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NBA Playoffs: Dedo de líder

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Os playoffs estão a entrar cada vez mais perto da fase das grandes decisões e a conferência Este já garantiu a primeira grande surpresa destas meias finais, ao passo que os favoritos Milwaukee Bucks perderam diante os Miami Heat. Na outra série, a disputa entre Celtics e Raptors tem sido deveras frenética, com um jogo 6 de duplo prolongamento a conferir a “negra”.

Do outro lado, a conferência Oeste vai mantendo-se competitiva, porém com os favoritos de Los Angeles (Clippers/Lakers) a garantirem a dianteira da respetiva série, com “dedos” de líder por ambos Kawhi Leonard e Rajon Rondo.

ADEUS, GIANNIS

Giannis Antetokounmpo says he’s not leaving Bucks: “It’s not happening.” https://t.co/wGICnRXfLS pic.twitter.com/EbXea9LXpl

— Complex (@Complex) September 9, 2020

A derrota pesada no conjunto da série (4-1) perante o grupo coeso porém desobrigado de Miami, levou à maioria dos seguidores da NBA questionar a continuação de Giannis Antetokounmpo na equipa de Milwaukee. Todavia a eliminação, o jogador de 25 anos mantém-se firme e «leal» ao franchise de Milwaukee, garantindo não desistir (por enquanto). Isto é, o atleta grego tem contrato até 2021 e quando foi questionado sobre o facto de poder “pedir” uma troca aos responsáveis dos Bucks, o próprio assumiu que “tal não vai acontecer”, ratificando que o objetivo primordial tem que ser “melhorar enquanto equipa e individualmente”, de modo a estarem prontos para a próxima temporada. O problema é, caso os responsáveis dos Milwaukee Bucks, na próxima «off-season», não consigam acarretar jogadores de outro nível que consigam contribuir de forma decisiva para a atuação da equipa (essencialmente nos playoffs), Giannis terá a oportunidade de decidir o seu futuro livremente no final da próxima temporada, ao passo que o mesmo será free agent.

O adeus tão abordado nos últimos dias, de Giannis Antetokounmpo, parece, por enquanto, adiado, não obstante os responsáveis de Milwaukee, terão de oferecer ao astro grego garantias de um futuro mais auspicioso a curto prazo.

Podcast BnR T1/EP2: O Top4 da Premier League 2020/21

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Neste segundo episódio falamos de Premier League! Qual será o top4 da Liga Inglesa? Vem daí e acompanha mais este podcast, desta vez com a moderação do Pedro Pinto Diniz e os comentários de Jorge Faria de Sousa, Pedro Palma e Rui Pedro Cipriano.

Não te esqueças que este vai ser um programa semanal, mas que podes ouvir a qualquer hora nas plataformas habituais.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Artigo revisto por Joana Mendes

GD Estoril Praia 1-0 FC Arouca: Entrada fulminante dos canarinhos bate o retornado Arouca

A CRÓNICA: ISTO NÃO É FUTEBOL DE SEGUNDA

O GD Estoril Praia recebeu o FC Arouca no Estádio António Coimbra da Mota, num jogo a contar para a primeira jornada da Segunda Liga Portuguesa. O jogo não começou sem antes homenagear Vanessa Gomes, a primeira mulher a constituir a equipa de arbitragem num jogo profissional em Portugal.

A equipa da linha entrou muito forte e pressionante no jogo. Logo ao segundo minuto surgiu o primeiro golo da partida. Um bom cruzamento de João Diogo encontrou Vidigal dentro da área. O avançado angolano não deu hipóteses a Victor Braga e estava feito o 1-0 para os canarinhos.

O FC Arouca respondeu muito bem ao golo sofrido e foi equilibrando paulatinamente o jogo e os primeiros minutos foram completamente frenéticos.

O taco a taco entre os dois emblemas manteve-se durante grande parte da primeira parte e as oportunidades parte a parte foram surgindo. Destaque para a intervenção de Dani Figueira, a impedir o golo do empate depois de um bom lance de Heliardo, ao minuto 35.

Do outro lado, Victor Braga negou o bis a Vidigal. O avançado do Estoril Praia ultrapassou dois adversários, mas não conseguiu bater o guardião brasileiro. Foi uma primeira parte muito bem jogada no António Coimbra da Mota.

Muito bom foi também o recomeço do FC Arouca, que entrou a todo o gás para trazer o jogo de volta à estaca zero. O médio Leandro, acabado de entrar, voltou a testar o guarda-redes caseiro Dani Figueira, que faz a terceira defesa da noite e mantém o Estoril na liderança.

Num jogo bem mais frio do que o visto na primeira parte, o próximo momento chave aparece por intermédio do extremo esquerdo estorilista, Bruno Lourenço, que testou a atenção de Victor Braga. O guardião arouquense fez uma defesa digna de fotografia ao minuto 71. Daí em diante, o jogo torna a aquecer.

A última boa oportunidade que o FC Arouca teve para chegar ao empate, nasce ao minuto 76 depois dum livre cobrado por Leandro, mas o ressalto que sobra para o extremo direito dos arouquenses, Adílio, é inconsequente.

Até ao apito final de João Malheiro Pinto, os arouquenses bem tentaram inverter a desvantagem. Mas os três pontos inaugurais da Liga Pro ficam mesmo no Estádio António Coimbra da Mota, a casa do Estoril-Praia que acaba por ser um justo vencedor da partida.

A FIGURA

Dani Figueira – O guarda-redes estorilista fez questão de demonstrar a grande forma em que se encontra. Fez seis defesas, três das quais foram verdadeiramente heroicas naquele que acaba por ser um jogo difícil para o Estoril Praia. A última barreira nunca tremeu e garantiu que os três pontos ficavam na linha.

O FORA DE JOGO

O minuto 1 do FC Arouca – A entrada do Estoril foi tão boa que no segundo minuto se antecipava uma goleada “à antiga” no António Coimbra da Mota. Mas, na verdade, bastou o primeiro minuto para ficar conhecido o resultado final do jogo. Um passo em falso custou aos arouquenses algo mais que uma derrota na jornada inaugural da Liga Pro.

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL-PRAIA

De regresso aos bancos portugueses, o técnico de 43 anos, Bruno Pinheiro, orquestrou um 4-4-2 de origem, que se transformava num 4-3-3 no primeiro momento de construção ofensiva. Com a nítida intenção de tirar proveito da velocidade do avançado cedido pelo Vitória SC, o ganês Yakubu Aziz, os canarinhos nunca se coibiram de lançar uma bola longa para as costas da última linha do FC Arouca e de tentar combinar com o talentoso ganês. O francês Rosier garantiu a consistência no equilíbrio do meio campo estorilista e ficou a evidente a importância do médio para a turma de Bruno Pinheiro. O Estoril acaba por ficar muito agradecido à fulminante entrada que teve na partida e conquista os três pontos num jogo atípico, mas bem disputado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES  

Dani Figueira (8)

João Diogo (7)

Hugo Gomes (6)

Hugo Basto (5)

Joãozinho (6)

Bruno Lourenço (6)

Gamboa (6)

Rosier (7)

Zé Valente (7)

Yakubu Aziz (7)

Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Paulinho (6)

Cícero (-)

Crespo (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

No seu primeiro jogo oficial como treinador do FC Arouca, o treinador Armando Evangelista apresentou um 4-4-2 tradicional. Consigo, os arouquenses gostam de pressionar alto no momento defensivo, com sentido de urgência na recuperação da posse da bola. Na transição ofensiva, o FC Arouca servia-se da qualidade técnica que tem nas alas, quer da experiência do brasileiro Adílio, quer da irreverência do congolês ex-Boavista Bukia. A equipa mostrou uma grande dependência da prestação do avançado Heliardo, que deu uma boa réplica daquilo que poderá vir a ser um dos grandes destaques da Segunda Liga. O jogo foi, claro, atípico, porque o Arouca teve de remar sempre contra a pesada maré que é começar a perder no primeiro minuto de jogo. Ou no segundo, neste caso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Victor Braga (6)

Thales Oleques (6)

Basso (6)

Brunão (6)

Joel (6)

Adilio (7)

Pedro Moreira (6)

Marco Soares (5)

Bukia (7)

Nuno Rodrigues (6)

Heliardo (7)

SUBS UTILIZADOS

Leandro (7)

Anthony Blondell (5) 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: De que forma é que sofrer um golo tão cedo afetou o plano para este jogo?

Armando Evangelista: Condicionou muito. Obrigou-nos a pressionar alto 90 minutos. Isto leva a um desgaste elevado. Não pudemos explorar a profundidade e as transições da forma que queríamos. Havia períodos em que estava previsto baixarmos as linhas e dar a iniciativa ao Estoril. Isso não foi possível. Ainda assim, para primeiro jogo do campeonato, pelo que jogámos, pelo que corremos, estou satisfeito com a minha equipa.

Bola na Rede: Achei-o muito interventivo durante todo o jogo. Sempre muito comunicativo com os seus jogadores.  Depois Vimos aquela roda no final. De que forma é que tudo isto é importante para construir o espírito de equipa. E até onde é que acha que pode chegar este Estoril?

Bruno Pinheiro: Sim, este jogo foi muito importante para a construção do espírito de equipa. Tivemos algumas dificuldades com alguns jogadores de fora, mas conseguimos responder da melhor forma. A moral constrói-se melhor sobre vitórias do que sobre derrotas. O Estoril em termos de humildade e garra será sempre este, esteja quem estiver. Ainda vamos crescer muito!

Rescaldo da autoria de Diogo Dá Mesquita e Gonçalo Batista

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

BnR TV Live: Antevisão da Premier League 2020/21

A Liga Inglesa, conhecida como Premier League, está de volta e não podia faltar uma análise no nosso Bola na Rede TV! Para muitos, é o campeonato mais competitivo de todo o mundo e nós, no Bola na Rede, adoramos falar sobre ele.

O campeão Liverpool FC tenta defender o seu título e para os comentadores do BnR TV, foi unânime que é o favorito a ganhar a competição, tal como que Timo Werner e Havertz serão contratações de peso para o Chelsea FC. Já Van de Beek não foi considerado a contratação ideal para o Manchester United FC.

A 15.ª jornada foi unanimemente escolhida como a teoricamente mais aliciante da próxima edição da Premier League. Os principais destaques caem sobre o Wolverhampton WFC vs. Tottenham Hotspur FC; Arsenal FC vs. Chelsea FC e Leicester City FC vs. Manchester United FC.

BnR TV Live com a moderação de João Castro e os comentários de Jorge Faria de Sousa, Pedro Pinto Diniz e Rui Cipriano Duarte.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 5 jogadores mais subvalorizados da Liga Portuguesa

A Liga Portuguesa vai ficando gradualmente mais equilibrado, à medida que os anos passam e a hegemonia dos “três grandes” vai sendo ameaçada. Para isso contribui o desleixo e o “descanso à sombra da bananeira” dos clubes mais habituados a ganhar títulos, mas sobretudo o crescimento de outros clubes, quer através das academias que formam jogadores para as equipas principais, quer por maior poderio financeiro e melhor organização administrativa.

Enquanto vão surgindo jogadores com nível para disputar outros palcos nos clubes que aspiram a ser candidatos ao título, aparecem também talentos não reconhecidos; jogadores que ou levam tempo a afirmar-se e a deixar a sua marca no jogo da equipa ou que desempenham o seu papel tão bem, mas tão discretamente, que mal damos por eles; parecemos apenas dar pela sua ausência, dado que o futebol da equipa não flui quando eles não estão em campo. Assim sendo, fica aqui uma lista dos jogadores mais subvalorizados da Liga Portuguesa.

Rui Pedro: o menino que nunca vingou de dragão ao peito

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O cronómetro apontava para os 94 minutos quando se deu um dos golos mais festejados da história do Estádio do Dragão. Não tenho medo em dizê-lo.

Rui Pedro da Silva e Sousa estreou-se no principal escalão do futebol português em 2016/2017, sob a mão de Nuno Espírito Santo e fez uma delícia das grandes frente ao SC Braga no Estádio do Dragão, ao terminar um jejum de golos que já durava há 520 minutos (1 mês para ainda chocar mais quem está a ler).

A eficácia parecia não simpatizar com este FC Porto e teve de ser um menino de 18 anos, que não era visto como uma das maiores promessas do Olival, a matar um borrego que já era desesperante para todos.

A primeira questão que faço é: Será que foi esta ascensão repentina de Rui Pedro que levou ao desenlace que a história teve? Terá sido um passe maior que a perna?

Mais à frente vamos analisar pormenorizadamente esse desenlace que culminou no fim da ligação contratual de Rui Pedro com o FC Porto.

Antes de mais, a história. A história de uma eterna promessa adiada que de um dia para o outro atingiu uma dimensão que pode ter posto em causa o sucesso desportivo de Rui Pedro. Normalmente diz-se que a pressa é inimiga da perfeição, mas neste caso creio que a fama foi a inimiga para uma perfeição que todos esperavam.

Nascido em Castelo de Paiva, Rui Pedro cumpriu os escalões de formação no FC Porto, passando pelos sub-15, pelos sub-17, mas as verdadeiras amostras estavam guardadas para os sub-19 (a nível europeu ao ser o melhor marcador do FC Porto na UEFA Youth League de 2016/2017 e o terceiro melhor marcador da prova, mesmo tendo os dragões sido eliminados precocemente da competição).

A equipa B não foi o maior palco para o jogador se mostrar a Nuno Espírito Santo, visto que a Primeira Liga Portuguesa é que conseguiu catapultar este jovem ponta de lança para a ribalta.

Depois da inesquecível estreia frente ao SC Braga já se falava em tudo. Uma possível titularidade, um ponta de lança como poucos a sair da formação portista, e até uma chegada à Seleção Nacional… Tudo isto pode pesar de forma negativa na cabeça de um jogador. Bem sabemos o peso mediático que um jovem hoje em dia tem no futebol português e até mundial. Muitos casos acabam mal e este foi apenas mais um. Ainda há solução? Claro que sim, visto que Rui Pedro ainda tem 22 anos.

«Cheguei a ter conversas com o SC Braga, mas foi com Vitória SC que as coisas andaram» – Entrevista BnR com Douglas

Durante 10 anos, os adeptos do futebol português habituaram-se a ver Douglas a defender a baliza do Vitória SC mas, aos 37 anos, o brasileiro retirou-se dos relvados. Na primeira entrevista depois de pendurar as luvas, o antigo guarda-redes falou sobre o começo modesto no futebol brasileiro, o «sonho realizado» de chegar ao Santos FC, a ida para o Vitória SC e as alegrias e tristezas na cidade-berço: desde a conquista da Taça de Portugal, e «aquele» penálti defendido em Chaves que levou os vimaranenses de novo ao Jamor, até à lesão no menisco que colocou a carreira em perigo. Eis Douglas, em exclusivo, no Bola na Rede.

– O pendurar das luvas e os primeiros passos como treinador de guarda-redes –

«Este é o melhor momento para trabalhar com guarda-redes e o melhor clube para começar era o Vitória SC»

Bola na Rede (BnR): Como estão a ser os primeiros tempos longe dos relvados?

Douglas: É uma rotina diferente, mas tem sido bom porque estou sempre em contacto com os guarda-redes da formação, vou para o campo com eles. Essa parte é boa, é uma rotina totalmente diferente mas, aos poucos, vou-me habituando.

BnR: Quais são as tuas funções no Vitória SC?

Douglas: Eu fiquei com a coordenação dos treinadores de guarda-redes, desde a equipa sub-23 até toda a formação. É muito trabalho [risos].

BnR: Na última temporada fizeste 38 jogos. Porque é que decidiste parar agora?

Douglas: Eu já vinha a pensar nisso, mas era uma coisa pessoal, só falava com a minha mulher. Podia ser esta época ou na próxima, mas devido às circunstâncias cheguei à conclusão que, até para iniciar este outro lado de trabalhar com os guarda-redes, este é o melhor momento… E o melhor clube para começar seria o Vitória SC. É um clube onde estou há muito tempo, o presidente deu-me essa oportunidade e decidi aceitar.

Douglas
Douglas vestiu a camisola do Vitória SC em 235 jogos oficiais
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

BnR: Estavas a contar jogar tantos jogos esta temporada? Porque o Jhonatan chegou para, supostamente, ser titular, mas teve problemas físicos…

Douglas: É assim, nas últimas três épocas eu sempre me preparei para jogar muitos jogos. Para dizer a verdade, eu nunca me preparei para não jogar. Sempre fui assim, punha na minha cabeça que podia jogar todos os jogos. A escolha depende sempre do mister, mas como havia muito campeonato, Liga Europa, Taça da Liga, Taça de Portugal, eu não sabia quantos jogos ia fazer, mas tive a felicidade de fazer 38 jogos e foi muito bom. O ritmo de jogo era elevado, deu para trazer cá para fora tudo o que trabalhava no dia-a-dia. Foi gratificante.

BnR: Mas a época não vos correu lá muito bem. O que falhou?

Douglas: O principal foi não ter alcançado os objetivos, que acabou por marcar a época. Claro que, em certos momentos, jogámos um futebol atraente mas faltaram resultados e alcançar o objetivo. É difícil explicar porque foi uma época atípica, teve essa paragem… Lembro-me perfeitamente que até ao jogo com o Paços [Ferreira], o último jogo antes da paragem, vínhamos de uma fase crescente e boa de resultados, mas quando voltámos da paragem o campeonato é outro. Foi muito tempo em casa, o ritmo de jogo que tínhamos já não estava lá, não houve jogos de preparação, tínhamos dez jogos para cumprir a sério sem fazer nenhuma preparação. Se não tivesse acontecido a paragem podia ter sido muito diferente, mas infelizmente aconteceu isto no Mundo e acabou por nos prejudicar.

BnR: Vocês passaram do Luís Castro, que era um treinador com um estilo muito específico, para o Ivo Vieira. Foi complicado adaptar a essa diferença de jogo?

Douglas: É totalmente diferente. É sempre complicado quando estás habituado a uma coisa e depois tens de te habituar a outra em pouco tempo. Quando há mudanças existe sempre o lado bom e o lado mau. Com o Luís Castro fomos felizes porque alcançámos o objetivo final, que é sempre o mais importante, mas infelizmente com o mister Ivo não conseguimos. Mas são dois grandes treinadores com excelentes ideias, uma diferente da outra, mas é bom jogar com os dois. Tenho a certeza que, logo logo, o mister vai fazer um grande trabalho.

BnR: Apesar dos resultados não serem os melhores, as exibições eram sempre interessantes de se acompanhar, basta olhar para a vossa campanha europeia. Porque é que, no final, não conseguiam ter resultados de acordo com aquilo que jogavam?

Douglas: Não é fácil explicar porque todos os jogos contra adversários «top», não fomos massacrados por nenhum, não estivemos só a defender, bem pelo contrário. Estivemos muitas vezes por cima do jogo, mas quem não faz golos está sempre sujeito a ter resultados menos felizes e foi o que nos aconteceu muitas vezes: criávamos mas não conseguíamos marcar, outras vezes marcámos mas depois sofríamos. Não vou dizer sorte porque não acredito muito nisso, mas faltava um pouco mais de experiência de todos para ser diferente.

A grande entrevista de Sérgio Conceição

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Sérgio Conceição concedeu uma grande entrevista ao jornal O JOGO. Sei que por si só não parece grande novidade, mas a verdade é que, só o facto do treinador de um dos três grandes falar com um órgão de comunicação social durante mais que aqueles minutinhos das entrevistas rápidas, já é notícia dentro do paradigma do futebol português.

A relação que os jornalistas e comentadores desportivos têm com os jogadores, treinadores e os clubes em si é, geralmente, má e, sejam as culpas de quem forem, isso torna o ambiente à volta do futebol muito pior do que o que podia e devia ser.

Já se estabeleceu a norma que os jornalistas fazem perguntas excessivamente provocadoras à procura de uma reação que dê um bom título ou um soundbite que vá ficar viral e também já se sabe que a maior parte dos treinadores e jogadores respondem exatamente daquela maneira que todos nós já conhecemos – com aquele discurso completamente formatado que não acrescenta nada.

Para que o nosso futebol possa continuar a crescer, é absolutamente crucial que isto melhore. E isso passa por todos. Passa pelos jornalistas e comentadores falarem mais do jogo em si e que não se foquem tanto em polémicas paralelas. E passa também pela maior recetividade dos departamentos de comunicação dos clubes em relação a propostas vindas da comunicação social.

Sérgio Conceição
Sérgio Conceição vai para a sua quarta temporada ao serviço do FC Porto onde já venceu quatro títulos
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Isto tudo para que possamos ter mais entrevistas como estas, porque também é extremamente importante que as pessoas vejam estas figuras do futebol como pessoas reais, com os seus problemas reais, e não como estrelas inalcançáveis. Porque é isso que elas são, e é isso que Sérgio Conceição é.

Ja Morant, porque não podia existir outro Rookie do Ano

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Foi praticamente consensual. Em 100 votos possíveis para a nomeação de Rookie do Ano, Ja Morant conseguiu 99 deles. Zion Williamson, rookie dos New Orleans Pelicans, arrecadou o voto que faltava para o pleno de Morant.

Morant venceu o prémio de Rookie do Ano e sucedeu a Luka Doncic, base dos Dallas Mavericks.

Temetrius Jamel Morant foi escolhido pelos Memphis Grizzlies, no segundo lugar do Draft, e é totalmente inesquecível o que aconteceu logo depois disso. Na fase das entrevistas após reveladas as escolhas, Morant falou ao lado do seu pai, Tee Morant, e tudo se tornou emocional quando o jovem jogador enalteceu o seu pai, que sacrificou a própria carreira profissional para criar o filho e o ver crescer.

O jovem de 21 anos assumiu-se rapidamente como uma das figuras principais da equipa de Memphis, ao terminar a temporada com uma média de 17.8 pontos, 3.9 ressaltos e 7.3 assistências por jogo.

Nos 67 jogos em que Ja Morant participou, pode dizer-se que muito dificilmente se encontra um jogo em que o jovem norte-americano não tenha brilhado, mas aqui ficam alguns dos melhores jogos e momentos do já proclamado Rookie do Ano.

Foto de capa: NBA

Francisco Chaló: «Quero voltar a treinar em Portugal»

Para todos os treinadores de bancada a espera terminou, porque a grande questão voltou à tona: Mourinho ou Guardiola? Francisco Chaló, antigo treinador do Paradou AC, da Argélia, foi o nosso primeiro convidado no retorno do Mourinhos vs Guardiolas. Com várias passagens por clubes da Primeira e da Segunda Liga Portuguesa, o treinador português falou sobre a sua experiência no continente africano e deu-nos uma verdadeira «aula» de Futebol.

Na Argélia desde 2018, Francisco Chaló contou-nos sobre o futebol praticado no país e tentou, sobretudo, caracterizar o jogador argelino. “Selvagem” e com poucas perceções daquilo que é o jogo foram as qualidades que sobressaíram à primeira vista. Porém, afirmou que o trabalho do treinador é o de dar a possibilidade do jogador compreender o jogo para que tenha sucesso. Uma qualidade que pretende desenvolver o jogador e que dará os atributos necessários para se destacar na Europa – numa «transição mais suave».

Não são muitos quilómetros que separam ambos os continentes – Europa e África – , porém, as diferenças futebolísticas são bem notórias. Em termos logísticos, de treino e de condições atmosféricas, em muitos casos, são uma complicação.

Francisco Chaló revelou-nos ainda que nas competições continentais o Paradou AC demorou três dias até chegar ao país de origem do seu adversário, a Nigéria. Contudo, o momento mais marcante foi mesmo quando a sua equipa esteve “proibida” de pisar o relvado antes da partida com o CI Kamsar, da Guiné Conacri, e o treino de adaptação acabou por ser atrás de uma baliza, à noite.

Do futuro pouco ainda sabe, afirmando mesmo que «hoje, estou livre. Amanhã não sei!». O treinador português encontra-se livre e os contactos já têm chegado. Com quase toda a Europa “ocupada”, resta apenas as opções do Golfo Pérsico e do continente africano. Francisco Chaló afirmou que «foi pena» estar preso ao clube argelino até há pouco tempo, pois o seu regresso a Portugal podia estar iminente. Contudo, acredita que voltará a treinar em terras portuguesas.

Programa com moderação de Diogo Soares Loureiro, participação de Francisco Pinho Sousa e com o convidado Francisco Chaló.

Artigo revisto por Diogo Teixeira