

Os 5 momentos mais impactantes de 2020 | FC Porto
Os 5 momentos mais impactantes de 2020 | Sporting CP
Apesar de ter sido um ano negativo para a humanidade pelas mais óbvias razões, o ano de 2020 foi agridoce para o clube de Alvalade. O Sporting CP esteve mal na primeira parte do ano, sendo que protagonizou a época com mais derrotas da história do clube. Por outro lado, termina o ano em primeiro lugar do campeonato, conseguindo assim devolver a esperança que faltava a muitos adeptos em relação à possibilidade de conquista do campeonato. Se pudesse escolher uma palavra para avaliar o ano dos leões escolheria, sem dúvida, a palavra “bipolar”. Hoje trago os 5 momentos mais impactantes do Sporting CP em 2020:
Os 5 momentos mais impactantes de 2020 | SL Benfica


Foi um ano inesquecível para o SL Benfica. Pelas más razões, claro está, com uma percentagem de vitórias que só encontra valor semelhante nos anos negros de 2000 e 2001.
Perdido o campeonato, a Taça de Portugal, a Supertaça e a entrada na Champions, o SL Benfica não conquistou qualquer título em 2020, circunstâncias antes vistas só em… 2008.
Foi um ano de grandes mudanças a nível de cargos técnicos, a nível de transferências – começou com a bombástica contratação de Julian Weigl, continuou pelo defeso recheado de chegadas sonantes e a novela Cavani e terminará com a novela Lucas Veríssimo – e de grandes mobilizações da massa adepta, onde, apesar da pandemia, houve a vontade de 38 mil almas de dar o seu contributo à causa benfiquista, nas eleições mais concorridas de sempre.
FC Porto 5-3 AD Sanjoanense: Dragões mais próximos da frente
A CRÓNICA: DRAGÕES COMPLICAM, MAS VENCEM
O FC Porto conseguiu levar a melhor no jogo em atraso da Primeira Divisão, mas ainda teve de passar por alguns sustos.
Os forasteiros conseguiram adiantar-se na partida, aos cinco minutos, por Alex Mount, assistido por João Lima. Os dragões que vinham dominando perderam o controlo da partida, com várias perdas de bola, que permitiram vários contra ataques da Sanjoanense. Contudo, o Porto conseguiu empatar, numa bola jogada coletiva por Gonçalo Alves.
O Porto conseguiu-se reorganizar e chegou mesmo à vantagem por Carlo Di Benedetto que aproveitou a assistência de Mena. No entanto, ainda antes do intervalo, a equipa da Sanjoanense conseguiu empatar por Tiago Almeida, numa transição rápida.
O jogo iniciou a segunda parte como a primeira a tentar resolver a partida cedo. Depois de várias oportunidades, aos sete minutos, Gonçalo Alves conseguiu colocar os dragões novamente em vantagem, depois de Xavi Mallan ter impedido o golo de Alex Mount.
Grande passe de Rafa que Cocco junto do poste direito da baliza dos forasteiros finalizou. Não houve tempo para o Porto desfrutar da vantagem por dois golos porque Alex Mount fez logo no lance seguinte o 4-3, com a bola a bater em Mállan. Com a equipa de São João da Madeira a tentar chegar ao empate, Carlo Di Benedetto, lançado por Reinaldo Garcia, aproveitou uma transição rápida para dar um maior conforto no resultado.
A equipa da Sanjoanense ainda teve direito a um livre direto pela 15ª. falta do FC Porto. Mallán defendeu a bola parada marcada por Alex Mount.
Vitória justa do Porto, mas com a Sanjoanense a mostrar-se a bom nível e não seria, de todo escandaloso, os visitantes saírem com um ponto do Dragão Arena.
A FIGURA


Tiago Freitas – O guarda-redes foi muito importante por manter a equipa da Sanjoanense em jogo. Conseguiu fazer muitas defesas, em especial na segunda parte, com o aumento da pressão dos dragões sobre a sua baliza.
O FORA DE JOGO
🏆Liga Europeia de Hóquei em Patins
✅Estamos no Grupo B
▶FC Porto Fidelidade
▶HC Liceo
▶Genève RHC
▶La Vendeenne#FCPorto #FCPortoHóquei #FCPortoFidelidade #FCPortoSports pic.twitter.com/RScfOfWgdI— FC Porto (@FCPorto) September 12, 2020
Defesa do FC Porto – Já não é a primeira vez o destaque negativo para a defesa dos dragões esta época. A equipa mostrou-se, especialmente na primeira parte, muito intranquila com os ataques rápidos da Sanjoanense. Alex Mount não tinha marcação nos dois golos que fez, e conseguiu ficar frente a frente com o guarda redes dos portistas.
ANÁLISE TÁTICA – FC Porto
A equipa de Guillem Cabestany vinha limitada com a ausência de Di Benedetto e as limitações de Poka. A equipa só se apresentou com nove jogadores ao todo, incluíndo os dois guarda redes. Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Quando chegaram ao golo, os visitantes tentaram manter a estratégia, mas acabou por a não conseguirem manter.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Xavi Málian (6)
Xavi Barroso (6)
Reinaldo Garcia (6)
Giulio Cocco (7)
Rafa (6)
SUPLENTES UTILIZADOS
Tiago Rodrigues (-)
Mena (6)
Gonçalo Alves (7)
Poka (-)
Carlo Di Benedetto (7)
ANÁLISE TÁTICA – AD Sanjoanense
A equipa de São João da Madeira já sabia ao que vinha pelo maior favoritismo dos ainda campeões nacionais em título. Os jogadores tentaram através de transições rápido surpreender os dragões, focando-se na defesa. Alex Mount era o finalizador de serviço.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Tiago Freitas (8)
João Lima (7)
Pedro Cerqueira (6)
Xavier Cardoso (6)
Alex Mount (7)
SUBS UTILIZADOS
Marco Lopes (6)
João Cruz (6)
Pedro Rego (6)
Tiago Almeida (7)
Facundo Navarro (6)
Académica AAC 78-83 Vitória SC: V de Vitória
A CRÓNICA: SANGUE QUENTE DA BRIOSA NÃO CHEGOU PARA O GELO VITORIANO
Último jogo do ano na Liga Portuguesa de Basquetebol e, para fechar, um sempre quentinho Académica X Vitória SC. Os lugares de playoff estão a um preço altíssimo e um triunfo neste jogo para qualquer uma das equipas era fundamental para não perderem o comboio. Na nona posição, e fora dos lugares que todos querem, era a equipa de Guimarães que partia atrás do prejuízo.
No entanto, o equilíbrio foi a nota dominante no início do jogo. A Académica não conseguiu impor o ritmo que quis, mas conseguiu-se manter no jogo com uma boa atitude competitiva. O Vitória também não esteve nada mal nos dois lados do campo e organizou melhor o jogo. Desde início, ficou visível a diferença entre o estilo de jogo das duas equipas. Mais equilíbrio no final do primeiro quarto era difícil. 25-24 a favor dos visitantes eram os números que brilhavam no marcador do Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia.
No segundo período, a verdade é que o jogo prevaleceu renhido, mas o marcador deixou de o refletir. A Académica falhou muitos lançamentos fáceis e o Vitória capitalizou esses erros com lançamentos de belo efeito da linha de três pontos e em contra-ataque. A diferença era agora bem mais larga para os conquistadores, 51-36.
Outra atitude defensiva trouxe novamente os estudantes ao jogo e é assim que se reage quando os lançamentos não estão a cair. Começou tudo a correr melhor a partir daí. Carlos Fechas, técnico visitante, puxou as orelhas aos seus jogadores que ficaram apáticos perante a reação da Briosa. Esta semana começou a vacinação contra a Covid-19, mas quem precisava de uma injeção de moral era a equipa do Vitória. De seguida, o jogo ganhou contornos merecedores de um pavilhão cheio a apoiar as duas equipas. A Académica consumou mesmo a reviravolta no marcador. 65-61 no final do terceiro quarto.
Tudo em aberto para a ponta final do jogo e foi mesmo até ao fim. Com o jogo com uma diferença mínima, Paulo Caldeira teve lançamento para empatar, mas não conseguiu. O Vitória foi mais sóbrio nos momentos decisivos e venceu a partida.
Ótima maneira de fechar 2020 com este grande espetáculo. Num campeonato tão competitivo, em que tantas equipas têm aspirações a chegar aos oito primeiros lugares, esta vitória dos conquistadores é importante em termos classificativos, ainda assim, não garante nada. Lancem-se os confettis na entrada para 2021, mas só mais lá para a frente é que poderá ser celebrada a conquista dos objetivos a que ambas as equipas se propuseram. Fica um “até já” entre Académica e Vitória que, em breve, se voltam a encontrar para a Taça de Portugal.
A FIGURA
Jaron Hopkins ou Michael Jordan? 🤯🏀
Nós admitimos, já vimos e revimos este AFUNDANÇO umas 1922 vezes 🔨 pic.twitter.com/incZiACYoB
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) October 23, 2020
Jaron Hopkins – escolha difícil num jogo em que tanta gente contribuiu para tão grande espetáculo. Foi Hopkins que, quando a partida apertou, a equipa procurou e ele conseguiu resolver algumas coisas individualmente no ataque. Provocou muitas faltas aos defensores da Académica que não permitiu à Briosa uma melhor ponta final. Acabou com 18 pontos, seis ressaltos e duas assistências.
O FORA DE JOGO
With 22 points, 11 rebounds and a game-winning shot to lift @ElonMBasketball over Delaware, Tyler Seibring is our #CAAHoops Fan Voted Player of the Night! pic.twitter.com/Nsz9QTjvgp
— CAA Basketball (@CAABasketball) February 1, 2019
Tyler Seibring – com Berry no banco, que vinha sendo a referência interior da equipa e que por momentos pareceu estranho que não reentrasse no jogo, coube a Seibring servir de poste, o que não é muito o seu forte. A Académica explorou bem as suas debilidades defensivas para assumir a liderança. 12 passas dão uma ampla margem de manobra para os desejos de Ano Novo. Certamente, uma delas vai servir para pedir que exibições como esta não voltem a acontecer.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA AAC
Uma Académica bem ao seu estilo. Muita velocidade nas transições em busca de apanhar o cesto contrário desprotegido e conseguir pontos fáceis. A pressa nem sempre dá bons resultados, pelo que dela também surgiram alguns tournovers despropositados.
Sem Bakary Konate para rodar com Daniel Relvão na posição de poste, poderia ser mais difícil controlar o Vitória SC no jogo interior. Ainda assim, Relvão e Krassimir, vindo do banco, deram boa conta do recado num primeiro momento. Aliás, toda a equipa demonstrou grande preocupação em fechar a área pintada, facilitando o tiro exterior do adversário. Essa estratégia tornou-se insustentável quando os triplos dos vitorianos começaram a cair.
No ataque, o treinador Ivo Rego teve que pedir aos seus jogadores para partilharem a bola, tal era o abuso nas situações de um contra um no ataque da Briosa.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Malcolm Richardson (6)
Ashford Golden (6)
Robert McCoy (7)
Josh McNair (7)
Daniel Relvão (6)
SUBS UTILIZADOS
Paulo Caldeira (6)
André Mendes (5)
Krassimir Pereira (4)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
O Vitória SC não esteve para entrar em grandes loucuras. Tentou acalmar o ritmo do jogo e organizá-lo. Foi à procura do jogo interior, onde tinha uma forte vantagem de centímetros e peso. Começou com o seu cinco mais alto, abdicando de um base puro como André Bessa ou Litos Cardoso nos momentos iniciais. Com um basquetebol mais cerebral, obrigou a Académica a pausar o seu jogo e, em certos momentos, fez prevalecer o lado físico, tal como era seu desejo. De salientar, a importância de André Bessa quando entrou no campo, oferecendo grande clarividência à equipa.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jaron Hopkins (7)
Brandon Parrish (6)
Alex Peacock (7)
Tyler Seibring (5)
Coreontae Berry (6)
SUBS UTILIZADOS
Litos Cardoso (3)
Ricardo Monteiro (4)
André Bessa (6)
João Ribeiro (3)
Afonso Soares (-)
NBA | Os 5 melhores basquetebolistas com menos de 25 anos
O futuro da NBA está bem entregue. Há bons basquetebolistas jovens em todas as trinta equipas da melhor liga de basquetebol no mundo. Noutros tempos, LeBron James, Kevin Durant, Derrick Rose, Chris Paul, Kyrie Irving, Damian destacaram-se quando ainda eram estreantes. Esses seis jogadores ganharam o Rookie of The Year, o prémio dado ao melhor estreante em cada época. Dos cinco basquetebolistas que constam na lista, apenas dois ganharam esse prémio. Além disso, o mais novo dos cinco é o jogador mais bem colocado na lista.
Agora, falta saber quem são, na minha opinião, os cinco melhores basquetebolistas na NBA com menos de 25 anos.
Foto de capa: Dallas Mavericks
Lucas Veríssimo | Uma novela com um final feliz?


O SL Benfica não atravessa os seus melhores dias. Quer pela (pouca) qualidade do futebol praticado, quer por esta última vaga de casos de coronavírus que tem assolado a equipa, o que é certo é que os encarnados precisam de reforçar algumas lacunas do plantel em janeiro, sendo o setor defensivo uma das prioridades. É aí que entra o nome de Lucas Veríssimo.
O defesa brasileiro de 25 anos, que fez um Brasileirão de muita qualidade, tendo sido o titular do centro da defesa do Santos FC, tem sido um dos nomes apontados à Luz, e crê-se na sua chegada por um valor a rondar os dez milhões de euros.
Lucas Veríssimo é um jogador muito forte fisicamente. Com 1.88m de altura e 77 quilos, torna-se difícil ultrapassar o jogador em força. A nível defensivo destaca-se pelo bom posicionamento, boa marcação e capacidade de desarme. Registou 2.2 interceções por jogo e 1.9 desarmes. Foi ultrapassado em drible apenas 0.5 vezes por jogo e realizou 4.5 alívios. Vence 62% dos duelos que disputa. Veríssimo não é um jogador nada impetuoso.
Partidaça do Lucas Veríssimo! Confira a entrevista pós-jogo do nosso zagueiro. #BOTxSAN pic.twitter.com/9ietgrqPIt
— Santos Futebol Clube (@SantosFC) September 21, 2020
Mantém-se sempre calmo e tem uma boa tomada de decisão. O espelho disso mesmo foram as zero expulsões que teve no último campeonato brasileiro. Apesar da sua elevada estatura, o camisola 28 do Santos FC tem alguma qualidade técnica com a bola nos pés. Diversos são os lances onde podemos observar o jogador a ultrapassar, com habilidade, avançados bem mais rápidos e a progredir no terreno.
No que à construção de jogo concerne, apesar de ter bons números (completa 87% dos passes totais), peca muito nos passes longos (completa apenas 44%) e tem alguma dificuldade em encontrar colegas em boas posições. Tem uma grande margem de progressão, pelo que jogar ao lado de um jogador do calibre e experiência de Jan Vertonghen poderá ajudar o brasileiro a dar um salto qualitativo enorme.
O jogo aéreo é uma das grandes armas do jogador. Defensivamente é muito competente, ganhando 68% dos duelos disputados no ar. Ofensivamente é sempre uma referência a ter em conta, somando já dois golos e uma assistência na presente temporada (um na Libertadores; um golo e uma assistência na Série A do Brasileirão).
Resta, agora, aguardar por janeiro e perceber qual será a abordagem encarnada ao mercado de transferências. Veremos um Benfica cirúrgico ou esbanjador como vimos em agosto? Só o tempo – e as exibições até lá – o dirá.
Uma equipa carregada de juventude, amarelos e traumas | Sporting CP
Em alguns dos meus últimos textos fui referido algumas dificuldades que esta equipa de futebol do Sporting CP poderia vir a encontrar no caminho que até agora tem conseguido ultrapassar com maior ou menor dificuldade.
Cheguei a referir que a equipa estava dependente de “Pote”, da sua boa forma e golos, e faltando a inspiração desse jogador os jogos poderiam tornar-se complicados. Coincidentemente, ou não, Pedro Gonçalves, ao voltar de castigo não tem tido a mesma influência de antes na equipa e, consequentemente, o grupo mostrou imediatamente mais dificuldades em resolver jogos. Não será apenas pela inspiração individual deste jogador, mas isso resolvia muitos dos problemas que iam surgindo.
Junta-se a isso o facto de as equipas adversarias já se conseguirem adaptar à forma de jogar do Sporting CP. Equipas como a do campeonato português, que jogam na raça, fechadas, a pressionar, criam muitos problemas a este estilo de jogo, principalmente quando conseguem anular os criativos da equipa, nomeadamente João Mário e “Pote”. Ou seja, equipas que consigam povoar o meio campo, conseguem dificultar imediatamente o modelo leonino.
Felizmente, e nomeadamente no último jogo contra o Belenenses SAD, os jogadores conseguiram resolver essas dificuldades com jogo direto a aproveitar a rapidez de Tiago Tomas, mas não é essa a essência desta equipa, e talvez precisemos de mais rapidez na troca da bola para podermos ultrapassar as teias montadas pela maioria das equipas do campeonato português.
Essas equipas têm também uma pequena ajuda por saberem que contra o Sporting CP podem condicionar através da falta cirúrgica. Sabem que até aos 60 minutos, pelo menos, podem usar e abusar do jogo faltoso para parar qualquer jogada sem que lhe seja exibido qualquer cartão. Já se sabe, porque fazem questão de nos lembrar sempre e em todos os jogos, que qualquer lance mais duro será punido. Não é teoria, é factual. Basta ver os números de cartões que a equipa do Sporting CP tem comparativamente com outros emblemas.
Pela lógica sabemos que as equipas com mais posse de bola têm necessidade de fazer menos faltas, e logicamente correm menos risco de ser admoestados com cartões, mas por incrível que pareça, o Sporting CP, uma das equipas que mais posse tem, mais assenta o seu jogo pela troca de bola constante entre os seus jogadores, é também a que mais cartões tem no campeonato. Vejam lá quantos têm outras equipas com o mesmo tipo de jogo, mais especificamente as outras duas equipas ditas grandes.


Fonte: Bola na Rede
Tudo isto pode também advir da juventude da equipa que não consegue ainda ter a matreirice que é precisa para controlar os tempos dos jogos ou a forma como cada árbitro dirige o jogo. Porque quer queiramos ou não, percebe-se perfeitamente que os árbitros portugueses, para se defenderem apitam a todo e qualquer toque (bem, com as excepções que algumas cores beneficiam), todos sabem que um guarda redes pode fazer o anti-jogo que quiser porque só verão o amarelo depois dos 80 minutos e, esses momentos, para um jovem ainda não estão assimilados porque o que eles querem é jogar e correr, sem pensar quando, onde e como devem parar, cair, temporizar.
Todas estas condicionantes parecem estar a pesar na equipa. Nos últimos jogos não se vê a mesma fluidez e em alguns casos nem a mesma disponibilidade dos jogadores. Já o venho dizendo, começa a notar-se que a equipa é curta para que se possa pensar em conquistar títulos.
Começa a pesar a juventude, a pesar o facto de os jogadores começarem a perceber que jogando no Sporting CP o seu trabalho não é respeitado como noutros clubes, e até psicologicamente, estes jovens, numa época festiva onde normalmente podem receber o carinho das suas famílias, podem quebrar pela falta que isso pode fazer para aconchegar mentalmente miúdos de 18,19 ou 20 anos.
Sabemos todos que no Sporting CP, para termos as mesmas oportunidades que outros, temos de trabalhar o triplo e, no fim, isso pesa. Teremos de ser leões em todos os jogos para podermos ambicionar algo bom. Onde Vai Um Vão Todos, não como um rebanho de acéfalos, como alguns tentam colar a este lema, mas para ajudar o clube de todos nós a vencer.










