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Taça da Liga: Inédita e competitiva Final Four

No ano passado, o Estádio Municipal de Braga viu uma Final Four da Taça da Liga que juntou os quatro principais clubes nacionais, como aliás era o reflexo da tabela classificativa: FC Porto, SL Benfica, SC Braga e Sporting CP. Neste ano, a equipa, apesar de ter muitos troféus destes no seu museu, não se conseguiu apurar para esta fase e “deu” o seu lugar ao Vitória SC, mantendo-se os outros três concorrente inalterados.

Se por um lado é uma surpresa não termos os encarnados nesta fase da prova, por outro, face ao que tem vindo a fazer com Ivo Vieira e, especialmente, face ao futebol que tem demonstrado em campo contra adversários dos mais variados calibres, a presença dos vimaranenses é natural e merecida. Num grupo que tinha SL Benfica, Vitória FC e SC Covilhã, a equipa de Guimarães terminou sem qualquer derrota: duas vitórias e um empate na Luz que podia ter sido facilmente uma vitória. Certo, foi sempre um SL Benfica de segunda e terceira linha, mas não se pode retirar mérito ao excelente percurso dos minhotos.

Mais a sul, o primeiro a garantir a presença na “Pedreira” de Braga foi mesmo o Sporting CP. Nem tudo foram rosas e durante grande parte do jogo a equipa de Silas esteve mesmo eliminada, frente ao Portimonense SC. Mas uma reação de garra e, porque não dizê-lo, com qualidade, levou os leoninos a darem a volta ao marcador, com dez após a expulsão de Bolasie, e vencerem por 2-4.

A composição dos jogos, que se disputam em janeiro
Fonte: Liga Portugal

Em Paços de Ferreira, na “capital do móvel”, o SC Braga discutia a passagem com o clube da casa. Também começaram a perder mas acabaram a vencer, de forma justa e categórica. Entretanto, Ricardo Sá Pinto já foi demitido, um dia depois desta passagem à Final Four, uma decisão que considero difícil de compreender, porque o treinador não estava a fazer um mau trabalho nos “Gverreiros do Minho”.

Por último, falar do único dos “três grandes” que ainda não tem uma Taça da Liga no seu museu: o FC Porto. Depois da final perdida no ano passado nos penalties, volta a marcar presença, depois de uma fase de grupos tranquila e sem grande história. Três vitórias em três jogos e o assumir de uma vontade clara de toda a nação portista: levar finalmente a taça para o Dragão.

Em suma, temos o SC Braga vs. Sporting CP que reedita o jogo do ano passado, vencido pelos “leões” e, logo a seguir, um Vitória SC vs. FC Porto. Creio que há muita competitividade e sou da opinião que qualquer destes clubes tem boas hipóteses de levar a Taça. Os portistas, pela qualidade do plantel, são os favoritos, embora seguidos de perto pelo SC Braga – que vai tentar fazer valer o fator casa – e do Sporting CP, que já se mostrou forte no formato “Final Four”. Já o Vitória SC é o “outsider”, mas a motivação de poder vencer na casa do grande rival e a qualidade de jogo, já por mim elogiada, fazem de si uma equipa a temer por qualquer dos outros candidatos.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 presentes para o sapatinho dos grandes

Chegado o Natal, este top reúne cinco jogadores que seriam capazes de dar o salto para um clube “grande” em Portugal já no mercado de inverno e assumir um papel preponderante até ao final da temporada. A ordem responde apenas à forma atual de cada um e é, por demais evidente, que poderiam ser contratados por SL Benfica, FC Porto ou Sporting CP. Seriam compras dentro de portas e verdadeiros presentes no sapatinho.

Com a Europa em espera, tudo pela Allianz

A Europa parece ser, de facto, a palavra de ordem no balneário do SC Braga para esta época. Vive-se um cenário em que parece que foi feita uma espécie de revolução, em que só lhes agrada jogar as competições europeias. Como se as competições domésticas não fossem relevantes, não fossem significantes para o currículo. Chegamos ao fim do ano e o desempenho do SC Braga no campeonato é sofrível, é algo que não pode ser bem aceite, tendo em conta o caminho traçado pelo clube e dada a qualidade do plantel à disposição. Porque qualidade é o que não falta. A recente eliminação na Taça de Portugal não pode ser vista como um falhanço, visto que foi no terreno do atual campeão nacional.

Na verdade, o SC Braga é aquele indivíduo que só se contenta em viajar pela Europa e cá vive triste, amargurado. O percurso europeu está a superar as expectativas, mas o clube precisa de estabilizar internamente em termos classificativos, algo que as seis derrotas registadas até ao momento não ajudam. Esta é uma situação difícil de explicar e é natural que surjam as mais diversas perguntas.

Será que não existe estofo para competir duas vezes por semana? Será que o foco está, exclusivamente, virado para os compromissos internacionais?

O SC Braga é uma equipa competente em transição e não se tem adaptado bem frente a adversários mais fechados, sendo que os adversários europeus expõem-se mais do que os daqui, mas o que é certo é que o estado de espírito dos guerreiros se altera quando saem de Portugal. Será essencial manter esse mesmo foco daqui para a frente e melhorar a atual imagem instável vivida na Liga. Porque, a meu ver, este era um ano em que existiam condições para o clube caminhar pelo terceiro lugar.

Sá Pinto colocou-se a jeito com este registo e ainda nesta segunda-feira foi anunciada a sua saída do comando técnico, numa decisão que acredito que já estaria há muito tomada e como sinal do descontentamento do andar da carruagem. A solução encontrada foi dentro de portas, com Rúben Amorim a assumir o cargo principal. Os minhotos terão, a partir de agora, um novo rumo e penso que só a vitória na final de Braga equilibraria a balança de uma época algo confusa, num final de ano agitado.

Os guerreiros não têm estado bem no campeonato, onde contam seis desaires
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Os desaires recentes contra os dois últimos classificados deixam sempre marcas e poderão ter sido a última gota de água. Marcas essas que precisam de ser ultrapassadas e nem o expectável apuramento para a final four da Taça da Liga deve apagar.

Numa prova disputada em casa, as expectativas são altas e a responsabilidade aumenta, o que também pode funcionar contra a turma bracarense. Por um lado, joga no seu habitat natural e conta com o apoio dos seus adeptos, por outro, sabe que a tarefa será bastante exigente, pois estão em prova dois dos três grandes e o seu maior rival, e existe a hipótese de dar continuidade ao registo negativo no plano interno. E ela joga-se já dentro de um mês e com uma nova equipa técnica…

Porém, a procura pela conquista de um troféu disputado dentro de portas estimula os interesses do universo arsenalista e um eventual sucesso pode funcionar como um suplemento motivacional para o resto da temporada, e ainda como resposta à prestação menos positiva em solo nacional, o que faz com que a Taça da Liga se afigure como uma necessidade para o tal universo.

Deseja-se o remendar da imagem através desta via, ou seja, a exigência tem de ser elevada. A atual competição preferida (Liga Europa) pode esperar, pois o foco deve estar na recuperação no campeonato e na conquista da Taça da Liga – que deve passar a ser uma prioridade.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Sérgio, à terceira é de vez?

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Naquele que era o seu último jogo no ano de 2019, o FC Porto viajou até Chaves, onde defrontou (e venceu) a equipa local na jornada final da Taça da Liga.

Numa partida recheada de golos, a vitória acaba por assentar perfeitamente aos comandados de Sérgio Conceição, dada a superioridade demonstrada durante a totalidade dos noventa minutos.

Com este triunfo, os azuis e brancos conseguiram garantir um lugar na fase decisiva desta competição, onde terão a companhia dos “donos da casa”, o SC Braga, juntamente com Sporting CP e Vitória SC, sendo que será com este último que os dragões disputarão um lugar na final.

Comparativamente à época transata, de assinalar apenas uma troca nos quatro semifinalistas: para o lugar do SL Benfica, entra a equipa de Guimarães. Tal alteração faz com que, à partida, o FC Porto surja como principal favorito a levantar a taça, visto que não encontrará pelo caminho a formação da Luz, a única equipa em Portugal que, a meu ver, se encontra no mesmo patamar que o clube da Invicta.

A Taça da Liga não tem sido uma prova de boa memória para os portistas
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Todavia, este não é um desafio que deva ser encarado de ânimo leve. Apenas uma equipa concentrada e competente será capaz de levar a melhor, primeiramente, frente ao Vitória SC e, após isso, frente ao vencedor do confronto entre “Sportings”.

Nesse capítulo, esta equipa já tem provado, infelizmente, nas últimas temporadas, que os momentos das decisões são uma espécie de “pesadelo”.

São já inúmeras as finais perdidas, desempates por grandes penalidades onde a equipa não consegue ser fria o suficiente para alcançar o triunfo, inclusivamente, alguns destes acontecimentos em jogos a contar para esta mesma competição.

Há que mudar o chip, há que ultrapassar este bloqueio mental que tem surgido nos momentos decisivos. Só assim é que será possível conquistar este troféu que, não sendo o mais prestigioso, materializa uma competição nacional oficial; e, sendo oficial, o pensamento tem de ser apenas um: o de ganhar. Tudo o que fuja disso será apenas e só um desfecho dececionante.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Sorteio da Taça de Portugal: Clássico à vista no Jamor?

Houve sorteio na Cidade do Futebol, em Oeiras, para emparelhar os oito clubes ainda participantes da Prova Rainha e estão previstos embates equilibrados, à excepção de quem o destino ordenou calhar com os grandes favoritos, Benfica e Porto.

15 anos depois, há caminho aberto para haver Clássico na final do Jamor. Os dois gigantes não se podem queixar do sorteio, mas falar de Taça de Portugal é divagar sobre as grande glórias dos tomba-gigantes e a edição deste ano parece pródiga em equipas dessa estirpe.

Para os lisboetas, esperam em fila o Rio Ave e o vencedor do jogo entre Paços de Ferreira e Famalicão, num caminho 100% de Primeira Liga e que impedirá os encarnados de distracções supérfluas baseadas em nomes ou reputações.

O FC Porto pode, sim, sentir-se mais relaxado e confiante das suas capacidades, porque vem aí o Varzim – ávido competidor da II Liga-, e quem sair vivo do braço-de-ferro entre Académico de Viseu e Canelas 2010.

Há, portanto, um optimismo generalizado nos adeptos dos grandes, apesar de isso pouco se reflectir nas palavras dos seus porta-vozes. O vice-presidente benfiquista Domingo Almeida Lima fala em «adversário valioso» e reconhece as suas qualidades, lembrando a eliminação aos pés do Varzim, em 2007, como aviso: « …esperamos que não aconteça o mesmo que em 2007, onde fomos eliminados. São dois clubes da Liga, que se respeitam e tudo vão fazer para ultrapassar esta eliminatória. Final? Qualquer clube tem essa ambição.»

Do lado portista, Fernando Gomes sublinha a amizade entre os dois clubes e antevê uma partida disputada sob grande rigor: «Estamos perante a nossa filial número 1, mas, como se diz, amigos amigos, negócios à parte. Respeitamos o Varzim como o Benfica ou o Sporting, mas temos desde o início o compromisso de vencer uma prova que nos diz muito. Temos de ser altamente responsáveis e assim poderemos passar»

O Rio Ave tem grandes ambições na prova e a viagem até ao Estádio da Luz é um teste imenso às capacidades da equipa. Depois das patetices do apito na Taça da Liga, que levaram Carlos Carvalhal a choque emocional em directo, a equipa deverá ter mais um motivo para se unir e alcançar todos os objectivos propostos. A ideia será repetir a final de 2014 e o presidente a isso aponta: «O Jamor é um dos nossos objetivos. Uma coisa é certa, não temos nada a perder e o vencedor que seja o Rio Ave».

Depois do 2-0 para a Primeira Liga, espera-se novo encontro cheio de bom futebol na Luz
Fonte: Bola na Rede

Na Póvoa, é notória a ligação dos dois clubes, num encontro entre vizinhos e companheiros, embora exista plena noção da diferença qualitativa, como explica Edgar Pinto, presidente do Varzim: «O favoritismo pesa muito a favor do FC Porto, clube com que simpatizo. Somos realmente a filial número 1, mas não temos tido uma relação assim tão próxima como desejávamos. Espero que seja um convívio fraterno e que o Varzim, apesar do favoritismo do FC Porto, consiga fazer a gracinha»; um «atrevimento» por parte da sua equipa. Enaltece ainda que «o futebol também é isso».

Existe, portanto, noção das dificuldades e do azar a quem calhou em sorte aos favoritos e sentimentos díspares daqueles que inundam as mentes dos outros competidores. No Fontelo, casa do Académico, a alegria é contagiante e as esperanças muitas. Depois de igualarem o recorde de duração na prova – os quartos de final de 1978-79 – os viseenses esperam avançar até às meias-finais, e têm todas as condições para o fazer. Depois de Rabo de Peixe, Real SC, CD Feirense e GD Chaves, o Canelas parece osso fácil de roer.

O mediático clube da zona do Porto foi representado no sorteio por Fernando Madureira, que assumiu a intenção de avançar na prova e defrontar o clube do seu coração:  «Não foi o sorteio que desejávamos (Académico de Viseu), mas teremos que lutar para depois conseguirmos, jogadores do Canelas, e eu, em especial, cumprir um sonho de criança, que é jogar no estádio do Dragão».

Quanto ao outro duelo, opõe as duas equipas primodivisionárias que transitaram este ano da Ledman Liga Pro. O Famalicão está a fazer um bom início de temporada e recolhe algum favoritismo para o embate na Mata Real, factor que o Paços de Ferreira poderá aproveitar para equilibrar a balança e tornar o desfecho a seu favor.

Os jogos dos quartos-de-final disputam-se entre 14 e 16 de Janeiro e os jogos da primeira mão das meias-finais serão jogados logo em Fevereiro.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Estádio “Pack” de Alvalade

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Dia 8 de Dezembro, 17h30m, Estádio José Alvalade. O Sporting CP recebia o Moreirense FC no seu último jogo em casa de 2019. A direcção do clube leonino resolveu escolher esta partida para fazer o “Jogo dos Núcleos”, uma tradição que visa homenagear os núcleos do Sporting CP espalhados por Portugal e pelo Mundo.

Foi muita a “publicidade” feita pela direcção do Sporting CP que esperava que os diversos núcleos sportinguistas marcassem presença em peso no estádio. Ora a realidade foi bem diversa: não só se verificou uma fraca adesão dos núcleos, como também o clube registou a pior assistência da corrente época, com apenas 26.093 espectadores nas bancadas. Isto numa tarde de Domingo, a um horário bastante decente.

É certo que os pobres resultados a nível desportivo são pouco convidativos a que os adeptos vão ao estádio, sobretudo aqueles que vivem muito longe. É assim em qualquer clube. Há que assumir isso de modo sério e não “atirar areia” para os olhos dos sócios e adeptos.

A título de “parêntesis”, é também certo que nos últimos tempos os núcleos do Sporting CP estiveram praticamente ao abandono. É que o então responsável máximo pelo pelouro dos núcleos, um jovem “jotinha” vogal do conselho directivo que renunciou ao cargo há poucos dias para concorrer à liderança do CDS-PP (um tacho mais valioso, certamente), andava mais preocupado em brincar às campanhas eleitorais durante as legislativas nas quais se apresentou como candidato pelo círculo do Porto (imagine-se), do que propriamente com os núcleos leoninos.

Rahim Ahamad falou de “peito cheio” e afirmou que “A força do Sporting Clube de Portugal está também na capacidade dos seus núcleos em responder à chamada do Clube”. Eu pergunto, em face da assistência do último jogo e perante o crescente desligamento dos sócios ao clube, que força é esta? É o clube que é fraco ou é esta direcção que o enfraquece? Mais, como pode haver demonstração de força por parte do Sporting CP quando temos uma direcção que aposta no divisionismo de um clube, já por si, passo a redundância, bastante dividido, de modo a ir tendo uns balões de oxigénio que lhe permitam manter-se no poder e desviar atenções?

O jogo em que os Leões derrotaram o Moreirense FC bateu recordes negativos de assistência no estádio
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aqueles que esperavam que a direcção do Sporting CP, em especial, o senhor Rahim Ahamad, o “vogal da comunicação”, desse a cara e assumisse o fracasso evidente, desenganaram-se. Pois não só tiveram de aturar uma “propaganda” tendenciosa e alheia da realidade através dos órgãos de comunicação sportinguistas, como foram, agora, presenteados com um “pack de bilhetes” de 3 jogos com preços desde os 40 €!!!

Vejamos quais as equipas adversárias do Sporting CP nesses jogos incluídos nesse “Pack”… FC Porto, SL Benfica e Marítimo. Ou seja qualquer sportinguista poderá assistir aos dois “clássicos” por apenas 40 €, sendo que também há opção de comprar um bilhete individual por apenas 20 €! Perdão… corrija-se. Qualquer pessoa do público geral tem acesso à compra deste pack e em apenas um “acto de compra” no site do Sporting CP poderá adquirir até 15 packs!

O Sporting CP tem, de facto, suprassumos em Marketing como nunca teve antes: como não conseguiram encher as bancadas com as suas potentíssimas estratégias de comunicação e publicidade, permitem agora que os adeptos dos rivais do Sporting CP possam encher o Estádio José Alvalade ao preço da chuva ou então, (por que não?) possam revender esses bilhetes na chamada “candonga” e por conseguinte fazer lucro.

Uma coisa é certa. No início da corrente época, os sócios do Sporting que compraram ou renovaram o seu lugar cativo viram a sua fidelidade ao Sporting CP ser brindada com o maior aumento de sempre do preço da Gamebox (um lugar cativo na bancada central pode custar 450 €). É, pois, legítimo que perante esta “brincadeira” se sintam enxovalhados e até mesmo defraudados.

Enfim, não encontro adjectivos para qualificar tamanha falta de respeito para com os sócios que se mantêm fiéis ao Leão Rompante, apesar de todas as adversidades. Já nem falo da possibilidade, quase certa, de que os próximos jogos contra os rivais estarão cheios de tudo, menos de sportinguistas. Mas o burro devo ser eu. Afinal de contas assistimos a um Sporting CP que dá as boas vindas a todos e pisca o olho em todos os sentidos. Até mandou embora as suas claques para que as dos rivais se pudessem finalmente fazer ouvir em Alvalade, já que antes eram sempre abafadas…

É um Sporting Pack de Portugal, liderado por um Pack Directivo que oferece packs a toda gente, sejam eles rivais, empresários de futebol, políticos, etc., e que quer fazer do Estádio também um autêntico pack para todos.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o “Rei”, é considerado um dos melhores do mundo de sempre. Pelé foi tricampeão do mundo, somando vários títulos ao serviço da sua seleção e do Santos FC ao seu palmarés.

Pelé ingressou no Santos FC aos 16 anos, decorria o ano de 1956, fazendo a sua estreia na temporada seguinte. Seguiram-se 19 anos com a camisola do Santos, somando 662 jogos e 645 golos.

Ao serviço do “Peixe”, Pelé escreveu uma história de títulos e glória conquistando 27 títulos – duas Taças dos Libertadores, duas Taças Intercontinentais, uma Recopa Sudamericana, uma Recopa Internacional, cinco Taças do Brasil, um Torneio Roberto Gomes Pedrosa, quatro Torneios Rio-São Paulo e onze campeonatos paulistas.

Pelé é a grande figura da história do Santos FC, mas também do “escrete”. Com a camisola do Brasil somou 99 internacionalizações e marcou 77 golos. Participou em cinco grandes competições, quatro campeonatos do mundo e na Copa América de 1959.

Pelé celebra a conquista do seu último Mundial ao serviço da Canarinha
Fonte: FIFA

O “Rei” sagrou-se pela primeira vez campeão do mundo, em 1958 na Suécia, com apenas 18 anos, apontou 6 golos na prova. Na final, o Brasil bateu a Suécia por 5-2, com dois golos de Pelé. No Mundial de 1962 no Chile, viria a ter uma participação mais modesta, disputando apenas dois jogos, com um golo apontado, vencendo o seu segundo Campeonato do Mundo.

Seguiu-se o Mundial de 66, com o Brasil a desiludir, sendo que não passou da fase de grupos. Os brasileiros defrontaram a seleção portuguesa, com os “Magriços” a vencerem o “escrete” por 3-1, com golos de Eusébio e Simões. Nesta partida, Pelé acabou por sair lesionado, terminando o mundial que viria a ser ganho pela Inglaterra de Bobby Charlton.

O último Mundial para Pelé, realizou-se no México em 1970, voltando a conquistar a glória. O “Rei” era um dos craques numa seleção que tinha Rivelino, Jairzinho, Tostão, entre outros. O Brasil orientado pelo mítico Zagallo, venceu na final a Itália por 4-1, com golos de Pelé, Carlos Alberto, Jairzinho e Gerson. No Mundial 1970, Pelé marcou quatro golos, sendo ainda o jogador com mais assistências na prova, seis.

No final da sua carreira, Pelé rumou ao futebol norte-americano para vestir a camisola do New York Cosmos. No NYC jogou as suas últimas temporadas, somando 64 partidas e 37 golos, vencendo mais dois títulos. Viria a retirar-se dos relvados na época de 1977, com 36 anos.

Pelé será sempre um dos melhores do mundo, pois deixou a sua marca com golos e títulos, sobretudo ao serviço do Santos FC e do Brasil. Para sempre, ficarão os seus golos, os seus dribles, a qualidade técnica acima da média e a forma como era letal para as defesas adversárias.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por Joana Mendes

As 3 melhores finais de 2019

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Como a nova época ainda não começou, e o ano está por terminar, decidimos, mais uma vez, classificar as melhores finais que se sucederam em 2019.

Nesta pequena seleção de três finais, para além de juntar o melhor dos dois mundos (ATP e WTA), relembramos o que melhor se fez no ténis mundial: os melhores game, point, set and match, e a excelente técnica que se fez, protagonizados pelos melhores e mais conceituados tenistas da atualidade.

Foto de Capa: Wimbledon

Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica na ICC (Futures): os miúdos aproveitam, o clube tira o proveito

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A equipa de sub-14 do SL Benfica participou, com relativo sucesso desportivo, na International Champions Cup Futures (ICC Futures), entre 11 e 15 de dezembro. O torneio disputado nos Estados Unidos contou com 12 equipas do escalão, de vários países, divididas em quatro grupos. As águias venceram o seu grupo e alcançaram as meias-finais (o conjunto de resultados segue no final do artigo).

No entanto, vencer, ainda que parte do ADN Benfica em qualquer escalão, reveste-se de pouca importância num torneio desta natureza, destinado a um escalão tão precoce. A presença nestes torneios visa, sobretudo, o crescimento dos jogadores. Enquanto atletas e enquanto futuros cidadãos adultos com necessária participação cívica.

Formar a ganhar é o lema da formação do Benfica Futebol Campus e, embora colocados em equidade, afigura-se-me, substancialmente, mais importante o primeiro dos verbos. E, na ICC Futures, o foco recaía sobre o processo de formação dos jovens jogadores.

Paralelamente, outros dois verbos devem reger também a participação das equipas de formação em provas internacionais extra-calendário competitivo: aprender e desfrutar. Em jogos amigáveis, e apesar do peso do símbolo que carregam, os jovens benfiquistas devem aprender – e apreender – tudo quanto humanamente possível: a nível desportivo, face à qualidade dos adversários que defrontam (superior ao habitual nos campeonatos distritais e nacionais) e a nível pessoal (nada nos enriquece como viajar e contactar com pessoas de diferentes culturas e sociedades).

Gonçalo Moreira, avançado de 13 anos, foi o melhor marcador das águias, com quatro golos
Fonte: SL Benfica

Em simultâneo, devem desfrutar de tudo quanto lhes é oferecido nestes torneios e nestas aventuras: a viagem, o estágio, o companheirismo, o futebol, etc. São oportunidades únicas que, bem aproveitadas, vão favorecer de sobremaneira os jovens e, como consequência, o clube.

Os constantes convites endereçados ao Benfica são sintomáticos da qualidade da formação encarnada e a qualidade da formação encarnada é sintomática do proveito extraído de torneios como a ICC Futures. No âmbito “paradesportivo”, parece-me claro que os encarnados devem continuar a fazer por serem convidados para provas desta magnitude.

Ainda que menos importante, a qualidade expressa em campo não deve ser desvalorizada. E a verdade é que os sub-14 do Benfica demonstraram qualidade, com resultados interessantes e performances elogiadas. Ficaram patentes a capacidade técnica e tática das individualidades e do coletivo e a maturidade com que jovens de 13/14 anos abordam as partidas. Gonçalo Moreira, responsável por quatro dos dez golos do Benfica na prova, foi um dos destaques individuais do representante português.

Resultados do SL Benfica na prova:

SL Benfica 5-0 ICC West

SL Benfica 1-1 (4-1 g.p.) New England Revolution

SL Benfica 4-1 Paris Saint-Germain FC

SL Benfica 0-0 (4-3 g.p.) FC Barcelona

SL Benfica 0-1 CR Vasco da Gama

Foto de capa: SL Benfica

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 melhores neo-pros de 2019

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2019 foi um ano dominado pela juventude. Com um dos mais jovens vencedores da história do Tour e vários outros a despontar e a surpreender os mais veteranos, parece que temos perante nós uma certa rendição da guarda. Por isso, olhamos para aqueles que foram os neo-pros de primeiro ano nesta temporada e escolhemos os cinco que mais se destacaram.