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Portugal vs Alemanha: O que retiramos deste regresso?

Um português e um alemão entram… num campo de futebol. Podia ser o início de uma piada seca, substituindo o bar pelo estádio e acrescentando mais uma nacionalidade qualquer, mas não é. Nesta segunda volta “pós covid-19” das principais ligas europeias, a Primeira Liga da Alemanha (vulgo Bundesliga) e a Primeira Liga Portuguesa foram as primeiras a entrar em campo. Por isto, os olhos do mundo estiveram em nós, no futebol português e nos seus intérpretes.

Então, se fomos dos primeiros a começar, quer dizer que somos mesmo dos melhores? Não me parece, nem mesmo top 5 europeu. Também não somos dos piores, mas a verdade é que começámos primeiro que Inglaterra, Espanha ou Itália, muito por causa da rapidez com que “controlámos” a pandemia, algo que estas nações tiveram mais dificuldades a fazer.

Posto isto, permitam-me que faça uma afirmação prévia – que é discutível, claro – acerca destas duas ligas em questão: o Futebol na Alemanha é muito melhor, em tudo, que a nossa Primeira Liga Portuguesa. Ainda assim, vamos tentar compará-las e perceber se temos motivos para sorrir nesta segunda fase.

O basquetebol espanhol está de volta!

A Liga Espanhola de Basquetebol está de volta. Após uma reunião que envolveu os 18 clubes que disputam a prova, foi acordada a retoma da competição, na cidade de Valência, entre 17 e 30 de Junho.

Em formato de torneio final, vão participar as 12 equipas melhor classificadas na Liga até à data da suspensão da mesma. Os grupos já estão definidos, com Barcelona, Bilbao, Baskonia, Unicaja, Joventut e Tenerife no Grupo A e Real Madrid, Andorra, Valencia, Zaragoza, San Pablo Burgos e Gran Canaria no Grupo B. As restantes equipas que não marcarão presença nesta fase final também não se vão encontrar, porque a ACB afirmou que não existirá lugar para despromoções.

Entendeu-se a criação de uma espécie de cidade exclusiva de basquetebol em Valência, de modo a assegurar uma maior segurança para todos os envolvidos. As equipas vão ser distribuídas por oito campos de treino e pelo pavilhão do Valência. Vão também ficar dividas entre hotéis, nomeadamente quatro equipas em cada um, e já vão ter de estar na cidade uma semana antes do regresso da competição.

Esta fase final do campeonato vai ser efetuada num confronto entre as equipas de cada grupo. Vão ser realizados cinco encontros por cada equipa e, no final, passam à meia-final as duas primeiras de cada um dos grupos. O primeiro lugar do Grupo A defrontará o segundo lugar do Grupo B e, consequentemente, o primeiro lugar do Grupo B irá jogar contra o segundo lugar do Grupo A. Os vencedores de cada jogo terão lugar na final. Os jogos das meias-finais e da final serão disputados num só encontro, não havendo lugar para uma segunda mão.

Os dois verdadeiros candidatos ao título são o Barcelona e o Real Madrid. Ambas as equipas são, desde o início da época, consistentes em números de vitórias e têm demonstrado um nível elevadíssimo de jogo. No entanto, o Zaragoza pode também surpreender, se tiver a hipótese de alcançar as meias-finais.

Foto de Capa: ACB

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

FC Porto 1-0 CS Marítimo: Dragões aceleram para a liderança após desaire encarnado

O FC Porto entrou em campo a saber do resultado negativo do SL Benfica e com a perceção que estavam apenas a uma vitória da liderança isolada. Além disso, a nação portista esperava uma reação à derrota em Famalicão e foi com esses dois pontos que se pode assistir a uma entrada forte dos dragões.

Com o regresso de Alex Telles ao onze, que permitiu oferecer a ala direita a Manafá e consequentemente devolver Corona a terrenos mais ofensivos, a formação portista entrou a todo o gás à procura do primeiro golo. A verdade é que esse mesmo momento não demorou muito a chegar num lance em que Corona apanha toda a gente de surpresa e faz um golaço, confirmando o seu bom período de forma. Por sua vez, os madeirenses não demoraram muito a responder ao tento dos nortenhos, já que, na jogada a seguir, o japonês Maeda esteve perto de recolocar o empate, mas a bola não chegou a entrar na baliza de Marchesín.

Apesar do susto, o FC Porto não tirou o pé do acelerador e foi à procura do segundo golo, todavia num mau passe de Sérgio Oliveira foi a equipa do CS Marítimo a ficar perto do empate, outra vez, por Maeda, que falhou de forma clamorosa. O ritmo forte do início da partida com o decorrer do tempo foi baixando, como é natural, e no primeiro tempo houve apenas mais um destaque para um remate de Sérgio Oliveira que concedeu uma defesa atenta ao guardião Charles.

O início da segunda parte parecia que ia ser igual ao da primeira, mas não. A equipa do CS Marítimo entrou com outra postura, colocando o FC Porto mais em sentido e com maior cautela no período defensivo. No entanto, a equipa insular nunca foi uma verdadeira ameaça ao atual líder do campeonato, que teve sempre na sua mão o controlo do jogo. Por conseguinte, assistiu-se a uns segundos 45 minutos mais mornos e menos entusiasmantes, sendo que só nos instantes finais do jogo é que houve maior atratividade para cada lado, com Fábio Vieira, estreia na equipa principal, a tentar matar a partida para o lado portista, enquanto que Xadas teve também o golo do empate nos seus pés.

De anotar ainda a expulsão de Alex Telles, por acumulação de amarelos, que assim vai falhar o próximo desafio do FC Porto. Por fim, o resultado final sorriu para os pupilos de Sérgio Conceição, graças ao golo de Corona e assim é o atual líder isolado da liga.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jesús Corona- O internacional mexicano é claramente o jogador mais preponderante, não só do FC Porto como da liga portuguesa. Seja a lateral, seja a extremo Corona não consegue deixar de espalhar magia quando toca na bola e sempre que o esférico chega aos seus pés há sempre a curiosidade em saber que truque, que passe, que drible vai tirar da cartola. Se há jogadores que justificam o preço do bilhete pela sua qualidade, “Tecatito” faz claramente parte desse lote.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Zé Luís – É verdade que o avançado cabo-verdiano entrou comprometido com a equipa e mostrou atitude, mas no que se pede a um atacante de uma equipa grande esteve completamente alheado do jogo, ou seja, na criação e na concretização de oportunidades de golo, além do que demonstrou sempre, está um pouco desintegrado da manobra ofensiva da sua equipa. Após um início de época prometedor da sua parte, o que tem acontecido é que tem baixado de rendimento a cada mês que passa, pelo que as notícias que apontam à sua saída não surpreendem.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO         

Sérgio Conceição apostou hoje numa equipa completamente virada para o ataque com a finalidade de conseguir cedo a vantagem, procurando que com o tempo a mesma se dilatasse. Deste modo, os dragões apostaram num ritmo forte com a subida bem expressiva dos seus laterais a darem apoio ao ataque, com uma manobra ofensiva bem móvel, de maneira a conseguir destabilizar a transição defensiva dos madeirenses. De resto, assistiu-se um FC Porto igual a si mesmo, ou seja, sempre na busca pela profundidade e a apostar numa pressão alta, enquanto a frescura física assim o permitiu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Manafá  (7)

Mbemba (7)

Pepe (6)

Alex Telles (6)

Danilo (7)

Sérgio Oliveira (6)

Luís Diaz (7)

Corona (8)

Zé Luís  (7)

Marega (6)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Vieira (6)

Soares (-)

Uribe (-)

Diogo Leite (-)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

A partida não começou de feição para a equipa de José Gomes com o golo sofrido aos pés de Corona, mas a formação madeirense soube responder bem a esse momento mais negativo. Como era de esperar, a equipa do CS Marítimo adotou sempre uma postura mais de contenção, mas sempre à espera da melhor oportunidade para explorar as velocidades dos seus atacantes Maeda e Joel, que chegaram a provocar alguns calafrios à defesa portista. Privilegiaram sempre a saída de bola e tentaram sempre provocar o erro do adversário para tentar criar qualquer tipo de dano para as redes de Marchesín.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (7)

Bebeto (7)

Zainadine (7)

Dejan (6)

Rúben Ferreira (5)

Bambock (6)

Moreno (6)

Renê Santos (6)

Nanú (6)

Maeda (7)

Joel (6)

SUBS UTILIZADOS

Xadas (6)

Vukovic (6)

Getterson (6)

Edgar Costa (6)

Milson (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Portimonense SC 2-2 SL Benfica: Displicência encarnada no segundo tempo leva a perda de (mais) dois pontos

A CRÓNICA: BENFICA SOMA QUARTO EMPATE CONSECUTIVO

O SL Benfica entrou esta tarde frente ao Portimonense SC sabendo que uma vitória poderia significar a liderança isolada da Primeira Liga. O FC Porto entrou em campo às 21h15, pelo que os homens de Bruno Lage poderiam pressionar os azuis e brancos.

Os encarnados entraram a querer assumir o controlo do jogo. No entanto, esta era lenta e previsível, assemelhando-se ao que foi apresentado diante do CD Tondela. Após dez minutos de jogo, as “águias” começaram a meter o pé no acelerador e, aos 14 minutos da partida, acabam por fazer a primeira jogada de perigo do encontro. Uma combinação de qualidade entre Pizzi, encostado à linha, e André Almeida, por dentro, a resultar num cruzamento perigoso do “34” dos encarnados, Gonda sai a soco a meia altura, a bola sobra para Rafa e o avançado das águias atira muito por cima.

O aviso estava dado e apenas três minutos depois, aos 17’, inaugura o marcador. Rúben Dias descobre com uma paralela pela relva o movimento diagonal e em profundidade de Rafa, que, já com bola penetra na área algarvia. Após o compasso de espera (por Pizzi), o “27” benfiquista endossa o esférico ao transmontano e este atira com violência na direção das redes à guarda de Gonda.

Estava feito o primeiro, e os encarnados estavam a dar uma boa resposta em campo face aos incidentes após a partida da jornada passada. Os encarnados apresentavam uma maior procura pelo jogo interior, sendo que a dupla Weigl – Taarabt perimitiu uma boa dinâmica de passe no interior do terreno. Aos 31 minutos, e após um erro crasso de Lucas Possignolo, André Almeida faz o segundo da partida para as “águias”. Chegava o intervalo e os encarnados seguiam para o intervalo com uma vantagem relativamente confortável no marcador.

Porém, tudo iria mudar no segundo tempo. Ao intervalo, Paulo Sérgio promoveu a entrada de Aylton Boa Morte e de Fali Candé (para os lugares de Henrique e Pedro Sá, respetivamente), o que levou a uma maior capacidade de pressão da equipa da casa sobre os encarnados. Essa aposta iria compensar e, aos 66 minutos, os aurinegros acabariam por reduzir, através de bola parada. Dener saltou mais alto do que os defesas encarnados e relançava o jogo em Portimão.

Paulo Sérgio ainda não estava satisfeito e lançou o possante avançado Beto, aos 70 minutos, empurrando cada vez mais os encarnados para o seu meio campo. Seis minutos depois, através de um potentíssimo remate fora de área, Júnior Tavares restabelece a igualdade no marcador.

Até ao final da partida, as “águias” tentaram fazer, através de jogo direto, o terceiro golo que garantia os três pontos e, ainda que temporariamente, a liderança isolada da Primeira Liga. O Benfica deixa assim fugir a oportunidade de assumir a liderança, após ter uma vantagem de dois golos, com a agravante de poder ter perdido Jardel e Grimaldo devido a lesão.

A FIGURA

Fonte: Portimonense SC

Paulo Sérgio – O técnico português, perante uma desvantagem de dois golos ao intervalo, conseguiu reformular a estratégia e não teve receio de mexer ao intervalo. O empate acaba por ser um resultado justo devido às mudanças implementadas pelo técnico (e por algum demérito dos encarnados)

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Equipa do SL Benfica – Não é compreensível uma equipa com aspirações a chegar ao título perder uma vantagem de dois golos, em particular numa altura delicada como é aquela em que se encontra. As “águias” só ganharam um jogo nos últimos dez que disputou, pelo que se pede uma introspeção aos jogadores e restante equipa técnica.

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os comandados de Paulo Sérgio apresentaram-se num 4-2-3-1 que, com o bloco médio-baixo, com os alas fechados, se tornava num 4-5-1 autêntico, sempre à espreita do contra ataque para atacar a baliza encarnada. A abordagem mais passiva ao jogo, ao deixar o Benfica trocar a bola, não resultou e ao intervalo estava em desvantagem.

No entanto, com as alterações promovidas na segunda parte, o Portimonense reinventou-se numa espécie de 4-3-3, com a entrada de Aylton para a direita, e tornou-se numa equipa mais agressiva e pressionante na primeira fase de construção das “águias”. A estratégia resultou, dado que o jogo ofensivo dos encarnados no segundo tempo foi praticamente nulo e que a equipa da casa conseguiu pontuar frente a um candidato ao título.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (3)

Hackman (3)

Lucas Possignolo (3)

Willyan (3)

Henrique Custódio (3)

Lucas Fernandes (2)

Dener (3)

Pedro Sá (2)

Júnior Tavares (3)

Bruno Tabata (2)

Vaz Tê (2)

SUBS UTILIZADOS

Aylton (3)

Jadson (2)

Fali Candé (3)

Rômulo Machado (2)

Beto (3)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Após um começo com o pé esquerdo no regresso à competição frente ao CD Tondela, os encarnados queriamdar a volta por cima esta tarde. A equipa de Bruno Lage apresentou-se no seu típico 4-4-2, com uma alteração face à última partida: Cervi entrou no onze e Gabriel foi para o banco.

Os encarnados apresentaram ideias interessantes na primira parte, com a dupla Weigl-Taarabt a carburar bem no centro do terreno. Os homens de Bruno Lage procuraram sair com a bola no pé, construindo o jogo com Weigl a descair para o meio dos centrais,  privilegiando o jogo interior, com os extremos a ir para dentro, deixando as alas para os laterais. A estratégia correu de forma perfeita na primeira parte: os jogadores iam fazendo a bola circular bem, os golos surgiram e tudo parecia estar sob controlo.

No entanto, e sem se perceber muito bem porquê, os comandados de Bruno Lage entraram no segundo tempo com uma postura mais permissiva, recuando o bloco e deixando os aurinegros trocarem a bola no seu meio campo. O resultado ajusta-se pela segunda parte fraca dos encarnados, pelo que é preciso começar a arrepiar caminho pois, caso contrário, a luta pelo título torna-se uma miragem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (3)

André Almeida (3)

Rúben Dias (3)

Jardel (2)

Grimaldo (3)

Weigl (4)

Taarabt (3)

Pizzi (4)

Cervi (3)

Rafa (3)

Vinícius (2)

SUBS UTILIZADOS

Ferro (3)

Dyego Sousa (2)

Seferovic (2)

Nuno Tavares(2)

Gabriel (2)

«Se soubesse o que sei hoje, não teria ido para o Sporting» – Entrevista BnR com Wender

Wenderson de Arruda Said de batismo, mas somente Wender para o mundo do Futebol. O gosto pelo Desporto Rei surgiu desde muito cedo devido ao seu pai professor de Educação Física, que inclusive o treinava a guarda-redes. O “Mirim” percebeu que era mais à frente no terreno que poderia fazer a diferença e deu certo: estreia-se aos 19 anos no Brasileirão, mas confessa que isso o fez deslumbrar um pouco. Como é sabido, no Futebol há sempre tempo para alterar a forma de abordar o jogo, algo que o extremo entendeu na perfeição e assim conseguiu conquistar uma passagem para jogar pela Naval. Em Braga, teve a oportunidade de brilhar ao mais nível, o que lhe levou até a Alvalade onde acabou por não ser muito feliz e optou pelo regresso ao Minho, onde viria a meter os arsenalistas na Europa. Lisboa e Chipre foram as paragens seguintes antes de arrumar as botas e abraçar a carreira de treinador. Em mais um exclusivo Bola na Rede, eis então Wender Said.

– Do início como guarda-redes até à galinha de Aprígio Santos –

Bola na Rede (BnR): Como surgiu o Futebol na tua vida?

Wender (W): Surgiu desde criança. O meu pai era professor de Educação Física, então o Desporto sempre esteve em voga na minha família. Desde muito cedo, acompanhava-o em algumas aulas de Andebol, Voleibol, Atletismo, Futsal, e também o meu pai foi treinador de algumas equipas amadoras na minha cidade e árbitro. Sendo assim, o Futebol e o desporto estiveram sempre presentes desde muito cedo na minha vida.

BnR: E com que idade exatamente começas a jogar?

W: Como disse anteriormente, comecei desde muito cedo. Quando era mais novo, ia para a rua brincar e jogar futebol, e ali havia muita gente da minha faixa etária e lembro-me de disputar aqueles torneios na terra batida, dois contra dois, três contra três, em que as balizas eram feitas de pedras que encontrávamos no chão. Foi aí que comecei a jogar com alguma frequência e a alimentar o sonho em ser jogador de Futebol. Tive de sair da minha cidade que é uma cidade pequena no interior do Mato Grosso para ir para Cuiabá jogar numa equipa maior, tinha 14 anos.

BnR: A tua posição era de extremo, mas no início da carreira ainda te aventuras a jogar como guarda-redes. O que teve peso na escolha de um lugar mais avançado no campo?

W: Era engraçado, pois era uma posição que me atraía. Usar luvas e o poder tocar a bola com a mão cativava-me muito. Realmente tinha alguma técnica, não tinha medo da bola e era muito ágil. Recordo-me que o meu pai me chutava bolas durante muito tempo para me treinar nessa posição, caía para um lado e para o outro, mas de repente percebi que era bom com os pés e por vezes na baliza, a decisão que temos durante um jogo é salvar um ou outro lance, e vi que jogando na linha poderia ter mais poder de decisão sobre o resultado final da partida. Muitas vezes estava na baliza e a equipa precisava de ganhar, lá ia eu jogar na linha e quando já estávamos a vencer por três ou quatro, voltava para a baliza.  

BnR: Sei que a primeira alcunha no Futebol era “Mirim”. Como surgiu esse nome e em que momento passas a ser apenas Wender que todos os adeptos em Portugal facilmente reconhecem?

W: Tu estudaste bem (risos). Isso foi quando cheguei a Cuiabá com 14 anos, e é uma história engraçada e fui treinar para o Uirapuru com os juvenis que eram mais velhos que eu três anos. Há um jogo em que a equipa está a perder por um a zero, sou lançado e faço a assistência para o golo do empate. A seguir, faço uma grande jogada, deixo a bola para o meu colega marcar que faz o 2-1 e vencemos a partida. No dia seguinte, o mister no balneário falou sobre esse jogo e disse que a equipa tinha jogado muito mal e não era aceitável, e teve de recorrer a um garoto que era um “mirim” e ainda falou: “Olha lá para ele, nem corpo tem, tanto que é magro e tal! Tive de colocá-lo para virar o jogo” e assim ficou essa alcunha (risos). Todos começaram a chamar-me de “Mirim”. Aos 17, eu ia estrear-me na equipa principal do Dom Bosco, e o treinador – o professor Hélio Machado – e o preparador físico Gilmarzinho – que foi um grande amigo, trabalhou muitos anos comigo quando estive em Mato Grosso e infelizmente já faleceu -, olham para mim e comentam: “Não podemos ter um jogador no elenco com o nome de Mirim, porque não é nome de jogador de Futebol”. Perguntaram pelo meu nome e disse que era Wenderson, e eles voltaram a falar entre si: “Mirim? Nunca conheci um jogador com esse nome, e muito menos Wenderson. Vamos acertar isso!”. Eles repararam no meu nome, tiraram a parte final (-son), ficou só Wender. “O que é que você acha?” e eu disse que era perfeito, porque para eles (Wender imita a voz dos treinadores) “Mirim não é nome de jogador, e até acabar de dizer Wenderson no jogo, você já perdeu a bola!” (risos). E assim ficou Wender.

BnR: Em 1994 ao serviço do Operário de Mato Grosso, fazes um hat-trick na final do campeonato estadual. Foi nesse momento que passas a acreditar de que irias ser jogador de Futebol?

W: Sem dúvida. Eu estreei-me em 1992 no Dom Bosco, no ano seguinte vou para o Operário, onde faço um ano consistente, ainda para mais num clube com maior poder financeiro e torcida em Mato Grosso, e vamos à final do estadual e perdemos. Em 1994, eu começo a fazer golos e torno-me no artilheiro do campeonato estadual, e quando chegámos outra vez à decisão, fiz esses três golos. Até hoje, eu sou o único jogador que fez três golos na final do estadual mato-grossense, e olha que o maior jogador da história do futebol mato-grossense é conhecido como o Bife que jogou no Porto e Belenenses na década de 80 e ainda hoje é o maior artilheiro de sempre do campeonato estadual, mas não conseguiu fazer três golos na decisão e eu sim (risos).

BnR: Aos 19 anos, dás um grande salto e estreias-te no Brasileirão pelo Sport Recife, onde jogas ao lado do Juninho Pernambucano. Como foi essa mudança?

W: Foi uma mudança radical para mim. Sair de um estado onde o futebol não é tão divulgado e visto por muitos, e depois estar logo de seguida no campeonato brasileiro a jogar contra os grandes clubes e com grandes “feras”. Nesse ano, tínhamos o Juninho Pernambucano, o Leonardo que fez história no Sport Recife e Vasco da Gama e até esteve no Belenenses no final da sua carreira, e algo que começas a olhar ao teu redor e reparas que estás a jogar no Maracanã contra o Flamengo ou Morumbi contra o São Paulo, e apercebeste da realidade totalmente diferente. Tem também aqueles contratempos, ser tão jovem e chegar a esse patamar, de repente a cabeça em alguns momentos não ajudou muito.

BnR: Começam a aparecer algumas distrações fora de campo que podem prejudicar o rendimento.

W: Sem dúvida, na minha opinião o mais complicado é o ‘extracampo’, a vida fora dos relvados. As coisas vêm muito fácil, todo o mundo te conhece e começas a sair mais vezes e a não ter uma vida tão saudável e é por aí que uma carreira pode-se perder.

BnR: Em 1999, vens para Portugal. Como se processa a vinda para a Naval 1.º de Maio?

W: Eu tive um crescimento muito rápido no futebol aos 19 anos em que cheguei à primeira divisão. Depois houve uma fase em que subi tanto, a cabeça não estava tão bem, depois fui para o Botafogo e comecei a sair muito, o teu foco já não é apenas o treino e o jogo. Fui para o estadual de Minas (Gerais), que é um campeonato mais ou menos, mas não se compara ao do Rio de Janeiro ou São Paulo. Assinei pelo Democrata de Valadares, pois disseram-me que muitos jogadores de lá estavam a ir para Portugal e pensei logo “Quem sabe se isso não pode ser uma boa hipótese”. Houve uma conversa com o empresário Adelson Duarte que trouxe imensos jogadores para Portugal, desde o Vitória de Guimarães, o Sporting de Braga, Marítimo, sobre essa possibilidade e aí comecei a destacar-me no campeonato, tanto que fui considerado o melhor extremo esquerdo do campeonato. Surgiu a hipótese Atlético Mineiro, mas era pouco tempo, tanto que só me queriam dar seis meses de contrato para jogar o campeonato brasileiro. Ao mesmo tempo apareceu essa oportunidade de vir para Portugal, e o Adelson apresentou-me algumas equipas com quem tinha contactos, só que nessa altura o Democrata deixou-me de pagar. Fiquei à espera de que ele trouxesse treinadores de Portugal no final da época para assistirem ao vivo os jogadores, sendo que alguns deles tinham visto a minha cassete antes.

BnR: Tempos clássicos (risos).

W: Sim, naquele tempo ainda se observavam jogadores dessa forma (risos). Gostaram muito das minhas exibições, só que nesse momento o Democrata deixa de me pagar e fui embora do clube, pois não me pagavam e não conseguia estar a viver essa situação. Na semana seguinte, a equipa ia ter três jogos – Quarta, Domingo e Quarta -, e foi nessa sequência de jogos que o Adelson leva o treinador do Marítimo, Naval e outro que já não me recordo. Quando eles chegam para ir ver o jogo, só que não estava lá (risos). O empresário ligou-me mal soube a perguntar por que não iria jogar, e eu respondi: “Adelson, já estou em Mato Grosso na minha casa”. E ele disse: “Não acredito que você fez isso!”, e eu: “Claro que fiz, estou aí no clube esse tempo todo e não recebo. Aqui em casa, estou tranquilo e sem fazer despesas”. “Não, tu estás doido e amanhã ligo-te.”. No dia seguinte, volto a falar com ele e diz-me que os treinadores não gostaram de nenhum outro jogador e o treinador da Naval, o Raul Águas na altura, queria levar-me mesmo sem me ter visto a jogar ao vivo, pois tinha gostado do que viu na cassete. Isso foi no final de maio, eu tinha de estar no início de julho em Portugal para a pré-temporada, e falei para o Adelson “Então se é assim, deposita o dinheiro na minha conta, não jogo mais aqui em Mato Grosso e fico à espera para ir para Portugal”. Na segunda, ele depositou o dinheiro e pensei logo “Agora sim, eu acredito que é verdade que vou para Portugal” (risos). E foi assim que vim para a Naval.

BnR: Como foi a adaptação a Portugal? Sentiste alguma dificuldade nos primeiros tempos?

W: Confesso que foi um pouco estranho, pela seriedade dos treinos, a disciplina e o rigor, a intensidade de jogo no começo da aventura. É engraçado pois o treinador que me trouxe não chegou sequer a iniciar o campeonato. Houve uma divergência com o presidente, o Aprígio Santos, e ele saiu antes do início do campeonato. Chegou depois um novo treinador, o José Dinis, quando a equipa já estava toda montada, com outro princípio e estilo de jogo, onde tivemos de nos adaptar rapidamente. No primeiro ano, eu estranhava o porquê de num jogo ter sentido que tivesse feito uma boa partida e já me dava garantias que fosse jogar no jogo seguinte, e algumas vezes isso não acontecia e não gostava, ia falar com o treinador a perguntar o porquê de muitas das vezes não jogar de início, ao que ele dizia “Jogamos de forma diferente, e tu só queres estar na frente, vir para trás está quieto. Vamos jogar fora, entras na segunda parte e rebentas com eles na segunda parte” (risos). Era difícil gerir isso, até perceber que o futebol é para frente e para trás.

BnR: Estás três anos na Figueira da Foz, onde jogas 98 partidas e marcas 33 golos. Que importância teve a Naval na tua carreira?

W: Quando cheguei ao clube, dei-me muito bem com o presidente Aprígio Santos e estou-lhe muito grato. Tudo o que eu pedia e necessitava, ele estava sempre pronto a ajudar. Assinei por três anos, em que no primeiro ano o objetivo era não descer de divisão, e para quem não conhece de facto o campeonato pode achar que é pouco, mas na verdade a Naval nas duas vezes anteriores em que subiu à Segunda Liga, descia no ano seguinte e felizmente conseguimos atingir o pedido. Nessa época fiz sete golos, na seguinte marquei 10 e no terceiro ano fiz 16, e esse último foi crucial para ir para a Primeira Liga. Desde o primeiro ano tinha uma proposta da Académica, falavam sempre muito, mas como tinha contrato com a Naval era mais difícil sair. No segundo ano,  falou-se no Paços de Ferreira, mas preferi ficar na Naval, pois ia receber menos e não estava no meu pensamento ir para a Primeira Liga ganhar menos do que já recebia, por mais que isso fosse o meu objetivo desportivo. No último ano do contrato, as coisas estavam a correr bem e até em janeiro já tinha 10 golos marcados no campeonato, então foi algo natural essa ascensão à Primeira Liga.

BnR: E aquela história que envolve o presidente da Naval e uma galinha preta?

W: Isso foi numa fase em que nós estávamos sem ganhar em casa há algum tempo, e ele soltou a galinha preta de um lado do campo para ela passar dentro da baliza para ver se a bola entrava (risos). Só que começou a chegar o início do jogo, e ninguém estava a conseguir apanhar a galinha, tanto que até foram chamar os jogadores para ajudar a pegar a galinha. Até me lembro que houve alguém que chutou a galinha, e o presidente ficou bem chateado por quase matarem a sua galinha (risos).

BnR: E depois disso tudo, acabaram por vencer esse jogo (risos)?

W: Ganhámos sim. Depois até dissemos ao presidente “Passe a galinha mais vezes durante a semana, deixe ela andar ali dentro da baliza” (risos).

BnR: Visto que tiveste uma passagem importante pela Naval onde até chegas a ser capitão, ficas-te triste com o que aconteceu ao clube? E tens acompanhado o ressurgimento do projeto?

W: Acompanho sim, tenho amigos na Figueira (da Foz) e Buarcos também. De certa forma, foi muito triste pois é um clube que me diz muito e projetou-me aqui em Portugal. Tenho um carinho imenso, tanto que, quando assinei pelo Braga, pensei: “Será que me vou adaptar à cidade de Braga? Vou gostar assim tanto como gosto da Figueira e das pessoas de cá?”. A Naval era um clube muito familiar com pessoas simples e que davam tudo pela equipa. Havia um grande carinho dos adeptos para com os jogadores, e pensava se também iria ser assim em Braga. Felizmente, acabou tudo por dar certo e vou todos os anos à Figueira onde tenho amigos e torço para que a Naval volte a ocupar o espaço que sempre teve no Futebol nacional.

 

O infortúnio dos guardiões num regresso atípico da Liga

Regresso atípico é a definição natural para categorizar a jornada 25 do campeonato, realizada durante a última semana. As bancadas despidas e o percetível diálogo entre os jogadores constam no cardápio da nova rotina motivada pela pandemia, que não se deseja demasiado prolongada. O futebol fica sem boa parte da chama, mas é preciso acreditar que é uma fase passageira e que em breve tudo voltará ao normal.

Mas também o foi, pelo simples e inusitado facto de apenas um dos sete primeiros classificados ter vencido. A ‘fava’ calhou ao FC Famalicão que venceu o líder FC Porto e prosseguiu neste conto de fadas que tem vindo a ser esta época de regresso ao escalão máximo. Deve ser preciso recuar várias épocas para encontrar tal feito, mas a verdade é que se assistiu a uma pequena revolta dos clubes de menor dimensão. Nesta ronda assistiram-se ainda a várias boas partidas quando as expectativas não eram tão elevadas, tendo os indicadores de regresso sido positivos, de uma maneira geral.

O fator casa não teve um grande peso, embora não tenha contrastado muito com outras rondas, e daqui ressalva-se o facto de o CD Santa Clara nem sequer ter vencido no seu próprio recinto. Os árbitros continuaram a insistir no apito, uma vez que houve apenas um jogo com menos de 30 faltas, mas existiu um aspeto em particular que marcou a semana de reinício da competição e que teve os guarda redes como protagonistas. De tão invulgar que foi, esta ronda pareceu estar amaldiçoada para alguns guardiões, que tiveram momentos menos felizes e aparentaram estar ainda em ‘modo quarentena’.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O tempo de paragem foi longo e o entrosamento perdeu-se, podendo-se percecionar que os jogos de preparação fazem falta antes da entrada numa competição oficial. Por ser uma posição específica e bastante importante no terreno de jogo, os donos da baliza estão mais expostos ao erro – e ele aconteceu em catadupa, numa sucessão invulgar e solidária entre colegas de setor.

Neste lote constam os nomes de Marchesin, Douglas, Max, Matheus, Fábio Szymonek, Helton Leite, Kieszek e Ricardo Ribeiro, que sofreram golos por erros individuais ou estiveram envolvidos em lances de pura infelicidade. Estes foram os vários guardiões desafortunados, sendo que apenas um conseguiu a vitória. Os erros acontecem a qualquer um, mas estes episódios consecutivos de infelicidade são anormais para uma jornada só e chamaram a atenção de todos aqueles que tenham estado minimamente atentos ao reatar da Liga.

Todos eles, com certeza, já garantiram pontos para as suas equipas e são nomes respeitados entre os postes do futebol português. São atletas de qualidade e com créditos firmados, que estarão prontos para responder à altura, tal como já o fizeram em muitas ocasiões anteriores. Contudo, ficaram ligados ao regresso do campeonato, que foi atípico não só pelas circunstâncias atuais, como também pelos sucessivos lances insólitos que se verificaram nas diversas balizas.

As 5 melhores lutas de Conor McGregor

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Conor McGregor anunciou no passado sábado a sua retirada do MMA. Já não é a primeira vez que o irlandês utiliza o Twitter para revelar a sua intenção de abandonar o Desporto, no entanto, nunca o chegou realmente a fazer. Será isto tudo uma estratégia de marketing e negociação? Creio que sim. Será que isto significa que a sua próxima luta poderá ser no boxe? Também creio que sim.

Na sequência do seu anúncio, o Bola na Rede fez um top com as cinco melhores lutas de Conor McGregor. Para definir melhor, os critérios de seleção passam por: magnitude/impacto da luta e o que estava em jogo. Não me foquei tanto no resultado do combate em si e isso está expresso em duas seleções, mas noutras isso foi um critério decisivo. Chega de conversa, vamos ao top?

Mattheus Oliveira | Novo treinador, nova vida?

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Filho de um craque campeão do mundo, Mattheus de Andrade Gama Oliveira fez toda a sua formação no CR Flamengo. Nove anos no Mengão, estreou-se pela equipa de seniores em 2012, época onde jogou 12 jogos pelo escalão principal. Com 17 anos somou 355 minutos nos seniores e teve a oportunidade de partilhar balneário com Ronaldinho Gaúcho, Liedson e Vágner Love. Na temporada seguinte treinava com a equipa sénior e jogava pelos juniores, voltando a integrar a equipa principal em 2014, realizando 8 jogos.

Mattheus Oliveira ficou conhecido desde cedo. O seu pai, Bebeto, craque brasileiro, apontou um dos golos da vitória frente à Holanda nos quartos-de-final do mundial de 1994. A celebração do golo em movimento de embalar um bebé dedicado ao filho deixou uma marca de popularidade.

A sua chegada a Portugal acontece num empréstimo de dois anos ao GD Estoril-Praia. Em 2014/2015 chega com 20 anos à equipa da Linha, orientada primeiro por José Couceiro e depois por Fabiano Soares, onde jogou 4 jogos. Na temporada seguinte somou 26 jogos pelos canarinhos, apontando 4 golos, acabando por ficar a título definitivo na equipa portuguesa, a custo zero. Em 2016/2017 destaca-se, realizando 32 jogos, praticamente todos a titular, apontando 2 golos. Despertou a atenção do Sporting CP, clube que o contratou num negócio a rondar com os dois milhões de euros. Com 22 anos, o brasileiro tinha chegado a um grande português.

Integrou o plantel da turma comandada por Jorge Jesus, mas a falta de espaço fez com que fosse emprestado a meio da época ao Vitória SC, onde fez 14 jogos. Na temporada seguinte também não conseguiu encontrar o seu espaço e acabou novamente por rumar à cidade do berço. Nessa época fez 27 jogos e apontou 4 golos.

Fonte: Sporting CP

Na presente época ficou em Alvalade. Com 25 anos não somou qualquer minuto pela equipa dos Leões, não sendo hipótese sequer para Marcel Keizer, Leonel Pontes ou Jorge Silas. A primeira convocatória do médio brasileiro foi no último jogo, curiosamente frente à equipa que representou nas últimas duas temporadas, o Vitória SC. Não jogou, mas estar no leque de hipóteses foi uma novidade. Rúben Amorim foi questionado sobre a chamada de Mattheus, ao qual respondeu “com trabalho tudo é possível no Sporting”.

Conseguirá o filho de Bebeto ser uma opção válida para Rúben Amorim? Tendo em conta que esta reta final com campeonato está a ser utilizada como uma espécie de preparação para a próxima, será o médio capaz de mostrar a sua qualidade e assegurar um lugar na próxima temporada?

Foto de Capa: Sporting CP

5 grandes temas abordados por Bruno de Carvalho no BnR TV | 1.ª parte

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De volta ao Bola na Rede TV, Bruno de Carvalho esteve à conversa com Mário Cagica, João Rodrigues e Vítor Miguel Gonçalves. O ex-presidente do Sporting CP voltou a ser convidado e falou sobre diversos assuntos do mundo futebol e da atualidade do clube verde e branco, não escapando, claro, a sua absolvição do caso Alcochete.

De seguida, apresentamos-te os principais temas abordados na primeira parte da conversa com Bruno de Carvalho, disponível na íntegra no canal de YouTube do Bola na Rede.

5 dados estatísticos do Portimonense SC x SL Benfica

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Depois do regresso da Primeira Liga portuguesa, o Portimonense SC recebe esta quarta-feira o SL Benfica. Os encarnados vêm de um empate a zero frente ao CD Tondela no Estádio da Luz e a equipa algarvia regressou às vitórias frente ao Gil Vicente FC.

COM APENAS UMA VITÓRIA NOS ÚLTIMOS NOVE JOGOS, OS ENCARNADOS TENTAM TRIUNFAR DIANTE DE UMA EQUIPA QUE VOLTOU AOS TRIUNFOS NA ÚLTIMA JORNADA. O EMPATE VALE 4.40 E A VITÓRIA DA TURMA DA CASA VALE 8.25. APOSTAS COM A BET.PT?

O Portimonense SC espera continuar na luta pela manutenção e aproximar-se dos lugares acima da linha de água. O SL Benfica pretende vencer e pressionar o FC Porto, que vai ter um jogo complicado frente ao CS Marítimo.

Antes do duelo entre Portimonense SC e SL Benfica, deixo-vos com uma lista de dados e curiosidades estatísticas interessantes, relativamente a este jogo.