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AC Milan 4-2 Juventus FC: Reviravolta épica em San Siro

A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE FRENÉTICA CONTRASTOU
COM A CALMA DO PRIMEIRO TEMPO

Na partida a contar para a jornada 31 do campeonato italiano, que opôs o sétimo classificado (quinto à condição após o término desta partida) ao líder da tabela, a vitória sorriu à equipa da casa, após recuperar de dois golos de desvantagem. Uma reviravolta que serve de hino ao romantismo no futebol.

A primeira parte foi bastante equilibrada, com ambas as equipas a quererem ter posse de bola e a serem bastante pressionantes no processo defensivo. Existiram ocasiões de golo por parte das duas equipas, mas de uma forma geral, foram 45’ minutos de um futebol pouco atrativo.

Ao contrário da primeira parte, o segundo tempo foi frenético, disputado num ritmo elevado, com uma forte componente atacante. No reatar da partida, a Juventus teve uma entrada avassaladora. Rabiot inaugurou o marcador com um lance individual de génio, apontando o golo da noite. Recuperou a bola no seu meio campo defensivo e conduziu a bola até à entrada da área adversária, onde desferiu um remate fulminante de pé esquerdo, sem hipóteses para Donnarumma.

Aos 52’ minutos, Ronaldo aproveitou um erro de abordagem ao lance por parte dos defesas centrais do AC Milan, e rematou de pé esquerdo para o segundo golo da partida. Logo após completar a hora de jogo, Ibrahimovic reduziu a vantagem da Juventus de grande penalidade. Pouco depois, Kessié empatou a partida, num belo lance ofensivo do AC Milan. Em cerca de cinco minutos, os “Rossoneri” completaram a reviravolta no marcador, num golo assinado pelo recém entrado na partida, Rafael Leão. A equipa da Juventus já parecia completamente perdida, e o quarto golo dos “Rossoneri” surgiu por intermédio de Rebic, após um erro colossal de Alex Sandro. 

A FIGURA

Fonte: AC Milan

Ante Rebic – Exibição de alto nível por parte do avançado croata, que apesar de passar despercebido no primeiro tempo, foi uma das figuras chave para a grande recuperação do AC Milan. Um jogo de muito esforço de Rebic, que contribui diretamente para o resultado final, com um golo, uma assistência e ainda um penálti “ganho”. 

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Maurizio Sarri – Após estar a vencer por dois golos de diferença, não soube gerir a sua equipa, permitindo ao AC Milan uma reviravolta notável. Uma equipa sem criatividade no setor ofensivo, e muita fragilidade defensivamente. No ponto de vista das substituições, esteve mal nas alterações efetuadas e no momento em que as realizou.

ANÁLISE TÁTICA- AC MILAN

No processo defensivo, os “Rossoneri” apresentaram-se num esquema tático de 4-4-2, com Rebic e Ibrahimovic a formar a dupla atacante, sendo que Paquetá descaía para a esquerda, enquanto Saelemaekers atuava na ala direita.

Ofensivamente, a tática assemelhava-se a um 4-2-3-1, sendo que Rebic atuava quase como segundo avançado, movimentando-se do corredor esquerdo para o meio, permitindo a Theo Hernandéz subir no terreno. Ibrahimovic atuava de uma forma móvel, descendo muitas vezes no terreno para criar espaços para os seus colegas, ou “pegar” no jogo.  Com a saída de Ibrahimovic, Rebic assumiu a função de ponta de lança, com Bonaventura nas suas costas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gianluigi Donnarumma (6)

Andrea Conti (5)

Simon Kjaer (5)

Alessio Romagnoli (6)

Theo Hernández (6)

Ismael Bennacer (7)

Franck Kessié (7)

Alexis Saelemaekers (5)

Lucas Paquetá (5)

Ante Rebic (8)

Zlatan Ibrahimovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Hakan Çalhanoglu (6)

Rafael Leão (7)

Giacomo Bonaventura (6)

Rade Krunic (-)

Davide Calabria (-)

ANÁLISE TÁTICA- JUVENTUS FC

A equipa de Maurizio Sarri alinhou num esquema tático de 4-3-3, com o trio de ataque a ser composto por Bernardeschi na direita, Ronaldo descaído pela ala esquerda e Higuaín como principal referência ofensiva no corredor central.

A defender, a Juventus esquematizava-se num 4-4-2, com Bernardeschi a descer no terreno, Rabiot posicionava-se como médio esquerdo, deixando Ronaldo e Higuaín na primeira linha defensiva. Numa altura em que a Juventus já perdia, Douglas Costa entrou para ocupar uma das alas, sendo que Ronaldo colocou-se ao lado de Higuaín na frente de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Juan Cuadrado (5)

Daniele Rugani (5)

Leonardo Bonucci (5)

Danilo (4)

Miralem Pjanic (6)

Adrien Rabiot (7)

Rodrigo Bentancur (6)

Federico Bernardeschi (6)

Gonzalo Higuaín (5)

Cristiano Ronaldo (7)

SUBS UTILIZADOS

Blaise Matuidi (5)

Douglas Costa (5)

Aaron Ramsey (5)

Alex Sandro (4)

Simone Muratore (-)

Novo santo popular na cidade do Porto: San Iker Casillas

Por onde começar quando se fala em Iker Casillas?

É sem sombra de dúvidas um dos melhores guarda-redes da história do futebol e ficará marcado como uma lenda do desporto-rei.

Iker tem mais de 1000 jogos na carreira, sendo que 725 deles foram pelo Real Madrid, tem o recorde de internacionalizações pela seleção espanhola e venceu basicamente tudo o que havia para ganhar.

Foi o terceiro capitão da história a levantar o Mundial, o Europeu e a Liga dos Campeões, quando o Real Madrid venceu a edição de 2014. O mais impressionante é que fez isto tudo num espaço de quatro anos. Iker venceu tudo ao serviço de clube e seleção e a realidade é que foi sempre titular e capitão durante esse período.

Tem um palmarés invejável, com 23 títulos conquistados e conta com outros distintivos como recorde de jogos sem sofrer golos na Liga dos Campeões, e o recorde de minutos (952) sem sofrer golos em Espanha.

No dia 1 de maio de 2019, o guardião espanhol sofreu um enfarte no treino do FC Porto e deixou o mundo perplexo. Apesar de ter recuperado e ficado estável até aos dias de hoje, é triste pensar na forma como esta figura abandonou a sua grande paixão. Depois de uma despedida desrespeitadora por parte do antigo clube, San Iker merecia muito mais… Sem o problema de saúde, Iker teria um estádio cheio a aplaudir e a cantar pelo seu nome no dia da despedida do FC Porto.

Por muito que houvesse a esperança de um regresso, a recuperação do estado de saúde é imperativa e felizmente Casillas encontra-se seguro atualmente. Desde fevereiro que o final de carreira de Casillas era garantido, como comunicou Jorge Nuno Pinto da Costa à comunicação social, no entanto, o contrato entre clube e jogador apenas teve ligação terminada na última semana, o que provocou uma onda de solidariedade para com o espanhol, na qual os adeptos puderam relembrar os melhores momentos da passagem pelo clube da invicta.

No geral, foi uma passagem brilhante de San Iker pelos azuis e brancos, à exceção de uma primeira época um pouco mais frágil, ainda em períodos de adaptação a uma nova liga e a estádios diferentes, mas esteve sempre ao nível e com uma postura exemplar, demonstrando-se um líder de balneário e um guarda-redes formidável já perto das quatro décadas de idade.

Para sempre na história do FC Porto, da Liga Portuguesa, do futebol internacional e mundial. Sem desrespeitar qualquer parada de San Iker nos clubes e país que representou, contudo, a melhor defesa da sua carreira foi há pouco mais de um ano atrás, no treino do FC Porto. Obrigado por tudo Iker.

O Bola na Rede selecionou abaixo alguns dos melhores momentos do guardião espanhol.  

Os 5 melhores equipamentos da história do SL Benfica

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A camisola de um clube transposta todo o tipo de simbolismo. As cores do clube, o símbolo ao peito, o nome nas castas da camisola e os patrocinadores míticos. Quem não se lembra da Fnac (a marca de ar-condicionados e não a loja), a Telecel, a Parmalat ou o Casino Estoril.

Até 1997, todos estes nomes eram estampados no clássico manto sagrado branco e vermelho e na branquinha alternativa. A partir deste ano vimos os craques encarnados a “desfilar” em equipamentos cinzentos, amarelos, dourados, pretos, rosa e até azuis. Os equipamentos oscilaram entre o muito bom e o horrível (sendo simpático).

Mesmo estando eu longe de ser um especialista em moda, decidi compilar uma lista dos cinco melhores equipamentos da história do SL Benfica. Posso garantir que o equipamento cinzento ou cor-de-rosa ficam para outro dia.

José Peseiro: «Se existisse VAR, o Sporting CP teria sido campeão em 2005»

José Peseiro foi o convidado do BnR TV e não desapontou. Uma grande entrevista onde se passou o olho por grande parte das experiências do técnico português, que atualmente é selecionador da Venezuela.

O treinador relembrou a passagem pelo Sporting CP e falou no lance entre Ricardo e Luisão. José Peseiro assegura que há falta sobre o guardião português e garante que se existisse VAR, na altura, os leões teriam sido campeões.

O atual selecionador da Venezuela falou também da sua segunda passagem pelo Sporting e assegura que percebeu, desde início, que não era o treinador de Frederico Varandas, garantindo assim que ficou “magoado” com o emblema verde e branco.

Peseiro falou ainda sobre a falta de oportunidades de Matheus Pereira em Alvalade e, quando confrontado sobre um eventual interesse do SL Benfica, foi pragmático: “O SL Benfica já está a preparar o seu futuro e o futuro não é com José Peseiro”.

Os 10 melhores lutadores do NXT

O NXT começou como um reality-show e tendo em conta a sua origem, é difícil compreender como é que se tornou numa das melhores brands de wrestling de todo o planeta.

Não são só golpes vistosos que a fazem destacar-se, também é o investimento emocional que os fãs colocam em cada personagem que é cuidadosamente construída. Para além disso, contém algumas das melhores rivalidades deste século, contém alguns dos melhores combates Tag Team e credibilizou o wrestling feminino na WWE.

Atualmente, e tal como nos últimos anos, o NXT alberga alguns de os melhores lutadores de todo o planeta e por isso vale pena valorizá-los e ver quem são, na minha opinião, os melhores lutadores da brand amarela.

Foto de Capa: WWE

Rio Ave FC: Futebol para graúdos

O Rio Ave FC é porventura o clube que mais se tem cimentado no futebol português ao longo da última década. Seja com as excelentes equipas que tem apresentado, seja com o crescimento estrutural do clube, o Rio Ave FC está hoje perfeitamente estabilizado no campeonato português e encara todas as temporadas sob a premissa de praticar bom futebol e ficar nos lugares cimeiros.

Uma estrutura para o futebol não se faz apenas da equipa principal sénior. O Rio Ave FC é hoje reconhecido também pela qualidade da sua formação, onde as suas equipas de sub23 e de sub19 se destacam com presenças nas disputas dos títulos nacionais frente a clubes com outro tipo de infraestruturas e capacidades de recrutamento. O fim da equipa B (que estava estagnada nas distritais da A.F. Porto) permitiu a que muitos jovens evoluíssem na equipa de sub23 e essa foi uma decisão que engrandeceu e muito o clube, que tem colhido os seus frutos com, aos poucos, alguns jogadores vindos da formação a começarem a ganhar o seu espaço na equipa principal. Esse é e tem de continuar a ser o caminho para a valorização do jovem jogador português.

Contudo, um longo caminho teve que ser percorrido para o Rio Ave FC ser hoje uma mais valia do nosso futebol. O clube vila-condense teve de passar por vários períodos entre a Primeira e Segunda Ligas para, depois sim, se vir estabilizando cada vez mais. Sob a liderança do presidente António Silva Campos, há um nome incontornável que na minha ótica abriu caminho para a revelação de novos treinadores e jogadores: Carlos Brito. É indissociável o nome de Carlos Brito e do Rio Ave FC. Foi o técnico de 55 anos que salvou o Rio Ave da despromoção durante várias temporadas e foi com ele que começou a consolidar-se na primeira metade da classificação, nomeadamente em 2010/11, com o 8º lugar alcançado.

Duas temporadas depois, algo de especial se começou a avizinhar em Vila do Conde. Nuno Espírito Santo, na sua primeira experiência como treinador principal, levou o Rio Ave FC a um sensacional 6º lugar da classificação, algo que levou o técnico a outros patamares (é hoje um treinador mundialmente reconhecido) e o próprio clube começou a ser visto com outros olhos. O Rio Ave FC já não era somente um clube para lutar pela manutenção. A história de Nuno em Vila do Conde continuou a ser feita. Na temporada seguinte, e apesar de um mais modesto 10º lugar, o Rio Ave FC chegou à final da Taça de Portugal pela segunda vez na sua história, 30 anos depois. Apesar da derrota para o SL Benfica, os rioavistas mostravam a sua ascensão, consolidada com a primeira presença na fase de grupos da Liga Europa.

Com Pedro Martins ao leme, o Rio Ave fez um campeonato sólido, marcado por essa novidade da exigente presença europeia e atingindo as meias finais da Taça de Portugal. Na temporada seguinte, sem Europa, Pedro Martins voltou a levar o Rio Ave às meias finais da Taça de Portugal e conseguindo um 6º lugar no campeonato. Saiu Pedro Martins e entrou Luís Castro. O bom futebol, esse, nunca mais saiu de Vila do Conde.

Era já sobejamente entendido que a estrutura do clube pretendia um futebol de ataque, atrativo, e o primeiro passo para o ter é contratar um treinador com esse perfil. Após Luís Castro, Miguel Cardoso trouxe um histórico 5º lugar e a dupla José Gomes/Daniel Ramos consolidou o Rio Ave na metade superior da tabela. Esta temporada, ainda em andamento e com Carlos Carvalhal no comando, fica já definida pela luta acérrima de FC Famalicão, Rio Ave FC e Vitória SC por um 5º lugar europeu. Independentemente do fim deste conto, é irrefutável a consistência e consolidação do clube nestas lutas que não eram historicamente suas. Porém, com muito trabalho e mérito da direção e estrutura, ninguém imagina o Rio Ave lutar apenas pela manutenção.

 

Faltas, penáltis e expulsões – Uma especialidade à portuguesa

Dos nove jogos disputados na jornada 25, oito deles tiveram mais de 30 faltas. Aqueles com mais infrações assinaladas foram o CS Marítimo x Vitória FC e o Boavista FC x Moreirense FC, ambos com 45 faltas. Dos nove jogos disputados na jornada 26, oito deles tiveram mais de 30 faltas. Aquele com mais infrações assinaladas foi o Sporting CP x FC Paços de Ferreira, com 42 faltas. Dos nove jogos disputados na jornada 27, oito deles tiveram mais de 30 faltas. Aquele com mais infrações assinaladas foi o CD Aves x FC Porto, com 41 faltas. Dos nove jogos disputados na jornada 28, seis deles tiveram mais de 30 faltas. Aquele com mais infrações assinaladas foi o CD Tondela x FC Paços de Ferreira, com 42 faltas. Dos nove jogos disputados na jornada 29, oito deles tiveram mais de 30 faltas. Aquele com mais infrações assinaladas foi o CD Aves x Moreirense FC, com 46 faltas.

Resumindo: nas cinco primeiras jornadas após a retoma, correspondente a 45 jogos efetuados, 38 tiveram mais de 30 faltas. No total são 1579 faltas e destas 45 partidas, apenas em sete foram assinaladas menos de 30 (!), o que resulta numa média de 35 faltas por jogo.

Curiosamente, na jornada 29, a última das cinco rondas analisadas, foi onde se verificou o maior número de infrações e aquela que teve o jogo mais faltoso e menos faltoso deste a retoma. Aqui, a ‘fava’ calhou ao encontro que opôs os avenses aos cónegos, onde foram assinaladas umas impressionantes 46 faltas. No sentido oposto, o duelo de Vitórias teve apenas 19 infrações e o dado curioso de ter sido a partida com mais expulsões, a par do Rio Ave FC x SL Benfica.

No que respeita aos penaltis e expulsões, foram assinaladas 21 grandes penalidades e mostrados 19 cartões vermelhos, tudo isto nas tais 45 partidas.

As constantes paragens são uma imagem de marca em Portugal, sendo o número de faltas por jogo demasiado elevado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Caro leitor, este não é o tipo de futebol que se deseja ver em lado nenhum. As constantes intervenções dos árbitros conduzem as partidas para interrupções frequentes e servem para aumentar os níveis de monotonia de um jogo que ser quer fluído e com as mínimas intervenções possíveis, pelo menos na minha ótica. Por vezes, quase que gostaria que o apito deixasse de funcionar, tal é o impulso de assinalar qualquer coisa quando determinado jogador cai ao chão.

Neste aspeto, nota-se também a quantidade exagerada de simulações e de protestos por parte dos jogadores que não ajudam em nada a tarefa dos juízes, e isso acontece, exatamente porque já se aperceberam que conseguem ganhar faltas ao mínimo toque, contanto com a permissividade de quem apita, no caso das numerosas simulações que se têm vindo a assistir.

Não pode ser normal que a maioria dos jogos termine com mais de 30 faltas, mas em Portugal é já um dado adquirido, onde o ‘deixa jogar’ é completamente posto de lado e visto com bastante desconfiança, não vá qualquer polémica estalar. A excessiva proteção que os próprios árbitros aplicam nos seus critérios resulta na permanente facilidade em assinalar infrações, visível também na quantidade de penaltis que são marcados. E assim continuaremos na cauda da Europa no que toca ao tempo útil de jogo…

Por certo que causará impressão a qualquer espetador ouvir a sinfonia de apitos que por cá se ouvem e assim quem paga é a qualidade do espetáculo, que não foi feito para ver tão limitada a sua liberdade de ações e que por cá tem sido muito mal tratado. Torna-se urgente acautelar esta situação para que o próprio espetáculo seja melhor em todas as suas vertentes, sobretudo que o deixem desenrolar e apliquem critérios mais largos, de forma a que este não seja penalizado com excessivas paragens, o que contribui para que os ‘nossos’ jogos apresentem uma lista negra no que toca ao item das faltas.

Dois náufragos e um campeonato à deriva

O campeonato está a caminhar a passos largos para o seu término, mas não promete deixar saudades aos adeptos das várias cores. São já 30 jornadas com muita, mas fraca história. Cumprir-se-ão ainda mais quatro partidas, com muito ainda por decidir, mas sem o brilho de outros tempos ou a tristeza de ver partir para férias uma competição que nos habituamos a acompanhar diariamente.

A sensação que fica, é que quanto mais cedo terminar, melhor. Nem a pandemia e a paragem forçada que esta causou trouxeram uma ponta final com qualidade. Muitos dirão que já previam isto; uma paragem forçada só serviu para perder rotinas, perder o embalo psicológico e aumentar o risco de lesão – e eu incluo-me nesse lote.

Outros diriam que a paragem seria benéfica e além de recuperar alguns lesionados, as equipas puderam reunir e fazer nova pré-época; olear a máquina e definir novas estratégias para supreender. Fosse qual fosse a estratégia adotada, rara foi a equipa beneficiada pela paragem, exceção feita a dragões e leões – 13 e 14 pontos em 18 possíveis, desde a retoma.

A verdade é que o futebol praticado em Portugal já deixava a desejar antes da paragem de março. Se excluirmos vários jogos do FC Famalicão, Vitória SC e do SC Braga de Rúben Amorim, é difícil encontrar bons exemplos de formas de abordar e jogar o jogo no campeonato.

Melhor prova disso que a participação lusa nas competições europeias é impossível. Vimos uns raios de luz com os vitorianos a não virar a cara à luta e a fazer suar o Arsenal FC em Londres, no meio da tempestade que foi a prestação dos “três grandes”.

Pior do que isso, é que dentro de portas a falta de qualidade apresentada percorre quase todos os lugares da classificação do nosso campeonato. Se por um alinhamento fantástico dos astros tivéssemos águias e dragões a jogar mal e os restantes a um bom nível podíamos, finalmente, ter novo vencedor da competição.

Mas a verdade é que os leões cedo se afastaram dos lugares cimeiros e estiveram mesmo atrás de bracarenses e famalicenses, tendo recuperado nas últimas jornadas para lugares mais confortáveis.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Além destes, também SC Braga e Vitória SC ficaram um pouco aquém do que os seus plantéis faziam prever. Mais abaixo ainda, as quatro equipas acima do já despromovido CD Aves e que estão em sério risco de o acompanhar para a Segunda Liga nunca encontraram estabilidade. Vão lutando e sobrevivendo graças a individualidades que já mereciam outros patamares.

A fase final da Taça da Liga e a final da Taça de Portugal, apesar da quebra de qualidade exibicional, conheceram os finalistas do costume. Estes são indicadores que nos mostram o mesmo, quer queiramos aceitar esta realidade ou não; a Liga Portuguesa está tremendamente nivelada por baixo.

Os plantéis estrelados que vimos nas águias de Jorge Jesus ou nos dragões de André Villas-Boas e Vítor Pereira são aquela miragem que nos assombra após dias de caminhadas intermináveis no deserto. São aqueles objetivos centrais de um altar que teimamos em venerar ao invés de tentar igualar ou renovar.

Com os três grandes constantemente em baixo de forma e a envergonhar os passados gloriosos de cada um, nem os clubes de menor dimensão se chegam à frente para ameaçar este domínio tripartido e tão prejudicial.

O mal é, portanto, geral. Exige-se, portanto, uma renovação imediata do campeonato e já tardia para a globalidade dos clubes nacionais. Para o próprio bem e o do futebol nacional. Ou então teremos dificuldades dantescas no futuro para atrair jogadores como Jonas, Casillas ou Vietto, quanto mais para alcançar e ultrapassar a fase de grupos da Liga dos Campeões.

Enquanto se gerirem SAD e clubes como empresas com fins meramente lucrativos ou como minas pessoais, estaremos sempre mais longe da sanidade do nosso campeonato. A aposta na formação, o património do clube e as vendas milionárias, apesar de importantes, são grãos numa mão cheia de areia para os olhos dos adeptos.

E aqueles que limparem a areia e continuarem a bater palmas são igualmente parte do problema. Enquanto isso, temos um conjunto de competições onde vencem sempre os mesmos. E dentro dos mesmos, vence aquele que por acaso errar menos. Dignos do terceiro mundo.

“O Sporting nasceu um dia, sob o signo do Leão…”

Na passada quarta-feira, 1 de Julho de 2020, celebraram-se 114 anos de uma história de esforço, dedicação, devoção e glória. Uma história com momentos felizes e outro menos bons, mas de uma paixão incondicional que atravessa gerações. E também de luta, não fosse o nosso símbolo o Leão, qual rei do mundo selvagem, destemido e indomável.

Às vezes parece que nos esquecemos do principal ideal leonino: o Sporting CP foi fundado para ser “um grande clube tão grande como os maiores da Europa”. Foi este o grande mote lançado pelos fundadores do nosso Sporting CP e que nunca deverá ser esquecido, em especial, por quem o dirige.

Nascemos para ser uma grande Instituição com um ideal e valores muito próprios que nos distinguem dos outros e que vão muito para além do âmbito desportivo. Na verdade, ser “Leão” é muito mais do que torcer pelo nosso Clube e festejar as suas conquistas. É um modo de estar na vida. É ultrapassar os obstáculos que temos pela frente. É procurar sermos melhores em tudo o que fazemos. É nunca desistir perante a adversidade. Sempre com honra e lealdade.

É assim que me revejo enquanto Sportinguista e tenho um orgulho gigante em faz parte desta grande família, independentemente do contexto actual.

Celebrar mais um aniversário do Sporting CP não pode servir apenas para tecer uma palavras bonitas. Obriga-nos sobretudo a pensar no futuro do nosso Clube para que o possamos transmitir às futuras gerações. Com efeito, há que reflectir sobre os actuais problemas que assolam o nosso emblema e o que cada um de nós pode fazer para engrandecer o Sporting CP, cumprindo o desígnio dos nossos fundadores.

Por fim quero felicitar todos e de igual os que diariamente trabalham para o nosso Clube: desde os jogadores das mais diversas modalidades até à senhora da limpeza.

Mas quero, sobretudo, dar os parabéns a todos nós – Sportinguistas –  desde o adepto que junta a família e os amigos à frente da TV até ao que percorre centenas de quilómetros para a apoiar de perto o seu grande amor. Por mais querelas e divisões que haja entre nós sobre a forma de ver o passado e de encarar o futuro, quero acreditar que todos sofremos e vibramos pelo Leão Rompante. O Sporting é o nosso grande amor, acima de tudo e todos –  e é isso que nos tem de unir!

O melhor 11 combinado entre AC Milan e Juventus FC

Com uma história das mais ricas que o futebol mundial tem para oferecer, tanto AC Milan como Juventus FC têm sido representados por jogadores de classe mundial ao longo dos anos.

UM DUELO COM CONTORNOS HISTÓRICOS E QUE PODE DAR EM SUPRESA! O AC MILAN VIVE UM BOM MOMENTO E TENTA BATER O PÉ À JUVENTUS. SERÁ QUE CONSEGUE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Neste “onze”, disposto em “4-4-2 losango” e combinando os atuais planteis das duas equipas, com clara maioria de presenças “bianconeras”, apresento um misto de jovens jogadores e atletas mais experientes, destacando desde já uma parceria atacante que qualquer adepto de futebol gostaria de ver tornada real.