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Sai Tiago, entra João (Henriques): O futuro imediato do Vitória SC

Depois de um início de época bastante conturbado, onde as exibições não satisfizeram ninguém e os resultados – apesar de não serem assim tão maus – não corresponderam à expetativas, Tiago Mendes viu a sua passagem pelo Vitória SC acabar cedo e sem grande história.

Não foi por iniciativa dos vimaranenses, mas sim do antigo jogador de SL Benfica, SC Braga ou Club Atlético de Madrid, entre outros. Em Julho, num texto para o BnR onde refleti sobre os nomes já confirmados para os clubes da Primeira Liga Portuguesa, abordei a chegada de Tiago da seguinte forma:

“É uma autêntica incógnita, mas se Tiago quer um projeto ambicioso para começar, esta oportunidade é fantástica”.

Está claro que não a aproveitou. Principalmente depois de ver o primeiro jogo, parecia que este desfecho era inevitável, até pela falta de paciência característica dos dirigentes portugueses. A equipa praticava aquilo que defino como “futebol Simeone”: poucas ideias na frente de ataque, rigidez de processos defensivos que nem sempre eram cumpridos da melhor forma e uma desvirtuação completa do que víamos com Ivo Vieira. Terá, com certeza, muita qualidade para dar ao futebol mundial, mas ainda tem muito para crescer e, sobretudo, para desenvolver a sua ideia de jogo de forma mais clara e concisa.

Entre notícias que alegavam que o motivo da discórdia seria a não contratação de alguns nomes considerados essenciais pelo jovem treinador português e depois a resposta oficial do Vitória SC em comunicado, deixam-me a ideia que esta saída ficou com “coisas por dizer”. A verdade é que saiu – acho que foi o melhor para ambas as partes – e era urgente encontrar uma solução durante a paragem das ligas domésticas e compromissos de seleção.

Para voltar a fortalecer o “Castelo” e com o mesmo apelido, eis que surge, sem clube, João Henriques, treinador que se notabilizou pelo seu trabalho no FC Paços de Ferreira e, mais recentemente e principalmente, nos açorianos do CD Santa Clara. Aqui, já não creio que haja qualquer tipo de incógnita: o Vitória SC volta a ser um forte candidato ao lugar que dá acesso à Liga Europa.

Estava, certamente, com paciência à espera de uma oportunidade como estas (que merece) e tem agora pela frente o seu maior desafio da carreira. Há que ter em atenção e os vitorianos estão a passar por alguma “renovação”, com alguns jovens de qualidade contratados, mas que precisam de tempo para se adaptar. Ricardo Quaresma, André André, Silvio e Rochinha, entre outros, são essenciais para que esta transição aconteça da melhor forma.

Para já, começou logo no Bessa, com uma rivalidade histórica frente ao Boavista FC que tem estado algo “apagada”, mas que estes dois bons projetos nacionais dão a ideia de que pode reacender. O arranque não podia ser melhor, em 4-3-3, marcando relativamente cedo e conquistando uma vitória por 0-1, num terreno difícil. A equipa mostrou saber sofrer e aguentar uma segunda parte forte das “panteras”. Veremos o que o futuro lhe reserva.

João Almeida segue na liderança para a última semana de Giro

Estamos a chegar à altura de todas as decisões nesta edição do Giro de Itália, com o português João Almeida a partir para a última semana com a camisola rosa, depois de ter conseguido superar as etapas de montanha e o contrarrelógio. Na 15.ª etapa, o caldense conseguiu manter alguma vantagem, que já dispunha, para o segundo classificado, mas foi encurtada para 15 segundos. Restam mais seis etapas, com três de alta montanha, uma de média montanha, uma plana e um contrarrelógio individual a fechar a competição.

No apanhado da segunda semana, tivemos uma etapa de média montanha a abrir, com uma vitória espetacular de Peter Sagan. O eslovaco acabou com um jejum de mais de um ano sem ganhar. Com a orografia da etapa a incentivar as equipas a irem para a fuga, acabou por ser constituído um grupo na frente. Do grupo dos fugitivos destacavam-se Peter Sagan e Ben Swift, com o eslovaco a desfazer-se do homem da Ineos Grenadiers, passados alguns quilómetros.

Pello Bilbao atacava no pelotão, e seguia à procura de Sagan. No entanto, a tentativa do espanhol acabou por fracassar e foi alcançado mais à frente. O homem da Bora-Hansgrohe lançou-se na descida e não foi mais alcançado, chegando com 19 segundos de vantagem para o primeiro corredor do pelotão, Brandon Mcnulty, e a 23 segundos de João Almeida, que fez terceiro na etapa e ganhou bonificações preciosas.

Antes do início da etapa 10, soube-se de casos de Coronavírus no pelotão, com elementos da equipa Jumbo-Visma e Mitchelton Scott a testarem positivo. Ambas as equipas abandonaram a prova. Michael Matthews, ciclista da Sunweb, também abandonou pelas mesmas razões. Lawson Craddock (EF Pro Cycling) não partiu, enquanto que Ramon Sinkeldam (Groupama-FDJ) abandonou no decorrer da etapa.

Na etapa 11, a chegada teve o protagonista de outros dias, o francês Arnaud Démare, que está imparável nesta Volta à Itália, e prova disso são as suas quatro vitórias. A etapa teve uma fuga com cinco unidades, mas nunca lhes foi concedido muito tempo de vantagem. A Groupama-FDJ controlou a distância e acelerou quando teve de o fazer. No final, o lançamento para Démare foi bem medido, não dando hipóteses à concorrência, Sagan fez segundo lugar, mais uma vez, enquanto que Hodeg, da Deceuninck-Quick Step, acabou no terceiro posto. João Almeida seguiu de rosa, após um dia calmo para a classificação geral.

No dia seguinte, foi novamente a fuga a vingar. Um grupo bastante numeroso decidiu sair, desde cedo, do pelotão, e acabaram por ganhar vantagem suficiente até ao final. A fuga ganhou mais de 12 minutos e tudo parecia bem encaminhado, não fosse o trabalho da NTT no pelotão, na tentativa de reduzir o tempo. A fuga começou a perder algum tempo, e os ataques sucederam-se na frente, com Simon Clarke a ganhar distância para os seus colegas de fuga.

Jonathan Narváez (Ineos Grenadiers) e Mark Padun (Bahrain-Mclaren) partiram em busca de Clarke, acabando por ultrapassá-lo. Na descida final, Padun furou e “deixou” a vitória ficar para o equatoriano Narváez, que acelerou até à meta. O ucraniano Padun ainda chegou em segundo lugar, mas já a 1m08s. Simon Clarke fez terceiro, a 6m50s. O primeiro homem do pelotão foi Brandon Mcnulty, a 8m25s.

Pozzovivo ainda atacou no último quilómetro, mas teve resposta imediata do camisola rosa João Almeida e de Ruben Guerreiro que liderava a classificação de melhor trepador. No final, todas as tentativas de fazer diferenças de tempo, na geral, foram fracassadas. Alexander Cataford (Israel Start-Up Nation) abandonou no decorrer da tirada.

Chegava a etapa 13, que, com duas colinas duras no final da tirada, que retirava os homens mais rápidos da luta pela vitória. Quem aproveitou foi Diego Ulissi, que acabou por bisar nesta edição do Giro. A fuga do dia foi alcançada nas últimas dificuldades da etapa, com o trabalho excecional da Bora-Hansgrohe. Os puros sprinters começavam a ficar para trás, e o grupo passava a ficar cada vez mais reduzido. Peter Sagan e Ben Swift também não conseguiram seguir na frente, e os ataques começaram a aparecer por intermédio de Diego Ulissi e Tao Hart.

O grupo que chegou à entrada do último quilómetro era constituído, essencialmente, por corredores da geral. No final, a discussão foi até ao último centímetro, entre João Almeida, Ulissi e Patrick Konrad, com o italiano da Emirates a levar a melhor no sprint final. O líder da maglia rosa bonificou e aumentou a vantagem para os restantes.

João Noronha Lopes: «Não posso estabelecer qualquer tipo de ligações com o FC Porto enquanto Pinto da Costa for presidente»

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João Noronha Lopes, candidato à presidência do SL Benfica, foi o convidado especial desta semana do Bola na Rede TV. A campanha eleitoral e as eleições dos encarnados foram o grande tema de conversa, contudo, houve tempo para clarificar todas as ideias do candidato.

As críticas à Benfica TV, canal do clube encarnado, foram muitas. João Noronha Lopes afirmou que o canal deveria ser o primeiro a ter cobertura sobre aquilo que cada candidato diz e que deveria ter organizado debates para estas eleições. Quanto à diferença de importâncias dos candidatos em outros órgãos de comunicação, o candidato desvaloriza a situação e confirma que só dá mais vontade para se tornar presidente e continuar na luta.

Luís Filipe Vieira, atual presidente do SL Benfica, também não foi esquecido e as recentes declarações foram alvo de diversas críticas. João Noronha Lopes criticou o facto do “não apoio a Bruno Lage” e também o facto de o cargo de presidente do clube não pode ser um fardo para ninguém, deixando o repto: «Se é um fardo que saia». Quanto à possibilidade de integrar nomes que têm ligações atualmente ao clube, o candidato deixou já dois nomes de fora: Pedro Guerra e Luís Bernardo.

As ligações com os maiores rivais, FC Porto e Sporting CP, também foram tema de conversa. Relativamente aos leões, João Noronha Lopes acredita ser possível ter uma relação igual aos restantes clubes. Já em relação aos azuis e brancos, o candidato afirma a impossibilidade de qualquer diálogo enquanto Pinto da Costa for presidente.

João Noronha Lopes explicou a maioria das suas propostas para o clube fosse para o Futebol, para as modalidades ou até para a parte estratégico-financeira dos encarnados. Quanto a um tema controverso, o Cartão do Adepto, o candidato acredita que “é um remate ao lado”. Afirmou ainda que este tipo de projetos deveriam primeiro ser discutidos com adeptos, autoridades policiais e Liga Portugal e só depois ser concretizada a ideia.

BnR TV com moderação de Mário Cagica, comentários de João Rodrigues, Rui Cipriano Duarte e convidado especial João Noronha Lopes

Artigo revisto por Joana Mendes

Boavista FC 0-1 Vitória SC: Vimaranenses ganham assalto no Bessa

A CRÓNICA: QUANDO EDWARDS ARDE, QUARESMA DEITA FOGO

O Vitória SC viajou esta segunda-feira até ao Porto para defrontar o Boavista FC, no Estádio do Bessa para fechar uma das mais interessantes jornadas da Primeira Liga 2020-21. Frente a frente estiveram dois grandes rivais de quem se esperava, à partida, um arranque mais forte do que tem efetivamente sido. Dum lado, os conquistadores que em três jogos já experimentaram uma vitória, um empate e uma derrota, e onde se estreia hoje no banco o ex-técnico do CD Santa Clara, João Henriques. Do outro os boavisteiros, que em três jogos apenas conseguiram fazer dois pontos.

Os vimaranenses entraram mais perigosos. Literalmente, até porque bastaram três minutos para que saísse o primeiro cartão amarelo para Ricardo Quaresma, que foi o autor duma entrada dura sobre o Campeão do Mundo por França, Adil Rami. O defesa-central viu-se obrigado a ter de abandonar o terreno de jogo por lesão, dando lugar ao colombiano Cristian Castro.

Depois duma série de ameaças sucessivas, quase sempre lideradas por Quaresma, o Vitória SC acaba mesmo por chegar ao golo. Numa jogada ofensiva construída rapidamente, Bruno Duarte beneficia dum cruzamento exímio de Ouattara e assiste Marcus Edwards para aquele que será um dos grandes candidatos a golo da jornada. O inglês picou a bola por cima do defesa boavisteiro e fuzilou Léo Jardim. Ao minuto 19, estava feito o 1-0 a favor dos conquistadores.

O Vitória SC viajou esta segunda-feira até ao Porto para defrontar o Boavista FC, no Estádio do Bessa para fechar a jornada.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Apesar do evidente domínio do Vitória, o Boavista teimou em contrariar a aparente superioridade dos rivais. Numa oportunidade dourada para devolver a igualdade ao marcador ao minuto 32, o norte-americano Reggie Cannon serve com régua e esquadro Benguché que ia fazendo o golo, mas acaba por cortar a bola com o seu próprio braço. Lance de alguma infelicidade para o avançado hondurenho do Boavista. No minuto seguinte, foi a vez do Vitória SC devolver o falhanço. Quaresma serviu de trivela a Bruno Duarte que falhou por muito o alvo, com a baliza praticamente escancarada.

Quando o juiz Nuno Almeida apitou para os jogadores irem ao descanso, o Vitória ia batendo o Boavista por 1-0 no Bessa, mas o jogo estava bastante mais equilibrado do que no início da partida.

Ao longo da segunda parte, o tempo foi correndo sem que o espectador desse por isso. Sem muitas ocasiões de perigo para nenhum dos lados, ressalva-se uma boa jogada de contra-ataque do Boavista aos 64 minutos, onde foram vários os jogadores boavisteiros que tentaram igualar a partida. Javi, Benguché e Nuno Santos ensaiaram remates após ressaltos sucessivos. Mérito para o compromisso defensivo do Vitória, a resolver o perigo.

O Boavista guardou os trunfos que tinha na manga para a reta final da partida. Aos 81 minutos, surge uma das melhores jogadas ofensivas da turma de Vasco Seabra. Nuno Santos recebe à entrada da área um passe e testa a atenção de Bruno Varela, que disse presente. Aos 82, foi a vez do francês Hamache tentar a sua sorte, mas o guardião português voltou a defender. No tempo de compensação, ainda houve tempo para duas situações perigosas a favor dos boavisteiros, que nunca conseguiram fazer o golo do empate.

No fim do jogo o marcador assinalava uma vitória por 1-0 para os conquistadores, que foram os justos vencedores duma partida que nunca saiu do seu controlo. Em pouco tempo, já se nota a mão de João Henriques na equipa dos vimaranenses que está de parabéns por uma excelente exibição coletiva.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcus Edwards – Não é novidade para ninguém que o extremo britânico se arrisca seriamente a ser um dos melhores jogadores da partida cada vez que sobe a um relvado de futebol. Hoje, não foi exceção. Marcou o único golo da partida – e que golo! – e foi, apesar do grande jogo coletivo do Vitória, o melhor em campo. Pode dizer-se que, no fim do dia, Edwards foi o melhor dos melhores. É um título que lhe assenta bem!

O FORA DE JOGO

O Vitória SC viajou esta segunda-feira até ao Porto para defrontar o Boavista FC, no Estádio do Bessa para fechar a jornada.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vasco Seabra – Começa a ficar difícil compreender a pobre qualidade de jogo da pantera. Ao fim de quatro jornadas, a equipa portuense ocupa o penúltimo lugar do campeonato. Isto com jogadores fora de série, e bastante acima da média dos restantes plantéis da Primeira Liga. A falta de pragmatismo, a inabilidade para compreender as várias alturas do jogo e a insistência num sistema que não funcionam foram três das grandes razões que levaram à derrota caseira no Bessa. E como o futebol é injusto, cabe perguntar… Será culpa do treinador?

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC 

Vasco Seabra levou a jogo um 4-3-3, mas pareceu ao longo de toda a partida ficar aquém do seu plano para o jogo. O Boavista foi uma equipa com muita posse de bola, mas não soube definir as jogadas de construção ofensiva. Dando preferência ao jogo pelo meio, muito do seu jogo corrido passava pelo Javi García, que estava mais marcado que os seus colegas. As jogadas mais perigosas da pantera acabaram por ser aquelas que pareciam menos planeadas; em contra-ataque ou recuperações inesperadas de bola.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Léo Jardim (5)

Ricardo Mangas (5)

Adil Rami (-)

Chidozie (5)

Reggie Cannon (7)

Javi García (7)

Show (5)

Gustavo Sauer (6)

Paulinho (5)

Nuno Santos (7)

Jorge Benguché (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Cristian Castro (6)

Hamache (6)

Juwara (6)

Elis (5)

Miguel Reisinho (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A estrear-se no banco do Vitória Sport Clube, João Henriques desenhou um 4-3-3 para a visita ao sempre difícil Estádio do Bessa. O Vitória SC aparentou ser uma equipa paciente sem a bola, não se privando de estar sem ela antes do seu último terço defensivo. Contudo, os vimaranenses foram ao longo da partida a equipa mais capaz de criar situações de perigo, explorando algumas das evidentes fragilidades defensivas do Boavista. Ofensivamente, a equipa de João Henriques preferia lançar os seus ataques pelas alas, servindo-se da qualidade de dois nomes que falam só por si: Ricardo Quaresma e Marcus Edwards. A qualidade técnica dos dois extremos dos conquistadores foi sempre capaz de criar perigo e causar desconforto à pantera.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (6)

Ouattara (6)

Suliman (7)

Jorge Fernandes (7)

Sílvio (6)

André André (6)

Mikel Agu (6)

Rochinha (6)

Marcus Edwards (7)

Ricardo Quaresma (7)

Bruno Duarte (6)

SUBS UTILIZADOS

Pepelu (5)

Noah Holm (5)

Janvier (5)

Abou Ouattara (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Bledisloe Cup: Nova Zelândia coloca-se em vantagem

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Uma semana depois do empate em Wellington, Nova Zelândia e Austrália voltaram a encontrar-se, desta feita no Eden Park, terreno onde os australianos não vencem desde 1986. Este ano não foi diferente, sendo que os Wallabies saíram de Auckland derrotados por 27-7.

Sob o olhar dos 47 mil espetadores que esgotaram o Eden Park, foram os australianos a entrar melhor no encontro, ao colocar a defesa neozelandesa sob forte pressão. Mesmo assim, a Nova Zelândia não tardou em assumir o controlo do jogo, acabando mesmo por marcar o primeiro ensaio da partida aos 22’, por meio de Aaron Smith.

Os australianos não tardaram em responder, tendo Marika Koirobete fixado o resultado ao intervalo em 10-7 (a favor da Nova Zelândia). Perspetivava-se um jogo muito equilibrado, mas a verdade é que tal não aconteceu, uma vez que os Wallabies não foram capazes de cimentar o que tinham mostrado na semana anterior, isto é, agressividade na line speed, boa cobertura do espaço e da profundidade e qualidade na placagem. No que ao aspeto ofensivo diz respeito, o conjunto de Dave Rennie mostrou-se muito previsível, ao desperdiçar diversas oportunidades de ensaio e ao cometer inúmeros erros de manuseamento de bola.

Já os All Blacks, por seu turno, foram eficientes ao explorar os erros defensivos do adversário. Por um lado, apresentaram uma linha de três quartos explosiva no ataque à linha da vantagem, tendo em Beauden Barrett e Caleb Clarke os maiores conquistadores de território. Por outro lado, os avançados apresentaram uma leitura sublime do breakdown, proporcionando diversas turnover balls à linha atrasada.

Um dos aspetos que mais se fez sentir em relação ao jogo da semana passada foi o jogo ao pé. Desta vez, ambas as equipas apostaram num jogo mais à mão, sendo que os australianos tiveram mais dificuldades em encontrar espaço para penetrar e ganhar metros. Ainda assim, raros foram os pontapés para território, visto que os dois conjuntos conseguiram cobrir o espaço eficientemente.

Os três ensaios da Nova Zelândia nos quinze minutos iniciais da segunda metade puseram termo à esperança dos australianos. Desde então, os homens de Ian Foster foram capazes de gerir o jogo com naturalidade.

Na minha opinião, não há sombra de dúvidas. Caleb Clarke foi o melhor em campo, na medida em que provou ser um autêntico perigo no ataque à linha da vantagem. Percorreu 73 metros com a bola em seu poder, quebrou a linha em três ocasiões e bateu nove defensores. Ainda para mais, a imprensa local comparou o ponta a Jonah Lomu.

Assim sendo, a Nova Zelândia coloca-se em vantagem na disputa pela Bledisloe Cup, sendo que o próximo embate terá lugar em Brisbane.

Foto de Capa: All Blacks

Artigo revisto por Joana Mendes

Sporting CP | A (pouca) dignidade contra os “Grandes”

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Neste fim de semana, houve jogo grande a contar para a quarta jornada do campeonato: Sporting CP defrontou FC Porto em Alvalade, num jogo que acabou com um empate a duas bolas entre as duas equipas.

Apesar da discrepância de valores entre o plantel do Sporting CP e do FC Porto, o jogo foi bem disputado, mas, mais uma vez, os leões não conseguiram vencer o seu rival direto – o que está a começar a tornar-se uma tendência. O reconhecimento desta tendência fez-me ter vontade de observar estatísticas dos resultados do Sporting CP contra FC Porto e SL Benfica. 

Apresento, assim, os seguintes dados, nos quais não incluí o jogo que ocorreu no passado sábado: 

– O Sporting não vence o Porto no tempo regulamentar desde abril de 2018; 

– Nos últimos 15 jogos contra o FC Porto, o clube de Alvalade apenas venceu por quatro vezes no tempo regulamentar; 

– Nos últimos 15 jogos com o Benfica, o Sporting CP só venceu três no tempo regulamentar; 

– Nos últimos 30 jogos grandes, os leões só venceram por sete vezes em tempo regulamentar. 

– Se juntarmos as vitórias no prolongamento e as decisões por grandes penalidades acrescem quatro contra o FC Porto e uma contra o SL Benfica. 

Ora, analisando estes dados, percebemos que é pouco. Pior fica quando percebemos que o Braga, nos últimos 15 jogos contra dragões e águias, ganhou os mesmos quatro jogos contra o FC Porto e um contra o SL Benfica. Observando deste prisma é preocupante…

Nos últimos anos, o Sporting CP tem sentido muita dificuldade em vencer aos seus rivais, SL Benfica e FC Porto.          Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O problema é que não me recordo de um jogo nos últimos anos em que o Sporting CP tenha sido dominador contra os seus rivais diretos e, assim, fica difícil ganhar. Tem faltado ambição e qualidade na altura de defrontar uma equipa de nível igual ou superior ao nosso. No passado fim de semana pudemos ver, pela primeira vez, Rúben Amorim a comandar o Sporting CP contra um dos grandes com uma equipa montada pelo mesmo e não faltou vontade de ganhar, sendo que, em certas alturas, o Sporting CP até dominou o jogo (mostrando que tem equipa para competir com o FC Porto). Creio que faltou jogar com um avançado fixo e quero acreditar que Rúben Amorim percebeu isso.  

Ganhar aos rivais diretos é muito importante porque, nesses jogos, estão em disputa seis pontos: três que uma equipa pode ganhar e três que pode retirar ao rivalEstes jogos podem ajudar a criar diferenças pontuais entre as equipas e, no caso do clube de Alvalade, pode significar estar mais perto de atingir a tão desejada Liga dos Campeões. Mesmo depois do empate, o Sporting CP tem feito um bom início de época (apesar djogo em atraso) e tem surpreendido mais pelos resultados do que pelas exibições. Enquanto os resultados aparecerem, as exibições não são o principal foco – o problema será se nenhum dos dois aparecer. Portanto, por enquanto, Rúben Amorim tem tido um trabalho positivo na liga e conseguiu jogar olhos nos olhos com um clube que tem um plantel muito mais valioso que o do Sporting CP. dignidade do Sporting CP contra os seus rivais tem de ser restaurada: será que Rúben Amorim conseguirá tal proeza? 

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Ferro | Demasiado enferrujado para a metalúrgica JJ?

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De bestial a besta, do oito ao oitenta. Estas duas expressões populares são a analogia perfeita para caracterizar o percurso de Francisco Ferreira, mais conhecido por Ferro, ao serviço do SL Benfica.

O jovem central “made in Seixal” estreou-se pela equipa principal das “águias” no dia 6 de fevereiro de 2019, no dérbi eterno frente ao Sporting CP, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Na altura, Ferro entrou aos 37 minutos para o lugar do lesionado Jardel, e de lá não saiu até ao final de uma temporada que culminou num histórico 37º título de campeão nacional.

Pelo meio somou, também, alguns golos, sendo que se destaca o tento frente aos croatas do GNK Dínamo Zagreb, em jogo a contar para a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, em que Ferro disfere um remate potente em direção ao poste esquerdo da baliza croata, colocando as “águias” na frente da eliminatória.

Após uma época de grande sucesso, todos esperavam que a temporada seguinte servisse de afirmação por parte do jovem de Oliveira de Azeméis. No entanto, aconteceu, precisamente o contrário. Ferro passou de bestial a besta, sem nenhuma razão aparente.

Se na primeira época o jovem se destacou pela sua capacidade de sair a jogar e pela segurança defensiva que dava à equipa, na temporada seguinte Ferro destacou-se precisamente pelo contrário.

Apesar da sua estatura elevada (1,92m), o central raramente é capaz de ganhar bolas aéreas, já para não mencionar o fraco desempenho no um para um defensivo, onde, na maior parte das vezes, é ultrapassado pelos adversários.

Ressalva-se apenas a sua capacidade para sair a jogar na primeira fase de construção, que é, neste momento, a sua maior arma. Sem surpresas, o português acabou por ser relegado para o banco de suplentes, com Jardel a acabar a época transata a titular.

Atualmente, e com Jorge Jesus ao comando das operações, é difícil de prever qual será o futuro do central de 23 anos. Relatos dizem que o técnico português impediu a saída do jovem no mercado de verão. No entanto, foram contratados Vertonghen, Otamendi e, no último dia do mercado, Todibo, o que deixa Ferro com pouco espaço de manobra.

De resto, o português entrou na partida contra o SC Farense, para o lugar de Jardel, e mostrou-se a um bom plano, quer a nível defensivo, quer na primeira fase de construção, pelo que será interessante ver se Jorge Jesus consegue recuperar um Ferro enferrujado e trazê-lo para patamares exibicionais elevados.

Artigo revisto por Joana Mendes

Rio Ave FC 0-3 SL Benfica: Noite calma nos Arcos

A CRÓNICA: GOLEADA IMPEDIDA AO RITMO DOS ADIANTAMENTOS
Costuma ser difícil a visita a Vila do Conde e ao Rio Ave FC. Não o foi desta vez, porque Jorge Jesus aproveitou bem as duas semanas de paragem para mecanizar rotinas e a equipa correspondeu às ideias do técnico na sua plenitude: pressão avassaladora, domínio a todo o campo e jogo resolvido cedo, às cavalitas de Waldschmidt. O homem de um jogo onde o outro destaque vai para os dois golos anulados às águias por fora-de-jogo e pelo penalti assinalado que afinal não o foi… pela mesma razão.

Entraram descomplexados, mandões na procura de resolver cedo uma partida que se podia tornar frustrante, os visitantes. Nos Arcos, mora uma equipa que já tinha batido o pé ao AC Milan e que vai coleccionando exibições interessantes sob o comando de Mário Silva. Era, portanto, do interesse dos lisboetas evitar quaisquer tipos de complicações e responder da melhor forma à perda de pontos do rival directo em Alvalade.

Aos seis minutos, Waldschmidt inaugurou o marcador após excelente assistência de Everton Cebolinha, que de calcanhar enganou a defensiva adversária e ofereceu o golo de bandeja ao alemão. O golo traduzia o já vísivel dominio encarnado a toda a linha, onde a pressão imposta sobre o duplo-pivot formado por Tarantini e Filipe Augusto impedia o Rio Ave de construir o que quer que fosse.

Aos 20 minutos, começa a epopeia das posições irregulares, com o golo de Darwin a ser anulado por indicação do video-árbitro; Oito minutos depois é a vez do seu colega de ataque a ver o seu golo ser invalidado: Waldschmidt parte adiantado aquando duma recuperação no meio-campo ofensivo, finalizando com classe um lance que não valeu.

Seria injusto o SL Benfica ir para o intervalo com a vantagem mínima dado o caudal ofensivo que a equipa produzia. E, talvez, tenha sido essa a problemática que motivou a Darwin Nuñez uma disputa de bola mais assertiva com Borevkovic, ultrapassando o croata em despique físico e, em frente a Kieszek, ter servido Waldschmidt para o segundo da conta pessoal. Fazia-se justiça num jogo de sentido único.

O intervalo foi inútil enquanto espaço para tentativas de mudança. O Rio Ave FC voltou irreconhecível, impotente para disputar com os encarnados um jogo já desequilibrado. Mário Silva decide mexer, aos 61 minutos, e colocou Pelé junto a Felipe Augusto para dar músculo ao meio-campo e tira de cena Francisco Geraldes, o apagado mago da trupe que foi incapaz de sair da sombra de Gabriel.

A equipa melhorou, a momentos, mais capaz era de rivalizar com a intensidade imposta pelo adversário, mas nunca conseguiu verdadeiramente provocar perigo contínuo a Vlachodimos. Era visível o receio em subir o bloco, avisados estavam dum SL Benfica de resposta pronta nos pés de Cebolinha, Rafa e Waldschmidt, a alta velocidade. E daí, o jogo manteve a toada da primeira metade, com as substituições a surtirem poucos efeitos práticos num combate demasiado desigual.

Aos 83 minutos, Gabriel assinou o nome na folha de marcadores e concluiu o resultado: golo justo pela exibição esforçada do brasileiro, que se perfila como o último grande projecto de Jorge Jesus para “6”. A atenção do técnico à exibição do médio foi tanta que os microfones da transmissão televisiva foram insuficientes para tanto volume.

Nota para a lesão de André Almeida á volta dos primeiros dez minutos, que obrigou à sua substituição.

 

A FIGURA

Luca Waldschmidt – O ex-Friburgo vai demonstrando que foi aposta mais que certeira do scouting da Luz: a inteligência e visão de jogo fazem-no associar harmoniosamente com os colegas criativos, permitindo-o pautar ritmos no último terço, onde se complementa perfeitamente com as características de Darwin Núñez. É essa sua facilidade em aliar-se às qualidades dos seus companheiros, num talento raro para a empatia futebolística, que fazem já dele uma certeza – como se viu, e bem, na selecção do seu país.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Filipe Augusto – Bem tentou ser um farol duma equipa à deriva perante tamanha avalanche tática, ainda que nunca se tenha conseguido livrar das irrequietas figuras vermelhas que insistiam em incomodar o seu pé esquerdo. Perdeu inúmeras bolas na primeira fase de construção, fez faltas inusitadas e o facto de nunca ter fugido das responsabilidades expuseram-no ao erro. Um após o outro, numa catadupa de más decisões que deram imagem injusta ao médio brasileiro, que se encontra(va) em boa forma.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Mário Silva não mudou muito em relação às últimas escolhas. Nelson Monte continuou a cumprir a posição de lateral-esquerdo, permitindo á equipa desdobrar-se em 3-4-3 em certas fases do encontro, com a compensação de Carlos Mané daquele lado. Ao duplo pivot Tarantini-Filipe Augusto juntou-se Geraldes, solto, a tentar apoiar Bruno Moreira. Sem sucesso, SL Benfica a definir bem as zonas de pressão e nunca os nortenhos conseguiram replicar as boas indicações deixadas até este momento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)

Ivo Pinto (4)

Borevkovic (3)

Aderlan Santos (2)

Nelson Monte (3)

Tarantini (3)

Filipe Augusto (2)

Geraldes (3)

Piazon (3)

Mané (4)

Bruno Moreira (2)

SUPLENTES UTILIZADOS

Pélé  (4)

Ronan (3)

Dala (3)

Diego Lopes (-)

Gabrielzinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Nada de especial a apontar. 4-4-2 de sempre, Gabriel como ferrolho e Pizzi como construtor de jogo – o médio português foi muito interventivo em todas as fases, ainda que não tenha cumprido exibição vistosa. Rafa e Everton procuravam zonas interiores e os laterais libertavam-se no corredor, com Gilberto a impressionar pela forma desinibida como entrou. Waldschmidt procurava entrelinhas o que Darwin ansiava na profundidade, ainda que tenha cumprido mais 81 minutos de grande disponibilidade física mas poucos resultados práticos, além da assistência. Otamendi e Verthongen cumpriram exibição irrepreensível.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Gilberto (5)

Otamendi (6)

Verthongen (7)

Grimaldo (6)

Gabriel (7)

Pizzi (5)

Rafa (6)

Everton (6)

Waldschmidt (8)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Weigl (4)

Nuno Tavares (-)

Seferovic (-)

ATP: Djere, Rublev e Zverev foram os grandes vencedores da semana!

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Depois de duas semanas de Roland-Garros, a ATP organizou três torneios numa só semana. Sardinia (Itália), St.Petersburg (Rússia) e Cologne (Alemanha) foram os palcos de mais uma semana de ténis.

Foi uma semana atribulada para alguns jogadores: o cabeça-de-série do torneio italiano acusou positivo ao teste da Covid-19. Porém, houve grandes jogos, como é habitual. Quase tivemos um vencedor nascido no país anfitrião em todos os torneios da semana. Rublev, Zverev e Djere (o único vencedor que não é do país do torneio) foram os que levantaram os troféus da semana.

Foto de capa: ATP St Petersburg

Tottenham HFC 3-3 West Ham UFC: Ponta final frenética acaba com divisão de pontos

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A CRÓNICA: E EM DEZ MINUTOS TUDO MUDOU…

O Tottenham Hotspur FC de José Mourinho recebeu o West Ham United FC, orientado por David Moyes, em partida a contar para a 5ª jornada da Liga Inglesa, num embate entre duas equipas que se encontravam num grande momento de forma.

A formação orientada pelo técnico português entrou no encontro a todo o gás, com dois golos em dez minutos, primeiro por intermédio do inevitável Heung-Min Son, no primeiro momento de ataque dos spurs na partida, e depois por Harry Kane, num lance de grande qualidade individual. O marcador voltou a alterar-se à passagem do minuto 16, novamente a favor da equipa da casa, e novamente pelos pés de Kane. Os irons mostraram muitas dificuldades a todos os níveis nos primeiros 45 minutos, sendo completamente dominados pela formação do Tottenham, o que permitiu à formação de Mourinho regressar aos balneários com uma vantagem muito confortável na partida.

No segundo tempo, a turma de Moyes entrou naturalmente mais forte na partida, correndo atrás do prejuízo, mas os spurs mantiveram-se sempre muito compactos e consistentes defensivamente, acabando por controlar facilmente as investidas dos hammers, até aos últimos dez minutos da partida, em que a figura do jogo mudou por completo. Quando o resultado parecia muito bem encaminhado para os caseiros, o West Ham colocou a bola no fundo das redes defendidas por Hugo Lloris por três vezes (!), primeiro por Balbuena, após a marcação de um livre, depois graças a um autogolo de Davidson Sánchez e por fim, no último minuto do tempo de compensação, com uma autêntica bomba do recém-entrado Manuel Lanzini, num momento de futebol simplesmente sensacional.

Depois de estar a vencer por três golos de diferença, o Tottenham só se pode culpar a si próprio por deixar fugir a vitória e os três pontos, ainda que com muito mérito do West Ham, que acreditou até ao apito final. Com este resultado, a turma de Mourinho ocupa o sexto lugar da tabela classificativa, enquanto que o hammers sobem até ao oitavo posto. Nota ainda para o regresso de Gareth Bale, que voltou a vestir a camisola dos spurs sete anos depois.

 

A FIGURA

Manuel Lanzini – Apesar dos bis de Harry Kane, a entrada do médio argentino na partida foi absolutamente determinante, tendo apontado o tento do empate da sua formação à lei da bomba, mesmo em cima do apito final.

 

O FORA DE JOGO

Condescendência dos spursDepois de uma entrada frenética no encontro, em que conseguiram criar uma vantagem de três golos nos primeiros dez minutos de jogo, a formação do Tottenham Hotspur FC acomodou-se na partida, especialmente na segunda parte, permitindo o empate ao West Ham United FC, quando já se esperava uma vitória da equipa da casa.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os pupilos de Mourinho apresentaram-se num sistema tático base de 4-2-3-1, alterando-se para algo como um 4-1-4-1 no momento defensivo. Já na fase de transição, e pela falta de um médio de cariz mais ofensivo, tendo em conta a ausência de Lo Celso, foi Harry Kane o homem que mais vezes fez a ligação meio-campo­­-ataque. A formação do norte de Londres manteve-se quase sempre muito bem organizada taticamente e compacta defensivamente, até aos últimos dez minutos do encontro em que permitiu, por culpa própria, o empate ao adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Aurier (7)

Sánchez (6)

Alderweireld (7)

Reguilón (6)

Sissoko (7)

Hojbjerg (6)

Ndombélé (7)

Bergwjin (6)

Kane (9)

Son (8)

SUBS UTILIZADOS

Bale (6)

Winks (6)

Lucas (-)

ANÁLISE TÁTICA – WEST HAM UNITED FC

Os hammers entraram em campo dispostos num dispositivo tático de 5-4-1. A formação orientada por David Moyes mostrou dificuldades em entrar no jogo, mostrando muita desorganização, cedendo espaço entre linhas aos homens dos spurs, bem como incapacidade de ter bola e sair em construção, pecando na ligação intersectorial. No segundo tempo a postura da equipa mudou, correu atrás do prejuízo e acabou por ser feliz nos últimos dez minutos do encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Fabianski (6)

Coufal (6)

Balbuena (7)

Ogbonna (6)

Cresswell (7)

Masuaku (5)

Bowen (6)

Soucek (6)

Rice (6)

Fornals (6)

Antonio (6)

SUBS UTILIZADOS

Yarmolenko (6)

Lanzini (7)

Snodgrass (-)