Este sábado, SL Benfica, FC Porto, UD Oliveirense e Sporting CP calçaram os patins para defender a continuação na Liga Europeia de hóquei em patins. A penúltima jornada da competição ficou marcada por três vitórias em quatro encontros disputados, onde algumas formações já começaram a carimbar a passagem para os quartos de final. Outra, por outro lado, ficou de fora da competição.
HERRINGEN DIFICULTOU, MAS ÁGUIAS TOMARAM CONTA DO RECADO
Encarnados sofreram para vencer alemães Fonte: SL Benfica
O SL Benfica foi a primeira equipa a jogar neste sábado cheio de jogos europeus. Depois da goleada (14-0) no seu reduto, os encarnados entravam como favoritos por larga margem. A entrada do Herringen foi demolidora, a responder de pronto aos golos sofridos.
Ao intervalo, o placard marcava um empate a três e uma deslocação mais difícil que o esperado para os pupilos de Alejandro Dominguez. O capitão Valter Neves encarregou-se de fazer o golo solitário do segundo tempo e dar o triunfo ao SL Benfica por 3-4.
Os encarnados somam 10 pontos e esperam ansiosamente por uma vitória do líder do Grupo C, Barcelona. Caso os blaugrana vençam o Sarzana (terceiro classificado), ambas as formações marcam presença nos oitavos de final da Liga Europeia.
GOLO NO ÚLTIMO SEGUNDO VALE APURAMENTO DA UD OLIVEIRENSE
Golo de Marc Torra vale bilhete para os quartos de final Fonte: UD Oliveirense
A equipa de Oliveira de Azeméis deslocou-se ao terreno do Saint-Omer para tentar garantir a passagem à próxima fase. No entanto, a UD Oliveirense embateu numa boa primeira parte dos franceses, que chegaram ao intervalo a vencer por 4-1. A segunda metade foi de sonho para os comandados por Renato Godinho, que operaram uma reviravolta no marcador, a culminar num golo marcado no último segundo do encontro.
Com este resultado, a UD Oliveirense carimbou a presença nos quartos de final da Liga Europeia. Os 12 pontos, em igualdade pontual com o Deportivo Liceo, apuram ambas as equipas do Grupo D a uma jornada do final da fase de grupos.
A CRÓNICA: “SOMBREROS” PARA A DS TECHEETAH, SE FAZ FAVOR!
Mais um fim-de-semana se passou para o mundo dos desportos motorizados. Desta vez, reunimo-nos no México para o campeonato de carros elétricos.
Garantindo a Super Pole, André Lotterer tinha tudo para dar à Porsche mais uma vitória, mas um mau arranque e um toque dar-lhe-iam uma oportunidade para danificar o carro, e por sua vez, a corrida.
Faltavam vinte minutos para a corrida acabar, e as atenções viravam-se para Mitch Evans, o homem da Jaguar que liderava durante maior parte da corrida.
Mas não só. Também António Félix da Costa, que recuperaria de um nono lugar, faria uma excelente corrida, bem como o seu colega de equipa e atual campeão, Jean-Éric Vergne.
Mas, a verdade é que, a estratégia da DS Techeetah, nesta corrida, bem poderia ser comparada àquilo que por vezes vimos na Ferrari, na Fórmula 1.
No objetivo comum de pôr os dois homens da equipa chinesa nos dois últimos lugares do pódio, a verdade é que acabou por não dar certo, tendo apenas o piloto português conseguido o segundo lugar, mas que, quem mais entravou esta “dobradinha” da DS Techeetah no pódio foi o piloto suíço da Nissan, Sebastien Buemi, que garantiu o terceiro lugar.
Desde o início até ao fim, México proporcionou-nos uma corrida de doidos, onde se juntou muita emoção, e, sem dúvida, muito drama também. Aqui fica um vídeo dos melhores momentos da corrida:
Com a quarta corrida assim terminada, o campeonato de pilotos fica ao rubro, com Mitch Evans no primeiro lugar, a segurar o lugar por apenas um ponto de Alexander Sims (BMW i Andretti) e, em terceiro, está António Félix da Costa, que, com este, soma o seu segundo pódio de 2020.
Por agora, é tudo. Daqui a duas semanas, voltamos para mais uma corrida. Desta vez, será em terras marroquinas, em Marrakesh.
A CRÓNICA: PONTO INSUFICIENTE PARA RECUPERAR O PÓDIO
Em Vila do Conde, o Rio Ave mirava a possibilidade de chegar ao quarto lugar e o Sporting tinha a pressão de recuperar o pódio. Com o empate a uma bola, nem uma coisa, nem outra. Num jogo em que a formação de Carvalhal não podia ter pedido melhor entrada, Lucas Piazón tratou de finalizar um bom lance coletivo aos 65 segundos e, com isso, ferir a estratégia leonina para o encontro.
A fase de construção foi sempre a lacuna mais evidente dos leões ao longo do primeiro tempo e os vila-condenses até estiveram perto de ampliar a vantagem, com uma dupla oportunidade de Nuno Santos. Já o Sporting apenas assustou num estrondoso remate de Eduardo a esbarrar no ferro da baliza de Kieszek. A urgência em reagir no segundo tempo era enorme, mas a formação de Silas nunca revelou ter a astúcia necessária para chegar à baliza necessária com perigo.
O cenário, esse, escureceu ainda mais quando Coates viu o segundo amarelo e deixou a equipa reduzia a dez nos últimos 20 minutos, mas foi precisamente em inferioridade numérica que a equipa de Alvalade chegaria ao empate. Bolasie conquistou uma grande penalidade e o recém-entrado Jovane tratou de restabelecer a igualdade, oferecendo um ponto a um leão que pouco fez por merecê-lo.
A FIGURA
Fonte: Rio Ave FC
Al Musrati – Grande exibição do médio líbio a encher, por completo, o meio-campo do Rio Ave. Seguro a defender, eficiente a construir e até mesmo eficaz a assistir, tendo feito um esforço no lance do golo de Piazón. Uma exibição muito consistente, com diversas recuperações de bola cruciais. Chegou por empréstimo do Vitória SC no mercado de inverno e, no seu primeiro jogo a titular, era difícil pedir melhor. Imperial!
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Primeira parte do Sporting – O golo madrugador abalou (e de que maneira…) a formação orientada por Silas. Os leões não tiveram o poder de reação que se exige a uma equipa que luta pelo 3º lugar e até podiam ter visto a desvantagem no encontro aumentar para dois golos. Dificuldades na construção, permeabilidade do setor defensivo e pouca agressividade nos duelos. Só ao minuto 37’, o Sporting conseguiu rematar com perigo, por intermédio de Eduardo.
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE
Face à ausência do castigado Tarantini, Carlos Carvalhal foi obrigado a alterar uma peça em relação ao “onze” que goleou o Aves na jornada passada, com a estreia de Al Musrati a titular. A entrada praticamente a ganhar não fez com que os vila-condenses – alinhados num 4-3-3 – abdicassem da sua filosofia. As dinâmicas de ação mantiveram-se e a equipa da casa esteve sempre de olho no segundo golo. No segundo tempo, o Rio Ave não foi tão esclarecido a atacar e acabou mesmo por sofrer o golo do empate, mesmo numa altura em que se encontrava em superioridade numérica.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (6)
Matheus Reis (7)
Aderllan Santos (6)
Toni Borevkovic (6)
Diogo Figueiras (6)
Al Musrati (8)
Filipe Augusto – (6)
Lucas Piazón (7)
Diego Lopes (6)
Nuno Santos (7)
Mehdi Taremi (6)
SUBS UTILIZADOS
Carlos Mané (-)
Bruno Moreira (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING
Numa clara tentativa de encontrar um “onze” que forneça mais garantias aos leões, Silas fez questão de manter o 4-4-2 apresentado na vitória diante do Portimonense, mas acabou por proceder a quatro mexidas, muito por força de lesões e castigos. A entrar praticamente a perder, os leões demoraram até se reencontrarem no encontro com as dificuldades nos processos de construção a serem por demais evidentes. No segundo tempo, o cenário não foi muito diferente e as substituições pouco acrescentaram às dinâmicas ofensivas da equipa.
A CRÓNICA: PALHINHA LEVOU O SABOR DO NÉCTAR DA VITÓRIA À EQUIPA DE RÚBEN AMORIM
O jogo começou com um grande ambiente nas bancadas. Uma enchente no Estádio da Luz, alienada com uma grande coreografia organizada pelo SL Benfica, fez jus ao grande jogo que estava por vir nesta tarde de sábado. E o presságio estava mesmo correto. Logo aos seis minutos, depois de uma perdida da bola em zona frontal por parte de David Carmo, Rafa aproveita com um arranque, mas na cara de Matheus, remata ao lado do poste direito.
Estavam presentes todos os condimentos para um grande jogo. Uma partida equilibrada, mas com algumas individualidades do SC Braga a permitir o adversário criar perigo. Primeiro foi David Carmo, mas de seguida foi Wallace a ceder espaço a Cervi para chegar a zona perigosa do lado esquerdo. Houve mais Benfica na primeira parte, com a equipa a conseguir intranquilizar e anular as investidas bracarenses no último terço. O jogo estava intenso e com muitas faltas. O meio-campo estava a ser bastante disputado e a espelhar a grande qualidade de ambos os conjuntos no frente-a-frente. E foi mesmo daí que surgiu o primeiro golo: um homem do meio-campo, Palhinha, cabeceou picado sobre a grande área e marcou aos 46 minutos o 0-1 para o SC Braga.
A segunda parte manteve-se com mais Benfica, com a nuance de um SC Braga um pouco mais contido. Aos 49′, um grande remate de Vinícius vai parar ao poste. Com o guarda-redes já batido, Grimaldo remata fraco e o SC Braga consegue resolver através de Matheus. A equipa de Bruno Lage tentou aumentar a intensidade ofensiva e tentou encurralar o adversário que, confortável com o resultado, procurava gerir de forma inteligente cada momento do jogo.
Aos 68′, Pizzi surge a fintar três adversários descaído à direita da grande área. O médio remata rasteiro, mas Matheus defende e nega a igualdade às águias. Foi um resto de jogo intenso com um Benfica a procurar incessantemente o golo. Faltou a estrelinha aos encarnados para fazer frente a um SC Braga que já nem se pode dizer que surpreende com mais uma excelente exibição desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Palhinha – Um jogador preponderante neste duelo. Não só pelo golo, mas por tudo o que fez dentro das quatro linhas nos restantes momentos do jogo. A cabeçada que deu aos 46 minutos foi apenas o apogeu de uma grande exibição do médio que, para além do autor do golo da noite, foi também o líder na operação defensiva bracarense.
O FORA-DE-JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Raul Silva – É pena que a excelente vitória do SC Braga esta noite tenha acabado por ser manchada por este jogador. Depois do apito afinal, é legitimo que se festeje uma vitória suada como foi a de hoje. No entanto, gestos como os de Raul Silva instantes após o final da partida em nada engrandecem o futebol português. Um ato anti-desportivo que podia muito bem ter sido evitado.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O Benfica apresentou-se num 4-4-2 frente ao SC Braga neste fim de tarde. Com um adversário a tentar controlar o seu corredor, os encarnados, com muita qualidade, procuraram as diagonais e apostar no centro do terreno já com a bola controlada.
Foi um Benfica muito intenso quando o Braga ultrapassava o meio-campo e que apostou muito na transição através do passe longo, procurando muito as costas dos defesas do Braga. Foi evidente, em certos momentos do jogo, Rafa, Cervi, Vinícius e Pizzi à procura desses mesmo espaços em terrenos mais avançados.
Na segunda parte, foi um SL Benfica em crescendo. Ainda assim, em ocasiões ofensivas, era notório o choque com o bloco defensivo do SC Braga. Com outros argumentos, os encarnados mostravam-se, por outro lado, muito mais eficazes na principal estratégia do primeiro tempo: na transição. As entradas de Chiquinho, Seferovic e Dyego Sousa na segunda parte espelham o quanto o Benfica foi à procura do golo, a investir tudo no ataque. Desta vez o risco não valeu de nada.
ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES
Odysseas Vlachodimos (7)
Grimaldo (6)
Ferro (5)
Rúben Dias (6)
Pizzi (6)
Weigl (4)
Cervi (6)
Rafa (5)
Taarabt (7)
Tomás Tavares (6)
Carlos Vinícius (7)
SUBS UTILIZADOS
Seferovic (5)
Chiquinho (5)
Dyego Sousa (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
O SC Braga apresentou-se num 3-4-3 em momentos de posse de bola e numa linha defensiva de cinco homensem momentos sem bola. David Carmo, o homem menos experiente do trio defensivo, substituiu Bruno Viana que foi expulso no último jogo. Ao seu lado estavam Raul Silva à esquerda e Wallace à direita. A jogar com uma linha mais recuada de cinco jogadores, assim como nos tem habituado, os seus laterais desceram no terreno. Foi um SC Braga a procurar sair a jogar de forma mais organizada construindo jogo desde zonas mais recuadas.
Na segunda parte, a primeira subtituição ocorreu com a saída de Galeno e a entrada de Trincão. Já era notório nos minutos iniciais do segundo tempo, mas esta troca tornou evidente a maior contenção do Braga nesta fase do jogo. Geriu o resultado de forma inteligente e soube esperar que o Benfica tivesse bola, pois, estando a perder em sua casa, era inevitável que isso acontecesse.
ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES
Matheus (7)
Sequeira (6)
Wallace (5)
Paulinho (7)
Ricardo Horta (5)
Fransérgio (5)
Raul Silva (4)
R. Esgaio (5)
Palhinha (8)
Galeno (6)
David Carmo (5)
SUBS UTILIZADOS
Trincão (6)
André Horta (5)
Rui Fonte (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
Não foi possível fazer questões ao técnico do SC Braga, Rúben Amorim.
SL Benfica
Não foi possível fazer questões ao técnico do SL Benfica, Bruno Lage.
A CRÓNICA: FC Porto cai diante a equipa polaca, mas mantém a chama acesa
Em jogo a contar para a 12.ª e antepenúltima jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto deslocou-se até à Polónia para defrontar o Vive Kielce.
A jogar fora de portas, num pavilhão praticamente lotado, o FC Porto não se deixou intimidar e assumiu de imediato a dianteira do marcador, com André Gomes a carimbar os três primeiros tentos portistas. Aos cinco minutos vencia por 3-1.
Foram precisos estarem decorridos 11 minutos para os polacos voltarem a nivelar o placard e a meio da primeira parte conseguiram finalmente passar o comando do encontro, 7-6, obrigando Magnus Andersson (treinador portista) a solicitar o seu primeiro time-out.
Daí até ao final do primeiro tempo, os azuis e brancos apresentaram-se muito competentes, não permitindo que o Kielce cavasse alguma vantagem. Ao intervalo registava-se um empate a 12 golos.
Já no segundo tempo, o FC Porto entrou completamente desconcentrado. Parecia outra equipa em campo. E a este nível acabou por pagar bem caro.
O conjunto da casa não se fez de intrigas e com um parcial de 4×0 abalou animicamente os forasteiros.
A partir daqui os portistas ainda tentaram sucessivas aproximações, mas a eficácia de Andreas Wolf na Baliza, e de Álex Dujshebaev no ataque, não permitiram à equipa visitante voltar a entrar na discussão do encontro.
Note-se agora, que na pior das hipóteses o FC Porto desce para o sexto lugar da fase de grupos. Posição que ainda assim garante a passagem à próxima fase.
A FIGURA
Fonte: Vive Kielce
Álex Dujshebaev – O lateral direito espanhol foi o jogador em destaque na partida. Apontou 7 tentos certeiros e consagrou-se no melhor marcador do encontro. A sua imprevisibilidade e variedade de recursos foram uma dor de cabeça para a defesa portista.
FORA DE JOGO
Fonte: FPA
António Areia – O atleta internacional português teve muito aquém do seu melhor nível, quer na linha de sete metros, quer no seu posto específico. Ao contrário de Diogo Branquinho (ponta-esquerda azul e branco), António Areia esteve muito apagado da partida. Somou apenas um golo na conta pessoal.
ANÁLISE TÁTICA DO KIELCE
Desde os instantes inicias se percebeu que o Kielce trazia a lição em estudada. Na primeira parte, com um sistema defensivo 5×1 muito agressivo, iam tentado anular o organizador de jogo portista, Miguel Martins.
No segundo tempo, com a entrada de Fábio Magalhães, mudaram parcialmente o foco, optando por um sistema de 4×2, tentando, assim, aniquilar tanto o central como o lateral esquerdo portista.
Com a constante agressividade e com as alternâncias no eixo defensivo o Kielce acabou por se superiorizar, convertendo as recuperações de bola em contra-ataques letais.
SETE INICIAL + PONTUAÇÕES
Andreas Wolf (9)
Daniel Dujshebaev (6)
Blaz Janc (7)
Ángel Fernández (7)
Artem Karalel (7)
Romaric Guillo (7)
Doruk Pehlivan (6)
Igor Karacic (8)
Mateusz jachlewsky (8)
Arkadiusz Moryto (7)
Julen Aginagalde (7)
ANÁLISE TÁTICA DO FC PORTO
A nível ofensivo o FC Porto pecou “apenas” pela finalização aos seis metros, muito por culpa de Andreas Wolf, guardião adversário.
Já no que concerne ao capítulo defensivo, o conjunto azul e branco foi desastroso no segundo tempo. O habitual 6×0: agressivo, flexível e solidário não existiu. E acabou por pagar caro essa tremenda passividade.
A CRÓNICA: Benfica domina mas sofreu para conseguir segunda vitória na EHF Cup
Tarefa difícil para o SL Benfica que recebia nesta segunda jornada da EHF Cup o MT Melsungen da Alemanha, atual sétimo classificado do campeonato alemão com um conjunto recheado de internacionais, apesar de algo desfalcado por lesões.
O encontro começou equilibrado como era de esperar, mas com o passar do tempo os encarnados começaram a ganhar alguma separação. Apoiados na sua característica defesa 5×1, que funcionara na perfeição uma semana antes frente ao Bjerringbro-Silkeborg, o Melsungen dava por si a ter bastante dificuldade na circulação de bola, o que obrigava a sua primeira linha a apostar no jogo individual.
Na baliza Gustavo Capdeville ia brilhando com um conjunto de boas intervenções, e ofensivamente o lateral esquerdo Petar Djordic ia-se destacando. De 4-3 aos oito minutos de jogo, o Benfica conseguiu saltar para 8-4 e aos 27 minutos essa vantagem já era de sete golos (16-9). A equipa alemã tentava responder passando para um sistema defensivo de 5-1, mas a velocidade de Pedro Seabra Marques e Belone Moreira permitia-lhes encontrar espaços e penetrar aos seis metros com relativa facilidade.
Assim, e surpreendentemente, as águias iam para o intervalo na frente por 16-11.
No segundo tempo o registo manteve-se. Apesar da boa entrada do Melsungen, que reduziu a desvantagem para três golos graças a uma defesa mais vertical e intensa, o Benfica conseguiu recuperar. Com Pedro Seabra Marques a condicionar a posse alemã, a primeira linha germânica era obrigada a jogar mais longe dos nove metros o que dificultava as entradas aos seis metros, bem como o remate exterior.
Com o aproximar do final a concentração encarnada começou a vacilar o que permitiu ao Melsungen voltar à disputa do resultado. No entanto, um par de defesas de Capdeville e a reentrada de Pedro Seabra Marques devolveram alguma tranquilidade à equipa da casa que mesmo assim teve que lutar até ao final pela vitória.
O Benfica venceu assim por 29-26 e manteve o primeiro lugar do Grupo A, sendo que na próxima jornada irá jogar novamente em casa, dia 22 de Fevereiro, frente ao KPR Gwardia Opole.
A FIGURA
Fonte: FAP
Petar Djordic – A figura do jogo foi Petar Djordic mas podia muito bem ter sido Gustavo Capdeville ou até Pedro Seabra Marques, dado o impacto que tiveram no jogo encarnado. No entanto, Djordic é uma máquina de fazer golos, e 18 marcados em dois jogos é prova disso. O lateral esquerdo apresenta uma variedade de recursos técnicos e é a principal arma de Carlos Resende.
FORA DE JOGO
Fonte: MT Melsungen
Julius Kühn – O lateral alemão teve um jogo discreto (três golos) e pedia-se mais. Contra o tipo de defesa que o Benfica implementou, raras foram as vezes que Kühn conseguiu ultrapassar Pedro Seabra Marques ou fazer uso do seu potente remate.
ANÁLISE TÁTICA DO SL BENFICA
Tal como na Dinamarca, o Benfica foi fiel aos seus princípios e deu resultado. A defesa 5×1 implementada por Carlos Resende deu resultado, ao afastar a forte primeira linha alemã da zona de decisão, e Gustavo Capdeville tem crescido a olhos vistos. Já no plano ofensivo Petar Djordic é um bombardeiro com um poder de remate impressionante e é verdadeiramente imparável quando fica “quente”. Ao adicionar atletas rápidos e com boa capacidade de penetração como Belone ou Seabra Marques, o Benfica apresenta várias soluções de qualidade.
SETE INICIAL + PONTUAÇÕES
Gustavo Capdeville (9)
Carlos Martins (7)
Belone Moreira (7)
Pedro Seabra Marques (9)
Henrik Toft Hansen (7)
Francisco Pereira (7)
João Pais (7)
Petar Djordic (9)
Paulo Moreno (7)
Ricardo Pesqueira (7)
Kévynn Nyokas (8)
Davide Carvalho (6)
Fábio Vidrago (6)
Carlos Molina (6)
Miguel Espinha (6)
ANÁLISE TÁTICA DO MT MELSUNGEN
O Melsungen entrava para esta partida com uma clara vantagem física, mas nunca foi capaz de a fazer sentir. Com a defesa 5×1 imposta pelo Benfica jogadores como Julius Kühn e Kai Häfner estavam muito longe da zona de decisão o que dificultou não só o remate exterior como também as entradas aos seis metros e o jogo com o pivot.
A crónica: Quarta vitória consecutiva para a equipa Açoriana
A tarde de sábado levou cerca de 2215 adeptos ao Estádio de São Miguel, para assistirem à 21.ª jornada da Primeira Liga. Ansiavam um jogo bem disputado entre o clube açoriano, que se encontra em nono lugar, e o clube de Viseu, décimo segundo classificado.
Na primeira parte da partida viu-se um jogo centrado a meio campo e uma equipa da casa a arriscar mais conseguindo, assim, chegar com mais facilidade à baliza do Tondela, nos primeiros quinze minutos. Como forma de segurar o jogo, o Santa Clara deixaria de arriscar nos passes acabando por acalmar o ritmo da partida. Apesar de algumas situações de perigo para a equipa de Viseu, até ao intervalo o nulo continuava a marcar presença no marcador.
Na segunda parte da partida, o Tondela entrou a aparecer mais no jogo obrigando a equipa vermelha e branca a jogar mais. No entanto, essa superioridade não iria permanecer durante muito tempo. O Santa Clara viria a mudar o jogo ao arriscar mais nos passes. E como diz o ditado “Quem não arriscar, não petisca”, aos 72 minutos João Afonso arriscaria e inaugurava o marcador ao aparecer ao segundo poste.
A segunda parte ficou marcada por mais oportunidades de golo, mais dinamismo. Viu-se um Tondela pouco agressivo o que acabou por deixar os Bravos Açorianos levarem os três pontos.
A FIGURA:
Fonte: CD Santa Clara
Zaidu – Mostrou-se focado no jogo com um objetivo em mente. Aproveitou muito bem a sua velocidade e esteve presente em muitos momentos fulcrais do jogo.
O FORA DE JOGO:
Fonte: CD Tondela
Jonathan Toro – Não esteve ao seu melhor nível, foi muito inconsequente nas suas decisões acabando por prejudicar a equipa e o rendimento desta.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
A formação treinada por João Henriques voltou a apresentar-se com o habitual esquema tático, 4-4-2. Desde o início da partida mostrou-se uma equipa mais agressiva e com maior capacidade atacante o que acabaria por resultar na vitória.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco – 6
Rafael Ramos – 7
João Afonso – 8
Fábio Cardoso – 7
Zaidu Sanusi – 8
Costinha – 6
Anderson Carvalho- 6
Francisco Ramos- 5
Lincoln – 8
Carlos Jr. – 7
Thiago Santana – 6
SUBS UTILIZADOS
Ukra – 5
Cryzan – 4
Salomão – 5
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
O Tondela apresentou-se em 4-3-3 alternando para o 4-5-1 em transição defensiva. Durante toda a partida mostrou-se pouco agressivo na reação à perda de bola e a sua produtividade em termos ofensivos foi quase nula. Deixando, assim, espaço suficientemente confortável para a equipa da casa controlar o jogo.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Cláudio Ramos – 6
Petkovic – 4
Philipe Sampaio – 6
Ricardo Alves – 5
João Reis – 5
Jonathan Toro – 4
Pepelu – 5
Jaquité – 6
Xavier – 6
Ruben Fonseca -4
João Pedro – 5
SUBS UTILIZADOS
Valente – 4
Ronan D – 3
Pité – 4
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Santa Clara
BnR: Qual a sensação de conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato?
João Henriques: Uma vitória importante, a quarta consecutiva na Primeira Liga (algo que acontece pela primeira vez na história do CD Santa Clara). Com as vitórias, a confiança acresce e isso é o que nós queremos. O grupo está de parabéns, porque conseguimos reproduzir na íntegra a estratégia que tínhamos delineado para o encontro. Fomos muito agressivos na reação à perda e, assim, conseguimos evitar transições.
CD Tondela
BnR: Como descreve a exibição da sua equipa?
Natxo González: Tivemos uma primeira parte com alguns problemas. Não fomos capazes de encontrar muitos espaços, apesar de, nos últimos minutos, o termos conseguido. Na segunda parte, conseguimos repartir. Não conseguimos criar ocasiões no ataque e isso acabou por nos prejudicar.
Rescaldo da autoria de Raquel Roque e João Ferreira
É neste domingo, a 16 de fevereiro de 2020, que os Conquistadores recebem os Dragões na cidade berço de Portugal. O Estádio D. Afonso Henriques contemplará o embate entre Vitória SC e FC Porto, sendo este o terceiro encontro da época entre ambos os clubes.
A nível oficial, será o jogo número 171 que põe frente a frente vitorianos e portistas. Até à data de hoje, a equipa da casa no jogo de domingo conseguiu apenas 24 vitórias frente ao FC Porto. Quanto aos azuis e brancos, têm o número impressionante de 109 vitórias, restando 37 empates. Olhando para os últimos resultados das duas equipas, vimos claramente uma assimetria no momento de forma.
De um lado existe um Vitória SC que tenta recuperar uma séria de três derrotas consecutivas com uma goleada das antigas ao FC Famalicão (0-7). Nos últimos cinco jogos, contam com apenas duas vitórias. No outro lado, um FC Porto sem perder nas últimas cinco partidas, somando apenas um empate em casa do Académico de Viseu FC, jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal.
A competir por objetivos bastante diferentes no campeonato, as duas equipas defrontam-se com um fosso de pontuação gigante – o Vitória SC encontra-se em sexto lugar com 28 pontos, lutando pela Liga Europa; o FC Porto persegue o título de campeão na segunda posição com 50 pontos, quase o dobro do Vitória SC.
COMO JOGARÁ O VITÓRIA SC?
Costuma-se dizer na gíria futebolística que em equipa que ganha não se mexe. Ora, numa equipa que goleia por 7-0 muito menos. Porém, o Vitória SC jogara o último jogo sem o seu maior destaque – Davidson. Apesar de Bruno Duarte ter estado em grande ao fazer um golo e três assistências, é ao brasileiro Davidson a quem tem pertencido o lugar no centro do ataque e com mérito. A acompanhá-lo estarão Edwards e Ola John nas faixas e é certo que Alex Telles terá muito trabalho pela frente. Edwards é um jogador muito rápido e com uma excelente capacidade de drible, podendo provocar o caos no ataque vimaranense. No meio campo, João Carlos Teixeira, André André e Pêpê serão, muito provavelmente, a tríade responsável por comandar o ataque e a defesa. Quanto ao setor mais recuado, agora já sem Tapsoba, pertencerá a Sacko, Venâncio, Pedro Henrique e Hanin. O guardião continuará a ser o experiente Douglas. Por ser uma equipa relativamente jovem, será possível observar bastante atrevimento tanto a nível ofensivo, maioritariamente pela responsabilidade de Edwards, como no meio campo, uma vez que Pêpê é um médio que remata imensas vezes de fora de área.
JOGADOR A TER EM CONTA:
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Davidson – É o seu quinto ano em Portugal, mas é apenas agora que começa a ter o destaque merecido. O avançado brasileiro já conta com nove golos e dez assistências, provando assim não ser apenas um avançado restrito à grande área. A um golo de igualar o seu recorde pessoal, referente à época transata, Davidson tem sido o responsável pela finalização das jogadas vitorianas. O brasileiro já sabe o que é marcar ao FC Porto, tendo sido o responsável pelo golo da vitória dos Conquistadores em 2018 no Estádio do Dragão.
XI PROVÁVEL:
4-3-3: Douglas, Sacko, Venâncio, Pedro Henrique, Hanin, João Carlos Teixeira, Pêpê, André André, Marcus Edwards, Davidson e Ola John.
COMO JOGARÁ O FC PORTO?
Com Danilo Pereira e Pepe de fora por lesão e Soares castigado por acumulação de amarelos, Sérgio Conceição vê-se obrigado a alterar os onzes homens que iniciarão o jogo. Utilizando o jogo da última quinta-feira para descansar alguns jogadores e “lançar” outros, o treinador do FC Porto já terá uma alternativa face às ausências de três jogadores importantes. Zé Luís poderá ser o escolhido para substituir Tiquinho Soares no ataque, fazendo dupla com Marega. O meio campo será constituído por Uribe e Sérgio Oliveira, que tem estado num crescendo de forma. Nas faixas laterais do meio campo, a apoiar o ataque, teremos a velocidade e imprevisibilidade de Luis Díaz e a solidez e segurança de Otávio. A defesa será constituída por Mbemba e Marcano, com Corona e Alex Telles nas laterais e, mais atrás, o argentino Marchesín completará o onze inicial. Será um FC Porto parecido com aquele que defrontou o SL Benfica na passada semana, mas com alguns remendos que poderão surpreender.
JOGADOR A TER EM CONTA:
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Sérgio Oliveira – Assim que Danilo Pereira entrou para o boletim clínico dos dragões, Sérgio Oliveira assumiu o seu papel da melhor forma. Tem tido um papel determinante no meio campo portista, acrescentando ainda mais valor a nível ofensivo do que Danilo. É também um elemento muito importante nas bolas paradas, pois tem um remate explosivo e sabe colocar a bola precisamente onde pretende. Deu outra dinâmica à equipa e isso reflete-se nos seus números – três golos e uma assistência nos últimos cinco jogos.
XI PROVÁVEL
4-4-2: Marchesín, Alex Telles, Marcano, Mbemba, Corona, Luis Díaz, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Zé Luís e Marega.
A Crónica: nulo inesperado entre os dois melhores ataques
Coimbra, sábado, 11 horas. Encontro que se antecipava escaldante entre dois candidatos à subida, no rescaldo do Dia de S. Valentim. Em termos de futebol jogado, ninguém ficou desapontado. No entanto, o bom espetáculo ficou órfão de golos, com o nulo a impor-se, pese embora a procura de ambas as equipas por alterar o teimoso resultado.
O equilíbrio foi a nota dominante, com as melhores oportunidades, ainda assim, a pertencerem aos estudantes. No primeiro tempo, Barnes Osei causou vários calafrios à defensiva visitante, tendo mesmo atirado duas bolas aos ferros da baliza à guarda de Godinho, que num dos lances ainda tocou na bola. O Mafra tentava responder, mas não causava grande perigo.
Na segunda metade do encontro, o nível exibicional de ambas as turmas caiu, com a expulsão de Osei, aos 64 minutos, a impelir os comandados de Vasco Seabra a procurarem incisivamente o golo da vitória, sem sucesso. Mesmo com dez elementos, a turma de João Carlos Pereira tentou ferir o Mafra, mas o fôlego e a capacidade de decisão não assistiram os estudantes na busca por esse desiderato.
A FIGURA
Fonte: Académica OAF
Ricardo Dias – O capitão academista foi o dínamo defensivo da Briosa. Desconstruiu, construiu, acalmou o jogo e tentou acelerá-lo quando possível e desejável, sobretudo com passes verticais. Disputou os lances com calma e serenidade e transmitiu-a à equipa – exceto a Osei, que não teve cabeça aos 64 minutos, conforme consta abaixo. Foi, a par de Zé Tiago – o dínamo ofensivo do Mafra – o melhor em campo, tendo vantagem sobre o “8” dos visitantes por ter conseguido cumprir a sua função: evitar jogadas de perigo do adversário. Zé Tiago esteve bem, mas foi inócuo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Académica OAF
Barnes Osei – Estava a ser dos melhores, se não o melhor, em campo. Minou a defensiva do Mafra e atirou duas vezes ao poste. Desapareceu na primeira metade do segundo tempo e na segunda metade desse mesmo segundo tempo… desapareceu literalmente. De forma ingénua e incompreensível, tocou ostensivamente a bola com a mão quando tinha já um amarelo. Viu o segundo e o consequente vermelho e dinamitou as hipóteses da Académica chegar à vitória.
Análise Tática – Académica OAF
A Académica apostou no seu habitual 4-4-2, bem definido no momento defensivo. No momento ofensivo, por força das descidas de Chaby para se dar ao jogo, Barnes Osei atuava como elemento singular do ataque da Briosa, procurando e encontrando a profundidade que o bloco alto do CD Mafra proporcionava (foi assim que Osei atirou por duas ocasiões ao poste).
O sistema tático montado por João Carlos Pereira assentou no dinamismo dos homens da frente – Osei, Chaby e Leandro, que permutava com Chaby com regularidade – e na capacidade de desconstrução e construção de Ricardo Dias, o homem que mais e melhor “meteu gelo” no jogo academista, quando necessário.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (5)
Mike (6)
Arghus (6)
Silvério (6)
Francisco Moura (6)
João Mendes (5)
Ricardo Dias (7)
Leandro (6)
Traquina (5)
Chaby (6)
Osei (5)
SUBS UTILIZADOS
Lacerda (5)
Brito (5)
Zé Castro (-)
Análise Tática – CD Mafra
A turma visitante expressou-se em campo num volátil 4-4-2, apenas bem definido no momento defensivo e somente quando a construção adversária se fazia a dois. Quando a Académica construía a três (com Ricardo Dias) o meio-campo do Mafra evoluía para um losango, com Zé Tiago a auxiliar os dois da frente na pressão alta. Sem fugir aos seus pergaminhos, a equipa de Vasco Seabra defendia com um bloco muito cerrado e alto.
Fruto da subida do bloco (a linha defensiva sempre próxima da linha divisório do terreno de jogo), o veloz Osei encontrou demasiadas vezes a profundidade nas costas da defensiva forasteira. A meio da primeira parte, começou a notar-se uma tentativa de correção dessa situação, com Osei a ser acompanhado de perto por ambos os centrais (mas ainda assim a fazer mossa).
No momento ofensivo, clássica construção a três – centrais e Franco, no primeiro tempo, Tavares no segundo – com a consequente largura máxima dada pelos laterais e com o inerente jogo interior proporcionado pelos alas. Com a subida dos laterais, o Mafra conseguiu várias vezes colocar uma linha de cinco de costas para a baliza, com o jogador dessa linha mais próximo da bola a dar linha de passe para tabelar ou rodar e atacar a baliza.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Godinho (5)
Rúben Freitas (6)
Juary (6)
João Miguel (6)
Joel (5)
Tavares (5)
Franco (6)
Nuno Rodrigues (5)
Lucas Silva (5)
Zé Tiago (7)
Paul Ayongo (6)
SUBS UTILIZADOS
Rui Gomes (5)
Barrera (5)
Areias (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Mafra
BnR- A posição de guarda-redes é um pouco ingrata, basta um erro para se ser culpado de um mau resultado. No entanto, há momentos que tornam os guarda-redes heróis. Numa das oportunidades desperdiçadas pelo Osei, o Godinho ainda toca na bola. Sente que o Mafra sai daqui com um ponto muito graças a essa defesa?
Godinho- Todos os lances são importantes. Acho que não é justo dizer que o Mafra sai daqui com um ponto por causa disso, porque também tivemos muitas oportunidades e o guarda-redes da Académica também fez uma boa exibição.
BnR- Foi apenas o segundo jogo na II Liga em que o Mafra não consegue marcar. Ainda assim, quer na Madeira quer em Coimbra, a equipa, mesmo sem marcar, pontuou. A equipa sente-se frustrada nestas situações por sentir que um pouco de eficácia teria dado os três pontos ou sente que mesmo sem marcar conseguiu pontuar em duas casas onde é difícil fazê-lo?
Vasco Seabra- Se antes de qualquer jogo disserem para assinar por baixo o empate, nós dizemos logo que não. Os jogadores trabalham para ganhar, mas depois, claro, há vicissitudes que podem deixar-nos frustrados por ganharmos um ponto só ou deixar-nos felizes por nos termos agarrado a um ponto. Sentimos que este ponto foi conquistado por nós. Mas também sentimos que podíamos levar os três pontos. É uma situação positiva para nós, porque em duas casas difíceis pontuámos mesmo sem marcar.
Académica OAF
BnR- Eu retiro duas coisas da exibição da Académica: a excelente prestação defensiva e a ineficácia ofensiva. Qual das duas o mister retém com mais afinco?
João Carlos Pereira- Eu prefiro sempre olhar para o copo meio-cheio. Por um lado, fizemos mais um jogo em casa sem sofrer golos e frente a um dos melhores ataques. Por outro lado, conseguimos criar oportunidades frente a uma das melhores defesas. Faltou eficácia, mas também faltou sorte. O futebol encerra em si também um pouco de fortuna.
No dia em que colocaste o teu lugar à disposição reflecti. Não por não te achar o homem certo no lugar certo, mas antes por achar que realmente o Carvalhal que andou durante anos habituado a outros palcos, poderá, em alguns momentos, andar um pouco menos ‘motivado’.
Havia hipóteses de ires para o estrangeiro, mas essa nunca foi a minha intenção. Antes somente pretendi entender se estavas verdadeiramente feliz em Vila do Conde.
Os dias foram passando, e o homem que sempre soube que eras deixou-me totalmente tranquilo e ciente que a sua dedicação e desejo era com as gentes deste clube ímpar. Contigo tenho partilhado expectativas, alegrias e algum sentimento de revolta. Mas acima de tudo um enorme prazer em ter o treinador e o homem Carlos Carvalhal como meu aliado.
Tudo isto para te dizer que é contigo que quero seguir em frente. É contigo que o Rio Ave FC vai a cada semana melhorar ainda mais. É contigo que acredito que esta equipa pode atingir algo histórico. E é contigo que iremos rumo ao sucesso.
Carlos Carvalhal colocou o seu lugar à disposição depois de ter sido afastada da Taça da Liga Fonte: Swansea City FC
Estamos agora mais próximos do nosso objectivo e sinto que poderemos deixar uma marca esta época. Acredito que o Rio Ave pode alcançar este ano algo impensável para a grande maioria. Ambos sabemos que temos essa ambição (talvez em alguns momentos possa parecer demasiado ambiciosa), de ficar no Top 4 da nossa Liga. E lentamente essa visão apaixonante tem-se aproximado dos nossos pés. Pois, agora é hora de agarrar!
Que o este sábado seja o dia em que vamos demonstrar a todos,e talvez também aos nossos, que é possível atingir esses lugares que ambicionamos. Que o quarto lugar é uma possibilidade. E que o terceiro lugar é, mesmo que pareça demasiado, um sonho possível de concretizar. Que hoje esta equipa demonstre a sua fibra, a sua qualidade, maturidade e criatividade, e que cada vila condense possa, dia após dia, orgulhar-se do seu clube e também eles sonharem com essa posição histórica.
Já escrevi demais. Como tal deixo-te por agora. Já sabes: estou sempre à tua disposição. Em todos os momentos e para o que for preciso.
Um grande abraço e viva ao Rio Ave!
António Silva Campos.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência