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SC Braga 2-1 CS Marítimo: Domínio caseiro inicial não evitou apreensão tardia

A chuva escolheu este domingo para se estrear no outono da capital minhota e, associada à pouca relevância que a Taça da Liga continua a ter no panorama futebolístico nacional, contribuiu para uma parca assistência numa partida em que, desta feita, os arsenalistas não se podem queixar do horário escolhido para justificar a falta de público nas muito despidas bancadas da Pedreira.

Podiam até ser poucos os adeptos, mas faziam-se ouvir e os da casa não se fizeram rogados de aproveitar o ímpeto para, desde bem cedo, assumir por completo o controlo do encontro. Sem necessidade de brilhantismos, o SC Braga ia chegando com facilidade à área contrária e foi, assim e sem surpresa, que, após várias intervenções de Charles e dos muitos defesas insulares, André Horta inaugurou o marcador aos 11’.

O restante da primeira metade seguiu no mesmo registo, com os Gverreiros do Minho a ameaçarem a baliza contrária uma e outra vez. Ia valendo o guardião maritimista. Na sequência de um canto, aos 26’, a bola até entrou, mas não contou, por falta sobre Charles, contudo o 2-0 chegaria mesmo. Aos 34’, Paulinho respondeu de primeira a cruzamento da esquerda e aumentou a vantagem com um volley perfeito.

O segundo tempo começou com outro tom e com os visitantes a passarem a ter mais posse, ainda que permitida. Continuavam bem visíveis as fragilidades ofensivas que os impediam de ameaçar a baliza de Matheus, mas, pelo menos, quebrava-se o domínio ofensivo bracarense e jogava o Marítmo com maior tranquilidade e sem estar constantemente encostado às cordas.

Bambock ainda deu esperança aos visitantes
Fonte: CS Marítimo

Aos 66’ mudaria um pouco o figurino do jogo, o Marítimo beneficiou de um canto e uma péssima saída de Matheus permitiu a Bambock dar um surpreendente equilíbrio ao marcador e abrir a porta da esperança insular.

As reações fizeram-se sentir também em ambos os bancos, com os dois treinadores a mexer, mas isso acabaria por não se refletir em novas alterações do marcador. Os visitantes continuaram a ter um ligeiro ascendente e deixaram uma bem melhor imagem de si que a que haviam dado nos primeiros 45 minutos, enquanto o Braga conseguiu somar os três pontos e ficar com o apuramento quase garantido para a final four, apesar do desnecessário sofrimento na parte final.

Referir também uma nota positiva para a equipa de arbitragem, assertiva e coerente e que ajudou ao bom fluir do encontro.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Matheus; Esgaio, Bruno Viana, Pablo, Sequeira; André Horta, Novais (Claudemir 73‘), Palhinha; Galeno (Wilson Eduardo 81’), Ricardo Horta, Pauinho (Rui Fonte 73‘)

CS Marítimo: Charles; Bebeto, Bambock, Grolli, Vukovic, China; Edgar Costa (Nequecaur 45’), André Teles, Correa; Getterson (Erivaldo 79‘), Rodrigo Pinho (Marcelino 73’)

MVM Veszprém KC 38-28 FC Porto Sofarma: Dragões sofrem derrota pesada na casa do vice-campeão europeu

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Os dragões deslocaram-se à Hungria, para defrontar, este domingo, o vice-campeão europeu, Veszprém, em jogo relativo à quarta jornada da competição de clubes mais importante a nível europeu. O encontro terminou com um resultado desfavorável aos azuis e brancos, que perderam por uma diferença expressiva de 38-28.

Num jogo de alto nível, e com o Veszprém Arena praticamente lotado, foi o Futebol Clube do porto a entrar melhor na partida, com André Gomes a inaugurar o marcador. A equipa lusa, apesar das adversidades, foi mantendo a eficácia, e só ao minuto 12 o Veszprém conseguiu finalmente passar para a dianteira da partida (9-8).

Descontente com a ultrapassagem no marcador, o treinador portista colocou de imediato um desconto técnico na partida, mas sem efeito. Os azuis e brancos voltaram desconcentrados, com o recém-entrado Fábio Magalhães a perder o esférico em dois ataques consecutivos, o que permitiu à equipa húngara cavar um fosso de três golos no marcador quando entrávamos no primeiro quarto de hora do encontro (11-8). Daí até ao descanso, a diferença manteve-se intacta, e o FCP recolheu ao balneário a perder por 19-16.

Retornados ao terreno de jogo, os dragões voltaram a estar a um bom nível nos instantes iniciais, mas rapidamente perderam o gás. Depois de concluídos os primeiros cinco minutos do segundo tempo, os pupilos de Magnus Andersson caíram abruptamente na casa do vice-campeão europeu. As inúmeras defesas de Sterbik Capar, aliadas à falta de concentração dos portistas, acabaram por sair bem caro. Aos dez minutos a equipa da casa já vencia por seis golos de diferença, e aos 18’ passou para dez.

Mesmo utilizando todos os descontos técnicos, ainda antes de entrarmos nos últimos dez minutos, o treinador sueco não encontrou soluções para contrariar a poderosa equipa húngara. Assim, incapaz de encurtar distâncias e diante um cenário extramente complicado, Magnus Andersson aproveitou para lançar no terreno, Leonel Fernandes, Thomas Bauer e Yoan Balazquéz, concedendo-lhes alguns minutos nesta extraordinária competição que é a Liga dos Campeões.

O encontro terminou com uma vitória do Veszprém (38-28) e os portistas ocupam agora o quinto posto do Grupo B, lugar que permite ainda a qualificação para a próxima fase.

Equipas:

MVM Veszprém KC – Sterbik Capar, Vladimir Cupara, Dejan Manaskov (1), Omar Yahia (1), Ferreira Moraes (2), Kent Tonnesen (1), Dragan Gajic (5), Andreas Nilsson (8), Gasper Marguc (1), Lauge Schmidt (4), Manuel Strlek (2), Mirsad Terzic, Blaz Blagotinsek (3), Petar Nenadic (6), Mate Lekai (1) e Vuko Borozan (3)

FC Porto Sofarma – Alfredo Quintana, Thomas Bauer, Victor Iturriza (6), Yoan Balazquéz (3), Miguel Martins (2), Djibril M’Bengue (4), Ángel Hernández (2), Rui Silva, Daymaro Salina (2), Rúben Ribeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges (1), Diogo Branquinho (2), António Areia (3), André Gomes (3) e Fábio Magalhães

Olheiro BnR – Samuel Chukwueze

De África chega-nos mais uma pérola, Samuel Chukwueze, ou apenas Samu.

Produto da Diamond Football Academy, Samuel Chukwueze ganhou a reputação de Robben nigeriano, comparação que os seus amigos fizeram ao reparar no seu estilo de jogo muito semelhante ao do holandês.

O seu percurso teve uma ascensão muito rápida, começando na renomada Diamond Football Academy,daria nas vistas no mundial sub-17 no Chile em 2015 ajudando a sua seleção a vencer este torneio. No Placard apostas há grandes chances para aproveitar. Vários olheiros ficaram com o miúdo de baixo de olho e recomendaram a sua contratação aos grandes clubes europeus, estando o Arsenal na lista da frente para a sua aquisição, no entanto, acabaria por ser o Villarreal a avançar para o jovem nigeriano e Espanha seria a sua porta de entrada na Europa. Vários olheiros ficaram com o miúdo de baixo de olho e recomendaram a sua contratação aos grandes clubes europeus, estando o Arsenal na lista da frente para a sua aquisição, no entanto, acabaria por ser o Villarreal a avançar para o jovem nigeriano e Espanha seria a sua porta de entrada na Europa.

Ali, o destacou-se nas camadas jovens e cedo ingressou na equipa B, uma evolução natural face à sua qualidade futebolística.

Curioso que a nível sénior o extremo nigeriano se tenha estreado primeiro na sua seleção do que no clube e talvez isso tenha “ajudado”  à sua entrada na equipa principal do Villarreal, estreia essa que decorreu na Liga Europa na época passada, onde daria nas vistas ajudando na campanha do submarino amarelo nessa competição.

Fonte: UEFA

Conhecido como “Samu” Chukwueze, fruto da sua estadia no país vizinho, o jovem extremo já demonstra muita qualidade mostrando um enorme potencial apesar dos seus vinte anos.

Dono de um pé esquerdo fabuloso, tem o dom de saber usar velocidade e técnica na mesma jogada, pela ala direita faz movimentos muito semelhantes a Arjen Robben vindo da linha para dentro causando grandes rupturas nas defesas contrárias.

É um jogador que dá vida a qualquer ataque, e uma bola moribunda cedo se transforma numa bola diabólica. Com uma boa técnica de remate tem alguns golos de belo recorte.

Falta-lhe decidir e definir melhor as jogadas mas acho que essa evolução acontecerá com o avançar do tempo, o facto de só jogar praticamente com o pé esquerdo contribui para essas más decisões/definições.

A nível táctico aponto-lhe falta de cobertura no apoio defensivo mas consegue compensar no ataque, abrindo linhas de passe e tendo um bom sentido posicional fazendo todas as posições do ataque.

É um jogador que não foge do contacto físico, e apesar de não ter uma grande estampa física, consegue ser um jogador atlético.

No jogo desta época com o Real Madrid, o nigeriano foi uma autêntica dor de cabeça para os merengues, construindo muitos lances de perigo para a sua equipa, perfumando o jogo com o seu estilo característico.

Neste vídeo, estão compilados os seus melhores lances desse jogo:

Fã incondicional de Jay Jay Okocha, Samu tem a ambição de ser tão brilhante como o seu ídolo. Prevejo que não ficará no La Ceramica muito tempo, pois a sua evolução tem sido brutal.

Esta época já leva dois golos e uma assistência no cameponato em sete jogos, e não ficará por estes números.

O prefume africano de Samu vai se espalhar pelos estádios da La Liga e vamos ter a oportunidade de seguir a sua evolução.

Quanto à sua comparação a Robben… bem, fica à vossa descrição.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

As maiores surpresas deste início de temporada no FC Porto

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Estamos no mês de outubro e a Primeira Liga está em standby, enquanto decorre a sempre habitual pausa para as seleções.

É, pois, hora de começar com as primeiras reflexões sobre estes dois meses de campeonato, sendo que a equipa do FC Porto tem os seus “quês” que devem ser discutidos no universo azul e branco.

Pode-se dizer que este foi um início de temporada em que, como era esperado, existiram alguns jogadores que se destacaram e outros que não sendo já “flops” deixaram a nação azul e branca um pouco desiludida.

Nos próximos parágrafos, vou-vos falar daqueles jogadores que até agora deixaram os adeptos portistas com água na boca, isto é, das maiores surpresas deste início de temporada no FC Porto. Alguns foram uma autêntica surpresa, isto porque ninguém esperava o seu sucesso imediato de dragão ao peito, enquanto que outros já vinham com um historial bastante positivo, não deixando de encaixar nas maiores surpresas dos dragões.

O primeiro jogador que vou mencionar é, quiçá, a maior surpresa deste início de temporada do FC Porto e até do campeonato. Chamado por muitos Zé golo, Zé Luís tem surpreendido tudo e todos, somando até agora, nada mais nada menos do que seis golos no campeonato. O jogador proveniente do Spartak de Moscovo não foi uma escolha consensual para a massa associativa azul e branca, mas a verdade é que neste momento são poucos os portistas que não gostam de Zé Luís e daquilo que ele oferece ao jogo. Para além da sua veia goleadora, o jogador cabo-verdiano é dotado de uma grande complexão física, o que ajuda a que seja bom no jogo aéreo. A juntar a tudo isto, tem uma boa qualidade técnica, bom remate, chutando bem com os dois pés. Ele foi o responsável por sentar Tiquinho Soares – melhor marcador do FC Porto na época transata – no banco de suplentes, formando com Marega uma dupla temível para as defesas adversárias.

Zé Luís foi, sem dúvida, a maior surpresa deste início de temporada no FC Porto.
Fonte: FC Porto

O segundo jogador que se pode considerar como uma surpresa positiva deste início de temporada dos dragões é Augustín Marchesín. O guarda-redes já internacional argentino proveniente do Club de Fútbol América era um ídolo para os adeptos dessa equipa, levando a que a massa associativa do clube mexicano implorasse “No te vayas, Marche”. Com um espírito de liderança bem vincado, Marche é um guarda redes muito completo, destacando-se entre os postes (em que parece que tem asas para defender todas as bolas), e no jogo com os pés, ajudando a equipa a construir desde trás e saindo bem de entre os postes. É importante referir que Marchesín ficou com uma herança pesada, pois não é qualquer jogador que consegue substituir o lendário Iker Casillas. Neste início de temporada até tem sido posto mais à prova que o astro espanhol na época passada. É caso para dizer que chegou, jogou e convenceu.

À boleia de Marchesín veio Matheus Uribe, outro dos destaques e surpresas deste início de temporada. De origem colombiana e proveniente também do Club América, Uribe veio com a missão de fazer esquecer Hector Herrera, herdando o número 16, outrora pertencente ao internacional mexicano. Apesar de ainda não se ter estreado a marcar de dragão ao peito, o internacional colombiano oferece muito ao jogo portista. Para quem não conhece bem este jogador, este é quase um Hector Herrera, mas com uma maior qualidade técnica e de circulação de bola. Se juntarmos o box-to-box do internacional mexicano à visão de jogo do ex-portista Óliver Torres, aparece-nos Matheus Uribe. Apesar de não dar muito nas vistas dentro das quatro linhas, este jogador assume um papel no FC Porto um pouco diferente daquele que assumia no Club América, sendo responsável por muitas recuperações de bola dos dragões. É neste momento um jogador insubstituível para a equipa, assumindo-se como um dos pilares da estrutura azul e branca.

Outro jogador que se pode considerar uma surpresa é Romário Baró. Apesar de não ser atualmente titular nesta equipa, desde a pré-época mostrou ao que vinha. Depois de na época passada ter brilhado ao serviço da equipa B e dos sub-19, este menino de ouro herdou o número oito que antes pertencia ao mágico Yacine Brahimi. Não é fácil para um jovem herdar um número com tanta importância no panorama azul e branco, mas Romário Baró já mostrou ser capaz de exceder as expetativas. Dotado de uma grande visão de jogo e capacidade de encher o campo, o menino das trancinhas – agora lesionado – procura recuperar e regressar na máxima força para discutir a titularidade com Otávio.

Por último, Luis Díaz é o último jogador que, a meu ver, surpreendeu neste início de temporada. O extremo colombiano assinou pelo FC Porto com um grande legado deixado pelos craques colombianos que já representaram os dragões. Apesar de nos últimos jogos ter perdido a titularidade para Shoya Nakajima, o jogador natural de Barrancas destacou-se nos primeiros jogos do campeonato, sendo que, o auge do seu momento de forma foi no clássico frente ao SL Benfica no Estádio da Luz em que criou muitos problemas a Nuno Tavares. Claro que as suas qualidades já eram reconhecidas no Junior Barranquilla e na Seleção Colombiana, mas a sua verticalidade, capacidade no um para um, velocidade e qualidade de remate foi uma boa surpresa para os portistas. Veremos se o número sete dos dragões estará à altura desse legado deixado por jogadores como James Rodríguez, Radamel Falcão…

Em suma, são estes os jogadores que, na minha opinião, mais surpreenderam os adeptos azuis e brancos e do futebol em geral. Podia estender esta lista a jogadores como Otávio e Tecatito Corona, mas as boas exibições do brasileiro e do internacional mexicano não são propriamente surpresa neste FC Porto de Sérgio Conceição.

Veremos se estas surpresas não desiludem com o passar da temporada. É esperar para ver.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Como correu ele abaixo das duas horas?

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O feito tem dominado as atenções do mundo desportivo e tem feito manchetes pelo mundo fora: Eliud Kipchoge (KEN) tornou-se no primeiro homem a percorrer a distância da Maratona em menos de duas horas!

O feito do queniano – que terminou em 1:59:41 – é enorme e muitos o têm comparado a outros grandes feitos da história do Atletismo, como o do primeiro atleta a baixar dos 9.6 aos 100 metros (Usain Bolt) ou da primeira vez que se correu a Milha abaixou dos 4 minutos (Roger Bannister). Algumas comparações, que extrapolam os efeitos desportivos, até colocam o feito de Kipchoge lado a lado com o da chegada de Neil Armstrong à Lua!

Mas nem tudo são rosas quando se fala do projeto que permitiu a Kipchoge alcançar este feito. O facto de ter sido uma prova com tudo controlado ao pormenor, sem adversários e com várias ajudas externas (não regulamentares para a marca ser considerada um recorde, seja pessoal ou mundial) tem levado muitos a não se deixarem impressionar em demasia com o feito do queniano, chamando-o mesmo de golpe publicitário. Independentemente do nosso posicionamento, a verdade é que as pernas de Eliud correram mesmo a distância abaixo das duas horas e isso é… único!

O DESAFIO INEOS 1:59

Uma avenida de Viena serviu para todo o percurso da Maratona deste sábado
Fonte: INEOS 1:59

Não foi uma competição de Maratona no verdadeiro sentido da palavra. Não foi uma corrida de Maratona e nunca foi esse o objetivo deste desafio. A empresa de produtos químicos INEOS – uma multinacional britânica chefiada pelo britânico mais rico da atualidade, que tem estado envolvida em algumas práticas polémicas nos últimos tempos – decidiu criar e patrocinar um evento que em muito se assemelhava ao anterior Breaking2 da Nike.

Em 2017, Kipchoge tentou, pela primeira vez, baixar das duas horas, na altura num autódromo de Fórmula 1 em Monza (Itália) e, praticamente, sem público (excepção feita a alguns convidados). Na altura, acompanhado por Lelisa Desisa e Zersenay Tadese, tinha como grande objetivo romper a barreira das duas horas, tendo também que bater os outros integrantes do projeto da Nike. Kipchoge venceu nesse dia com a melhor marca alguma vez feita na distância – 2:00:25, mas não conseguiu o grande objetivo de baixar das duas horas.

A prova contava com 30 pacemakers rotativos (isto é, saiam uns e eram substituídos por outros), era também “guiada” por um carro que projetava uma linha para ajudar os atletas a manter o ritmo ideal e impedia uma forte circulação de vento, além de contar com um número reduzido de atletas, tudo fatores que impediam a homologação do recorde. Nunca foi esse o objetivo, sendo que a Nike sempre disse que o evento serviria para testar os limites do ser humano e esse era o objetivo principal. A história do projeto e a preparação para a prova está excelentemente representada no documentário Breaking2, co-produzido pela Nike e pela National Geographic.

O projeto da INEOS teve muitas parecenças, mas também algumas diferenças.

Desta vez, Eliud Kipchoge seria o único atleta a competir, acompanhado por um total de 41 pacemakers – que, na verdade, são competidores de elite – que alternaram de forma rotativa para ajudar o atleta queniano, agora, num diferente tipo de formação (em “V” em vez de em forma de “diamante”). O carro a marcar o ritmo a laser também foi utilizado em Viena (Áustria), mas, desta vez, correu-se nas ruas de uma avenida, apesar de ser também um percurso escolhido a dedo para o efeito, com muito pouca inclinação e sem grandes oscilações, permitindo sempre um ritmo constante.

Existia uma janela de oito dias para realizar o evento, mas três dias antes foi mesmo confirmado que as condições climatéricas permitiam que o evento fosse realizado logo no primeiro dia, neste sábado, iniciando-se às 8h15 locais, com a temperatura ideal (para a Maratona) de nove graus no início e 12 graus no final da prova.

Dimensão europeia do Benfica: possibilidade ou utopia?

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Luís Filipe Vieira. Presidente do Sport Lisboa e Benfica desde 2003. Há praticamente 17 anos no cargo,  Vieira conseguiu retirar o Benfica do abismo em que se encontrava, melhorando significativamente o clube em termos financeiros e a nível de infraestruturas, com a academia do Seixal à cabeça. A nível desportivo, recuperou a competitividade no futebol português e conseguiu, até, conquistar a hegemonia nacional, nos últimos anos.

A nível europeu a história é completamente diferente. Em 2003, o recém-eleito presidente encarnado afirmou que o Benfica tinha a espinha dorsal de um futuro campeão europeu. Em 2005, subiu de tom e previu um Benfica a integrar a elite a nível europeu e mundial até 2011. Em 2013, demonstrou a ambição de disputar a final da Liga dos Campeões, que nessa época foi disputada no Estádio da Luz. Recentemente, a ambição europeia e a conquista do estatuto europeu têm sido, cada vez mais, as “bandeiras” do discurso do dirigente encarnado.

Comparando as promessas aos resultados factuais, a ideia do ADN europeu do Benfica parece completamente fora da realidade. Na era Luís Filipe Vieira, o Benfica tem 40 derrotas em 88 jogos da Liga dos Campeões. Nos últimos 14 jogos o registo é ainda pior: duas vitórias (ambas frente ao AEK) e um empate. Estes números estão muito longe de ser números próprios de um clube de elite na Europa.

Mas, afinal, quem é o culpado pelas elevadas exigências dos adeptos encarnados a nível europeu? Luís Filipe Vieira. E quem é o responsável pelo falhanço do projeto europeu? Luís Filipe Vieira…. Parece algo contraproducente que a figura que promete e promove a ideia de um Benfica europeu, seja a mesma que dificulta (a já por si muito difícil) chegada à elite europeia. Mas a verdade é que as promessas do presidente das “águias” não parecem ser nada mais do que uma declaração de poder e de ambição, mas que não vai ao encontro das decisões de gestão desportiva do clube.

A gestão desportiva do presidente encarnado tem sido algo contraditória. A academia do Seixal, a grande jóia do Benfica, tem produzido atletas de qualidade em grandíssima quantidade e não parece estar a perder gás. A aposta na formação é a outra grande “bandeira” da direção encarnada, e aparece muitas vezes associada à tal ambição europeia, sendo a potencial espinha dorsal dum Benfica campeão europeu. Esta ambição de ter uma equipa em 80/90% formada no Seixal é uma ideia absolutamente utópica.

Hoje é dia é completamente impossível ao Benfica competir financeiramente com os ditos “tubarões”, portanto está muito depende das receitas de transferências para a sua subsistência económica. Ainda que assim seja, a direção do Benfica pouco ou nenhum esforço faz para manter as suas pérolas do Seixal. Bernardo Silva, João Cancelo, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro, Renato Sanches, André Gomes, Gonçalo Guedes. Todos saíram de forma precoce do Benfica, privando o clube encarnado dos seus melhores anos. Eu percebo perfeitamente a necessidade de liquidez no clube, mas esta necessidade e prioridade pelos encaixes financeiros não é, no entanto, compatível com um discurso de ambição a nível europeu.

Com o passar dos anos, os clubes do dito “Big Five” (Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e Itália) vêm os seus orçamentos multiplicar-se, fruto dos incrementos nos acordos de patrocínios, prémios das competições europeias (o impacto financeiro que a não ida à Liga dos Campeões tem tido no Sporting CP é absolutamente brutal, por exemplo), acordos de direitos televisivos e mesmo a influência de investimentos externos. Com estas diferenças astronómicas a nível financeiro, e estando inseridos numa competição feita de forma a “facilitar” a vida a grandes potências (Liga dos Campeões), o Benfica e os demais clubes portugueses vão ficando, irremediavelmente, para trás face à elite da Europa, havendo já um grande fosso entre o Big Five e os restantes campeonatos. O Benfica continuara a ser sem dúvida nenhuma uma das equipas mais dominadoras a nível nacional, mas a nível europeu sentirá cada vez mais dificuldades em aproximar-se dos “tubarões” tendo de existir um “alinhamento de estrelas” perfeito para que os encarnados façam uma grande prestação na Liga dos Campeões.

O Benfica tem passado tempos difíceis na Liga dos Campeões
Fonte: Bola na Rede

Mudando agora completamente de perspectiva. Do otimismo absoluto para um pessimismo e uma descrença clara. Recentemente o ex-jornalista, e agora comentador desportivo, José Marinho, declarou à BTV não compreender a origem desta “exigência tola” dos adeptos, a nível europeu. Complementou a perspectiva dizendo que, olhando para os resultados do Benfica, desde os anos 60, é completamente impossível acreditar num Benfica conquistador na Europa.

Primeiramente, a origem desta exigência vem obviamente das declarações do presidente, que vai repetindo a ideia em 90% das suas declarações públicas. Em segundo lugar, esta perspectiva de pessimismo e normalização dos maus resultados europeus não é nada positiva, nem pode ser adotada pelos adeptos benfiquistas. É verdade que, como já referi, é impossível ao Benfica competir com os grandes clubes europeus por diversas razões, mas não é de todo normal ou aceitável que o Benfica apresente tão maus resultados na Europa.

Nos últimos anos, o Benfica ganhou ao Atlético de Madrid na capital espanhola, eliminou a Juventus FC (que ano seguinte estaria na final da Champions), deu muitíssima luta a um Bayern de Munique fortíssimo, venceu o Borussia Dortmund na Luz, eliminou o Zenit duas vezes nos oitavos da Champions e perdeu no limite com o Chelsea FC de Di Mateo (que viria a ser campeão europeu). É normal que haja uma exigência comedida por parte dos adeptos encarnados, mas é muito injusto – e passível de provocar problemas cardíacos – pedir à equipa que esteja na primeira linha para conquistar um título europeu.

Num ano em que o Benfica vive, supostamente, o melhor momento financeiro da sua história, Luís Filipe Vieira não conseguiu construir um plantel melhor que o da época transata, mais uma vez contradizendo o seu discurso, o que torna compreensível certas críticas dos adeptos. Mas também não podemos cair na tendência de normalizar os maus resultados europeus. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Tem que existir necessariamente uma exigência ao nível da grandeza do clube, mas essa exigência tem que ser comedida e adaptada ao panorama no qual o clube está inserido.

Foto de capa: SL Benfica

 

Sporting CP 30-30 CD Bidasoa Irun: Leões podem ter comprometido apuramento após empate caseiro

Após a derrota frente aos suecos do Savehof, o Sporting CP entrava pressionada para o encontro frente ao CD Bidasoa Irun referente à quarta jornada da fase de grupos da EHF Champions League. Os espanhóis, que até então tinham vencido todas as partidas que haviam disputado, deslocavam-se ao Pavilhão João Rocha com o objetivo de vencer e dar assim um passo extremamente importante rumo à fase seguinte. Por sua vez, os leões viam-se quase obrigados a triunfar, caso quisessem manter vivas as esperanças de seguir em frente.

LEÕES VOLTARAM A ENTRAR MAL E PASSARAM UM MAU BOCADO

O Bidasoa entrou bastante forte na partida e, ao cabo de nove minutos, já venciam por 3-6. O Sporting CP estava a ser pouco agressivo no processo defensivo e mostrava-se incapaz de parar o momento ofensivo dos espanhóis. No entanto, também no ataque, os comandados de Thierry Anti estavam desinspirados. Desta forma, foi com alguma naturalidade que o treinador francês pediu o seu primeiro desconto de tempo. Contudo, a pausa pedida por Anti não surtiu efeito e o Bidasoa continuava a dominar a partida chegando mesmo a dispor de uma vantagem de cinco golos.

Leo Renaud e Rodrigo Alonso Salinas iam dando espetáculo perante quase dois mil adeptos verde e brancos. Uma nota muito negativa para Cudic, que q fez uma exibição paupérrima foi rapidamente foi substituído por Manuel Gaspar. Todavia, nos últimos dez minutos da primeira parte, o Sporting CP reagiu e conseguiu mesmo ficar apenas com um golo de desvantagem. Tal como já tinha acontecido noutras ocasiões, a verdade é que os leões voltaram a não fazer uma boa primeira parte e é um aspeto que não deve deixar Thierry Anti nada satisfeito.

Tiago Rocha, na imagem, foi um dos jogadores leoninas que mais se destacou
Fonte: EHF

ENTRADA FORTE PERMITIU SONHAR, MAS FALTA DE OPÇÕES CONDICIONOU REVIRAVOLTA

Na segunda parte, o cenário foi completamente diferente e o Sporting CP entrou bastante forte. A vantagem espanhola rapidamente se desvaneceu e, ao cabo de 10 minutos, os leões passavam para a frente do marcador. Contudo, a qualidade e experiência do Bidasoa voltou a vir ao de cima e os espanhóis iam conseguindo manter-se no encontro.

O jogo entrava assim para os últimos dez minutos com uma igualdade a 26. Nesse momento, pequenas distrações e algumas falhas técnicas foram decisivas para que os leões não conseguissem conquistar a vitória. A estratégia parecia ser favorecer o jogo de pivot, mas era precisamente nesse momento que o Sporting CP ia cometendo mais erros. No entanto, nos últimos minutos e com muita emoção à mistura, os leões conseguiram recuperar e até tiveram a derradeira ocasião para vencer o encontro, mas sem sucesso.

O jogo terminava assim com uma igualdade a 30. É um resultado frente ao Biadosa nada positivo para a equipa leonina e que pode ter comprometido as aspirações leoninas no que à qualificação para a próxima fase diz respeito.

O empate de hoje frente ao Bidasoa pode ter comprometido aspirações leoninas na europa
Fonte: EHF

Por inúmeras vezes, fui bastante elogioso para com Thierry Anti. Contudo, e mesmo tendo em conta que não contava com Edmilson Araújo e até que Frankis Carol acabaria por se lesionar durante a partida, penso que hoje as opções de Anti não foram as melhores. Parece-me evidente que Carlos Carneiro não tem qualidade sequer para fazer do plantel do Sporting CP quanto mais atuar num jogo tão importante como o de hoje. Num cenário diferente, colocaria também Pedro Valdez.

No jogo de hoje, o cubano voltou a tomar decisões erradas em momentos importantes e a sua eficácia de remate (50%) demonstra isso mesmo. Para consumo interno, Valdez é suficiente, mas perante outro nível de exigência acaba por ficar curto. Se pensarmos que Gonçalo Vieira tem passado grande parte do tempo no banco, as opções de Anti são ainda mais incompreensíveis.

SETE INICIAL:

Sporting CP – Aljosa Cudic (GR); Arnaud Bingo; Luís Frade; Valetin Ghionea; Pedro Valdez; Carlos Ruesga e Frankis Carol.

CD Bidasoa Irun – Xoan Menendez (GR); Mikel Ugarteburu; Iker Serrano; Inaki Etxepane; Renaud David; Jon Saizar e Rodrigo Salinas.

Frederico Varandas | Uma estranha normalidade democrática

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Neste interregno para os jogos das seleções nacionais, cabe-nos refletir sobre a vida do futebol luso. E, em particular, na vida interna do Sporting, sempre tão badalada e comentada por jornalistas e jornaleiros.

Com um novo treinador ao leme, Jorge Silas, e com o regresso às vitórias, convém referir que o futebol dos leões ainda é pouco atrativo. Sobretudo, as exibições mostram que muito caminho terá que ser percorrido para levar os adeptos em massa novamente aos estádios. A grande limitação da equipa é o equilíbrio defesa-ataque o que espelha que o onze inicial ainda não é, de facto, uma equipa, nem funciona como um todo.

Mas Silas já percebeu que o seu trabalho inicial, mais do que os aspetos técnico-táticos, passa muito pela vertente disciplinar. E, neste particular, Jesé Rodrigues tem que perceber que ainda agora chegou e que não pode “levantar cabelo”, aliás, logo ele, que tem pouco cabelo para levantar. Nem ele, nem Bruno Fernandes, nem outro jogador qualquer. Acima dos jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos e sócios está o símbolo do Sporting Clube de Portugal.

O Reino do Leão tem mostrado também uma estranha normalidade democrática. A comunicação social trata as questões relacionadas com o Sporting como se a oposição interna a Frederico Varandas surgisse só agora, como se fossem uma novidade. Ora, desde o processo de destituição de Bruno de Carvalho que a lisura democrática no clube está visivelmente comprometida. A eleição de Varandas levantou sempre contestação de muitos sócios e adeptos, que viam nele apenas e só o médico do clube.

É neste quadro que se deve entender todo o coro de vozes dissonantes na Assembleia Geral da passada quinta-feira. As mesmas não constituíram, por isso, qualquer novidade. Para quem tinha como lema de campanha “Unir o Sporting” nunca se viu tamanha virulência contra os seus principais opositores, a que apelida de “Esqueletos”. Li, por isso, com bastante incredulidade no Editorial do Jornal Sporting do dia 3 de outubro, em que Rahim Ahmad, elemento do Conselho Diretivo, escreveu o seguinte: “Nos últimos dias ganhou algum mediatismo uma linha divergente à que esta Direção defende, preconizando em alternativa a alienação da maioria que o Clube detém no capital da SAD”. “Nos últimos dias”?! Ou andam todos desatentos ao que se passa ou não querem ver que as vozes dissonantes são muitas.

Não vale a pena esconder aquilo que todos vêm à vista desarmada: há, repito, uma estranha normalidade democrática no clube e não há reestruturação financeira, nem contas aprovadas “à tangente” que os salve da demagogia barata.

O hashtag #varandasout é cada vez mais uma realidade omnipresente no mundo Sporting.

Varandas tem sido um dos principais visados pelos críticos
Fonte: Candidatura “Unir o Sporting”

A comunicação do presidente, quer no plano interno como externo, é um desastre. Isto mostra, além de tudo o resto, um crasso amadorismo na gestão do clube. E este é um dos vários aspetos que os seus contestatários alegam para afirmar que ele não tem créditos para continuar ao leme do Leão.

Até o próprio Sousa Cintra – varandista dos quatro costados e apoiante de todos aqueles que lhe fazem continência… – se indignou contra Frederico Varandas, referindo à saída da AG: “Não entendo como não houve uma palavra de agradecimento ao trabalho fantástico da Comissão de Gestão, uma coisa absurda. Varandas não está a conduzir bem os destinos do Sporting, disse um chorrilho de disparates…” (Declarações reproduzidas por Record, 11/10/2019). É que Sousa Sintra gosta, sobretudo, daqueles que o lisonjeiam e quem não o fizer é ameaçado com a ditadura do chicote: “Continência, seu estafermo!”. Uma tristeza.

Resta dizer que o Sporting Clube de Portugal é maior do que todos eles.

 

Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”

artigo revisto por: Ana Ferreira

Grande Prémio do Japão: Aí está o Tufão Mercedes

Está feito, a Mercedes AMG-Petronas é campeã de construtores pela sexta vez consecutiva, numa das suas casas favoritas, o Grande Prémio do Japão, onde dominam desde 2014. Este feito foi conseguido com a vitória de Valteri Bottas (Mercedes), que aproveitou a trapalhada dos Ferrari no princípio da corrida para se lançar para primeiro lugar, e nunca mais sair de lá. Na segunda posição ficou Sebastian Vettel (Ferrari), que após uma fantástica pole position na sua pista favorita, teve um arranque em falso e perdeu imediatamente a liderança ainda antes da primeira curva, estando num constante jogo do gato e do rato com Lewis Hamilton (Mercedes) durante a corrida inteira. Com o britânico a não conseguir ultrapassar nas últimas voltas, e a terminar a corrida a quatro décimas de Vettel, na terceira posição.

Após surpreender e bloquear a primeira linha da grelha de partida na qualificação junto ao colega de equipa Sebastian Vettel, Charles Leclerc (Ferrari), também teve um arranque muito pobre, onde se viu rodeado de carros, e perdeu o controlo do monolugar, embatendo em Max Verstappen (Red Bull), que ainda tentou recuperar, mas os danos eram demasiados, e acabou por se retirar da corrida. O monegasco da Ferrari foi obrigado a ir às boxes mudar a asa dianteira, e fez tudo o que pode para recuperar os lugares perdidos, terminando na sexta posição.

Na quarta posição, ficou Alexander Albon (Red Bull), outro piloto prejudicado por um começo pobre onde caiu para trás dos Mclaren, tendo inclusive um momento de grande risco, onde houve contacto com Lando Norris (Mclaren). O resto da corrida foi a combater com Carlos Sainz (Mclaren) na primeira parte e solitariamente em quarto na segunda metade da corrida.

O espanhol da Mclaren teve mais uma excelente performance com a característica consistência e velocidade que nos tem habituado, terminando em quinto, e durante muitas voltas, sendo capaz de acompanhar o ritmo do Red Bull de Alexander Albon, Sainz é sem dúvida um dos candidatos a piloto do ano.

Não era bem esta a ideia da Honda de um bom GP caseiro…
Fonte: Formula 1

Na sétima posição ficou Daniel Ricciardo (Renault), numa fantástica performance após uma qualificação muito pobre que o viu a começar em 16º. Depois da corrida, Charles Leclerc foi penalizado em 15s pela colisão com Verstappen, elevendo Ricciardo para sexto.

Por causa de um problema, em que a bandeira axadrezada foi mostrada uma volta antes em alguns ecrãs, Sergio Perez (Racing Point) conseguiu terminar em oitavo, apesar de acabar a corrida na parede, após contacto com Pierre Gasly (Toro Rosso), que volta a mostrar que ninguém estava maluco em dizer que ela era bom o suficiente para a Red Bull no ano passado, com mais uma excelente corrida, porque é que não conseguia fazer isto no Red Bull?

A fechar as posições pontuáveis ficou Nico Hulkenberg (Renault), que tal como o seu colega de equipa recuperou de uma má qualificação, para chegar aos pontos.

Lewis Hamilton em modo tubarão a cheirar sangue….
Fonte: Formula 1

E aquilo que já sabíamos há vários meses está confirmado, a Mercedes é campeã de construtores, e o título já só pode ser ganho por um dos seus pilotos (pergunto-me qual). Nunca é bom quando uma equipa vence os títulos com tanta antecedência, e é pena que a Ferrari só tenha compreendido o carro que criou no final da época, quando já era tarde de mais. Que agora peguem no que aprenderam este ano e não cometam os mesmos erros em 2020, não é nada contra a Mercedes, eles vencem porque são de longe a melhor equipa e organização, mas era bom haver mais alguém a conseguir vencer.

A Ferrari teve nas mãos mais uma vitória, após uma qualificação surpreendente, que foi deitada ao lixo, desta vez pelas ‘asneiradas’ dos pilotos. O incidente entre Charles Leclerc e Verstappen, por muito que possa ser uma perda de tração súbita do piloto da Ferrari, por estar a seguir outro carro, Max Verstappen saiu muito mais prejudicado. Sebastian Vettel também se safou de um arranque em falso, apesar de ele não retirar nenhuma vantagem de tal, por isso não foi penalizado e com razão.

Que as próximas corridas continuem o ritmo que tem sido ditado desde o Grande Prémio da Áustria, esta cumpriu sem sombra de dúvida com uma corrida cheia de ação em pista e na estratégia, o suficiente para manter acordado pessoas como eu, que viram a corrida e escrevem isto com duas horas de sono.

Foto De Capa: Formula 1

Noruega 1-1 Espanha: Golo tardio adia apuramento espanhol

A seleção espanhola empatou com a congénere norueguesa por 1-1 e adiou assim o apuramento para o Campeonato da Europa de 2020. Em caso de vitória, “nuestros hermanos” ficariam apurados para a maior competição europeia a nível de seleções, mas ainda não foi desta que carimbaram esse passaporte.

A partida começou “morna”, com os espanhóis a dominarem a posse de bola, mas sem que conseguissem criar qualquer situação de perigo para a baliza de Jarstein. Por seu lado, os noruegueses iam apostando num bloco baixo, em contenção, mas sempre alerta para possíveis saídas para o ataque, sobretudo através do excelente toque de bola de Martin Odegaard e da velocidade de Joshua King.

O baixo ritmo imposto no jogo pela “Roja” pode ter sido fruto da posição confortável em que se colocaram, contando todos os encontros que disputaram por vitórias e, consequentemente, somando 18 pontos. Perante isto, e dada a maior necessidade que tinham em conseguir um bom resultado, caso quisessem ter hipóteses de se apurarem para o Europeu de 2020, foram os nórdicos que começaram a crescer no jogo, chegando mesmo a ameaçar a baliza de Kepa por duas vezes. No entanto, foi “sol de pouca dura” e rapidamente voltou o cenário inicial de superioridade espanhola, em termos de controlo de bola.

Perante toda esta passividade, de parte a parte, o intervalo chegou sem que existissem quaisquer lances de interesse em toda a primeira parte, permanecendo o 0-0 inicial ainda no marcador. A partida estava a ser aborrecida e sem que nenhuma das seleções se mostrasse particularmente empenhada em desfazer este nulo.

Fonte: Seleção Norueguesa

Se a primeira parte foi disputada a “dez à hora”, a segunda começou a toda a velocidade, com os espanhóis a chegarem ao golo logo ao minuto 47: após uma jogada em velocidade pela esquerda, o cruzamento de Bernat foi afastado por Jarstein para a entrada da área, zona onde Saúl Ñíguez dominou e rematou o esférico, colocando a bola no fundo da rede. Um belo remate do médio do Atlético de Madrid, misturando força e colocação.

A “Roja” continuou a dominar, mas passou a apresentar uma diferença em relação à primeira metade: estava a conseguir construir lances de perigo, como bem gosta, “rendilhando” a jogada com um elevado número de passes curtos e, quando finalmente encontrava espaço nas costas dos noruegueses, colocava a bola nessas zonas para que pudesse ser cruzada para a área, em busca de uma finalização positiva.

A Espanha voltou a criar perigo aos 67 minutos, quando Fabián Ruiz rematou de meia-distância e enviou a bola à trave da baliza da Noruega, deixando mais um sinal de que a mentalidade de “nuestros hermanos” havia mudado para esta segunda parte. Dada esta maior propensão ofensiva dos espanhóis, passaram a existir mais espaços livres para os nórdicos responderem, o que tornou o jogo mais partido e muito mais agradável para o espectador neutro. A Noruega chegou mesmo a ter uma hipótese para empatar, ao minuto 72, mas Saúl Ñíguez foi também protagonista na defesa e bloqueou o remate de Selnaes.

Os últimos 15 minutos foram de grande “sufoco” para os comandados de Robert Moreno e foi nesse período que apareceu Raúl Albiol como “pronto-socorro” dos espanhóis, tendo anulado três situações que seriam de potencial golo da Noruega. Apesar destes momentos de maior dificuldade, a “Roja” foi conseguindo responder, sobretudo através de Fabián Ruiz, que se colocou mais à direita (desde a saída de Oyarzabal) e, desde o corredor, ia pautando o jogo dos espanhóis.

No entanto, a maior surpresa estava guardada para o fim da partida: Kepa saiu da baliza de forma completamente desastrada e atingiu Joshua King, “oferecendo” uma grande penalidade à Noruega que foi convertida pelo próprio avançado do Bournemouth. Um balde de água gelada foi deitado em cima dos espanhóis, que assim viram a vitória fugir no último instante.

Apesar da superioridade espanhola ter sido clara na segunda parte, o baixo ritmo da primeira faz com que este golo premeie o bom trabalho dos noruegueses nesse período do jogo. Ainda assim, penso que a vitória espanhola seria o resultado mais ajustado. Uma nota final ainda para Sergio Ramos, que cumpriu a 168º internacionalização por Espanha e assim se tornou o jogador com mais jogos pela “Roja”, ultrapassando Iker Casillas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Noruega – Jarstein; Elabdellaoui; Nordtveit (Hovland, 31’); Ajer; Aleesami; Johansen (Sorloth, 63’); Berge; Henriksen (Johnsen, 83’); Selnaes; Odegaard; King.

Espanha – Kepa; Jesús Navas; Sergio Ramos; Albiol; Bernat (Iñigo Martínez, 88’); Busquets; Saúl Ñíguez; Fabián Ruiz; Ceballos (Santi Cazorla, 64’); Oyarzabal (Rodri, 78’); Rodrigo.