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Pinto da Costa reeleito para mais quatro anos de reinado azul e branco

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Este fim de semana ficou, naturalmente, marcado pelo ato eleitoral que se sucedeu no universo do FC Porto, já que os sócios portistas se deslocaram até ao “Dragão Arena”, casa das modalidades do clube, para decidir o novo presidente do emblema azul e branco.

Foi um ato histórico por duas razões: por um lado, foi a primeira vez que Pinto da Costa, na sua era, enfrentou mais do que um concorrente ao cargo máximo de poder do  clube nortenho; por outro lado, realizou-se um ato eleitoral histórico, pois foram as mais concorridas do século, com 8480 participantes a quererem dar o seu aval para o futuro do FC Porto. Sendo assim, muitas figuras conhecidas do grande público passaram, nestes dois dias, junto ao Estádio do Dragão e falamos como é claro de pessoas como André Villas- Boas, Pedro Marques Lopes, João Rafael Koehler, que a dado momento foi apontado como possível candidato, Reinaldo Teles, Vítor Baía, Rui Barros, entre outras inúmeras figuras associadas à história do atual líder da liga portuguesa.

Desta vez, tivemos algo diferente do que é costume, já que José Fernando Rio, advogado, e Nuno Lobo, empresário, vieram trazer outra vivacidade a este momento solene, isto é, vieram trazer a público a voz da oposição e das demais críticas que foram efetuadas aos últimos 4 anos de gestão do, então, “eterno” presidente Pinto da Costa. Não é mentira nenhuma considerar que foi, a nível de futebol, dos mandatos mais pobres, pois só conseguiu obter para o museu do FC Porto um campeonato, o que é manifestamente pouco para o que já nos habituou. No entanto, os aspetos negativos não ficaram só por aqui, já que as contas da SAD estão piores a cada ano que passa, e isso fez surgir uma voz de insatisfação como há muito já não se via no seio portista. Assim, a campanha eleitoral passou muito pelos dois opositores a questionarem e a escrutinarem algumas das decisões tomadas pela direção atual, assim como alertar para a falta de visão e de poder que se nota no FC Porto e que faz ou devia provocar preocupação em cada simpatizante azul e branco. Por sua vez, Pinto da Costa aproveitou os seus períodos de antena para tentar descredibilizar as listas opostas, afirmando diversas vezes que só continua a lutar pela presidência, porque não observa segurança nem quaisquer garantias de sucesso dos programas apresentados pelos outros candidatos. Além disso, também pretende iniciar e concluir o seu grande projeto, a “Cidade FC Porto”, no qual já informou que o plano já está definido e só não se iniciou mais cedo porque quis esperar pelas eleições.

A votação por cada mesa de voto foi a seguinte: Na mesa 1, a Lista A obteve 70.7%, já a Lista B 3,1% e a Lista C angariou 22,8% dos votos. Em relação à mesa 4, a Lista A ficou-se pelos 59.6%, a Lista B não conseguiu mais do que 5.2%, por seu turno a Lista C registou 24.4%. Na última mesa, a 8, a Lista A venceu mais uma vez com 67.6%, com a Lista B a não ultrapassar os 4.2% e a Lista C ficar-se pelos 20.7%. De referir, que a Lista A é a encabeçada por Pinto da Costa, por sua vez a Lista B por Nuno Lobo e a Lista C por José Fernando Rio. A votação sobre as restantes mesas, à data da edição deste artigo, ainda não tinham sido anunciadas.

Em relação ao Conselho Superior, venceu a Lista A, com 64,96% dos votos, ficando pelo segundo lugar a Lista D, liderada por Miguel Brás da Cunha e direcionada unicamente para esta seccção do escrutínio, que registou 16,12%, seguindo-se a Lista C com 15,04% e a Lista B contabilizou a soma de 3,88%. Com estes resultados, este órgão irá ser constituído por 14 elemento da lista vencedora, dividindo os restantes 6 elementos, por números iguais, entre a lista C e a D.

Enquanto as votações ainda decorriam, Pinto da Costa reagiu à vitória salientando estar muito satisfeito pela forma como decorreram estas eleições, afirmando que “quem levantou suspeitas da sua seriedade, teve uma resposta extraordinária”. Também não deixou de referir que estes dias vieram demonstrar a “vitalidade, ordem, respeito e interesse na vida do FC Porto”. No discurso de vitória, não deixou de agradecer a todos os sócios que confiaram no seu projeto e garantiu que fará de tudo para corresponder da melhor maneira às expectativas geradas. Não deixou de referenciar também que os seus principais objetivos passam por manter a competitividade do FC Porto, fazer crescer o clube em termos de adeptos e associados, e concretizar a sua grande bandeira, que será a construção de um centro de treinos próprio para a formação portista. O presidente realçou que a construção da sua equipa foi pensada no futuro, uma vez que procedeu a algumas alterações.

De salientar que amanhã, no Porto Canal, o vencedor destas eleições irá dar uma entrevista pelas 21 horas, para abordar os seus planos e como irá colocá-los em prática, de forma a levar o FC Porto ao maior sucesso possível.

Certamente, este será um dia que ficará marcado na história do FC Porto, porque a Lista A venceu, como era expectável, mas não venceu da forma implacável como noutros tempos. Se pedissem uma alcunha a este momento, talvez o mais adequado fosse classificar este ato eleitoral como as “eleições do aviso”, porque os portistas demonstraram que estão atentos ao que se passa e mais do que nunca estarão de olhos postos em cada passo que esta nova direção dará.

Por fim, o grande vencedor voltou a ser o mesmo de tantas outras vezes, ou seja, Jorge Nuno Pinto da Costa, que, com 68,65% dos votos, mereceu, novamente, a confiança dos associados para liderar por mais 4 anos os destinos do FC Porto. Relativamente aos seus adversários, a lista de José Fernando Rio ocupou o segundo posto com 26.44% das preferências, enquanto que Nuno Lobo terminou no último lugar com apenas 4,91% de apoio dos sócios azuis e brancos.

Artigo revisto por Joana Mendes

«A frustração de não jogar fez bem a Bernardo Silva» – Entrevista BnR com João Tralhão

É uma das maiores referências do futebol de formação em Portugal e no estrangeiro, não tivesse ele treinado os escalões jovens do Benfica durante quase 19 anos. Nesta entrevista de vida, João Tralhão partilha connosco a experiência e os ensinamentos de quem trata a profissão de treinador por “tu”, entrando ao detalhe para falar de jogadores como Rui Costa, Fàbregas, Bernardo Silva ou João Félix. Afirma até que este último pode valer mais do que aquilo que custou ao Atlético de Madrid. De discurso metódico e assertivo, características que também identificam o seu estilo como treinador, João Tralhão dá-nos uma autêntica masterclass sobre a sua profissão, e revela ainda o que procura no próximo desafio profissional.

– O desafio de treinar Rui Costa e Fàbregas –

Bola na Rede [BnR]: Tens uma fotografia no teu perfil no Twitter que diz “I’ve always been of the opinion that the most important thing to do is the right thing”. A coisa certa é sempre a mais difícil?

João Tralhão [JT]: Depende da perspetiva. Eu acho que a coisa certa é sempre a mais fácil para mim, porque eu tomo decisões conforme aquilo que sinto, e, quando tomo uma decisão, acredito que é a melhor decisão.

BnR: Quem são as tuas referências enquanto treinador?

JT: Houve um treinador que me marcou bastante, porque coincidiu com o meu começo a treinar, que foi o José Mourinho. Na altura em que me apaixonei por esta profissão, o José Mourinho tinha “rebentado” aqui em Portugal, com a vinda para o Benfica. Não só pela qualidade dele, mas sobretudo pela mudança que operou no futebol português. Depois, treinadores mais recentes… tenho vários. Gosto muito do Maurizio Sarri, sobretudo das épocas que fez no Nápoles, gosto muito de Pep Guardiola pela filosofia que tem de vida e de jogo. Identifico-me com estes três treinadores de elite. Depois, não tão mediáticos, mas também de elite, identifico-me com vários pessoas com quem trabalhei. Destaco o Luís Tralhão, o meu irmão.

BnR: Já tiveste a oportunidade de dizer ao José Mourinho que ele era uma das tuas referências?

JT: [risos] Olha, as únicas vezes que estive com o Mourinho foi sempre em alturas que implicavam conversas muito rápidas. A primeira vez que estive com ele foi quando nos cruzámos na Gala das Quinas de Ouro. Foi nos bastidores, eu tinha ganho o prémio de Melhor Treinador do Ano na Formação.

BnR: Foi em 2018? Quando ganhaste o segundo título de campeão nacional de juniores?

JT: [João hesita] Ah… É provável, sim. Sim, foi as Quinas de Ouro de 2018, exatamente. Ele tinha recebido o troféu Vasco da Gama, porque tinha expandido os treinadores portugueses para o mundo. Foi recebê-lo, e, ali nos bastidores, cruzámo-nos e falámos um bocado. Mas não tive oportunidade de lhe dizer isso [risos]. As outras vezes que me cruzei com ele foi em trabalho. Mas ainda não surgiu a oportunidade. Um dia espero poder-lhe dizer isso.

BnR: Qual foi o jogador que mais te impressionou na primeira vez que o viste?

JT: [João nem hesita] Foi o Rui Costa. Já era fã dele enquanto adepto de futebol. Já era fã de jogadores como o Rui Costa, Figo, Nuno Gomes… grandes jogadores.

BnR: Temos isso em comum então. Disseste três dos meus jogadores preferidos de sempre.

JT: Exato. Outro, João Pinto no Sporting e no Benfica. Eu cresci a ver esses grandes jogadores portugueses, e depois, quando tive oportunidade de treinar o Rui no último ano dele…

BnR: Com o Chalana, não é? Depois da saída do Camacho.

JT: Exatamente. Fiquei totalmente impressionado pela positiva com o caráter dele e com a forma dele jogar. Era muito diferente de qualquer jogador. Na minha visão, o Rui foi um dos melhores jogadores de sempre.

 BnR: Treinar um jogador como o Rui Costa, ainda por cima na fase final da carreira… como treinador, sentes que ainda há algo que lhe podes ensinar?

JT: Sim, eu acho que o desafio com esse tipo de jogadores, que são completamente diferenciados, são de outro nível. É criar-lhes condições para que eles se sintam ainda motivados para aprender. Quando eu digo motivar para aprender, não quer dizer que o Rui não tivesse essa humildade! Mas são jogadores com uma experiência tão grande, e são tão competentes ao longo de tanto tempo, que dificilmente a perceção que têm é de que alguém lhes pode trazer algo de novo. Por isso, treiná-los é criar um ambiente em que eles possam sentir que estão a crescer ainda. Eu tive essa experiência não só com o Rui, mas também com outros tantos jogadores. Mais recentemente, no caso do Monaco – um excelente jogador, já era fã dele, e depois quando tive oportunidade de trabalhar com ele…

BnR: Acho que sei quem é. Fàbregas?

JT: Certo. Quando trabalhas com um jogador desses, o desafio é sentires que lhes estás a oferecer qualquer coisa de novo e criar-lhes condições para que se sinta motivado para continuar a crescer.

BnR: Tens um feito interessante no currículo. Não é toda a gente que pode dizer que deu uma nega ao Thierry Henry…

JT: [João abre um sorriso] Não é bem assim…

BnR: Eu sei que já tinham trabalhado juntos no AS Monaco e tiraram dois níveis do curso de treinador juntos. O que te quero perguntar é se a família está sempre no centro das tuas decisões?

JT: Sim. Não me orgulho nada em ter… aliás, isso até é algo que me deixa bastante triste. Sou amigo do Thierry e sou um grande admirador dele, não só pelo grande jogador que foi, um dos melhores de todos os tempos, mas sobretudo como pessoa. Identifico-me muito com ele como pessoa, e fiquei bastante triste por não poder ir com ele por razões pessoais. Continuamos amigos e continuamos em contacto, o que me deixa o mais orgulhoso possível. Em relação às decisões, sou uma pessoa de família e as minhas decisões são sempre em função daquilo que eu achar que é o melhor para a minha família.

BnR: Um treinador às vezes é um pai?

JT: Sim, é sempre. Um treinador é sempre pai [risos]. Eu acho que ser treinador é uma responsabilidade grande, porque não só tens de dar o exemplo, como também guiar os jogadores para aquilo que é o melhor caminho. Se fizeres o paralelo com o pai, acho que é igual.

BnR: É mais difícil ser pai ou treinador?

JT: Ambos! [João solta uma gargalhada forte] Têm ambos particularidades muito próximas, como é óbvio, mas ser treinador e ser pai é entusiasmante.

BnR: Ao veres um jogador que te passou pelas “mãos” na formação a brilhar uns anos mais tarde, sentes um bocadinho o orgulho de um pai que vê o filho ser bem sucedido?

JT: Sim, é esse o sentimento. Mais do que tudo, quando recordo a relação que tive com os jovens que estão a ter agora enorme sucesso, o meu maior orgulho não foram os feitos, os títulos e por aí fora. Foi o facto de poder ter contribuído, de alguma forma, para que eles pudessem concretizar o sonho deles. E agora vê-los a jogar ao mais alto nível… brilham-me os olhos sempre que vejo um jogo deles.

UFC 250: O evento que merecia público

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O UFC 250 realizou-se ontem no UFC Apex, em Las Vegas. Amanda Nunes teve uma das suas melhores exibições e defendeu, pela primeira vez, o título de peso-pena feminino. Cody Garbrandt está de volta às vitórias com um KO espetacular.

Amanda Nunes vs Felicia Spencer

Felicia Spencer conseguiu uma chance pelo título de peso-pena feminino, após uma vitória no primeiro round frente a Zarah Fairn. A única verdadeira concorrente numa divisão com poucas atletas teve à sua frente a campeã – e uma das melhores de sempre – Amanda Nunes, que vinha numa sequência de dez vitórias.

O combate foi até aos cinco rounds, e Nunes controlou todos eles. Logo no primeiro, após lançar bons golpes, projetou Spencer e fez um corte na lateral da cabeça com fortes cotovelos. A luta foi maioriamente em pé, e Nunes mostrou ser muito difícil de vencer. Lançou golpes variados, precisos e muito fortes, e quase finalizou Spencer no quarto assalto.

No final, foi declarada a vencedora por decisão unânime, após uma exibição dominante. Fica a nota para Felicia Spencer, que mostrou muita garra e aguentou mais pancada do que qualquer outra adversária de Nunes.

Raphael Assunção vs Cody Garbrandt

Depois de três derrotas consecutivas, o antigo campeão de peso-galo, Cody Garbrandt, precisava urgentemente de voltar às vitórias. À sua frente, tinha um adversário difícil em Assunção, que estava no n.º 5 do ranking, mas que vinha de três derrotas.

Cody entrou mais calmo e ponderado, a procurar lançar golpes em contra-ataque, e ser mais paciente no seu jogo. Assunção lançou um pouco mais, mas os golpes não tiveram grande impacto. Já no segundo assalto, Assunção foi para a frente e procurou lançar mais, mas, a terminar a ronda, Garbrandt acertou um cruzado de direita que apagou por completo Raphael Assunção.

Aljamain Sterling vs Cory Sandhagen

Talvez os dois lutadores da divisão de peso-galo em melhor forma. Sterling vinha de quatro vitórias consecutivas, enquanto Sandhagen já não perdia há sete combates.

O combate em si não mostrou o equilíbrio a nível de qualidade que há entre ambos lutadores. Sterling rapidamente apanhou as costas do adversário, conseguindo levá-lo para o chão, fazendo-lhe depois um mata-leão. Finalizou Sandhagen por submissão em apenas um minuto e 28 segundos.

5 jogos nos quais Iván Marcano marcou e foi decisivo para o FC Porto

Desde a sua chegada à Invicta, Iván Marcano nunca conseguiu verdadeiramente efetivar-se como um nome unânime dentro do universo azul e branco. O central espanhol é ainda alvo de alguma reprovação por parte da massa adepta, massa adepta essa que, para azar do jogador de trinta e dois anos, é particularmente exigente nesta posição do terreno. Ora, não fosse a mesma povoada, em outros tempos, por nomes históricos do futebol português e europeu.

Gostos à parte, o facto é que o defensor castelhano, com treze golos nas últimas duas épocas de dragão ao peito, tem sido uma das principais figuras da turma comandada por Sérgio Conceição.

No entanto, devido a uma lesão contraída num recente treino, Marcano ficará afastado dos relvados por um longo período, e, consequentemente, está impedido de dar o seu contributo nesta reta final de campeonato. Por esse motivo, decidimos elencar cinco partidas nas quais o defesa central do FC Porto marcou e foi decisivo para os triunfos do FC Porto.

SL Benfica | Os 3 jovens da formação que podem ser aposta ainda esta época

No regresso aos treinos após a (primeira?) fase crítica da pandemia, o SL Benfica anunciou a subida ao plantel principal de um “grupo de elite” de oito jovens dos escalões de formação: o guarda-redes Leo Kokubo, o defesa-direito João Ferreira, o central Morato, os médios Rafael Brito, Paulo Bernardo e Tiago Dantas, o ala/extremo esquerdo Tiago Araújo e o médio-ofensivo/avançado Gonçalo Ramos.

Apesar de a primeira convocatória pós-pandemia não haver refletido essa subida ao principal plantel dos referidos futebolistas, é expectável (sobretudo depois do empate e da exibição frente ao CD Tondela) que alguns destes jovens formandos dos encarnados sejam aposta nesta reta final.

No presente artigo, trazemos o elenco hierarquizado dos três jovens com maior probabilidade de somarem minutos, tendo em conta a qualidade e a maturidade dos próprios e as lacunas do plantel. Vamos a isso!

As 5 melhores duplas de centrais de sempre

Betão, cimento, tijolos e argamassa. É assim que se tapam os caminhos para a baliza. Ou que se impede que o adversário marque um golo. Caso não tenha nenhum destes materiais à mão, pode optar por uma destas cinco alternativas que se seguem.

São cinco duplas de defesas centrais, parcerias solidamente cimentadas no eixo da linha defensiva e que foram o ponto de partida para o sucesso das respetivas equipas. Cada dupla completa-se na complementaridade dos seus elementos, numa simbiose plena.

Regresso a Casa: Alma de Leão

O Regresso a Casa é uma rubrica na qual os antigos redatores voltam a um lugar que bem conhecem e recordam os seus tempos remotos, escrevendo sobre assuntos atuais.

Depois de sensivelmente um ano afastado do “bloco e da caneta”, regresso a “casa” por um dia para abordar um tema que, estou seguro, preocupará todos os sportinguistas: a identidade do Sporting Clube de Portugal na “pele” dos jogadores leoninos.

A Dedicação, o Esforço e a Devoção são o pilar do clube verde e branco, e foi precisamente nisto que me centrei. Para a minha abordagem, irei refletir sobre três aspetos. O primeiro aspeto é referente aos jogadores que considero que mais se identificaram com o clube nos últimos cinco anos. Falo de Slimani (o avançado argelino não deixa saudades apenas pelos golos marcados); Nani; Adrien e Rui Patrício (nesta lista, os únicos provenientes da Academia de Alcochete); e Bruno Fernandes (para mim, umas das melhores contratações do clube, se não a melhor da história).

No segundo aspeto, refleti sobre possíveis regressos a Alvalade. Obviamente que todos os mencionados anteriormente poderiam ser incluídos nesta listagem, mas neste ponto, não restringi um período de tempo. Nesse sentido, considero que Daniel Carriço (atualmente no Wuhan Zall FC), Raphinha (atualmente no Stade Rennais FC) , Adrien e Slimani (atualmente no AS Monaco, emprestados pelo Leicester City) seriam opções com muita margem para envergar a listada verde e branca novamente.

O último aspeto, e aquele que alavancou a minha abordagem, é referente aos jogadores que mais se identificam com o clube na atualidade. São eles Luís Neto, Mathieu e Acuña. Este é um aspeto que faz soar o alarme em Alcochete… nenhum dos três é proveniente da Academia.
Todo e qualquer jogador deve dar o seu melhor com a camisola que enverga, e isso tem sido muito questionável no Universo Leonino. Na minha perspectiva, o problema de alguns dos jogadores visados não é a sua entrega, mas sim a sua qualidade.

É natural que a formação seja umas das componentes importantes nesta questão. O Sporting Clube de Portugal tem uma das melhores Academias do mundo, o que nos leva a esperar que os jogadores provenientes de Alcochete se identifiquem com o ADN do clube. No entanto, isso não é muito visível devido a diversos fatores, que incluem a qualidade dos jogadores, a aposta nos jogadores e oportunidades. Eu acredito vivamente que existem jogadores da formação que têm aquilo que os adeptos desejam, mas que, por qualquer razão, não o conseguem transmitir.

Na última jornada (empate diante do Vitória SC), fiquei bastante agradado com o facto de no onze inicial estarem cinco jogadores provenientes da Academia, nomeadamente Eduardo Quaresma e Matheus Nunes, que tiveram um estreia impecável. Acredito que, se escrevesse este artigo no final da temporada, estes dois nomes seriam dois dos jogadores “à Sporting”.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Tudo está perdoado, Lorena

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Sim, caro leitor, este texto é um exercício de hipocrisia. O início do meu mês de junho foi acordar, ler um email que dava conta da contratação da Lorena Wiebes pela Team Sunweb e ficar entusiasmado com uma transferência como não acontecia em muito tempo.

Lorena Wiebes é uma sprinter de topo que se afirmou em 2019 como uma das melhores velocistas da atualidade. Com apenas 21 anos, é o encaixe perfeito do dinamismo Sunweb numa jovem, dinamismo esse que tem vindo a crescer.Acima de tudo, é a número um do ranking mundial a assinar pela minha equipa favorita.

O problema é o porquê de Wiebes ter assinado de imediato desde 1 de junho até ao final de 2024. Depois de duas épocas a crescer na Parkhotel Valkenburg, a campeã de fundo dos Países Baixos entrou em conflito com a equipa e quis sair mais cedo, no final de 2019. Após uma longa disputa, acabou por haver acordo entre as partes, com Wiebes a ficar na equipa até junho deste ano e passar a ser livre nessa altura.

Pessoalmente, achei a atitude da ciclista não muito correta e pouco grata para quem, mesmo com menos recursos, lhe deu todas as condições para que chegasse ao patamar em que agora se encontra. É claro que se percebe a vontade de melhorar as suas condições, tanto salariais como em termos da qualidade da equipa com quem está, mas não se pode elogiar a forma como Lorena Wiebes lidou com este dilema.

Ainda assim, apesar dessa minha postura, é impossível não celebrar uma chegada tão importante à nossa equipa. É impossível não perdoar tudo, quando uma estrela vem revolucionar o conjunto que apoiamos. Sobretudo, sabe tão bem quando não o esperávamos.

E, verdade seja dita, depois da traição de Dumoulin, a Sunweb estava claramente com superavit de karma, pelo que bem pode dar-se ao luxo de se aproveitar um pouco dos problemas dos outros.

Que se dane a hipocrisia, merecemos ganhar.

Foto de Capa: Team Sunweb

Artigo revisto por Mariana Plácido 

Ténis acima de todos

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A revista Forbes anunciou, na última semana de maio, os 100 desportistas mais bem pagos dos últimos 12 meses (rendimento dos atletas entre maio de 2019 e maio deste ano). Sem surpresa, o ténis voltou a demonstrar ser uma das modalidades na qual as mulheres conseguem alguma igualdade salarial perante os homens.

Para além disso, Roger Federer fez história, sendo o primeiro tenista no topo da lista, desde que a mesma foi criada. Entre os 100 atletas, tanto o homem como a mulher que mais faturaram são tenistas.

OSAKA INIGUALÁVEL

Osaka ficou na 29.ª posição da lista anunciada pela Forbes
Fonte: Wimbledon

Com apenas 21 anos de idade, Naomi Osaka deixou de ser, há já muito tempo, apenas o futuro do Ténis, tornando-se naturalmente o presente da mesma. Este ano, segundo a revista Forbes, tornou-se a atleta feminina que mais faturou no espaço de um ano, ultrapassando a veterana e colega de profissão, Serena Williams.

Curiosamente, a jovem tenista teve o seu maior impacto mediático precisamente aquando a sua vitória frente a Serena, naquela que se revelou uma das finais mais polémicas da história do US Open, onde o árbitro português Carlos Ramos teve um papel de destaque.

Apesar da sua capacidade técnica acima da média, das muitas vitórias dentro do court e de um prize money invejável, Osaka tem na criação da sua marca/valor desportivo a principal fonte de rendimento. A jovem japonesa foi rapidamente aliciada por várias marcas/empresas e presenteada por vários parceiros/patrocínios milionários, que ajudaram à ascensão repentina de Osaka na revista Forbes.

A sua personalidade “acanhada”, simpática e genuína, em junção com a sua mentalidade insaciável e vencedora dentro de campo, traz uma mistura quase perfeita para uma marca «adotar» a atleta japonesa como referência dentro da ótica da modalidade em questão (como é o caso da Nike). Outro aspeto essencial é o facto de a tenista, que tem dupla nacionalidade, ter anunciado que ia abdicar da possibilidade de competir pelos Estados Unidos da América nos Jogos Olímpicos de Tóquio, assumindo a vontade de jogar pelo Japão. Isto catapultou o seu valor, ao passo que, automaticamente, se tornou muito “querida” em mercados extremamente valiosos, como é o japonês. 

Todavia, a equidade entre salários é um assunto que ainda está por resolver, já que as mulheres estão longe de obter prémios que se aproximem dos homens. Mesmo no ténis (uma das modalidades na qual menos esta disparidade sobressai) denotou-se um desvio significativo do tenista mais bem pago, Federer, da tenista mais bem paga, Osaka. Aliás, a jovem japonesa recebeu sensivelmente três vezes menos do que o helvético.

BnR TV: Os 5 melhores estrangeiros da Primeira Liga

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Elegemos os 5 melhores estrangeiros da Liga e divulgamos, neste programa, o próximo convidado do BnR TV de terça-feira! E atenção… É BOMBÁSTICO!
Com João Castro, Clara Oliveira, Frederico Seruya e Nélson Mota.

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Artigo revisto