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Os malefícios da crítica gratuita

Num ano que ficou marcado por grandes mudanças na sua estrutura, o CD Tondela tem realizado um início de época positivo. Actualmente, o emblema beirão ocupa a quinta posição na tabela classificativa com 12 pontos conquistados em oito jogos (mais um que a maioria dos restantes adversários). Mas para explicar melhor a surpresa particular deste Tondela, preciso de contar a história recente do clube desde o início.

Tudo começou quando em Novembro de 2018, seria anunciada a venda de 80% do capital da SAD ao Hope Group, uma holding que pertence ao grupo chinês Desports, proprietário do Granada, que tem feito sensação no início da Liga Espanhola. A SAD do CD Tondela passaria então a ser gerida pelo espanhol David Belenguer, antigo jogador que representou clubes como o Getafe, Real Bétis e Celta de Vigo.

Após o termo da última temporada, seriam anunciadas mudanças na estrutura do futebol. Luís Agostinho foi anunciado como o novo director desportivo do CD Tondela, enquanto o novo treinador seria o espanhol Natxo González. Aqui é que foram elas!

Na verdade, observando bem os factos, o historial recente não jogava a favor do treinador de 52 anos, visto que os treinadores espanhóis que passaram pelo futebol português nos últimos anos fracassaram clamorosamente: Quique Flores no SL Benfica, Julen Lopetegui no FC Porto, Julio Velázquez no Belenenses SAD e Pedro Carmona no GD Estoril-Praia.

Pepelu tem sido uma das revelações da equipa beirã
Fonte: CD Tondela

No entanto, os adeptos mais cépticos, que não mostravam qualquer conhecimento sobre o trabalho do técnico espanhol, mostraram-se com opiniões bem vincadas acerca do mesmo, sendo frequentes frases do tipo: “Vai ser o primeiro treinador a ser despedido!” ou “Não vai durar mais de cinco jogos!”.

A verdade, é que o treinador de 52 anos, apesar de um arranque tremido, tem mostrado os créditos que mostrou na segunda e na terceira divisão espanhola, calando aos poucos os apologistas da crítica gratuita. Desde que o CD Tondela se estreou na Primeira Liga, esta é a temporada em que o emblema beirão conquistou mais pontos em oito jornadas: tinha cinco pontos em 15/16 e seis pontos nas três épocas seguintes.

Para além disso, nestas épocas anteriores, o CD Tondela não conseguiu melhor que um 14º lugar à oitava jornada, enquanto nesta temporada ocupa actualmente a quinta posição (embora com um jogo a mais). E este feito é ainda mais assinalável, quando verificamos que o emblema beirão é dos clubes da Primeira Liga que mais jogadores titulares perdeu no último mercado.

Mas como diz o ditado, a procissão ainda vai no adro. Ainda há um longo caminho a percorrer (segue-se uma recepção ao SL Benfica na próxima jornada) e muita coisa pode mudar. Mas este feito já ninguém o tira e mostra que é muito perigoso tirar juízos de valor sem ter conhecimentos. Veremos o que irá acontecer nos próximos capítulos.

Foto de Capa: CD Tondela

artigo revisto por: Ana Ferreira

700 golos: A marca histórica de Ronaldo

700 golos é uma marca na carreira que poucos se podem orgulhar de alcançar. Uma marca histórica que só está ao alcance dos melhores da história do futebol, e essa, inevitavelmente, está ligada a Cristiano Ronaldo. Apesar do jogo do golo 700 não ficar para a história (recordo que a Seleção Nacional perdeu por 2-1 contra a seleção da Ucrânia), Ronaldo apontou da marca de penálti, o seu golo 700 da carreira. Uma carreira recheada de golos, de recordes e títulos.

Aos 34 anos, Cristiano já é o melhor jogador da história do futebol português e caminha para ser um dos melhores de sempre do futebol mundial. É verdade, não tem, o talento natural de Leonel Messi, mas com trabalho e muita perseverança chegou onde poucos conseguiram chegar. Sete centenas de golos que foram repartidos por Sporting CP (5), Manchester United FC (292), Real Madrid CF (450), Juventus FC (51), enquanto que os restantes 95 foram com a camisola das “quinas” ao peito.

Ao viajar-se pela história de golos de CR7 há golos mais especiais que outros. Como tal, vou começar pela estreia a marcar como profissional sénior. Como se costuma dizer, a primeira vez nunca se esquece, e a primeira vez de Cristiano Ronaldo a marcar foi contra o Moreirense FC, e logo com um bis. Desde aí já houve golos para todos os gostos: de cabeça, pé esquerdo, pé direito, livre ou de pontapé de bicicleta.

Ao pensar na carreira de Cristiano, inevitavelmente, vêm nos à cabeça os golos nos dérbis no Santiago de Bernabéu frente ao Atlético de Madrid ou FC Barcelona.  As noites na Liga dos Campeões onde Cristiano Ronaldo brilhou jogo após jogo, ou ainda os tempos de glória do Manchester United onde Cristiano conquistou a sua primeira Liga dos Campeões.

O Real Madrid foi o clube onde Ronalgo marcou mais golos (450)
Fonte: Real Madrid CF

Enquanto adepta, se tivesse que escolher um só golo, escolhia o pontapé de bicicleta apontado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões de 2017 frente à Juventus. Contudo, não nos podemos esquecer daquele golo de cabeça frente ao Pais de Gales, no Europeu de 2016; ou do golo de livre no Mundial de 2018 frente à Espanha.

Pela seleção nacional vem-me também à memória aquele épico hat-trick frente à Suécia de Zlatan Ibrahimović. Estávamos em 2014 e Portugal precisava de vencer para estar no Mundial do Brasil. Recordo que estivemos a perder por duas vezes, mas “Pai Cris”, nome pelo qual vários jornalistas o apelidaram naquele dia, resolveu a eliminatória e colocou Portugal no Mundial 2014.

A história de Cristiano Ronaldo confunde-se com golos. Desde sempre que foi um finalizador, mas foi ao serviço do Real Madrid que aperfeiçoou a arte: apontou 450 golos em 438 jogos e marcou uma era no clube madrileno.

Apesar deste número redondo, e dos diversos recordes que bateu, certamente que Cristiano já está a pensar no próximo: superar Ali Daei, melhor marcador de sempre das seleções. O jogador iraniano apontou 109 golos pelo Irão, CR7 tem atualmente 95, não tenho dúvidas que o vai fazer e quiçá estabelecer um recorde ainda maior.

Foto de Capa: FIFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tomás Esteves | Para quando uma oportunidade?

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Foi uma das sensações da equipa sub-19 do FC Porto que venceu a Youth League, a Liga dos Campeões para os escalões de formação, na época transata. O lateral direito deu nas vistas pela forma como progredia rapidamente no ataque e a entrega que dava quando era altura de defender. O conjunto de boas exibições em 2019 fez com que Sérgio Conceição chamasse o jovem português para fazer a pré-época junto da equipa principal.

As oportunidades na pré-temporada foram dadas e Tomás não desiludiu, mas o treinador do FC Porto achou que seria melhor se o defesa seguisse para a equipa B dos dragões para ganhar experiência como sénior, ao contrário de Fábio Silva, Romário Baró e Diogo Costa que continuaram na equipa principal. O único a conseguir um lugar “assegurado” foi mesmo Romário Baró, que soma já bastantes minutos em campo pela equipa portista. Rui Barros acolheu o jovem e foram necessários apenas quatro jogos para tecer vários elogios ao lateral-direito.

Tomás Esteves somou já seis jogos pelo FC Porto “B”
Fonte: FC Porto

Apesar dos elogios, Sérgio Conceição apenas chamou Tomás para o embate frente ao CD Santa Clara a contar para a Taça da Liga, mas este não saiu do banco de suplentes. Mesmo estando o FC Porto a jogar com um lateral adaptado, de seu nome Jesús Corona. A par de Tomás Esteves, Renzo Saravia e Wilson Manafá são os jogam de raiz no lado direito da defesa, mas nenhum destes conseguiu agradar a Sérgio Conceição e mesmo com três jogadores para a mesma posição o treinador dos azuis e brancos decidiu fazer uma adaptação.

Era expectável que o Tomás tivesse uma oportunidade ou estivesse no banco de suplentes no jogo frente ao SC Coimbrões, mas este nem sequer esteve na convocatória. Renzo Saravia e Wilson Manafá somaram minutos de jogo e também Fábio Silva teve mais uma oportunidade, acabando por agradecer à equipa técnica com um golo, o primeiro tento oficial pela equipa sénior do FC Porto.

Depois dos rumores de que o jovem recusara uma proposta do FC Barcelona, fala-se de que este poderá renovar, uma vez que a sua cláusula de rescisão é apenas de 10 milhões de euros. Tomás já atingiu recordes na seleção nacional, sendo o jogador mais jovem a disputar uma partida pelos sub-21 da seleção portuguesa.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

GP Japão: O campeão Márquez volta a sorrir, com Oliveira perto do top 10!

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Depois da festa de Marc Márquez no circuito tailandês, o piloto espanhol voltou a fazer das suas e somou, em Motegi – Japão, a sua quarta vitória seguida esta temporada. E quebrou mais um recorde de outra lenda do mundial de motociclismo e da Honda, Mick Doohan.

Também Fabio Quartaro somou o título de melhor rookie da temporada, e o português Miguel Oliveira alcançou um sólido 12.º lugar, pontuando assim em solo japonês.

A volta inicial prometia, desde logo, um arranque fugaz de Márquez que não baixou o ritmo depois do campeonato conquistado. Por lá, também andava Fabio Quartararo, Morbidelli, Miller e Andrea Dovizioso.

Mas era Márquez quem aproveitava os erros dos seus concorrentes para fugir com a primeira posição e deixando a luta pelo pódio para Quartararo, Miller, Morbidelli e Dovizioso. O piloto italiano da Ducati foi paciente e esperou pelo melhor momento para conseguir atacar a última posição do pódio, já que Quartararo era dono e senhor da segunda posição.

Quartararo leva o título de melhor estreante de 2019
Fonte: MotoGP

Algures mais atrás, estava Miguel Oliveira a travar uma luta intensa com Andrea Iannonne e Nakagami, e onde o piloto de Almada levaria a melhor e chegaria aos pontos. A queda do italiano Iannonne veio ajudar ainda mais o português na luta e conquista de um lugar que lhe garantisse alguns pontos.

Na frente, Dovizioso era quinto, pressionado por Viñales, e não conseguia tirar partido do cone de aspiração do rival. Enquanto isso, Morbidelli era terceiro.

A apenas 13 voltas do final, o falcão de Almada era 14.º e cumpria o objetivo do fim-de-semana: chegar aos lugares dos pontos. À sua frente, estava Aleix Espargaró e a possibilidade de entrar no top 10 estava mais vez mais próxima.

Dovizioso conseguia alcançar a terceira posição, depois de Morbidelli ter acusado problemas com os pneus – relembro que a temperatura do asfalto diminuiu antes do início da prova e os pilotos foram obrigados a mudar a escolha de pneus. Também Viñales queria dar um ar da sua graça e intrometer-se nesta luta acesa pelo último lugar do pódio.

Já Márquez não baixava o ritmo e continuava a ser rei e senhor, seguido de Quartararo.  Enquanto Viñales era quarto e tentava, a todo o custo, roubar o terceiro posto ao italiano da Ducati que parecia determinado a manter a sua posição.

A quatro voltas do fim, Valentino Rossi era 11.º e acabou por sofrer uma queda e abandonar a corrida. A época continua a não estar fácil para Il Doctore e para a sua Yamaha.

Se a vitória estava entregue a Márquez, Quartararo consolidava o segundo posto, a luta pelo último lugar do pódio continuava acessa entre Dovizioso e Viñales. Mas o italiano não cedeu aos ataques do rival e selou o pódio deste Grande Prémio do Japão.

Miguel Oliveira conseguiu um dos melhores resultados da temporada
Fonte: KTM Tech3

Já Márquez, continua a mostrar que está aqui para quebrar todos os recordes e para continuar a conquistar os lugares mais altos do mundial de motociclismo. Estará Rossi pronto para a reforma? Há quem diga que sim.

O português Miguel Oliveira conseguiu um sólido 12.º e assegurou uma das melhores classificações da época.

Classificação final do Grande Prémio do Japão
Fonte: MotoGP

Os 5 melhores talentos dos sub-23 leoninos

A equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal está a fazer um arranque de temporada digno de registo, somando dez vitórias em onze jogos disputados. Sendo ainda os leões o melhor ataque com 34 golos e uma das defesas menos batidas, com dez golos sofridos. Esta sequência vitoriosa vale à equipa verde e branca a liderança isolada, com quatro pontos de vantagem para o segundo classificado.

O Passado Também Chuta: Ronaldo

Ronaldo Nazário Lima, o “Fenómeno”, nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1976, para se tornar uma das maiores estrelas do futebol mundial, um dos melhores da sua geração. Ronaldo foi considerado o melhor jogador do mundo, pela FIFA, em três ocasiões – 1996, 1997 e 2002.

Ronaldo viveu uma infância difícil, nessa altura tentou ingressar nos escalões de formação do Flamengo, acabando por desistir por não ter como se deslocar para os treinos. Acabou por dar os seus primeiros passos no futebol, ao serviço do São Cristóvão. Aos 14 anos, despertava interesse de clubes como o Botafogo, o São Paulo, entre outros. Rumou a Belo Horizonte, para representar o Cruzeiro, contratado pelo histórico do futebol brasileiro, Jairzinho.

Com apenas 16 anos cumpriu o seu primeiro sonho, estreou-se com a equipa principal do Cruzeiro, numa partida a contar para o Campeonato Mineiro, em 1993, diante do Caldense, lançado pelo treinador Pinheiro. Ao serviço do Cruzeiro viria a realizar 47 jogos e marcou 44 golos, vencendo a Copa do Brasil.

No verão de 1994, viveu a sua primeira aventura no futebol europeu, transferindo-se para o PSV Eindhoven, a troco de 5.48 M€. Aos 18 anos brilhava no topo do futebol holandês, onde permaneceu duas temporadas, disputando 54 jogos, nos quais marcou 57 golos. Na Holanda, foi o melhor marcador na época 94/95 e conquistou a Taça, na temporada seguinte.

Ronaldo impressionou a Europa do futebol, com as extraordinárias exibições no PSV a suscitarem o interesse, dos grandes clubes. Na época 96/97 rumou à catalunha para representar o Barcelona, numa transferência avaliada em 15 M€. Ao serviço dos “blaugrana” continuou a brilhar, somando golos e títulos, apontou 47 em 49 jogos. Numa temporada apenas, com a camisola catalã conquistou a Taça das Taças, Taça do Rei e a Supertaça de Espanha, sendo ainda o Melhor Marcador da La Liga e Bota de Ouro.

No verão seguinte, depois de conquistar títulos ao serviço do Barcelona, rumou a Itália. Ronaldo representou nas quatro temporadas que se seguiram, o Inter de Milão, que pagou uma verba de 28 M€ ao Barcelona, para garantir a contratação do melhor jogador do mundo desse ano. Em Itália, conquistou na primeira temporada a Taça UEFA ao serviço dos “nerazzurri” em 96/97. As temporadas seguintes ficaram marcadas pelas graves lesões do avançado brasileiro, ainda assim somou 99 jogos e 59 golos com a camisola do Inter.

Na temporada 2002/2003 protagonizou uma das maiores transferências de sempre do futebol mundial, regressando a Espanha, desta vez para se juntar aos galácticos do Real Madrid. Os espanhóis pagaram ao Inter, cerca de 45 M€ pelo passe de Ronaldo. No futebol espanhol, voltou a brilhar ao mais alto nível conquistando por duas vezes a La Liga, uma Supertaça de Espanha e a Taça Intercontinental. Ao serviço do Real Madrid disputou 177 jogos e marcou 104 golos, sendo o melhor marcador da La Liga na época 2003/2004.

Na sua quinta temporada em Madrid, sendo pouco utilizado acabou por voltar ao futebol italiano, sendo reforço de inverno do AC Milan. Sendo uma fase, em que Ronaldo se aproximava no final da carreira, nunca se estabeleceu como titular. Em 2009 regressa ao Brasil, para vestir a camisola do “timão”, o Corinthias. No seu regresso ao futebol brasileiro, ainda venceu um Campeonato Paulista, disputando 69 jogos, nos quais marcou 35 golos. Viria a retirar-se do futebol, decorria o ano de 2011, depois de muitas lesões e de ser diagnosticado com hipotireoidismo.

Ronaldo sagrou-se bicampeão mundial, ao serviço da seleção brasileira
Fonte: CBF

Ronaldo destacou-se ainda mais, ao serviço da sua seleção, com uma história de títulos e de superação. Com o Brasil, o “Fenómeno” venceu dois Mundiais – 1994 e 2002 – e uma Taça das Confederações, em 1997. Foi internacional em 99 ocasiões, marcando 62 golos pelo seu Brasil, participando em quatro campeonatos do mundo – 1994, 1998, 2002 e 2006. No auge da sua carreira, conduziu o Brasil à final do Mundial França 98, sendo derrotado pela seleção de Zidane por 3-0.

O Mundial da Coreia – Japão, em 2002, representa a superação de Ronaldo. Scolari convoca o “Fenómeno” deixando de fora Romário, contra a crítica brasileira. Ronaldo chega ao campeonato do mundo, sem ritmo e após recuperar de mais uma lesão ao joelho direito. O ponta de lança, marcou oito golos no Mundial 2002, sendo decisivo na final frente à Alemanha, com os dois golos, dando o “Penta” ao povo brasileiro.

Para sempre, na memória dos adeptos do desporto rei ficarão as fintas, a qualidade técnica, a explosão, a velocidade e a frieza finalizadora. Bem como, o exemplo de superação após o verdadeiro calvário de lesões que sofreu ao longo da sua carreira. Um verdadeiro campeão, um dos melhores pontas-de-lança de sempre do futebol mundial.

Foto de Capa: CBF

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ranieri para salvar os Blucerchiati

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A UC Sampdoria está a ter um início de temporada penoso. Em 8 jogos oficiais, venceram apenas duas partidas (uma delas para a Taça de Itália contra um adversário de escalão inferior), ocupando, nesta altura, o último lugar da Serie A, com 6 derrotas e 1 vitória, 4 golos marcados e 16 sofridos. Números horripilantes para uma equipa dotada de talentos e com o objetivo de se qualificar para as competições europeias.

Quem não resistiu a estes números foi Eusebio Di Francesco. O ex treinador da AS Roma foi considerado um excelente substituto para Marco Giampaolo, ele que havia rumado ao AC Milan e que, curiosamente, foi despedido também na mesma semana. No entanto, a teoria não passou à prática e o arranque da UC Sampdoria foi desastroso para surpresa de muitos.

Uma equipa sem ideias, com inúmeros problemas na transição defensiva e que acumulou erros individuais que traçaram o destino de Di Francesco e que puseram a equipa na última posição da Liga.

Para dar a volta a esta situação, o excêntrico Massimo Ferrero, principal responsável da UC Sampdoria, escolheu Claudio Ranieri. A “velha raposa” volta assim ao ativo e engrossa a lista de treinadores catedráticos e consagrados presentes na Serie A. O técnico já orientou alguns dos melhores clubes do mundo, em ligas como a italiana, espanhola, inglesa ou francesa, e tem como expoente máximo o título do campeão inglês, de uma forma sensacional, com o Leicester City FC em 2016.

Quagliarella, aos 36 anos, fez a melhor época da carreira com 26 golos marcados
Fonte: UC Sampdoria

Ferrero e Ranieri têm formas de estar diferentes e é curioso este casamento. Ferrero sempre vistoso e extremamente exigente (por vezes, irracionalmente exigente) junta-se a um treinador que pauta o seu trabalho por muita qualidade técnico-tática, mas que tem uma postura de low profile, respeito e admiração pelo jogo.  É um casamento peculiar entre dois pólos totalmente opostos.

No entanto, a tendência será para uma melhoria. Esta lufada de ar fresco que chega com Ranieri, aliada à qualidade do plantel, de certeza que fará a UC Sampdoria galgar posições e deixar a zona perigosa de descida o mais distante possível.

A estreia do técnico será feita contra a AS Roma em casa, sendo um excelente primeiro desafio para a nova equipa de Ranieri. São expectáveis alterações no sistema da Samp, tendo em conta que, com Di Francesco, a equipa tem vindo a jogar com uma linha de três centrais, num 3x5x2, e com Fabio Quagliarella a ser a grande estrela da equipa. Normalmente, Ranieri adota o 4x2x3x1 e há a ideia que poderá implementar essa disposição tática já contra a AS Roma.

Depois do super título com o Leicester City FC, Ranieri não impressionou no FC Nantes e falhou no Fulham FC e na AS Roma a época passada. Regressa agora ao ativo e tem uma belíssima oportunidade de salvar a época à UC Sampdoria e voltar a ter um trabalho de sucesso.

Foto de Capa: UC Sampdoria

artigo revisto por: Ana Ferreira

SC Coimbrões 0-5 FC Porto: Pé quente numa noite fria em Pedroso

Dia de muita chuva no Dr Jorge Sampaio, campo emprestado do SC Coimbrões para a receção ao FC Porto, em jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Os gaienses, para chegarem a este patamar da competição, tiveram de eliminar o SC Régua, por quatro bolas a uma, e o GD Prado por três bolas a uma. Já os dragões realizam o primeiro jogo nesta competição. Depois do aviso dado na quinta-feira pelo FC Alverca, ao eliminar o Sporting CP, o FC Porto não poderia poupar-se de cuidados nesta partida e saiu mesmo vitorioso, com uns expressivos cinco a zero sobre o SC Coimbrões e avançou, assim, para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.

O FC Porto entrou por cima na partida e podia ter marcado por duas vezes, primeiro por Tiquinho Soares e, após insistência portista, por Otávio, que atirou para uma boa estirada de Fábio Mesquita.

À passagem dos cinco minutos, os dragões chegaram mesmo à vantagem na partida. Mbemba bombeou a bola para a área, Tiquinho tocou de cabeça e Luis Díaz, ao segundo poste, tirou um adversário do caminho e encostou para a baliza do SC Coimbrões.Bastaram dois minutos para o FC Porto dilatar a vantagem. Luis Díaz conduziu pelo meio e desmarcou o brasileiro que, na cara de Fábio Mesquita, não vacilou. Entrada forte dos homens de Sérgio Conceição, que procuraram resolver o encontro desde cedo.

O FC Porto não queria baixar a intensidade e, aos 11’ chegou ao terceiro por Mbemba. Após uma incursão pela direita de Otávio, e alguma confusão na grande área, a bola sobrou para Mbemba, que atirou para o fundo das redes da equipa gaiense. Os portistas só não chegaram ao quarto da partida aos 19’ devido a uma intervenção crucial de Diogo Portela, que impediu, em cima da linha, que a bola entrasse.

Rui Oliveira apitou para o intervalo e as equipas recolheram ao balneário com o FC Porto em vantagem por três bolas a zero, numa primeira parte com um único sentido de jogo, o da baliza de Fábio Mesquita, guarda-redes do SC Coimbrões.

A segunda parte reatou num ritmo lento. Nenhuma das equipas conseguia construir jogadas de perigoso e optavam muitas vezes por parar transições ofensivas com faltas a meio campo.

Fábio Silva tornou-se hoje no jogador mais novo de sempre a marcar pelo FC Porto
Fonte: FC Porto

Foi ao minuto 60’ que o o Coimbrões chegou, pela primeira vez, com perigo à baliza de Diogo Costa. Alex Tanque, em transição ofensiva, dribla sobre Diogo Leite e remata para fora. Primeiro sinal de perigo dado pela equipa da casa, em busca de reduzir a desvantagem.
O quarto golo do FC Porto chegou por intermédio de Luís Diaz. O colombiano foi isolado com um excelente passe de Tiquinho e não desperdiçou a oportunidade para aumentar a vantagem para quatro golos.
Por esta altura, nenhuma das equipas parecia determinada em mudar o resultado da parti[tps_header][/tps_header]da. O FC Porto ia controlando a partida com relatividade e o SC Coimbrões esperava por um erro dos “dragões” para poderem sair em contra-ataque. Não conseguiram, no entanto, aproveitar as escassas oportunidades que tinham.
Ainda antes do apito final houve tempo para a estreia de Fábio Silva a marcar pela equipa principal do FC Porto. O jovem internacional português aproveitou da melhor forma uma bola “perdida” dentro da grande área do SC Coimbrões para visar a baliza de Fábio Mesquita.
O jogo terminou nuns expressivos cinco a zero a favor do FC Porto que avança na competição rainha do futebol português, deixando o SC Coimbrões pelo caminho.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC PORTO: Diogo Costa; Manafá, Diogo Leite, Mbemba, Saravia; Loum, Bruno Costa, Otávio (Baró 63’), Luis Díaz (Sérgio Oliveira 71’); Fábio Silva, Soares (Aboubakar 76’)

SC COIMBRÕES: Fábio Mesquita; Ricardo Pedrosa, Raúl Martins, Pedro Caeiro, Diogo Portela; Pedro Tavares (Jansen 67’),Victor Nikiema (Daniel Silva 74’), Mário Pereira, Guilherme Gomes; Ivo Lucas, Alex Gomes

FC Porto 35-35 HC Motor Zaporozhye: Quem não marca sofre

FC Porto e HC Motor Zaporozhye defrontaram-se, hoje, no Dragão Arena em jogo a contar para a 5.ª jornada do Grupo B, numa partida onde os ucranianos roubaram um empate em cima do apito final.

O Motor entrava nesta jornada em último lugar do grupo com quatro derrotas em quatro jogos realizados. Contudo, e como seria de esperar numa competição como a Liga dos Campeões, tinha aspirações de roubar pontos em Portugal, comprometendo assim o possível apuramento do Porto para a fase seguinte.

A partida começou com os dragões na frente. André Gomes abriu as hostilidades e rapidamente o Porto assumiu a liderança no marcador. Abriu assim um fosso de três golos que se foi mantendo até à marca dos vinte minutos, altura em que o lateral esquerdo Bielorusso Barys Pukhouski, que terminaria a partida como melhor marcador do encontro, fez o 13-11, iniciando assim a recuperação ucraniana.

Do 13-11 rapidamente se chegou ao empate a 15, depois de o central portista Miguel Martins ter recebido uma exclusão de dois minutos por falta sobre o Lituano Aidenas Malasinskas. Motivados pelo empate conseguido a 45 segundos do intervalo, a equipa visitante ia assim para o descanso extremamente galvanizada, algo que se manteve ao longo do segundo tempo.

Tal como o treinador portista, Magnus Andersson, referiu no final do encontro, os jogadores azuis-e-brancos pareciam “pesados” e lentos durante o jogo, algo visível particularmente no plano defensivo. Igor Soroka marcou pelo Motor logo a abrir a segunda parte, dando assim a vantagem aos ucranianos pela primeira vez na partida. E nos minutos que se seguiram o Porto parecia ser incapaz de recuperar a liderança, algo que aconteceu aos 37 minutos por intermédio de António Areia.

Num jogo de parada e resposta com os ataques a superiorizarem-se às defesas, os dois conjuntos iam trocando golos, com o Porto na frente mas sempre vigiado de perto pelo Motor, que voltou a conseguir o empate a quinze minutos do final da partida.

Nenhuma das equipas parecia ser capaz de descolar no marcador, até que aos 58 minutos António Areia fez o 34-33. Alfredo Quintana defendeu o remate de Zhukov e, a 56 segundos do fim, o pivot luso-cubano Alexis Borges marcou o 35-33, descansando assim os 1465 espectadores presentes no Dragão Arena.

Contudo, e como a partida só acaba depois de a buzina soar, o MC Motor não desistiu e foi à procura do empate. Pukhouski, com o seu 12.º golo, fez o 35-34 e relançou a emoção, mas tudo parecia terminado quando Diogo Branquinho recebeu um passe de Rui Silva e rematou totalmente isolado. No entanto, o ponta-esquerda português permitiu a defesa, e sem hesitar a equipa ucraniana lançou o contra-ataque, que terminou com o outro ponta-esquerda, Igor Soroka, a rematar certeiro frente a Alfredo Quintana, fazendo assim o 35-35 e arrancando um difícil empate em cima do apito final.

Os dragões sofrem assim um resultado algo surpreendente e complicam um pouco as suas contas no grupo B, encontrando-se agora em quinto lugar da classificação, mas com mais um jogo do que o sexto, o Veszprém.

EQUIPAS:

FC Porto – Alfredo Quintana, Victor Iturriza, Yoan Balasquez (1), Miguel Martins (3), Djibril Mbengue, Angel Zulueta (2), Rui Silva (2), Daymaro Salina (2), Ruben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges (6), Diogo Branquinho (3), Thomas Bauer, António Areia (7), André Gomes (8), Fábio Magalhães (1).

HC Motor Zaporozhye – Iurii Kubatko, Maxim Babichev (1), Aidenas Malasinskas (3), Barys Pukhouski (12), Zakhar Denysov (2), Artem Kozakevych (2), Vladyslav Dontsov (3), Dener Jaanimaa (1), Pavlo Gurkovsky, Stanislav Zhukov (2), Oleksandr Kasai, Mateusz Kus, Igor Sotoka (6), Gennadiy Komok, Victor Kireev (1).

SL Benfica 77-67 UD Oliveirense: Vitória encarnada, mas com “show” de Norelia

Este sábado o SL Benfica recebeu no Pavilhão N.º 1 da Luz o atual bicampeão nacional, a UD Oliveirense, a contar para a terceira jornada do campeonato nacional de basquetebol. Os encarnados, comandados por Carlos Lisboa, vinham de duas vitórias no campeonato frente ao Barreirense e ao Vitória SC, e defrontavam agora a Oliveirense antes de receberem os holandeses do Leiden, para a FIBA Europe Cup.

A equipa de Oliveira de Azeméis vinha igualmente de duas vitórias para o campeonato, frente ao Maia Basket e à Ovarense. A equipa de Norberto Alves entrava nesta jornada com a liderança partilhada do campeonato em igualdade pontual com Benfica, Sporting, Porto e Illiabum.

O jogo teve um começo tremido, com turnovers abundantes de ambos os lados. Um bom primeiro período, a nível defensivo, permitiu ao Benfica abrir uma pequena vantagem no marcador, vantagem que manteria até ao final do período. Do lado da Oliveirense foi notável o fraco controlo que detinham da sua tabela defensiva, permitindo muitos ressaltos ofensivos à equipa de Carlos Lisboa, sobretudo ao ex-Oliveirense Eric Coleman.

Micah Downs, com sete pontos, e Marc-Eddy Norelia, com nove, foram os destaques do primeiro período. Os encarnados foram com vantagem no final do primeiro quarto por 18-14.

A Oliveirense começou mal o segundo período, cometeu vários erros de cariz defensivo que permitiram ao Benfica aumentar a vantagem para oito pontos. Numa altura em que a Oliveirense estava mal começava o “show” de Norelia. O poste haitiano foi mantendo a equipa de Oliveira de Azeméis no jogo. Muito forte nas penetrações ofensivas e no 1-contra-1 de costas para o cesto, terminou o período com 20 pontos, o número mais elevado da partida, ao intervalo.

No lado encarnado, a equipa ia perdendo ritmo ao longo do período, com um ataque muito lento e pouco dinâmico. Os encarnados foram para o intervalo em decrescendo. As duas equipas foram para o intervalo com vantagem de apenas três pontos (38-35).

O SL Benfica foi para o intervalo a vencer por 38-35 e tínhamos um jogo muito equilibrado
Fonte: SL Benfica – Modalidades

No terceiro período o Benfica voltou a entrar forte, abrindo novamente uma vantagem de 8 pontos, e manteve a vantagem até aos últimos minutos do terceiro quarto. Uma série de turnovers e erros defensivos do Benfica permitiram a aproximação da Oliveirense. No último lance do período André Bessa, com um euro-step executado na perfeição, marcou em cima da buzina e deu à UD Oliveirense a primeira liderança desde o primeiro período.

Durante o terceiro período, Norelia continuou ao mais alto nível, tendo terminado o quarto com 28 pontos, com 67% de eficácia no lançamento, e oito ressaltos.

No quarto e último período, a Oliveirense voltou a repetir o hábito de entrar mal nos períodos, não tendo feito qualquer ponto nos primeiros três minutos. O jogo permaneceu muito equilibrado, até que Micah Downs (que estava a fazer um mau jogo ao nível do lançamento) marcou um triplo em suspensão, no último segundo de ataque, e deu cinco pontos de vantagem ao Benfica.

Os encarnados não deixariam escapar mais esta vantagem. O resto do período ficou marcado pela ineficácia nos lances livres da UD Oliveirense, ineficácia essa que contrastou com a extrema competência do SL Benfica nos lançamentos da marca de lance livre.

CINCOS INICIAS:

SL Benfica – Micah Downs, Toure Murry, Betinho Gomes, Arnett Hallman e Eric Coleman

UD Oliveirense – José Barbosa, João Balseiro, João Guerreiro, Shon Miller e Marc-Eddy Norelia