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Roland-Garros 2020: O “Rei da terra batida” está de volta aos títulos

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O terceiro e último Grand Slam de 2020 está concluído – Wimbledon não foi realizado. A prova teve muitas surpresas, tanto positivas como negativas e belíssimos jogos. Os dois finalistas tiveram uma reedição das finais de 2012 e 2014 de Roland Garros: Novak Djokovic e Rafael Nadal tiveram a proeza de jogar a final do maior torneio de terra batida.

Foto de capa: Roland Garros

GP França: Chuva abençoou Honda e a vitória de Petrucci

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A CORRIDA: “WHAT A DRAMATIC RACE”

Podia bem ser o título desta crónica, já que a corrida de MotoGP no circuito de Le Mans foi de cortar a respiração. Trouxe-nos o 7º vencedor diferente desta temporada (Danilo Petrucci), a Honda pareceu ressuscitar e a Yamaha continua a ficar aquém do esperado. E no final, quem venceu foi a Ducati.

O mundial de motociclismo voltou à pista e Le Mans acolheu mais uma prova desta temporada que continua caótica e surpreendente. A chuva, que não aparecia no mundial deste o GP de Valência em 2018, veio animar a corrida deste domingo e trouxe-nos a Ducati novamente à ribalta. Alex Márquez teve um domingo de sonho e os festejos da equipa mostravam-nos de que era um segundo lugar com sabor a vitória depois de tantos pontos perdidos esta época.

Já Valentino Rossi continua a não conseguir terminar uma prova e desta vez, ficou de fora logo na primeira curva num incidente confuso e onde o piloto italiano acabou por ficar no meio da pista.

Na linha da frente estava Quartararo, que queria vencer na sua home race, mas o piloto francês foi a prova viva de que um mau arranque pode ditar mesmo uma má corrida e um mau resultado no final. O homem da Petronas Yamaha SRT acabou fazer uma prova em queda livre e não teve armas para lutar diretamente com os pilotos da Ducati que dominaram toda a corrida no circuito de Le Mans.

Se por um lado a chuva veio baralhar a estratégia de corrida para Quartararo – que nunca tinha corrido em piso molhado – veio, por outro, dar armas à Ducati, que costuma ser a rainha do asfalto molhado.

Primeiro, foi Miller que começou com um arranque flecha. Depois, Dovizioso e Petrucci seguiram-lhe as pisadas, mas só este último teve armas para se manter na liderança da prova e não tremeu perante os ataques dos companheiros de equipa, de Rins ou Alex Márquez. A verdade é que a animação e a adrenalina só chegaram à corrida nas últimas voltas – tal como 2020 nos tem habituado, e bem.

Dovi puxou das armas e atacou a liderança de Petrucci, enquanto lá atrás vinha Alex Rins com a sua Suzuki determinado a lutar pela vitória. Acredito, que se não fosse a queda nas últimas voltas da prova, estaria agora a escrever que o piloto da marca japonesa tinha sido o grande vencedor deste grande prémio.

Continuo a achar que só falta um danoninho à Suzuki para vencer uma corrida em 2020. E não estará muito longe disso. Miller acabou por abandonar a corrida devido a supostos problemas mecânicos e a vitória de Danilo Petrucci parecia cada vez mais certa. E foi. O piloto italiano tornou-se, assim, no sétimo vencedor diferente nesta louca temporada de 2020.

Le Mans trouxe-nos também a surpresa do fim de semana e talvez da época: Alex Márquez alcançou o seu primeiro pódio na categoria rainha do mundial de motociclismo depois de ter feito uma prova de grande qualidade, onde puxou pela Honda e nos mostrou que tem tudo para ser um grande piloto. E que começa, finalmente, a perceber a máquina que tem nas suas mãos… Pena que para o ano já não a tenha.

O pódio ficou fechado com Pol Espargaró que voltou a dar cartas com a sua KTM.

Andrea Dovizioso parecia capaz de alcançar o segundo lugar ou até mesmo a vitória, mas acabou por cair a pique nas últimas voltas, muito devido ao desgaste dos pneus que mais uma vez foram a chave deste grande prémio.

Já o português Miguel Oliveira fez uma prova bem ao seu estilo, recuperando depois de perder várias posições logo no arranque. Esteve lado a lado a batalhar com Dovizioso e quase que roubava o 5º lugar ao italiano, mas as condições de pista não permitiram uma ultrapassagem arriscada. Quem aproveitou esta luta foi Zarco, que acabou por roubar a 5ª posição ao Falcão de Almada e o relegou para o sexto lugar.

Ainda assim, excelente prova do português que continua a afirmar-se, e bem, na categoria rainha do mundial de motociclismo.

O próximo desafio é já na próxima semana, em Aragão.

Foto de capa: Moto GP

Antevisão França x Portugal | O melhor 11 combinado entre portugueses e franceses

Na terceira jornada da Liga A a contar para a Liga das Nações, os dois primeiros classificados do Grupo C (França e Portugal) defrontam-se no Stade de France. Ambas as seleções nacionais venceram as duas partidas já disputadas, frente a Suécia e Croácia.

DEPOIS DA FINAL DO EURO 2016, FRANCESES E PORTUGUESES VOLTAM A ENCONTRAR-SE NA LIGA DAS NAÇÕES. SABES QUEM VAI VENCER? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Como uma forma de antevisão à partida, o seguinte onze integra os melhores jogadores de ambas as seleções, na minha opinião. A escolha foi efetuada com base nos convocados de ambos para este encontro. A formação tática assenta num 4-3-3 devido à extensa qualidade para a zona central do terreno de jogo.

Mercado de transferências: all-in de Frederico Varandas suficiente?

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No passado dia seis de outubro, fechou a mercado de transferências em Portugal e acabou o período em que o Sporting CP podia contratar jogadores para reforçar o plantel. Embora ainda exista a possibilidade de entrarem os chamados jogadores livres, ou seja, sem contrato com nenhum clube ou instituição, já é possível avaliar as movimentações do clube no que toca à entrada e à saída de jogadores.

Num ano atípico devido à pandemia, até os maiores clubes europeus tiveram de se conter nos gastos. Exemplo disso é o Real Madrid CF que não contratou nenhum jogador, apesar de terem entrado 100 milhões de euros nos cofres do clube devido a vendas de jogadores. Assim, era expectável que o Sporting CP investisse muito menos do que o habitual… No entanto, existiu algum investimento para tentar atenuar as diferenças para os rivais que cada vez aparentam estar mais fortes. Será preciso um ano zero que corra bem em Alvalade como aconteceu com Leonardo Jardim de modo a ir, pelo menos, à Champions, tal como João Mário disse numa entrevista ao Canal 11, há uns meses atrás.

Frederico Varandas pretende fazer all-in esta época e este all-in começou ainda no final da época passada, ao contratar Rúben Amorim por uma quantia histórica para um treinador no futebol português e até mundial! Rúben Amorim melhorou o futebol da equipa, mas não tinha à sua disposição um plantel escolhido por si, sendo que a atual época está a ser preparada desde então. Vamos avaliar o trabalho de Amorim e Varandas (dados presentes no comunicado do Sporting CP à CMVM): 

  • O Sporting CP contratou oito jogadores por 13,435 milhões e adquiriu por empréstimo mais dois jogadores; 
  • O Sporting CP vendeu nove jogadores, emprestou mais nove e arrecadou um total de 39,47 milhões dos quais se subtraem 3,66M de comissões.
Wendel protagonizou o maior encaixe na janela de transferências que findou
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Podemos concluir que, no mercado de transferências, os leões apresentaram um saldo positivo de aproximadamente 20 milhões de euros, o que é satisfatório nas atuais condições. Para além disto, ficou a faltar ao Sporting CP colocar jogadores que, até agora, não contaram para o técnico português que está ao serviço do clube de Alvalade: Renan, Borja, Ilori, Rodrigo Fernandes, Luiz Phellype e Rafael Camacho. Estes cinco jogadores deveriam ter sido colocados nem que fosse por empréstimo, porque estar sem jogar só os vai desvalorizar e, neste momento, é importante potenciar todos os jogadores, seja de forma desportiva ou financeira. Para, finalmente, falarmos das entradas, falta falar das saídas e, apesar da má gestão do caso de Acuña, não considero que tenham sido negativas pois o Sporting CP conseguiu um bom encaixe financeiro que pode vir a ser importante nos próximos meses.

Agora, falemos das entradas e do plantel com o qual o Sporting CP vai à luta este ano! Começo este tópico a considerar que este mercado de transferências foi o melhor da era de Frederico Varandas: o Sporting gastou pouco mas melhor do que, por exemplo, no mercado de Verão passado. Apareceram jogadores de qualidade (seja da academia ou provenientes de outros clubes), é certo, mas são jogadores que estão em crescimento e que vão, certamente, errar… vai ser preciso ter paciência com os mesmos. Jogadores como Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio, Gonzalo Plata, Tiago Tomás, Nuno Santos, Tabata têm qualidade e potencial mas vão ter de errar para crescer – excluí Nuno Mendes desta lista pois o jovem jogador do Sporting CP, apesar dos 18 anos, apresenta uma forma de estar de quem joga neste nível há muito tempo.

Numa equipa que procura misturar experiência e irreverência, Nuno Mendes parece encerrar em si as duas vertentes
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Precisamente pela necessidade de fazer evoluir os jovens, apareceram jogadores com experiência como Antunes, João Mário, Feddal e Adán e apostou-se na continuidade de Coates ou Luís Neto. Assim, o plantel tem uma média de idades baixa que junta experiência com irreverência e potencial: para tal combinação foi importante manter Nuno Mendes ou até Jovane Cabral. Considero que existem jogadores com possibilidade de serem titulares em todas as posições, mas fico sem perceber como é que durante o período do mercado de transferências não se consegue contratar um avançado visto que, aparentemente, Rúben Amorim não conta nem com Šporar nem com Luiz Phellype.

Assim, a questão do avançado e da colocação dos jogadores excedentários ficaram como pontos negativos e a entrada de jogadores de qualidade e experiência mantendo os jovens com potencial marcaram os pontos positivos de um mercado atípicoNo entanto, tanto Porto como Benfica reforçaram a equipa com jogadores de alto nível e com garantias dadas, logo será complicado para o plantel leonino rivalizar com equipas com quase o dobro do valor de plantel de acordo com o site TransferMarktApesar deste ponto desfavorável, na época de Leonardo Jardim os dados eram semelhantes e o Sporting conseguiu ser competente e atingir uma classificação que lançou a equipa para outros patamares nas épocas seguintes. O tempo é que irá ditar se o All-in de Varandas foi suficiente…

Os 5 pontos centrais da candidatura de Rui Gomes da Silva

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Rui Gomes da Silva foi o primeiro homem a candidatar-se à presidência do SL Benfica nas eleições que irão decorrer no próximo dia 30 de Outubro, sendo, actualmente, o sócio do Benfica nº 1812.

Natural do Porto, Rui Gomes da Silva é sócio desde nascença e rapidamente se tornou num acompanhante activo da vida do Benfica, seguindo o futebol e as modalidades. Foi praticante de hóquei em patins no Benfica entre 1976 e 1979.

Rui Gomes da Silva foi candidato a vice-presidente do Benfica em 1989, integrando a lista de Fernando Martins; e foi candidato a vice-presidente em 1998, fazendo parte da lista de Luís Tadeu. Em Julho de 2009, tornar-se-ia vice-presidente da Direcção liderada por Luís Filipe Vieira no seu terceiro mandato a comandar os destinos do clube, tendo deixado o clube após o fim do quarto mandato em Setembro de 2016.

Apesar de ter deixado de integrar a estrutura do Benfica, Rui Gomes da Silva não deixou de ser uma voz activa do clube enquanto comentador na SIC Notícias e, posteriormente, na TVI. Nos últimos anos, era um dos críticos mais incisivos da gestão de Luís Filipe Vieira, tendo há muito dado a entender que pretendia candidatar-se às próximas eleições.

Entre os quatro candidatos que se irão opor a Luís Filipe Vieira, Rui Gomes da Silva foi o primeiro a apresentar o seu programa. O programa eleitoral de Rui Gomes da Silva está assente em cinco pilares estratégicos que envolvem diversas áreas do clube e que apresentam várias propostas da lista.

Neste artigo, irei fazer um resumo do programa eleitoral da lista de Rui Gomes da Silva, sendo que irei seguir os cinco pilares estratégicos e mencionar as propostas que considero mais relevantes, exprimindo também uma breve opinião sobre as mesmas.

Devo também avisar que aqui a minha “inclinação eleitoral” será completamente posta de parte. Limito-me apenas a promover e divulgar uma das listas que se irá candidatar à presidência do Benfica de uma forma séria, ponderada e isenta.

SL Benfica 1-1 Sporting CP: Candidatos perdem primeiros pontos

A CRÓNICA: O EMPENHO ERA TANTO QUE SÓ PODIA DAR EMPATE 

As duas equipas candidatas ao título tinham cumprido nas duas primeiras jornadas e ambas já tinham derrotado rivais candidatos ao título. O SL Benfica derrotou na primeira ronda, o FC Porto, e o Sporting CP derrotou a UD Oliveirense na segunda.

A primeira parte foi muito intensa, mas com poucas oportunidades de golo. A equipa que esteve mais perto de marcar foi o Sporting que apostou mais num jogo em ataque rápido. Primeiro aos 17 minutos por Pedro Gil que atirou ao poste da baliza de Pedro Henriques após boa movimentação. No minuto seguinte, a equipa leonina ainda teve um pénalti a seu favor, não aproveitado por Toni Pérez. Do lado da equipa da casa, foi Nicolía a obrigar Girão a fazer uma grande defesa o mais perigoso até ao intervalo.

SL Benfica e Sporting CP tinham cumprido nas duas primeiras jornadas e ambas já tinham derrotado rivais candidatos ao título.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A etapa complementar começou praticamente com nova oportunidade para o Sporting marcar. Aos três minutos, Diogo Rafael foi descuidado ao levar as mãos às costas de Romero que acabou por cair dentro da área benfiquista. Verona ficou encarregado de marcar o penálti e não falhou.

O italiano viria a dispor de novo penálti para alargar a vantagem dos visitantes depois de nova infração de Diogo Rafael dentro da área do Benfica. No entanto, Pedro Henriques conseguiu defender desta vez e manteve-se a vantagem pela margem mínima. O Sporting viria ainda a ter uma nova oportunidade por Verona que aproveitou um mau passe do capitão encarnado, Valter Neves. Contudo, o internacional italiano acabaria por mandar ao poste da baliza.

Por outro lado, o Benfica não deixava de visar a baliza de Ângelo Girão e acabaria por chegar ao empate. Ordoñez rodou sobre o seu oponente direto e atirou para o empate quando ainda faltavam 15 minutos para o final do jogo.

No minuto seguinte, o Benfica viria a ter um livre direto a seu favor por os rivais ter chegado à décima parte. Valter Neves não conseguiu bater o o guarda-redes do Sporting.

Até ao fim da partida, destaque para várias defesas de Girão que permitiram a que o Sporting saísse do Pavilhão da Luz com um ponto.

Empate acaba por ajustar-se, apesar do ascendente do Benfica, na parte final da partida.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Girão – O guarda-redes leonino fez várias defesas importantes ao longo de todo o jogo. No entanto, depois de consentir do Sporting consentir o empate, o internacional português teve várias intervenções essenciais para manter o empate no Pavilhão da Luz.

 

O FORA DE JOGO

SL Benfica e Sporting CP tinham cumprido nas duas primeiras jornadas e ambas já tinham derrotado rivais candidatos ao título.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Diogo Rafael – O jogador do SL Benfica acabou por cometer duas infrações dentro da área, possibilitando dois penaltis aos rivais. Um deu o golo dos leões e foi nesse que o internacional português foi mais negligente a abordar o lance.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica começou por ter mais posse de bola na primeira parte, tentando ter mais controlo de jogo. Na segunda parte e em especial, depois do golo do Sporting, a equipa da casa apostou essencialmente em ataques rápidos, com Ordoñez e Nicolía, em destaque.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (7)

Valter Neves (6)

Diogo Rafael (5)

Nicolia (7)

 Ordoñez (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Miguel Vieira (6)

Aragonez (6)

 Lamas (6)

Gonçalo Pinto (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os sportinguistas começaram por apresentar um ataque dinâmico com a troca de bola constante. O 1×1 foi usado durante boa parte do jogo por jogadores como Romero, Pedro Gil ou Toni Perez, abrindo brechas na defensiva adversária. Já na segunda parte, a equipa leonina tentou fazer um jogo assente na posse de bola, em especial depois do golo leonino.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Girão (8)

Font (6)

 Romero (6)

Verona (7)

Perez (6)

SUBS UTILIZADOS

Platero (6)

Souto (6)

Telmo Pinto (6)

Pedro Gil (7)

Zé Diogo (-)

Marko Grujic: Um substituto à altura do (ex-)capitão

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Uma das maiores surpresas do final do mercado de transferências no FC Porto foi a saída de Danilo Pereira, o então capitão dos Dragões. A verdade é que, apesar de o trinco ser na mesma um jogador importante, principalmente no balneário, andava já há algum tempo a perder espaço na equipa.

Tendo em conta que o FC Porto domina quase todos os jogos que disputa, a necessidade de a equipa ter um jogador como Danilo tem diminuído. O ponto forte do internacional português é no seu jogo defensivo, mas este tem muitas dificuldades em acrescentar quando a equipa tem bola. Não consegue fazer a diferença na primeira fase de construção e chega até a comprometer nesse momento do jogo.

Na última época, foram já bastantes vezes que Sérgio Conceição apostou num meio-campo mais ofensivo, com Uribe e Sérgio Oliveira a atuarem na posição de seis. Dessa forma, faz todo o sentido que, com a saída de Danilo, o seu substituto seja um jogador mais nos moldes dos dois anteriores.

Marko Grujic é exatamente isso. Mesmo tendo jogado muitas vezes como o médio mais recuado ao longo da sua carreira, está longe de ser um trinco posicional. Atua também muito bem como oito, fazendo muito bem a função de box-to-box.

Ainda que muito diferente de Danilo Pereira, Grujic encaixa-se bem no estilo de jogo de Sérgio Conceição. É forte, alto, que o torna um perigo nas bolas paradas, e é muito competente na pressão alta. Pode ser algo errático no que diz respeito ao posicionamento defensivo, mas isso era algo que Danilo também falhava por vezes.

SL Benfica 4-0 SF Damaiense: Primeira parte eficaz para mais uma vitória encarnada

A CRÓNICA: SÓ UMA EQUIPA CONTINUA INVICTA 

Confronto entre duas equipas que na Série Sul só sabiam o que era vencer e, por isso, perspetivava-se um bom jogo. O SF Damaiense surpreendeu ao apresentar-se com uma linha de cinco defesas – talvez, na tentativa de tratava o ímpeto ofensivo do SL Benfica –, mas foi, ao minuto oito houve golo das encarnadas. Darlene mesmo quase sem ângulo conseguiu fazer o 1-0.

Quando o jogo estava a entrar numa fase bastante equilibrada, o SL Benfica – contra a corrente do jogo – acabou por marcar golo. Aos 31 minutos, Cloé Lacasse apareceu na direita cruzou e Carolina Correia marcou autogolo. Foi só preciso esperar mais sete minutos, para mais um golo das encarnadas (3-0) por Cloé Lacasse, que respondeu bem ao cruzamento de Catarina Amado.

Num jogo com mais caudal ofensivo das encarnadas, mas as jogadoras do SF Damaiense (com a estratégia montada) estavam a conseguir equilibrar de forma correta o jogo. Ainda assim, o resultado ao intervalo estava em 3-0.

A segunda parte as duas equipas entraram muito adormecidas e não houve muito para contar sem ser novo golo da Cloé Lacasse. Depois de uma bola parada, houve muita confusão na área do SF Damaiense e não houve ninguém que conseguisse afastar a bola. Como “rato de área”, como se diz na gíria, foi a canadiana a fazer o 4-0, aos 69 minutos.

O jogo caminhou lentamente para o final e o resultado não teimou em sair dos 4-0 a favor das encarnadas. O SF Damaiense mostrou qualidade defensiva frente a uma equipa claramente superior e que justificou a sua vitória na primeira parte.

O SL Benfica continua assim invicto com nove pontos e, agora, muda o seu foco para o encontro contra o FC Famalicão para a Taça de Portugal. Já o SF Damaiense mostrou, em plena Tapadinha, que existe qualidade no seu plantel e que tinha um plano bem definido para travar o poderio encarnado. É preciso não esquecer a equipa da Amadora e temos aqui candidato às quatro primeiras.

 

A FIGURA

Catarina Amado – Começou a lateral direito e ainda acabou o jogo umas posições mais à frente. No entanto, aquilo que se tem de destacar é o facto de ter feito uma partida muito consistente e também relembrar a bela assistência que faz para Cloé Lacasse marcar o terceiro da partida. Raramente, passava alguma coisa pelo seu lado e esteve bem em todos os momentos, sejam eles ofensivos ou defensivos.

O FORA DE JOGO

🔥 ÚLTIMA HORA 🔥

É com muito orgulho que informamos que a atleta Carolina Santana, é reforço do SF Damaiense para a…

Publicado por Sport Futebol Damaiense em Sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 

Carolina Santana – Jogo muito complicado para as jogadoras da frente do SF Damaiense e a jogadora estava completamente sozinha em todas as tarefas ofensivas. As poucas incursões atacantes da equipa amadorense e as poucas oportunidades criadas foram fundamental para não vermos esta jovem jogadora a mostrar o potencial que realmente tem. Porém, a qualidade existe e mostrará, certamente, nos jogos que ainda há neste campeonato.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As encarnadas estavam numa constante troca entre um 4-4-2 e um 4-3-3 com Nycole e Darlene a jogarem mais à frente – por vezes, com Cloé Lacasse a ocupar o lado esquerdo do ataque. Christy Ucheibe, a novidade da partida, a ser a média mais recuada e a dar mais consistência defensiva do que Pauleta, que foi opção no jogo transato. Dar conta ainda da entrada de Jassie Vasconcelos para a saída da Ana Seiça, que ficou de fora por lesão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Neuhaus (5)

Catarina Amado (8)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (6)

Jassie Vasconcelos (6)

Christy Ucheibe (8)

Ana Vitória (6)

Andreia Faria (5)

Cloé Lacasse (7)

Darlene (5)

Nycole (6)

SUBS UTILIZADOS

Joline (5)

Beatriz Cameirão (5)

Matilde Fidalgo (5)

Carlota Cristo (-)

Beatriz Nogueira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SF DAMAIENSE

A equipa da Amadora apresentou-se num 5-4-1 numa clara intenção de conseguir travar o poderio ofensivo das encarnadas e manter uma coesão defensiva para conseguir que não fosse possível tantas bolas em profundidade. Apesar de ter corrido bem, as bolas em profundidade e nas costas da defensiva amadorense eram frequentes. Durante o decorrer do jogo, houve trocas de lados entre Lara Pintassilgo e Mafalda Barbóz e ainda na frente houve a troca entre Carolina Santana e a própria Lara.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriana Rocha (7)

Nicole Araújo (5)

Filipa Assucena (6)

Carolina Correia (6)

Inês Matos (5)

Madalena Ferreira (5)

Patrícia Barreiros (5)

Daniela Santos (5)

Mafalda Barbóz (5)

Lara Pintassilgo (4)

Carolina Santana (4)

SUBS UTILIZADOS

Mariana Jaleca (6)

Madalina Tatar (5)

Matilde (-)

Carolina Peixoto (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Foi uma surpresa encontrar um SF Damaiense com cinco defesas e com uma linha muito baixa? Aproveitar para questionar sobre o que achou da consistência defensiva e do controlo do meio campo com Christy Ucheibe?

Luís Andrade: Em relação à primeira pergunta, nós estudamos o nosso adversário e já estávamos preparados para ter o SF Damaiense com uma defesa a cinco. Trabalhámos durante a semana com esse objetivo e sabendo das dificuldades que as atletas nos podiam colocar. Muitas atletas do SF Damaiense saíram do SL Benfica e são muitos experientes e têm uma grande qualidade técnica, quer coletiva quer individual. Portanto, sabíamos que íamos ter algumas dificuldade. No entanto, trabalhámos com um objetivo bem definido que era chegar e conseguir os três pontos. Nesta primeira fase, não estamos preocupados com os golos, mas sim em somar vitórias. Na segunda parte, também reduzimos o nosso esforço, porque temos jogos quarta-feira com o FC Famalicão e quisemos gerir o jogo.

Em relação à Christy, é mais uma jogadora que vem acrescentar qualidade ao nosso plantel e é mais uma atleta que pode ajudar no meio campo. É uma jogadora polivalente e que pode jogar em qualquer lado. Podemos contar com ela em qualquer setor.

SF Damaiense

BnR: Apresentou-se aqui com uma formação de cinco defesas (com três centrais). Foi algo trabalhado em específico para este jogo, porque era necessário conseguir controlar o ímpeto ofensivo do SL Benfica? 

João Videira: As cinco defesas, ou as três centrais, é hábito, pois há três jornadas já jogamos assim. O que acontece é que há certo momentos do jogo ou certas adversárias que nos obrigam a fechar mais e as linhas podem jogar mais juntas, ou não. Como é óbvio, gostamos de pressionar algo, mas, por exemplo, neste jogo devido à maneira como o SL Benfica estava a jogar não estávamos a conseguir fazê-lo. É um bocado por aí, porque isto também é um jogo de estratégia, um jogo do “gato e do rato”. Ou seja, consoante o que adversário nos deixa fazer, nós aproveitamos.

A única coisa que coisa que, talvez, trabalhámos e não costumamos fazer foram as bolas paradas defensivas, porque com os clubes grandes costumamos ter mais momentos destes nos jogos. Também tivemos alguma dificuldade na definição do último passe. É um jogo de grau de dificuldade elevada e tendo em conta o jogo que foi as miúdas estão de parabéns. Temos de olhar para a frente e é jogo a jogo.

As 5 transferências que chocaram o mundo do futebol

O mercado de transferências costuma ser, por norma, uma das fases mais inquietantes para os amantes da bola. Tentamos prever trocas, estratégias, valores e adivinhar o futuro de jogadores. Contudo, acabamos por vezes surpreendidos com algumas movimentações. Neste artigo é disso que vamos falar, as cinco transferências mais estranhas de sempre.

É uma mão cheia de trocas, mas podiam ser muitas mais. Entre este século e o passado, além destas, que outras transferências te causaram alguma estranheza?

NBA Finals 2020 – Jogo 5: LA Lakers 108-111 Miami Heat

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A CRÓNICA: MIAMI HEAT VENCE E PROLONGA A SÉRIE PARA UM SEXTO JOGO.

 

No quarto jogo das NBA Finals, os LA Lakers levaram a melhor sobre os Miami Heat: 96-102. Ora, com esse resultado, os Lakers só estavam a um jogo de conquistar o seu 17.º campeonato da NBA. Antes do jogo começar, muitos adeptos já davam a série como terminada – especialmente quando os Lakers decidiram que usariam a camisola Black Mamba.

Porém, os Heat foram os vencedores do jogo 5. A partida foi excelente e contou com dois grandes intervenientes: LeBron James e Jimmy Butler. Foi um verdadeiro show dos dois jogadores – ambos lideraram os pontos, assistências e ressaltos nas suas respetivas equipas.

No primeiro período, a equipa de Jimmy Butler levou ligeiramente melhor sobre a equipa de LeBron James, ganhando por um ponto. Butler, a figura dos Heat, foi o melhor da equipa de Miami ao obter 8 pontos, 4 assistências e 2 roubos de bola nos primeiros doze minutos da partida. Anthony Davis deu um susto à sua equipa no final do primeiro período, mas voltou ao jogo, ainda que condicionado.

No segundo período, os Heat começaram a todo o gás e chegaram a estar a ganhar por 11 pontos, mas os Lakers conseguiram reduzir a diferença para apenas 4 pontos. Os Heat foram para o intervalo com vantagem – foi a segunda vez que estavam na frente do marcador. Como é habitual, Butler fez uma ótima primeira parte (22 pontos, 6 assistências e 6 ressaltos) e ainda contou com a preciosa ajuda de Duncan Robinson. No entanto, destaco o desempenho de LeBron James. King James conseguiu 21 pontos (3 triplos e 81 fg%), 3 assistências, 4 ressaltos e 1 roubo de jogo. Que jogador! (56-60)

No regresso ao jogo, as equipas lançaram muito mal. Apenas os Heat no terceiro período tiveram um FG% positivo – ainda que nos 50%. O terceiro período foi muito mau para a equipa de Los Angeles, onde apenas concretizaram 7 dos 20 lançamentos, mas Miami esteve muito bem defensivamente. Butler quase conseguiu o triplo-duplo antes de terminar o período: 27 pontos, 9 ressaltos e 10 assistências. Está a ter a sua melhor série de jogos na carreira.

No quarto, derradeiro e último período, os Heat entraram com uma vantagem de seis pontos (e chegaram a ter uma de onze pontos), mas os Lakers conseguiram igualar. Foi uma partida muito equilibrada nos últimos minutos.

O jogo ficou decidido num lance que vai assombrar Danny Green e Markieff Morris: os Heat estavam com uma vantagem de dois pontos nos últimos segundos. James tinha bola e furou quase até ao cesto, onde estavam três jogadores do Heat a defendê-lo. LeBron fez a decisão sensata, que foi passar a bola para o jogador que estava livre, mas Danny Green falhou o lançamento wide open.

Morris ainda conseguiu o ressalto, mas não conseguiu o cesto. É um lance que certamente ficará na história. No final, os Heat venceram pela segunda vez na série e será jogado um sexto jogo. (108-111)

 

A FIGURA

Jimmy Butler – Jimmy “Buckets” Butler! Mais um grande jogo da maior estrela dos Heat – e é a primeira vez em nove épocas que joga a NBA Finals! Jogou 47m12s – quase a totalidade de um jogo (48m) – e conseguiu numeros estrondosos: 35 pontos, 12 ressaltos, 11 assistências, 5 roubos de bola e 1 bloqueio de bola. Seja lá qual for o desfecho da época, Butler foi um dos melhores da época e merece, sem dúvida, um maior reconhecimento.

 

O FORA DE JOGO

Danny Green e Markieff Morris – Ambos não fizeram o seu melhor jogo e a jogada quase no final da partida não foi, de todo, positiva. Morris apenas conseguiu um ressalto em vinte e dois minutos. Green teve um registo melhor, mas foi ele que ficou pior na fotografia do lance – e o seu desempenho anterior pelos Lakers não tem sido o melhor. Espera-se mais do antigo campeão pelos SA Spurs e os Toronto Raptors.

 

ANÁLISE TÁTICA – LA LAKERS

A tática dos Lakers ficou condicionada a partir do momento em que o Anthony Davis se aleijou no final do primeiro período. Foi um jogo que dependeu muito de LeBron James, Anthony Davis e Kentavious Caldwell-Pope – o último foi uma surpresa. A equipa apostou fortemente nos triplos, mas tiveram uma percentagem pequena de acerto: 36,8%.

5 INICIAL – LA LAKERS

LeBron James (10)

Anthony Davis (8)

Kentavious Caldwell-Pope (7)

Dwight Howard (6)

Danny Green (3)

SUBS UTILIZADOS

Kyle Kuzma (3)

Ranjo Rondo (6)

Alex Caruso (6)

Markieff Morris (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – MIAMI HEAT

Parece que Erik Spoelstra já se esqueceu do primeiro jogo. Apostou fortemente em Butler (só não jogou 48 segundos) e jogaram apenas 7 jogadores – há uma ótima rotina e química entre a equipa. O regresso de Adebayo foi importante na melhoria significativa da defesa de Miami.

5 INICIAL – MIAMI HEAT

Jimmy Butler (10)

Jae Crowder (6)

Bam Adebayo (7)

Duncan Robinson (8)

Tyler Herro (6)

SUBS UTILIZADOS

Kendrick Nunn (8)

Andre Iguodala (5)