, e apesar de o jogo estar empatado, Jorge Braz manteve o 5×4, para tentar desorganizar os polacos e tentar vencer o encontro. Mas o tempo de jogo terminou e não conseguimos ganhar o jogo, por muito demérito nosso e pela boa organização da Polónia, levando assim um ponto desta viagem até Portugal, sendo que na próxima quarta há novo duelo entre as duas equipas, desta feita em Lodz, em solo Polaco.

A FIGURA

Fonte: Seleções de Portugal

Tiago Brito (Portugal) – Não houve nenhum jogador que se destacasse pela positiva, mas opto por destacar o jogador português pelo lance do empate, ao conseguir um excelente golo de fora de área numa fase em que não estávamos a conseguir encontrar desequilíbrios na defensiva polaca.

O FORA DE JOGO

Ineficácia ofensiva de Portugal – Tudo bem que a Polónia teve mérito na forma como conseguiu empatar, mas temos que melhorar muito a eficácia no momento atacante. Não coloca o apuramento em risco, mas é um aspeto a rever nos próximos encontros.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Não conseguimos reproduzir a nossa superioridade tática e individual em golos, mas o objetivo inicial era garantir uma vantagem confortável no início para depois gerir o jogo, algo que não sucedeu. A nuance tática do guarda-redes avançado resultou na perfeição, permitindo empatar um jogo que esteve muito complicado e que pareceu perdido quando esteve 0-2.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu Sousa (6)

João Matos (6)

Pedro Cary  (6)

Ricardinho (6)

Fernando Cardinal (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

André Coelho (6)

Afonso Jesus (6)

Fábio Cecílio (6)

Erick Mendonça (6)

Miguel Ângelo (6)

Pany Varela (6)

Tiago Brito (7)

Pauleta (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA

Com uma equipa muito limitada tecnicamente, Blazej Korczynski conseguiu manter a coesão defensiva praticamente até ao fim e só não aguentou a força do 5×4 português, senão teria sido um jogo perfeito e com um resultado perfeito. Mesmo assim, leva um ponto desta viagem ao sul da Europa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Michal Kaluza (7)

Mikolaj Zastawnik (7)

Tomasz Kriezel (6)

Rzysztof Elsner (6)

Arkadiusz Szczypczynski (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Lukasz Blaszczyk (6)

Sebastian Grubalski (6)

Michal Marek (6)

Michal Klaus (6)

Pawel Kaniewski (6)

Mateusz Madziag (6)

Sebastian Leszczak (6)

Bartlomiej Piórkowski (6)

Sebastian Wojciechowski (6)

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Mile Svilar | Um talento que tarda em se afirmar no SL Benfica

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O plantel do Sport Lisboa e Benfica tem sido assolado por vários casos de Covid-19 e são já vários os jogadores infetados. Posto isto, para a baliza resta, realisticamente falando, uma única opção, que é Mile Svilar.

Pois bem, Svilar realizou dois jogos pela equipa principal do SL Benfica esta temporada, ambos devido à falta de opções no plantel encarnado. Na hierarquia dos guarda-redes, o belga ocupa a terceira posição atrás de Odysseas Vlachodimos e Helton Leite, e a ausência de ambos devido a terem contraído Covid-19 catapultou o ainda jovem guardião para a titularidade da equipa principal frente ao CD Nacional e ao Belenenses SAD.

Svilar chegou à Luz no início da temporada 2017/18 como uma promessa que viria para afirmar o seu talento. A verdade é que isso não aconteceu, pelo menos até agora. Ainda assim, de relembrar que o compatriota de Vertonghen tem apenas 21 anos de idade e muito futuro pela frente. Contudo, esperava-se que já se tivesse imposto definitivamente no plantel principal do SL Benfica.

Com a chegada de Helton Leite esta temporada, o belga perdeu ainda mais espaço no plantel de Jorge Jesus, que parece ver nele uma terceira opção, ou melhor, uma última opção, até porque nem para os jogos das taças tem tido minutos. No entanto, o ex-Anderlecht FC foi titular nas duas últimas partidas registando um saldo de um empate e uma vitória, não tendo comprometido especificamente em nenhum dos jogos.

Em Lisboa há três anos, Svilar conta apenas com 21 aparições de águia ao peito, isto falando da equipa principal. Três anos, 21 jogos para uma eterna promessa, para um jogador que chegou com um enorme potencial, mas que nunca despoletou, que nunca se afirmou.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Feliz ou infelizmente, os adeptos não se esquecem das vezes que Svilar comprometeu quando foi chamado para fazer cumprir a sua função de não conceder golos aos adversários, o que pode interferir com a confiança do jogador. Apesar de ser verdade que comprometeu bastante nas suas primeiras aparições pelo Sport Lisboa e Benfica, não deixa de ser verdade que todos têm o direito a errar e, sobretudo, a ter direito a uma nova oportunidade.

Para Svilar, o próximo jogo será um teste de fogo. Será o jogo em que terá de provar aos adeptos, ao treinador, a toda a instituição do SL Benfica que merece estar ali e que merece mais oportunidades sem ter de ser a última opção.

O SL Benfica defronta o Sporting Clube de Portugal em jogo a contar para a Primeira Liga, e não se pode dar ao luxo de perder mais terreno para o seu rival de Lisboa. São já seis os pontos que separam as duas equipas, e uma vitória sobre um adversário direto é fulcral para que os encarnados possam continuar a sonhar com o título de campeão nacional.

Svilar será, ao que tudo indica, o escolhido para integrar o onze inicial nessa contenda, até porque não há mais nenhuma opção. Nem Vlachodimos nem Hélton Leite recuperarão a tempo de integrar os trabalhos com o plantel, de modo poderem ser opções para Jorge Jesus.

Resta Svilar, que terá mais uma oportunidade de agarrar a titularidade antes que voltem os seus adversários diretos na corrida pela baliza encarnada.

Paulinho: uma certeza em Alvalade?

Nos últimos dias a possível transferência de Paulinho do SC Braga para o Sporting CP tem sido (uma vez mais) tema quente na actualidade do futebol português. Segundo os rumores da imprensa desportiva, o Sporting CP terá apresentado uma nova proposta para aquisição do ponta-de-lança português, de 28 anos, pelo valor global de 15 milhões de euros.

Em termos muitos objectivos, é muito seguro afirmar que Paulinho deixará a pedreira rumo a Alvalade tendo em consideração os interesses das partes envolvidas – Sporting CP, SC Braga e o próprio jogador.

OS BRACARENSES TENTAM AVANÇAR PARA A PRÓXIMA FASE DA TAÇA DE PORTUGAL E PAULINHO DEVE SER OPÇÃO! SERÁ QUE A TURMA DE CARLOS CARVALHAL VAI VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Para os Leões, que lutam para manter o primeiro lugar, parece óbvio que Paulinho vem alargar o leque de soluções no seu eixo ofensivo até agora entregue a Sporar, que não tem sido feliz na eficácia, e ao jovem talentoso Tiago Tomás- Ora Paulinho é considerado por muitos o melhor ponta-de-lança da liga portuguesa pelo que certamente trará para a formação leonina uma qualidade de “consumo imediato” que se traduz em fazer golos.

Por seu turno, o clube minhoto encontra em Paulinho a oportunidade para um encaixe financeiro significativo, dado que o último grande negócio que fez foi o de Trincão que rumou para Barcelona e, ainda assim, nem recebeu a totalidade do valor dessa transferência o que na altura originou descontentamento entre os seus adeptos. 15 milhões de euros por um jogador de 28 anos é um valor irrecusável para um clube da dimensão do SC Braga que precisa de gerar receita e certamente não verá tão cedo uma proposta tão inflacionada por outro jogador seu.

Paulinho não foi opção inicial na final da Taça da Liga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Por fim, o próprio Paulinho terá todo o interesse em integrar o Sporting CP, desde logo e mais não seja pela razão de poder representar um grande do futebol português. Depois, Paulinho vai auferir um maior salário e terá mais condições para se afirmar durante a época e, por conseguinte, conseguir um passaporte na Selecção Portuguesa para o Campeonato da Europa.

Na minha opinião, enquanto Sportinguista parece-me que o Sporting CP está, desde há muito tempo, hipnotizado por Paulinho: custa-me a acreditar que não haja melhores soluções que o avançado de 28 anos e por valores menos onerosos. Reconheço, todavia, que Paulinho é um avançado com crédito garantido e que fará a diferença de imediato.

De outra sorte, e tendo em consideração o recente episódio passado na final da Taça da Liga em que o presidente do SC Braga vociferou em biquinhos de pés o seu rancoroso mau-perder e palavras de ódio ao Sporting CP, bem como outros episódios anteriores, entendo que os Leões deveriam abster-se de fazer quaisquer negócios com o clube minhoto e que lhes favoreça. É certo que Rúben Amorim veio directamente do SC Braga para o Sporting CP, mas tal não foi propriamente um negócio mas sim o accionamento de uma cláusula de rescisão, um all-in da Administração Varandas que até ao momento tem sido uma aposta ganha.

Por fim, com a eventual chegada de Paulinho ao Sporting CP, temo que Tiago Tomás perca espaço no onze titular leonino, o que é pena dada a evolução enorme que o jovem avançado da cantera leonina tem demonstrado.