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Arsenal FC 1-1 Liverpool FC (5-4 GP): Gunners vencem primeiro troféu da temporada

A CRÓNICA: VITÓRIA DO ARSENAL NOS PENÁLTIS, APÓS SUPERIORIDADE DO LIVERPOOL

O estádio de Wembley recebeu, como já é hábito, a Supertaça inglesa, que abre a época desportiva em Terras de Sua Majestade. Este troféu opôs o vencedor da Taça de Inglaterra, o Arsenal FC, ao atual campeão, o Liverpool FC. Os gunners acabaram por se sagrar vencedores, após a decisão através de penáltis.

O Liverpool apresentou-se, desde o início da partida, como uma equipa ofensiva, com as linhas bastante subidas e pressionantes, tentando “encostar” o Arsenal ao seu meio campo defensivo. A formação londrina correspondeu de forma positiva à pressão constante dos “Reds”, sentindo-se confortável com posse de bola.

Os “Gunners” apostaram maioritariamente no contra-ataque, e cada aproximação à área contrária era sinal de perigo. Desta forma, ao minuto 12’, após um venenoso ataque rápido, bem ao estilo dos “Gunners”, Aubameyang disferiu um remate direcionado ao posto mais distante. Alison bateu e inaugurou o marcador. O Liverpool procurou ostensivamente o golo, mas, no primeiro tempo, não foi capaz de criar um verdadeiro lance de perigo, exceto um lance anulado aos 7’ minutos, após van Dijk colocar a bola no fundo das redes adversárias.

No segundo tempo, o Liverpool foi em busca do empate, provocando uma avalanche ofensiva e instalando-se no meio campo do Arsenal. Ao minuto 73’, num momento de completa superioridade dos “Reds” na partida, Minamino aproveitou uma série de ressaltos e repôs a igualdade na partida.

Ao fim do tempo regulamentar, o resultado estava fixado em 1-1, levando a decisão para grandes penalidades. O Arsenal foi mais eficaz a partir da marca dos onze metros, concretizando todos os penáltis, ao contrário do Liverpool, que desperdiçou um dos pontapés por intermédio de Brewster.

A FIGURA


Pierre-Emerick Aubameyang– O avançado gabonês é uma das maiores figuras do Arsenal e, nesta partida, voltou a provar o seu valor. Realizou uma atuação esforçada e de qualidade, sendo a figura do encontro. Apontou o primeiro golo da partida, colocando o Arsenal na frente do marcador, e concretizou a grande penalidade decisiva que garantiu o título ao Arsenal.

O FORA DE JOGO


Frente de ataque do Liverpool- O número de ataques por parte dos “Reds” merecia um melhor desfecho. A segunda parte do encontro ficou marcada por uma forte presença de jogadores do Liverpool na grande área adversária. No entanto, estes apenas conseguiram colocar a bola no fundo das redes uma única vez. Comparativamente à habitual eficácia da frente de ataque formada por Mané, Salah e Firmino, esperava-se um maior acerto em frente à baliza do Arsenal.

ANÁLISE TÁTICA- ARSENAL FC

A equipa londrina dirigida por Mikel Arteta alinhou num esquema tática de 3-4-3, investindo principalmente no contra-ataque. O papel dos laterais Maitland-Niles e Bellerín foi determinante na recuperação da posição defensiva, e, ofensivamente, procuravam regularmente espaços interiores, fortalecendo o miolo do terreno, apoiando os centro campistas. No processo de construção de jogo a partir da sua própria área, os médios centro cumpriram um papel fulcral, baixando no terreno de jogo, dando mais opções de passe aos defesas centrais, que abriam para as alas, e permitindo aos laterais conquistar profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Emiliano Martínez (7)

Héctor Bellerín (7)

Rob Holding (6)

David Luiz (6)

Kieran Tierney (7)

Ainsley Maitland-Niles (6)

Mohamed Elneny (5)

Granit Xhaka (6)

Bukayo Saka (6)

Eddie Nketiah (5)

Pierre-Emerick Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Cédric Soares (6)

Reiss Nelson (6)

Joe Willock (6)

Sead Kolasinac (5)

ANÁLISE TÁTICA-LIVERPOOL FC

A equipa de Jurgen Klopp alinhou no habitual 4-3-3, com a equipa em bloco bastante subida no terreno de jogo, quer a atacar ou a defender, com pressão alta logo a partir das saídas de bola do Arsenal. Devido ao pendor ofensivo dos laterais dos “Reds”, Milner funcionava com médio de cobertura e Fabinho atuava à frente da defesa como “trinco”, o que fazian de Wijnaldum o médio com mais liberdade e criatividade.

Com a entrada de Keita, Fabinho recuou para defesa central, enquanto o médio guineense atuava como médio mais recuado. O Liverpool passou a atuar num sistema tático próximo de um 4-2-4, tendo Minamino e Mané (posteriormente Curtis Jones) a descaírem para as alas, e tendo Salah e Firmino (e Mané após a saída do avançado brasileiro) no corredor central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Neco Williams (4)

Joe Gomez (7)

Virgil van Dijk (7)

Andrew Robertson (6)

Fabinho (5)

James Milner (6)

Georginio Wijnaldum (5)

Mohamed Salah (6)

Roberto Firmino (5)

Sadio Mané (5)

SUBS UTILIZADOS

Naby Keita (5)

Takumi Minamino (7)

Curtis Jones (6)

Rhian Brewster (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Quaresma: Porque não há duas sem três

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Parece que já não há verão sem que Ricardo Quaresma seja apontado ao FC Porto. Sempre que saem notícias que o jogador possa sair do seu atual clube, um dos emblemas logo conectados ao seu futuro é o azul e branco, ou seja, não haver um mercado em que Quaresma não esteja ligado ao dragões é como fazer um aniversário sem bolo.

Dito isto, alguma imprensa desportiva portuguesa tem noticiado a possibilidade do eventual regresso do “Harry Potter” ao “seu” clube, uma vez que o extremo já afirmou diversas vezes ser adepto do atual campeão nacional.

O campeão da Europa por Portugal em 2016 terminou, no último mês de Junho, o vínculo com o Kasimpasa SK, e, até agora, ainda não se encontra com o seu futuro profissional definido. Ainda há poucos dias, Quaresma foi noticiado como estando na rota do outro grande clube da cidade – o Boavista FC-, o que seria uma autêntica “bomba de mercado”. No entanto, isto foi prontamente negada pelo próprio, numa publicação de bom humor nas suas redes sociais.

Por outro lado, o atleta também já viu o seu nome ser alvo de interesse por partes de clubes brasileiros, mas sem que nenhum tentasse um contacto mais formal. Por isso, tudo aponta para uma terceira passagem pelo Dragão por parte do futebolista. De recordar que a sua primeira fase no FC Porto aconteceu entre 2004 e 2008, tendo depois voltado a vestir a camisola azul e branca no período de 2014 até 2015.

A sua ligação especial com o FC Porto é deveras conhecida e assumida pela estrutura, pelo jogador e pela massa associativa, o que significa que não deve ser muito difícil alcançar “fumo branco” entre as partes envolvidas nas negociações. Aqui, a especial atenção recai sobre Sérgio Conceição, uma vez que cabe ao técnico portista dar o aval para o sucesso das mesmas e oficializar a consumação de um acordo.

A concretizar-se, será mais um negócio que fugirá à política de contratações do FC Porto, pelo menos da fase em que o clube tinha o domínio claro do futebol português na senda de tentar contratar jovens promessas, para que depois consiga retirar rendimento desportivo e financeiro. Neste caso concreto, já se sabe que Ricardo Quaresma já vai a caminho dos seus 37 anos. Faz anos em Setembro, pelo que o retorno financeiro será sempre uma utopia.

Pela vertente desportiva, não há dúvidas da sua capacidade técnica e da sua habilidade, que é um fator que tem faltado ao jogo do FC Porto. Mas a maior dúvida recairá na sua capacidade física, algo tão apreciado por Sérgio Conceição. Por mais que um atleta se cuide, a idade não perdoa ninguém, e é natural que Quaresma já não apresente as mesmas valências de alguns anos atrás.

Desta forma, a sua aquisição será sempre um risco e parecerá ter muito mais um elo emotivo do que racional, pois será um reforço na senda de “Pepe”, que trará liderança, carisma e peso no balneário. Contudo, a sua preponderância já não será a mesma de a de algumas épocas atrás.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP da Bélgica: Che disgrazia, Ferrari!

A ANTEVISÃO: PIM, PAM, PUM, O TRIO DA FRENTE É APENAS UM

Já cá estamos no Grande Prémio da Bélgica, possivelmente o melhor circuito do calendário, cheio de mil e uma histórias de conduções heróicas, perante a meteorologia quase esquizofrénica da floresta das Ardenas.

Começamos com o óbvio e para evitar repetição: O Mercedes de Lewis Hamilton, após uma volta fenomenal que parecia realizada sobre carris, conseguiu a pole position, seguido do colega de equipa Valtteri Bottas (a meio segundo de distância), com Max Verstappen (Red Bull) perto do segundo lugar, a apenas um centésimo de segundo de Bottas.

Um trio frontal expectável, porque são os únicos com um ritmo capaz de vencer uma corrida. Não me vou alongar mais, porque sinto que já escrevi isto durante outras antevisões e rescaldos durante esta temporada.

Finalmente, uma pequena surpresa (a não ser que sejam daqueles que, como eu, prestaram atenção aos Speed Traps nas anteriores corridas). A Renault tem um motor bem jeitoso, com um bom nível de potência, e um carro com uma aerodinâmica bastante esguia para cortar o vento. Graças a isso, colocou os dois pilotos na Q3, com Daniel Ricciardo num excelente quarto lugar ao lado de Verstappen, pelos bons velhos tempos.

O francês Esteban Ocon não acompanhou o ritmo de Ricciardo, ficando, ainda assim, com um bom sexto lugar na grelha. Os Renault mostraram um excelente ritmo durante todas as sessões de treino, e os resultados na qualificação demonstram isso. Pequena curiosidade: apesar de já vencer em Spa na corrida de 2014, esta é a melhor qualificação de sempre de Daniel Ricciardo na pista belga.

Alexander Albon (Red Bull) aparenta estar um pouco mais à vontade no seu monolugar, começando de sexto na grelha – ainda assim a meio segundo de Max Verstappen – para observar se o ritmo de corrida trará algo mais, agora que não tem tanta gente para ultrapassar.

Os McLaren continuam a mostrar ser o carro mais equilibrado do pelotão, conseguindo resultados semelhantes em quase todo o tipo de circuito. O espanhol Carlos Sainz, após um início de temporada tremido, começa a mostrar o porquê de ter sido chamado para a Ferrari, colocando-se em sétimo lugar, com Lando Norris a desapontar um pouco, não passando de 10º.

Uma pequena surpresa foi o ritmo da Racing Point (ou falta dele). Não que tenha sido mau, longe disso, mas esperava-se que lutassem com Max Verstappen pelo terceiro lugar da grelha, e durante os treinos e na qualificação não se aproximaram sequer. Começa Sergio Perez em oitavo e Lance Stroll em nono, após estranhamente realizarem apenas uma rodagem na Qualificação 3.

Os Alpha Tauri portaram-se bastante bem. A certo ponto, parecia até que Pierre Gasly entraria no clube VIP do Top 10. Mas, mesmo no final da Q2, não só foi deixado de fora, como ainda foi ultrapassado pelo colega de equipa, Daniil Kvyat.

Se os Alpha Tauri até se portaram bem, este fim-de-semana está a ser humilhante para outra equipa italiana, a maior delas todas, a Ferrari. Nós já sabíamos que este carro não era bom, depois do acordo secreto com a FIA e o fenomenal motor do ano passado ser colocado no lixo por não estar em conformidade. Sabíamos que o motor era o pior da grelha e que uma pista de alta velocidade como Spa seria complicada para a Scuderia, mas é deveras surpreendente verificar a posição dos Ferrari em 13º e 14º, depois da atrocidade que foi os treinos livres.

Muito raramente se vê uma queda abrupta a este ponto de uma equipa com os recursos da Ferrari. Na pior das hipóteses, há estagnação, mas não um declínio destes.  A probabilidade de pontos é muito baixa, e acredito que Sebastian Vettel e Charles Leclerc passem a noite a realizar a dança da chuva para ver se amanhã não é só a competitividade a contar.

Olhando para o final da grelha, vemos os suspeitos do costume, sendo o único positivo George Russel (Williams), que, mais uma vez, saiu da Q1. As equipas clientes da Ferrari e o Williams da Latifi preenchem os últimos lugares, com os que tem coração italiano a não terem mais para dar do que aquilo.

Fala-se em chuva para amanhã, na zona do circuito. Por favor, que aconteça!, para não ser o mesmo trio a estar novamente no topo do pódio. Caso contrário, temos a batalha do pelotão, que é sempre muito interessante, porque, lá na frente, a probabilidade de Lewis Hamilton mostrar como se cria distanciamento social automóvel é forte.

Foto de capa: Scuderia Ferrari

De Paula na rota encarnada

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O Sport Lisboa e Benfica de Jorge Jesus continua forte no ataque ao mercado de transferências. Após as chegadas de Gilberto, Everton Cebolinha, Luka Waldschmidt, Pedrinho, Jan Vertonghen e Helton Leite, as transferências no clube da Luz não parecem terminar por aqui.

Até ao momento, em contratações, o Benfica já gastou cerca de 70 milhões de euros, sem contar com Vertonghen que assinou a custo zero. Bem, parece que o investimento de Luís Filipe Viera não ficará por aqui e que mais jogadores chegarão a Lisboa nos próximos tempos.

Um dos nomes mais falados recentemente é o de Patrick De Paula, médio defensivo brasileiro de apenas 20 anos. Os valores da transferência rondarão, supostamente, os 18 milhões de euros por 80 porcento do passe do jovem médio.

De Paula tem sido apontado como uma das melhores jovens promessas do Brasil, falando-se até que estará para breve uma chamada à convocatória de Tite para representar os canarinhos. No Palmeiras, Patrick de Paula é um dos destaques, levando até dois golos em 16 jogos nesta temporada.

 

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De Paula tem sido um dos destaques desta temporada do Palmeiras, catapultando o seu nome para a órbita de grandes clubes do futebol europeu

No plantel do Sport Lisboa e Benfica, encontraria a concorrência direta Julian Weigl e, em zonas mais avançadas, Taarabt, Gabriel e até Pizzi. Assim sendo, e a confirmar-se a transferência de De Paula para a Luz, deverão existir saídas no miolo do SL Benfica, e Jorge Jesus poderá até apostar em jogar com dois médios defensivos, fazendo uma parceria Weigl/De Paula.

A sua versatilidade na zona do meio-campo faz de Patrick De Paula um alvo apetecível para o Benfica de Jorge Jesus. Pode atuar como médio defensivo, mas também pode ser um médio “box-to-box“, capaz de jogar em espaços curtos e transportar a bola para zonas mais avançadas no terreno.

De Paula é capaz de se movimentar por todo o campo, tendo a capacidade não só de criar oportunidades de golo, bem como de as finalizar. As bolas paradas são uma das especialidades do médio brasileiro, que tem muito sentido de baliza e faro de golo. Na temporada transata, apontou dez golos em 50 jogos pela equipa de São Paulo.

A sua tenra idade fazem dele um dos jovens jogadores mais apetecíveis do Brasileirão.

Em declarações à Antena 1, De Paula garantiu “estar tranquilo” e que é preciso esperar para ver o rumo que as negociações tomam. As negociações foram também confirmadas por Anderson Barros, diretor para o futebol do Palmeiras, e terão como intermediário Giuliano Bertolucci, que é o empresário do jogador e que tem boas relações com os encarnados, uma vez que é até o agente de Everton Cebolinha.

Assim, Patrick De Paula seria uma boa adição ao plantel do Sport Lisboa e Benfica, embora o setor do meio campo esteja bastante “povoado”. A verdade é que De Paula parece ter um futuro bastante promissor e Jorge Jesus poderá ser o treinador que o jovem necessita para desenvolver o seu jogo.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Francisco Geraldes | O leão que não vergou

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É com muita pena minha que escrevo que Francisco Geraldes já não veste a camisola do Sporting CP. Não propriamente pelo jogador que o clube perdeu, porque teve algumas oportunidades que não aproveitou, mas sim por aquilo que este representava: amor, fidelidade e respeito pela instituição que o viu crescer. Agora, continua a envergar as mesmas cores, mas (novamente) por terras nortenhas.

Chico Geraldes entrou no Sporting CP em 2003, tendo feito toda a sua formação em Alcochete. Considerado um médio criativo, dotado tecnicamente e muito inteligente, o atleta português era conotado como uma das promessas da sua geração, pois demonstrou estas capacidades nas camadas jovens.

Apesar disto, o jogador nunca se conseguiu afirmar pelo clube do coração. Durante o seu processo de crescimento e evolução – nos empréstimos ao Moreirense FC e Rio Ave FC -, Geraldes exibiu toda a sua qualidade. Nestes clubes, conseguiu agarrar a titularidade e mostrar o seu futebol, tendo feito grandes exibições. Teve também duas passagens mais infelizes pelo estrangeiro: falo de Eintracht Frankfurt e AEK de Atenas, onde nunca se afirmou.

Não nego que talvez tenha sido melhor libertar Francisco Geraldes e deixá-lo rumar a outras paragens. Trata-se de um atleta que não encaixava no perfil que Rúben Amorim desejava para a equipa, nem no projeto desportivo do Sporting CP, há já uns bons anos. O atleta já soma 25 anos e o prazo expirou. Como tal, acabou por sair envolvido no negócio de Nuno Santos. Porém, não deixo de ficar triste por ver uma figura tão acarinhada pelos sportinguistas deixar uma casa que lhe é tão especial e o palco que ele sempre sonhou pisar.

Geraldes
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Francisco Geraldes foi o leão que não vergou. O poeta que escreveu inúmeras quadras, mas não conseguiu declamá-las. Resta-me desejar-lhe toda a sorte do mundo, pessoal e profissionalmente.

Começou outro livro, dedica-lhe todo o teu tempo. Boa sorte, Chico.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Nova temporada a caminho

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Esta sexta-feira, realizou-se o sorteio do principal campeonato português de futsal, numa temporada que sucede a uma outra terminada de forma abrupta devido ao novo coronavírus, não atribuindo, assim, título de campeão na pretérita temporada. Graças a esse fator, o campeonato será alargado para 16 equipas em 20/21, faltando ainda apurar as duas que se juntam às 14 da última época.

Depois da turbulência que a pandemia trouxe às nossas vidas, é agora tempo de preparar uma nova época. O primeiro passo essencial foi dado com o sorteio do campeonato, que está previsto arrancar no início de Outubro. Já sentimos grande falta da bola a rolar na quadra, sobretudo agora, que seria altura de preparar a edição de 2020 do campeonato do mundo (entretanto adiada para 2021).

Embora ainda com grandes restrições e sem o sal do desporto – o público nas bancadas-, o novo campeonato até acaba por começar numa data dita normal, visto que a realização do Mundial na Lituânia em Setembro iria inevitavelmente adiar o início da competição para Outubro.

O Sporting pretende recuperar o estatuto de campeão nacional em 2020/21.
Fonte: SCP modalidades

Falando da calendarização propriamente dita, e tendo em conta que ainda não estão definidas todas as integrantes (o play-off que define as duas equipas que se irão juntar às restantes apenas se joga em Setembro), o começo está marcado para o fim-de-semana de 3 de Outubro, com o Benfica a receber o Modicus e o Sporting a ser visitado pelos Leões de Porto Salvo. O ponto alto do campeonato, com um jogo escaldante entre os eternos rivais lisboetas, está marcado para a jornada 11, em Dezembro, no pavilhão João Rocha.

Em Abril, na jornada 26, há novo duelo, mas no pavilhão da Luz. A fase regular termina em Maio, antes da realização dos já habituais play-offs, nos moldes semelhante aos anos anteriores. Como não houve campeão atribuído nesta última época, o alvo a abater continua a ser o campeão 2018/19, o SL Benfica, que interrompeu uma série de três campeonatos consecutivos da equipa de futsal do Sporting CP.

Esperemos que, nessa altura, já não continuemos assolados com esta pandemia, que tanto nos afeta e condiciona o desenrolar da vida normal.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Mariana Plácido

Matheus Uribe: O ator secundário do FC Porto

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Matheus Uribe foi uma das contratações do FC Porto no início da última temporada e custou cerca de 9,50 milhões de euros. O ex-jogador dos mexicanos do CF América foi considerado por muitos uma das revelações do campeonato e justificou, até ao momento, o montante investido.

A transferência, mesmo tendo sido cara, ainda para mais tendo em conta a temporal situação financeira, foi necessária para encontrar um substituto de Herrera, que tinha acabado de sair a custo zero para o Atlético de Madrid, e Uribe foi dado como solução. Embora não tenha tanta influência no momento ofensivo, Héctor também evoluiu nesse sentido e precisou de tempo para se afirmar nos dragões. É certo que Uribe é mais velho que o mexicano e conta igualmente com muitos jogos nas pernas, mas denotou-se rapidamente a sua adaptação ao futebol europeu.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Foi dos jogadores azuis e brancos que mais encantou ao longo desta temporada e encheu ligeiramente os olhos da nação portista com as exibições iniciais, fazendo com que, ao longo do tempo, a maior parte percebesse que se tratava de um jogador com outras características, não tão valorizadas nos dias de hoje.

Matheus é daqueles jogadores que também fazem falta ao futebol na atualidade, pois não dá muito nas vistas, mas está no sítio certo no momento preciso e impede inúmeros ataques aos adversários, servindo como um estanque do setor defensivo. Por outro lado, faz também a equipa jogar e demonstra critério no momento do passe.

Apesar de não ser tão deslumbrante como muitos da sua posição que vestiram a camisola azul e branca, é daqueles que ganha muitos pontos pela solidez oferecida ao clube, pela consistência demonstrada ao longo da época desportiva e pela garra depositada em cada lance.

Previsão dos prémios individuais da NBA: MIP #3

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Depois de realizarmos uma previsão para os potenciais vencedores de MVP e defensor do ano da NBA, respetivamente, iremos analisar aquele que poderá ganhar o prémio de MIP (jogador com maior evolução).

De relembrar que a atribuição do prémio é feita conforme o rendimento dos jogadores até ao momento da suspensão da liga (11 de março).

Foto de capa: NBA

Lewandowski é o virtual vencedor da Bola de Ouro 2019/2020

“Lewandowski merecia a bola de ouro”

Estas foram as palavras de Jerome Boateng, que não teve dúvidas em afirmar que Robert Lewandowski foi um dos principais afetados pelo cancelamento da entrega da Bola de Ouro em 2020. No fundo, o central alemão apenas verbalizou uma ideia que parece estar na cabeça de muitos adeptos.

Vamos por partes: a pandemia causada pelo Covid-19 cancelou o prémio da Bola de Ouro 2020, entregue pela France Football. Apesar de ainda existir o prémio “Best” da FIFA, que este ano não deverá fugir ao polaco, a verdade é que o prémio mais cobiçado do mundo do futebol não vai ser entregue pela primeira vez desde 1956. A revista francesa justificou a decisão referindo que não existem condições justas para a tradicional premiação acontecer. Imediatamente, a internet e as redes sociais reagiram de maneira negativa, instalando-se uma ideia de que alguns jogadores seriam bastante prejudicados, com especial enfoque no atacante Robert Lewandowski, do FC Bayern de Munique, apontado de forma quase unânime como o melhor jogador da temporada na Europa.

O jogador polaco, apesar de estar há vários anos ao mais alto nível e apresentar sempre números fantásticos, está claramente no auge da sua carreira. Não só por ser uma máquina goleadora, mas igualmente por trabalhar muito bem outros aspetos do jogo, como a abertura de espaços, assistências ou a leitura de jogo.

O presidente do Bayern, Karl-Heinz Rummenigge, juntou-se ao clube de fãs do jogador, referindo que o polaco vive o melhor ano da carreira e por isso merecia ser coroado com uma Bola de Ouro. O presidente alemão afirmou ainda que pondera solicitar à Fifa o reconsiderar do cancelamento do evento. Também Hansi Flick, treinador dos bávaros, e Lothar Matthaus, lenda do clube alemão, alinharam no mesmo discurso.

A extraordinária temporada de Robert Lewandowski ao serviço do Bayern Munique – apontou 55 golos em 47 jogos – permite-nos dissipar dúvidas e afirmar que o dianteiro polaco é, nesta altura, o melhor jogador do mundo. Se os números em “bruto” já impressionam (mais golos do que jogos), percebe-se a magnitude dos feitos alcançados quando verificamos que além de ter conquistado os três principais troféus da época a nível coletivo (campeonato, taça e Liga dos Campeões), do ponto de vista individual foi o melhor marcador de todas as competições em que participou. Além disso, este ano ficou a apenas uma assistência de terminar a Liga dos Campeões como o jogador com mais assistências.

Lewandowski, que é o quarto maior artilheiro da história da Liga dos Campeões, com um total de 68 golos, quebrou o domínio do português Cristiano Ronaldo e do argentino Lionel Messi, ​​que foram dividindo o título de melhor marcador da competição nas últimas 12 temporadas.


Desculpem a insistência, mas o melhor jogador do mundo chama-se Lewandowski, ponto final. Se as competições quase todas terminaram, se os jogos foram feitos até ao final, não existe motivo para não atribuição do prémio por parte da France Football. Será receio de terminar com o domínio “Cristiano Ronaldo – Messi”?

Sou grato de ter assistido ao futebol que nos foi oferecido por dois monstros como Cristiano e Messi, mas está na altura de abrir a janela de oportunidades e olhar com outros olhos para jogadores como Lewandowski, De Bruyne ou Sadio Mané (já para não falar nos sempre esquecidos defesas) que há vários anos reivindicam um lugar dourado nos pódios do futebol.

Este deveria ser o ano ideal para isso, afinal de contas estamos em 2020, o ano em que tudo acontece.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Kubacki domina e (não) ganha Grande Prémio de Verão

Domínio polaco completo nas duas provas do Grande Prémio de Verão de 2020, com os homens do leste europeu a ocupar todas as posições do podium em ambos os eventos, que decorreram em casa, em Wisla.

Dawid Kubacki, vencedor da Geral em 2017 e 2019, ou seja, o campeão em título, triunfou de maneira semelhante nos dois dias, sendo o melhor no primeiro salto e abordando a segunda ronda já com uma margem confortável em que um salto entre os melhores serviu para defender a sua posição.

Contudo, Kubacki não poderá juntar o título da Geral aos dois que já tem, uma vez que a FIS decidiu não o atribuir esta época por apenas se realizarem duas etapas.

Os restantes lugares do podium também foram repetidos, com Kamil Stoch e Piotr Zyla a serem duplamente, respetivamente, segundo e terceiro.

A juventude esteve presente a bom nível. Outro polaco, Tomasz Pilch, 19 anos, foi o que mais se destacou, com um quarto posto na primeira prova e um sétimo na segunda. Timi Zajc, 20 anos, brilhou no segundo dia com um quarto lugar depois de na primeira competição nem se ter apurado para a ronda final. David Haagen, 18 anos, e Sander Vossan Eriksen, 19 anos, também conseguiram um top 10 cada um.

Nota positiva também para o suíço Simon Ammann. O sorridente veterano ex-campeão olímpico e mundial não esteve em grande nível na segunda competição, mas já tinha feito o suficiente com um quinto na jornada anterior com dois bons saltos, um raro resultado tão alto para uma lenda do desporto, mas que já há alguns anos passou do seu pico de carreira.

Do lado das desilusões, é Peter Prevc que marca a competição. O esloveno foi incapaz de entrar nos primeiros lugares em ambas as competições e três dos seus quatro saltos foram bastante humildes, apenas o último esteve ao nível dos melhores.

No regresso das estrelas dos saltos de ski após a pandemia, a Polónia aproveitou para mostrar como se vai colocando ao nível das grandes nações e Kubacki reforçando o seu estatuto entre os melhores da modalidade. No entanto, com nomes como Kraft, Geiger, Kobayashi, Leyhe ou Forfang a não estarem presentes, não será produtivo tirar demasiadas conclusões desta prova para a Taça do Mundo da nova época.

Foto de Capa: FIS-SKI

Artigo revisto por Joana Mendes