O futebol é, cada vez mais, um negócio que move milhões e milhões de euros e que consiste na transferência de ativos de um clube para a outro a troco de um exagerado valor monetário. O que hoje é uma pechincha, há uns anos atrás era um balúrdio, e muitos defendem que isto é algo que apenas vem denegrir e desformatar o desporto rei.
Todos os clubes têm uma vasta equipa que analisa detalhadamente os jogadores antes de estes se tornarem em alvos de interesse, para que todas as contratações sejam o mais certeiras e proveitosas possíveis. São inúmeros os casos em que isto aconteceu e são vários os clubes que cresceram devido às boas contratações que fizeram.
Ainda assim, e como sempre acontece, nem tudo pode correr bem, e há vários jogadores que, por razões não tão positivas, também acabam por se destacar nos clubes por onde passam, e que por isso também não são facilmente esquecidos pelos adeptos.
Assim, fazemos hoje uma lista das cinco transferências menos bem sucedidas (flops) do futebol europeu, marcada por nomes que, por uma ou outra razão, deixaram muito a desejar tendo em conta aquilo que deles era esperado.
Esta terça-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe o Vitória FC, num jogo a contar para a 33ª jornada do campeonato. Na presente época, o clube de Alvalade defronta pela segunda vez os sadinos, tendo vencido no Bonfim por 3-1.
O Vitória FC liderado por Lito Vidigal encontra-se numa posição delicada na tabela classificativa. Neste momento, faltando apenas disputar dois jogos, os sadinos somam 30 pontos, os mesmos do Portimonense. Por isso, é urgente pontuar, na luta pela manutenção.
Já o Sporting CP em caso de vitória confirma o terceiro lugar, que dará acesso à fase de grupos da Liga Europa. Rúben Amorim tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com exceção de Luiz Phellype devido a lesão. Assim, o treinador leonino deverá apresentar um onze semelhante ao que defrontou o FC Porto, na última jornada, no seu esquema de 3X4X3.
A equipa de Setúbal, liderada por Lito Vidigal, tem duas baixas: Guedes e Pires. Nesse sentido, deverá escolher o seu “onze” com algumas alterações, podendo mudar a sua estrutura para 4X3X3. O Vitória FC ocupa o 17º lugar da tabela classificativa, somando 30 pontos.
Nesta antevisão, trago-vos o momento do Sporting CP e de Vitória FC, e ainda, o confronto direto entre os dois emblemas. A estatísticas valem o que valem, mas a história tem o seu peso. O que irá acontecer esta terça-feira em Alvalade?
As saudades apertam. Quase cinco meses depois, a NBA está prestes a voltar a preencher as madrugadas que pareceram vazias durante demasiado tempo. O regresso entusiasma mas, ao mesmo tempo, assusta. Demasiados jogadores estão a abandonar e a desistir deste novo formato, que tem mais incertezas que certezas.
Todos os olhares dos adeptos de basquetebol convergem em Orlando. A cidade do sul dos Estados Unidos da América foi a escolhida para terminar a temporada da melhor liga de basquetebol do mundo. O plano que parecia perfeito, aos poucos está a tornar-se permeável, com problemas difíceis de resolver.
Foi garantido aos franchises a maior segurança possível. A Disneyland tornou-se a “bolha” e a muralha que supostamente permitia uma rotina sem o nome “Coronavírus” nas conversas paralelas. No entanto, já existem casos de basquetebolistas infetados do lado de fora da barricada, e alguns bem conhecidos, como é o caso de Russell Westbrook, estrela dos Houston Rockets.
Além da doença pandémica, outras polémicas prometem mexer com a organização. Montrezl Harrell e Zion Williamson abandonaram as instalações para resolver assuntos pessoais. Espera-se que em breve outros atletas sigam o mesmo caminho, e prova que as expectativas de pouco perigo não estão a ser cumpridas.
Contudo, parece que a única certeza é o regresso da NBA no dia 30 de julho. Os New Orleans Pelicans e os Utah Jazz são os primeiros a disputar a bola lançada ao ar pelo árbitro. Como já vimos nos mais variados desportos, não há público, e tudo vai ser diferente do espetáculo a que fomos habituados ao longo dos anos.
Entretanto, chegou uma boa notícia. Os 346 jogadores que se encontram em isolamento testaram negativo para o vírus, mas esperam-se três meses duros para manter esse número.
A dúvida permanece: Será possível terminar a temporada? Os EUA continuam a ser o país com mais casos diários da Covid-19, e há muito mais em causa do que encontrar um campeão. Até lá, continuamos ansiosos e com vontade de ver os trunfos que as equipas vão apostar na fase final da temporada, sem esperar outra interrupção, pois seria muito mau sinal.
SS Lazio e Juventus FC protagonizaram o jogo grande da 34.ª jornada da Serie A. Um jogo que ficou ainda mais “apetitoso” depois do empate entre Hellas Verona e Atalanta, que veio apimentar a luta pelo pódio do principal escalão do futebol italiano. Importa, desde já, referir três curiosidades sobre o jogo entre os gigantes do calcio: frente a frente estiveram as duas melhores defesas do campeonato (com 35 golos sofridos cada); a Juventus FC procurou, a todo o custo, derrotar a SS Lazio, por ser a única equipa que ainda não conseguiu vencer em Itália nesta temporada; jogou-se, diretamente, o duelo pelo prémio de melhor marcador da Serie A – Cristiano Ronaldo vs. Ciro Immobile.
Os bianconeri entraram mais fortes, impondo um ritmo elevado e hegemonia da partida para não permitir que a SS Lazio impusesse o veneno que o técnico dos romanos tão bem estudou – o contra-ataque. O domínio da Juventus continuou avassalador, porém, o golo laziale quase chegou aos 43 minutos por intermédio do (ainda) melhor marcador da Liga, Ciro Immobile. Um remate fortíssimo do meio da rua do ponta-de-lança italiano fez tremer o poste da baliza da Juventus, para grande alívio da octacampeã que, por pouco, não foi para o intervalo a perder o jogo.
Em nova entrada forte, a vecchia signora ia desfazendo o nulo logo aos 46 minutos numa jogada individual de Dybala que, com alguma confusão e muita insistência ao barulho, passa a bola a Cristiano Ronaldo que fez um remate frouxo e deixa a bola a saltitar em cima da linha de golo. Valeu o alívio do ala direito, Manuel Lazzari, a adiar o protagonismo do português.
A inegociável pressão da Juventus deu, inevitavelmente, frutos. Logo na jogada seguinte, Cristiano Ronaldo ensaia um remate de pé esquerdo que acaba com uma mão do defesa-central angolano, Bastos. Apesar de o juiz da partida, Daniele Orsato, ter assinalado um livre à entrada da área, o VAR acabou por indiciar que a infração ocorreu dentro da grande área e o árbitro assinalou uma grande penalidade para a equipa bianconera. Aos 50 minutos, Cristiano Ronaldo não perdoa da marca do castigo máximo e abre o marcador: 1-0 para a Juve.
Quatro minutos depois, a partida ficou sentenciada. O defesa-central Luiz Felipe sucumbe ao pressing imposto por Dybala, que lhe rouba a bola e a cavalga isolado até à área da Lazio, acompanhado por Cristiano Ronaldo. De avental e bandeja, o argentino serve o português que marca, de pé esquerdo, o segundo da partida e o 30.º da época. Com este golo, ultrapassa circunstancialmente o adversário desta noite, Immobile, na corrida pelo prémio de melhor marcador da Serie A.
Aos 81 minutos, Ciro Immobile sofre uma falta infantil de Leonardo Bonucci dentro da grande área, que obriga Daniele Orsato a apontar para a marca de penátli pela segunda vez na partida. Nem Szczesny conseguiu esconder o desalento perante a abordagem do italiano. Immobile converte, reduz a diferença e volta a igualar as contas para a corrida de melhor marcador. Cristiano 30-30 Ciro.
A Juventus FC viu-se obrigada a arrefecer um final de jogo escaldante, com uma grande pujança ofensiva da Lazio e conseguiu fazê-lo. O resultado final ficou fixado nos 2-1 favoráveis à Juventus, que lidera agora o campeonato italiano com oito pontos de vantagem sobre o segundo classificado, Inter de Milão. A SS Lazio, claro, falha o assalto ao pódio, mantendo-se no quarto lugar da tabela classificativa e mantém a péssima forma neste recomeço pós quarentena. Em oito jogos, cinco derrotas, duas vitórias e um empate.
Diante desta Lazio, já se viu algo de campeã nesta Juventus, que apesar de não estar a jogar o seu melhor futebol, foi uma justíssima vencedora da partida. Cristiano Ronaldo e Dybala estão completamente imparáveis. Num jogo muito difícil, Ciro Immobile ainda conseguiu dar um ar de sua graça, mas não foi o suficiente. Nova menção honrosa para o médio uruguaio, Bentancur, que está a melhorar a olhos vistos de jogo para jogo.
Cristiano Ronaldo – Inconformado e incansável. Vão 30 golos em 30 jogos para Cristiano Ronaldo que está numa grande forma nesta ponta final da Serie A. Marcou dois e só não faz o hat-trick porque mandou uma ao poste e Lazzari tirou outra de cima da linha. Empatou o assalto ao troféu de melhor marcador da Liga e ainda vai, certamente, correr atrás da Bota de Ouro, neste momento liderada por Lewandowski (que conta com 34 golos em 34 jogos).
Bastos – É o culpado principal do penálti que desbloqueou a vitória da Juventus, ainda que tenha tido azar na abordagem ao lance. De resto, foi sempre o pior defesa duma equipa que depende muito dos seus defesas. Não foi um jogo fácil para o angolano.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
Maurizio Sarri não inventa para lá daquilo que sabe: o mais simples dos simples 4-3-3, com os melhores disponíveis a jogar e o resultado há-de chegar. Dito e feito. Domínio da posse da bola, hegemonia e controlo total do jogo para evitar que a bola chegue ao ataque laziale e ao sempre letal Immobile. A turma de Sarri foi a melhor equipa no aspeto técnico, tático e prático. Um bom jogo da Juventus que pode dormir descansada a pensar no eneacampeonato, que é cada vez mais uma realidade.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Szczesny (7)
Cuadrado (6)
Bonucci (5)
De Ligt (6)
Alex Sandro (5)
Ramsey (6)
Bentancur (7)
Rabiot (6)
Douglas Costa (6)
Cristiano Ronaldo (9)
Dybala (8)
SUBS UTILIZADOS
Matuidi (6)
Danilo (5)
Rugani (-)
ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO
O técnico laziale Simone Inzaghi desenhou o seu já habitual 3-5-2 defensivo para defrontar a vecchia signora. A SS Lazio foi, como sempre, uma equipa com fortes inspirações na concentração defensiva e consequente contra-ataque. A tática foi traída pelo ferro no final da 1.ª parte, e se aquela bola entrava… Se calhar a história era outra. O 3-5-2 de Inzaghi já deu muitos frutos, mas também tem os seus riscos. Na Allianz Arena, foi uma das vezes em que correu mal e a SS Lazio volta à capital, pela primeira vez esta época, derrotada por Maurizio Sarri.
Em mais uma emissão de BnR TV, voltámos a contar com um convidado de luxo: José Pedro, ex-jogador de, entre outros, Boavista, Vitória de Setúbal e Belenenses, foi chamado a jogo para, com o painel de comentadores da casa, discutir o que ainda falta jogar da Primeira Liga Portuguesa.
Se no que respeita à luta pelo terceiro lugar, as posições parecem definidas, a disputa pelo quinto posto – que dá acesso à 2.ª Pré-Eliminatória da Liga Europa – e, sobretudo, pela manutenção, está mais renhida que nunca.
Para José Pedro, que conta com quase uma centena de jogos ao serviço dos sadinos, o Vitória Futebol Clube é, atualmente, a equipa com maior probabilidade de acompanhar o Desportivo das Aves na descida de divisão. “Por mais que me custe, e dado o panorama, vejo o Vitória com imensas dificuldades”, afirmou o ex-médio.
Entre várias histórias, o atual treinador adjunto da equipa técnica de Silas recordou os tempos em que foi orientado por Jorge Jesus, “o melhor treinador que apanhou” e que “vem para acrescentar valor ao futebol português”.
Sobre o futuro, disse que no imediato o objetivo passa por concluir o IV nível de treinador, mas não pôs de parte a possibilidade de abraçar um novo desafio na próxima época, ao lado de Silas, estando o Panathinaikos na linha da frente das opções do ex-Sporting.
Com Miguel Ferreira de Araújo, Diogo Soares Loureiro, Frederico Seruya e o ex-jogador José Pedro.
Era noite de consagração no Dragão. O convidado de honra? O Moreirense FC, emblema que, um pouco à imagem do FC Porto, pisava o tapete verde com a vida relativamente tranquila, assente sobre um honroso oitavo lugar.
E, se é comum dizer-se que quando uma equipa joga livre de preocupações maiores os golos costumam aparecer, que efeitos trarão ao jogo duas equipas “despreocupadas”? Isso mesmo, trarão golos.
Em primeiro lugar, ainda antes do cronómetro apontar para o quarto minuto de jogo, Luis Díaz, após cruzamento de Alex Telles, cabeceia livre de grandes constrangimentos e inaugura o marcador num despido Dragão.
No entanto, aquilo que os azuis e brancos conseguem fazer, o Moreirense também é capaz. Prova disso foi a cabeçada do artilheiro Fábio Abreu, em resposta a um cruzamento de Abdu Conté. Tudo igual na Invicta.
Até ao descanso, o perigo teimou em rondar ambas as balizas, mas, ora por mérito dos guardiões, ora por demérito de quem ataca, o esférico teimava em não beijar uma vez mais as redes.
O regresso dos balneários não trouxe mexidas, todavia trouxe golos, bem mais do que aqueles ocorridos na primeira metade (desta vez, contudo, todos para o mesmo lado).
Logo aos cinquenta e um minutos, uma bola em profundidade colocada em Marega que permitiu ao maliano assistir Otávio para o segundo dos dragões.
O terceiro tento pouco tardou a chegar: Díaz, no frente a frente com Pasinato, dribla o guardião que o derruba. Castigo máximo assinalado e Alex Telles assumiu a responsabilidade, dilatando ainda mais a vantagem azul e branca.
Faltava, no entanto, mais um golo de bola parada. E que agradável surpresa! Livre direto cobrado de forma irrepreensível por Marega. 4-1.
Golos de cabeça, de livre, de penálti… Mas faltava algo. Faltava um hino ao futebol. Combinação entre Luis Díaz, Otávio e Soares; resultado final: quinto golo dos dragões.
Infelizmente para o Moreirense, o novo campeão nacional ainda não estava saciado: faltava ainda o sexto. O trio responsável pelo quinto esteve na autoria do sexto, sendo novamente Soares o responsável por introduzir o esférico no fundo da baliza visitante.
Ufa! Chegámos ao fim. Triunfo do FC Porto, uma goleada das antigas, a cereja no topo de um belo bolo.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Luis Díaz – É difícil fugir a um jogador que participa diretamente em cinco dos seis golos. Díaz marca um, participa nos últimos dois e sofre as faltas que originam os terceiro e quarto golos. Exibição incrível!
O FORA DE JOGO
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Mesmo em casa podes criar o teu próprio ambiente de estádio. Partilha connosco as tuas fotos equipado a rigor e vamos todos juntos lutar pelos 3️⃣ pontos! 💪
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀#SomosSempreMoreirense#VSCMFCpic.twitter.com/hjrQxQe1f1
— Moreirense Futebol Clube (@MoreirenseFC38) June 19, 2020
Segunda parte do Moreirense FC – Quem viu a primeira metade da turma de Moreira de Cónegos dificilmente perspetivava o que decorreria na segunda. Uma equipa coesa defensivamente e venenosa em termos ofensivos, viu todas as suas esperanças irem por água abaixo devido à entrada fortíssima do FC Porto.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
No que toca às escolhas iniciais, Sérgio Conceição optou por rodar alguns elementos. Desde logo, na baliza, Diogo Costa assumiu a titularidade; no que a jogadores de campo diz respeito, Diogo Leite no lugar do castigado Pepe, enquanto que Corona regressava ao onze em detrimento de Loum.
Relativamente ao desenho tático, os dragões entraram em campo com um 4-2-3-1 em mente, com os três jogadores mais próximos de Marega, Díaz, Fábio Vieira e Corona, em constante alternância posicional.
Ainda antes do intervalo, a inclusão de Uribe permitiu libertar um pouco mais Otávio. Facto é que, coincidência ou não, o FC Porto consegue atropelar o Moreirense na segunda metade, com o brasileiro a participar diretamente em três golos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
Manafá (6)
Mbemba (6)
Diogo Leite (5)
Alex Telles (7)
Danilo Pereira (6)
Otávio (8)
Fábio Vieira (4)
Corona (7)
Luis Díaz (9)
Marega (7)
SUBS UTILIZADOS
Uribe (6)
Soares (7)
Mbaye (5)
Loum (5)
Vitinha (5)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Assistiu-se a uma completa revolução nas escolhas iniciais de Ricardo Soares. Comparativamente ao onze do anterior confronto, os visitantes mantiveram apenas dois elementos: João Aurélio e Halliche.
Facto é que nesta visita ao terreno do novo campeão nacional, os homens de Moreira de Cónegos adotaram uma vez mais um 4-5-1, com Mané mais próximo do quarteto defensivo.
Uma das principais apostas do técnico visitante para este jogo passava muito pelas alas, onde os extremos tinham constantemente o apoio do respetivo lateral, sobretudo durante o decorrer da primeira parte.
Na segunda metade, a equipa claramente foi abaixo depois da entrada fortíssima do FC Porto.
A CRÓNICA: TONDELA VENCE BRAGA FERIDO E DÁ MAIS UM PASSO NA MANUTENÇÃO
O Estádio João Cardoso recebeu um encontro que ficou marcado pelo equilíbrio entre ambas as equipas do início ao fim. Com dois opositores com ambições bem definidas, foi o CD Tondela a levar a melhor.
A primeira parte do jogo foi marcada pela determinação dos dois plantéis, com poucas oportunidades de golo. Os defesas do CD Tondela conseguiram anular a ofensiva dos guerreiros do Minho e o contrário também aconteceu. Essa simetria de jogo entre as equipas foi a maior razão para o nulo no marcador ao intervalo.
Os segundos 45 minutos ditaram por completo o rumo e o final do encontro. Com uma equipa do CD Tondela mais agressiva e ofensiva, o momento decisivo da partida teve lugar aos 74 minutos. Após uma excelente defesa de Matheus, foi o central Yohan Tavares que concretizou para a equipa da casa numa recarga e garantiu os três pontos valiosos para os beirões.
As substituições efetuadas pelo SC Braga em pouco ou nada alteraram a forma de jogar dos minhotos. Fransergio, que surgiu no lugar de André Horta, pouco se mostrou no jogo e não o alterou da maneira que Artur Jorge pretendia. A lesão de Rui Fonte também obrigou a entrada forçada de Abel Ruiz que, apesar de “estar fresco”, também foi algo nulo na construção ofensiva do SC Braga.
Já as alterações na equipa beirã foram mais decisivas no decorrer da partida. Natxo González alterou o meio-campo do CD Tondela ao intervalo, ao lançar João Pedro e Richard, e isso mudou a visão dos beirões no encontro. Ricardo Valente também demonstrou uma grande postura ofensiva no encontro, sendo que, logo após a sua entrada, deu-se o golo da equipa da casa.
A expulsão do central Filipe Ferreira ainda fez tremer o CD Tondela, mas a vontade de se manterem no campeonato falou mais alto e os beirões conseguiram manter o resultado e juntar mais três pontos.
Com esta vitória, o CD Tondela fica mais perto de garantir a manutenção e o SC Braga pode atrasar-se na luta pelo terceiro lugar do campeonato.
Yohan Tavares – Foi o homem mais valioso do CD Tondela e do encontro. Para além de fundamental na defesa da equipa da casa, o golo do central francês foi um fator decisivo na luta pela manutenção dos beirões.
O FORA DE JOGO
Filipe Ferreira – Apesar de alguns bons traços deixados por Filipe Ferreira ao longo do encontro, foi a sua agressividade que marcou negativamente a sua exibição. Expulso após receber dois cartões amarelos, o lateral português deixou marcas no encontro.
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
O CD Tondela optou por um 4-3-3 com uma abordagem bastante equilibrada. No entanto, o seu tipo de jogo ficou marcado um pouco pela agressividade, pautada pela dificuldade do jogo e pelo que este precisava de ter, para alcançar a vitória frente à equipa minhota.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Babacar (6)
Tiago Almeida (6)
Yohan Tavares (8)
Philipe Sampaio (7)
Filipe Ferreira (3)
Jhon Murillo (5)
Jaquité (6)
Pepelu (6)
Telmo Arcanjo (5)
Ronan (5)
Jonathan Toro (5)
SUBS UTILIZADOS
João Pedro (5)
Richard (5)
Ricardo Valente (6)
Petkovic (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Artur Jorge escolheu um 4-4-2 tradicional para enfrentar o CD Tondela. Como imagem típica da equipa minhota, que enfrentou um desafio fulcral para continuar na corrida do terceiro posto do campeonato, foi possível observar as jogadas do Braga pelo flanco direito através dos cruzamentos de Ricardo Esgaio e, também, os movimentos interiores do jovem Trincão.
Diretamente de Londres, Great Britain, fala com o Bola na Rede uma das torres de Loulé. Idalécio Rosa, defesa central que fez carreira no futebol português, abre a porta para muitas histórias que têm como protagonistas figuras bem conhecidas do nosso futebol. Do duelo com Giuly e companhia, no calor do Algarve, à mudança para frio do Minho, das instruções do “capitão” Ivo Vieira na Madeira, às lições a Fábio Coentrão em Vila do Conde, sem nunca esquecer um título da Segunda Liga que… Não celebrou. O Idalécio ganha esta Bola nas alturas e cabeceia para o fundo da Rede.
– A torre de Loulé no rumo ao Estrelato –
«Acordava cedo e arriscava chegar e levar umas cinturadas, mas o gosto pelo futebol sempre se sobrepôs»
Bola na Rede (BnR): Como é que tens vivido a pandemia?
Idalécio Rosa (IR): Para já, agradecer mais uma vez a oportunidade de estarmos aqui à conversa, e depois dizer-te que este período de pandemia, que nos afetou a todos, tem sido de preocupação e apreensão pelas notícias que vieram a público, pelas mortes que foram sendo notícia, sem sabermos muito bem o que era, como era, alguns produtos que temos nos hipermercados estavam esgotados. Depois, foi ter o cuidado, uma vez que o lockdown aqui não foi obrigatório. Aqui, as pessoas sempre puderam andar à vontade, mas não havia máscaras e luvas, e optámos por ficar em casa e ir só ao supermercado. Sempre que íamos às compras, íamos com a sensação de estar a entrar num sítio contaminado, foi complicado e continua a ser porque não sabemos onde o vírus está e temos de ter os cuidados necessários.
BnR: Têm sido tempos distintos.
IR: Os nossos trabalhos fecharam a 20 de março e ainda não regressamos. Não sabemos quando vamos voltar, nem eu nem a minha mulher. Estamos num plano do Governo, em que somos apoiados em 80%, o que não é bom nem é mau. Sabemos que há pessoas em muito piores condições que nós, temos de dar graças a que tudo esteja a correr dentro da normalidade. Quanto ao vírus, não sabemos se o tivemos ou não. Antes de entrar em lockdown, estive com tosse e falta de apetite, que são sintomas, mas nunca foi feito nenhum teste, nem se fala em fazer testes. Temos passado o tempo em família, fazemos vídeos juntos para o Tik-Tok e vemos muita televisão e muitos filmes.
BnR:Durante toda a tua carreira, não sofreste o impacto das redes sociais que os jogadores atualmente sofrem, com as suas vidas expostas todos os dias. Como vês esta interferência das redes sociais no futebol?
IR: De facto, na altura não havia o acesso às redes sociais e a facilidade que há hoje. Tem a sua coisa positiva, em termos de promoção dos atletas e de visualização, mas cada um tem que ter mais cuidado, uma vez que têm sido vários os episódios em que eles, enquanto profissionais, têm celebrado situações em alturas que não o podem fazer, e publicam essas fotos e vídeos, o que lhes tem trazido muitos problemas.
BnR: Como o caso do Mirko Antonucci, do Vitória FC.
IR: Eles alegaram que tinha que ver com isso, com o caso dos Tik-Toks no hotel. Acho que isso acaba por ser um motivo de distração, mas a distração tem de ser bem gerida. Isto é viciante e giro, mas há toda uma profissão onde os jogadores têm de se salvaguardar e proteger para não serem apanhados em situações dessas. Eu acho imensa piada às redes sociais, uso para me divertir, não é para me gabar nem armar. Mando uma boca, os meus amigos em Portugal mandam outra, e é assim. Mesmo no restaurante, eles diziam que eu publicava demais e bloquearam-me, mas depois eram os primeiros a incentivar-me a tirar as fotos.
BnR:Tu começas a tua carreira profissional no Louletano.
IR: Eu sou natural de Alcochete, do Montijo. Com 12 anos, os meus pais separaram-se e eu já praticava futebol 7 no Atlético do Montijo, num gimnodesportivo, além do futebol nas ruas, na calçada. Nunca tive muito o apoio do meu pai, queria que fosse médico e advogado, mas a minha mãe foi-me encobrindo um bocadinho, e lá acordava cedo e arriscava chegar e levar umas cinturadas, mas o gosto pelo futebol sempre se sobrepôs. Então vou para Loulé com a minha mãe, e começo a jogar em iniciado de segundo ano. Já tinha ingressado no Montijo como federado, assinei o contrato de formação com 11 anos, então, no Louletano, tive de esperar. Estive um ano só a praticar, fiz lá a minha formação toda até chegar aos seniores. Com 18 anos, idade de júnior, assinei contrato profissional de três anos, em que fui emprestado, uma vez que os juniores do Louletano estavam na distrital, não havia competição nacional, e fui convidado para ir para o Almacilense, da terceira divisão, para disputar o campeonato nacional com os seniores.
BnR:Durante toda a tua formação foste defesa central?
IR: Sim, talvez pela estatura, pelas caraterísticas. Eu sou da opinião que, na formação, devemos experimentar várias posições. O treinador faz essa análise, ou deveria fazer, tendo em conta caraterísticas físicas, técnicas, e então a posição que me foi atribuída, embora tivesse alguma técnica, foi defesa central. Adaptei-me e foi por ali que fiz o meu percurso no Louletano.
BnR: E ficou uma grande torre em Loulé.
IR: Sim, sempre me destaquei dos outros por ser muito alto, e, a partir daí, nomearam-me uma das torres do Louletano. Na altura, nos seniores, eu, o João Carlos e o Pagani éramos as três torres louletanas. Eu jogava mais do lado esquerdo, tive a oportunidade de jogar a defesa esquerdo, já que os defesas centrais eram muito fortes e experientes, e isso permitiu-me crescer muito e aceitei isso de bom grado. O importante era estar no onze e é isso que muitas vezes os jovens não entendem, amuam e perdem oportunidade de dar continuidade às suas carreiras por essa falta de humildade e espírito de sacrifício. Falta em alguns deles ambição, as coisas vêm tão fáceis hoje em dia. Antigamente era uma guerra para ter umas sapatilhas para jogar à bola, hoje em dia têm, é normal pela evolução dos tempos, e querem ter tudo do bom e do melhor, e esquecem-se que os pais fazem sacrifícios enormes para lhes poder dar isso, e depois não se sacrificam. É a opinião que eu tenho, e que eu vejo, e por ter passado pela formação.
BnR:Tu falaste na adaptação ao balneário, que era completamente diferente antigamente do que é agora, mas também há a questão da adaptação à posição. Tiveste de te adaptar a defesa esquerdo, uma posição que mudou em relação aos dias de hoje, em que o defesa esquerdo é mais um ala, enquanto que antigamente era muito posicional. Tiraste vantagem disso talvez, mas o teu sucesso derivou dessa adaptação, concordas?
IR: Exatamente, temos de nos adaptar às necessidades da equipa, do treinador, e pôr em prática as nossas caraterísticas, reconhecendo as dificuldades que cada um de nós tem, mas tentando aperfeiçoá-las em cada treino, em cada jogo, em todos os momentos que tenhamos essa oportunidade. Jogando como titulares ou cinco minutos, essa sempre foi a minha mentalidade, dar o meu melhor e adaptarmos as necessidades do treinador e da equipa.
BnR:Depois vais para o Farense, e aqui eu gostava de destacar a tua primeira experiência na Europa. Podes contar-nos como foi?
IR: Foi extremamente positivo. O Farense vinha de várias excelentes épocas, mas aquela com o apuramento para a Taça UEFA foi espetacular. Houve uma razia no plantel, até porque havia muita qualidade na equipa, e devido às dificuldades financeiras do clube muitos jogadores foram embora com rescisões e para clubes melhores, mas vendas não foram concretizadas. A única que foi concretizada foi o Jorge Soares, que foi para o Benfica, mas continuou por mais um ano, e houve a entrada de algum dinheiro, mas foram muitos os jogadores que saíram sem que entrasse nenhum dinheiro.
BnR: Mesmo assim, formaram um grupo muito competitivo.
IR: Assim sendo, o mister Paco Fortes teve a necessidade de recorrer a alguns jovens que estivessem pela zona do Algarve, e, em conjunto com jogadores bastantes experientes, Cacioli, Paiva, Djukic, Hajry, depois trouxe Pedro Miguel, defesa central, Carlos Costa, formámos uma excelente equipa. Mas, para lutar frente a um Lyon cheio de jovens talentos de muito valor, onde se destacavam o Giuly e o Maurice, era complicado. Foi muito bom, foi uma grande experiência, tive a oportunidade de realizar os dois jogos, foi um motivo de grande orgulho, mas foi tudo muito rápido. É tudo muito rápido, chegas à primeira divisão, começas a jogar, tens a oportunidade da Taça UEFA, para um jovem é muito gratificante, e tenho muito orgulho de ter feito parte do Farense dessa época e de ter participado nesses jogos da Taça UEFA.
Fonte: Blog A gola do Cantona
BnR:Foste tu que lidaste diretamente com o Giuly?
IR: Não, com o Maurice. O Giuly tinha mais alguma liberdade, o Maurice era um avançado mais fixo.
BnR:Mas já se destacavam pela classe e qualidade que viriam a mostrar mais tarde?
IR: Sim. O Giuly depois acaba por ter um percurso de grande destaque no Mónaco, Barcelona, mas o Maurice nem tanto. Acabou por fazer em França, e foram internacionais franceses, o Giuly foi o que atingiu o patamar mais elevado. O Lyon já era fortíssimo na altura e foi uma experiência incrível, o Estádio de São Luís com os nossos adeptos foi lindíssimo e jogar em Lyon foi também muito gratificante.
BnR:Aproveito, já que estamos a falar do Farense, o clube vai estar na Primeira Liga para a próxima época. Achas que pode fazer uma “gracinha” à moda de Famalicão?
IR: Eu gostava. Estou muito feliz e até tive a oportunidade de falar para a SportTV e dar os parabéns ao Farense e ao Nacional, curiosamente dois clubes que eu representei, que este ano lhes foi atribuída a subida, embora tenha sido da forma que foi, com a interrupção do campeonato e consequente subida conforme a posição que atravessavam no campeonato. Mas muito feliz por isso e por saber as dificuldades que o clube atravessou, a chamada travessia no deserto. Sei que está muito bem estruturado, com um bom presidente, uma pessoa muito séria e que gosta muito do clube, não quer dizer que os outros não tivessem gostado, mas houve muitos anos em que as direções levaram com muitos problemas. Oxalá que consigam encontrar o caminho que lhes permita fazer tão bem como o Famalicão ou que lhes dê o equilíbrio de permanecerem muitos anos na primeira divisão, é o que os adeptos gostam e merecem, não só os do Farense, mas todos os que conseguem subir à primeira. Espero que consigam ficar por muitos anos, que consigam fazer uma gestão equilibrada e com resultados positivos, sei que estão a trabalhar muito bem a formação, não é de agora, e pode ser um clube muito interessante no futuro a nível de jovens valores a aparecer.
Há algumas semanas, o mundo do futebol viu-se meio atarantado com um desafio lançado pelo Club Sintra Football ao Clube Desportivo Estrela, propondo a fusão de ambos os clubes, com vista a formar um projecto desportivo sólido e consistente, que permita ao histórico clube da Amadora, agora representado pelo CD Estrela, voltar à elite do futebol nacional e ao mais recente clube de Sintra, continuar o trabalho desenvolvido nos últimos anos. Os sócios do CD Estrela deram luz verde à fusão, o que significa que o novo clube, o Club Football Estrela da Amadora irá disputar o Campeonato de Portugal na próxima temporada. Esta situação, que me parece benéfica para ambos os clubes, levou-me a fazer uma pesquisa sobre outras fusões de clubes ao longo da história do futebol português. A minha conclusão é que, realmente, juntos somos mais fortes.
A par da posição de ponta de lança, as laterais também costumam ser posições bastante discutidas, quando se trata da Seleção Nacional Portuguesa. Ainda que por razões diferentes, uma vez que a posição “nove” é debatida por falta de avançados (segundo os entendidos), enquanto as alas da defesa têm por hábito o excesso de homens para o lugar.
Em caso de dúvida, optei pelo fator experiência e regularidade, ou seja, têm de ter 10 ou mais jogos no campeonato pela equipa principal que representam.
Após ter feito o top 10 de laterais direitos, elejo agora os melhores da ala esquerda. Opções ou não para Fernando Santos, penso que estamos bem resguardados para a próxima década, no que a esta posição diz respeito. Aqui estão dez, mas poderiam ser no mínimo 15 (dada a quantidade e qualidade dos possíveis eleitos). Eis um misto de jogadores que são um valor seguro, outros que estão a dar os primeiros passos e outros mais experientes na alta roda nacional ou internacional.