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Académica OAF 2-1 FC Penafiel: Bênção dos postes na ajuda aos estudantes

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A CRÓNICA: DOIS TEMPOS, DOIS DOMÍNIOS DIFERENTES

Num duelo com duas partes completamente distintas, a Académica OAF derrotou o FC Penafiel por duas bolas a uma e aproximou-se dos lugares cimeiros da Segunda Liga! Após o domínio no primeiro tempo, a formação de Coimbra sofreu ao longo da segunda parte para segurar a vantagem no marcador, mas acabaria mesmo por vencer graças à exibição segura de Mika!

Num início de jogo a todo o gás, até foi o Penafiel a primeira equipa a ameaçar o golo: ainda nem 30 segundos estavam decorridos e Wagner já tinha enviado uma bola ao poste. A equipa da casa reagiu logo de seguida, com João Mário a obrigar a defesa contrária a “sacudir” a bola em cima da linha, após uma má saída de Luís Ribeiro entre os postes. Seguiram-se remates mais perigosos por parte da Académica que, com naturalidade, chegou ao golo inaugural a meio do primeiro tempo: Guima fugiu pelo corredor direito e Bouldini só teve de encostar.

Os rubro-negros tentaram reagir e voltaram a assustar Mika com nova bola ao ferro, desta vez num cabeceamento de Franco, mas seria mesmo a turma de Rui Borges a marcar. Da direita para a esquerda, um grande passe de Fabiano foi muito bem aproveitado por João Mário que, na cara do guarda-redes, tratou de ampliar a vantagem a poucos minutos do intervalo. A formação de Pedro Ribeiro estava obrigada a reagir na segunda parte…e foi isso mesmo que aconteceu!

Fruto de uma tripla alteração no regresso dos balneários, os penafidelenses apresentaram-se em campo com novas dinâmicas de ataque, provocando várias situações de perigo junto da baliza de Mika. O golo, esse, chegaria através de um grande envolvimento coletivo a culminar num belo remate do recém-entrado Gustavo Henrique. Nuns segundos 45 minutos de sentido único, sucederam-se diversas tentativas de golo a testar a organização defensiva dos estudantes e também a atenção de Mika – com várias bolas travadas com segurança. Bruno César foi uma das últimas cartadas de Pedro Ribeiro, mas o resultado não mais se alterou.

Com este triunfo, a formação de Coimbra soma agora 11 pontos no 4º lugar à condição, ao passo que o Penafiel mantém os 9 pontos no 7º posto. Foi a primeira vez, nesta segunda liga, que um jogo da Académica teve mais do que um golo!

 

A FIGURA


Mika – Apesar das boas exibições de Bouldini e João Mário (os marcadores dos golos da Académica), o destaque vai mesmo para Mika que revelou ser crucial na segunda parte ao defender tudo o que havia para defender – exceção feita ao remate certeiro de Gustavo Henrique. Seguro, confiante e autoritário!

 

O FORA DE JOGO


Simão Azevedo – A atuar na ala esquerda, Simão acabou por passar ao lado do jogo, contribuindo muito pouco para as investidas ofensivas que o Penafiel conseguiu protagonizar nos primeiros 45 minutos. Não foi de admirar a sua substituição logo no início do segundo tempo

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

O ataque posicional da Briosa foi um pouco “abandonado” pela turma de Rui Borges, pelo que a construção a três característica dos estudantes não ficou sempre totalmente patente no relvado do Cidade de Coimbra. Ainda assim, foi sempre notória a boa dinâmica do duplo pivô de meio-campo constituído por Dias e Guima, bem como a capacidade de Fabiano e Bruno Teles para agilizaram as tarefas defensivas e ofensivas que lhes competia.

O trabalho dos referidos laterais e dos mencionados centrocampistas aliado à competência da dupla de centrais permitiu à Académica-OAF manter a coesão e consistência defensivas, em bloco baixo, necessárias para recuperarem bolas suficientes para lançarem João Mário em profundidade, aproveitando a subida do bloco penafidelense, ou procurarem Bouldini, que, de costas para a baliza, segurava o esférico de forma a permitir a subida em bloco dos academistas. Foi através das bolas paradas que mais calafrios a Académica-OAF sofreu, não sendo a sua defesa à zona sempre capaz de travar as investidas aéreas do conjunto visitante.

No segundo tempo, foram mais os momentos de construção em posição da Briosa, que montava um 3-5-2, com Bouldini e João Mário na frente. No momento defensivo, o 4-4-2 em três linhas dos estudantes intercalava com o 4-1-4-1, com Dias como elemento intermédio da primeira para a segunda linha de quatro e Bouldini como elemento isolado na linha da frente da pressão, que o FC Penafiel conseguia contornar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (8)

Fabiano (6)

Rafael Vieira (5)

Silvério (6)

Bruno Teles (6)

Guima (6)

Ricardo Dias (6)

Fabinho (6)

Traquina (6)

João Mário (7)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vianna (6)

Sanca (5)

Mimito (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

A turma de Pedro Ribeiro apresentou-se em campo com um sistema tático maleável, que se desdobrava num 5-2-3 no momento defensivo posicional e num 3-4-3, com as subidas dos laterais Coronas e Paulo Henrique, no ataque posicional. Os penafidelenses optaram maioritariamente pela construção paciente, pelo que a disposição tática no terreno de jogo era bem visível. As bolas paradas defensivas, em particular os pontapés de canto, eram atacadas com uma defesa mista, com predominância da defesa à zona, sendo a turma alvirrubra (hoje apenas alva) capaz de anular as investidas academistas por esta vertente do jogo.

Na segunda metade da partida, Pedro Ribeiro lançou Vitinha para a direita e deslocou Coronas para o eixo da defesa. Com esta mexida, o técnico visitante deu maior fulgor ofensivo à sua asa direita, fruto da maior velocidade e capacidade de subida no terreno de Vitinha.

Além disso, Coronas ofereceu consistência defensiva à sua equipa, além de assegurar tranquilidade na construção a três implementada por Pedro Ribeiro, uma vez que, ao ser o elemento mais à direita dessa linha de três, Coronas fazia fruto do seu conhecimento do corredor direito e da sua experiência para garantir controlo sobre a bola e controlo emocional sobre a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Ribeiro (5)

Coronas (6)

David Santos (6)

Leandro Teixeira (5)

Paulo Henrique (5)

Franco (5)

Capela (6)

Wagner (6)

João Amorim (5)

Simão Azevedo (5)

Mateus (5)

SUBS UTILIZADOS

Ludovic (6)

Gustavo Henrique (7)

Vitinha (6)

Bruno César (5)

Pedro Soares (4)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR: A Académica apanhou-se pela primeira vez no campeonato a vencer por dois golos, tendo sido essa a vantagem com que iniciou o segundo tempo. O que pretendia na segunda parte? Qual a estratégia ideal? E sobre as substituições: o facto de ter colocado só três jogadores em vez de cinco é uma clara mensagem de confiança no trabalho dos onze que estão em campo?

Rui Borges: Na verdade, queria que tivessem a mesma atitude e intensidade na primeira parte. Sei que os jogadores não são máquinas. Foi notório o cansaço acumulado e isso teve impacto na falta de discernimento e tranquilidade no segundo tempo. Sofremos um golo onde fomos muito passivos. Tivemos capacidade de sofrimento. Não gostei da segunda parte, mas tivemos um primeiro tempo fantástico. Saímos para o intervalo com 2-0 e com mérito. Sobre as substituições, eles sabem que eu confio neles todos. As oportunidades são dadas com o trabalho diário e todos vão jogar. Infelizmente estamos a viver esta pandemia e um dia vai-nos calhar infelizmente, por isso têm de estar todos preparados enquanto grupo e em termos de amizade, harmonia e entreajuda. É isso que nos leva a ganhar mais vezes!

FC PENAFIEL

BnR: Normalmente, o Pedro tem por hábito colocar mais referências ofensivas no momento da substituição. Hoje, além do Ludovic e do Gustavo Henrique, optou por introduzir o Vitinha no corredor direito no segundo tempo. Sente que isso também contribuiu para as dinâmicas de ataque que o Penafiel foi criando?

Pedro Ribeiro: Na prática, estávamos a criar mais desequilíbrios pela esquerda do que pela direita e o Vitinha entrou muito bem, como todos os outros jogadores, a tentar virar o resultado. Mas a Académica fechou-se lá atrás e nós tentámos pela esquerda, pela direita, só que a justiça no futebol é quem marca mais golos. Se sinto que foi injusto? Sinto, mas a eficácia é que conta.

Artigo com opinião de Miguel Simões e Márcio Francisco Paiva

«Quando cheguei ao SL Benfica o clube não estava organizado como está atualmente» – Entrevista BnR com Miguelito

Se lhe falarmos de José Miguel Aguiar, provavelmente, o nome pouco ou nada lhe dirá. Mas se esclarecermos tratar-se de Miguelito, então, certamente, recordará o jogador franzino e enérgico que, de bola colada ao pé esquerdo, calcorreou, por década e meia, para cima e para baixo, as muitas faixas laterais de que são feitos os relvados portugueses. “Nascido” e criado no Rio Ave, foi no Nacional que deu nas vistas, ao ponto do Benfica treinado por Fernando Santos ter apostado na sua contratação – o passo seguinte, porém, foi sempre escolha da sua cabeça. E levou-o sempre a terras distantes: ganhando até uma Taça do Chipre. Desde que terminou a carreira, Miguelito tem vindo a construir uma carreira como empresário de jogadores. Hoje, com 39 anos, recorda ao Bola na Rede a sua carreira de ponta a ponta.

– Sonhos cumpridos: uma carreira à “boleia” de talento e trabalho –

«Os jogadores têm de ser inteligentes, ao ponto dos seus gostos clubísticos não extravasarem cá para fora (…) e se só o clube rival o quiser, ele não vai jogar para esse clube?»

Bola na Rede: O Miguelito não acabou a sua carreira assim há tanto tempo. Certamente, que os nossos leitores ainda se lembram muito bem de si e dos clubes por onde passou… Vou começar pela sua alcunha: o seu nome é José Miguel Organista Simões Aguiar, mas sempre foi conhecido como Miguelito no mundo do futebol. Como é que surgiu essa alcunha e, sobretudo, como perdurou ao longo de toda a sua carreira?

Miguelito: Chamaram-me sempre Miguelito porque, desde novo, havia sempre mais que um Miguel em todas as equipas jovens do Rio Ave, que foi onde fiz a minha formação. E como havia sempre um Miguel… Se alguém chamasse pelo “Miguel” olhavam uns oito ou uns dez… E como eu, de todos os “miguéis”, era aquele que era sempre mais franzino então adotaram-me a alcunha de Miguelito.

Bola na Rede: E até mesmo nos seniores essa alcunha ficou… O Miguelito acabou a carreira no Tirsense, em 2016, mas manteve-se ligado ao futebol, numa aérea diferente, agora a trabalhar numa empresa de agenciamento de jogadores. Como é que surgiu esta oportunidade?

Miguelito: Em 2016, terminei no Tirsense, mas até tinha pensado terminar a carreira antes. Mas, entretanto, surgiu o convite do Tirsense e, no principio, como me pareceu ser um projeto interessante, com outro pessoal aqui da zona, que também tinha feito carreira no futebol profissional, aceitei o desafio. As coisas, porém, acabaram por não correr como todos desejávamos e, a meio dessa época, decidi dar por terminada a minha carreira. E vim trabalhar para a empresa onde estou atualmente – que é a Proeleven – logo no dia seguinte. Como é que surgiu esta oportunidade? Eu fui o terceiro jogador a ser agenciado pela Proeleven e, portanto, já estou ligado a esta empresa há 20 anos. O Carlos [Gonçalves], que é o patrão da Proeleven, abordou o meu irmão [Sérgio Organista] no início da sua carreira, porque queria agenciá-lo, e como o meu irmão gostou da forma como o projeto foi apresentado acabou por aceitar. Eu, um bocado por “arrasto”, acabei também por passar a ter o Carlos Gonçalves como empresário. E depois mantivemos sempre esta relação. Quando comecei a pensar em terminar a carreira, esta possibilidade já estava previamente combinada, pois o Carlos foi-me sempre dizendo que, um dia, gostaria que eu trabalhasse com ele.

 

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Bola na Rede: E nunca pensou numa carreira como treinador? Há muitos ex-colegas, da sua geração, que acabaram por seguir essas pisadas…

Miguelito: Não, não. Sempre pensei no que faria quando acabasse a carreira, mas uma das coisas que sempre soube que não quereria, era ser, precisamente, treinador principal de uma equipa de futebol. Não digo “desta água, não beberei”, mas… não. Talvez até pudesse ser um treinador adjunto, com alguma autonomia – e não como vi, muitas vezes, alguns treinadores adjuntos que não tinham o papel que desejavam. Mas como ao longo da minha carreira o Carlos [Gonçalves] foi-me sempre “alimentando” esta oportunidade… Aliás, de certa forma, como jogador, até já fazia um bocadinho este trabalho. O Carlos ficava com a parte de perceber se o jogador tinha potencial e eu, no balneário, ficava com a parte de perceber como era o jogador ao nível do treino, se era profissional, se trabalhava bem… Já fazíamos esse trabalho em conjunto. De certa forma, a função que agora desempenho já a fazia, inconscientemente, ao longo dos anos. E agora aqui estou.

Bola na Rede: Os jogadores e treinadores têm, normalmente, sonhos por cumprir. Também é possível “alimentar” sonhos nesta área do agenciamento de jogadores? Ter a ambição de alcançar determinado patamar?

Miguelito: Sim, isso é natural. Em todas as carreiras, há metas para cumprir. Eu também tenho as minhas metas, é claro, mas, em primeiro lugar, respeitamos a filosofia da Proeleven – e, neste momento, penso apenas em trabalhar em conjunto com a empresa. Mas é óbvio que todos os profissionais, em qualquer cargo, têm sempre os seus objetivos para cumprir e conquistar.

Bola na Rede: Recuando aos seus tempos de jogador: o Miguelito fez toda a sua formação no Rio Ave e, em 1999, estreia-se pela equipa principal vila-condense. Esse ano, porém, não correu assim tão bem, uma vez que a equipa acabou despromovida à 2.ª divisão. Mas como foi para um jovem de 19 anos estrear-se na equipa principal naquele que era, à altura, o seu clube de sempre? 

Miguelito: Foi o concretizar de um sonho. Era exatamente para isso que tinha trabalhado nas camadas jovens: para, um dia, poder ser jogador profissional. E, nessa época, acabei por concretizar aquilo que era o meu sonho. Na altura, as coisas não eram fáceis, não era fácil chegar a uma equipa principal vindo da formação, em qualquer clube. Por isso, sabia que tinha de trabalhar sempre bem, focado, e ser o mais profissional possível – mesmo que não o fosse, pois, naquele tempo, ao contrário de agora, nenhum jogador da formação tinha contrato profissional. E tinha também de ter humildade. Sabia que ia ser muito difícil, mas, depois de ter conseguido, o “sabor” foi ainda melhor.

Bola na Rede: Pegando exatamente nessa questão, antigamente não havia contratos profissionais para jovens de 16/17 anos, como agora acontece e, naturalmente, havia um fosso ainda maior em relação às equipas seniores. E até era mais raro os treinadores apostarem nos jovens da formação. A descida do Rio Ave acabou por lhe ser favorável, permitindo-lhe uma adaptação ao futebol sénior num patamar menos exigente? Foi positivo jogar na II Liga para que pudesse fazer uma transição mais tranquila?

Miguelito: Podemos ver as coisas dessa forma. Apesar de que no primeiro ano, na 1.ª divisão, quando ainda tinha idade de júnior, já participei em 17 jogos. Fazer esse número de jogos, para um jovem com 18 anos, no escalão principal do futebol português, é bem demonstrativo do que era o meu foco e aquilo que eu já queria. É claro que com a descida de divisão a exigência competitiva diminuiu. E o Rio Ave, que ainda não tinha as condições que hoje tem, perdendo as receitas da 1.ª divisão, ficou sem dinheiro para contratar, e teve mesmo de apostar nos jovens da formação. Portanto, vendo as coisas dessa forma, penso que sim, que a descida foi benéfica para mim.

Bola na Rede: Em 2002/2003, é campeão da 2.ª divisão pelo clube de Vila do Conde… Tem 22 anos, conquista um titulo nacional e sobe à 1.ª divisão. Como se sente o Miguelito nesse momento?

Miguelito: Era um dos meus objetivos quando ingressei na equipa principal do Rio Ave. Participei na despromoção e não queria ir para outro lugar sem antes colocar o clube na divisão que merecia. Portanto, foi com muita satisfação que vivi esse momento, para mais, numa época que foi bastante atípica. Lembro-me perfeitamente que não começámos bem o campeonato, e na transição para a segunda volta estávamos a apenas cinco lugares do último classificado, na cauda da tabela. No último jogo da primeira volta, fomos jogar à Figueira da Foz e levámos 6-1 da Naval. Depois, no primeiro jogo da segunda volta íamos visitar o Alverca que, na altura, estava no 1.º lugar. E foi aí que se deu a reviravolta. Acabámos por empatar 0-0 e, depois, fizemos 14 ou 15 jogos sem conhecer o sabor da derrota. Acabámos por terminar a época em grande, não apenas subindo de divisão, mas também sendo campeões da II Liga.

Bola na Rede: Só em 2005/2006 é que tem a sua primeira experiência fora de Vila do Conde. E logo na Madeira, uma realidade muito diferente. Assina pelo Nacional, treinado por Manuel Machado, com grandes jogadores e que termina o campeonato no 5.º lugar. E o Miguelito faz uma grande época no Nacional – talvez mesmo a melhor da sua carreira. Como é que se adaptou a esta nova realidade e, sobretudo, como é que num contexto tão diferente daquele que conhecia consegue ter um rendimento tão elevado?

Miguelito: De facto, o Nacional – que não teria subido à 1.ª divisão há muito tempo – já nos anos anteriores tinha tido grandes equipas, e lutado sempre pela qualificação para as competições europeias. As coisas correram como correram devido, principalmente, ao que já referi: o foco, o trabalho, a humildade… acho que as coisas se baseiam muito nisso. Eu sabia muito bem onde queria chegar enquanto jogador profissional, e acho que foram esses ingredientes que contribuíram para as boas épocas que fiz. A época no Nacional foi, de facto, uma das minhas melhores, mas tive outras. Mas a essa do Nacional – talvez pela conjugação entre o rendimento individual e o coletivo – é natural que as pessoas deem mais ênfase.

5 jogadores formados no Tottenham Hotspur FC e West Ham United FC que ainda permanecem no clube

Em forma de antevisão ao encontro da quinta jornada do principal escalão do futebol inglês, que irá opor “Spurs” e “Hammers”, apresentamos um “top 5” de futebolistas que cumpriram parte da sua formação em algum destes dois emblemas e ainda carregam o seu símbolo no peito.

A TURMA DE JOSÉ MOURINHO TENTA MANTER O BOM MOMENTO NESTE DÉRBI LONDRINO. SERÁ QUE OS SPURS VÃO CONSEGUIR VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

À partida para este derby londrino, apenas um ponto separa as duas formações, sendo que ambas apenas venceram dois dos quatro jogos já disputados. Os pupilos de José Mourinho são os favoritos à vitória, mas terão pela frente um West Ham à procura do terceiro triunfo consecutivo.

Sporting CP | Lista de jogadores que não contam para Rúben Amorim

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Segundo o jornal A BOLA, o Sporting CP tem sete jogadores despromovidos à equipa B, provenientes do plantel principal. O guardião Renan Ribeiro, os laterais Borja, Lumor e Bruno Gaspar, os centrais Ilori e Ivanildo Fernandes e o extremo Rafael Camacho estão às ordens de Filipe CelikkayaÀ exceção de Ivanildo, que veio das fornadas de Alcochete, os restantes foram contratados para a equipa A. 

Os atletas em questão custaram perto de 20 milhões aos cofres leoninosEste fator leva a pensar que tipo de departamento de scouting é que Sporting CP tem. Infelizmente, a massa adepta leonina já está habituada a maus negócios, e estes, são só mais uns exemplos. 

Algo ainda mais grave é o facto de quatro destes sete jogadores terem sido contratados pela atual direção. A gestão de Frederico Varandas levou o Sporting CP a gastar mais de dez milhões em Camacho, Borja, Ilori e Renan, jogadores que não contam para o atual treinador leonino. Poderíamos ainda acrescentar RosierDoumbia e Eduardo, que saíram por empréstimo, e o número aumentava. Como é que um projeto destes pode ser rentável para o Sporting CP?

O primeiro mandato de Frederico Varandas, no que à gestão desportivo-financeira diz respeita, foi um autêntico fracasso
Fonte: Sporting CP

Falando acerca do plantel leonino da atualidade, penso que apenas um jogador que consta nesta lista cabia no plantel: Ivanildo Fernandes. O central de 24 anos merecia, na minha ótica, ter uma oportunidade no clube onde fez formação. Para além da sua considerável estatura física, o defesa português iria ser a concorrência de Z.Feddal, visto que ambos são mais fortes com o pé esquerdo, e o Sporting CP não tem mais nenhuma opção para essa posição no eixo da defesa. 

Ter tantos jogadores que foram contratados recentemente na lista de dispensas da atual equipa técnica é sinal de que o Sporting CP precisa de contratar menos em quantidade e mais em qualidade. Vejamos que, com o dinheiro gasto nestes atletas, este poderia ter sido muito útil para melhorar o plantel e reforçar posições que carecem de qualidade (por exemplo, ponta de lança). 

Muitas vezes, vejo dizerem que o Sporting CP está mal financeiramente e que é por falta de dinheiro que não é competitivo. Eu tendo a discordar. Até porque, quando falam na tal história da herança pesada, os atuais órgãos sociais deviam fazer primeiro uma autoavaliação ao seu trabalho. 

SC Braga 1-2 Sporting CP: Um jogo destes merecia bancadas cheias!

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A CRÓNICA: VITÓRIA LEONINA EM JOGO DE EMOÇÕES FORTES

O encontro entre leões e bracarenses iniciou da forma esperada, com o Sporting a ter mais iniciativa de jogo e o Braga a ter mais cuidados defensivos e a jogar na expetativa, com muito mérito no processo defensivo, capaz de travar as constantes iniciativas do ataque leonino, nomeadamente nas bolas paradas, onde o Sporting CP é das equipas mais poderosas do mundo.

Após estes minutos iniciais de maior caudal ofensivo da equipa visitante, a equipa de Paulo Tavares soltou-se e começou a criar mais perigo junto da baliza de Guitta. Curiosamente, nesta parte mais equilibrada do encontro surgiu o golo do Sporting, da autoria de Taynan, mantendo-se como o único tento desta metade inaugural.

Quando surgiu o intervalo, o resultado ajustava-se ao desenrolar do jogo, que contou com um maior volume de jogo dos comandados de Nuno Dias, perante uma boa réplica do SC Braga, um pouco antes do tento verde e branco e mesmo após a reação arsenalista a réplica dada continuou a ser bastante positiva. Podemos mesmo dizer que taticamente o jogo estava a ser muito bom e interessante, apesar de só haver um golo.

A metade complementar iniciou de forma semelhante aos minutos iniciais da primeira parte, maior incidência dos leões, chegando a sufocar a equipa da casa, que se ia defendendo como podia. Passados estes minutos iniciais de maior sufoco, e como aconteceu na primeira parte, o Braga conseguiu novamente libertar-se e começar a criar perigo junta da baliza sportinguista.

Perto do fim, mais precisamente à entrada dos sete minutos finais, uma jogada individual brilhante de Pany Varela, uma diagonal da esquerda para o centro seguida de uma finalização espetacular, a não dar hipóteses de defesa ao guarda-redes da equipa minhota, Leandro Costa.

Este “soco no estômago” do treinador bracarense Paulo Tavares forçou o técnico a preparar o guarda-redes avançado, tarefa que foi incumbida a Bruno Cintra, na tentativa desesperada de reabrir a discussão do resultado e dos pontos envolvidos. A 18 segundos do final, Gustavo Rodrigues marcou o tão ansiado tento do Sporting de Braga e deu uma réstia de esperança aos jogadores minhotos, mas o tempo ainda restante revelou-se demasiado escasso para chegar ao empate.

Vitória justa e indiscutível do Sporting CP perante um SC Braga muito organizado e excelente em termos de arrumação tática, muito bem trabalhada pelo seu técnico, apesar das muitas alterações nesta temporada e que, a espaços conseguiu incomodar o seu adversário.

A FIGURA

Pany Varela (Sporting CP) – Foi decisivo, ao apontar o golo da noite, numa jogada individual brilhante, apontando um golo fundamental para garantir os três pontos da sua equipa. Os guardiões, tanto Guitta como Leandro Costa também estiveram muito bem, mas o golo de Pany foi sem dúvida o momento da noite.

O FORA DE JOGO

Ausência de público – Um jogo tão bem disputado merecia ter audiência nas bancadas, mas creio que é percetível a razão pela qual não podemos ter, nesta altura, qualquer espetador a assistir ao vivo às emoções do futsal.

ANÁLISE TÁTICA SC BRAGA

Excelente exibição dos bracarenses, a anular os principais pontos fortes do seu adversário e a conseguir criar algum perigo na baliza defendida por Guitta. Teve o mérito de nunca baixar os braços e de manter a discussão do resultado aberta até ao segundo final.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Leandro Costa (7)

Vítor Hugo (7)

‘Gustavo Rodrigues (6)

Miguel Ângelo (6)

Cássio (6)

SUBS UTILIZADAS E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo

Marco Oliveira (6)

Ricardo Lopes (6)

Fábio Neves (6)

Samuel Marques (6)

Hebbert Bolt (6)

Xandoca (6)

Tiago Correia (6)

Bruno Cintra (C) (6)

ANÁLISE TÁTICA SPORTING CP

Como era de esperar, a iniciativa de procurar o golo em ataque continuado coube ao clube orientado por Nuno Dias, não tendo conseguido aproveitar o maior ponto forte da sua equipa, as bolas paradas, muito por culpa da equipa minhota, exímia na parte defensiva desse tipo de lances.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

Erick Mendonça (6)

Diego Cavinato (6)

Alex Merlim (6)

Cardinal (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bernardo Paçô

Tomás Paçó

João Matos (C) (6)

Diogo Santos

Pany Varela (8)

Pauleta (6)

Zicky Té

Taynan da Silva (7)

Rocha (6)

Foto de Capa: Sporting CP – Modalidades

Sporting CP 2-2 FC Porto: Guerra dos Tronos sem habitantes no Castelo

A CRÓNICA: CLÁSSICO COM EMOÇÃO, INTENSIDADE E GOLOS

O primeiro clássico da temporada. Bem, é com um misto de emoções que escrevo a primeira frase deste artigo. Um jogo como este não merece acontecer com as bancadas despedidas. Restava saber se a magia no relvado vinha fazer esquecer um pouco a falta dos adeptos a puxarem pelas equipas.

Dito e feito. O Porto começou, desde cedo, a querer impor-se para repor o seu orgulho ferido, depois do deslize na última jornada. Um ego de campeão que acabou por ficar ainda mais frágil aos nove minutos. Apesar de terem protagonizado o primeiro lance digno de destaque, foi mesmo o Sporting que se adiantou no marcador aos nove minutos. Uma autêntica bomba de Nuno Santos com o pé esquerdo e de primeira fez abanar pela primeira vez as redes, aqui, esta noite, em Alvalade.

Estava a ser um jogo interessante. Não haja dúvidas. Os dragões estavam a investir num jogo mais direto e de velocidade. Mas estava a faltar uma coisa: cérebro. Já o Sporting, estava mais cauteloso, a apostar mais na posse de bola e a procurar as mudanças de velocidade para criar oportunidades.

Ao longo da primeira parte, o Porto foi crescendo e impondo cada vez mais o seu jogo. Era uma equipa mais assertiva e fluída nas jogadas. O crescendo azul e branco acabou mesmo por resultar na igualdade do marcador. Aos 25 minutos, Uribe marca, depois de um lance de insistência do lado esquerdo portista. O empate era um resultado justo: o Porto estava mais atrevido e a ter mais bola. Já o Sporting não estava a conseguir criar momentos. Estava, sim, a resistir naquela altura do jogo.

O que por pouco não conseguiu resistir foi mesmo o coração dos adeptos. Os últimos minutos da primeira parte foram impróprios para cardíacos. Aos 45′, uma infantilidade custa caro à equipa do Sporting e a equipa de Sérgio Conceição acaba mesmo por dar a volta ao marcador. Marcou Corona picando a bola para o chapéu a Adán. De destacar o papel de Luís Diaz neste lance. Um minuto depois, o Sporting vê uma luz ao fundo do túnel, antes de acabar o primeiro tempo. O árbitro marca uma penalidade de Zaidu sobre Pedro Gonçalves. Ainda assim, falso alarme. A única luz ao fundo do túnel que os de verde e branco viram foi mesmo a do caminho dos balneários. Restava ver se a tendência se invertia no segundo tempo.

O Sporting veio do balneário em crescendo. O Porto, por sua vez, recuou um pouco as suas linhas. Os azuis e brancos estavam a baixar de rendimento. Tanto é que Vietto sai do banco e consegue repor a igualdade aos 87′. Uma desconcentração dos portista acabou por comprometer os três pontos.

Na sua globalidade, a segunda parte foi francamente mais pobre e incerta por parte de ambas as equipas. Ainda assim, os minutos finais acabaram por compensar um segundo tempo mais adormecido. No geral, e analisando os 90 minutos, foi um clássico intenso, de entrega e com golos (que é o que nós todos queremos, não é verdade?). Sem dúvida, uma autêntica Guerra dos Tronos. Desta vez sem habitantes no Castelo.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Luciano Vietto – Num jogo onde não houve muitos brilhantismos individuais, decidi optar pelo jogador mais decisivo no marcador de hoje. Saiu do banco para mexer com o marcador. A esperança leonina tinha mesmo protagonista neste clássico, de seu nome Luciano Vietto. Foi o autor do golo do empate de uma equipa que já parecia algo conformada com o resultado.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane – É um fora de jogo ingrato, admito, pois não jogou na sua posição e, por isso, não conseguiu dar muito à equipa. Não conseguiu acrescentar a qualidade que todos sabemos que tem. Jovane foi o calcanhar de Aquiles, quanto à falta de consistência dos leões na zona central a dada altura. Era preciso um jogador que conseguisse segurar a bola e, hoje, Jovane não foi uma dessas peças do puzzle.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nos minutos iniciais, o Sporting optou num jogo mais frio e calculista com seu típico 3-4-3. Muita posse de bola e pouca velocidade na zona mais recuada do campo. A equipa de Rúben Amorim colocava o pé no acelerador, quando a bola chegava a Nuno Santos ou a Pedro Gonçalves, mas, antes disso, nada feito. Era essencialmente uma equipa que procurava mudanças de velocidade para criar oportunidades e a verdade é que, ao longo do minutos, a estratégia da posse esgotava-se a cada minuto.

Na segunda parte, houve muitas mudanças de peças e o conjunto leonino parecia mais uma equipa aos remendos. Rúben Amorim procurou adaptar algumas posições de forma a mexer com o jogo. O que é certo é que a fórmula para esta noite saiu mesmo do banco.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (6)

Zouhair Feddal (5)

Sebastián Coates (6)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (6)

Matheus Nunes (6)

Nuno Santos (6)

Neto (4)

Pedro Porro (6)

Pedro Gonçalves (6)

Jovane (4)

SUBS UTILIZADOS

Vietto (8)

Plata (5)

Tiago Tomás (5)

Sporar (-)

João Mário (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O Porto apresentou-se em Alvalade num 4-3-3. Foi uma equipa que tentou controlar o meio-campo, ao mesmo tempo que apostava num jogo mais direto nos momentos iniciais do jogo. Algo no qual não estava a conseguir ser propriamente eficaz. Depois, ao longo do decorrer do duelo, conseguiu mostrar-se um conjunto mais ponderado. Ainda assim, ficava a sensação de que era uma equipa que, quando não conseguia impor velocidade, parecia estar na iminência de perder o controlo da partida. Daí algumas das alterações de Sérgio Conceição na segunda parte, com uma estratégia mais contida e na espectativa.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Pepe (7)

Luis Diaz (8)

Matheus Uribe (7)

Marega (4)

Zaidu (7)

Corona (8)

Wilson Manafá (6)

Mbemba (5)

Otávio (5)

Sérgio Oliveira (5)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Anderson (5)

Toni Martinez (5)

Nanu (5)

Romário Baró (5)

Taremi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

Artigo revisto por Mariana Plácido

FC Crotone 1-1 Juventus FC: Vecchia Signora desinspirada permite primeiro ponto do Crotone na Liga

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A CRÓNICA: CAMPEÃO ITALIANO ATRASA-SE NA LUTA PELO TÍTULO

O FC Crotone recebeu, no Stadio Ezio Scida, a equipa da Juventus FC, em jogo a contar para a quarta jornada da Liga Italiana, numa partida que opôs o último classificado com zero pontos contra o enea-campeão italiano.

Apesar de defrontar um adversário substancialmente mais forte, a verdade é que a equipa da casa entrou forte e adiantou-se logo aos 12 minutos, através de uma grande penalidade convertida por Simy. Contra a corrente do jogo, poucos minutos depois, uma excelente desmarcação do estreante Chiesa culminou numa assistência para o golo do empate de Álvaro Morata. Ainda assim, a toada manteve-se equilibrada na primeira parte, com o FC Crotone a dispor até das melhores oportunidades do primeiro tempo.

Na segunda parte, mais do mesmo. Um Crotone competente na capacidade de anular a vecchia signora e atrevido no ataque. Já a equipa visitante continuou muito lenta, tímida e pouco pressionante. As substituições operadas por Andrea Pirlo pouca influência tiveram no jogo.

Ao minuto 60, Chiesa, que até estava a ser dos melhores jogadores da equipa de Turim, acabou por ver vermelho direto, condicionando ainda mais a manobra ofensiva da equipa e criando ainda mais dificuldades para uma Juventus muito desinspirada.

Destaque para um lance aos 76 minutos. Parecia que Morata se iria tornar a figura do jogo, bisando na partida, mas o lance acabaria por ser anulado (vários…) minutos depois, mantendo assim o teimoso empate que selou o resultado final.

FC Crotone conquista o primeiro ponto na Liga e o atual campeão marca passo num resultado que se ajusta ao que se passou dentro das quatro linhas.

 

A FIGURA

Publicado por FC Crotone em Sábado, 17 de outubro de 2020

 

Júnior Messias – O brasileiro foi um verdadeiro quebra cabeças para a defesa da Juventus FC. Rápido, combativo e irreverente, o avançado ia colocando o campeão italiano em sentido todas as vezes que tocava na bola. O ataque da equipa da casa viveu muito da sua capacidade de aparecer e desequilibrar. Faltou o golo para a cereja no topo do bolo.

O FORA DE JOGO

Manolo Portanova – Com a expulsão aos 60 minutos, Chiesa assumiu a sua candidatura ao destaque negativo do jogo. No entanto, até esse momento, apresentou-se bastante bem na partida, registando inclusivamente a assistência para o golo de Morata.

Por isso, acabei por escolher o também estreante Manolo Portanova. Claro que não é fácil para um rapaz de 20 anos estrear-se pela equipa principal da Juventus num jogo com muitas baixas e contra um adversário que jogou com um sistema mais fechado, mas a verdade é que o jovem médio teve bastantes dificuldades em criar desequilíbrios ou deixar a sua marca no jogo.

Foi sempre um corpo estranho na equipa e, talvez por isso, foi o primeiro jogador a ser substituído.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC CROTONE

O último classificado da liga apostou num 3-5-2. A equipa que surpreendeu pela positiva, nomeadamente pela coesão defensiva e pela capacidade que teve em anular uma equipa muito mais forte, demonstrou que os 0 pontos conquistados até ao momento podem ser um erro das circunstâncias. Destaque para as exibições de Junior Messias, Simy, Reca e do português Pedro Pereira, que deram velocidade ao ataque e criaram dificuldades à defesa Juventina.

Além da forma segura como fixou o adversário, foi atrevido no ataque. Sem criar muitas oportunidades, podia ter levado um resultado mais simpático para o intervalo. Vamos ver se consegue replicar esta exibição nos próximos jogos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alex Cordaz (6)

Lisandro Magallan (6)

Luca Marrone (6)

Sebastiano Luperto (5)

Pedro Pereira (7)

Molina (6)

Cigarini (7)

Milos Vulic (5)

Reca (7)

Junior Messias (8)

Simy (7)

SUBS UTILIZADOS

Andrea Rispoli (5)

Luca Siligardi (5)

Vladimir Golemic (-)

Jacopo Petriccione (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Também a equipa de Andrea Pirlo apostou numa linha defensiva de três, mas mais numa espécie de 3-6-1, com Chiesa a percorrer toda a ala direita e com Danilo a figurar como um dos três centrais. Destaque para a estreia do reforço Chiesa, com impacto imediato na equipa, tanto pela assistência para o golo, como pela expulsão a meio da segunda parte.

O grande destaque vai também para a ausência de Cristiano Ronaldo (que acusou positivo para a COVID-19). Porém, não nos podemos esquecer de que a Juventus FC entrou em campo com jogadores como Dybala, Chiellini, Cuadrado, Bernardeschi e Rabiot no banco de suplentes.

Exibição muito desinspirada, tanto com 11 como com dez unidades em campo. Apesar das muitas baixas, que obviamente influenciam o rendimento da equipa, Pirlo tem muito trabalho pela frente e exige-se muito mais ao campeão das últimas nove edições da Liga italiana. A equipa ainda se apresenta muito lenta e pouco intensa, quer no ataque, quer na recuperação da bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Buffon (6)

Danilo (5)

Bonucci (5)

Merih Demiral (5)

Chiesa (5)

Bentancur (5)

Arthur (5)

Fabrotta (4)

Dejan Kulusevski (6)

Manolo Portanova (4)

Alvaro Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Juan Cuadrado (6)

Berbardeschi (4)

Adrien Rabiot (4)

Artigo revisto por Mariana Plácido

OC Barcelos 2-2 AD Valongo: Liderança continua a ser partilhada

A CRÓNICA: OC BARCELOS NÃO TRADUZIU DOMÍNIO DA PRIMEIRA PARTE

Duelo entre os dois líderes do campeonato, OC Barcelos e AD Valongo. Com três vitórias em três jogos, ambas as equipas jogavam depois do desaire de um dos candidatos ao título, o SL Benfica, que perdeu frente ao Riba D´Ave.

O Óquei de Barcelos partiu com uma postura mais dominadora. A equipa da casa teve logo uma oportunidade, no início da partida, na sequência de um penalti, que lhes permitia ficar em vantagem. Ricardo Silva foi mais forte e defendeu o penalti e ainda a recarga do antigo colega de equipa e na Seleção, Reinaldo Ventura.

O duelo entre os dois veteranos foi muito intenso, com Ricardo Silva a levar sempre a melhor. E quem não marca sofre, pois o Valongo, que apostava em contra-ataques rápidos, mas sem ter levado perigo à baliza de Conti, acabou por chegar à vantagem nos últimos minutos da primeira parte. O guardião do Barcelos esticou o stick e derrubou Nuno Araújo que seguia isolado.

O mesmo Nuno Araújo cobrou o penalti perto do poste esquerdo, sem hipóteses para o guarda redes argentino. Os anfitriões acabaram por sentir o golo sofrido e acabaram por estar longe da baliza de Ricardo Silva nos poucos minutos que faltavam até ao intervalo.

A segunda parte começou praticamente com o empate da equipa da casa, novamente de bola parada. Na sequência de um penalti, Tiago Pereira colocou outra vez as equipas igualadas no placard.

Apesar do maior ascendente da equipa da casa, o jogo estava mais equilibrado, com o Valongo a também rematar à baliza de Conti. Acabariam por ser os visitantes a voltarem a estar em vantagem com um golo obtido na sequência de uma boa jogada rápida do Valongo, que culminou na finalização de Carlos Ramos.

O Valongo acabaria por não aproveitar várias oportunidades para ter uma vantagem confortável: o livre direto devido à décima falta do OC Barcelos, a vantagem numérica em termos de jogadores devido ao cartão azul de Joca e o consequente livre direto, também falhado.

A equipa da casa acabaria também por não conseguir empatar no livre direto que dispôs devido à decima falta cometida pelos visitantes. No entanto, já a menos dois minutos do final da partida, Reinaldo Ventura empatou a partida de livre direto, a castigar o cartão azul de Carlos Ramos.

Depois do 2-2 final, continua tudo na mesma na frente, numa partida em que os da casa principalmente pela primeira metade, mereciam a vitória.

Fonte: OC Barcelos

 

A FIGURA

Ricardo Silva – O experiente guarda-redes defendeu tudo o que havia para defender na primeira metade e protagonizou um duelo interessante com Reinaldo Ventura. Foi o responsável pela equipa conseguir estar a vencer ao intervalo. No segundo tempo, menos interventivo, pelo menor domínio do OC Barcelos, mas não teve culpas nos golos sofridos e fez ainda algumas defesas importantes.

 

O FORA DE JOGO

Ataque da OC Barcelos – O domínio foi tão grande na primeira metade que parece impossível não terem sequer marcado um golo até ao intervalo. Ricardo Silva esteve muito bem, mas a equipa da casa tinha dificuldades em encontrar espaço no meio da defesa compacta do Valongo, com Reinaldo Ventura a ser praticamente o único a rematar à baliza.

 

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

A equipa da casa entrou com uma postura dominadora, com mais posse de bola e com pressão alta sobre o Valongo. Para desequilibrar no 1×1, a formação contava com Reinaldo Ventura e com a aposta nos remates de longa distância.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Conti (7)

Reinaldo Ventura (8)

Miguel Vieira (6)

Zé Pedro (6)

Joca (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Ferreira (6)

Tomás Pereira (7)

Gutiérrez (6)

Giménez (7)

Rafael Lourenço (6)

ANÁLISE TÁTICA – AD Valongo

A equipa de Edo Bosch apostou numa defesa compacta, deixando o domínio do jogo para o OC Barcelos, especialmente na primeira parte. A formação apostou mais no ataque rápido, com o internacional moçambicano Nuno Araújo a pautar o jogo.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (8)

Nuno Araújo (7)

Rafael Bessa (6)

Diogo Abreu (6)

Carlos Ramos (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Bernardo Mendes (6)

 Nuno Santos (6)

Diogo Barata (6)

Diogo Fernandes (6)

Ruben Pereira (6)

Manchester City FC 1-0 Arsenal FC: Equipa de Guardiola vence Gunners em jogo dividido

A CRÓNICA: O RESCALDO DE UM JOGO QUE PODIA TER DURADO SÓ 45 MINUTOS

Sempre que duas equipas dos big six do campeonato inglês se defrontam, o público prepara-se para assistir a grandes jogos. E quem assistiu à primeira parte do duelo entre o Manchester City FC e o Arsenal FC seguramente não ficou desiludido. Duas equipas a jogar bom futebol, com ataques rápidos e a criar situações de finalização. Mesmo a nível estético, os jogadores foram presenteando o público televisivo com momentos de excelência.

A turma orientada por Pep Guardiola entrou mais forte na partida, criando perigo logo no primeiro minuto do encontro, através de um remate de Mahrez. Aos 23 minutos, acaba por chegar ao golo. Uma jogada que se iniciou na defesa, com a bola a chegar rapidamente ao ataque, acabando por ir parar aos pés de Phil Foden, que, dentro da área, efetuou um remate potente. Leno ainda se opôs com uma boa defesa, mas, na recarga, acabou por surgir Sterling, que fez o golo.

A partir deste momento, surgiu a reação do Arsenal FC. Os gunners criaram logo uma situação muito perigosa para a baliza de Ederson, por intermédio de um remate de Pépé. Nesta fase do encontro, Bukayo Saka destacou-se (ainda mais) dos restantes, criando situações de golo flagrantes. Em dois momentos, Ederson evitou brilhantemente o golo da equipa londrina, defendendo os remates de Bukayo Saka e de Aubameyang.

Chegando ao intervalo, ficava a sensação de que se estava a assistir a um excelente jogo, com as duas equipas a praticar bom futebol. A segunda parte tinha tudo para ser emocionante.

No entanto, tal não se verificou. Seguramente, o caro leitor já foi presenteado com decepção destas. Para quem estava a assistir, a segunda parte mais não foi do que uma desilusão. Todos os motivos de interesse foram gastos na primeira metade do encontro, ao passo que a segunda serviu mais para passar o tempo. Quase nulas as oportunidades de golo.

O Arsenal FC beneficiou de um par de livres diretos, um de David Luiz e outro de Pépé, mas que pouco perigo criaram. O Manchester City FC aproveitou para controlar o jogo. Os comentadores mencionavam um “jogo sem balizas” e, de facto, foi justamente a isso que se assistiu.

Tratou-se, portanto, de um excelente jogo, caso este rescaldo fosse referente apenas à primeira parte. No final, a vitória sorriu à equipa do Manchester City FC, que ocupa o décimo lugar da tabela classificativa. Já o Arsenal FC desceu para a sexta posição.

 

A FIGURA

Bukayo Saka – Pode causar estranheza eleger como a figura do encontro um atleta da equipa derrotada. Mas sem dúvida de que Bukayo Saka faz parte do leque de pessoas que mais mereciam a vitória. Que excelente exibição do jovem inglês de 19 anos. Muito veloz e excelente condução de bola. Deu imenso trabalho aos defesas do Manchester City FC.

O FORA DE JOGO

Nicolas Pépé – Jogo bastante apagado do avançado do Arsenal FC. Teve uma grande oportunidade para finalizar, logo após o golo do Manchester City FC, mas, fora esse momento, passou bastante discreto durante o jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

É bastante complicado definir o sistema tático utilizado pelo Manchester City neste encontro. Foram apresentandas várias modificações. Em muitos momentos, jogou-se num 3-3-4, com João Cancelo a juntar-se no meio-campo a Bernardo Silva e Rodri, deixando Rúben Dias, Walker e Nathan Ake a controlar a defesa.

Atacou, frequentemente, com uma linha de quatro, composta por Phil Foden, Sterling, Mahrez e Agüero. No entanto, durante o o jogo, foi alterando várias vezes para esquemas de 4-4-2 ou de 3-4-3. Este Manchester City apresentou diversas faces ao longo da partida. 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

João Cancelo (4)

Rúben Dias (4)

Nathan Ake (5)

Kyle Walker (5)

Rodri (6)

Phil Foden (7)

Bernardo Silva (6)

Raheem Sterling (7)

Riyad Mahrez (6)

Kun Agüero (5)

 

SUBS UTILIZADOS

İlkay Gündoğan (5)

Fernandinho (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

A equipa do arsenal apresentou-se num sistema tático de 3-4-3. Ceballos e Xhaka seguraram o meio-campo da equipa londrina, deixando os corredores laterais para Saka e Bellerín. A frente de ataque ficou entregue a Willian, Aubameyang e Pépé. Na segunda parte, aquando da saída de Willian, Lacazette ocupou o centro do ataque.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (4)

David Luiz (4)

Gabriel (5)

Kieran Tierney (5)

Hector Bellerín (5)

Granit Xhaka (5)

Dani Ceballos (6)

Bukayo Saka (8)

Willian (5)

Nicolas Pépé (3)

Pierre-Emerick Aubameyang (5)

SUBS UTILIZADOS

Alexandre Lacazette (5)

Eddie Nketiah (5)

Thomas Partey (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP Aragão: A força de campeão

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A ANTEVISÃO: SOL = YAMAHA

Ninguém está imune a este vírus que assola o planeta. No ‘plantel’ do MotoGP, apenas Jorge Martin tinha falhado uma corrida por causa da COVID-19. Agora, foi a vez de Valentino Rossi. A lenda italiana não está presente em Aragão para o Grande Prémio deste fim de semana e parece que a próxima semana também está fora da equação.

As regras do MotoGP estipulam que os pilotos considerados inaptos devem ser substituídos no prazo de 10 dias. Isto significa que, por enquanto, a Yamaha não precisa de colocar um substituto para este fim de semana. No entanto, a história será diferente no próximo.

A Yamaha também ainda não decidiu quem irá substituir Rossi. Nos seus livros, está o piloto de testes Jorge Lorenzo, que, este ano, iria marcar uma presença como wild-card, mas, devido às restrições consequentes da pandemia, viu negada essa oportunidade. O antigo campeão mundial esteve em Portimão a testar pela Yamaha, curiosamente com uma máquina de 2019. Isto não abona a seu favor, mas, na minha visão, é a única opção do fabricante japonês.

A corrida em Aragão será a primeira desde o Rio 1999, onde nenhum campeão atual ou antigo campeão da categoria rainha estará na grelha.
Quanto ao Grande Prémio de Aragão, o Sol brilhou… e quem mais gosta de Sol são as Yamaha. Na frente, nunca esteve outra marca sem ser a do diapasão. Mas a maior história, até agora, é a de Fabio Quartararo. O piloto que lidera o mundial teve uma queda feia na terceira sessão de treinos livres, o que o obrigou a sair de maca e a ir para o centro médico.


No fim, Quartararo acabou por ser o mais rápido em pista, conquistando a pole position para a corrida de amanhã. Após a qualificação, Quartararo revelou a sua condição à entrada para a sessão. «Eu não conseguia mexer a perna. Conseguia andar, mas doía-me bastante. Quando cheguei ao centro médico, já não me doía tanto. Já sabia que não tinha nada partido», afirmou o piloto, após a qualificação, ao motogp.com.

Atrás dele ficou Maverick Vinales. O espanhol, este fim de semana, está ‘sozinho’ na Monster Yamaha. Mesmo assim, não se deu por batido e esteve bem na qualificação. Melhor do que o piloto da Yamaha esteve o britânico Cal Crutchlow. Sendo o mais rápido no setor 4 da pista de Aragão, o piloto da Honda LCR mostrou a potência do V4 japonês (no setor 4 existe uma reta) e, com isso, garantiu a primeira fila da grelha de partida para amanhã, com a terceira posição.

Nas contas do mundial, Andrea Dovizioso segue na terceira posição, com 18 pontos de diferença. Em Aragão, parece que o ‘caldo entornou’. Ambos na Q1, Danilo Petrucci e Dovizioso tiveram de lutar pela passagem à Q2. Em todas as tentativas, Petrucci utilizou o cone de ar do colega de equipa e, no final, por apenas décimas, Petrucci passou, tal como Jack Miller. Dovizioso, que na luta pelo campeonato tinha previsto ficar filas mais à frente em Aragão, acabou em 13º.


Na KTM Tech3, Miguel Oliveira debateu-se com problemas de tração. Não se conseguiu qualificar diretamente para a Q2 e, na Q1, não conseguiu fazer melhor do que o 18º lugar. O português parte, assim, da penúltima fila da grelha. Esperemos que chegue rapidamente aos pontos na corrida.


Foto De Capa: Petronas SRT