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Sérgio Conceição | Um nome que irá permanecer na história do FC Porto

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Com o triunfo sobre o SC Braga no passado sábado, não só o FC Porto garantiu uma entrada forte no campeonato, como também o seu técnico atingiu uma marca histórica. Sérgio Conceição, no início da sua quarta época ao serviço dos dragões, alcança o estatuto de treinador com mais vitórias no Estádio do Dragão.

No total, o atual comandante do plantel azul e branco contabiliza sessenta e oito triunfos dentro da sua fortaleza, fortaleza essa que, diga-se, leva já (quase) dezassete anos de existência.

Ao longo de todos esses anos, viu sentarem-se no seu banco de suplentes nomes marcantes da história do clube da Invicta. O special one José Mourinho, o professor Jesualdo Ferreira e o prodígio André Villas-Boas: tudo nomes que materializam inúmeras conquistas, desde a Liga dos Campeões até à Liga Europa, passando também pelo não menos marcante tetra. E… Sérgio Conceição.

E porque não? Porque não incluir o nome do homem que devolveu o clube às conquistas, depois de quatro longos anos de espera? Porque não incluir o nome do homem que devolveu o clube aos “quartos” da Champions, feito que só por outras três vezes foi alcançado após a inauguração do novo estádio? Porque não incluir o nome do homem que devolveu o ADN “à Porto” pelo qual os adeptos tanto clamavam?

Goste-se ou não, Conceição já marcou uma era, não só no FC Porto, como no futebol português. Seja pelo seu estilo único de viver o futebol, pela mística que a ele é intrínseca, pelos dois campeonatos conquistados, pela “dobradinha”, seja pelas polémicas, pelas declarações fortes, pelo “mau feitio”; facto é que, daqui a alguns anos, será dos principais nomes que virão à cabeça dos adeptos quando relembrarem o período que agora vivemos.

Estabelecer um novo record de vitórias no Dragão? Apenas mais um motivo que fará de Sérgio Conceição um dos grandes nomes da história recente do FC Porto.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Augusto Inácio: «Esta direção do Sporting CP está com medo de que eu seja candidato»

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Com um passado de jogador e um presente como treinador, Augusto Inácio foi o convidado de mais um Mourinhos vs. Guardiolas. A pergunta à qual estamos habituados, deu-nos uma resposta nova no programa. O treinador português demonstrou o carinho tanto por José Mourinho, que foi seu colega no FC Porto, como por Pep Guardiola, que foi seu jogador quando estava no Al-Ahli do Qatar. Uma escolha complicada de ser feita.

A caminhada inédita na Taça da Liga ao comando do Moreirense FC foi algo relembrado no programa. Desde a frase de grupos até à final, nada foi esquecido – principalmente as vitórias sob o SL Benfica e o SC Braga. «Aquela Taça da Liga para mim e para o Moreirense foi uma Champions», desabafou. Contudo, nem tudo é perfeito e Augusto Inácio deixou duras críticas tanto os atuais moldes, como o facto de os cónegos terem chegado à final não abonava a favor da Liga.

O coração não esquece o Sporting CP e foram relembrados alguns momentos. Augusto Inácio falou sobre o problema que teve no clube leonino na época 2000/01, quando acabou despedido. O treinador português não esqueceu a polémica com Luís Duque e José Veiga e desabafou: «o meu maior erro foi continuar no Sporting, depois de ser campeão».

O ambiente atual no clube leonino foi também tema de conversa. Questionado sobre voltar a Alvalade, mas desta vez com um cargo mais importante, Augusto Inácio admitiu a «possibilidade de se tornar presidente do Sporting». Porém, deixou duras críticas à atual direção de Frederico Varandas e acredita que o clube «está a ficar quase ingovernável». «Se não metermos a mão a tempo, o Sporting vai ter muitas dificuldade para se levantar», afirmou.

Ainda realçou o facto de achar «estúpido» a perseguição a elementos da antiga direção de Bruno de Carvalho. Frisou também que a direção de Frederico Varandas tem «medo» que Augusto Inácio possa vir a ser candidato à presidência do Sporting CP, e afirmou ainda que têm desgastado a imagem do próprio para que os sportinguistas fiquem com uma má imagem sua.

Programa com a moderação de Diogo Loureiro, comentários de João Rodrigues e Mário Cagica e participação de Augusto Inácio.

CD Cova da Piedade 0–0 Académica OAF: Falta de acerto leva a igualdade justa

A CRÓNICA: DEPOIS DE UMA PRIMEIRA PARTE QUE PROMETEU, O SEGUNDO TEMPO DESILUDIU

Com ambas as equipas vindas de vitórias, o CD Cova da Piedade e a Académica AOF defrontaram-se na terceira jornada da Segunda Liga. O conjunto de Almada procurava o primeiro triunfo em casa e a equipa da Briosa queria somar a segunda vitória nos dois primeiros jogos, mas tendo em conta a exibição de ambas, o empate seria sempre o resultado final.
Como se esperava, a equipa da Académica dominou a posse de bola durante grande parte do primeiro tempo. Os comandados de Rui Borges pressionavam alto e apostavam no ataque organizado, mas o conjunto da Cova da Piedade ia controlando sem grande dificuldade as investidas visitantes.
Apoiados num 4-4-2 coeso, a equipa da casa abdicou da posse de bola de bom agrado. Com Femi Balogun e Arnold Nkufo no onze inicial, os almadenses lançavam contra-ataques perigosos que colocavam a defesa dos estudantes em sentido. O extremo congolense Arnold ia sendo o jogador mais ativo no conjunto da casa graças à sua velocidade e capacidade física. No entanto, e apesar das várias oportunidades, o resultado mantinha-se numa igualdade a zero.
Aos 36 minutos de jogo o treinador visitante, Rui Borges, foi obrigado a uma dupla substituição, tirando o médio Guima e o lateral-direito Mike Moura – que ia sendo um dos mais interventivos no flanco direito da Académica – para colocar Diogo Pereira e o lateral João Simões.
O segundo tempo viu a Académica novamente a entrar por cima. Com uma pressão alta que obrigava o Cova da Piedade a apostar num tipo de jogo mais direto, os estudantes começaram a aproximar-se da baliza defendida por Cléber Santana, mas a defesa da casa ia lidando com o perigo. Com o conjunto de Coimbra a crescer no jogo, António Pereira lançou os experientes Migue Rosa e Edinho, duas mudanças que surtiram efeito imediato, mas limitado.
Com estas duas mudanças, o Cova da Piedade voltou a ter critério na saída de jogo, mas continuava limitado e incapaz de criar reais lances de perigo, uma constante durante toda a segunda parte.

Aos 76 minuto, Rafael Furtado entrou para o lugar de Mohammed Bouldini e poucos minutos depois desperdiçou a melhor oportunidade do jogo ao não aproveitar um desentendimento entre Simão Jr. e Cléber Santana. O jovem central não cortou a bola e permitiu que o esférico chegasse ao avançado da equipa da Briosa, que, no entanto, permitiu a defesa do guardião da casa.
Os minutos finais do encontro viram uma queda brusca no nível qualitativo de ambas as equipas, o que justifica a igualdade a zero com que a partida terminou. O Cova da Piedade somou assim o seu quarto ponto nesta Liga Pro, os mesmos que a Académica.

 

A FIGURA

Fonte: Arnold Nkufo

Arnold Nkufo – O avançado de 28 anos foi dos atletas mais esclarecidos durante a partida e o principal motor do conjunto almadense. Combinando velocidade e força física, Arnold esteve perto de golo em duas ocasiões – ambas através de remates de longe – e foi um perigo constante na primeira parte. No segundo tempo, tal como o resto da sua equipa, acabou por perder algum fulgor.

 

O FORA DE JOGO

Segunda Parte – Depois de uma primeira parte que viu as duas equipas serem fiéis ao seu estilo de jogo enquanto procuravam o golo, o segundo tempo viu uma grande queda de intensidade e qualidade no nível de jogo. O treinador da Briosa atribuiu-o a um menor fulgor físico, mas ambas as equipas estiveram muito abaixo do esperado no segundo tempo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Apesar da vitória frente ao Sporting da Covilhã, o treinador António Pereira decidiu fazer quatro alterações para este encontro frente à Académica. Mantendo o seu 4-4-2, a entrada de Arnold e Balogun na equipa inicial acrescentaram bastante velocidade e irreverência que causou dificuldades aos estudantes na primeira parte.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES
Cléber Santana (7)
João Amorim (6)
Yan Victor (6)
Simão Jr. (6)
Bruno Bernardo (6)
Alex Kakuba (5)
Pedro Santos (7)
Thabo Cele (6)
Femi Balogun (6)
Arnold Nkufo (7)
João Vieira (6)

SUBS UTILZADOS
Patrão (6)
Miguel Rosa (6)
Edinho (6)
Hugo Machado (-)
Wilson Kenidy (-)

 

ANÁLISE TÁTICA– ACADÉMICA AOF

O treinador Rui Borges apostou no mesmo onze inicial que bateu o Estoril na segunda jornada da Liga Pro, mas viu-se forçado a realizar duas substituições de forma prematura. A entrada de Diogo Pereira para o lugar de Guima acrescentou mais qualidade no momento de construção, mas faltou uma maior presença na área.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES
Mika (7)
Mike Moura (6)
Silvério (5)
Zé Castro (6)
Bruno Teles (7)
Ricardo Dias (6)
Guima (5)
Fabinho (7)
João Mário (7)
Bouldini (7)
Tranquina (6)

SUBS UTILZADOS
Diogo Pereira (7)
João Simões (6)
Pedro Pinto (6)
Rafael Furtado (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

Antes da sua intervenção, o treinador do CD Cova da Piedade António Pereira dirigiu-se aos jornalistas presentes na conferência de imprensa para abordar uma notícia que dava conta da sua saída do clube e de dois possíveis sucessores. Após esse momento, começou de imediato a analisar o jogo.

António Pereira – Acho que o resultado está certo. Temos de perceber aqui que tenho quatro semanas de trabalho, chegam jogadores todos os dias. Hoje chegou um, para a semana chega outro, a semana passada chegou outro. Não é fácil. Com quatro semanas temos neste momento três jogos e quatro pontos. Parece-me que se está aqui a fazer aquilo que eram os objetivos com um orçamento reduzido para um terço daquilo que era o ano passado. Nós precisamos que o Cova da Piedade represente bem o distrito porque neste momento, em termos de campeonatos profissionais, é o único clube que nos representa aqui. É evidente que eu sou daqui, se calhar tenho mais responsabilidade que outros, mas hoje eu penso que a Académica não mereceu ganhar, e as poucas oportunidades que houve, penso eu e estou a falar aqui a quente, foram do Cova da Piedade.

Bola na Rede – Disse há pouco que a equipa não teve a frescura que esperava, muito pelo que se desgastou no jogo frente ao Estoril. Sabendo disso, por que razão optou por não realizar a última substituição?

Rui Borges – Não sou obrigado a fazer cinco substituições apesar do desgaste. Não vou trocar jogadores só por trocar, é nos momentos do jogo perceber o que temos no banco, o que não temos, o que nos podem dar, o que não nos podem dar, se a troca nos vai dar ou acrescentar algo diferente. Fizemos quatro substituições, foi decisão. O cansaço, estava nítido na nossa equipa que acusámos um bocado o cansaço, não estávamos tão frescos na nossa pressão alta como estivemos no jogo de domingo. Em casa frente ao Estoril pressionámos, passámos 90 minutos a pressionar num bloco médio-alto, e hoje não conseguimos, não estávamos tão frescos para pressionar, íamos mais no esforço do que na intensidade. Agora as substituições é uma questão de leitra de jogo. Entendemos fazer quatro, e foram quatro.

Rali da Turquia: Evans vence e conquista liderança do Mundial

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Elfyn Evans (Toyota Yaris WRC) venceu a 5ª ronda do Mundial de 2020, Rali da Turquia, conquistando a sua segunda vitória do ano. O primeiro triunfo foi em fevereiro, na Suécia, ainda antes da interrupção provocada pela pandemia da Covid-19. Agora, aproveitando a saída do companheiro de equipa Sébastien Ogier, que levava consigo a liderança do campeonato, passou para o comando da classificação de pilotos.

O piloto galês assegurou a vitória logo no 3.º dia do rali, que cumpriu sem peripécias, ao contrário de Ogier. A realidade é que Evans chegou à Turquia com nove pontos atrás de Ogier e saiu com 18 pontos à frente, depois de combinar os 25 pontos da vitória com os dois de bónus pela 4.º melhor tempo na Power Stage.

Desta forma, o galês posiciona-se bastante bem na luta pelo campeonato, sendo que faltam apenas dois ralis para o final do campeonato. Há 60 pontos em jogo, na próxima prova, na Sardenha, Evans vai ter dificuldades devido à ordem de partida.

Thierry Neuville (Hyundai I20 Coupé WRC) fica com o segundo lugar em mãos. O piloto venceu a PowerStage e recuperarou 23 pontos a Ogier. Contudo, os 32 pontos de atraso para Evans são, dificilmente recuperáveis no Mundial.

Depois de um primeiro dia controverso, liderava a prova de forma satisfatória, mas na nona especial um furo estragou-lhe todos os planos de vitória. Não obstante, o belga Neuville foi indiscutivelmente o piloto mais rápido do fim de semana, vencendo sete das 12 especiais e com liderança em duas ocasiões distintas.

Sebastien Loeb/Daniel Elena (Hyundai I20 Coupé WRC) têm o seu lugar no pódio. Estiveram na luta pelo segundo lugar e tiveram uma muito boa prestação.

O quarto classificado Kalle Rovanperä (Toyota Yaris WRC), depois de terem rodado quase toda a prova na quinta posição. Subiram com o abandono de Ogier. Um rali regular, numa prova que como se percebeu, foi de sobrevivência para todos. A subida de posição (após uma prestação que rondou o quinto lugar) foi consequência do abandono de Ogier.

Sebastien Ogier lutava pelo segundo lugar, já que o triunfo estava “em teoria” entregue a Neuville. No entanto, Ogier desistiu, estava ele em terceiro lugr, a duas especiais do fim, com problemas complexos ao nível do motor.

Ott Tänak, em Hyundai i20 Coupé WRC, que não somou mais pontos da etapa turca do Mundial, após ‘saída de cena’ no 2.º dia de ação, devido a falha na direção.

Os pontos conquistados por Evans e pelo jovem finlandês permitiram à Toyota Gazoo Racing o aumento da liderança do campeonato de fabricantes para nove pontos sobre a Hyundai Motorsport.

O campeonato tem seguimento em Sardenha onde Evans não vai ter vida fácil, pois “sai na frente num dos piores ralis do ano para o fazer”. Porém, a vantagem que tem pode beneficiar muito o piloto. Seja como for, ainda nada está cem por cento definido e ainda há muito kilómetro a percorrer. É já no próximo mês a sexta e penúltima rodada. O Rally Italia Sardegna tem lugar de 8 a 11 de outubro.

Foto de capa: WRC

Sporting CP: Excedentários leoninos na porta de saída

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A poucas semanas do fecho do mercado de transferências, o clube de Alvalade tem ainda vários jogadores sem futuro definido. Assim, o Sporting CP está em contra-relógio para poder fazer um encaixe financeiro e, ao mesmo tempo, baixar a massa salarial do plantel.

Neste momento, são vários os ativos que não trabalham às ordens de Ruben Amorim e que deverão prosseguir as suas carreiras fora de Alvalade porque, com a chegada de seis reforços e a aposta nos jovens provenientes da formação, esses atletas perderam espaço.

Na baliza, com a chegada de Adán e a afirmação de Max, Renan Ribeiro não deverá ser opção. O guardião leonino tem contrato válido até 2023, com um valor de mercado a rondar os dois milhões. Com a camisola do Sporting CP, conquistou uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga.

No setor defensivo, Ilori e Rosier não têm sido opção, sendo que são ativos com valor de mercado fixados em dois milhões e quatro milhões, respetivamente. Além destes dois jogadores, existe ainda Bruno Gaspar e Lumor, que estiveram emprestados na última temporada ao serviço do RDC Maiorca e do Olympiacos.

Sporting
Renan Ribeiro foi imprescindível na conquista da Taça da Liga e da Taça de Portugal, em 2019
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No meio-campo, Mattheus Oliveira nunca se conseguiu afirmar de leão ao peito, tendo passado pelo Vitória SC, por empréstimo. O cenário mais provável aponta para a saída do médio brasileiro, que tem um valor de mercado de um milhão. No entanto, Miguel Luís e Idrissa Doumbia poderão também vir a ser cedidos por empréstimo, de modo a conquistarem mais minutos de competição na presente temporada.

No ataque dos leões, existem dois extremos em situações distintas – Rafael Camacho e Diaby. Rafael Camacho poderá ser emprestado a outro emblema, para que possa jogar com mais regularidade. Na última temporada, o extremo maliano, Diaby, representou os turcos do Besiktas FK; no entanto, não viu accionada a sua cláusula para compra a título definitivo. Ambos os atletas têm um valor de mercado fixado nos quatro milhões.

Assim, a pouco tempo do fecho de mercado, com a saída de alguns destes jogadores, o Sporting CP necessita de realizar um encaixe financeiro. Com as possíveis verbas destas transferências, poderá procurar mais reforços, nomeadamente um ponta-de-lança e um defesa-central para fechar um plantel que se pretende competitivo e capaz de lutar por vitórias e títulos.

Futsal: Ferreirenses «morrem na praia» das Caxinas

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Este fim-de-semana decorreu a «Liguilha» de acesso ao principal escalão da primeira divisão do futsal nacional. Muito se jogava, nomeadamente o sonho de muitas equipas de acederem ao escalão máximo português e como tal a carga emocional inerente a estes duelos era enorme.

Para mim, não só como amante da modalidade mas também como orgulhoso ribatejano (oriundo de Tomar) tinha mais um motivo de interesse: o possível acesso do Sport Club Ferreira do Zêzere ao voo mais alto e à companhia dos grandes clubes portugueses.

O percurso ao longo desta temporada 2019/20, agora finda, indiciava que o clube ferreirense era uma das equipas mais fortes e partia com algum favoritismo para tentar a subida de divisão. Começou esta prova de acesso com uma vitória expressiva e convincente sobre o Rio Ave FC (7-2), equipa de Vila Do Conde, ficando a apenas uma vitória do grande objetivo e sonho de todas as gentes de Ferreira.

Para subir de divisão, “bastava” eliminar mais um clube oriundo do concelho vila-condense, neste caso o ADCR Caxinas, líder da série B aquando da interrupção, assim como o Ferreira do Zêzere na série D. O desafio, na teoria, previa-se muito complicado, mas o emblema da AF Santarém podia sonhar e tinha toda a legitimidade para o fazer, ainda para mais tendo em conta que a «liguilha» se disputava precisamente no Ribatejo, no pavilhão municipal de Torres Novas.

Quem quer que perdesse este encontro sairia desolado, pois é sempre duro chegar até ao fim e “morrer na praia”. Previa-se um jogo decidido nos detalhes e foi precisamente isso que aconteceu, calhando ao emblema nortenho a felicidade de se juntar aos melhores clubes portugueses da modalidade (2-1).

Treino do ADCR Caxinas antes do jogo decisivo com o SC Ferreira do Zêzere
Fonte: ADCR Caxinas

Atenção, nada contra o ADCR Caxinas, clube que também fez por merecer e como tal irá disputar o escalão máximo com todo o mérito. Para além de endereçar as minhas sinceras felicitações aos caxineiros e ao outro vencedor desta «Liguilha», o Dínamo Sanjoanense, que derrotou na outra eliminatória de acesso o Nun’Álvares (5-1), aproveito também para desejar a maior das sortes nesta estreia na principal liga em Portugal e que seja uma ótima competição a todos os níveis e com a presença de público já nesta época, caso a Pandemia evolua de forma favorável.

Quanto ao Sport Club Ferreira do Zêzere, mais cedo ou mais tarde creio que vai chegar ao topo, é preciso é calma e manter a esperança e a qualidade da equipa, algo que ficou bem evidente aos olhos de todos.

Foto de Capa: Sport Clube Ferreira do Zêzere

Jorge Jesus e a frente de ataque do Benfica

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Com a época a iniciar-se e com os reforços ainda em fase de ambientação, a confiança de Jorge Jesus, na frente de ataque, recaiu nos jogadores que já integravam o plantel.

À partida, Carlos Vinícius parecia ter lugar cativo no 11. No entanto, para surpresa de muitos, Haris Seferovic (vindo de uma época muito pouco positiva) começou a temporada como titular. A que se deveu esta opção do treinador do SL Benfica e afinal quem deve ser o titular na frente de ataque?

Comecemos por aquele que foi o melhor marcador da última edição da Primeira Liga: Carlos Vinícius. A qualidade do avançado brasileiro é inegável, mas Jorge Jesus parece não ser especial apreciador das características de Carlos Vinícius. É fácil de perceber o porquê. Vinícius terá muita dificuldade em adaptar-se ao modelo e às dinâmicas do treinador português.

Apesar de até ser relativamente rápido, Vinícius não é um ponta de lança que procure a tão discutida profundidade. Algo normalmente fundamental nas ideias de Jorge Jesus. A capacidade técnica do brasileiro também deixa algo a desejar, não sendo um jogador capaz de controlar e manter a bola quase como um pivot de futsal, como tantas vezes vimos fazer Slimani ou Cardozo. É igualmente fraco a recebendo a bola entrelinhas.

Defensivamente também lhe falta a intensidade no momento de pressão, que Jorge Jesus exige aos seus avançados. A capacidade de finalização de Vinícius foi disfarçando e compensando estas lacunas, mas agora inserido num sistema onde se exige mais do que golos ao avançado a sua vida complica-se. Sendo também um dos ativos mais valiosos da equipa das águias, a sua saída pode ser vista com bons olhos pelos responsáveis encarnados.

Haris Seferovic encontra-se num posição diferente, mas igualmente pouco segura. O avançado suíço encaixa, pelas suas características, na perfeição no sistema de Jorge Jesus. Seferovic é um jogador conhecido pela forma como ataca a profundidade nas costas da defesa e é consideravelmente mais intenso no momento defensivo. No entanto, a qualidade pura do jogador não está nem sequer perto do nível exigido por Jorge Jesus.

Desde a saída de João Félixc que Haris Seferovic tem tido mais dificuldades em chegar ao golo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Darwin Nunez, pelo que fez frente ao FC Famalicão e pelas qualidades que apresenta, parece já ter a titularidade assegurada. A forma como o uruguaio dá profundidade à equipa, mas consegue igualmente funcionar como um homem alvo na construção ou uma figura central dentro da área, dá uma enorme versatilidade ao ataque encarnado.

A tão discutida ideia da profundidade acaba por ser algo limitadora, sobretudo num campeonato onde boa parte das equipas se irá apresentar com linhas muito baixas e juntas. Darwin oferece essa versatilidade que mais nenhum avançado do  SL Benfica pode oferecer.

A forma como o uruguaio se associa com Luca Waldschmidt pode também ser muito importante para o sucesso da equipa de Jorge Jesus. Esta dupla dinâmica entre um avançado mais possante e outro mais técnico faz lembrar o SL Benfica de 2010, com Saviola e Cardozo na frente de ataque.

O alemão parece também já ter convencido Jorge Jesus. A qualidade que tem a ligar setores e a boa capacidade de finalização e remate de longe, tornam Luca Waldschmidt no jogador perfeito para desempenhar aquela função. O internacional alemão é o mais parecido com João Félix a chegar ao SL Benfica, desde a saída do prodígio do Seixal.

Darwin e Waldschmidt parecem ser a dupla por agora, mas se Vinicius ficar certamente que o avançado brasileiro trabalhará para recuperar a titularidade. O jovem alemão também não pode descansar, Pizzi e até mesmo Pedrinho podem roubar-lhe o lugar. Atenção também a Gonçalo Ramos! O jovem jogador continua semana sim, semana sim, a bater à porta.

As opções são muitas e de excelente qualidade!

24h Le Mans: «Nação Valente, Imortal!»

Após cerca de três meses de atraso da data prevista do evento devido à pandemia, foi no passado fim-de-semana que finalmente se realizou o evento mais esperado do ano para quem bem conhece os Desportos Motorizados.

Deu-se o ponto de partida para as míticas 24h de Le Mans, e o Bola na Rede não podia ficar de fora da festa. Por isso, e sabendo que não é fácil resumir uma prova com 24 horas, iremos retratar a corrida em dois artigos, dividindo, assim, entre as categorias LMP1 e LMP2, e LMGTEPro e LMGTEAm.

Foto de Capa: European Le Mans Series

Artigo redigido por Angelina Barreiro e David Pacheco

Matías Vargas: Paixão antiga dará em casamento com o FC Porto?

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Nestas últimas semanas foi veiculado nos órgãos de comunicação social o interesse do FC Porto em contar com Matías Vargas, extremo argentino dos quadros do RCD Espanyol de Barcelona. O rumor volta a reacender neste mercado de transferências, um ano depois do seu nome ter sido associado aos dragões pela primeira vez, quando ainda pertencia ao CA Vélez Sarsfield.

Vargas quer jogar numa competição com maior destaque do que a Segunda Liga Espanhola, uma vez que o emblema da Catalunha desceu de divisão na época passada, podendo ser este um ponto a favor para o FC Porto.

Monito Vargas, como é conhecido na Argentina, deu o salto para a europa na temporada 2019/2020 e chegou com rótulo de promessa ao RCD Espanyol. Apesar de ter sido um reforço caro para o clube espanhol (10.5 milhões de euros), o número 22 não jogou tanto tempo como era esperado.

Na Primeira Liga de Espanha completou apenas 21 jogos, sendo que somente dez foram como titular. Ao longo do campeonato espanhol conseguiu assistir três vezes para golo, mas não se estreou a marcar. Os cinco golos que marcou durante a temporada foram todos a contar para a Liga Europa, sendo que grande parte deles (quatro) foram nos play-offs de acesso à prova.

O baixinho de 1,68m é um jogador extremamente rápido, com um bom remate e uma capacidade de drible acima da média, fazendo lembrar Yacine Brahimi. À partida seria o seu substituto caso tivesse ingressado no FC Porto na temporada passada, mas Luis Díaz e Shoya Nakajima foram as escolhas do treinador e da direção portista. Caso o negócio chegue a bom porto, seria mais um para dar luta na faixa esquerda do ataque portista.

Contudo, o interesse no jogador, alegadamente, não será apenas por parte dos azuis e brancos – o CR Flamengo também tem estado a equacionar a hipótese de contar com o extremo de 23 anos. O RCD Espanyol pretende manter Vargas, uma vez que o objetivo é voltar à Primeira Liga Espanhola na próxima temporada e, tendo em conta o valor pago na temporada passada, só libertarão o jogador por um valor acima dos 10.5 milhões de euros.

O cenário mais provável para o FC Porto passaria por um empréstimo com opção de compra obrigatória na próxima temporada. Para já Vargas não passa de uma paixão dos dragões, faltando ainda iniciar contactos formais para se dar o laço. A ver vamos.

5 Jogadores que brilharam no futebol português e regressaram

Diz a sabedoria popular que não se deve voltar a um lugar onde já se foi feliz. No entanto, a sabedoria popular é um bocado como o fairplay: “uma treta”. Pelo menos, no que concerne ao universo da bola, tal situação verifica-se frequentemente. Só esta época, no futebol português, tivemos Ricardo Quaresma a regressar, Beto a regressar, Gaitán a regressar, Javi Garcia a regressar. Trata-se, portanto, de atletas que brilharam, saíram do país, e estão de regresso. Torna-se então pertinente analisar cinco situações em que este processo se verificou.