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Paris Saint-Germain 0-1 Olympique de Marseille: Marselheses vencem no Parc des Princes dez anos depois

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A CRÓNICA: PARTIDA INTENSA MARCADA PELA AGRESSIVDADE EXCESSIVA

No duelo a contar para a terceira jornada do campeonato francês, que opôs o campeão em título ao segundo classificado da temporada passada, o Olympique de Marseille venceu em casa do rival, algo que não acontecia há dez anos. Desta forma, a equipa de André Villas-Boas já conta com seis pontos de vantagem sobre a formação parisiense.
O PSG não pode contar com as estrelas da companhia Mbappé, Icardi, Marquinhos e Keylor Navas devido a estarem recentemente infetados com Covid-19. A falta destes jogadores pode ser a explicação da relativa fragilidade defensiva e da ineficácia ofensiva na formação parisiense.
A partida foi praticamente dominada integralmente pelo PSG, que não soube aproveitar a superioridade face ao adversário. Aos 31’ minutos o Olympique de Marseille abriu o marcador por intermédio de Thauvin, num lance de bola parada. O golo foi contra a corrente do jogo, uma vez que o PSG estava por cima na partida.

A partida foi “dura”, com muitas faltas e situações polémicas, principalmente a partir do golo do Olympique de Marseille. A qualidade dos jogadores dentro das quatro linhas não sobressaiu ao nível que seria de esperar devido à agressividade de ambas as equipas, proporcionando uma partida com demasiadas paragens devido à elevada quantidade de lances faltosos.
O segundo tempo começou mais equilibrado e a qualidade individual dos atletas foi aparecendo, apesar das sucessivas pausas provenientes de infrações. Mesmo assim, foi o PSG a ter as melhores ocasiões de golo, mas na baliza adversária estava Mandanda numa noite inspirada. Com o decorrer da partida, os parisienses foram subindo cada vez mais no terreno, “partindo o jogo”, concedendo ao Olympique de Marseille a possibilidade de organizar contra-ataques rápidos com perigo.

O marcador acabou por não sofrer mais mudanças, mantendo-se o 1-0 até ao final do encontro. Nota ainda para as quatro expulsões já no período de descontos, três para o PSG e duas para o Olympique de Marseille. Na equipa da casa, foram admoestados com o cartão vermelho Kurzawa, Paredes e Neymar, e na formação de Marselha, Amavi e Benedetto foram mais cedo para os balneários.

 

A FIGURA

Steve Mandanda – O experiente guardião francês apresentou-se intransponível e respondeu afirmativamente sempre que foi chamado a jogo. O capitão da equipa visitante é uma das principais figuras do clube, mostrando mais uma vez a sua qualidade, desempenhando um papel de extrema importância nesta vitória em casa do rival PSG a contar para o campeonato, algo que não acontecia há dez anos.

 

O FORA DE JOGO

Ineficácia do PSG – A superioridade da equipa da capital francesa foi inegável, e contou com um número elevado de ocasiões claras golo, que desperdiçou. A juntar à falta de frieza no momento de colocar a bola no fundo das redes adversárias, esteve Steve Mandanda, que fechou a sua baliza a “sete chaves”. Apesar da qualidade do ataque do PSG, a falta de um verdadeiro “nove” pode justificar a falta de golos, havendo criatividade, mas com ausência de eficácia.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN

A formação parisiense apresentou-se num esquema tático de 4-3-3, com a frente de ataque a ser formada por Neymar, descaído para a esquerda, Sarabia pela ala direita e Di María pelo corredor central, trocando de forma constante com Neymar. Com a entrada de Draxler, foi o jogador alemão a posicionar-se com mais frequeência no centro do ataque. A equipa da casa procurava regularmente atacar por espaços interiores, permitindo a subida dos laterais, aproveitando as suas características ofensivas. Os pupilos de Tuchel procuravam ter posse de bola, e sem o esférico subiam as linhas defensivas, fazendo pressão alta à equipa adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Sergio Rico (5)
Alessandro Florenzi (7)
Thilo Kherer (5)
Presnel Kimpembe (5)
Juan Bernat (6)
Idrissa Gueye (6)
Ander Herrera (6)
Marco Verratti (5)
Pablo Sarabia (5)
Neymar (5)
Ángel Di Maria (6)

SUBS UTILIZADOS
Julian Draxler (5)
Leandro Paredes (4)
Colin Dagba (5)
Layvin Kurzawa (4)

ANÁLISE TÁTICA- OLYMPIQUE DE MARSEILLE

A equipa de André Villas-Boas alinhou num 4-3-3, focando-se principalmente em baixar as linhas defensivas e sair em transições rápidas no processo ofensivo. Tal como o PSG, o Olympique de Marseille jogou sem um ponta de lança de origem, atuando Maxime López como principal referência atacante. O jogador francês teve um papel importante no processo ofensivo dos marselheses, atuando com liberdade tática, permitindo criar um trio de ataque dinâmico. Com a entrada de Benedetto, a formação de Marselha passou a ter um ponta de lança de raíz, numa altura em que já se encontrava em vantagem no marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Steve Mandanda (8)
Hiroki Sakai (6)
Duje Caleta- Car (7)
Álvaro González (7)
Jordan Amavi (6)
Boubacar Kamara (6)
Valentin Rongier (6)
Pape Gueye (5)
Florian Thauvin (7)
Maxime López (6)
Dimitri Payet (7)

SUBS UTILIZADOS
Darío Benedetto (6)
Kevin Strootman (6)
Nermanja Radonjic (5)
Valère Germain (6)

 

 

 

Tottenham Hotspur FC 0-1 Everton FC: Mourinho entra com o pé esquerdo

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A substituição (Dele) custou a Mourinho a derrota contra um excelente Everton FC

Não tenho quaisquer dúvidas que a Premier League é a melhor liga do mundo. Quando estas duas equipas que aqui se defrontam na primeira jornada, com estes treinadores e com estas fortes estruturas nem sequer são apontadas ao “Top4”, então o viveiro de craques e a competitividade tem de ser enorme.

Tottenham Hotspur FC e Everton FC, treinados por dois ex-campeões europeus entram em campo com equipas reforçadas e melhores (em qualidade) que na época passada. Será desta que Mourinho consegue fazer história com os “Spurs” e ganhar a Primeira Liga Inglesa? Ou, por outra, será desta que o investimento massivo feito pelos de Merseyside os coloca na posição que há muito ambicionam alcançar? Uma coisa é certa, a vitória hoje é uma demonstração de força para os restantes adversários.

Começámos por ver uns primeiros minutos muito calculistas, com as equipas com visível medo de errar e muito “encaixadas” uma na outra. No entanto, considero que até aos 20 minutos, o Everton FC foi ligeiramente superior, com o Tottenham Hotspur FC a responder a seguir e merecer, na minha opinião, estar em vantagem ao intervalo.

Fomos para o descanso com duas grandes oportunidades para cada lado, mas se no caso dos “Toffies”, Richarlison e James erraram o alvo (o primeiro de baliza aberta), Dele Alli e Doherty fizeram tudo bem, mas Pickford fez duas enormes defesas. Até ao momento era o homem do jogo, não só pelas defesas, mas pelos constantes diálogos com os seus jogadores, tal e qual um verdadeiro líder. Excelente primeira parte, que fazia adivinhar um segundo tempo de grande rotação.

Na entrada para a segunda-parte, uma alteração nos “Spurs” que me surpreendeu: Dele Alli deu o seu lugar a Sissoko, numa tentativa de José Mourinho de tornar o meio-campo mais combativo. Não resultou e não só a qualidade de jogo que tiveram na primeira parte caiu, como concederam o golo num lance onde, teoricamente, Sissoko devia ajudar a que ficassem mais fortes. Calvert-Lewin marcou de cabeça na sequência da conversão de um lance de bola parada.

Até final o Everton FC controlou a partida a seu belo prazer, tendo mesmo mais oportunidades para aumentar a vantagem, do que o contrário. Mourinho entra com o pé esquerdo, por sua culpa, mas este Everton é digno vencedor, porque soube ser mais equipa.

A FIGURA


Everton FC – Exibição muito sólida dos “Toffees” num dos terrenos mais difíceis da Primeira Liga Inglesa. Souberam controlar o jogo, de forma adulta e coesão defensiva. Um caso sério nesta temporada. Pickford, André Gomes, Allan e Calvert-Lewin estiveram particularmente bem, enquanto Richarlison, apesar de muito ativo, falhou demasiados golos.

O FORA DE JOGO


José Mourinho – Ando a ver a série “All Or Nothing: Tottenham Hotspur” e o treinador português ganhou ainda mais o meu respeito (apesar de já o ter). Podia ter colocado aqui apenas “a segunda parte do Tottenham Hotspur FC”, mas não chega.

Acho que Mourinho esteve muito mal ao intervalo, tirando o único jogador que o Everton FC não estava a conseguir marcar (Dele Alli), eliminando assim a capacidade ofensiva que estava a causar dano aos “evertonians”. Mesmo durante o jogo, não percebi a substituição Doherty – Ndombele, porque o reforço estava de facto a ser outro dos melhores dos “Spurs”. Muito trabalho pela frente do português.

ANÁLISE TÁTICA: TOTTENHAM HOTSPUR FC

José Mourinho começou o primeiro jogo oficial da época com a tática esperada, um 4-2-3-1 clássico já neste Tottenham Hotspur FC. Os reforços Doherty e Hojbjerg vão directamente para o onze titular (sem surpresa, digo eu), e com as principais novidades a serem Harry Winks no lugar de Moussa Sissoko e Dier a recuperar aquela que, para mim, é a sua melhor posição no terreno de jogo: defesa-central.

No ataque, o quarteto que irá jogar mais esta época, caso as tão assustadoras lesões não apareçam. Estamos a falar de quatro jogadores muito móveis, com muita qualidade técnico e, sobretudo, com muito “golo”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Doherty (6)

Alderweireld (5)

Dier (5)

Davies (5)

Winks (5)

Hojbjerg (4)

Lucas (6)

Dele Alli (6)

Son (5)

Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Sissoko (5)

Bergwijn (5)

Ndombele (4)

ANÁLISE TÁTICA: EVERTON FC

Este novo Everton FC de Carlo Ancelotti mete respeito a qualquer adversário. O técnico italiano entrou no novo White Hart Lane com um 4-3-3, que em processo ofensivo se transforma num 4-2-4.

A defender, o meio-campo fica compacto com a presença de três jogadores possantes e com capacidade para pressionar (Allan, Doucoure e André Gomes). Já atacar, Calvert-Lewin e Richarlison ficam como pontas de lança, André Gomes uma espécie de médio de ligação e James com liberdade total para deambular na frente. Allan e Doucoure ficam a dar o apoio necessário no meio-campo, impedindo qualquer contra-ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pickford (7)

Coleman (6)

Mina (6)

Keane (7)

Digne (6)

Allan (7)

Doucoure (6)

André Gomes (7)

James Rodriguéz (6)

Calvert-Lewin (7)

Richarlison (6)

SUBS UTILIZADOS

Sigurdsson (5)

Moise Kean (-)

Davies (-)

Vitor Ferreira: Bom ou mau negócio?

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O mercado parece ter aquecido finalmente para os lados do dragão, após as confirmações de Zaidu e Taremi como reforços para Sérgio Conceição, a iminente contratação de Evanílson ao Fluminense e a saída de Fábio Silva para Inglaterra, agora é a vez de Vitor Ferreira seguir os passos de tantos outros jogadores lusos para o Wolverhampton FC, orientado por Nuno Espírito Santo.

Os moldes negociais estão acertados entre ambas direções, ou seja, com os ingleses a receber o talentoso médio por empréstimo, com uma opção de compra obrigatória a cumprir na próxima época num valor de 20 milhões de euros. Desta forma, o emblema sensação da Premier League deixa 60 milhões de euros nos cofres dos azuis e brancos, que assim já tem em posse uma grande fatia do bolo orçamental que tem de cumprir, este verão.

Objetivamente, olhando para o negócio em si, parece ter parecer positivo o trabalho desenvolvido pela direção portista e pelo super-agente Jorge Mendes, já que a possibilidade receber 20 milhões de euros por um jovem com meia época de equipa principal é satisfatório. Contundo, analisando subjetivamente o mesmo, atendendo à qualidade e ao potencial do jogador, já fazem pairar mais dúvidas no ar. Visto que Vitor Ferreira ou “Vitinha”, como é conhecido no meio futebolístico, apresenta características que fazem adivinhar um futuro promissor para o internacional sub-21 por Portugal. Pois, é um centro campista com irreverência, não tendo medo de assumir as despesas da partida, tem passe, tem visão de jogo, bem como uma boa chegada à área contrária, isto é, um atleta que todas as equipas apreciam ter no seu plantel. É certo que tem pouco tempo a atuar no futebol ao mais alto nível, porém foi mais do que suficiente para reconhecer a sua competência.

Assim, após ter chegado à equipa A em janeiro de 2020, tendo Sérgio Conceição afirmado que o jovem seria o reforço daquela janela de mercado, passado 9 meses, o jovem dragão irá agora para Inglaterra, numa mudança que se prevê ficar concluída, assim que Vitor Ferreira chegue dos desafios internacionais com a seleção sub-21 de Portugal. Perante todos os dados apresentados, fica a perceção que a sua saída é algo precoce e que os portistas ganhariam mais em manter o médio criativo nas suas fileiras por mais umas épocas, tanto a nível desportivo como financeiro.

GP San Marino: Nova prova, novo vencedor

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A CORRIDA: #FRANKYSAYSRELAX

É a hashtag do momento e aquela que melhor define a prova de hoje. Um novo vencedor do Moto GP numa autêntica masterclass de Franco Morbidelli a parecer Marc Márquez nos seus dias de inspiração.

Depois da paragem, o mundial de motociclismo (europeu, como diria o saudoso Casey Stoner), voltou ao asfalto do Circuito Marco Simoncelli para mais um fim-de-semana de emoção… ou então, não.

Se 2020 nos tinha habituado a emoção do início ao fim, a verdade é que hoje ao vermos este grande prémio quase que temos um pequeno deja vu das corridas de Marc Márquez onde o piloto chegava e vencia.

Morbidelli deu uma de Márquez, assaltou a primeira posição logo no arranque da prova e por lá ficou até à bandeirada de xadrez, o que lhe valeu a primeira vitória da carreira na categoria rainha do mundial de motociclismo. Ao ocupar o lugar mais alto do pódio, o piloto da Petronas Yamaha SRT tornou-se no quinto vencedor diferente de 2020. Se não está tudo louco por aqui…

Quanto à corrida… diria que não podia ter sido tão sem sal. É verdade que a fuga de Morbidelli não ajudou à emoção, mas a verdade é que vimos poucas ultrapassagens e momentos de nos tirarem o fôlego. Mais uma vez, a emoção ficou reservada para as últimas curvas onde Joan Mir roubou o terceiro lugar a Valentino Rossi com uma ultrapassagem de mestre. Ironia do destino, diria eu.

Mas a verdade é que, me arrisco a dizer, que este foi uma das provas mais consistentes de Valentino Rossi e que quase nos mostrou que a Yamaha tinha conseguido resolver todos os problemas que tem.

O italiano queria alcançar o 200º pódio na sua home race, e a verdade é que andou lá muito perto. Cheguei mesmo a pensar, que o italiano tinha armas para lutar pela vitória mano a mano com Morbidelli, mas depressa se percebeu que não.

Mir percebeu que Rossi estava em dificuldades e não teve dó nem piedade ao ultrapassar o Il Dottore a poucos metros da reta da meta. Fechando assim o pódio, depois de Morbidelli alcançar a vitória seguido de Peco Bagnaia que esteve implacável e também já tinha ultrapassado Valentino Rossi.

Quanto ao mundial, Fabio Quartararo parece ter deitado tudo a perder com a queda neste fim de semana e a inconsistência que tem apresentado. Quem aproveitou foi Andrea Doviziozo que com o sétimo lugar conquistado hoje, lidera o mundial com mais seis pontos que Quartararo.

Não esquecendo Miguel Oliveira que acabou por terminar a prova no 11º lugar, depois de além de sair da quarta linha da grelha de partida, ter tido um mau arranque. Parece que foi um fim de semana para esquecer tanto para o Português como para a própria KTM. Fica, sem dúvida, um amargo de boca depois da vitória na Áustria.

Foto de capa: Petronas SRT

GP Toscânia: Mamma mia, Mugello!

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Il Grande Premio della Toscana Ferrari 1000 2020, ou, como se poderá abreviar apenas por GP da Toscânia, apresentou-se pela primeira vez no circuito mundial da Fórmula 1, na pista de Mugello.

A CORRIDA: HABEMUS DUAS BANDEIRAS À FERRARI!

Cos’è successo qui? Devem perguntar-se os italianos. A emoção parecia ser tanta, que, logo nas primeiras nove voltas, já havia sete desistências, dois acidentes envolvendo quatro carros cada, dois safety car e, como não poderia deixar de ser, a bandeira vermelha.

Logo na primeira curva, Max Verstappen (Red Bull) é apanhado por Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) que acaba por embater em Pierre Gasly (AlphaTauri) e Romain Grosjean (Haas). Só Romain Grosjean e Kimi Raikkonen é que conseguem sair impunes do incidente.

À saída do primeiro safety car, aquilo que parecia uma pura distração de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), levou o italiano a embater em Kevin Magnussen (Haas), que, mais uma vez, apresenta o efeito dominó em Carlos Sainz (McLaren) e Nicholas Latifi (Williams), que leva a retirar todos os carros envolvidos.

Após cerca de 30 voltas sem grandes surpresas, é na volta 44 que surge o terceiro safety car da corrida, aquando de um furo no pneu de Lance Stroll (Racing Point) que, na luta pelo terceiro lugar de Daniel Ricciardo (Renault) acaba por sair de pista e embater violentamente, ressurgindo, assim, a segunda bandeira vermelha do dia.

No final desta corrida de loucos, acaba por ser a Mercedes a dominar, com Lewis Hamilton a garantir a sua 90.º vitória da carreira, seguindo-se o seu colega de equipa Valtteri Bottas e, para terminar o pódio, temos Alex Albon (Red Bull) que conquista, FINALMENTE, o seu primeiro pódio da carreira na Fórmula 1.

Pertíssimo do pódio, Daniel Ricciardo (Renault) acaba em quarto lugar, com Sergio Perez (Racing Point) a fechar o top 5.

Para finalizar o top 10, temos Lando Norris (McLaren), Daniil Kvyat (AlphaTauri), Charles Leclerc (Ferrari), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), e Sebastian Vettel (Ferrari). Esteban Ocon (Renault) é forçado a retirar o seu carro, e assim, a corrida acaba com um total de oito abandonos e 12 carros em pista.

Mugello apresentou-se como uma pista firme, mas, mais do que isso, a primeira corrida deste circuito vai ficar na História como uma das corridas mais aparatosas dos últimos anos, com o drama à flor da pele e o coração nas mãos de quem viu.

Foto de Capa: Formula 1 

As 5 maiores enchentes de Alvalade XXI

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A espécie humana contenta-se com pouco, muito pouco. Apraz-me, por exemplo, ver a minha casa repleta, de amigos ou familiares. Na verdade, enche-me de alegria. É isso mesmo. Erguer a cabeça, olhar discretamente e pensar que aquela gente podia – eventualmente – sofrer sucessivas metamorfoses de modo a assemelhar-se a mobília e a acompanhar-me durante a diáspora que a vida representa. Tudo seria mais fácil. 

Ora, tecendo a analogia para o campo futebolístico, dá qualquer coisa como ver o meu José Alvalade XXI cheio, uma autenticidade oval composta pela dosagem certa e equilibrada de gemas e claras, içando cachecóis, bandeiras e tarjas de apoio ao clube e rugindo cânticos que irritam a pele e lhe causam a maior das dobras. O Mundo Sabe Que o Homem, de forte, tem pouco ou nada; portanto, o leitor encontra-se automaticamente dispensado de dissimular o caldo lacrimal aquando da construção de memória fotográfica. 

Trago, a público, uma pequena lista sintomática das cheias que uma parte restrita de Lisboa experimentou (atenção: a última atualização foi aplicada em maio de 2018. Porém, dadas as circunstâncias e sabendo de antemão os factos que enjaularam o clube nos últimos dois anos, a atualização seguinte deve aponta para uma margem de erro nula ou quase nula).

CD Cova Piedade 0-4 CD Mafra: Quarteto de estreantes dão goleada aos mafrenses

A CRÓNICA: CD MAFRA, A EQUIPA REVELAÇÃO, É CADA VEZ MAIS UMA CERTEZA

Começou em grande a temporada para o CD Mafra, com uma vitória gorda frente ao CD Cova Piedade, que ainda não acertou passo após a manutenção na secretaria. Os problemas nos piedenses começaram logo no aquecimento, com o defesa Kiko Zarabi, ex-SC Covilhã, a lesionar-se e a ter de ser substituído por Francisco Varela. Depois, já com a bola a rolar, veio o domínio do CD Mafra.

Logo a abrir o jogo, Rodrigo Martins fez um remate à meia volta que saiu pouco ao lado da baliza, seguido de uma dupla oportunidade aos 20 minutos, mas nem Carlos Daniel, nem Okitokandjo acertaram com o alvo. Já o melhor que o CD Cova Piedade fez foi uma tentativa de chapéu de Balogun, que passou bem ao lado.

O golo do CD Mafra apareceu com naturalidade aos 26 minutos, com uma má saída do guarda-redes Iuri Miguel a deixar a baliza escancarada, com Carlos Daniel, ex-SC Beira-Mar, a aproveitar para fazer o 1-0, na estreia a marcar com a camisola dos mafrenses.

Por cima do jogo, os comandados de Filipe Cândido foram atrás do segundo golo, mas sem sorte: primeiro, Iuri Miguel fez a defesa da tarde após cabeceamento de Rodrigo Martins, depois foi Kaká a beneficiar de um penálti após ser rasteirado na área, mas chamado a marcar, o brasileiro atirou à barra.

Em desvantagem, Toni Pereira tentou mexer com a equipa ao fazer entrar Wilson Kenidy, Hugo Machado e Edinho para a segunda parte, mas voltou a ser o CD Mafra a estar perto de marcar num remate de fora da área de Rodrigo Martins, defendido por Iuri Miguel, e um cabeceamento de Nuno Campos, também segurado pelo guardião piedense.

Mas os mafrenses conseguiram mesmo aumentar a vantagem aos 67 minutos através de mais um penálti, depois de Okitokandjo ser rasteirado na área por Kakuba. Chamado a marcar, o próprio holandês enganou o guarda-redes e fez o 2-0.

O CD Cova Piedade ficou à deriva com a desvantagem e já à beira dos 80 minutos voltou a ver o CD Mafra festejar: Abel Camará a cabecear ao primeiro poste, Iuri Miguel não consegue agarrar a bola estava assinado o 3-0.

Confortável no jogo, Filipe Cândido ainda lançou os estreantes Rodrigo Moura e Lee, com o coreano a ter uma estreia de sonho, ao aparecer isolado aos 88 minutos, Iuri Miguel ainda conseguiu uma primeira defesa, mas, na recarga, o jovem de 19 anos fechou a goleada nos 4-0 para o CD Mafra.

 

A FIGURA

Okitokandjo – O avançado holandês estreou-se em grande na Segunda Liga, com um golo e 90 minutos a fazer a cabeça em água à defesa do CD Cova Piedade. Mais um talento «Made In CPP» a mostrar serviço no CD Mafra.

O FORA DE JOGO

CD Cova Piedade – Inofensivos durante praticamente todos os 90 minutos da partida, foi para esquecer o arranque dos piedenses na Segunda Liga. Resgatados na secretaria, Toni Pereira tem muito trabalho pela frente para fazer do emblema de Almada uma equipa que consiga um lugar confortável na Segunda Liga.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA PIEDADE

Apesar da lesão de Kiko Zarabi, Toni Pereira manteve a aposta numa linha de três defesas – Yan Victor, Simão Jr. e Francisco Varela – num 5-3-2 que procurava atacar pelas alas, onde surgiam Thabo Cele e as subidas de Alex Kakuba. No ataque, o principal desequilibrador era Miguel Rosa que, no entanto, teve dificuldades para construir oportunidades para Balogun e João Vieira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Iuri Miguel (7)

João Amorim (6)

Yan Victor (5)

Francisco Varela (5)

Simão Jr. (6)

Alex Kakuba (4)

Thabo Cele (5)

João Patrão (5)

Miguel Rosa (6)

João Vieira (6)

Balogun (6)

SUBS UTILIZADOS

Hugo Machado (6)

Wilson Kenidy (5)

Edinho (5)

Gonçalo Maria (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

Filipe Cândido estreou-se ao comando do CD Mafra a apostar num 4-4-2, com Kaká a jogar atrás do ponta-de-lança Okitokandjo. A equipa mostrou sempre uma linha defensiva bem subida, que deixou o CD Cova Piedade pressionado. A linha defensiva de quatro elementos dificultou a vida ao ataque piedense, enquanto os mafrenses procuravam atacar com quatro elementos, ao aproveitar as subidas dos extremo Carlos Daniel e Rodrigo Martins.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Nuno Campos (7)

João Miguel (6)

João Cunha (6)

Gui Ferreira (7)

Carlos Daniel (8)

Ismael (6)

Cuca (6)

Rodrigo Martins (7)

Kaká (5)

Okitokandjo (9)

SUBS UTILIZADOS

Andrezinho (6)

Abel Camará (7)

Tomás Domingos (6)

Rodrigo Moura (-)

Lee (7)

5 jogadores que podem explodir sob o comando de Jorge Jesus

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Após uma pré-época prometedora, com sete vitórias em sete partidas, os comandados de Jorge Jesus estão perto do início oficial da temporada, com o jogo decisivo da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões frente aos gregos do PAOK, onde só a vitória interessa aos encarnados.

O clube da Luz tem-se mostrado muito ativo no mercado de transferências, tendo conseguido assegurar jogadores de alto gabarito como Vertonghen e Everton, assim como jovens promissores como Pedrinho e Darwin, que deverão dar muitas alegrias aos benfiquistas já num futuro próximo.

Portanto, esta semana, decidimos olhar para o plantel do SL Benfica e escolhemos cinco jogadores cujo rendimento desportivo pode, porventura, explodir sob o comando de Jorge Jesus.

Mercado de Transferências: A Loucura Total na Compra e Venda de Atletas

Um rei que recusa um Mustang para cumprir o sonho de sair de um castelo montado num cavalo. Um jovem de baixa estatura que ambiciona sair de casa, na qual é vitima alguma violência, por exemplo, um dia levou algumas oito bofetadas alemãs, daquelas que aleijam bastante vindas dos campeões. Uma escavação petrolífera que é desencantada no meio de um jogo de xadrez. Uma estrela das redes sociais a quem é dada a possibilidade de fazer posts com tripas e rojões. Um ex-recluso/atual cidadão exemplar que, farto de iogurtes Oikos e de Platão, deseja muitíssimo voltar a Portugal, mas que entretanto apanhou para aí um bicho e ’tá complicado. Cavani.

Creio que o caro leitor concordará que todas as frases acima enunciadas dariam belíssimos enredos para estupendas e intermináveis novelas. Imagine, então, a loucura total que seria juntar todos estes enredos numa só novela… Seja bem-vindo ao mercado de transferências.

Fala-se bastante no fabuloso trabalho do Diretor Geral de Futebol do Vitória SC, Carlos Freitas. No entanto, creio que há um erro nessa análise. Tal função parece estar a ser desempenhada, não por Carlos Freitas, mas sim por Gustavo Santos, visto tratar-se de uma remodelação ao estilo de Querido, Mudei a Casa. Pelo meio de uma aventura destas, o clube vimaranense surpreende meio país com a extraordinária contratação de Ricardo Quaresma. É que até a forma como o reforço foi anunciado foi algo brilhante.

Cavani.

Lionel, pobre Lionel. Depois do incrível sucesso que foi a passagem de Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa principal do Sporting CP, há agora mais um moço chamado Lionel (eu sei que não se escreve bem igual, caro leitor), um bocado menos conhecido, a dar que falar no mundo da bola. Trata-se, portanto de Lionel Messi. Parece que o “baixinhe” (é importante agradecer a Jorge Jesus uma oferta destas) viveu uma experiência absolutamente traumatizante na cidade de Lisboa. Já aconteceu a todos, é normal.

Aparentemente levou oito bofetadas de um grupo de bandidos alemães. Acabou por ser a “gota de água” para Messi, que se recusava a continuar no FC Barcelona, agora treinado por um individuo que também esteve ligado a Lisboa, o que poderia gerar stress pós-traumático no rapaz. No entanto, tratou-se da “gota de água” num copo que ainda está longe de ficar cheio porque nenhum clube se chegou à frente com um rim, que era mais ou menos o valor exigido pelo Barcelona para libertar Messi, pelo que o astro argentino continuará a servir os blaugrana.

Cavani.

Quando é mencionado o xadrez no mundo do futebol há duas possibilidades: os alternos poder-se-ão lembrar de um xadrez verde e branco, então tratar-se-á do Moreirense FC; os restantes lembrar-se-ão do Boavista FC. Ora esse xadrez do Boavista tem sido uma situação curiosa. Então parece que foram levadas a cabo escavações no Bessa, e pelos vistos a coisa correu tão bem que até petróleo desencantaram neste mercado.

O possível 11 do Arsenal FC para a época 2020/21

O Arsenal FC vive tempos algo paradoxais. Dentro do “aparente” positivo, fez sobressair coisas negativas. Dentro do “suposto” negativo, alcançou coisas positivas. Confuso? Desmontemos isso então! Nos primeiros 20 anos da era Arsene Wenger, o clube londrino ficou sempre entre os primeiros quatro classificados da Liga Inglesa, algo que, por si só, merece destaque. Contudo, num tão longo espaço de tempo, apenas conquistou três campeonatos (o último já há 16 anos!) e chegou a estar quase dez anos sem ganhar um único troféu.

Olhando para as últimas quatro épocas, o Arsenal “dançou” entre o quinto e o oitavo lugar, o que conduziu à saída de Wenger em 2017/18 e ao despedimento do sucessor Unai Emery em novembro de 2019. No entanto, os gunners contam agora com um treinador que ainda nem 30 vezes orientou a equipa e já leva dois títulos conquistados – a formação de Mikel Arteta venceu a Taça de Inglaterra (frente ao Chelsea FC) e a Supertaça Inglesa (diante do Liverpool FC), precisamente nos últimos dois jogos oficiais. É, portanto, uma fase positiva dentro de uns últimos tempos mais complicados.

O jovem treinador espanhol de apenas 38 anos – ex-treinador adjunto de Pep Guardiola no Manchester City FC – aproveitou a época transata (considerada uma “época perdida” bem cedo) para experimentar as mais diversas dinâmicas perante o lote de jogadores que tinha e, com isso, implementar a sua filosofia de jogo. Qualificou o Arsenal para a Liga Europa via taça e melhorou o rendimento da equipa num versátil 3-4-3.

Até ao momento, foram oficializadas contratações interessantes para o plantel londrino e que deverão fazer parte da equipa-base de Mikel Arteta para atacar algo mais na presente temporada – desde logo, uma qualificação para a Liga dos Campeões. No caso de não existirem mais impactantes movimentações neste mercado (desde entradas a saídas) e afastando ainda cenários de lesões graves, então é expectável que seja este o “onze-tipo” do Arsenal para a temporada 2020/21.