Início Site Página 10296

Covid-19 no SL Benfica | Será desta uma nova aposta na formação?

O surto de Covid-19 que tem afligido a equipa masculina de futebol sénior do Sport Lisboa e Benfica tem provocado uma razia imensa nas escolhas de Jorge Jesus. O timoneiro dos encarnados já afirmou perentoriamente que “vai à luta” com os jogadores que tem – entende-se que se refere aos elementos remanescentes do plantel principal.

Jesus tem dado, então, a entender, que só tem uma quantidade reduzida de homens ao seu dispor. Não é verdade. Ou, pelo menos, não deveria ser essa a forma de ver as coisas. Se para aí estivesse virado – como deveria estar -, Jorge Jesus perceberia que tem muita qualidade futebolística e humana de que se socorrer na equipa B do clube.

João Ferreira tem tido minutos e Gonçalo Ramos e Tiago Araújo têm visto o seu nome várias vezes nos convocados. No entanto, a aposta – há muito por cumprir – na formação não deveria ficar por aqui e o atual surto de Covid-19 poderia e deveria ser o gatilho para uma efetiva aposta nos vários jovens que já demonstram capacidade e maturidade suficientes para serem escolhas de Jorge Jesus.

Paulo Bernardo tem “clamado” a cada exibição no SL Benfica B por uma oportunidade na equipa A
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Filipe Cruz, Rafa Rodrigues, Kalaica, Morato, Ronaldo Camará, Henrique Pereira e, à cabeça, Paulo Bernardo poderiam perfeitamente ser aposta neste momento em que o clube procura suprir as lacunas no plantel causadas pela pandemia. Em condições normais, talvez ainda não se justificasse uma aposta imediata em alguns destes jovens; todavia, as circunstâncias atuais não são, de todo, normais.

Como tal, começa a ser irrisória a falta de coragem para assumir na prática a tão teoricamente badalada “aposta na formação”. As raras subidas de jovens à equipa A têm redundado em pouco mais que nada. Tem-se travado o desenvolvimento de vários jovens, promovendo-as ao plantel principal e dando-lhes cinco minutos “aqui e ali”.

É urgente uma verdadeiramente materializada aposta na formação. Se não for agora, quando?

Tribuna VIP: “Festa” das Taças

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

A Taça é para todos a festa do povo. A alegria das gentes de todos os pontos de cada país que acreditam que a sua equipa do coração pode trilhar um bonito caminho. Na cabeça dos adeptos e dirigentes dos clubes mais humildes está sempre a possibilidade de enfrentar um dos ditos grandes. A festa da nossa Taça de Portugal é, infelizmente, cada vez menos festa. Nesta temporada estamos sem adeptos nas bancadas, mas vamos falar como se eles pudessem estar presentes. E olharemos para as diferenças brutais entre Portugal e Inglaterra no que toca a esta festa.

Com mais uma eliminatória da Taça de Portugal aí à porta e com o meu Estrela da Amadora já fora da competição, surgiu-me fazer um artigo sobre a competição a que todos chamam do povo mas que, a meu ver, é cada vez menos do povo. Cada vez menos dos clubes pequenos. Cada vez menos dos adeptos, que, mesmo afastados das bancadas devido à pandemia, são quem dá alma ao futebol e é por eles que esta indústria se movimenta. Se imaginarmos um mundo sem pandemia, ninguém concebe um estádio sem adeptos. Mas há quem conceba que, por exemplo, na Taça de Portugal, um clube mais humilde se veja forçado a mudar de casa para um jogo que poderia ser ainda mais histórico se fosse disputado no habitat natural de cada clube.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

As exigências para a realização de um jogo com um clube dito grande são cada vez maiores e, no meu entendimento, algo desfasadas do que é a realidade nacional. Já perceberam que sou contra o facto de uma equipa mudar de estádio só porque vai enfrentar o clube A, B ou C, e de esse clube, por estar noutro patamar, fazer com que sejam criadas exigências e regras que não fazem parte do dia a dia dos clubes de patamares inferiores. Mesmo com esforço e com apoios municipais ou de empresários, é uma missão extraordinariamente complicada proporcionar a alguns clubes a possibilidade de jogar no seu estádio perante os seus adeptos naquele que seria um dia de pura festa e alegria. Para uma equipa que é deslocada do seu habitat natural, um dia que seria inesquecível acaba por perder muita da magia e da alma de uma competição tão bonita como a da Taça.

Mas, para vos justificar tudo isto, vamos a exemplos concretos e vamos comparar a nossa Taça com a Taça de Inglaterra. Não só com exemplos concretos já da presente temporada mas também com a experiência de ter estado na organização do Estrela da Amadora-Benfica, que felizmente conseguimos que se realizasse no Estádio José Gomes.

16 de dezembro de 2020. Sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal. Quis a sorte que o Estrela da Amadora reencontrasse o Benfica. Muitos anos depois dois históricos voltam a jogar, e logo na prova rainha do futebol português. Quando saiu a bola do Estrela da Amadora e logo depois a bola do Benfica, tive um misto de sentimentos.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Primeiro pensei: “Espetacular! Que jogo que vai ser! Que oportunidade para os nossos jogadores, equipa técnica e estrutura!”. Mas depois outro pensamento ocorreu-me de imediato: “Temos muito trabalho pela frente. As exigências federativas são brutais para um jogo destes. Reerguemos um grande clube há cinco meses e agora não podemos permitir que este jogo não se realize no Estádio José Gomes”. Primeiro a alegria, depois o receio e a tensão. Que semanas loucas foram as da organização deste jogo! Que prazer enorme nos deu, mas muitas horas de sono nos tirou.

Reuniões e mais reuniões. Vistorias e mais vistorias. Obras, melhoramentos, alterações. Foi um autêntico turbilhão de acontecimentos.

Cumprimos com tudo e foi exemplar. Jogámos no Estádio José Gomes. Perdemos, mas fomos dignos derrotados. Jamais imaginaria enquanto Diretor Executivo ter de explicar às gentes da Amadora, que viram o clube desaparecer e agora renascer, que o jogo com o Benfica teria de ser noutro recinto desportivo. Para mim é impensável. Mas para outros clubes, infelizmente, não houve possibilidade de terem o prazer de receber os ditos grandes nos seus estádios. Por exemplo, Montijo e Sacavenense não puderam ter a oportunidade de receber SC Braga e Sporting, respetivamente, nos seus estádios.

Não há adeptos nas bancadas e isso minora os danos destes acontecimentos. Mas o problema é que se houvesse adeptos tudo seria igual. E temos de mudar isso.

E é aqui que entra Inglaterra.

Basta um exemplo para demonstrar as diferenças brutais. 10 de janeiro de 2021. Marine vs. Tottenham. O clube, poderoso e com aspirações nacionais e internacionais, orientado por José Mourinho jogou com o humilde Marine do 8.º escalão do futebol inglês.

Nunca, em momento algum, esteve em causa a realização do jogo no “The Arriva”, casa do emblema de Crosby. Bancos de suplentes improvisados, plataformas de TV improvisadas, balneários improvisados. O Tottenham equipou-se no bar do estádio! Todas estas condicionantes tornariam impossível que um jogo assim se realizasse na Taça de Portugal.

E isso não faz sentido. Não pode fazer sentido. A Taça é do povo, é dos clubes. É das diferenças de realidades e de patamares. Não é só das televisões, não é só dos interesses, não é só das condições de topo. Porque muitas vezes os jogadores e equipas de topo precisam de perceber que nem tudo são rosas. Precisam de encarar outras realidades e aceitá-las. Isso, sim, faz a festa!

Fonte: Lourenço Graça / Bola na Rede

Porque o Marine ou o Sacavenense ou o Montijo (há muitos mais casos) têm tanto o direito quanto os maiores clubes de jogar no seu estádio perante os seus adeptos.

Uma palavra para todos os clubes com condições mais humildes. Nunca desistam de tudo fazer para jogar no vosso habitat. Nunca virem a cara à luta. Vão até ao fim na defesa dos vossos interesses, dos vossos adeptos. Porque ninguém merece ficar privado de jogar no seu próprio estádio por mais humilde que seja. Inglaterra mostra-nos de ano para ano que é possível. Nós, portugueses, temos de o tornar possível também. Porque, se eles podem e conseguem, nós também!

Artigo de opinião de Marco Ferreira,
diretor-executivo do CF Estrela Amadora


TIP BET.PT – APOSTA AQUI

A Taça de Portugal está de regresso e temos jogos para apostares! Vai já ao site da BET.PT e escolhe os encontros que quiseres.

Cleveland Cavaliers | Será que a História vai mudar?

0

Os Cleveland Cavaliers são uma equipa muito desvalorizada na NBA. Costumavam ser o bobo da festa. Noutros tempos, os Cavs só eram relevantes quando LeBron jogava lá. Não acreditam?

Ora, desde a época de estreia de LeBron James (2003/04), os Cavaliers não tiveram qualquer jogo nos playoffs sem LeBron na equipa. É de realçar que foram seis épocas sem um dos melhores jogadores de sempre. E apenas tiveram 38 vitórias nos 147 jogos realizados nas últimas duas épocas.

Para muitos, LeBron James nos Cavaliers era uma espécie de “One Man Team” – isto quando já não tinham o Kyrie Irving e quando o Kevin Love estava lesionado. A equipa de Cleveland nunca teve muita sorte sem LeBron. Aliás, a última ida aos playoffs sem LeBron foi em 1997/98.

Agora, os Cavaliers de 2020/21 tem algo de especial. Além de serem a equipa dos gigantes – Drummond, McGee, Allen, Love -, os Cavs também têm um jovem talentoso: Collin Sexton.

Muitos fãs só reconheceram o Sexton após os dois grandes jogos que fez contra a nova super-equipa, Brooklyn Nets. Porém, para os mais atentos ao jogo, a qualidade de Sexton nunca esteve em causa.

Sexton terminou a época 2020-21 com 20.8 pontos por jogo, 3 assistências por jogo e 3.1 ressaltos por jogo. Na época atual, no primeiro jogo contra os Nets, Collin terminou o jogo com o seu novo recorde pessoal: 42 pontos num jogo. E nesse jogo, marcou 20 pontos consecutivos no prolongamento. Que qualidade!

Além de Sexton e os gigantes, também há Osman, apesar de este jogador ser muito criticado, e Darius Garland. O último é mais novo, mas tem um maior potencial e qualidade do que Osman. O turco não tem tido dias fáceis em Cleveland…

Apesar de nunca ter tido a sorte de jogar lado-a-lado com LeBron, Sexton vai ser, talvez, a cara da equipa durante vários anos. Se não deixar os Cavs tal como o LeBron deixou na primeira saída…

Como já foi referido, os Cavs têm vários gigantes. Agora, será que são assim tão bons? A resposta é sim. Kevin Love e JaVale Mcgee já foram campeões. Drummond é um dos melhores rebounders da história da liga. Allen era o principal defesa dos Nets e a nova super-equipa já sente falta dele. Quer dizer, devem ter perdido essa vontade depois do poster do Allen ao Joe Harris.

Atualmente, em 19 jogos, os Cavs tem oito vitórias e nove derrotas. Se a liga terminasse com a atual classificação, os Cavaliers jogariam nos playoffs. Parece uma ideia deveras estranha, mas é possível. Depois da ida dos Cleveland Browns aos playoffs da NFL, a cidade merece mais uma alegria em 2021. Talvez à sétima será de vez.

Foto de Capa: Cleveland Cavaliers

Coragem fez a diferença | NFL

0

A época da NFL aproxima-se do fim, e no domingo ficámos a conhecer as duas equipas que vão disputar o tão desejado Super Bowl no dia 7 de Fevereiro. No AFC Championship vimos os Kansas City Chiefs saírem vitoriosos e avançarem para o seu segundo Super Bowl consecutivo, enquanto que na NFC, os Tampa Bay Buccaneers surpreenderam e Tom Brady atingiu a sua décima final.

KANSAS CITY CHIEFS 38-24 BUFFALO BILLS

Esta era uma partida em que os Kansas City Chiefs partiam como claros favoritos, mas em que pairava alguma incerteza no ar tendo em conta a situação de Patrick Mahomes, que chegava a este jogo vindo de uma concussão e com uma pequena lesão no pé.

A equipa visitante eram os Buffalo Bills, que, liderados por Josh Allen e Stefon Diiggs, procuravam surpreender os campeões em título. E ainda conseguiram assustar, mas nos momentos decisivos, Kansas City mostrou o porquê de serem um dos ataques mais dominantes dos últimos anos.

Os Bills entraram fortes, e no final do primeiro quarto venciam por 0-9 graças a um field goal de Tyler Bass e um touchdown de Dawson Knox. Com uma entrada assim e frente a um adversário da valia de Buffalo, a maioria das equipas ficaria preocupada, mas os Chiefs têm mostrado vezes e vezes sem conta que são capazes de explodir e marcar pontos com uma velocidade impressionante. E foi o que aconteceu.

No segundo período a equipa de Andy Reid entrou a todo o gás e passou para a frente do marcador, marcando 21 pontos sem resposta, graças a touchdowns de Mecole Hardman, Darrel Williams e Clyde Edwards-Helaire. O ataque da equipa da casa mostrava-se demolidor, e a única resposta que Buffalo conseguiu dar foi através de um field goal convertido já perto do intervalo, colocando o resultado em 21-12.

A segunda parte viu Kansas City distanciar-se ainda mais no marcador. Algo que foi visível ao longo da partida foi o receio dos Bills em arriscar nos momentos decisivos. Foram vários os momentos em que, tendo a opção de arriscar num quarto down, ou chutar um field goal, Buffalo optou praticamente sempre pela opção segura do pontapé aos postes. Por outro lado, os Chiefs procuraram constantemente o touchdown e essa foi uma das principais razões para o resultado final apresentar uma diferença de 14 pontos.

Os Chiefs avançam para a sua segunda Super Bowl consecutiva com o objetivo de revalidarem o título. Já os Bills vêm o fim da sua melhor época nos últimos vinte anos, mas mostraram a todos que os alicerces estão montados, e que têm tudo para ser competitivos. 

GREEN BAY PACKERS 26-31 TAMPA BAY BUCCANEERS

No jogo entre dois dos melhores “12” da história da NFL, o “12” de Tampa Bay, Tom Brady, venceu o “12” de Green Bay, Aaron Rodgers, e avançou para a sua 10ª Super Bowl. No entanto, esta foi uma partida em que nenhum dos dois quarterbacks se destacou pela positiva. Jogando em casa, e tendo em conta a época de Rodgers e Davante Adams, os Packers eram os favoritos, mas sabia-se que a vitória poderia cair para qualquer lado.

Tampa Bay entrou melhor e marcou o primeiro touchdown do jogo por intermédio de Mike Evans. Green Bay respondeu e dois drives depois chegou ao empate, mas os Buccaneers voltaram a entrar mais fortes no segundo período e voltaram a entrar na endzone, fazendo o 7-14. Os Packers responderam através de um field goal convertido por Mason Crosby.

O jogo continuava sem grandes sobressaltos, até que Sean Murphy-Bunting intercetou um passe de Aaron Rodgers que ia na direção de Allen Lazard. Tampa Bay aproveitou ao máximo esta oportunidade de se distanciar ainda mais, e Brady passou para Scott Miller que fez o touchdown e colocou o resultado em 10-21 ao intervalo.

A segunda parte também não podia ter começado pior para a equipa da casa, uma vez que no primeiro drive, Aaron Jones cometeu um fumble e permitiu que Tampa Bay marcasse outro touchdown, fazendo o 10-28 que provou ser determinante para o resultado final.

Green Bay recuperou de imediato, e no drive seguinte chegou ao touchdown. Tom Brady recebeu a bola com uma vantagem de onze pontos, mas após quatro jogadas, laçou uma interceção que permitiu que os Packers voltassem a marcar e deixassem o jogo a apenas uma posse de bola de distância, 28-23. Esperava-se que Brady assumisse, mas o experiente quarterback voltou a lançar uma interceção.

Temeu-se o pior em Tampa Bay depois de interceções em ataques consecutivos, mas tal como fizera anteriormente, a defesa dos Buccaneers assumiu as despesas e forçou Green Bay a optar por um punt, devolvendo a bola a Brady. Contudo, e pelo terceiro ataque seguido, o quarterback mais bem-sucedido da história da NFL lançou uma interceção e abriu espaço para que, já no último período, os Packers passassem para a frente pela primeira vez.

Pedia-se a Rodgers que exibisse o seu talento e mostrasse o porquê de ser o principal candidato a MVP esta época, mas o ataque de Green Bay voltou a não conseguir o primeiro down e foi obrigado a optar por um punt, o que permitiu que Tampa Bay marcasse um field goal no ataque seguinte.

A perder por 23-31 os Packers tinham que arriscar, mas a dois minutos e numa situação de 4th-and-goal, a equipa técnica de Green Bay optou por um field goal. Crosby marcou, mas com a bola na sua posse, Tampa Bay conseguiu aguentar e deixou que o tempo se esgotasse, chegando à vitória.

Foto de Capa: NFL

Boavista FC 0-2 Sporting CP: Vitória indiscutível segura distância no topo

A CRÓNICA: SPORTING VENCE CLARAMENTE UM QUASE INOFENSIVO BOAVISTA

O Sporting CP deslocou-se ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC. Os axadrezados não tinham para este jogo os dois centrais titulares na partida anterior, Chidozie e Devenish, enquanto os leões estavam privados de ter Pedro Gonçalves em campo, o médio que havia sido expulso na final da Taça da Liga.

Numa primeira parte sem grande intensidade e de sentido único, o Sporting chegou ao golo na primeira oportunidade clara que teve. Rami aliviou mal para Nuno Mendes, o defesa esquerdo cruzou e Nuno Santos, entre os centrais, foi mais rápido e encostou para inaugurar o marcador. Nuno Mendes que, cinco minutos depois, tentou alvejar a baliza de Léo Jardim, mas o esférico saiu ligeiramente ao lado do poste.

As oportunidades estavam guardadas para os últimos dez minutos do primeiro tempo. Do lado axadrezado, Elis foi sempre o homem em evidência, tendo quase chegado mais cedo que Adán após um mau atraso de Neto, mas o guardião verde e branco resolveu a situação. O ponta de lança hondurenho ainda viria a marcar, mas em posição irregular. Os homens de Rúben Amorim poderiam ter aumentado a vantagem em duas ocasiões: primeiro Jovane, no coração da área, atirou para um corte em cima da linha de Porozo e, aos 42′, João Mário, assistido por Sporar, tirou o defesa boavisteiro, mas, com a baliza escancarada, não conseguiu ultrapassar o guardião brasileiro das panteras.

Para a segunda parte, Jesualdo Ferreira trouxe duas caras novas, Nuno Santos e Benguché, e mudou também o sistema, passando o Boavista a jogar em 4-4-2 fechado, tentando assim ter mais aproximação da baliza leonina. A verdade é que o Sporting continuou a ter mais oportunidades no segundo tempo.

Aos 42′, após uma arrancada de Nuno Santos, Sporar, ao segundo poste, falhou de forma incrível o segundo golo leonino, já com a baliza escancarada. Aos 76′, Pedro Porro selou o jogo com um pontapé fantástico do “meio da rua”. O lateral colocou a bola no ângulo de Léo Jardim, que nada pôde fazer face ao remate potente do espanhol.

Com 2-0 no marcador, pouca coisa poderia deixar Rúben Amorim insatisfeito. Eis que, ao minuto 80, Palhinha viu o cartão amarelo após travar Nuno Santos e fica, assim, fora  do dérbi diante do Benfica na próxima jornada.

Rami ainda criou perigo de canto para o Boavista, mas Adán respondeu com uma defesa atenta ao cabeceamento do francês. O Sporting mantém assim a vantagem de quatro pontos sobre o FC Porto, num jogo onde a vitória foi clara e, em dúvida, estava apenas o resultado final no marcador.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Laterais do Sporting CP – Quer Nuno Mendes, quer Pedro Porro estiveram em grande plano na vitória leonina no Bessa. Se o primeiro manteve o destaque ao longo da partida, o segundo selou o jogo com um pontapé fantástico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ataque do Boavista FC – Apesar de ter melhorado no segundo tempo, o Boavista raramente criou perigo junto da baliza de Adán, tendo os avançados axadrezados sido ultrapassados pela defesa sportinguista.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista demonstrou-se praticamente inofensivo no ataque. As panteras tentaram criar perigo através de bolas paradas e lançamentos longos, de forma a Elis batalhar com a defesa leonina para que a segunda bola sobrasse para os colegas, mas os centrais leoninos não deram grande chance neste aspeto. Do ponto de vista defensivo, os axadrezados apresentaram-se num 5-3-2, de forma a controlar a largura do jogo sportinguista. Se posicionalmente os homens da casa mostraram poucas falhas, faltou maior agressividade e aproximação nos duelos individuais. Na segunda parte, Jesualdo Ferreira transformou a equipa para 4-4-2 fechado, tentando ter mais volume ofensivo, mas o jogo assente na tentativa de colocar longo nos pontas de lança e tentar ganhar a segunda bola não resultou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (5)
Cannon (6)
Jackson Porozo (6)
Rami (6)
Gomez (5)
Paulinho (5)
Javi García (5)
Mangas (6)
Sauer (5)
Elis (6)
Angel Gomes (5)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)
Benguché (5)
Nathan (5)
Hamache (5)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 

O Sporting apresentou-se no seu habitual 3-4-3. No ataque leonino, quer Nuno Santos, quer Jovane baixavam para dar linhas de passe e alargar o jogo para os laterais, que apareciam projetados para colocar a bola na grande área adversária. A nível defensivo, com os três centrais, Matheus Nunes e João Mário a controlar a zona central, o Sporting não teve falhas coletivas no primeiro tempo, apenas pormenores individuais e de concentração que poderiam ter prejudicado a equipa de Rúben Amorim. Na segunda parte, mantiveram-se as triangulações nas linhas e a circulação em largura para separar a defesa do Boavista.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (6)

Pedro Porro (7)

Neto (5)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (6)

Nuno Mendes (7)

Matheus Nunes (6)

João Mário (5)

Nuno Santos (6)

Jovane Cabral (5)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (5)
Palhinha (5)
Tiago Tomás (5)
Tabata (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Bola na Rede: Hoje o Nuno Mendes foi muito interventivo no ataque leonino e o Pedro Porro marcou o golo que fechou o jogo. Gostaria de saber o que achou da exibição dos dois laterais e perguntar-lhe se são dois elementos imprescindíveis no seu modelo de jogo.

Rúben Amorim: São jogadores muito importantes. O Nuno esteve muito em jogo porque teve muito espaço, o lateral do Boavista batia muito com o Nuno Santos e ele tinha muito espaço. Ele voltou com confiança das lesões, às vezes tinha que sair dos jogos mas, depois, com o rendimento e ajuda dos colegas, com a capacidade física, a maturidade melhorou. O Porro a mesma coisa, a capacidade dele vem com os jogos. São imprescindíveis como todos os outros, são dois a ajudar ao grupo.

Boavista FC

Bola na Rede: Em primeiro, pedia-lhe uma análise ao jogo. Em segundo, acha que hoje o insucesso ofensivo da equipa passou pela falta de apoio, principalmente na primeira parte, a Elis?

Jesualdo Ferreira: Sabem o que aconteceu na semana passada em Tondela, o Boavista ficou sem centrais. Foi preciso encontrar miúdos de 18 e 19 anos para jogar contra o Sporting numa situação em que a confiança não é a maior. Sem tirar aos jogadores o espírito ofensivo permanente, o objetivo foi garantir estabilidade defensiva, era necessário. Não era justo para a equipa e para os jogadores, embora tivesse sido preparado, os expor de uma forma aberta neste jogo, ainda por cima com um Sporting pressionado pelos resultados dos rivais. A verdade é que o Sporting fez um golo por 10 cm. Não houve um critério uniforme, na minha opinião, do árbitro.  Nós fizemos, dentro do possível, um jogo honesto e sério. Ao intervalo, entraram dois jogos dentro do que vinha sendo o nosso modelo. Não me interessava defender uma derrota. Para acentuar a falta de sorte que temos tido, o Porro marcou aquele golo de bandeira. O Sporting foi fechando mais o meio, perdendo algum pendor ofensivo e fechando cá atrás, e isso para mim foi uma prova de respeito para o Boavista. Eu não estava mais para defender derrotas, não é com isso que ganhamos pontos. Era preciso, acima de tudo, não retirar do nosso trabalho a identidade ofensiva que queremos criar. Acho que os meus jogadores são merecedores de mais pontos, pelo que trabalham e pelo que mostram em campo. É isso que eles têm que nos vai levar para as vitórias, para os pontos e que nos vai levar para onde queremos.

SC Braga 1-0 Gil Vicente FC: Teve de ser Iuri a salvar o derby minhoto

A CRÓNICA: SE FOSSE UM CROSSBAR CHALLENGE, O JOGO TERIA MAIS HISTÓRIA

Em noite de fecho da 15ª jornada da Primeira Liga, o Estádio Municipal de Braga teve direito a ser palco do derby minhoto entre o SC Braga e o Gil Vicente FC. Uma noite de inspiração de Iuri Medeiros. Os guerreiros chegaram a este encontro depois do desaire na Taça da Liga e os gilistas queriam mostrar serviço para apresentar a sua candidatura como uma das melhores equipas do Minho.

A primeira parte do encontro correu de forma algo tranquila para quem o viu, mas bastante inquieta para quem estava em campo. Os primeiros 45 minutos demonstraram apenas duas ocasiões de golo para cada uma das equipas, porque o restante que se viu foi apenas um jogo bastante repartido no meio-campo.

Aos 32 minutos, Paulinho teve nos pés a grande oportunidade de inaugurar o marcador a favor do Braga. Depois do arbitro Manuel Oliveira apontar para a marca dos onze metros, o avançado português dos guerreiros rematou com pontaria… para o poste esquerdo da baliza de Denis. Na recarga, Galeno, também com bastante pontaria, acertou na trave. Se o objetivo do futebol fosse acertar na barra, o Braga estava a vencer o “crossbar challenge” por 2-0. No entanto, e como o futebol não é lá bem assim, o marcador continuou a ditar um empate a zero.

Quem também teve na cabeça a oportunidade de alterar o resultado foi o avançado do Gil Vicente que, aos 42 minutos, cabeceou de forma a que a bola beijasse a trave da baliza de Tiago Sá. Afinal, o “crossbar challenge” já estava 2-1. O marcador? Esse, claramente e depois de uma primeira metade destas, chegou ao intervalo da mesma forma que iniciou.

O início da segunda parte mostrou um SC Braga muito mais pressiona do que a equipa visitante. Em 20 minutos, o Gil Vicente chegou perto de Tiago Sá apenas uma vez, e sem demonstração de grande perigo.

Essa pressão atacante do Braga culminou em golo aos 73 minutos. Após a movimentação de Paulinho, que arrastou os defesas do Gil Vicente, foi Iuri Medeiros que entrou no “buraco da agulha” e rematou para o fundo da baliza de Denis.

Tiago Sá acabou por aparecer no jogo só aos 80 minutos, após Samuel Lino aparecer isolado à sua frente e rematar para defesa do guardião dos guerreiros. Apesar da ocasião de golo a favor dos gilistas e a defesa, o lance acabou invalidado por fora de jogo.

O Gil Vicente acabou por pressionar mais, a nível ofensivo, nos minutos finais do encontro. O Braga começou a limitar-se apenas a defender do ataque gilista e, igualmente, a vantagem no marcador. E foi o suficiente para que tudo terminasse com a vitória do Braga, por 1-0, em mais um derby do Minho. O Braga foi salvo pelo golo de Iuri Medeiros e, assim, os três pontos ficaram em casa.

 A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Iuri Medeiros ­– Dentro do pouco sumo que existia dentro do pacote, Iuri Medeiros foi o que se espremeu melhor. Num jogo onde ninguém se destacou pela positiva, foi Iuri a levar o ponto extra pelo golo marcado. É um grande jogador que o SC Braga tem nas suas fileiras e que, sendo bem aproveitado, pode dar frutos.

 

O FORA DE JOGO


Primeira parte do jogoAmbas as equipas entraram em campo algo desnorteadas. Os primeiros 45 minutos, apesar da grande penalidade e da ocasião de Abbas já nos minutos finais, não tiveram qualquer impacto no encontro. Foi uma primeira parte totalmente perdida, tanto para o SC Braga como para o Gil Vicente.

 ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Depois do desaire na final da Taça da Liga, Carlos Carvalhal enfrentou o jogo frente ao Gil Vicente com um 4-4-2, onde a linha da defesa foi composta com três centrais e Ricardo Esgaio na lateral direita. Isto pressupôs que Raul Silva, Rolando e Bruno Viana seguravam as transições defensivas, mas Esgaio permanecia como elo para com o meio-campo, porque esteve muito mais subido na sua posição.

Esse mesmo meio-campo foi composto por João Novais, André Castro, Iuri Medeiros e Lucas Piazon (que se estreou como titular). Na frente voltou Paulinho, a fazer parceira com Galeno, que, nas construções ofensivas, alinhava-se com o setor do meio-campo e os jogadores que compunham o mesmo.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Tiago Sá (6)

Raul Silva (5)

Bruno Viana (5)

Rolando (6)

Ricardo Esgaio (6)

João Novais (6)

Lucas Piazon (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (7)

Galeno (6)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Tormena (6)

Ricardo Horta (6)

Sequeira (5)

Fransérgio (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares voltou a utilizar um 4-4-2 tradicional para o jogo frente ao Braga. Denis voltou a segurar as redes e os defesas de serviço voltaram a ser Ruben Fernandes e Nogueira, com apoio dos laterais Joel e Rodrigo. O meio-campo foi ocupado por Claude Gonçalves e Leandrinho.

Os extremos de serviço foram Talocha (que esteve mais subido no terreno que o normal) e Baraye, que serviram Bouba e o Abbas, que é um avançado muito mais móvel que Samuel Lino, que é um jogador muito mais posicional.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Denis (5)

Joel (6)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo (6)

Ruben Fernandes (6)

Baraye (6)

Claude Gonçalves (5)

Leandrinho (5)

Talocha (6)

Bouba (5)

Abbas (5)

 SUBS UTILIZADOS

João Afonso (6)

Lourency (6)

Samuel Lino (6)

Lucas Mineiro (6)

Fujimoto (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Gil Vicente FC

BnR: Pergunto-lhe o porquê de optar por Abbas na frente de ataque no onze inicial, em detrimento de Samuel Lino, que depois acabou mesmo por ser substituído?

Ricardo Soares: Eu escolhi os melhores que tinha à disposição para o jogo. A partir daqui, temos de fazer uma gestão meticulosa do plantel. Temos a Taça daqui a poucos dias e temos de gerir os jogadores. Para uma equipa, como muitas outras da Liga, que tem o objetivo de garantir a manutenção, temos um plantel algo curto, mas bem preparado. Fiz quatro ou cinco alterações para este jogo, não foi apenas o Abbas. O Abbas veio na necessidade dar apoio frontal e ser flexível a atacar, com mais critério. Fê-lo com qualidade, mas não quero entrar em individualidades.

 

Académica OAF 1-1 Leixões SC: Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

A CRÓNICA: SEM RISOS NEM CHOROS, TUDO FICA COMO ESTÁ

A Segunda Liga gira em contramão e é caso para se dizer que se o campeonato são duas voltas, uma já foi. Tudo o que qualquer das equipas pudesse somar neste jogo era bom, ou melhor, tudo o que viesse à rede era peixe. A Académica OAF tinha uma oportunidade de aproveitar os deslizes de Estoril Praia SAD e CD Feirense. O Leixões, que viu ontem Rui Pedro e Jota Silva abandonarem o plantel, está em modo “soma e segue” desde que José Mota assumiu a equipa.

As equipa não se defrontavam há precisamente um ano. Na altura, no Estádio do Mar, 1-1 foi o resultado registado. Recordo-me perfeitamente de onde estava nessa altura, tal como muitos se devem lembrar. Não que um jogo entre estas duas equipas tenha marcado particularmente a vida de alguém, mas porque foi o dia em que Kobe Bryant subiu aos céus, porque na terra já não tinha competição à altura.

Para este jogo, a Briosa apresentou-se com menos 76kg, mais bitoque, menos bitoque. Refiro-me à massa total de Mohamed Bouldini, melhor marcador da Segunda Liga, que foi baixa de peso na equipa de Coimbra. Rafael Furtado entrou para o lugar de ponta de lança.

A primeira parte foi de desinspiração para Académica e Leixões. A equipa da casa apresentou um ligeiro ascendente, mas foi insuficiente para causar preocupações de maior aos visitantes. Por seu turno, os jogadores de Matosinhos arriscaram muito pouco, apostando nos lances de contra-ataque que foram constantemente anulados.

Quem ficou a ganhar na primeira fase da partida foi o departamento médico da Académica (parcial de 2-0). Fabiano e Rafael Furtado, ambos lesionados, viram-se obrigados a abandonar o terreno de jogo.

A melhoria do Leixões na segunda metade foi evidente. A expectativa continuou a ser nota dominante, mas os erros da Académica foram mais, o que potenciou as saídas rápidas dos nortenhos. Foi num lance desse tipo em que Encada desmarcou Joca e Mika, ao sair da baliza, cometeu falta. Nenê encarregou-se da conversão e fez o primeiro da partida.

A resposta da Académica tardou e só apareceu aos 80 minutos. Uma bola longa de Mika encontrou Dani na profundidade. O jovem avançado assistiu João Mário em zona frontal, que falhou o empate por pouco.

Os últimos 20 minutos valeram pelo resto do jogo. Chaby acrescentou muita qualidade com bola ao ataque dos estudantes e o resultado permanecia incerto. Já em período de compensação, muito espaço concedido e a Académica apanhou o Leixões desprotegido. Traquina conduziu pela direita e cruzou para João Mário empatar.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Foi algures num ponto intermédio que Académica e Leixões resolveram ficar. A Briosa continua no segundo lugar e não conseguiu aproximar-se do Estoril, nem afastar-se do Feirense, mas também estamos numa época de manter distâncias. A equipa de Matosinhos continua na décima posição.

 

A FIGURA 

A Leixões SC – Futebol, SAD chegou a acordo com Jefferson Encada. O guineense, de 22 anos, chega ao Mar proveniente do Vitória SC.

Encada já se encontra integrado no plantel e vai envergar a camisola número 17 🔴⚪

Bem-vindo, Encada 💪#ArmadaDoMar #BemvindoEncada pic.twitter.com/QSeHbRwA9N

— Leixões SC – Futebol, SAD (@leixoessad) August 31, 2020

Jefferson Encada – A entrada do “17” alvirrubro foi o ponto de viragem para a turma leixonense. Encada foi o elemento-chave para a materialização no terreno de jogo da abordagem mais vertiginosa da sua equipa e para o sucesso do futebol de transição colocado em campo pela turma nortenha a partir da sua entrada em jogo.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Teles – o lateral-esquerdo tornado central não falhou descaradamente em qualquer momento, mas esteve mal em quase todas as ações. Apresentou em campo um futebol “atrapalhado”, não deu à equipa os níveis de construção desejáveis e apresentou-se a um nível, quanto mais, q.b. defensivamente.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Briosa assumiu, por iniciativa própria e alheia, a posse de bola. Apesar das restrições pandémicas, a bola circulava livremente de pé em pé; no entanto, a lateral e a retaguarda eram as principais direções em que seguia. Sanca e Traquina, que davam total largura, não eram capazes de dar profundidade, nem de resolver criativamente.

Profundidade: durante muito tempo foi esta a palavra de ordem no concernente à estratégia ofensiva academista. Contudo, o carácter inócuo que assumia cada tentativa de encontrar Rafael Furtado ou Fabinho nas costas da defensiva leixonense levou a uma alteração de planos.

Os comandados de Rui Borges adotaram, então, uma postura e uma dimensão tática mais conservadoras. Os laterais colavam-se às linhas laterais alargando ao máximo o terreno “jogável”, relegando a tarefa de construção aos dois centrais, apoiados por Dias e Guima no corredor central.

A boa organização defensiva do Leixões SC impedia a progressão academista na larga maioria das vezes, resultando numa partida “amarrada”. As poucas subidas no terreno da Académica davam-se pelos corredores laterais e culminavam com bolas cruzadas para o coração da área matosinhense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (-)

Rafael Vieira (6)

Bruno Teles (5)

Mike (5)

Guima (7)

Ricardo Dias (7)

Fabinho (5)

Traquina (6)

Sanca (6)

Rafael Furtado (5)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (6)

Fábio Viana (6)

Mimito (5)

Filipe Chaby (7)

Dani (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A turma de Matosinhos apresentou-se especulativa, promovendo ativamente a posse de bola da Académica e remetendo os seus homens de campo à segurança de três linhas bem definidas – duas de quatro jogadores e uma de dois. As ordens dadas por José Mota durante a semana de trabalhos eram claras: bloco intermédio e pressão ligeira sobre o adversário em cujos pés se encontrasse o esférico.

Kiki funcionava como elemento ambíguo na ala esquerda da turma leixonense, no momento defensivo, ora compondo a segunda linha de quatro camisolas alvirrubras, ora pontualmente transformando a linha de quatro defensores numa linha de cinco homens.

Em ataque posicional, Kiki juntava-se a Nenê para formar uma dupla atacante cuja sede de bola raramente era suprida, muito pela incapacidade de construção dos visitantes. A missão ofensiva primordial do Leixões era procurar ligar a linha mais recuada e a linha mais avançada verticalmente pelo corredor central, partindo dos centrais a iniciativa de fazer chegar a bola aos apoios frontais proporcionados, regra geral, por Kiki e Nenê.

Quando não goradas essas tentativas, era imediata a busca pela lateralização, para que os alas partissem para o um para um ou para o cruzamento. A falta de inspiração dos alas não permitiu materializar o desenho estratégico tantas vezes quantas gostaria José Mota.

Na falta de melhor capacidade ofensiva posicional, a turma matosinhense começou a investir nas saídas rápidas, com ataques vertiginosos e fulminantes. Para a aplicação prática desta teoria, contribui, em grande medida, a boa leitura da equipa técnica do Leixões SC , que a meio do segundo tempo fez entrar Joca Samuel e Jefferson Encada.

Encada, no meio-campo, e Samuel, na frente de ataque, permitiram aos alvirrubros expor em campo as (novas) ideias nascidas no banco leixonense. Nota ainda para a adoção de um sistema de 5-4-1 em momento defensivo pelos leixonenses nos momentos finais, quando se encontrava em vantagem por 1-0 e pressionada pela Académica-OAF.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕS

Stefanovic (6)

Edu Machado (5)

Pedro Pinto (6)

Brendon (5)

Tiago André (6)

Avto (6)

Bruno Monteiro (5)

Rodrigo (5)

Cristophe Nduwarugira (7)

Nenê (6)

Kiki (6)

SUBS UTILIZADOS

Joca Samuel (6)

Jefferson Encada (7)

Sapara (5)

Lucas Lopes (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR:  A entrada de Chaby foi responsável pela melhoria da Académica?

Rui Borges: Foi um pouco isso que aconteceu. O Chaby entrou bem. Precisávamos de jogadores mais refinados a definir em espaços curtos. Não entrou mais cedo dado que só tinha mais uma paragem para mexer. Ele entrou bem porque era isso que o jogo pedia. Deu-nos qualidade nas tabelas curtas e nos apoios frontais. O Chaby consegue arranjar os espaços onde os outros não arranjam.

Leixões SC

BnR: Que mensagem transmitiu ao intervalo que justifique a melhoria da equipa?

Tiago Pinheiro:  A realidade do jogo é jogámos com uma Académica com aspirações à subida de divisão e, por isso, o empate é positivo. Na primeira parte, as equipas encaixaram-se taticamente, não que nós fossemos inferiores. Na segunda, explorámos os espaços que vimos que existiam e, numa jogada de transição, conseguimos chegar ao golo.

A prática do rebranding no futebol | É este o meu novo clube?

Em todos os ramos da atividade econômica, uma marca bem trabalhada é um aspeto fundamental para qualquer empresa, e no futebol o princípio não é diferente. Neste artigo procuramos olhar para a prática do rebranding concretamente no futebol.

Uma marca funciona como uma espécie de “atalho mental” para que certos aspetos, sejam associados a ela, podendo agregar valor a um produto através de três formas: possibilidade de cobrar preços mais avultados pelos seus produtos, aumentando a margem de lucro, possibilitando a venda em maior quantidade (criando ganhos em volume), ou uma junção de ambos. O branding é normalmente considerado a gestão dessa marca, procurando criar nos consumidores e no público em geral, perceções muito próprias e distintivas dessa da marca. Finalmente, o rebranding implica uma reestruturação, a mudança de aspetos anteriormente construídos pelo branding, envolvendo um reposicionamento da marca.

Quando falamos em empresas que atuam globalmente (como é o caso dos clubes das grandes ligas europeias) as suas marcas devem ser promovidas para diferentes públicos em vários locais do mundo. A verdade é que com o tempo, uma marca pode perder relevância e visibilidade para o consumidor, tornando-se atrativa para um público cada vez menor. E parece ser precisamente neste aspeto que alguns dos grandes clubes Europeus têm apostado.

Para mudar este panorama, ligas e clubes têm apostado no rebranding de suas identidades visuais, procurando assim aumentar a atratividade e procura das suas marcas, aumentando receitas através de ganhos com licenciamento de produtos, programas envolvendo os seus adeptos, aumento de público nos estádios e valorização dos direitos de transmissão do campeonato.

Por exemplo em França, desde 2018, clubes como o Lille OSM, Toulouse FC, Nîmes Olympique, EA Guingamp, FC Nantes, Stade Reims e FC Girondins Bordeaux mudaram os seus símbolos na busca de novos resultados.

Mas por todo o mundo existem muitos e bons exemplos de clubes que decidiram alterar o seu escudo e em alguns casos inclusivamente o nome, criando ou reformulando assim uma Marca: Atlético Paranaense, Atlético de Madrid, Chelsea FC, Manchester City FC, Juventus FC ou mais recentemente até a própria Liga Portuguesa de Futebol Profissional.


Um dos casos mais badalados dos últimos anos foi a equipa de Cristiano Ronaldo, que apostou num rebranding bastante ousado, principalmente quando comparado com as mudanças de símbolo operadas por grandes clubes como Chelsea FC, Manchester City FC e Atlético de Madrid. Criada pela agência Interbrand Milão, com base na abordagem “black and white and more” (procurando cimentar a marca não só no mundo do futebol, onde já conquistou o seu espaço, mas igualmente noutros setores de mercado), a mudança não podia ter sido mais simplista, abandonando o seu anterior e complexo escudo em detrimento de um novo símbolo onde apenas é visível a letra “J”. Uma mudança que parece ter criado uma marca minimalista, mas que é uma forte aposta para a sua globalização.


O FC Internazionale prepara-se igualmente para, em breve, mudar o nome e o símbolo. De acordo com as notícias que têm vindo a público nos últimos dias, o clube deixará em março de se chamar FC Internazionale para passar a Inter Milano. A ideia em fazer desaparecer a designação Internazionale é curiosamente para tornar o clube mais internacional, ao mesmo tempo procurando que o clube fique mais ligado à cidade, e mais próximo da forma como, na verdade, é conhecido e chamado internacionalmente.

Também o símbolo vai sofrer profundas alterações, destacando-se apenas as letras “I M”. Ainda que discretamente, a campanha de apresentação parece estar a ser preparada há vários meses e envolve a colaboração de designers mundialmente conhecidos, bem como de adeptos e históricos jogadores dos nerazzurri.

De uma perspetiva mais pessoal, é inequívoco que o futebol há muitos anos se tornou um negócio e cada vez menos tradição e paixão. De uma perspetiva empresarial e corporativista, estas mudanças fazem sentido porque é necessário inovar e criar mais conteúdos. De uma perspetiva mais emocional, mudanças no nome e no símbolo, ainda para mais de formas tão radicais, parece-me uma certa “traição” à história e valores dos clubes.

E vocês, de que lado ficam?

Top 5 jogadores que jogaram no AC Milan e no FC Internazionale Milano

As formações rossoneri e nerazzuri, além de partilharem a mesma cidade e o mesmo estádio, têm um vasto historial de jogadores que vestiram as duas camisolas. Estes dois colossos europeus, um pouco adormecidos, já venceram em conjunto dez Liga dos Campeões, sete delas conquistadas pelo AC Milan. No que toca por exemplo a Ligas Italianas, o número é também o mesmo, 18 vezes campeões quer um emblema quer o outro.

DÉRBI MILANÊS: OS DOIS PRIMEIROS CLASSIFICADOS DA LIGA E RIVAIS ETERNOS DEFRONTAM-SE NO JOGO GRANDE DOS QUARTOS DE FINAIS DA TAÇA! APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Na antevisão do embate destas duas equipas, recordamos neste artigo cinco jogadores que jogaram nos dois lados do campo. Numa vasta lista de craques, a ordem não tem qualquer razão. Tirando os atletas a seguir apresentados, que jogadores incluirias neste top?

As 4 mudanças mais empolgantes para 2021 na Fórmula 1

0

A transição de 2019 para 2020, ao contrário do que 2020 se resumiu, foi muito calma, no que toca à grelha de pilotos e equipas na Fórmula 1. Apenas tivemos a saída de Nico Hulkenberg e a vinda de Esteban Ocon para a Renault, e a saída de Robert Kubica e a sua substituição por Nicholas Latifi na Williams.

Porém, se o ano anterior tem poucas mudanças, reza a lenda que o próximo ano tem que ser um ano cheio delas. E 2021 será assim.

Assim, como as trocas são muitas, decidimos fazer uma pequena compilação das quatro mudanças que irão tornar a Fórmula 1 um pouco mais atrativa, por muitos motivos.

Foto de Capa: Red Bull Racing