Um negócio é sempre uma jogada de risco, havendo a possibilidade de uma das partes ficar prejudicada. No futebol é algo recorrente, seja pelo fraco desempenho dos jogadores, ou pela rápida valorização do atleta, deixando um sabor amargo no clube vendedor, com a sensação que poderia ter recebido mais.
Na seguinte lista, serão apresentados cinco jogadores da principal liga alemã neste século que não corresponderam com as expetativas. Os fatores analisados serão o desempenho futebolístico na totalidade da sua carreira, principalmente no campeonato alemão, e o valor pelo qual foi adquirido.
A capital de Inglaterra é um caso singular de qualidade e equipas na cidade. Se no principal escalão de futebol em Terras de Sua Majestade temos formações como Chelsea FC, Arsenal FC, Tottenham Hotspur FC, Crystal Palace FC e West Ham United FC, nas divisões inferiores encontramos conjuntos como Brentford FC, Charlton Athletic FC, Fulham FC, Millwall FC, Queens Park Rangers FC e AFC Wimbledon.
A nível de palmarés os Gunners são os mais recheados com 45 títulos, enquanto que o Chelsea é o dono da Europa entre os rivais da região. São seis os troféus internacionais que os Blues exibem no museu – uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Ligas Europa e duas Taças das Taças. O desafio neste artigo é olhar para os plantéis das cinco formações londrinas que atuam na Primeira Liga Inglesa e formar um onze.
Faltavam seis jornadas para terminar a fase regular da Primeira Divisão de Futsal e agora sem qualquer emoção em plena quadra temos de olhar para aquilo que foi feito. Houve belíssimos jogos, surpresas de equipas e jogadores, começos horríveis e equipas sensação… Enfim, houve um pouco para todos os gostos.
Ainda assim, olhamos ainda muito para aquilo que são os jogos entre os rivais de Lisboa e quando estes jogam com “as restantes equipas”. Contudo, qualidade não falta nas formações por essa «ocidental praia Lusitana» fora e muitos jogadores, que agora envergam camisolas de clubes com outro gabarito, passaram pela seleção e por clubes importantes da modalidade, logo, com muita experiência acumulada.
Há pouco tempo, ouvi uma frase em que se dizia que «os números contam boas histórias» e não podiam ter mais razão. Para uma pessoa tão pouco atenta aos números como eu, ao analisá-los compreendi o grande momento de forma que muitos jogadores estavam e nem imaginava. Deste modo, “os números” tiveram um certo peso naquelas que foram as decisões para a formação deste cinco.
Por isso, trago o cinco ideal sem jogadores dos ditos “grandes” do Futsal português e onde tentei não repetir qualquer formação. Em quadra – ainda que virtual por força de uma pandemia – mistura-se muita experiência, mas também juventude, ou seja, aquela combinação para criar uma equipa “quase” perfeita. Portanto, entraremos em quadra numa tática 1-2-1 onde procurei aproveitar a tremenda qualidade dos alas existentes no nosso campeonato.
Devido a um erro na escolha das posições (devidamente alertado pelos nossos leitores), houve duas posições alteradas após a publicação: a de ala direito e a de pivô.
Na segunda jornada pós-regresso à competição, o SL Benfica desloca-se a Portimão, tentando fazer esquecer o empate na Luz, da passada quinta-feira, frente ao CD Tondela. Em igualdade pontual com o FC Porto, enfrentará um Portimonense SC motivado, depois de uma vitória caseira frente ao Gil Vicente FC por 1-0.
Antevendo o confronto da 26ª jornada da Primeira Liga, apresentamos cinco jogadores a ter em conta no embate entre algarvios e encarnados, capazes de ter uma influência tremenda no resultado final.
Antes de mais, o que aqui vou descrever nunca será por apoiar qualquer tipo de violência, mas apenas para comparar duas formas de comportamento completamente diferentes para situações similares. Todos se lembrarão de uma invasão que aconteceu nas instalações de Alcochete em que houve violência verbal e física, e em que um dos jogadores ficou ferido na cabeça com um corte. O resultado disso foi um aparato mediático que levou alguma comunicação social a fazer programação de 24 horas com debates constantes sobre o tema, chegando a ser comentado e repudiado por Presidente da República, primeiro-ministro e Presidente da Assembleia da Républica.
Consequentemente os adeptos e sócios do Sporting CP vieram a terreiro pedir a cabeça do presidente. E não me digam que foram só 200 ou 300 porque depois desses houve uma Assembleia que resultou em destituição e que não terá resultado apenas dos votos desse grupo.
Ora, há uns dias atrás alguns adeptos que não são afetos ao clube em questão – porque eles dizem (talvez até tenham sido adeptos do Sporting CP) – atacaram o autocarro que transportava a equipa levando a que dois jogadores ficassem feridos. Será fácil perceber que enviar contra um veículo que hipoteticamente fosse a 50km/h, transformaria qualquer pedra num projéctil potencialmente mortal. Então onde se enquadrará mais o cenário de terrorismo/tentativa de assassinato?
Mas vendo bem, quando toca a determinadas cores, qualquer atropelamento, facada ou outro tipo de violência são relativizados, sendo em último caso imputada culpa à vítima, “que se pôs a jeito”.
Já os sócios e adeptos do clube vieram imediatamente condenar os energúmenos que atacaram a equipa, elevando o nome do presidente por não reconhecer as claques. Daqui podemos tirar a lição de que por cá, o melhor é manter as coisas numa zona de “lusco fusco”, em que qualquer situação se possa enquadrar e seja defensável. Não está dentro da lei? Se calhar também não fere a lei, dependendo da qualidade argumentativa.
Quanto às ameaças em casa dos jogadores, será mais ou menos grave que no local de trabalho como aconteceu em Alcochete? Os dois casos são graves, mas se tivermos que quantificar, e sendo que estão a colocar e risco não só o jogador mas também as famílias, parece mais grave o caso desta semana.
Mesmo assim, em vez de deixarem comunicados colectivos contra o presidente, os jogadores feridos vieram apenas dividir as águas, ou separar o trigo do joio, dizendo que quem os atacou não pode ser considerado adepto do clube, mostrando total apoio à instituição que lhes paga o salário. O que poderá isto ensinar a alguns jogadores que aproveitaram uma situação semelhante para rescindir com o clube que os formou e pagou ordenado durante anos?
A verdade é que neste caso uma mensagem de repúdio resolve a situação, enquanto que por outros lados já teriam rolado cabeças – ah não, espera, isso era se fosse o Bruno de Carvalho na presidência.
Esta situação serve pelo menos para mostrar o tipo de militância entre os adeptos do nosso clube e de outros. Somos os mais fervorosos, que seguem o clube onde e como for? Somos. Mas somos também os mais voláteis. Passamos do 8 ao 80 em menos de nada. E também por isso o nosso clube se torna ingovernável. É o tipo de relação de amor impulsivo e louco que fica no limiar da obsessão e ódio.
Eu não quero vir reclamar que este caso seja tratado como foi o de Alcochete. Eu queria era que o caso de Alcochete tivesse sido encarado como este está a ser.
A culpa de estarmos como estamos não é só deste ou daquele. É do presidente sim, que poderia ter gerido a situação de outra forma (mas que com outros presidentes em outros clubes, parece resultar), é dos jogadores que aproveitaram uma situação que acontece em muitos outros clubes para conseguir sair para campeonatos mais competitivos sem qualquer contrapartida para o seu clube de coração (dei aqui uma gargalhada, desculpem), é também dos adeptos que não tinham que ir a Alcochete (apesar de outros o fazerem sem que haja este tipo de mediatismo, mas se queremos ser diferentes temos que nos portar como tal), e dos sócios que se deixaram levar pela lavagem cerebral da comunicação social. A comunicação social não terá culpa porque só foi paga para fazer aquele papel.
Só para fazer mais uma comparação, parece que o presidente também exigiu empenho aos jogadores e ao treinador. Como não foi no Facebook talvez se safe sem uma assembleia destitutiva. Porque o do Sporting CP foi destituído por causa dos posts de Facebook, certo? Não teve nada a ver com Alcochete, certo?
Somos diferentes? Deve ser por isso que somos tratados de forma diferente até nestes casos. Se calhar a culpa é nossa.
Na ressaca de mais uma vitória nas urnas do Dragão, Jorge Nuno Pinto da Costa concedeu ao Porto Canal uma entrevista, onde abordou diversos tópicos relativos quer ao presente, quer ao futuro do clube.
Primeiramente, antes de abordar temas internos, o presidente do FC Porto aproveitou para reforçar os elogios e o apoio a Pedro Proença, acrescentando, inclusivamente, que gostava que o mesmo se recandidatasse.
Quando questionado sobre as suas cada vez menores aparições públicas, Pinto da Costa é perentório: não irá correr atrás de nenhum meio de comunicação em busca de tempo de antena.
Abordando as eleições em si, revela-se surpreendido, não só com os milhares de votantes que se deslocaram até ao Dragão Arena, como também com a organização com que decorreu todo o processo.
Na sequência, revelou que irá propor à direção do clube a elevação de Matos Fernandes à categoria de presidente honorário, de modo a premiar não só aquele que foi o seu papel durante as eleições do clube, como também todos os anos anteriores de dedicação aos dragões.
No que a medidas concretas diz respeito, Pinto da Costa toca, primeiramente, na questão dos estatutos: estes são considerados pelo presidente do FC Porto como sendo “ultrapassados”. Partindo desse princípio, revela que criará uma comissão, que deverá incluir elementos do conselho superior, com o objetivo de elaborar um pacote de alterações a esses mesmos estatutos.
Nos últimos anos, têm sido vários os talentos do futebol nacional a revelarem-se e a dar o salto para campeonatos de topo em tenra idade. No entanto, muitos destes jogadores têm tido dificuldades em afirmar-se. Em muitos casos, pode-se dizer que os jogadores dão o salto cedo demais, quando o ideal é permanecerem em Portugal por mais algum tempo.
No entanto, em muitos casos, são os próprios contextos dos clubes para onde vão que prejudicam seriamente a sua adaptação à nova realidade. Por isso, irei fazer um top 5 de jogadores portugueses que não se conseguiram afirmar nos clubes para onde foram vendidos, explicando os motivos que levaram a que a experiência de cada jogador a correr mal.
Numa defesa a três, Eduardo Quaresma é uma das apostas da formação de Rúben Amorim. O defesa central estreou-se na equipa principal aos 18 anos, tornando-se o sétimo mais jovem dos últimos vinte anos em jogar no campeonato pelo Sporting CP. Assim, apresentamos de seguida alguns defesas centrais formados nos Leões nos últimos tempos, uns aproveitados, outros não. Não foram incluídos dois centrais: Ivanildo Fernandes, por estar ainda emprestado, apesar de ser jogador do Sporting CP, e Merih Demiral, jovem central que chegou ao clube já com 19 anos.
Pelo campeonato português costumam passar talentos das mais variadas nacionalidades e é cada vez mais comum vermos equipas compostas maioritariamente por jogadores estrangeiros. Na jornada de retoma, o SC Braga foi a equipa que entrou com mais portugueses em campo no onze inicial, num total de sete jogadores. Das dezoito equipas que competem na Primeira Liga, apenas sete alinharam com pelo menos cinco jogadores portugueses nas primeiras escolhas. Em Portugal, há talento nacional, e, sobre essa premissa, fui à procura dos jogadores portugueses com mais minutos no nosso campeonato de modo a escalar um 11 disposto em 4-3-3, que vos apresento de seguida:
Regressar a casa tem muito que se lhe diga. Não é apenas voltar a um local onde já se viveu. Voltar a casa é voltar a uma série de memórias, voltar a viver emoções fortes: boas e más. Ser trespassado com mágoas antigas e ser alegrado por velhas alegrias. Recordar como ali se foi feliz, e como ali se atingiu o fundo. Percorrer os cantos à casa e reconhecê-la ao centímetro.
Voltar a visitar a casa onde escrevi é relembrar as amarguras de rescaldos de derrotas, de táticas mal conseguidas, de jogadores que foram “erros de casting” ou de treinadores que ficaram demasiado tempo; mas é também relembrar as conquistas de troféus, os elogios nas goleadas, os jogos com “nota artística” e os jogadores que faziam a escrita fluir com alegria.
Este meu regresso a casa coincidiu com a semana em que o futebol também regressou aos estádios portugueses. E, com ele, também as alegrias e tristezas o acompanharam.
Voltou o nervoso miudinho do pré-jogo. Voltaram as apostas do onze inicial. As discussões entre amigos – aquelas que já não existiam há dois meses – porque o Weigl deve jogar, ou o Seferovic fazer dupla com o Vinícius. Já não sentiam falta de “picar” o vosso amigo do Sporting CP, Boavista FC ou FC Porto, ou ser “picados” por eles? Ficar “com azia” por eles discordarem quanto ao penálti por assinalar, ou por acharem que o Messi é melhor que o nosso Cristiano Ronaldo?
Por agora, os cachecóis terão de ser erguidos em casa Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Só não voltaram as bifanas e as roulottes, ou o hino nas bancadas, os abraços a desconhecidos que gritam pelo mesmo glorioso do que tu. Mas estamos lá perto. Lentamente, aproximamo-nos do regresso ao normal, onde poderemos vivenciar o futebol na sua totalidade.
Por agora, resta-nos aproveitar o que temos. E que bom é ter tudo isto de volta. Que bom é poder voltar a ter futebol!
O quão bom não é sentir a frustração de uma bola ao poste, de perseguir o resultado até à última, de gritar com aquele jogador que “se esqueceu da bola atrás” ou que “não joga nada” e devia dedicar-se a outra profissão?
O quão incrível não é saltar com aquela finta, ficar deslumbrado com a jogada fantástica, aplaudir o esforço do nosso colega de manto sagrado ou festejar o golo enquanto beijamos a águia das nossas camisolas?
Quer o regresso do futebol nos traga conquistas ou fracassos, podemos todos concordar que sempre iríamos preferir que ele tivesse voltado mais cedo – ou que nunca tivesse ido embora. Mas aí está a magia do regresso a casa: a saudade. A saudade de ver 22 jogadores atrás de uma bola e do gozo que isso nos traz, da energia que a vitória nos fornece, e da angústia que a derrota nos coloca. Porque o futebol não seria futebol se não colocasse milhões de pessoas à espera de ver as suas rotinas emocionais alteradas.
No fundo, quer para o bem, quer para o mal, todos nós só queríamos que o futebol voltasse a casa.
Vamos aproveitar o que resta do campeonato. Sem pedras. Sem graffitis. Sem danos. Porque o futebol só é bonito quando se vive apenas o futebol.