SL Benfica e CD Nacional entram em campo segunda-feira para jogarem a 15ª jornada da Primeira Liga Portuguesa. Este jogo não se iria realizar, logicamente, caso os “encarnados” passassem à final da Taça da Liga, mas acabou por ficar confirmado, quarta-feira à noite, depois da eliminação das “águias”. O Sporting de Braga acabou por levar a melhor por 2-1, em mais um jogo pobre da equipa de Jorge Jesus.
Mas olhando para aquele que é o jogo em análise, frente ao CD Nacional, o que se pode esperar do SL Benfica? Uma resposta à altura com números de goleada ou mais uma exibição fraca, com uma possível perda de pontos? É difícil responder a tais perguntas dada a irregularidade da equipa da Luz, mas uma coisa é certa: muitas vão ser as baixas por Covid-19 no plantel “encarnado”, e não se antevê um jogo nada fácil para a equipa caseira.
Num jogo muito importante para ambos os clubes – pontos na luta pelo título no caso do SL Benfica e pontos para fugir à zona de despromoção no caso do CD Nacional, o Bola na Rede decidiu evidenciar os principais pontos fortes e fracos de ambos os conjuntos.
Como é apanágio um pouco por todos os escalões de formação na Academia de Alcochete, são bastantes os jogadores de qualidade no plantel da equipa de sub-23 do Sporting CP.
Nos últimos três anos, foram vários os jogadores que passaram por este escalão e que posteriormente se estrearam na equipa principal do Sporting CP, com destaque para alguns nomes como Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Thierry Correia, Daniel Bragança, Miguel Luís, Matheus Nunes, Gonzalo Plata ou Tiago Tomás.
Está na hora de perceber quem são alguns dos rapazes que se têm destacado e que poderão vir a demonstrar todo o seu talento de leão ao peito na equipa principal muito em breve. Só escolhi jogadores até aos 18 anos, dado que terão uma margem de progressão maior.
Independentemente de quem sejamos, independentemente de onde estejamos, todos gostamos de ver história a ser feita. E história é exactamente aquilo que temos visto acontecer ao longo dos últimos meses na National Football League (NFL).
Depois de terem de adaptar toda uma temporada a um contexto pandémico, de ter existido um corte nos jogos de pré-temporada, de se terem criado protocolos extremamente rigorosos ao longo de toda a época. É verdade que os casos até que foram surgindo, mas o impacto desportivo foi próximo de zero.
A fase regular, composta por 256 jogos, foi disputada sem qualquer cancelamento – ainda que alguns jogos tenham sido adiados. Na fase a eliminar, os playoffs, tivemos dois fins-de-semana extremamente bem disputados, com seis jogos no super fim-de-semana de wild card e nas quatro partidas do fim-de-semana divisional.
Agora, no próximo dia 24 de Janeiro iremos ter os embates que decidem os vencedores de cada conferência. De um lado, Tampa Bay Buccaneers contra Green Bay Packers lutam pelo título da NFC (National Football Conference) e, do outro, Buffalo Bills e Kansas City Chiefs, que disputam o trono da AFC (American Football Conference).
No jogo final pela NFC, o embate vai ser entre o inevitável Tom Brady e o imparável Aaron Rodgers.
Depois de 21 anos no outro lado da barricada, a jogar na AFC e com os New England Patriots, Brady decidiu atravessar a ponte para este lado e decidiu começar uma nova relação com os Tampa Bay Buccaneers. Com alguns tropeções no caminho para o jogo grande, jogo esse onde foi o jogador que mais presenças marcou, nove no total, está agora a apenas 60 minutos de ser o primeiro a aumentar esse registo para 10 presenças num Super Bowl.
Mas, do outro lado, vai estar Aaron Rodgers. Apelidado como imparável ao longo desta temporada, espera regressar ao jogo grande pela primeira vez na última década. Depois de ter ganho o seu único Super Bowl em 2010, a realidade é que, apesar de se ter mantido sistematicamente competitivo, tendo quatro presenças nas finais de conferência desde 2014 (mais do que qualquer outra equipa ou quarterback da NFC) ir ao jogo grande não tem sido consequência dessas presenças.
Como tal, duas velhas raposas, duas forças da natureza, dois futuros jogadores de Hall of Fame irão lutar pela presença no Super Bowl LV. Quem seguirá em frente?
No que toca ao embate final pela AFC, vamos ter um duelo entre dois novos e enormes talentos da NFL.
Patrick Mahomes, apelidado de prodígio, desde 2018 que se tornou um dos principais protagonistas da competição. Foi nomeado MVP, venceu o último Super Bowl e foi, igualmente, o MVP desse jogo. O Quarterback conseguiu, agora, levar os Chiefs à terceira final da conferência consecutiva, que vai jogar na sua casa. Mahomes ambiciona igualmente levar os Chiefs ao segundo Super Bowl consecutivo, algo que nunca aconteceu na história da equipa.
Mas, do outro lado, estará Josh Allen, o inconformado, talvez o jogador que mais cresceu e evoluiu, de um ano para o outro. Talvez o quarterback em melhor forma da NFL neste momento. Allen já quebrou a narrativa dos Bills não vencerem um jogo nos playoffs desde 1994, já quebrou a narrativa de os Bills não jogarem uma final de conferência desde 1993 e espera agora quebrar a narrativa de os Bills nunca terem vencido um Super Bowl. Nota que estes Bills foram a única equipa na história da NFL com quatro presenças consecutivas no Super Bowl, sendo que perderam essas mesmas quatro finais…
Como tal, com tanto talento no relvado, com a sagacidade toda destes jovens, vamos ver qual deles conseguirá vencer o jogo e marcar presença no Super Bowl LV. O prodígio ou o inconformado, quem seguirá em frente?
O dia 24 de Janeiro será uma noite de emoções fortes, com ambos os jogos marcados para as 20h05 e 23h40, com transmissão em exclusivo na Eleven Sports 2. Vamos ficar a saber os grandes finalistas do Super Bowl LV, a ser disputado no dia 7 de Fevereiro em Tampa Bay, Florida.
Foto de Capa: Tampa Bay Buccaneers
Artigo redigido por André Amorim, comentador Eleven
Estádio cheio, animação nas bancadas e testes só ao som da instalação sonora do estádio. É à distância de todas estas coisas que estamos desde que, há cerca de um ano, o SC Braga se tornou campeão de inverno. Rúben Amorim sentava-se no banco minhoto na altura dessa conquista. Hoje, foi adversário, à frente do Sporting CP. Ele, que até já marcou numa final da Taça da Liga, tinha a missão de meter os seus pupilos verdes e brancos a fazer o mesmo. Do outro lado, ao leme do Braga, estava Carlos Carvalhal, o treinador que venceu a primeira edição do troféu ao serviço do Vitória FC.
O Braga não quis esperar pela hora indicada para começar os exercícios de aquecimento e começou logo a aumentar o calor da final antes da partida começar. No momento do apito inicial, o choque deve ter sido térmico, não fosse a chuva e o frio que se fazia sentir.
Duas foi o número de vezes que Sporting CP e Braga ganharam a competição. Para a vencerem pela terceira vez, as equipas tinham de se libertar das amarras táticas em que o jogo estava lançado. Ambas as estruturas, à partida, encaixavam na perfeição uma na outra.
Não houve, no entanto, sistema tático em que as equipas estivessem montadas que escondesse aquilo em que o jogo se tornou. As poças que se distribuíam pelo relvado atrapalharam os intervenientes na gestão da bola. A forma como o esférico não rolava com a fluidez habitual levou a um aumento do número de duelos, alguns deles bem ríspidos. O que abundava em água escasseava em oportunidades.
Os embates entre os laterais de ambas as equipas podiam ser a forma de encontrar o caminho para as balizas. Foi por isso que os lances protagonizados por Nuno Mendes e Esgaio, de um lado, e por Porro e Galeno, do outro, podiam ser o segredo para o sucesso, uma vez que o corredor central se encontrava bastante povoado.
Já no término da primeira parte, e com os dois treinadores na bancada após serem expulsos, Porro foi de Fiat e sem respeito por qualquer tentativa de o pararem, enquanto Galeno ainda metia a chave na ignição. Rematou cruzado e fez o primeiro golo do jogo.
A segunda parte trouxe mexidas. O Braga lançou Paulinho para o lugar de Abel Ruiz e o Sporting trouxe Nuno Santos para a posição que antes era ocupada por Jovane. Tiago Tomás veio apetrechado com uma toca que, embora destinada a proteger uma ferida que fez nos primeiros 45 minutos, se adequava às circunstâncias. Com nomes diferentes e objetos novos, a tendência dos dois conjuntos para procurarem bolas longas manteve-se.
Os minhotos estavam melhor. Subiram os níveis de agressividade e aproximaram-se mais da baliza dos leões com alguns desenhos ofensivos como até aí não se tinha visto no jogo. Iuri Medeiros deu bons sinais aquando da sua entrada. Paulinho quase capitalizava essa melhoria da equipa com um golo. Só a barra o impediu. De seguida, foi a posição irregular de Esgaio que não deixou o Braga festejar a igualdade.
Com o jogo a terminar, os arsenalistas pressionaram. Geraram-se alguns conflitos e saltaram uma série de cartões do bolso do árbitro, um deles vermelho, exibido a Pedro Gonçalves.
O jogo estava para guerreiros, mas foram os leões que foram bem-sucedidos. Muitas vezes considerada a Taça a que ninguém Liga, o Sporting leva para Alvalade o troféu. A final deixou muito a desejar do ponto de vista futebolístico. O coração sobrepôs-se a qualquer plano que os treinadores tivessem delineado e a qualidade perdeu-se. Festeje-se (em casa), o Sporting CP é campeão de inverno.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Porro – Com a boa atitude competitiva vem o resto. Esteve muito bem a fechar o espaço do corredor lateral e revelou-se quase intransponível. O golo que marcou foi decisivo para a vitória.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
João Mário – Costuma jogar de pantufas, mas hoje foi dia de calçar as botas. O físico não é o seu forte, mas o jogo estava a exigir muito dessa componente, principalmente no meio-campo, pelo que não conseguiu ter a influência habitual.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting andou entre o 3-4-3 e o 5-4-1, conforme tivesse ou não a posse de bola.
Em organização defensiva, estabeleceu uma clara linha de cinco elementos, Porro, Inácio, Coates, Feddal e Nuno Mendes. À frente destes jogadores, existia ainda uma linha de quatro e um elemento solto na frente que formavam o obstáculo que o Braga tinha de ultrapassar. De salientar a importância do papel de Palhinha no equilíbrio da equipa.
A atacar, Porro foi o lateral mais disponível para se envolver. João Mário, que costuma orquestrar a posse de bola da equipa, sofreu com as características do jogo. Pedro Gonçalves teve livre trânsito para se mover por terrenos interiores e funcionar como terceiro médio com chegada à área. A mobilidade dos homens da frente foi uma constante e Tiago Tomás caiu frequentemente sobre a direita no apoio a Porro, em ocupação do espaço deixado por Pedro Gonçalves. Esta situação visou causar desequilíbrios no corredor em situações de dois para um com o lateral contrário.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (6)
Pedro Porro (7)
Gonçalo Inácio (6)
Sebastián Coates (6)
Zouhair Feddal (5)
Nuno Mendes (5)
João Palhinha (6)
João Mário (5)
Pedro Gonçalves (5)
Jovane Cabral (5)
Tiago Tomás (5)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (5)
Andraz Sporar (5)
Matheus Nunes (5)
Neto (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
A dinâmica mais evidente do 3-4-3 em que Carlos Carvalhal lançou os seus guerreiros esteve presente no flanco esquerdo, potenciada por Galeno e Sequeira. No momento ofensivo, Galeno soltou-se, sem receio, para o ataque, mas somou a isso a responsabilidade de fechar o corredor esquerdo e formar uma linha defensiva de cinco elementos, orientando o seu posicionamento em função do lateral contrário, no caso, Porro, quase como se de uma marcação individual se tratasse. Sequeira funcionou como terceiro central no momento de circulação de bola em ataque organizado, permitindo uma construção a três e obrigando os médios Castro e Al Musrati a jogarem dentro da estrutura do adversário. No entanto, quando o Braga tentou uma saída pressionada, nomeadamente nos pontapés de baliza, Sequeira deu largura à esquerda. Esta situação aconteceu poucas vezes dado o seu risco devido ao estado do terreno.
Em organização defensiva, o Braga dispôs-se, na maior parte do tempo, em 5-4-1, baixando Esgaio e Galeno para junto dos centrais Tormena, Carmo e Sequeira. Os centrais, sempre que a bola entrava nos jogadores que caíam na sua zona, saíam a pressionar salvaguardados pelos restantes quatro elementos do setor recuado. Lado a lado, Castro e Al Musrati encheram o miolo, e que importante que isso foi para não dar aso aos rasgos criativos de João Mário.
No momento de tentar ferir as redes contrárias, total liberdade para as subidas de Galeno e Esgaio, que se juntaram aos jogadores mais avançados, Fransérgio, Ricardo Horta e Abel Ruiz, para fazerem mossa. Não esquecer o papel dos restantes cinco jogadores que se mantiveram organizados para garantirem uma boa transição defensiva.
É justo dizer que o mercado de transferências tem sido fortemente inflacionado na última década. Os valores estão a tornar-se verdadeiramente astronómicos, envolvendo cada vez montantes mais elevados. Na temporada 2009/10, a mudança de Cristiano Ronaldo para Manchester provocou uma inflação no mercado, ao ser transferido por uns impressionantes 94 ME (milhões de euros). Desde então, Antoine Griezmann (120 ME), João Félix (127 ME), Ousmane Dembelé (130 ME), Philippe Coutinho (145 ME), Kylian Mbappé (145 ME) e Neymar (222 ME) superaram já, largamente esses valores.
Ao longo do tempo, os clubes vão estando também atentos a oportunidades no mercado de transferências que podem ser bem mais rentáveis. São esses os casos dos jogadores incluídos na lista. Todos eles chegaram a “custo zero” e revelaram-se, ou revelam ainda, ter sido umas autênticas pechinchas para quem os contratou.
A CRÓNICA: RECITAL DE FUTEBOL ONDE OS DA CASA NÃO APARECEM
O AC Milan partia para esta jornada no topo da tabela classificativa, enquanto que a equipa de Bérgamo ocupava o sexto posto, numa posição pouco reveladora do futebol que tem praticado. Estavam reúnidas todas as condições para ser uma grande partida, a cabeça de cartaz da Liga Italiana na 19ª jornada.
Privilegiada por jogar em casa (ainda que, nesta altura, isso pouco signifique), a equipa de Milão quis entrar a mostrar quem manda e conseguiu ser superior nos primeiros dez minutos de jogo. A partir daí, esse ímpeto inicial esvaneceu-se e foi a equipa forasteira que assumiu as rédeas da partida, tendo mesmo chegado aos golo aos 26 minutos, por intermédio do defesa-central Cristian Romero. Um pontapé de canto estudado que deu frutos e colocou a Atalanta em vantagem no marcador.
Até final da primeira parte, a equipa visitante continuou a mandar no jogo, praticando sempre um futebol muito bonito e justificando a liderança no marcador. Para vencer, o AC Milan teria de fazer muito mais, uma vez que não teve qualquer remate enquadrado com a baliza do adversário.
Com a segunda parte, veio a entrada de Brahim Díaz, mas nem assim as coisas se alteraram. Se essa esperança havia, Kessie fez questão de deitá-la por terra, depois de uma infantilidade dentro de área que concedeu à Atalanta uma grande penalidade. Ilicic fez jus ao belo jogo que estava a realizar até então e colocou o marcador no 2-0. O AC Milan tentou, depois disso, responder, mas nunca foi uma equipa verdadeiramente perigosa. Foi um questão de tempo até sofrer o terceiro golo que fechava assim o encontro. Uma Atalanta muito superior, que conseguiu, desta vez, aliar à boa exibição os três pontos, algo que tem faltado neste campeonato. O AC Milan manteve a liderança, mas viu o rival de Milão aproximar-se, neste campeonato que promete ser disputado até ao fim.
A FIGURA
Sem Papu Gómez, ele virou o protagonista definitivo desse time da Atalanta. Que time bom, esse do Gasperini.
Josip Ilicic – O avançado esloveno foi um verdadeiro tratado de futebol no Giuseppe Meazza, tendo acabado o jogo com apenas um golo de grande penalidade. Podia ter feito mais dois, mas, mais do que isso, foi o grande responsável pela produção ofensiva da equipa, enquanto esteve em campo. Sempre a aparecer entrelinhas, conseguiu quebrar toda a defesa do AC Milan e criar espaços neste que não era um jogo nada fácil para os forasteiros. Muito certo e eficaz nas suas ações, fez tudo bem e merece levar para casa a distinção de melhor jogador desta partida.
O FORA DE JOGO
O Milan só venceu a Atalanta uma vez, nos últimos 10 jogos. São 3 vitórias da Atalanta e 7 empates. Jogo de hoje nem acabou e já tá 3×0… pic.twitter.com/vOZBFUnYrk
Equipa do AC Milan – Fica a ideia de que os jogadores da equipa da casa apareceram para jogar os primeiros dez minutos e depois desinteressaram-se da partida. Nunca foram verdadeiramente perigosos na frente, e na defesa pareceram sempre muito permeáveis, permitindo à Atalanta criar muitas situações de golo. Nada funcionou neste jogo e foi uma tarde/noite para esquecer também para Pioli. Continuam na liderança, mas terão que fazer mais, se quiserem levantar o troféu que lhes foge há muitos anos.
ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN
Stefano Pioli dispôs a sua equipa num 4-2-3-1, reforçando bem a zona do meio campo onde a Atalanta é muito forte, essencialmente por intermédio de Ilicic. Assim, à frente da linha dos defesas, jogaram Tonali e Kessie, os dois médios mais recuados, a contar com o apoio do médio mais ofensivo, Meite, que se estreou a titular na equipa de Milão. No trio de ataque, Rafael Leão pela esquerda e Samu Castillejo pela direita, no apoio ao ponta-de-lança, Zlatan Ibrahimovic, sempre muito presente na área a procurar ser servido pelos colegas de equipa. Durante o jogo, a equipa não conseguiu imprimar grandes dinâmicas, facilitando, assim, a tarefa defensiva do adversário, que pareceu sempre muito tranquilo no momento defensivo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Donnarumma (4)
Calabria (5)
Kalulu (5)
Kjaer (5)
Théo Hernandéz (4)
Tonali (5)
Kessie (4)
Meite (4)
Castillejo (4)
Rafael Leão (4)
Ibrahimovic (5)
SUBS UTILIZADOS
Brahim Diaz (5)
Musacchio (5)
Rebic (4)
Mandzukic (5)
ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC
A equipa de Bérgamo apresentou-se no típico 3-5-2, dando grande liberdade essencialmente aos dois alas, Hateboer e Gosens. Nem por isso esta é uma tática muito defensiva, uma vez que, para além dos três centrais, também o meio campo se mostrou bastante firme com de Roon e Freuler mais recuados e Pessina mais avançado, ainda que sempre atento ao momento em que a equipa perde a bola. À frente, apareceram Dúvan Zapata e Ilicic, o primeiro mais físico e perto da área, com o esloveno a ser mais um falso novo capaz de ligar os setores da equipa nos vários momentos do jogo. A partir daqui, isto é só tática, uma vez que as dinâmicas impressas por Giasperini são simplesmente notáveis e fazem a equipa jogar a um nível muito elevado, do melhor que se vê em Itália.
O tema FC Porto/renovações tem sido uma constante ao longo dos últimos anos, já que a equipa portista tem revelado uma enorme dificuldade em renovar vínculos laborais com os seus principais ativos, deixando sempre o clube numa posição deficitária. As dificuldades financeiras que têm assombrado o “dragão” já são muitas, e esta gestão faz caminhar o clube para um caminho penoso, conseguindo apenas tirar proveito desportivo dos seus jogadores.
Deste modo, chegamos a mais uma época desportiva e o emblema azul e branco entrou em “campo” com 3 jogadores em final de contrato: Otávio, Marega e Sérgio Oliveira, conseguindo apenas com este último uma prorrogação de contrato. Neste momento, atendendo às regras desportivas, cada atleta que se encontra nesta situação já pode assinar um pré-contrato com outro clube, sem que o seu atual empregador seja ressarcido. Por isso, mesmo, Otávio, que tem sido um dos esteios da equipa de Sérgio Conceição, já vê o seu nome apontado a vários clubes mundialmente.
Otávio pode estar próximo da saída do FC Porto Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Atualmente, o nome AC Milan tem sido a equipa, confiando nas notícias, que mais pressão tem feito para garantir já o concurso do médio brasileiro. Porém, FC Inter Milão, Sevilha FC, Arsenal FC, Leicester City FC, SE Palmeiras, e várias formações árabes estão no seu encalce. Por sua vez, o FC Porto parece estar decidido a tentar convencer um dos seus principais ativos a permanecer na cidade Invicta, mas com a plena noção de que é uma missão impossível.
Assim, o jogador encontra-se no “melhor dos dois mundos”, uma vez que, perante este tipo de contratação, os futebolistas, através dos seus agentes, conseguem sempre um bom prémio de assinatura e um melhor salário, visto que entram numa espécie de leilão. Com isto, o mais provável é que estaremos a assistir aos últimos meses com “Otavinho”, como é conhecido, vestido de azul e branco.
Nota prévia: num país assolado por um vírus sobre o qual ainda muito se desconhece, com um povo à deriva muito devido à ineptidão de quem o governa, é no mínimo torpe e doentio que um responsável pela comunicação de um clube utilize um tema tão sensível e delicado como arma de arremesso para dizer uns disparates sobre o Sporting CP.
Como já é useiro e vezeiro, o Sporting CP viu-se novamente envolvido em polémica na véspera de um jogo decisivo, em concreto, a meia-final da Taça da Liga frente ao FC Porto. Devido à pressão inaceitável do clube nortenho no próprio dia do desafio, os Leões não puderam contar novamente com Sporar e Nuno Mendes, habituais titulares no onze leonino, mesmo após confirmação do laboratório responsável pela realização de testes de que ambos não estavam infectados com o novo coronavírus.
Será isto aceitável? Se um trabalhador que regista um “falso positivo”, ou cujo teste acusa um erro laboratorial, tem o direito de reingressar no seu local de trabalho, o mesmo não deveria acontecer com um jogador de futebol?
No final do jogo, Frederico Varandas falou às câmaras e tinha mesmo de falar. Embora seja criticável o seu discurso, é importante realçar o ponto central das suas declarações: a conduta da UNILABS não foi normal e o Sporting CP foi o maior prejudicado de toda esta história.
Será normal que um laboratório que assume perante Sporting CP que os jogadores visados não estão infectados pelo novo coronavírus e, depois, venha prestar declarações contraditórias a um jornal na sequência dos ataques ao Sporting CP por parte do responsável da comunicação portista?
Nos últimos dias foram amplamente divulgadas as estreitas ligações com os responsáveis máximos da UNILABS ao presidente da FPF e ao FC Porto, para além daquele laboratório ser parceiro do clube azul e branco há muitos anos. Aliás, o próprio CEO da UNILABS é um confesso adepto do FC Porto. Não esquecer, igualmente, que Tiago Pinto, ex-dirigente do SL Benfica, afirmou publicamente, antes de rumar para Roma, que “há clubes a esconder casos de COVID-19”, numa referência implícita ao FC Porto.
Tudo isto leva a questionar a idoneidade da UNILABS e o contrato que firmou com a Liga que lhe garante a exclusividade na realização de testes para a Liga. Mais. Perante a conduta prejudicial e inadmissível que teve para com o Sporting CP, esse contrato já deveria ter sido rescindido por parte da Liga!
Uma coisa é certa, o laboratório em causa está irremediavelmente descredibilizado e nada garante que o mesmo tenha acontecido em relação a jogadores de outros clubes.
Last but not least, a atitude do FC Porto na pessoa do seu responsável pela comunicação, Francisco Marques, foi desprezível (para não adjectivar com palavras mais grosseiras). O Sporting CP eliminou o FC Porto com todo o mérito, dando uma verdadeira “chapada de luva branca” ao referido funcionário do FC Porto. Até à hora do jogo, o Twitter desse funcionário portista registava uma actividade frenética repleta de pseudo-lições de moral e ódio ao Sporting CP, mas depois deixou de estar conectado à Internet. Na verdade, e fora de brincadeiras, as evidências que demonstram que o Sporting CP foi prejudicado pela UNILABS deitam por terra as acusações ridículas e gratuitas feitas por esse funcionário portista para tirar partido de um tema sério que está a arrasar o povo português.
No dia em que as autoridades apertaram as medidas para a contenção da pandemia o Sporting anunciou a intenção de cometer um crime público. Os jogadores Nuno Mendes e Sporar testaram positivo há quatro dias, mas o Sporting diz que estão em condições de defrontarem o FC Porto. pic.twitter.com/mlY3QUXfXF
Diz o povo que pela boca morre o peixe e Francisco Marques expôs uma vez mais a sua figura ao ridículo. O arauto do FC Porto provavelmente nem imaginaria que, se Sporar estivesse no banco, mais depressa entraria ele para o lugar de TT do que Jovane Cabral (!). Por esta hora, está mais do que visto que Francisco Marques é um caso de “falso positivo” de inteligência.
Caso tenha um pingo de dignidade, resta-lhe pedir desculpa pelas barbaridades e acusações que vociferou em biquinhos de pés contra o Sporting CP. Obviamente que não espero isso de um sujeito que não faz falta nenhuma ao futebol português e que contribui activamente para que este se torne numa pocilga ainda maior.
Ganhou como sempre fora das quatro linhas, mas, dentro do campo ,perdeu frente a uma equipa unida que nunca desiste.
Na 14ª jornada da Primeira Liga, o SL Benfica visitou o reduto do FC Porto, numa partida que acabou com um empate a uma bola entre “águias” e “dragões”. Apesar do resultado insatisfatório, a equipa encarnada demonstrou uma excelente atitude – e até teve boas oportunidades para trazer os três pontos para a capital.
Contudo, uma das grandes surpresas na partida foi a inclusão de Grimaldo como médio ala esquerdo, com Nuno Tavares a ocupar a lateral esquerda defensiva. Jorge Jesus, com esta mudança na estratégia da equipa, conseguiu estancar o lado direito do ataque portista, com Jesús Corona, o principal desestabilizador azul e branco, a não conseguir ter tanto espaço para criar como é habitual.
O mexicano raramente conseguia ficar sozinho no um para um com Nuno Tavares, pois Grimaldo estava sempre por perto para fazer superioridade numérica. E se no plano defensivo esta alteração deu frutos, o mesmo se pode dizer no plano ofensivo.
As jogadas mais perigosas do SL Benfica partiram quase sempre do lado esquerdo – com exceção a algumas arrancadas de Rafa, no outro lado do terreno. Inclusive, o golo do SL Benfica acontece a partir de uma bela jogada coletiva, com Nuno Tavares a encontrar Seferovic na área que, ao ver Grimaldo a chegar, assiste para o espanhol “picar” a bola por cima de Marchesín.
Final da partida!
O clássico no Estádio do Dragão ditou um empate a uma bola. O Benfica começou em vantagem com um golo de Grimaldo mas Taremi empatou para os “dragões”. As equipas mantêm-se empatadas na classificação.
A capacidade defensiva de Nuno Tavares aliada à qualidade ofensiva que Grimaldo acrescenta pode tornar esta parceria numa das mais perigosas da Primeira Liga. Resta agora perceber em que estado é que os dois jogadores vão regressar, pois encontram-se infetados com o novo coronavírus.
No entanto, e apesar deste grande “mas”, confio no potencial desta dupla no onze do SL Benfica, pois acredito que a equipa pode beneficiar – especialmente em termos defensivos – da inclusão dos dois jogadores no onze inicial.
Com Nuno Tavares a não se importar de fazer o “trabalho sujo”, Grimaldo fica mais livre para fazer o que faz melhor – desequilibrar no último terço do terreno, quer através de combinações e incursões interiores, quer por cruzamentos – sendo que, neste último aspeto, Nuno Tavares também é exímio.
A época de 2021 começa mais tarde e ainda com muita incerteza, mas, ainda assim, é esperada com bastante ansiedade no mundo do ciclismo. Após um mercado agitado e com várias jovens à procura de se afirmar, haverá muita gente no pelotão com muito a provar. De seguida, falamos de cinco das atletas que será preciso ter debaixo de olho neste novo ano.