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Iker Casillas pendura as chuteiras e veste fato e gravata

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O guarda redes do FC Porto, Iker Casillas, decidiu, oficialmente, meter um ponto final na sua carreira de futebolista, aos 38 anos, e irá candidatar-se à presidência da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Apesar de ainda não se ter retirado do futebol, oficialmente, Casillas já não compete desde maio do ano transato, altura em que sofreu um enfarte do miocárdio.

Depois de 20 anos ao mais alto nível no futebol profissional, Casillas troca “as chuteiras pelo fato e gravata”. Formado na “cantera” do Real Madrid, foi lá que se estreou como profissional aos 18 anos de idade. Com o passar do tempo tornou-se capitão dos “merengues” e da seleção espanhola. Em 2015 decidiu rumar a Portugal para representar o FC Porto, onde disputou 156 partidas oficiais em quatro épocas. Esta época, a sua quinta pelo FC Porto, não realizou qualquer partida.

Eleito por cinco vezes como melhor guarda redes do mundo, Iker Casillas ostenta um invejável palmarés. Ao serviço do Real Madrid conquistou cinco campeonatos de Espanha, duas “Copas del Rey”, quatro Supertaças de Espanha, três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, uma Taça Intercontinental e um Campeonato do Mundo de Clubes. Em Portugal, venceu um campeonato e um Supertaça Cândido de Oliveira. Ao serviço da “La Roja” foi campeão do Mundo e bicampeão Europeu na principal seleção, e ao serviço dos sub-20 espanhóis também conquistou o campeonato do Mundo.

No meu ponto de vista, é uma ótima oportunidade tanto para Casillas, como para a RFEF. Para o guardião espanhol é uma oportunidade de deixar, oficialmente, o futebol dentro das quatro linhas, e dedicar-se a liderar um projeto fora de campo. Para a RFEF é uma oportunidade para “virar a página” e começar algo novo.

Iker Casillas aparenta ser a pessoa certa para ocupar o cargo. O seu largo currículo e a sua experiência como jogador, aliado à sua veia vencedora poderão ser fatores decisivos para um bom desempenho do cargo de presidente da RFEF. Como capitão da seleção espanhola, Casillas foi campeão do Mundo e da Europa. Iker Casillas, caso seja eleito, transmite confiança e vontade de vencer, dentro e fora das quatro linhas.

A sua larga experiência dentro das quatro linhas pode ser relevante para liderar projetos fora de campo
Fonte: FC Porto

O guardião espanhol pode trazer novas ideias e até revolucionar o futebol espanhol, liderando um projeto vencedor que volte a elevar Espanha ao topo do futebol europeu. A nível de seleções, após o Mundial de 2014, a “La Roja” passou por um processo de restruturação. Com o regresso de Luis Enrique ao comando técnico da principal seleção espanhola de futebol, as expetativas para o sucesso no Campeonato de Europa de 2020 são elevadas. As 167 internacionalizações de Casillas podem servir de exemplo para os mais jovens.

Esta pode ser uma forma de recompensar o guarda redes espanhol pelo que deu ao futebol espanhol e internacional, e também aproveitar as suas melhores características para liderar um projeto vencedor. Um verdadeiro exemplo de campeão, dentro e fora de campo!

Iker Casillas defrontará o atual presidente da RFEF, Luis Rubiales, numa eleição que ocorrerá neste presente ano. Num inquérito feito pelo jornal espanhol “Marca” aos seus leitores, 94% dos inquiridos manifestaram apoio a Casillas numa possível candidatura.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

Que destino para o Jamor?

Num dos estádios com mais mística do país, não fosse um dos mais antigos, sente-se e respira-se o peso da história, auxiliado pela área arborizada que circunda o complexo e lhe oferece uma bonita paisagem, e que faz da zona envolvente a mais conhecida do país para piqueniques lá para finais de maio, representando a ligação emocional que transporta.

De facto, a tradição está bem patente quando se olha para este gigante branco e se nota o seu “corpo” bem enrugado devido aos muitos anos de vida que já conta. Por ser a céu aberto, notam-se melhor as marcas de guerra provenientes de fatores naturais, onde algumas zonas parecem estar afetadas. Pode uma pessoa nunca lá ter pisado, mas as imagens dão conta. Admito que é um estádio que tem o seu encanto, possui uma aura afetiva e é, provavelmente, o mais respeitado entre os adeptos. Muitos destes já ali viveram grandes momentos e têm muitas e boas recordações deste templo do futebol nacional – afinal, já ali se disputaram grandes jogos que culminaram em vitórias históricas para diversas equipas e partilharam momentos de alegria e tristeza – tal e qual representa um jogo de futebol.

A Taça de Portugal está, diretamente, associada a este estádio, que acolhe a final praticamente desde o seu início. Todos estávamos habituados a ver o Jamor uma única vez por ano, normalmente em dias solarengos, em tardes de calor intenso, sempre invadido por um clima de festa e harmonia onde as pessoas se juntam para ver o seu clube e celebram um dia sempre especial. Porém, esta realidade alterou-se desde a época passada, uma vez que passámos a ter contacto com o referido recinto várias vezes por ano. A conhecida divisão no clube de Belém resultou neste mesmo processo, que é todo ele infeliz.

Confesso que me faz confusão sempre que vejo um jogo do Belenenses SAD como visitado e ao redor não mais se vê do que um gigante branco adormecido, quase sem vida, indo precisamente ao encontro de uma das piores coisas no futebol que são os estádios vazios. Quem vê o jogo pela TV é fácil percecionar muitas vezes os diálogos entre os jogadores, quase como se estivessem num simples treino. Ou seja, tudo aquilo que não representa o Jamor, que é visto como um palco de momentos vibrantes e agora se depara com esta triste realidade, ao ser utilizado num ambiente amorfo e muito pouco convidativo.

Aguardo uma resolução definitiva do diferendo para os lados de Belém e gostaria que fosse encontrado um novo recinto para a equipa principal, embora a complexidade de todo este processo não augure muito nesse sentido.

O Belenenses SAD tem jogado no Jamor nos jogos em casa
Fonte: Bola na Rede

A verdade é que a imagem deste local querido do futebol português está a ser bastante mal utilizada e é um dos pontos negativos do nosso futebol atual, perpetuado pelo imbróglio vivido pelos azuis. Porque é mau demais quando o plano televisivo mostra a imensidão de bancadas brancas despidas durante um jogo de uma Primeira Liga.

Posto isto, sou daqueles que defendem a remodelação do Estádio Nacional. Penso que está na altura de dar uma nova cara àquele que seria suposto ser o estádio de todos os portugueses. Apesar de todo o misticismo que o envolve, a evolução é uma necessidade que iria colmatar os aspetos negativos que lhe são apontados, como as poucas condições de segurança, o pouco conforto e os acessos deficitários. Uma vez que o país é dotado de diversos estádios modernos, penso que faria todo o sentido modernizar também o Jamor. Naquilo que seria uma profunda remodelação, talvez houvesse mudanças na estrutura da zona envolvente, mas a famosa área arborizada poderia continuar a existir, tanto quanto possível.

Até por ser um recinto historicamente associado a grandes ambientes, julgo que deve ser melhor tratado do que está a ser atualmente. Penso também que deveria tornar-se a casa oficial da Seleção Nacional, onde esta disputaria os seus jogos oficiais. Claro que isto iria alterar o panorama atual, visto que a equipa das quinas deixaria de jogar pelo resto do país em jogos a sério. No entanto, e depois da construção da Cidade do Futebol, julgo que fornecer à Seleção uma casa própria para os seus jogos constituiria um registo mais profissionalizado e um importante marco para o futebol nacional.

Além disso, a final da Taça poderia continuar ali a disputar-se, dando seguimento ao registo mais tradicional. Em tempos em que o progresso é uma condição vital, penso que seria viável a referida remodelação num espaço que carece de modernização. Isto é apenas aquilo que eu gostaria de ver acontecer, pois acredito que iria acrescentar valor a um local respeitado por todos.

Enquanto não é possível avançar nesse sentido, continuaremos a ver um espaço desproporcional para o número atual de frequentadores, apenas atenuado pelo convívio anual que lá se proporciona no mês de maio.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

 

Os 5 melhores golos da Liga dos Campeões

O que é um bom golo? Ou um grande golo? À primeira vista, é claro, é um remate de longe, um remate potente onde a “coruja dorme”, é um pontapé de bicicleta ou um remate cruzado após um “nó cego”. E aqueles golos que foram marcados após uma confusão na área, ao minuto 90+3, que decidiram quem passava à final da Liga de Campeões?

Pediram-me para escrever sobre o “Top” golos das campanhas do troféu mais desejado na Europa e aqui estou eu a pensar na definição de grandes golos.

Não consigo descurar o golo de Sergi Roberto, em 2016/17, frente ao Paris SG ao minuto 90+5, o cansaço acumulado, com os nervos e a pressão no pico, só consigo pensar que aquele golo só está ao alcance dos melhores, dos que ficam para a história e os que escrevem a mesma.

Um grande golo, será sempre um grande golo. Mas nunca retirarei o fator emocional ao jogo, por isso, para mim neste top não estarão só grandes golos, mas também estarão os golos que fizeram plateias inteiras festejar, gritar e chorar.

Dito isto, vou listar o meu “Top 5” da Liga dos Campeões (Acreditem, isto não foi fácil).

Torneio das Seis Nações: Escócia soma primeira vitória; França continua invicta

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A terceira jornada do torneio das Seis Nações começou com os embates entre Itália e Escócia, País de Gales e França. Ontem, foi disputado o último jogo, sendo este o Inglaterra – Irlanda.

No jogo de Roma, entre Itália e Escócia, estavam as únicas seleções que não tinham qualquer vitória à entrada para a terceira jornada. Os italianos não vencem um jogo para a competição desde 2015, ano em que derrotaram os escoceses em Edimburgo. Do outro lado, a Escócia vinha de um desaire, em casa, frente aos ingleses.

Uma partida que ficou marcada pelo seu baixo ritmo e pela pouca qualidade. A equipa da casa mostrou muitas dificuldades em segurar o jogo. Já os escoceses, mostraram-se mais eficazes, tendo em Hamish Watson, Jamie Ritchie e Stuart Hogg as suas maiores ameaças. Os dois primeiros estiveram muito fortes na placagem (somando, os dois, 36 placagens, das quais zero falhadas). Já o capitão marcou um belíssimo ensaio, ao minuto 22. Quebrou a linha da vantagem e bateu três defensores transalpinos antes de fazer o grounding.

O momento do ensaio de Stuart Hogg
Fonte: Six Nations Rugby

A Itália conseguiu equilibrar bastante o jogo, principalmente na primeira parte, aproveitando a imprevisibilidade de Bellini, Morisi e Minozzi. No pack avançado, grande destaque para Jake Polledri. Mais uma grande exibição do flanqueador italiano, com 20 placagens efetivas, dois turnovers conquistados e 74 metros percorridos com a bola.

Além do ensaio do defesa Hogg, o jogo teve apenas mais dois ensaios, ambos para a seleção britânica. Seis minutos depois do início dos segundos 40 minutos, o segundo centro, Chris Harris, fez o toque de meta na área de validação italiana, após uma longa sequência de fases à mão, este quebrou a linha da vantagem e somou mais cinco pontos para a sua equipa. O último ensaio do jogo foi da autoria de Adam Hatings, que aproveitou um erro posicional e tático de palmatória da defesa adversária.

Com esta vitória (0-17), os comandados de Gregor Townsend somam a primeira vitoria na competição. Do lado oposto, a Itália de Franco Smith baixou o seu rendimento em relação à exibição da semana passada em Paris, continuando em último lugar sem qualquer ponto.

Fórmula 1 Testes de Barcelona: Os monolugares voltaram!

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Game, set, match

E já se passaram os primeiros três dias de Fórmula 1 de 2020. Os adeptos já estavam com a comichão e depois de apresentações, e de ‘não apresentações’ – caso da Renault que levou as pessoas até Paris para dizer que não havia carro nenhum pronto – os monolugares mais rápidos do mundo voltaram a ouvir-se na Catalunha, mais propriamente no circuito de Barcelona.

Comecemos pela dianteira de 2019. Mercedes, Red Bull e Ferrari. A Mercedes, outra vez, dá o nome a este texto. E porquê? Porque, para além de não precisar de inventar a roda, porque já é a campeã do mundo desde a introdução da era turbo híbrida, construiu um monolugar fabuloso.

Em 2019, o que se viu no W10 foram, muitas vezes, problemas de arrefecimento. Acima, disse que a Mercedes não inventaria a roda, ou seja, que problemas de arrefecimento requerem entradas de ar maiores para produzir tal efeito. A Mercedes diminuiu-as. A equipa diz que reorganizou os sistemas internos e calibrou os fluidos, pretendendo fazer o carro trabalhar melhor. Mas, só o tempo dirá, e isto continuam a ser testes. Correndo o risco de me repetir muito, aqui Sócrates tem razão: “Só sei que nada sei…”

Mas, o melhor ainda estava para vir. De acordo com o diretor técnico da Mercedes, James Allison, este chama-se DAS (Dual Axis System), ou em bom português, Sistema de Direção de Duplo Eixo.

Pelo que percebi das imagens, o mecanismo muda a orientação das rodas dianteiras, que costumam apontar ligeiramente para o exterior. Na reta da meta, Hamilton puxou o volante na sua direção, e a rodas da frente posicionaram-se em paralelo ao carro, o que diminuiu a resistência ao ar. Menos resistência ao ar equivale a mais velocidade em reta. Mas, para além disso, também permite poupar os pneus.

Fonte: Mercedes AMG-F1

Muitos questionaram a legalidade do DAS. Allison afirmou que a FIA sabia dele e que está tudo correto. Agora, para tentar fazer-vos entender, vou fazer uma comparação um pouco duvidosa. A suspensão eletrónica é proibida na Fórmula 1. Este sistema é operado pelo piloto, ou seja, não há problema, pelo menos em 2020, porque em 2021, com as novas regulamentações, tal coisa não existirá.

FC Porto 1-0 Portimonense SC: Bomba para a liderança

A CRÓNICA: DEMOROU, MAS O MURO QUEBROU

Depois de, na jornada passada, o SL Benfica ter perdido com o SC Braga e o FC Porto ter ficado a apenas um ponto dos encarnados, hoje os dragões tinham a oportunidade de chegar à liderança, ainda que provisória. Pela frente estava o Portimonense SC, 17.º classificado do campeonato, em zona de despromoção.O primeiro momento alto no Dragão surgiu ainda antes do apito inicial, com uma manifestação contra o racismo através de uma campanha promovida pela liga portuguesa.

Hugo Miguel apitou para o início do jogo e a primeira parte foi de ritmo moderado, algo que se explica facilmente pelo jogo de quinta-feira, que o FC Porto disputou na Alemanha. Apesar do domínio portista, as melhores oportunidades foram do Portimonense, com Jackson Martínez a estar, por duas vezes, muito perto do golo. Primeiro de cabeça, atirou ao lado e depois, de grande penalidade, atirou para a bancada. Do lado dos azuis e brancos, Soares teve na cabeça duas oportunidades de golo mas não as converteu. Tudo empatado a zeros na ida para os balneários.

Na segunda metade, a toada do jogo manteve-se, com a defesa algarvia a manter-se muito competente perante a pressão portista. Os dragões só conseguiram ganhar vantagem a três minutos dos 90′, através de um autêntico míssil de Alex Telles, que dá a liderança provisória ao FC Porto.

Os dragões ficam, então, à espera do jogo do SL Benfica de amanhã.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – O defesa portista marcou a três minutos dos 90′ e decidiu a partida a favor dos dragões, num golo que foi decisivo para o FC Porto manter a pressão sobre o SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Soares – O avançado portista não esteve inspirado e falhou duas ocasiões flagrantes de golo.

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os alvinegros remeteram-se, na primeira parte, ao aspeto defensivo, procurando sair em contra-ataque por Tabata. Aproveitando as constantes subidas de Corona, o brasileiro foi o homem em destaque na primeira parte. Jackson foi o homem-alvo na frente de ataque, com duas perdidas flagrantes.

O Portimonense, na segunda metade, manteve a boa postura defensiva e tornou a tarefa portista muito difícil. Só cedeu a três minutos do final, quando Alex Telles disferiu uma bomba para dentro das redes de Gonda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (6)
Willyan (6)
Lucas Possignolo (6)
Jadson (6)
Hackman (6)
Pedro Sá (6)
Dener (6)
Henrique (6)
Bruno Tabata (6)
Jackson Martinez (6)
Lucas Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Aylton Boa Morte (6)
Bruno Costa (6)
Mohanad Ali (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto dominou durante todo o primeiro tempo, mas não conseguiu materializar as oportunidades de golo. O ataque portista baseou-se em variações de flanco para explorar as costas da defensiva algarvia. Corona foi o homem em destaque.

Na segunda parte, os dragões mantiveram a pressão, mas encontraram muitas dificuldades em perfurar a defensiva do Portimonense. Nos últimos minutos, o FC Porto apostou, sobretudo, em cruzamentos, mas foi de fora da área, numa postura totalmente ofensiva dos homens da casa, que Alex Telles resolveu a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Corona (6)
Mbemba (6)
Marcano (6)
Alex Telles (7)
Otávio (6)
Uribe (5)
Sérgio Oliveira (6)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Soares (5)

SUBS UTILIZADOS

Nakajima (6)
Zé Luís (6)
Romário Baró (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, o FC Porto atacou, na maior parte do jogo, pelas alas, tentando chegar a situação de cruzamento. Tendo em conta a quantidade de jogadores do Portimonense presentes na área e a sua estatura, acha que o processo de construção deveria ter variado mais?

Sérgio Conceição: É verdade que nos faltou uma maior presença no corredor central, o Otávio ir mais para dentro. Faltava ali um encaixe, quem explorasse as costas do Portimonense. Exploramos bem a largura, mas faltava mais jogo interior, o que não era fácil, porque os adversários, contra nós, mudam a sua estrutura habitual e isso é sinal de respeito. Não podemos esquecer que o Willyan era o terceiro central, o Hackman também estava muito colado aos centrais, uma equipa alta para o esquema das bolas paradas. A estratégia do Portimonense foi a apresentada e cabia-nos ir mudando. Ao intervalo alertei, mas as nossas ofensivas requeriam mais ações interiores para explorar depois a última fase do Portimonense.

PORTIMONENSE SC

Bola na Rede: O Portimonense entrou hoje num período complicado do calendário, onde em 5 jogos defronta o FC Porto, SL Benfica e SC Braga. É com a coesão defensiva que a equipa apresentou hoje que espera sair deste período fora da zona de despromoção?

Paulo Sérgio: Cada jogo é um jogo. Cada jogo tem a sua estratégia, as equipas não são iguais ao FC Porto, não me agarro a um sistema do princípio ao fim. Vou trabalhar a equipa para estar dentro de um conjunto de princípios que quero desenvolver, com intensidades cada vez mais altas. Vou analisar as performances individuais e a coletiva, e preparar o jogo da próxima jornada, onde temos de ganhar os três pontos.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

João Domingues e Gonçalo Oliveira em destaque; Frederico Silva desilude

João Domingues, Gonçalo Oliveira e Frederico Silva entraram em court esta semana. Fica agora a conhecer as prestações dos jovens tenistas portugueses.

No Canadá, Gonçalo Oliveira manteve a boa forma, principalmente na vertente de pares do Challenger de Drummondville. O tenista, de 25 anos, sofreu uma derrota inesperada em singulares, na primeira ronda, ao ser derrotado pelo número 429.º do ranking ATP. O mesmo não aconteceu na vertente de pares onde só foi travado na grande final.

Para ter a oportunidade de lutar pelo título, Gonçalo Oliveira e o seu parceiro Roberto Cid Subervi deixaram para trás três duplas. Na final, defrontaram os franceses Manuel Guinard e Arthur Rinderknech.

Gonçalo Oliveira chegou à sua segunda final do ano
Fonte: Antalya Open

A partida foi equilibrada, prova disso foi as duas idas a tiebreak para resolver as contas do encontro. Nessas duas vezes, a dupla do português não contou com o apoio da sorte e viu a dupla francesa levar a melhor ao fim de uma hora e meia de jogo.

Gonçalo Oliveira, número 278.º do ranking, não conseguiu repetir a conquista do título do Challenger de Dallas, porém, o tenista luso terá nova oportunidade no Challenger de Calgary, no Canadá.

Resultado Final: Gonçalo Oliveira e Roberto Cid Subervi 0-2 Manuel Guinard e Arthur Rinderknech (6-7/6-7)

João Domingues disputou o ATP 500 do Rio de Janeiro, no Brasil. O tenista português garantiu a entrada no quadro principal do torneio brasileiro, após concluir com sucesso a fase de qualificação. O jogador, de 26 anos, defrontou o tenista italiano Federico Gaio (127.º no ranking do ATP) na primeira ronda. Com um tiebreak ganho no primeiro set e um 6-4 no segundo jogo, João Domingues garantiu não só um lugar nos oitavos de final, como também a sua melhor marca em 2020.

A jogar para marcar presença nos quartos de final, o tenista natural de Oliveira de Azeméis enfrentou, novamente, um italiano. No entanto, o português não teve a mesma felicidade de sair com a vitória. O seu adversário, Gianluca Mager foi um osso duro de roer no primeiro set e com isso conquistou a vantagem na partida.

João Domingues não teve a vida fácil perante Gianluca Mager
Fonte: ATP do Rio de Janeiro.

No segundo set, João Domingues equilibrou o encontro e chegou a ter um break de vantagem, porém Gianluca Mager repôs a igualdade no marcador e, pouco depois, voltou a repetir o break que lhe podia ter dado a vitória, mas João Domingues respondeu logo de seguida e levou o jogo para tiebreak. No desempate, o tenista italiano chegou a liderar o resultado por 6-1, todavia, o número três nacional lutou até ao fim e reduziu para 5-6. A servir para empatar a partida, João Domingues viu Gianluca Mager fazer o 7-5 e terminar com as suas aspirações de seguir em frente na competição.

Resultado Final: João Domingues 0-2 Gianluca Mager (3-6/6-7)

Por fim, Frederico Silva viajou até Itália para participar no Challenger de Bergamo. O tenista português, de 24 anos, não teve uma semana muito agradável, uma vez que foi eliminado no seu primeiro jogo pelo número 365.º do ranking. Frederico Silva, 188.º classificado da tabela mundial, só entrou verdadeiramente no encontro no segundo set.

Frederico Silva teve longe do seu melhor esta semana
Fonte: Lisboa Belém Challenger

Com inúmeras oportunidades para levar a partida para terceiro set, o jogador nascido nas Caldas da Rainha não foi capaz de finalizar e, em pouco mais de uma hora, viu o tenista francês Baptiste Crepatte confirmar o triunfo.

Resultado Final: Frederico Silva 0-2 Baptiste Crepatte (3-6/4-6)

Foto de Capa: Open do Rio de Janeiro

artigo revisto por: Ana Ferreira

Inglaterra 24-12 Irlanda: Rosa flore perante uma Irlanda impotente

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A CRÓNICA: INGLATERRA DOMINA UMA IRLANDA SEM IDEIAS

No jogo grande desta terceira jornada do torneio das Seis Nações, a Inglaterra levou a melhor sobre a Irlanda. Os ingleses impuseram desde cedo o seu domínio no jogo, explorando as lacunas defensivas do seu adversário.

No primeiro ensaio do jogo, Ben Youngs aproveitou uma falha tática do trio de trás irlandês. Com um grubber colocou a bola na área de validação adversária, acabando, o ressalto da bola oval, por trair Jonathan Sexton e deixar George Ford de caras para o ensaio. Foi o décimo ensaio do médio de abertura inglês na sua carreira internacional.

Ao minuto 24, mais um ensaio para a seleção da rosa. Mais uma vez, o jogo ao pé resultou em pontos. Mais um ressalto a trair os jogadores de camisola verde, desta vez Robbie Henshaw. Eliott Daly apenas teve de fazer o toque de meta. Ao intervalo, venciam os homens de Eddie Jones por 17-0.

Robbie Henshaw ainda conseguiu reduzir no início da segunda parte, mas Luke Cowan-Dickie marcou o ensaio que garantiu a vitória para os ingleses, que ainda sofreriam um ensaio no último minuto de jogo, marcado por Andrew Porter, que em nada mudou o rumo do jogo.

Exibição sólida da Inglaterra. Soube controlar o jogo de uma forma eficaz, garantindo superioridade na formação ordenada e defendendo de uma forma muito agressiva, realizando 32 placagens dominantes. Conseguiu ainda anular os pontos fortes do adversário. CJ Stander e Peter O’Mahoney foram dominados no que diz respeito ao jogo no chão. Uma prestação que deixou muito a desejar por parte dos homens comandados por Andy Farrell visto que não conseguiram implementar o seu jogo em terras de Sua Majestade.

A FIGURA

Fonte: England Rugby

Courtney Lawes – Uma grande exibição do segunda linha dos Northampton Saints que, hoje, atuou como flanqueador do lado fechado. Trouxe muita segurança ao alinhamento inglês, garantindo sete conquistas de bola no ar. De resto, realizou 14 placagens, fez oito transportes de bola e correu 37 metros com a bola nas mãos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Irish Rugby

Jonathan Sexton – Um dia não na carreira deste fora de série. Este não conseguiu imprimir ritmo nas linhas atrasadas irlandesas, mostrando-se, estas últimas, muito previsíveis e lentas. Na sua tarefa de chutador aos postes esteve muito mal, falhando um pontapé frontal logo no início do jogo que poderia ter alterado o rumo dos acontecimentos. Falhou ainda duas placagens e concedeu uma penalidade aos ingleses.

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Grande mérito para a Inglaterra. Soube gerir o jogo de forma inteligente em todos os aspetos. Defensivamente esteve irrepreensível, dominando o jogo de contacto e o breakdown. O seu jogo ao pé traduziu-se em pontos, sendo utilizado de uma forma muito inteligente pelos seus médios e por Owen Farrell. No cômputo geral, uma bela exibição dos ingleses que os confirma como candidatos à vitória final na competição.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Joe Marler (7)

2- Jamie George (6)

3- Kyle Sinclair (6)

4- Maro Itoje (7)

5- George Kruis (5)

6- Courtney Lawes (7)

7- Sam Underhill (6)

8- Tom Curry (6)

9- Ben Youngs (6)

10- George Ford (6)

11- Jonathan Joseph (7)

12- Owen Farrell (6)

13- Manu Tuilagi (7)

14- Janny May (6)

15- Eliott Daly (6)

SUBS UTILIZADOS

16- Luke Cowan-Dickie (6)

17- Ellis Genge (5)

18- Will Stuart (-)

19- Joe Launchbury (5)

20- Charlie Ewels (5)

21- Ben Earl (6)

22- Willi Heinz (5)

23- Henry Slade (-)

ANÁLISE TÁTICA – IRLANDA

A Irlanda não conseguiu imprimir o seu ritmo de jogo em Twickenham. A sua manobra ofensiva era muito lenta e previsível, também graças à capacidade dos avançados ingleses em atrasar a saída da bola do breakdown. As linhas atrasadas mostraram pouca capacidade de execução e muita previsibilidade. A defesa no jogo ao pé também deixou muito a desejar. De acrescentar ainda que o primeiro ensaio inglês foi fruto de um erro posicional gravíssimo do trio de trás irlandês.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Cian Healy (5)

2- Rob Herring (5)

3- Tadhg Furlong (5)

4- Devin Toner (4)

5- James Ryan (6)

6- Peter O’Mahoney (6)

7- Josh Van Der Flier (5)

8- CJ Stander (6)

9- Conor Murray (5)

10- Jonathan Sexton (4)

11- Jacob Stockdale (5)

12- Bundee Aki (6)

13- Robbie Henshaw (6)

14- Andrew Conway (5)

15- Jordan Larmour (4)

SUBS UTILIZADOS

16- Ronan Kelleher (-)

17- David Kilcoyne (5)

18- Andrew Porter (5)

19- Ultan Dillane (-)

20- Caelan Doris (-)

21- John Cooney (-)

22- Ross Byrne (-)

23- Keith Earls (-)

Foto de Capa: Six Nations Rugby

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gil Vicente FC x SL Benfica: Três em três ou o rejuvenescimento encarnado?

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ÁGUIAS QUEREM VOLTAR ÀS VITÓRIAS EM TERRENO COMPLICADO

O SL Benfica desloca-se esta jornada a Barcelos para defrontar o Gil Vicente FC num estádio que conseguiram transformar em fortaleza anti-grande.

FC Porto e Sporting CP claudicaram perante a galvanização barcelense e perderam as batalhas em que lá participaram, em jogos onde a equipa de Vítor Oliveira reflectiu bem as ideias e a sapiência do ‘mestre de subidas’.

Liderados por Kraev, o Estádio Municipal de Barcelos torna-se intransponível em noites decisivas como a de amanhã: Bruno Lage e o Benfica terão que lutar, primeiro, contra os seus próprios demónios recentes se quiserem discutir os três pontos.

O PLENO DE VITÓRIAS FRENTE AOS GRANDES EM BARCELOS TEM UMA ODD DE 7.0 NA BET.PT. CONSEGUIRÁ O GIL VICENTE VENCER OS ATUAIS CAMPEÕES EM TÍTULO?

Seria inimaginável pensar neste cenário em Dezembro de 2017: algures na mais impenetrável sala da Liga de Clubes, juntavam-se em reunião pertinente os presidentes de Gil Vicente, Francisco Dias da Silva, de Belenenses, Rui Pedro Soares e Pedro Proença, responsável máximo da organização das ligas profissionais portuguesas. O intuito? Assinar o princípio de acordo que colocaria os gilistas, exilados desde o Caso Mateus nas profundezas do futebol português, de novo no escalão máximo.

Teriam uma (polémica) temporada de preparação em 2018-19 e regressariam pela porta grande no ano a seguir.  Poucos, muito poucos ou até nenhum dos mais optimistas adeptos pensariam ser possível não passar dificuldades numa primeira fase, onde o salto do CNS para a I Liga seria Adamastor intransponível, que só não o foi pela contratação do treinador português de 66 anos; Ainda mais impensável seria vencer a recepção aos três grandes, cenário ideal a concretizar-se.

Porto, Sporting, SC Braga e Vitória SC: nenhum deles saiu ileso de Barcelos e o mesmo destino poderá adivinhar-se ao Benfica, em acelerada decadência na qualidade de jogo e nos resultados.

Os encarnados vêm de quatro jogos sem ganhar e a viagem ao Minho não seria a mais desejada dadas as circunstâncias. Aliás, é um dado histórico que o Benfica não se sente confortável em Barcelos e que nas deslocações deste século, contam-se quatro vitórias em oito jogos; A grande excepção e o único jogo ganho com relativa facilidade foi o 0-5, já na chegada à meta do título 2014-15.

À saída da Ucrânia, Bruno Lage não se mostrou particularmente preocupado com a situação que a equipa atravessa. Quase num exercício de redundância, justificou o mau momento afirmando que “não há explicações, erros cometem todas as equipas, mas estamos a ser muito penalizados por eles»,  e que «ao mínimo detalhe o adversário marca e temos de nos erguer disso».

Naturalmente, a pressão vai crescendo e a estabilidade emocional da equipa ressente-se, sendo já claras as várias manifestações de frustração dentro de campo após erros que persistem em manifestar-se.

Quanto à solução? Lage, seguindo a velha máxima de Bella Guttmann –  Não me importo que os nossos adversários nos façam três ou quatro golos, desde que a minha equipa faça quatro ou cinco – foi peremptório ao definir a melhor maneira de sair da depressão, “Temos de deixar de olhar para trás e marcar golos, com olhos postos na baliza dos adversários. Quem entra com medo de perder vai perder, essa tem sido a nossa virtude – não olhar para trás”.

COMO JOGARÁ O GIL VICENTE FC?

Jogando perante os seus adeptos, não serão expectável grandes mudanças por parte de Vítor Oliveira, que deverá manter o 4-2-3-1 habitual. Com Kraev a aparecer nas costas de Sandro Lima depois de duas linhas compactas de quatro, a grande aposta recairá no bloco baixo para atrair a pressão benfiquista e expôr a sua frágil linha defensiva às transições rápidas que o búlgaro e Lourency conseguem interpretar na perfeição. No miolo, Claude Gonçalves será o mais preocupado em anular Taarabt, numa luta que se espera de grande nível.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Gil Vicente FC

Se Kraev é escolha óbvia, também Lourency merece toda a atenção num jogo talhado para o seu estilo de jogo, onde abunda a velocidade e a capacidade de drible. A surgir da direita e a explorar espaços interiores, será ele dos principais definidores do desfecho final: resta saber com que eficácia conseguirá meter o seu talento em prática e a tornar ainda mais óbvia a falta de sintonia entre Ferro e Grimaldo…

XI PROVÁVEL

4-4-1-1: Denis; Fernando Fonseca, Nogueira, Rúben Fernandes e Henrique Gomes; Lourency, Claude Gonçalves, Soares e Yves Baraye; Kraev;  Sandro Lima.

COMO JOGARÁ O BENFICA?

Com todas as peripécias dos últimos encontros, a fórmula manter-se-á inalterada fruto da necessidade de estabilidade. Se a forma física de Pizzi caiu a pique desde meados de Janeiro, a verdade é que é costume de Bruno Lage depender do português nos jogos capitais. Chiquinho poderia ser deslocado para a direita, o que abriria espaço para Rafa ou Jota no apoio a Vínicius, mas é uma solução que o treinador nunca aplicou no campeonato. Com o regresso de Weigl, castigado estava na Ucrânia, a grande dúvida será quem com ele ir compor a dupla do centro de terreno. Taarabt será a escolha mais óbvia dado o seu alto rendimento, mas a acumulação de jogos nas pernas poderia Bruno Lage a optar por Florentino ou Samaris. Será um jogo de paciência para as águias na procura de brechas na muralha adversária, onde a velocidade de execução e a capacidade de jogar em espaços curtos serão os maiores factores para o sucesso.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pela esquerda ou no meio, Rafael deverá continuar na procura da melhor forma pré-lesão, pelo que lhe será dificil atingir ainda os niveís que lhe são reconhecidos. A verdade é que, mesmo em claro défice, será sempre o melhor jogador encarnado na definição no último terço e na exploração dos espaços. Com Pizzi apagado, terá que ser ele a pegar na batuta e a levar a equipa para a frente.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Weigl, Taarabt e Rafa; Chiquinho e Vinícius.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 2-0 Boavista FC: Medalha de Plata? Não, é de ouro mesmo!

A CRÓNICA: UM SPORTING BEM RESOLVIDO DEPOIS DA SEPARAÇÃO “BRUNO FERNANDES”

Um momento bonito teve lugar no reino do Leão, nesta tarde de domingo. Porque todos os craques merecem ser homenageados, Madjer não foi exceção. O pontapé de saída foi dado pelo rei das areias depois de ter terminado oficialmente a sua carreira. Não na areia, mas sim no relvado, o jogo começou com um Boavista FC mais atrevido. A equipa axadrezada até tinha causado mais perigo nos minutos iniciais, mas a felicidade sorriu primeiro aos da casa. Depois de um livre batido por Gonzalo Plata aos 13 minutos, Sporar marca o segundo golo de leão ao peito – o primeiro num jogo onde o Sporting se via a vencer sem ter feito muito por isso.

Apesar disso, os leões começaram a crescer depois do golo. Estavam a ter mais posse e conseguir ganhar espaços para impor o seu jogo. Depois do golo, o Boavista não conseguiu encontrar o caminho em busca do golo do empate. A equipa de Silas, por sua vez, mostrava-se confiante na abordagem ao jogo. E por falar em confiança, que brio de Gonzalo Plata! Ninguém diria que é novo nestas andanças. Estava a fazer a vida num inferno ao seu opositor no terreno – Sauer – e acabou por causar estragos aos 42′. Aproveitando um cruzamento de Borja e depois um mau alívio de Ricardo Costa, Gonzalo Plata marcou na passada, de primeira, e com o seu pé canhoto. O Sporting foi para os balneários com uma vantagem de 2-0 depois de uma primeira parte onde até aos 10 minutos foi uma equipa algo tímida, mas depois teve claro domínio.

Já na segunda parte, houve um Boavista FC a tentar equilibrar as contas da posse de bola. Ainda assim, foi uma equipa que não conseguiu criar lances de perigo iminente. Apenas aos 70 minutos, a baliza de Maximiano foi ameaçada. Acabado de entrar, Stojiljkovic levou muito perigo à baliza leonina, mas Borja aliviou para longe. O resto do jogo foi pautado pelo domínio mais comedido de um Sporting que se via confortável com o resultado e um Boavista que não conseguia ligar o seu jogo de maneira nenhuma. E, quando conseguia, surgiam outros problemas na finalização. Houve ainda tempo, já para lá dos minutos regulamentares, para Sauer e Maxi brilharem. Um grande remate com a resposta de uma grande defesa também. O Sporting acabou mesmo por vencer a partida e continua a dar uma boa resposta após uma separação “Bruno Fernandes”.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gonzalo Plata – Já tinha mostrado, em poucos minutos de jogo, que merecia a oportunidade como titular da equipa do Sporting. Plata tem estado muito bem e desta vez não foi exceção. Esteve exímio ofensivamente e defensivamente também. Foi ele quem bateu o livre para o primeiro golo e quem marcou o segundo e foi uma autêntica dor de cabeça para os jogadores axadrezados.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gustavo Sauer – Não foi uma noite inspirada para o número oito do Boavista FC. Teve muitas dificuldades para travar a nossa figura do jogo, mas, para além disso, houve muitas vezes em que não decidiu bem nos poucos momentos ofensivos da sua equipa onde facilmente perdeu a bola em terrenos mais recuados.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se hoje em Alvalade num 4-2-3-1 com uma postura exímia na primeira parte, tal como se apresentou na passada quinta-feira. Foi um Sporting muito competente na primeira zona de pressão a não permitir a dinâmica ofensiva do seu adversário, principalmente no que diz respeito aos dois laterais – Carraça e Sauer. Neste sentido, Jovane e Plata estavam a ser fundamentais a fechar espaços e a impedir a progressão destes dois jogadores nos respetivos corredores. A capacidade individual de Plata alienada aos passes milimétricos de Vietto para o último terço foram fundamentais para o poderio ofensivo dos leões. Por sua vez, o facto de Sporar se posicionar extremamente perto da linha de fora-de-jogo, obrigou o Boavista a recuar muito a sua linha defensiva.

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Maximiano (7)

Tiago Ilori (5)

Luciano Vietto (7)

Luís Neto (6)

Battaglia (6)

Rosier (5)

Gonzalo Plata (9)

Borja (5)

Wendel (6)

Jovane Cabral (6)

Sporar (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)

Francisco Geraldes (-)

Ristovski (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC apresentou-se esta tarde e maior parte do tempo do jogo numa tática de 5-3-2 bastante recuada no seu meio-campo. Com uma linha de cinco defesas e bastante recuada, o Boavista esteve maior parte do tempo em trabalhos defensivos. Teve também muitas dificuldades para ligar o seu jogo, sendo que os seus laterais não tiveram a vida nada facilitada para criar jogo nas malhas laterais. Para apostar no centro do terreno, o Boavista também não conseguiu ser eficaz.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Gustavo Sauer (3)

Yusupha (6)

Reisinho (4)

Carraça (4)

Fabiano (6)

Ricardo Costa (6)

Neris (5)

Paulinho (5)

Cassiano (5)

Ackah (5)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (6)

Heri (5)

Mateus (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Apresentou-se aqui com uma linha mais recuada de cinco defesas, o que nem acontece muito, e com um bloco muito recuado. Visto que começou a perder muito cedo e ainda havia tempo para dar a volta, arrepende-se? 

Daniel Ramos: O bloco foi recuado não de forma propositada e intencional. Vimos preparados para defender num bloco médio e por vezes subir linhas e, se necessário, correr linhas próximas da baliza do Sporting. Isso não se viu na primeira parte. Na segunda já o fizemos algumas vezes. Basta um jogador às vezes estar mal posicionado e isso aconteceu na nossa linha de três na frente. Um mau posicionamento da equipa obrigou a que toda a equipa fosse recuando e basta isso às vezes para condicionar. São destes pormenores que o futebol se faz.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Silas.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira