Parece que finalmente, após alguns anos afastado dos maiores palcos do futebol italiano, o Parma voltou a estar onde nunca deveria ter saído. Na temporada 18/19, já regressado à Serie A, conseguiu garantir a manutenção nas últimas jornadas, mas este arranque deixa os seus adeptos com esperança num campeonato bem mais tranquilo.
Porém, vamos rebobinar: há cerca de quatro anos, o clube militava no principal escalão quando foi declarada falência (de tal forma, ao ponto de ser considerada, pelo tribunal, impossível de pagar), o que o levou a recomeçar do zero. Neste caso, à Serie D, equivalente à quarta divisão. Na altura, com o nome “Parma Football Club”, foi refundado e transformado em “Parma Calcio 1913” (ano da fundação original).
Uma “queda abismal”, para um dos históricos do futebol transalpino. Mas se a tragédia foi repentina, o “renascer” teria que ser gradual. Passo a passo. Divisão a divisão. Sem gastos desmedidos, para não caírem no mesmo erro. E assim foi, cada ano, uma subida. Luigi Apolloni comandou a primeira promoção. Roberto D’Aversa, o técnico atual (!) liderou as duas que faltavam.
Hernán Crespo, o melhor marcador da história do Parma Fonte: Parma Calcio 1913
Pelo meio desse processo, em 2017, Jiang Li Zhang (investidor chinês e proprietário do Granada CF) adquiriu 60% das ações do clube. Neste ano, o Parma já estava na Serie B, mas certamente que serviu como que um “empurrão” final para o regresso à Primeira Liga (Serie A).
Falo de uma evolução impressionante, sustentada e bem gerida. Mais que tudo, merecida, para um clássico do futebol europeu, que teve os seus altos anos na década de noventa. Internamente, conquistou três Taças de Itália e uma Supertaça. A nível internacional, venceu duas Taças UEFA, uma Supertaça Europeia, e por uma vez, a já extinta, Taça das Taças.
Vamos relembrar apenas alguns dos grandes nomes que por lá passaram. Hernán Crespo, Gianfranco Zola, Enrico Chiesa, Fabio Cannavaro, Gianluigi Buffon, Cláudio Taffarel, o antigo internacional português, Fernando Couto, etc. E com isto, que me perdoem os outros, pela injustiça que cometo em não os nomear.
O costa-marfinense mostra que ainda está aí para as curvas Fonte: Parma Calcio 1913
Hoje, têm um plantel consistente feito de uma mescla entre jogadores experientes e jovens em ascensão. O capitão Bruno Alves, o lateral Matteo Darmian, o médio eslovaco Juraj Kucka e o “fantasista” Gervinho, dão maturidade e tentam passar a sua experiência internacional aos mais novos. Dejan Kulusevski, Alberto Grassi e Giusepe Pezzella, são apenas alguns dos jovens a seguir com atenção.
O que me captou à atenção, não foi a história nem o palmarés do Parma. Foi sim, o excelente início de época que os comandados de Roberto D’Aversa têm protagonizado. Atualmente ocupam o 8º posto da classificação, à frente de emblemas como Torino, Fiorentina e AC Milan. Cenário este, bem diferente do que aconteceu na temporada transata.
Não é que a sua última campanha no mais alto escalão tenha sido má, mas ao fim de oito jornadas, o futebol apresentado pelo Parma deixa antever um futuro risonho. Será para continuar, ou é apenas “fogo de vista”?
Foi um imaculado beijo entre o destino e a modernidade futebolística. Tiago Filipe Oliveira Dantas, natural de Lisboa, não poderia ter nascido noutra altura. As ideias retrógradas do conservador século passado não se coadunam com as características do pequeno lisboeta, num claro sinal da mudança dos tempos: os 170 centímetros de Tiago, aliados aos 58 quilos, tê-lo-iam tornado num dispensado efémero de qualquer clube regional no século XX, na era dos cânones físicos como primordiais para a prática da bola.
Naquela consoada de 2000, além da simbologia sacra, o pequeno génio nasce já a bombar talento e Benfica no coração. Alista-se aos quatro anos nas fileiras encarnadas e desbrava caminho por todos os escalões, tendo o cérebro como aliado no grande rendimento que o confirmaram precocemente como um dos prodígios do Seixal.
As ideias em constante mutação do novo milénio tiveram em Pep Guardiola o definitivo pioneiro na mudança de paradigma, na valorização da inteligência sobre a força. O seu Barcelona foi a pedra no charco e o grito de Ipiranga para todos os Dantas, para os que foram vitimizados pelos tratores arcaicos e por aqueles que poderiam ter sido; Tiago, então, teria obrigatoriamente que esperar para nascer na mesma era. Em termos de talento puro, assume uma posição ao mesmo nível de Bernardo Silva e João Félix como os melhores trequartistas a sair da formação encarnada desde Rui Costa.
Como o último, sente-se mais confortável como construtor puro, pautando o jogo a partir da linha média com espaço de progressão para se envolver no último terço. Com visão 360º, exímio no passe curto e longo e com boa chegada à área, compensa a fragilidade física com doses cavalares de inteligência nas movimentações e grande agilidade, num constante jogo do gato e do rato com os opositores. Prepara-se para assumir um lugar na equipa principal, sentando-se na sala de espera ao lado de David Tavares e Gedson, ambos um ano mais velhos.
No dia 10 de julho, Dantas substituiu, aos 10 minutos, o camisola ’10’ – Jonas -, numa agradável simbologia Fonte: SL Benfica
Estreou-se profissionalmente pela equipa B do Benfica na primeira jornada da Liga Pro da época passada, com 17 anos e 230 dias, e às ordens de Bruno Lage: nos 13 jogos do treinador setubalense na Liga Pro, Dantas participou em 12, claro sinal da confiança do técnico nas potencialidades do atleta. Esta época, e com Renato Paiva no banco de suplentes, Dantas jogou todos os sete jogos, assumindo a titularidade em todos eles: uma melhoria assinalável e sinal da sua evolução, num processo de aprendizagem necessário num contexto ultra-competitivo como é a segunda liga.
Em julho deste ano, renovou o seu contrato com a instituição por mais cinco temporadas, fixando-se a cláusula de rescisão agora nos 88 milhões de euros, um sinal da confiança que se deposita em si. Depois de fazer a última pré-época com a equipa principal, o que lhe deu até oportunidade de substituir Jonas no seu jogo de despedida, 2019-20 afigura-se como a época de preparação para o assumir definitivo de um lugar entre os grandes na próxima temporada. A camisola ’10’ espera por si.
Tenho sido regularmente um crítico regular da sua presidência e tem de admitir que há muito que não está a correr bem: o caos no World Tour, as equipas Pro Continentais a desaparecer, as desqualificações polémicas… Contudo, dirijo-lhe esta missiva num espírito diferente, com uma vontade de comunhão num ideal comum.
Quando, em 2011, choramos juntos a morte de Wouter Weylandt, fizemo-lo chocados com a aberração que era o evento, estupefactos com a tragédia que nos relembrou do quão perigoso pode ser este desporto que amamos.
No entanto, não foi esse o nosso estado de espírito aquando do falecimento de Bjorg Lambrecht ou da paraplegia de Edo Maas. As lágrimas foram as mesmas e o sentido de comunidade que há entre nós no ciclismo também continua intacto. Mas, faltou-nos a surpresa.
Por mais fatídicos que sejam esses acontecimentos, já não nos deixam atónitos como outrora, a morte e a tragédia voltaram a fazer parte do dicionário da nossa modalidade nestes últimos tempos.
Aos 19 anos, a carreira de Edo Maas terminou num trágico acidente Fonte: Team Sunweb
Como foi possível deixarmos tal acontecer? Como foi possível aceitarmos a normalização da desgraça?
Não penso que a culpa seja sua. Foi uma degradação gradual da segurança em que todos fomos testemunhas silenciosas. Cabe, todavia, a quem hoje assume as mais altas responsabilidades na UCI tomar a iniciativa para virar a página e garantir que os nossos heróis não estão iminentemente sujeitos ao risco de ver os seus sonhos acabar na beira de uma qualquer estrada anónima.
Com os crescentes esforços das equipas e o advento de novas soluções tecnológicas, temos a oportunidade de garantir um ciclismo mais seguro para todos e que corresponda às necessidades de uma sociedade evoluída e que já não aceita a perda dos seus pelo simples facto de que não houve quem se preocupasse o suficiente para os proteger.
Quem somos nós enquanto comunidade se estamos menos preocupados com o escudar dos nossos atletas que com o tamanho das meias com as quais enfrentam a perspetiva do seu próprio fim?
Parta, então, para a ação e deixe-nos um legado de que se possa verdadeiramente orgulhar.
Quando caminhamos para a oitava jornada do campeonato nacional e depois de um mês de paragem – algo quase inaudito em todo o futebol europeu –, há uma equipa que está a suscitar o interesse dos adeptos porque está a fazer um dos melhores inícios de temporada desde que voltou a estar onde mais merece: no mesmo lago onde nadam os grandes.
Com o experiente Lito Vidigal ao leme, o Boavista FC pretende voltar a ter uma grande preponderância nas contas da primeira metade da tabela classificativa, onde, aliás, está. Após sete rondas, encontra-se no 7º posto, com 11 pontos conquistados. O maior feito é o facto de ainda estar sem qualquer derrota, sendo juntamente com o FC Famalicão, as únicas duas equipas que ainda estão invenciveis na Primeira Liga.
No entanto, este bom registo não mascara outro não tão positivo. Se por um lado realçamos a veia imbatível dos axadrezados, por outro temos de também dar destaque à sua falta de vitórias. Desses 11 pontos, apenas dois foram vitórias, com os outros cinco jogos a resultarem em empates. Sofrem poucos golos, mas também têm pólvora seca no ataque.
Uns dirão que “não se pode ter tudo” e com o orçamento do Boavista FC, estes não são maus resultados. Porém, também sabemos que nos dias que correm o “futebol-espetáculo” é cada vez mais uma exigência: os adeptos axadrezados são exigentes e como qualquer “torcida”, gostam de ganhar… se possível, a jogar bem!
É precisamente aqui que queria chegar. Lito Vidigal não é propriamente o treinador mais ofensivo que se podia arranjar, mas traz outras coisas à equipa, como estabilidade, coesão defensiva e, sobretudo, um enorme coração. A equipa pode não jogar um futebol esteticamente fantástico, nem passar grande parte dos minutos na área dos adversários, mas tem uma garra que não se esgota. Algo que lhe permite conseguir, por exemplo, resultados como o empate ao cair do pano em Guimarães (1-1), ou empate frente ao Sporting CP, onde até esteve a vencer.
A equipa tem bons valores individuais, como Yusupha, Heriberto, Alberto Bueno e os experientes Ricardo Costa e Mateus, para citar alguns deles. No entanto, falta qualquer coisa a esta equipa para carburar com a qualidade que o seu potencial evidencia. Como espectador, não me entusiasma ver este Boavista FC jogar à bola, mas a verdade é que estão na primeira metade da tabela classificativa e os pontos são essenciais para que a manutenção seja atingida o mais rapidamente possível.
GD Chaves vs Boavista FC, jogo que os transmontanos venceram por 2-1, para a Taça de Portugal Fonte: GD Chaves
A paragem para os compromissos internacionais não parece ter feito bem aos axadrezados, bem como o excesso de “bazófia” do seu presidente, Vítor Murta. A prova disso foi a derrota frente ao GD Chaves, que ditou a eliminação do Boavista FC aos pés do clube que milita no segundo escalão do futebol nacional, mas que ainda no ano passado estava na primeira divisão.
Aliás, o resultado disto para hostes boavisteiras é que os adeptos já começaram a pedir a demissão de Lito Vidigal, mesmo após esta demissão, sendo apenas acalmados pelo presidente, pelo capitão Idris e ainda por alguns elementos da equipa técnica. O mesmo que presidente que disse no início deste mês que já tinha mandado limpar o “espaço no Museu” do clube que está “destinado a uma taça”. A aposta da Taça de Portugal era forte e discursos como estes podem dificultar ainda mais a vida ao seu treinador.
Vamos esperar por uma resposta da equipa já no sábado, embora esta seja uma visita a um terreno difícil: Moreira de Cónegos para defrontar o Moreirense FC. Um Boavista FC num bom momento é sempre uma boa notícia para o futebol português, mas avizinham-se testes importantes à sua invencibilidade…
A braçadeira de capitão é, no mundo do futebol, o objeto mais sagrado que um jogador pode ostentar no seu braço. Envolta em mística e tradição, são poucos aqueles que podem encher o peito de orgulho e afirmar “sou capitão”; menos ainda serão aqueles que poderão adicionar o nome do FC Porto a esta afirmação.
Partindo desse princípio, é normal que a massa adepta olhe de forma diferente para esse líder, para o capitão de equipa, exigindo mais dedicação, mais raça, mais influência no grupo de trabalho. E, num clube da dimensão do FC Porto, toda essa exigência deve ser encarada com um orgulho enorme, um orgulho que tantos outros nomes que estão eternizados no nosso museu sentiram outrora.
Contudo, tal sentimento, atualmente, parece sofrer uma onda enorme de dúvida e de questionamento, muito por conta de alguns episódios que rodearam o nosso atual capitão, Danilo Pereira, recentemente. Em causa está, para além de outros tópicos, a falta de empenho e de comprometimento com o grupo constatados na jogada que originou o segundo golo do Feyenoord, em Roterdão.
E, se apenas esta situação não bastasse para colocar em causa a posição hierárquica deste jogador, factos como os incidentes na pré-temporada e os constantes rumores acerca de um possível pedido de transferência, ajudaram a criar uma certa perda de afinidade entre o internacional português e o Tribunal do Dragão.
Apesar da recente contestação, Danilo Pereira continua a ser aposta recorrente de Sérgio Conceição Fonte: FC Porto
Vamos por partes. Em nenhum momento coloco em causa a qualidade de Danilo; todavia, também não o coloco no pedestal de “melhor médio da história recente do FC Porto”. Vejo-o como um jogador importante no panorama atual do clube e, indiscutivelmente, como um dos melhores na sua posição em Portugal.
Mas, como já tive oportunidade de referir anteriormente, Danilo é hoje um jogador acomodado, um jogador que sente que não precisa de esforçar-se a 100% para ter lugar no onze inicial. Motivado por um desejo de abandonar o clube? A isso não sei responder, apesar de considerar que aquelas sucessivas capas de jornais têm pouco de inocente…
Bom, voltemos ao tema “braçadeira”. O nosso atual capitão tem condições para o ser? A meu ver, não; e não o tinha já mesmo antes de oficialmente o ser, uma vez que, após a saída de Héctor Herrera, a braçadeira de capitão do FC Porto só cairia bem no braço de um único jogador: Alex Telles.
Ele não precisa de ser português, não precisa de ter nascido na cidade do Porto, não precisa de dez ou vinte anos de casa para saber o que o símbolo que carrega ao peito representa. Claramente diferenciado, não só fora das quatro linhas, como também dentro delas, onde, na minha opinião, entraria sem muitas dificuldades numa lista de melhores laterais esquerdos da Europa.
Agora, a esta altura do campeonato, mudará a braçadeira de dono? Acredito que não, acredito que permanecerá com o “Comendador” até final de 2019/20. Resta-nos, portanto, torcer que este mude de atitude e perceba que, independentemente de qualquer quizila, o FC Porto vem em primeiro lugar.
Terminou, no passado domingo, mais uma edição do ATP de Estocolmo. Na final do torneio sueco, Denis Shapovalov defrontou Filip Krajinovic.
Foi uma semana bastante positiva para ambos os tenistas. Denis Shapovalov não teve grandes dificuldades em chegar à final, principalmente, porque não cedeu qualquer set aos seus adversários. O jovem tenista canadiano dominou as partidas que realizou e alcançou a sua primeira final na presente temporada. Já, Filip Krajinovic teve de suar mais para chegar ao jogo decisivo. O tenista sérvio eliminou Pablo Carreno Busta na meia-final e alimentou o sonho de conquistar, pela primeira vez, um título ATP.
Denis Shapovalov chegou à final depois de eliminar Yuichi Sugita Fonte: ATP World Tour.
Relativamente ao jogo de todas as decisões, o primeiro set do encontro ficou resolvido logo no segundo jogo de serviço de Filip Krajinovic. O tenista de 27 anos permitiu ao adversário fazer break e saltar para a liderança do marcador. Denis Shapovalov não desperdiçou e assegurou a vantagem de dois jogos até ao final do set.
Filip Krajinovic sofreu um break no seu serviço e não recuperou da desvantagem Fonte: ATP World Tour
No segundo set, o jogo ficou mais equilibrado. Ambos os tenistas tiveram a oportunidade de conquistar o break, porém foi necessário esperar até ao 4-4 para se registar uma mudança no resultado. Denis Shapovalov voltou a sorrir com mais um break que lhe deu a vitória no encontro. Filip Krajinovic acabou por pecar pelo facto de não ter confirmado a quebra do serviço no segundo jogo de serviço do tenista canadiano e por ter permitido a reviravolta no marcador aquando do seu quinto jogo de serviço.
Denis Shapovalov precisou de quase uma hora e meia para sair vitorioso do encontro. No final da partida, o troféu seguiu para as mãos do tenista de 20 anos que garantiu o seu primeiro título ATP da carreira.
Resultado Final: Denis Shapovalov 2-0 Filip Krajinovic (6-4 / 6-4)
O reinado de Kofi Kingston como WWE Champion será, na minha opinião, o ponto alto de 2019 na WWE. Desde a sua conquista e, ao longo do mesmo, o apoio que recebeu foi contínuo e fenomenal. Todas as noites, sempre que entrava na arena com o WWE Championship à volta da sua cintura, o público sorria com uma alegria genuína pouco vista no mundo do Wrestling.
Infelizmente, o seu reinado terminou abruptamente. Por isso, e em jeito de homenagem, decidi rever toda a história em volta da maior conquista da carreira de Kofi Kingston.
Disputada a final, este domingo, do torneio ATP 250 de Antuérpia, na Bélgica, destacou-se o glorioso triunfo do tenista escocês Andy Murray, que, assim, regressa oficialmente às vitórias e consegue o primeiro título de 2019.
Assim, Murray bateu o seu adversário, Stanislas Wawrinka, – número 18 do ranking – reforçando para 12 o número de vitórias frente-a-frente ao tenista suíço.
Naquela que seria uma final interessante, com dois tenistas de alto nível, Stan Wawrinka apresentou-se bastante sólido no primeiro set, dando margem para erro a Murray, e ganhando o set por 6-3.
Nos dois sets seguintes, Wawrinka continuou com o seu jogo forte, porém, o ex-número um mundial mostrou-se com mais vontade de ganhar o título, e, a partir daqui, acabou por criar dificuldades para o tenista suíço, triunfando com parciais de 6-4 e 6-4.
Se as estatísticas contam, então podemos dizer que o helvético teve, em todo o encontro, mais hipóteses de vencer. E seria o mais esperado, tendo em conta a forma física e as circunstâncias. No entanto, nem sempre as estatísticas vencem, e o britânico foi mais eficaz, levando – e muito bem – a melhor sobre o encontro.
Andy Murray e Stan Wawrinka, respetivamente, na disputa da final do European Open, na Bélgica Fonte: ATP Tour
Há cerca de três, quatro anos, veríamos estes dois tenistas a lutar pelos primeiros lugares do ranking e pelos torneios de topo – Grand Slams, essencialmente. Este domingo, tivemos oportunidade de ver uma final com dois pesados do ténis, com Andy Murray a vencer um ATP 250, sendo o 243.º classificado no ranking geral.
Com a lesão que afastou Murray dos maiores palcos da “bola amarela” em 2017, desenhou-se uma significante quebra no que seria um dos melhores jogadores da história do Ténis.
Andy Murray tem vindo a mostrar, este ano, que voltou mais forte, desde a sua infeliz lesão em 2017 Fonte: ATP Tour
No entanto, este ano, e principalmente neste torneio, provou que ainda está apto e capaz de gritar mais alto, no que toca a fazer jogos com um bom nível de ténis, que poderão, por fim, voltar a dar-lhe títulos, como antigamente.
Contudo, quando vimos o tenista escocês a tornar-se o número um mundial em 2016, não imaginávamos que teria este difícil recomeço nesta época.
Porém, tendo em conta as circunstâncias passadas, Andy Murray demonstrou a coragem de (re)começar, e esta vitória dita um incrível regresso da parte do tenista de 32 anos. Esperemos que assim continue.
Muitos são os jogadores que integraram o Sport Lisboa e Benfica nos seus 115 anos de história. Atletas que marcaram golos, desenharam jogadas de fazer levantar o estádio (e troféus) e, sobretudo, honraram o manto sagrado!
Bem, hoje falarei dos cinco melhores jogadores brasileiros que vi a atuar no SL Benfica. Alguns são verdadeiras lendas dos encarnados e serão eternamente lembrados pelos benfiquistas. Confira a lista no top que se segue.
Os direitos sobre a propriedade do nome – naming rights – tem vindo a ser uma prática de exploração económica das marcas, utilizada como nome de um bem tangível/imobilizado ou de um evento. Caracterizam-se por uma transacção financeira e forma de publicidade pela qual uma empresa, ou outra entidade, adquire o direito de dar o nome a uma instalação ou evento, normalmente por período definido, ou seja, um patrocínio.
Assim, o contrato de naming rights pode ser definido como sendo um contrato de cessão da marca a um estabelecimento que pode ser de diversos sectores, tais como de espectáculos culturais, eventos desportivos, etc, podendo, até, ser o nome da própria empresa ou de algum produto relacionado a ela, em troca de uma contraprestação. Por outras palavras, trata-se de um investimento sob a forma de patrocínio que envolve a marca.
Em Portugal, vemos actualmente o Altice Arena, em Lisboa e o Altice Forum, em Braga, com um investimento de nove milhões, através de um acordo de naming rights, permitindo à Altice explorar economicamente a marca.
Acordos sobre o naming dos Estádios
Cada jogo que se realiza nos estádios dos clubes é um grande negócio com potencial para gerar grandes quantidades de receita a partir de vários fluxos, incluindo bilhetes, mercadorias, concessões e patrocinadores. Além disso, a proliferação da conectividade global e a distribuição em vários tipos diferentes de comunicação (transmissão, digital, streaming) significa que os clubes desportivos de alto nível têm a capacidade de atrair dezenas de milhares de espectadores dos mercados doméstico e internacional.
Portanto, o aumento da capacidade e do design do estádio, seja pela expansão e reconstrução de um estádio actual ou pelo desenvolvimento de um novo estádio, optimiza esses valiosos fluxos de receita.
Além do mais, um estádio também oferece uma oportunidade para o clube tirar partido do nome do estádio, firmando um contrato de patrocínio com direitos sobre a propriedade do nome, com grandes empresas e marcas internacionais que desejam associar-se a um perfil de destaque duma equipa desportiva.
Sob esses acordos de patrocínio, o clube é contratualmente obrigado a nomear o seu estádio com o nome do patrocinado, por exemplo, na Premier League (EPL), o estádio do Arsenal Football Club é chamado Emirates e o Manchester City FC jogam no estádio Etihad.
Fonte: Arsenal FC
Em Portugal, o Sporting de Braga foi o primeiro clube a negociar este tipo de direitos, com a seguradora AXA, envolvendo um investimento de cerca de quatro milhões e meio de euros, tendo o contrato terminado na época 2013/2014, voltando o estádio ao seu nome original.
Veja-se que esta situação não engloba apenas o direito de baptizar o estádio, mas também outros negócios laterais, como o patrocínio das camisolas, a publicidade estática dentro do estádio, investimentos em infra-estruturas, como centros de treino, etc.
Os parceiros de que adquirem os naming rights de estádios são extremamente atraentes para um clube para complementar as receitas necessárias para cobrir despesas crescentes, como altos salários dos jogadores, taxas de transferência e para atender empréstimos comerciais e outros custos e despesas de construção. E para o patrocinador, uma afiliação estreita com um clube de alto nível apoiado globalmente cria um reconhecimento valioso da marca, e os arranjos são geralmente de longo prazo (e de alto valor) para o relacionamento e associação do patrocinador com o estádio e clube entrincheirados para obter o máximo valor e exposição no mercado global.
No entanto, a nomeação e criação de marca de um estádio é um processo complexo e caro, e, portanto, os contratos de direitos de propriedade sobre o nome são geralmente contratos de longo prazo, segundo os quais o clube ou o proprietário do estádio provavelmente beneficiará dum fluxo de receita significativo e confiável.
Por outro lado, os benefícios do patrocínio, embora fortemente dependentes da natureza dos negócios dos patrocinadores de direitos sobre o nome, geralmente incluem:
marca física, publicidade e sinalização no estádio;
o uso pelo clube ou estádio do nome do parceiro nos mass media;
se relevante, direitos exclusivos de fornecimento ao estádio (por exemplo, uma empresa de alimentos e bebidas pode exigir direitos exclusivos para fornecer determinados produtos na jornada);
“ Direitos de back-end ”, incluindo experiências da jornada no estádio que podem ser usadas para hospitalidade corporativa, direitos de primeira oferta e recusa em vários eventos ou itens relacionados ao clube e estádios.
O que acontece se há quebra do contratualmente estabelecido?
O valor da transacção entre um clube e patrocinador é claro se o contrato for pontualmente cumprido e tiver a duração fixada. No entanto, esses tipos de acordos de longo prazo e de alto perfil criam uma série de possíveis questões jurídicas e comerciais e, dado que o conceito subjacente de um contrato de patrocínio é melhorar a reputação do mercado, uma questão-chave que se coloca é saber quais as circunstâncias que determinam a quebra do contrato.
Em tais circunstâncias, a pergunta que se impõe fazer é: com que facilidade o clube ou o patrocinador podem se desassociar do outro?
Em março deste ano, o United Airlines Memorial Coliseum (anteriormente o LA County Memorial Coliseum) estava sujeito a objecções públicas, incluindo políticos e grupos de veteranos da Primeira Guerra Mundial levantando argumentos de que a mudança de nome é desrespeitosa e muda o tecido de uma herança nacional local, contudo importa referir que houve um investimento de 69 milhões de dólares.
Por outro lado, um patrocinador do nome poderia desassociar-se de um clube “ desonesto ” ou com a reputação manchada para evitar ou limitar qualquer publicidade negativa associada? Em principio, sim, até porque afectaria a imagem do patrocinador.
Fonte: Manchester City FC
A reputação de um estádio ou clube, e pela associação de seus patrocinadores, podem ser afectados por vários problemas:
Mau comportamento de jogadores profissionais de alto nível empregados pelo clube, designadamente a detecção de doping.
Comportamento inadequado dos adeptos
Ofensas corporativas – por exemplo, no caso de multas impostas a certas empresas relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro.
Questões de segurança – por exemplo, os ataques terroristas recentes, inclusive no Estádio Stade de France, em Paris, em 2015.
Desqualificação do clube para uma divisão inferior
Para o patrocinado pode ser incluída uma cláusula de resolução nos casos em que o patrocinador esteja envolvido em escândalo financeiro ou numa situação de crise prolongada
Consequentemente, existe a possibilidade de eventos imprevistos, geralmente fora do controle das partes, se associarem a um clube ou a um patrocinador e, embora nem todos os eventos causem danos a médio ou longo prazo, o sentimento do público é indiscutivelmente no coração do valor da marca.
Os acordos firmados entre os parceiros, em princípio, incluem cláusulas de rescisão antecipada para cada uma das partes. Após a ocorrência de determinado incidente, qualquer uma das partes poderá rescindir o contrato, através de cartas de rescisão. Dando início a um longo processo de apuramento de danos e a eventual indemnização correspondente. Uma das questões que deve ser contratualmente fixada é saber a quem incumbe os encargos de mudança da marca do estádio.
Na ausência de cláusula contratual que vise a resolução, é discutido na doutrina o problema de saber se o patrocinador poderá resolver o contrato com justa causa nos casos em que o patrocinado denigre por circunstâncias que são alheias à sua vontade (por exemplo, maus resultados em provas desportivas) a imagem do patrocinador. A questão coloca-se porque relativamente ao efeito publicitário prosseguido pelo patrocinador o patrocinado não assume senão uma obrigação de meios, e já não de resultado.
Em Portugal, a esmagadora maioria dos clubes têm preferido, até agora, ceder o direito ao nome de bancadas ou outros sectores do estádio, até porque os estádios são todos municipalizados. Este tipo de contrato continua a ser raro nos países do sul da Europa, apesar de ter vindo a ser cada vez mais uma forma de financiamento dos clubes.