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Olheiro BnR: Belkheir, a esperança argelina da Sanjoanense

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Nascido a 2 de janeiro de 1999 em Ivry-sur-Seine (Paris) no seio de uma família com raízes argelinas, Mohamed Menaour Belkheir, talvez por influência familiar (o seu pai havia sido futebolista na Argélia), desenvolvera gosto pelo «desporto-rei» desde tenra idade. Assim sendo, aos seis anos, ingressou no Centre de Formation de Football de Paris (vulgo, CFFP), que disputava os seus jogos em Orly.

Eventualmente, a sua qualidade acabaria por despertar o interesse demonstrado de alguns clubes franceses. Belkheir, não obstante, optou por sair da sua «zona de conforto» e rumou, com apenas 14 anos, a Itália, na esperança de que a sua transição para profissional fosse mais facilmente consumada.

Da formação (de excelência) em Itália, à admiração pela seleção argelina:

O seu percurso em solo italiano começou por fazer-se no Hellas Verona Football Club, tendo integrado os juvenis dos Mastini logo após completar 15 anos. Ora, numa equipa em que não abundava o talento individual, o jovem avançado franco-argelino não tardou a sobressair, tendo marcado seis golos nas sete partidas em que participou. Como consequência do excelente aproveitamento na formação de sub-17, Belkheir acabou por ser promovido ao conjunto Primavera (juniores), onde voltou a exibir-se em bom plano – registou um total de oito golos em 18 partidas. Ademais, e fruto das prestações bastante positivas, o futebolista nascido em Ivry-sur-Seine chegou a marcar presença em alguns treinos da formação principal do Verona, convivendo de perto com o goleador Luca Toni – campeão do mundo por Itália, em 2006.

Ora, após uma passagem extremamente profícua pelo principal emblema da cidade de Verona, Belkheir passou a ser cobiçado por clubes de maior nomeada, tendo acabado por se juntar ao Football Club Internazionale Milano.  O ingresso no Inter afigurou-se um salto qualitativo no percurso de formação do futebolista de origem argelina, já que os Nerazzurri possuíam uma das melhores academias de Itália à época.

Na sua primeira época no emblema milanês, o avançado granjeou algum protagonismo, na medida em que contribuiu ativamente para a conquista do campeonato Primavera – totalizou uma assistência e sete golos, nos 16 encontros em que participara. Além disso, Belkheir acabou por se revelar um elemento importante na conquista da 70.ª edição do prestigiado torneio de Viareggio (Viareggio Cup World Football Tournament), tendo somado dois golos em quatro encontros – foi ele, inclusive, quem inaugurou o marcador na final da prova, vindo do banco de suplentes.

Pelo contrário, na segunda temporada, o jovem avançado com raízes na cidade portuária de Mostaganem (noroeste da Argélia) não conseguiu replicar o registo goleador logrado na época de estreia – marcou, apenas, um golo em 16 jogos do campeonato Primavera – e, para além disso, dispôs de menos minutos de utilização nas restantes competições. O decréscimo de rendimento não constituiu, contudo, um entrave à sua primeira convocação para a seleção sub-20 da Argélia, acontecimento que veio a preceder a sua estreia pelos Petits Fennecs.

Fonte: Federação Argelina de Futebol

 

De resto, por ocasião da mesma, um encontro ante a congénere tunisina disputado a 21 de abril de 2018, Belkheir foi o autor do golo que garantiu a vitória do conjunto treinado por Hocine Achiou. Após uma curta passagem pelo histórico Brescia Calcio, o avançado franco-argelino assinou com Torino Football Club, vinculando-se ao clube de Piemonte até junho de 2021.

No Toro, Belkheir voltou a ser bem-sucedido, contribuindo, com seis golos e duas assistências em 14 encontros, para a campanha positiva da formação de sub-19 no campeonato. De referir, ainda que Mohamed foi titular utilizado na final da Suppercoppa Primavera, partida na qual o conjunto orientado por Federico Cappitelli se superiorizou ao Inter.

Mohamed Belkheir, no decorrer da época passada, ao serviço dos juniores do Torino
Fonte: Torino Football Club

Ainda assim, finda a temporada, tal não foi suficiente para que o jovem avançado fosse promovido à equipa principal, sendo que somente dois atletas o conseguiram – o promissor médio centro francês Michel Ndory Adopo e o segundo avançado Vincenzo Millico. Consequentemente, assim como vários colegas de equipa, Belkheir viu-se forçado a procurar alternativas e, por intermédio do seu empresário, acaba por rumar por empréstimo à Associação Desportiva Sanjoanense.

Registo, por competição, na temporada 2019/2020 ( Associação Desportiva Sanjoanense):

11 jogos e cinco golos – Campeonato de Portugal (Série B);

Três jogos e um golo – Taça de Portugal;

Como Joga:

Pé preferencial: esquerdo;

Mohamed Belkheir, futebolista que enverga a camisola número 94 da AD Sanjoanense, carateriza-se por ser um avançado móvel – é frequente vê-lo a baixar no terreno a solicitar a bola aos seus colegas -, evoluído tecnicamente e bastante veloz. Possui um grande poder de aceleração, algo que o torna extremamente perigoso no ataque à profundidade. Assim, e tendo em conta as caraterísticas supracitadas, este internacional olímpico pela Argélia revela-se um jogador polivalente, podendo atuar tanto na zona central do ataque – ora num sistema de dois avançados, no apoio ao ponta-de-lança, ora como único avançado -, como em ambas as alas. De resto, e à semelhança do que se sucedera na época passada, Belkheir tem sido por diversas ocasiões utilizado como extremo direito, posição a partir da qual procura executar movimentos em diagonal para alvejar a baliza.

Num outro prisma, realce-se, ainda, a sua grande disciplina tática, com o avançado nascido em Ivry-sur-Seine a revelar-se igualmente capaz nos momentos sem bola.

Tendo completado recentemente 21 anos, o possante avançado (185 centímetros) tem vindo a ganhar o seu espaço na plantel da Sanjoanense – um plantel relativamente jovem, se atendermos a que a média de idades se fixa nos 24,18 anos  – e, mais que isso, tem dado mostras da sua grande valia no Campeonato de Portugal. Por conseguinte, caso consiga ser mais constante nas suas exibições, não me espantaria se, no final da época, o seu nome fosse cogitado por clubes dos escalões profissionais.

 

Foto de Capa: Associação Desportiva Sanjoanense

 

 

 

 

Valência CF 2-2 Club Atlético de Madrid: Pontos divididos em encontro escaldante

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A CRÓNICA: PRESSÃO VALENCIANA NÃO CHEGOU PARA A VITÓRIA

Valência e Atlético de Madrid foram os protagonistas do jogo grande que a 24.ª jornada da Liga Espanhola ofereceu. Num Mestalla bem composto e com as equipas separadas por apenas dois pontos, na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões, nenhuma das equipas saiu vitoriosa, num encontro disputado até ao limite.

Numa primeira parte muito intensa e com golos para ambos os lados, foi a formação da casa a entrar melhor na partida, com um estilo de jogo pressionante e controlando a posse de bola, mas acabaram mesmo por ser os madrilenos a colocar-se em vantagem no marcador, por intermédio de Llorente. O Valência restaurou a igualdade aos 40’ por Gabriel Paulista, através de um canto, mas três minutos depois, os visitantes voltaram a mostrar mais eficácia, com Thomas Partey a permitir que os colchorenos fossem para os balneários a vencer.

No segundo tempo a tendência manteve-se, com um Valência muito intenso e à procura do golo, que acabou por surgir ao minuto 59, novamente de bola parada, com autoria de Kondogbia. Os da casa encostaram por completo o adversário às cordas à procura da vitória, mas não conseguiram capitalizar as oportunidades criadas. Álvaro Morata, que foi aposta de Diego Simeone na segunda parte teve ainda na cabeça uma grande e rara oportunidade a favor dos visitantes para marcar, não fosse Domènech defender com grande categoria.

Até ao apito final não mais o marcador se alterou e ambas as formações dividiram os pontos entre si.

A FIGURA

Fonte: Valência CF

Geoffrey Kondogbia – O médio francês encheu por completo as medidas de todo o campo, tanto no processo defensivo como ofensivo, tendo ainda marcado o tento que valeu o empate à sua formação. Destaque também para Férran Torres que fez uma exibição de encher o olho. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Atlético de Madrid

Defesa do Atlético de Madrid – O Atlético de Madrid, que tem a segunda defesa menos batida do campeonato espanhol, não esteve no seu melhor neste encontro, ao perder por duas vezes a vantagem no marcador, e por ter sofrido ambos os golos de bola parada, calcanhar de Aquiles na presente temporada. 

ANÁLISE TÁTICA – VALÊNCIA CF

Albert Celades mudou algumas peças, mas não mexeu no esquema táctico. Com algumas baixas importantes – nomeadamente Rodrigo e Florenzi – o técnico espanhol apostou no 4-4-2, habitual esquema tático utilizado pela formação dos alvinegros, com Gonçalo Guedes de volta ao “onze” inicial. Num estilo de jogo agressivo e pressionante, os ché conseguiram criar superioridade numérica no meio-campo, dominando a posse de bola e sufocando a baliza do Atlético ao longo de toda a partida, tendo sido extremamente eficazes na conversão em golos de bolas paradas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Domènech (6)

Gaya (6)

Mangala (6)

Gabriel Paulista (7)

Wass (6)

Soler (6)

Parejo (7)

Kondogbia (8)

Ferrán Torres (7)

Gómez (7)

Gonçalo Guedes (6)

SUBS UTILIZADOS

Kévin Gameiro (6)

Cheryshev (6) 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

João Félix voltou a ser baixa nos colchoneros, numa formação do Atlético muito afetada por lesões. El Cholo também não mexeu no esquema tático habitual, colocando a sua equipa em campo num 4-4-2. A equipa com a segunda defesa menos batida do campeonato espanhol não o fez por mostrar nesta partida, mostrando debilidades defensivas, principalmente nas bolas paradas. Completamente sufocados na saída de bola pelo conjunto valenciano, foi através do contra-ataque que os rojiblancos tentaram criar perigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Lodi (6)

Felipe (6)

Savic (6)

Arias (6)

Saúl (6)

Partey (8)

Llorente (7)

Koke (6)

Correa (6)

Vitolo (6)

SUBS UTILIZADOS

Vrsaljko (6)

Morata (6)

Carrasco (5)

Foto de Capa: Club Atlético Madrid

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Rio Ave FC x Sporting CP: Toca e foge

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DUAS EQUIPAS QUE SÓ PENSAM JOGO A JOGO

É na 21.ª jornada da Primeira Liga que o Sporting se desloca ao Estádio dos Arcos para defrontar o Rio Ave. Com três pontos de diferença entre as equipas, os Leões procuram manter o terceiro lugar, enquanto os pupilos de Carlos Carvalhal, procuram vencer e manter a onda de bons resultados. O foco vilacondense está no jogo e não pensando em objetivos a médio e longo prazo, como o próprio treinador afirmou na conferência de antevisão à partida.

Os clubes já se defrontaram por duas vezes esta época, no estádio José Alvalade, saindo sempre os vilacondenses vitoriosos, para o campeonato por 2-3, na 4.ª jornada, e na Taça da Liga por 1-2, na 1.ª jornada do grupo C.

COM VIETTO FORA DOS CONVOCADOS, CONSEGUIRÁ WENDEL DESTACAR-SE COM GOLOS NA EQUIPA LEONINA? UM GOLO DO BRASILEIRO ESTÁ COM UMA ODD DE 7.00 NA BET.PT! VAI UMA APOSTA?

O Sporting vem de uma vitória pálida em casa frente ao Portimonense por 2-1, enquanto o Rio Ave vem de uma série de cinco jogos sem perder para o campeonato, tendo vencido na jornada passada o Desportivo de Aves por quatro bolas a zero.

Com mais estabilidade dentro e fora das quatros linhas, a equipa da casa vai tentar surpreender os Leões que, nos últimos tempos, tem sido sinónimo de instabilidade, conflito e polémica.

COMO JOGARÁ O RIO AVE?

Sem poder contar com o capitão Tarantini, castigado por acumulação de amarelos, Gelson Dala, emprestado pelo Sporting, Nadjack e Jambor, o primeiro em fase de reintegração e o segundo lesionado, Carlos Carvalhal deverá manter o 4-3-3, mantendo a identidade da equipa, jogando Vitó no lugar de Tarantini.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Rio Ave FC

Diego Lopes (Rio Ave FC) – Diego tem sido sinónimo de qualidade e consistência na equipa do Rio Ave, contabilizando a totalidade de minutos nos últimos três confrontos. Com cinco golos e cinco assistências apontados em dezoito partidas a contar para a liga, o médio ofensivo será uma dor de cabeça para a defesa do Sporting, a par do avançado Mehdi Taremi.

XI PROVÁVEL

4-5-1: Pawel Kieszek, Diogo Figueiras, Toni Borevkovic, Aderllan Santos, Matheus Reis, Filipe Augusto, Vitó, Lucas Piazón, Nuno Santos, Diego Lopes e Mehdi Taremi.

COMO JOGARÁ O SPORTING?

Sem poder contar com Luciano Vietto, por castigo, Marcos Acuña e Jérémy Mathieu por lesão, Silas convocou dezanove jogadores. A destacar o facto de contar somente com quatro defesas, deixando Tiago Ilori de fora por opção. Regressam aos convocados Pedro Mendes e Yannick Bolasie, estreando-se Francisco Geraldes na convocatória.

A dúvida prende-se em saber se o Sporting jogará com três ou quatro defesas. Um coisa é certa, é urgente mostrar consistência, qualidade e caudal ofensivo, procurando Andraž Šporar o primeiro golo com a camisola dos Leões.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Marcus Wendel (Sporting CP) – Com a ausência de Vietto, Wendel deverá assumir mais responsabilidades. Com um desempenho satisfatório frente ao Portimonense, o médio brasileiro será peça fundamental nas transições entre os setores defensivo e ofensivo dos leões.

XI PROVÁVEL

4-5-1: Luís Maximiano, Stefan Ristovski, Sebastián Coates, Luís Neto, Cristian Borja, Wendel, Battaglia, Eduardo Henrique, Rafael Camacho, Jovane Cabral e Andraž Šporar.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

A força anímica que faltava

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Numa temporada atípica, o FC Porto tem passado por momentos altos e baixos. No campeonato, as contas continuam aquém do desejado e, depois de uma taça perdida, a equipa de Sérgio Conceição ficou debaixo de fogo. O próprio treinador teve pela frente um duro teste à sua resiliência com as contestações constantes.

A pressão tem sido habitual, mas em boa verdade, os adeptos portistas têm se mostrado presentes, embora exigentes. A época caminha para a reta decisiva, mas ainda há muitas contas a fazer.

O jogo do fim-de-semana passado, diante do SL Benfica, melhorou consideravelmente a força anímica do clube. A equipa ganhou maior confiança e conseguiu encurtar a diferença pontual para o líder do campeonato. De certa forma, foi como uma lufada de ar fresco para a equipa que, em determinados momentos mostrou estar sem união e, com um resultado positivo recuperou a crença que ainda tem uma palavra a dizer. Porque tem. São 14 jogos e 42 pontos em discussão… Domingo já há um duro teste diante do Vitória SC. Um campo difícil, num ambiente hostil, mas a equipa está numa das melhores fases da temporada.

As duas vitórias nesta semana deram alento à equipa de Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Para além da vitória diante do principal rival – que aliás só perdeu pontos com os portistas -, a equipa de Sérgio Conceição garantiu ontem a presença na final da Taça de Portugal, precisamente contra os encarnados.

Dois momentos que podiam ter sido cruciais: uma derrota no clássico e uma eliminação na Taça de Portugal, podia ditar mudanças drásticas no clube. O que não aconteceu e pode, inclusive, originar uma reação adversa.

A união da equipa com os adeptos pode ser fundamental para o FC Porto conseguir libertar-se da crise e agarrar a oportunidade que tem de ainda fazer valer esta temporada. Com os jogos da Liga Europa a aproximarem-se, a equipa de Sérgio Conceição quer continuar a dar cartas na Europa e esta é a melhor fase para estes jogos decisivos. A equipa está confiante, encontra-se a atravessar um bom momento e os jogadores começam a acreditar cada vez mais que podem fazer a diferença.

A grande prova desta mudança de mentalidade até está num simples penálti. Quando a equipa estava mal e não mostrava garra em campo, o FC Porto diante do SC Braga falhou duas grandes penalidades no Dragão. Nestes dois último jogos, no mesmo estádio, e em dois jogos de alta pressão, Alex Telles não vacilou. Carregou naquele remate toda uma equipa e uma força vinda do exterior. A equipa está bem, está com norte e este é o momento certo para dizer presente e lutar pelos três títulos que ainda podem conquistar.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Estará Danilo a mais?

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Danilo Pereira, atual capitão do FC Porto, chegou ao clube no verão de 2015, após ter-se evidenciado pelas cores do CS Marítimo, o que motivou mesmo uma disputa entre os azuis e brancos e o Sporting CP pelo passe do atleta. Desde logo, o internacional português conseguiu encontrar o seu espaço no meio campo dos portistas e tornar-se numa referência do emblema da invicta. Por sua vez, o seu profissionalismo e caráter sempre foram apreciados pela plateia do estádio do Dragão, que sempre o considerou um jogador de excelência e imprescindível, algo comprovado pela sucessiva utilização concedida pelos vários técnicos que já o orientam no clube.

No entanto, atualmente, enfrenta uma situação ou uma época atípica, já que se encontra lesionado e ao contrário do que se esperava a sua falta não tem sido notada. Inclusive, muitos já consideram que o FC Porto está melhor com Danilo fora do onze do que dentro da formação titular. De realçar, que este verão também foi quente, quer para o clube, quer para o jogador, já que a tensão vivida no Algarve foi de conhecimento público e há quem tenha acusado o futebolista de ter tentado forçar uma transferência para o AS Mónaco.

Desta forma, há um entendimento, cada vez mais forte, que há um FC Porto com Danilo e outro sem Danilo. Uma visão ou um facto que vem sendo cada vez mais apoiado pela opinião desportiva, que tem salientado que há uma versão mais apelativa dos dragões sem o internacional português em campo. Além disso, muitos recuam até ao ano em que a equipa orientada por Sérgio Conceição ganhou o campeonato, numa temporada em que o capitão do Porto teve muito tempo indisponível, para demonstrar a veracidade do seu argumento. Outro aspeto é que os azuis e brancos nas exibições mais satisfatórias da presente época foram sem a inclusão de Danilo no onze, como aconteceu na partida com o FC Famalicão, no Dragão, ou então no último desafio contra o SL Benfica, precisamente no mesmo local desportivo.

Sérgio Oliveira tem conseguido, mais uma vez, fazer esquecer a ausência de Danilo
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

É um facto que na verdade há dois FC Porto diferentes e que é inquestionável não associar Danilo a esse ponto, visto que com a sua titularidade vê-se uma formação em campo mais robusta, mais direta e com um miolo mais combativo procurando um estilo de jogo mais vertical e menos apoiado, embora haja uma equipa mais compacta e mais bem preparada para o confronto físico. No seguimento, é um elenco mais virado ou centrado para um jogo menos pausado e direcionado para as transições. Posteriormente, é uma forma de jogar menos atraente e que pode criar mais dificuldades ofensivas, já que a magia é trocada pelo físico e torna o jogo mais previsível e fácil de contrariar.

Por outro lado, sem Danilo a equipa tem-se apresentado como uma formação mais criativa, mais móvel e com um futebol mais próximo de proporcionar bons momentos a quem paga o bilhete, ou seja, aos adeptos. Deste modo, também cria mais dificuldades para o seu opositor, já que torna o momento ofensivo do FC Porto mais rápido, com maior circulação de bola e uma maior imprevisibilidade no último passe, servindo da melhor maneira os executantes. Este ponto é justificado porque, muitas das vezes, Sérgio Conceição tem apostado num jogador mais técnico e criativo, o que possibilita aos azuis e brancos ter mais atletas, que consigam “pensar” no jogo da equipa e permitir um estilo mais apoiado em tabelinhas curtas e chegar à área contrária com um outro recorte técnico.

Aqui, não se pretende desvalorizar a qualidade de Danilo Pereira enquanto futebolista, visto que a mesma é inquestionável, porém fica difícil não associar a ausência do internacional português aos melhores momentos dos portistas na época desportiva, em termos exibicionais.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Dyego Sousa: Uma “águia” capaz de outros voos

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Contratado aos chineses do Shenzhen FC – por empréstimo, até ao final do ano civil de 2020-, Dyego Sousa regressa ao futebol português para representar o campeão nacional em título.

O avançado de 30 anos chega para colmatar a vaga deixada por Raúl de Tomás – o espanhol, que foi contratado no início da época ao Real Madrid por 20 milhões de euros, deixou os encarnados no mercado de janeiro para rumar ao RCD Espanyol, depois de não ter conseguido singrar ao serviço do emblema da Luz.

A chegada do ponta de lança luso-brasileiro vem acrescentar experiência ao plantel e o facto de já estar familiarizado com o futebol português é, também, um ponto positivo. De lembrar que o ponta de lança luso-brasileiro foi, na época transata, uma das principais figuras do Sporting Clube de Braga, na qual apontou 20 golos em 43 partidas oficiais pelos minhotos.

Dyego Sousa foi o quinto melhor marcador da passada edição da Primeira Liga, com 15 golos apontados
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Uma das lacunas que os pontas de lança das “águias” apresentam é o jogo aéreo, daí que a contratação de Dyego Sousa contribua para o preenchimento desse aspeto do jogo. De resto, na última jornada no Dragão, esse aspeto foi bem visível a partir do minuto 84, quando Bruno Lage decidiu apostar num futebol mais direto, chamando, para esse efeito, Dyego Sousa à partida. O internacional luso-português ainda ganhou alguns duelos aéreos, mas não foi o suficiente para resgatar pontos contra o FC Porto.

Dyego Sousa veio, portanto, dar maior dimensão física e aérea ao jogo dos encarnados, tornando a “águia” mais perigosa nas alturas.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Olheiro BnR: Sebastian Berwick

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Sem grandes surpresas, a Team Sunweb e a Mitchelton-Scott dominaram o Jayco Herald Sun Tour, a mais antiga prova por etapas australiana, conquistando entre si todas as cinco etapas da prova e o primeiro e terceiro lugar da geral. Mas, entre Hindley e Howson no podium final, apareceu um desconhecido jovem de 20 anos, Seb Berwick.

Mostrar-se nas etapas de montanha contra dois ciclistas deste calibre, Howson, um respeitado domestique com provas dadas nas maiores provas do mundo, e Hindley, uma grande promessa já com resultados de qualidade entre a elite do ciclismo, é condição suficiente para passarmos a tê-lo debaixo de olho.

Mas houve mais na exibição de Berwick para despoletar o nosso interesse. O atleta da St. George Continental Cycling Team acompanhou o desempenho físico de valor com uma atitude correta e aguerrida, especialmente na penúltima etapa, em que não hesitou em se lançar ao ataque, sendo o único capaz de colocar em perigo a liderança de Hindley, que só foi capaz de bater Berwick sobre a meta.

Foi um bom culminar do verão australiano para Berwick, que já tinha alcançado a prata na prova de fundo dos campeonatos nacionais de sub-23 e deverá seguir-se um calendário com várias provas asiáticas, nas quais, na época transata, somou resultados razoáveis, mas que levam um pendor bastante positivo quando perspetivados em conjunto com a sua tão tenra idade.

Nos juniores, também já havia brilhado em 2017, quando foi campeão continental de fundo e de crono e terminou entre os dez melhores no esforço individual dos mundiais de Bergen.

Berwick com Hindley e Howson no podium final do Herald Sun Tour
Fonte: Team Sunweb

Ou seja, temos perante nós um ciclista com um inegável talento para trepar, mas que também consegue apresentar resultados no contrarrelógio, o que faz dele um excelente candidato a vir a assumir um lugar no pelotão World Tour.

Ainda tão jovem e parecendo ter a atitude certa, Seb Berwick pode afirmar-se como um dos nomes do ciclismo australiano nos próximos tempos. Contudo, afigura-se mais provável que o faça apenas como um trabalhador ou como líder em provas menores, já que não deu, para já, sinais de que alcançará o estrelato.

Com uma geração repleta de qualidade a despontar – com nomes como Hindley, Storer ou Hamilton – este é mais um nome a acompanhar no ciclismo na terra dos cangurus.

Foto de Capa: Jayco Herald Sun Tour

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

“Águias” à procura da redenção frente a SC Braga que pretende contrariar a história

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Num fim-de-semana bem “quente” na Liga Portugal, um dos jogos que promete prender mais a atenção, passa pela receção do SL Benfica, primeiro classificado, ao SC Braga, que ocupa o quarto posto.

Embate entre duas das melhores equipas do campeonato, mas que parecem atravessar momentos distintos: as “águias”, apesar da liderança, vêm de uma derrota no Dragão e de um empate mais do que sofrido em Famalicão, que lhes valeu o passaporte para o Jamor, enquanto os “arsenalistas” ainda se encontram na ressaca da conquista da Taça da Liga, sem esquecer cinco triunfos consecutivos no campeonato, apesar do empate caseiro diante do Gil Vicente, no sábado passado.

É um lugar-comum dizer que o futebol é uma montanha-russa, mas a verdade é que, até muito pouco tempo, o Benfica parecia viver em estado de graça, só que o regresso às exibições mais pálidas, a que não está alheio o sub-rendimento de várias peças (Ferro, Grimaldo e Pizzi à cabeça), mostrou que a equipa de Bruno Lage pode ser vulnerável no contexto nacional e que a conquista do título não será uma mera formalidade.

O problema óptico de Gabriel, que afasta o médio brasileiro do que resta da temporada, também não foi a melhor das notícias para o campeão nacional, que deve aos seus adeptos uma exibição convincente para reacender a chama encarnada.

O Benfica quer ganhar no sábado, até porque nesse caso colocará pressão sobre o FC Porto, que no domingo tem um teste de fogo em Guimarães, e a bem dizer, se olharmos ao histórico para o campeonato, o SC Braga é o adversário ideal para o clube da Luz.

Torna-se visível aos olhos de todos as dificuldades que os minhotos têm, por norma, nas visitas à Luz, visto que não pontuam no anfiteatro lisboeta desde Agosto de 2012 (2-2 no arranque da Liga 2012/13), e para encontrar o único triunfo bracarense temos de recuar… à temporada 1954/55, que foi obtido no Estádio do Jamor.

Em 63 jogos para o campeonato, e com o Benfica a jogar em casa, são 50 (!) as vitórias das “águias”, numa hegemonia que roça o impressionante, e que teria tudo para tornar os anfitriões ainda mais favoritos, até porque já esta temporada os comandados de Bruno Lage bateram o emblema da cidade dos arcebispos por 4-0 (fora de portas, para a Liga) e por 2-1 (na Luz, a contar para a Taça de Portugal).

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas falta falar do efeito… Rúben Amorim, que desde a chegada ao SC Braga devolveu a regularidade e tranquilidade a um plantel de luxo, recheado de opções, e que num curto espaço de tempo, sob a sua égide, já ultrapassou FC Porto (duas vezes) e Sporting CP (outras duas).

Ricardo Horta é o expoente maior das individualidades arsenalistas, ele que acaba de ser considerado o melhor jogador da Liga do mês de Janeiro.

Em suma, os dados estão lançados para um belo desafio na Luz, com dois dos melhores plantéis em acção, numa altura em que nos aproximamos da fase derradeira do campeonato.

APOSTA VIP: Aposta VIP: 2-1

Penso que a repetição do resultado do SL Benfica vs. SC Braga, da Taça de Portugal, poderá repetir-se. Vem aí um jogo com golos, de ambas as equipas, já que as “águias” têm de partir para cima do adversário e dificilmente não sofrerão com a qualidade minhota. Acredito que a força do Benfica em casa acabe por prevalecer, dando mais força à história.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O 11 do século do Manchester United

O Manchester United FC é um dos clubes com mais sucesso desde o início deste século e o grande responsável por isso é o mítico Sir Alex Ferguson, que orientou a equipa desde 1986 até 2013. Durante esse período, os red devils foram 13 vezes campeões de Inglaterra, duas da Europa, além do grande número de taças conquistadas. Durante o século XXI, foram oito Premier League e uma Liga dos Campeões, sendo que grande parte desses troféus foram entre 2000 e 2009, o que diferencia a qualidade entre a primeira e a segunda década do clube.

A era de Alex Ferguson chegou ao fim em 2013 e desde aí, o Man. United nunca mais conseguiu ser campeão, nem terminar perto do primeiro lugar. Os anos de ouro ficam marcados para a história, como um período de dominância dos red devils, que procuram atualmente reerguerem-se para esquecer os anos apagados desde a saída de Alex Ferguson. Desde 2013, venceram uma Taça, uma Supertaça, uma Taça da Liga e uma Liga Europa (os três últimos com José Mourinho no comando técnico).

A realidade é que o Manchester United foi dominante durante grande parte deste século e seguramente apresenta um onze de qualidade, apesar de grande parte das escolhas terem maior relevância no clube durante a primeira década.

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Fonte: Manchester United FC

Edwin van der Sar – Com a saída de Peter Schmeichel na viragem do século, Ferguson demorou a conseguir o substituto desejado, até à chegada de Edwin van der Sar em 2005, para dissipar as dúvidas na baliza e assumir-se como uma figura de respeito na baliza dos diabos vermelhos. Esteve presente na conquista da Liga dos Campeões em 2008 e numa sequência de três campeonatos de Inglaterra vencidos. Era dos mais consistentes na sua posição e cometia poucos erros. É um dos melhores a vestir a camisola de guarda-redes no clube.

AC Milan 1-1 Juventus FC: Decisão adiada para Turim

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A CRÓNICA: EXPULSÃO ANULA SUPERIORIDADE TÁTICA DO MILAN

Na partida disputada em San Siro, correspondente à primeira mão das meias finais da taça de Itália, Rebic colocou o Milan em vantagem, mas ao cair do pano, Ronaldo empatou a partida de penálti.

Tal como a primeira parte, os segundos 45’ iniciaram com uma grande oportunidade do AC Milan. Perante um conjunto bem organizado, a Juventus tentava criar jogadas de ataque através de uma construção a partir da defesa, mas sem grande perigo para a baliza de Donnarumma.

Num momento em que o Milan se demonstrou superior e quando já se adivinhava o golo dos rossoneri, Castillejo cruzou para o interior da área e encontrou Rebic, que desviou a bola para o fundo das redes de Buffon aos 61’.

A expulsão de Theo Hernández limitou bastante a equipa de Milão, que demonstrou bastantes dificuldades em criar jogadas de ataque, e praticamente limitou-se a tentar manter o marcador a seu favor. Já em cima do minuto 90’, Ronaldo empatou a partida através da conversão de uma grande penalidade, após a bola embater no braço de Calabria.

A FIGURA

Fonte: Juventus FC

Gianluigi Buffon- O guardião italiano continua a demonstrar o seu valor mesmo aos 42 anos de idade, após mais uma bela exibição, como nos habituou em toda a sua carreira. Buffon impediu que os rossoneri se adiantassem mais cedo no marcador e também que ampliassem a vantagem, sendo um dos maiores contribuidores para a Juventus resgatar o empate, que poderá ser bastante útil no conjunto das duas eliminatórias.

O FORA DE JOGO

Fonte: AC Milan

Theo Hernández- O AC Milan estava a fazer uma bela exibição e a ser superior ao seu adversário, até à expulsão do seu defesa esquerdo. A sua expulsão acabou por limitar o processo de construção ofensiva, que levou a uma maior superioridade da Juventus, chegando ao empate numa fase em que “encostou” toda a equipa do AC Milan e os “obrigou” apenas a defender.

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Stefano Pioli a apostar num 4-2-3-1, sendo Kessié e Bennacer os médios mais recuados, Castillejo a atuar sobre a ala direita e Rebic pela esquerda. O experiente Zlatan Ibrahimovic jogou como homem mais avançado no terreno, com o apoio de Çalhanoglu nas suas costas. Os rossoneri apresentaram-se taticamente bem organizados e bastante sólidos nos processos defensivo e ofensivo.

Após a expulsão de Theo Hernández, o AC Milan posicionou-se num esquema de 4-2-3, apenas recuando no terreno, mantendo a solidez tática. Com inferioridade numérica, os rossoneri perderam a sua força ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Gianluigi Donnarumma (7)

Davide Calabria (5)

Simon Kjaer (6)

Alessio Romagnoli (6)

Theo Hernández (4)

Franck Kessié (6)

Ismael Bennacer (6)

Hakan Çalhanoglu (6)

Samu Castillejo (7)

Ante Rebic (7)

Zlatan Ibrahimovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Diego Laxalt (5)

Alexis Saelemaekers (5)

Lucas Paquetá (-)

 

ANÁLISE TÁTICA- JUVENTUS FC

A Juventus atuou num esquema tático de 4-3-3, com um trio de ataque formado por Cuadrado, Dybala e Ronaldo. Juan Cuadrado jogou pela ala direita, enquanto o português atuou a partir da ala esquerda, efetuando movimentos interiores apoiando Dybala, que baixava no terreno na fase de construção. Ronaldo e Dybala trocavam de posição constantemente, dando algum dinamismo ao ataque da “Vecchia Signora”.

Maurizio Sarri esquematizou um 4-4-2 quando a sua equipa não tinha a posse de bola, com Ronaldo e Dybala a atuar como os homens mais avançados no processo defensivo. A defender, Cuadrado mantinha-se na ala direita, e Matuidi ocupava a faixa esquerda do terreno.

Com a entrada de Higuaín em campo, a Juventus manteve o 4-3-3, passando também a defender neste esquema tático. Cristiano Ronaldo manteve-se no lado esquerdo do ataque, Dybala passou para a ala direita e Higuaín fixou-se no centro do terreno. Cuadrado foi “obrigado” a recuar no terreno e a desempenhar uma função mais defensiva, algo a que já está habituado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES:

Gianluigi Buffon (8)

Mattia De Sciglio (6)

Matthijs de Ligt (6)

Leonardo Bonucci (6)

Alex Sandro (6)

Miralem Pjanic (6)

Blaise Matuidi (6)

Aaron Ramsey (4)

Juan Cuadrado (6)

Cristiano Ronaldo (7)

Paulo Dybala (7)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Bentancur (6)

Gonzalo Higuaín (6)

Adrien Rabiot (5)

 Foto de Capa: AC Milan

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão