Início Site Página 10563

História feita: Portugal campeão europeu de Sub-20

Portugal foi campeão europeu de Futebol com Cristiano Ronaldo a sair lesionado na final. Foi campeão europeu de Futsal com Ricardinho a sair lesionado da final. Agora, chegou a vez da seleção sub20 masculina de Basquetebol ser campeã europeia – da Divisão B – com Neemias ‘Queta’ Barbosa a nem jogar devido a lesão.

Numa final contra a República Checa, a seleção portuguesa escreveu talvez a página mais brilhante da modalidade em Portugal ao bater os checos por 73-57. História que já tinha sido escrita no dia anterior ao bater a Rússia por 76-69. O europeu de 2020 será a primeira vez que uma seleção masculina de formação portuguesa vai estar na Divisão A.

Antes do torneio começar, apontava a Rússia como a grande favorita à vitória da competição, mas acreditava que Portugal pudesse estar nos três primeiros, não só pelo fator casa, mas pelo desenvolvimento que estes jogadores têm tido, principalmente na última temporada. A verdade é que a seleção correspondeu em pleno e mostrou que tem qualidade para estar um nível acima do que jogou este ano.

São três nomes principais, se me permitem, e nove que complementam muito bem este trio. Neemias ‘Queta’, Vladyslav Voytso e Rafael Lisboa são as grandes figuras desta geração, mas que tem em Jorge Embaló um ‘monstro’ defensivo, em Francisco Amarante um excelente elemento coletivo e que Rui Palhares mostrou nesta final que Portugal não vive apenas de Queta na posição de Poste.

Uma lesão no joelho afastou Neemias ‘Queta’ da final
Fonte: FPB
Quanto ao jogo da final, existe uma regra não escrita na modalidade que hoje se cumpriu na integra. É o terceiro quarto o mais importante do jogo, porque o intervalo adormece o ritmo e entrar de forma forte é decisivo, até porque depois restam 10 minutos para corrigir o resultado. É claro que todas as equipas sabem isso, mas conseguir ser mais forte é algo diferente e Portugal conseguiu, ao vencer este quarto por 27-11. Este foi o grande destaque do jogo e foi onde a nossa seleção garantiu este título. O espírito coletivo foi determinante, principalmente quando faltava o elemento com mais nome desta seleção.

Este foi um Europeu perfeito em vários níveis, como as excelentes casas que o Pavilhão de Matosinhos teve, pelo jogo praticado pela nossa seleção, mas mais importante, por mostrar que em Portugal também se pode praticar Basquetebol de alto nível. Recordar que Portugal venceu todos os jogos que fez nesta competição, num total de sete jogos e onde a vitória mais apertada foi mesmo a com a Rússia no jogo das meias finais, ao vencermos por sete pontos.

O Basquetebol em Portugal estava morto há uns 6/7 anos. Lentamente, mas com passos firmes, tem crescido. Ainda falta alguma visão para que a modalidade se assuma definitivamente por cá. Este resultado pode ser muito importante para que se dê o passo em frente que falta para tornar a modalidade mais atrativa para todos no nosso país. Eu, como amante da modalidade, espero mesmo que sim.

Foto de Capa: FPB

O que vou dizer ao meu filho?

“- Papá, quem são aqueles ?” Pergunta o meu filho, quando estávamos de regresso a casa um sábado à noite.

A sua mão aponta para um grupo de adeptos que se aproxima da estação. Alguns deles têm um cachecol, outros têm grandes bandeiras enroladas e o mais “robusto” leva a mochila com a faixa. A  conversar e a provocar, há aqueles que já comem antes de sair e os que já vão na terceira cerveja.

Um carro pára perto deles e depois arranca velozmente para estacionar, outros já estão em frente da bilheteira.

Perante a admiração do meu filho respondo que são adeptos do clube do pai dele e que os que ele vê irão acompanhar a equipa em mais uma deslocação. Atento ao modo como afastou o olhar, não entendeu o que lhe disse. Aprendeu que as coisas só existem se forem vistas na televisão e é difícil explicar que ainda existem aqueles que preferem viver as emoções e não simplesmente olhar para elas.

Aí parei para pensar que, há uns anos atrás, também, eu estava ali mas depois casei, vieram os filhos, a estabilidade num bom emprego e as coisas mais importantes passaram a ser outras. Tal, quase me fez acreditar que a vida certa é aquela que sigo, umas voltas no shopping, jantar à noite e ao domingo na casa dos sogros, “podes ver a bola na TV dos meus pais” diz a minha esposa. Abrando o passo para ver quem está lá e descubro que ainda há alguns rostos familiares.

Sim! Ainda conheço quem está a falar com o responsável do comboio para conseguir pelo menos mais uma carruagem. Com ele passei mais noites no comboio do que com a minha mulher. Vejo que não mudou nada, e afasto-me enquanto o vejo a distribuir os cartões e bilhetes para o jogo. Chego a casa com mil pensamentos. Assim que terminei o jantar fui imediatamente para o quarto e abri a gaveta que deixei fechada por tantos anos. Peguei no cachecol das minhas cores com uns pequenos pontos pretos um dia em que um cinto na cara fez-me jorrar o sangue, sem que se conseguisse estancar. Ainda cheira ao fumo das tochas que abrimos nos anos noventa e começo a ver umas fotos, mas as lágrimas impedem-me de me focar.

Fonte: Bola na Rede

“Onde andas tu?” Perguntei a mim mesmo, “Onde estão os teus companheiros que nunca te deixaram sozinho?” Valeu a pena trocar aquela vida pela “tranquilidade? O que vou dizer ao meu filho? Quantas lojas tem o novo shopping ou quão bom é o pai no trabalho? Não! Não é assim que vou viver. Aquelas cores pelas quais perdi horas de sono, pelas quais abandonei  a casa, amigos, festas e namoradas são um sonho bom demais para não ser capaz de vivê-lo ao máximo!

Então, fechei aquela gaveta chamei o meu filho. Ele olhou para mim como se estivesse à espera do que estou prestes a dizer: “- Vou levar-te à bola no domingo, quero te mostrar como são os adeptos do nosso clube!” Vejo que ficou feliz e eu mais ainda. Ele vai aprender a dormir com sete ou oito dentro de um compartimento e a compartilhar uma sanduíche com aqueles que não conhece, vai aprender que ninguém é deixado no chão e que nunca se vira as costas para aqueles que o atacam, aprenderá a exultar com elegância e não se desesperar com a derrota. Ele aprenderá a amar e a defender os seus passos. Aprenderá a comportar-se de modo corajoso e honesto, aprenderá numa palavra, o que significa ser adepto de um clube de futebol, a viver em comunhão numa bancada…

Artigo de opinião da autoria de Idalécio Guimarães

Foto de Capa: BVB Dortmund

Miguel Pinto Lisboa a presidente!

O resultado das eleições relativas ao término destinadas ao triénio 2019/2022, após a demissão de Júlio Mendes e respetiva direção, foi revelado hoje, dia 20 de Julho de 2019. Consideradas as candidaturas trabalhadas dos três candidatos à presidência que incansavelmente deram a conhecer os seus programas e intenções para o futuro do clube, Vitória SC, através de sessões de esclarecimentos e por meio de conversas com os sócios – aqueles que assim pretendiam – nas respetivas sedes de campanha, deu-se por terminado e a escolha caía sobre os sócios para decidir o futuro presidente do clube.

As urnas de votação abriram às 9 horas da manhã em ponto e encerravam às 19 horas da tarde. A secção destinada à votação e respetivas urnas encontrava-se dividida em sete mesas de voto, onde cada uma correspondia a um certo intervalo de números de sócios.

No total, foram mais uma vez, umas eleições históricas do clube vitoriano onde mais de 6000 sócios vitorianos votantes demonstraram a sua lealdade com o clube.

A Lista B foi a vencedora ditada pela escolha maioritária dos sócios do clube minhoto, com 50,6% dos votos conseguiu arrecadar mais votos do que os outros dois candidatos juntos – sendo que em segundo ficou a Lista B de António Miguel Cardoso com 31,1%, e em terceiro, Daniel Rodrigues representante da Lista C com 16,8%. Em declarações, após saber sobre a sua vitória, Miguel Pinto Lisboa agradeceu a todos os vitorianos pelo voto de confiança e apelou às listas derrotadas dizendo que a partir de agora só existe um Vitória e que eram todos vitorianos.

É a partir desta eleição que o clube segue para as competições europeias – que começam no próxima dia 25 de julho – e para a Primeira Liga. Miguel Pinto Lisboa foi o escolhido e esperemos que nestas eleições o beneficiário seja quem realmente importa – o Vitória Sport Club. Tal como o candidato prometia, é esperada uma liderança firme e independente para colocar o clube no lugar que merece, por respeito.

Foto de Capa: Vitória SC

 

Olheiro BnR – Edmond Tapsoba

Edmond Fayçal Tapsoba nasceu a 2 de fevereiro de 1999 em Ouagadougou, a cidade capital do Burquina Faso, nação localizada no interior do Oeste de África.

Após passar pelos escalões de formação de uma das mais afamadas academias do seu país, o Salimata Taséré Football Club (vulgo, Salitas FC), Tapsoba ingressou na Union Sportive de Ouagadougou, um conjunto do principal escalão na hierarquia do futebol burquinês. Posteriormente, no verão de 2017, rumou a Portugal para representar a equipa de juniores do Leixões SC. Ora, depois de se exibir em bom plano na excelente campanha da turma matosinhense – obtenção do segundo lugar na Primeira Fase do Campeonato Nacional da I Divisão da referida categoria -, foi contratado, em janeiro de 2018, pelo Vitória SC.

Um talento que (depressa) conquistou Guimarães:

Depois de concluir a época de 2017/2018 pela formação de sub-19, Tapsoba foi promovido à equipa B, onde rapidamente se impôs, pese embora o facto de se estar a estrear como profissional por terras lusas: 30 jogos e sete golos marcados, sendo, de resto, o segundo atleta que mais minutos somou. Assim, não obstante a temporada globalmente negativa, que culminou com a despromoção do conjunto orientado por Alex ao CNS, o futebolista natural de Ouagadougou emergiu (tal como Yakubu Aziz ou El-Musrati) como uma das revelações da Segunda Liga.

Como joga:

Tapsoba é um defensor de grande envergadura (192 centímetros e 82 quilogramas), caraterística da qual se faz valer, para se superiorizar ao seu adversário no «um para um». No que concerne ao capítulo defensivo, merece destaque a inteligência com que aborda os lances, na medida em que procura (quase sempre) efetuar o desarme de modo a facilitar a construção de jogo por parte da sua equipa. Nota, ainda, para a sua polivalência, uma vez que tanto pode atuar do lado direito, como do lado esquerdo do eixo central da defesa.

Por outro lado, e a nível ofensivo, realce-se a sua notável capacidade de passe (em particular, de longa distância), o seu forte jogo aéreo e, ainda, a sua apetência para marcar grandes penalidades.

A par dos, também africanos, Yakubu Aziz e El-Musrati, Edmond Tapsoba sobressaiu na equipa B e ambiciona, agora, uma oportunidade no plantel treinado por Ivo Vieira
Fonte: 10 Management Ltd.

Um paralelismo com outros Vitorianos:

Ora, cientes da valia e potencial de Edmond, os responsáveis do Vitória optaram, ainda no decurso da época, por prolongar o vínculo que o ligava ao emblema da «Cidade do Berço», com o atleta a ficar resguardado por uma cláusula de rescisão cifrada em 20 milhões de euros.

Por conseguinte, e atendendo a que o jovem defesa de 20 anos tem figurado entre as escolhas de Ivo Vieira nos trabalhos de pré-época do plantel principal, acredito que se esteja perante a de uma política da qual os “Conquistadores” têm vindo a fruir num passado recente: a aposta em jovens valores do futebol africano, que após um curto período de adaptação ao nosso país (normalmente, uma época ao serviço da equipa B) se valorizaram (desportiva e financeiramente) na formação principal, tal como se sucedera com Bernard Mensah, Zungu ou Ghislain Konan.

Foto de Capa: 10 Management Ltd.

Keizer coloca leões no tubo de ensaio

0

A pré-época leonina tem sido marcada por exibições ainda distantes da melhor performance física, técnica e tática. Mas, tendo em conta a fase da temporada, trata-se de algo perfeitamente normal. Os jogadores, os modelos táticos e as filosofias de jogo a adotar são, nesta fase, colocadas no tubo de ensaio de Keizer para que o holandês veja qual a melhor solução que daí resultará.

Do ponto de vista coletivo, a equipa tem apresentado algumas debilidades defensivas. Com inícios de jogo em alta rotação, primeiras partes de elevado dinamismo, a equipa perde rendimento nas segundas partes, evidenciando pouca consistência defensiva e, sobretudo, dificuldades na transição ataque-defesa. Mas esta ainda fraca performance defensiva não se deve aos homens mais recuados do terreno, tal como uma análise rápida e desatenta levaria a pensar.

Curiosamente, esta lacuna deve-se à reação leonina à perda da bola, começando precisamente nos homens mais avançados do terreno que, como se sabe, assumem uma função defensiva importantíssima no jogo. O Sporting terá que aprender a pressionar mais forte nas alturas em que está a defender mas não tão forte que comprometa a sua retaguarda. O laboratório de Keizer terá, por isso, que ir testando novas formas de pressionar defensivamente sem comprometer a consistência e o equilíbrio tático da equipa.

Por outro lado, tal como dizia, a equipa verde e branca tem apresentado primeiras partes que revelam claras pretensões ofensivas. A equipa de Keizer apresenta um futebol muito vascularizado, recorrendo aos extremos e à profundidade dos mesmos, um futebol rápido e veloz, ainda que com dificuldades na altura da definição no último terço. Como comandante do processo ofensivo assume-se Bruno Fernandes, o jogador que distribui a bola a seu bel-prazer, vasculando jogo, caminhando com ou sem bola ou até mesmo recuando quando as alternativas ofensivas estão bloqueadas.

No que à sua transferência diz respeito, até ao momento ainda não surgiu uma proposta próxima àquilo que Frederico Varandas pretende para vender o jogador, ou seja, um valor próximo dos 70M€. Solskjaer, treinador do Manchester United, no rescaldo do amigável dos red devils diante do Leeds, deixou claro que o clube de Manchester irá contratar os jogadores certos embora não entrando em loucuras financeiras. Umas declarações que podem muito bem deixar uma mensagem clara aos dirigentes leoninos sobre até que cifras está a formação de Manchester disposta a chegar para contratar o internacional português.

O impasse em torno da saída ou não de Bruno Fernandes de Alvalade está a deixar adeptos e staff numa grande indecisão
Fonte: Sporting CP

O laboratório de Keizer tem ainda experimentado alternativas a Bruno Fernandes. Uma delas passa por Matheus Pereira, testando a possibilidade do talentoso brasileiro ocupar posições semelhantes àquelas que Bruno Fernandes ocupa. Mas, cá para nós, Matheus Pereira joga bem é com a bola corrida, estando muito melhor nas alas onde, aí sim, pode pôr em prática a sua qualidade superlativa no um-para-um e todos os seus dotes técnicos. Quando é puxado para zonas mais interiores, perde a qualidade que o caracteriza.

Eduardo parece-me uma excelente contratação, tem um excelente sentido posicional e está já num patamar de elevada integração com os colegas. Quanto a Luciano Vietto, parece-me um jogador com forte propensão para atuar em zonas centrais do ataque, apesar de iniciar muitas vezes a partir das alas. Foi isso mesmo que assumiu em entrevista ao Record no passado dia 18 de julho, referindo que a sua posição natural é a de segundo avançado, ainda que não tenha excluído completamente a possibilidade de atuar como ala.

Parece-me que o argentino não será um jogador que procure a profundidade, mas antes as zonas interiores onde, aliás, explora de forma bastante pertinente e acutilante o seu portentoso remate. Rafael Camacho, por seu turno, tem atuado no lado esquerdo do ataque, parece-me ser um jogador diferente de Luciano Vietto. É um jogador mais explosivo, procura explorar a sua velocidade nas alas e tem um futebol de maior profundidade.

Uma palavra muito especial para aquilo que se tem visto de Gonzalo Plata. O equatoriano tem estado em grande nível nesta pré-época e, ao que tudo indica, subirá para a equipa principal nesta temporada. Keizer tem olhado para ele com olhos de ver, ele que agora é um jogador mais amadurecido a todos os níveis, fruto da passagem pelos escalões formativos do Sporting CP e pelo excelente Mundial de sub-20 que protagonizou.

Luís Maximiniano, na baliza dos Leões, faz lembrar “São Patrício”: ele próprio já o afirmou e as suas exibições confirmam-no. Subiu esta temporada no escalão de guarda-redes leoninos com a saída de Salin e pode muito bem ser o ano da sua afirmação entre os postes da equipa principal. Renan, também um excelente guarda-redes, que se cuide.

Para terminar, esta pré-época leonina tem tido um elefante na sala: Bruno Fernandes. Por mais que se tente assobiar para o lado, fingir que não se vê, aí está o melhor jogador do no nosso campeonato com a listada verde e branca e, até ao momento, não surgiu uma proposta considerada válida pelo internacional luso. Afinal, Bruno, vai ou fica? Se for, o argentino Thiago Almada, do Vélez Sarsfield, está na calha, aproveitando o protocolo estabelecido entre o Sporting e o Manchester City. Se ficar, estou certo de que será a melhor contratação do campeonato nesta época que se avizinha.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Universíadas 2019: Um bronze histórico no basquetebol

Mais uma conquista e que conquista. A equipa feminina de basquetebol que representou Portugal na Universíadas 2019, em Nápoles, conquistou a medalha de bronze. Uma medalha que fica para a história por ter sido a primeira a ser conquistada na modalidade. Certamente, um feito que dificilmente vai ser esquecido.

Foram convocadas 14 jogadoras para disputar esta competição. Mas apenas 12 voaram com a comitiva portuguesa para a cidade de Nápoles. A equipa foi comandada por Ricardo Nascimento (selecionador nacional), José Araújo e Inês Antunes, como team leader.

Ana Granja, Inês Viana, Josephine Filipe, Maianca Umabano e Joana Soeiro repetiram a presença nos convocados, visto que já tinham estado na edição de 2017. As atletas estreantes foram Susana Carvalheira, Bárbara Miranda, Carolina Costa, Ana Carolina Rodrigues, Joana Alves, Laura Ferreira e Maria Kostourkova. Esta foi a equipa que partia para o sul de Itália em busca de algo positivo.

Na Ronda Preliminar, Portugal ficou inserido no Grupo B com a Argentina, Roménia e Rússia. A equipa passou com distinção, visto que venceu os três jogos que disputou.

Emoção houve sempre. Fosse dentro no campo ou no banco onde todas vibravam com o que se passava no jogo
Fonte: FPB
Na primeira jornada contra a equipa sul americana do grupo, as portuguesas venceram por 64-50. Na segunda jornada, Portugal não teve piedade e acabou por ganhar o jogo com 37 pontos de vantagem sob a Roménia (69-32). Na última jornada, seguiu-se a Rússia para decidir quem ficava com o primeiro posto. A equipa lusa ganhou por 75-54 e continuou invicta na competição.

Seguiu-se a fase a eliminar. Portugal encontrou a República Checa nos quartos de final e mais uma vez continuou o seu brilhante percurso nas Universíadas. Uma vitória portuguesa por 60-44, onde tivemos Laura Ferreira em grande destaque na partida ao fazer 26 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências. E a equipa portuguesa estava apurada para a meia-final.

As jogadoras portuguesas tiraram uma fotografia com três jovens napolitanos após um jogo da competição
Fonte: FPB

Qualquer que fosse o resultado, Portugal já estava a fazer a melhor prestação de sempre na competição. Até aqui tinha alcançado apenas um sétimo lugar em 1997, na Sicília (Itália) – se não estava destinado então não sei…

Vem aí transferência-bomba de 2019?

Neymar é um dos melhores de sempre e dos poucos que ousa rivalizar com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Desde que começou a despontar com apenas 16 anos no Santos FC, em 2009, todas as temporadas tem feito mais e melhor. Com uma média verdadeiramente inacreditável, quer de jogos, assistências e golos, o internacional brasileiro de 27 anos, poderia terminar a carreira amanhã, que seria sempre um dos melhores de todos os tempos.

Com a característica ginga brasileira, o extremo tem partido lateral atrás de lateral ao longo da sua carreira, combinando uma capacidade de drible quase inigualável e uma visão de jogo, adquirida ao serviço do FC Barcelona, raramente vista. A verdade, é que é uma máquina e quando focado e espicaçado, ainda mais monstro se torna.

Curiosamente, devido ao estilo despreocupado e arrogante do brasileiro, a comunicação social chama-lhe de “pitéu”. É um alvo fácil de ataque (muito mais que Cristiano ou Messi), sobretudo desde a mudança para o Paris SG, em 2017 por 222 milhões de euros, o internacional tem sido massacrado. Devido ao aumento do número de lesões, aos falhanços na Liga dos Campeões e às polémicas fora das quatro linhas, a imprensa trata Neymar, como se fosse outro qualquer. Polémicas e revistas cor de rosa à parte, estamos a falar num craque, que soma 566 jogos oficiais e 352 golos marcados, com 27 anos…

Em duas épocas pelo Paris SG, Neymar fez 58 jogos e marcou 51 golos                                            Fonte: Paris SG

Pelos vistos, Neymar está de saída do Paris SG, após duas temporadas, onde ganhou tudo em França. Foram épocas desgastantes, porque foi contratado para manter a hegemonia em França, mas também para levar os parisienses à final da Liga dos Campeões e, fruto do acaso, o brasileiro lesionou-se sempre nos arranques das fases a eliminar da competição. Aliás, a sua vida em Paris nunca foi facilitada, sobretudo pelos media, que mandam sempre os seus palpites para o ar e, desde logo, começaram a falar em mau estar com as restantes estrelas do plantel (quando, é sabido, que o brasileiro é sempre um dos mais brincalhões e líderes de balneário), minando o ambiente à volta de Neymar e manipulando a opinião pública.

O brasileiro fartou-se e Tuchel falou abertamente na intenção de sair do jogador. Os dois destinos mais falados (até ao momento) são: regresso ao FC Barcelona; ingresso na constelação de estrelas da Juventus FC.

Desde o início, que os media tentam colocar Cavani e Neymar em lados opostos
Fonte: Paris SG

Quanto ao FC Barcelona, encaixaria que nem uma luva, naturalmente. Os colegas adoram-no, deixou um rasto de golos e exibições absolutamente impressionantes na Catalunha e seria um super reforço no ataque ao tri campeonato e à reconquista do troféu Europeu. Tem sido noticiado que Ousmane Dembélé e Philippe Coutinho foram oferecidos ao Paris SG, mais 40 milhões de euros, e que os franceses recusaram. Para além disso, os problemas ao fisco do brasileiro, poderão impedir o regresso a Espanha, tendo em conta que Neymar se arrisca a ficar sem 35 milhões de euros.

No entanto, nos últimos dias, tem sido noticiado que o pai de Neymar encetou diálogo com responsáveis da Juventus FC. Se a Vecchia Signora já tem um super plantel para conquistar novamente a Serie A e voltar a ser campeão da Europa, se conseguirem juntar a Neymar a Cristiano Ronaldo, Paulo Dybala, Gianluigi Buffon, Leonardo Bonucci, Matthijs de Ligt, Aaron Ramsey, Adrien Rabiot, etc, o mundo parará para ver os jogos da Juve versão 19-20.

Para já, a única verdade é que Neymar é do Paris SG e vai juntar-se agora à pré-época dos campeões de França, após debelada lesão que o afastou da Copa América. Vamos ver o que vai acontecer, sendo que o meu palpite, é a manutenção no Parc des Princes.

Foto de Capa: Paris SG

A importância estratégica do treino na pré-temporada

0

Estamos em fase de pré-temporada, onde são lançadas muitas discussões sobre qual será a melhor forma de preparar uma equipa para uma época longa e dura.

Longe vão os tempos em que se privilegiava a preparação física na pré-temporada. Era comum as equipas de futebol irem correr para a mata sem porem os olhos na bola. Isto numa altura em que a preparação física era vista como a base das componentes técnicas e tácticas.

No Benfica, foram célebres os treinos do Jimmy Hagan. O técnico inglês, que representou o clube encarnado entre 1970 e 1973, era um treinador que dava mais importância à preparação física do que à organização da equipa, ficando particularmente conhecido por mandar os jogadores irem correr nas bancadas do velhinho estádio da Luz. Só a chegada de Sven Goran Eriksson, em 1982, ditou uma revolução nos métodos de treino no Benfica e no futebol português. Com o técnico sueco, a bola era um elemento indispensável nos treinos, mesmo nos de preparação física.

Bruno Lage é um treinador que valoriza o treino
Fonte: SL Benfica

Actualmente, vivemos numa era em que há uma nova mentalidade na forma de pensar o treino que pode ser designada de Periodização Táctica, existindo várias metodologias de treino aplicadas no futebol com o objectivo de desenvolver um modelo de jogo. Mas dentro destas metodologias de treino existem vários parâmetros a ser analisados na altura de avaliar quais os métodos de treino que são mais apropriados para a equipa e para a sua forma de jogar.

Primeiro que tudo, há-que ter em conta que a componente física, apesar de deixar de estar em primeiro plano, não deixa de ter a sua importância. Isto porque uma metodologia de treino assente do desenvolvimento de processos de jogo requer capacidade para pensar o jogo e tomar a decisão certa na hora exacta, sendo que a falta de condição física pode condicionar a capacidade de tomada de decisão.

Sendo assim, trabalhando com um treinador como Bruno Lage, que privilegia o futebol positivo, aquilo que se propõe nos treinos de pré-temporada é que se prepare a equipa para a forma como esta joga, ou seja, que se treinem exercícios que privilegiem o modelo de jogo que se pretende implementar: a forma como a equipa ataca, como a equipa defende, como se organiza em campo, etc.

Neste sentido, a preparação física deve ser ajustada ao modelo de jogo. Por exemplo, uma equipa que pressione alto e tenha uma reacção agressiva à perda da bola exige uma preparação física diferente de uma equipa que baixe as linhas em organização defensiva. Posto isto, os jogos na pré-temporada servirão para o treinador avaliar como os jogadores se estão a adaptar ao modelo de jogo que pretende.

Com isto, as conclusões a que se podem chegar é que a importância do treino na pré-temporada é servirá para os jogadores assimilarem os processos do modelo de jogo, ao mesmo tempo que ganham os índices físicos necessários para as exigências da época e dentro daquilo que as suas funções e dinâmicas exigem dentro do modelo de jogo.

Foto de Capa: SL Benfica

Battaglia vs Eduardo: Eu tenho dois amores

0

O meio campo do Sporting foi, na época passada, alvo de algumas críticas relativamente à rentabilidade do meio campo, seja em assistências, golos ou oportunidades criadas e tais deficiências têm sido disfarçadas graças ao inevitável Bruno Fernandes, que é o médio mais goleador da Europa, ultrapassando as marcas de jogadores como Alex e Frank Lampard. Mas como neste clube existe sempre o outro lado da moeda, os restantes médios não apresentaram – nem a metade – um rendimento sequer parecido com o do médio criativo leonino.

Mas como o que importa agora é a nova temporada, este artigo servirá para analisar dois jogadores do meio campo que na última época ou não integravam a equipa leonina ou tiveram a infelicidade de ter lesões prolongadas e como tal, se tudo correr bem, irão certamente oferecer mais qualidade ao miolo leonino. Tais jogadores são Rodrigo Battaglia e Eduardo Henrique.

Começando pelo novo reforço, Eduardo é um médio algo subvalorizado porque possui um talento notável para atuar em zonas interiores, porém andava a atuar em equipas de menor reputação e tal facto contribuiu para andar “escondido” no campeonato português, mais precisamente no Belenenses SAD. É um jogador algo semelhante a Fernando, médio defensivo que conta com passagens pelo FC Porto e Manchester City, pois as suas atuações em campo fazem lembrar um “polvo” que está presente em muitas zonas do meio campo e tenta assumir o jogo, criando oportunidades ou com “galgadas” que colocam a bola junto da baliza do adversário com muita rapidez e eficiência.

Como tal, penso que Eduardo foi uma excelente contratação, com um custo baixo tendo em conta a qualidade que tem, mas que terá de ter oportunidades regulares na equipa principal de modo a ambientar-se à pressão e exigência de um clube com a dimensão do Sporting.

Eduardo Henrique, ex-Belenenses SAD, é um dos reforços do Sporting versão 2019/20.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Falando agora de Battaglia: está no top 3 dos jogadores com mais “pulmão” no meio campo, oferece muita capacidade física e de combate, gosta de transportar a bola em direção à baliza adversária e, devido à sua altura, oferece um jogo aéreo muito bom, o que faz com que o Sporting consiga recuperar muitas bolas “despejadas” de qualquer maneira pelos adversários. Como não jogou a maior parte da época passada, os adeptos ainda têm na memória a sua rescisão e é considerado por alguns como um “mercenário”, mas há muito que o amor à camisola tem vindo a desaparecer e se temos um jogador no plantel, que oferece características específicas e diferentes dos restantes, há que apostar nele. Para além disso, se deixar nos cofres leoninos alguns milhões no final da sua travessia pelo clube, que venham mais mercenários como Battaglia.

Para finalizar, o melhor meio-campo a três que o Sporting possui é composto por Idrissa Doumbia, Wendel/Eduardo e Bruno Fernandes. Tendo em conta todos os factos já enunciados, considero Eduardo Henrique o melhor candidato e certamente que parte na “pole position”, mas se queremos ser campeões temos que contar com todos e Battaglia também irá, certamente, ser fundamental nas aspirações leoninas, tendo todos os requisitos e mais alguns para continuar de leão ao peito.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 4-0 Arménia (sub19): Vitória sem contestação para garantir liderança

Na última jornada do grupo A do Campeonato da Europa de sub19, Portugal, campeão europeu em título (também neste escalão) enfrentou a seleção da “casa”, a Arménia. Com objetivos bastante diferentes, os portugueses entravam em campo com a certeza de que um ponto bastava para carimbar passaporte para as meias-finais da prova, mas para atingir o primeiro lugar estavam ainda dependentes da “vizinha” Espanha, que jogava à mesma hora com a Itália. Os arménios, já eliminados, jogavam para cumprir calendário, mas certamente que, diante do seu público, queriam deixar boa imagem.

A seleção portuguesa entrou dominante, com total controlo da posse de bola e a fazer uma rápida circulação da mesma, tentando também, por vezes, valer-se das combinações nas alas entre defesa lateral, médio interior e extremo para desmontar o “autocarro” arménio de forma mais pensada.

Após boas hipóteses de Tiago Rodrigues e Vitor Ferreira, ambas dentro dos primeiros dez minutos de jogo, foi preciso esperar até aos 27 minutos para ver outra oportunidade de perigo, de novo pertencente à “equipa das quinas”: um livre descaído para a direita, cobrado por Fábio Vieira e sem sofrer qualquer desvio, obriga Melkonyan a defesa apertada, enviando a bola para canto.

Portugal continuou a impor um ritmo elevado na partida e, ao minuto 34, surgiu a recompensa para o duro trabalho: através da conversão de uma grande penalidade conquistada pelo próprio, Vitor Pereira colocou a bola nas redes, mesmo ao centro da baliza. Apesar do claro ascendente português, logo ao minuto 36 a Arménia dispôs de uma oportunidade de ouro para reestabelecer a igualdade, com Celton Biai a fazer uma defesa fantástica a um remate à queima-roupa, disferido por Misakyan.

Até ao intervalo nada de relevante aconteceu, com os jovens lusitanos a manterem o controlo da partida e a tentarem aproveitar o espaço que a equipa arménia dava nas costas da sua defesa. Chegava o descanso e Portugal vencia com justiça, merecendo talvez um maior volume no placar.

Fonte: UEFA

No reatar da partida, Portugal não retirou o “pé do acelerador” e João Mário assinou, ao minuto 49, uma verdadeira obra-prima: o remate inicial, de Vitor Ferreira, ressaltou na defesa da Arménia e o avançado do FC Porto, após um exímio domínio de bola, disferiu um colocadíssimo pontapé que entrou mesmo na “gaveta”, sem hipóteses para o guardião arménio. O resultado avolumava-se mas Portugal não queria parar, pois sabia da importância que cada golo iria ter se fosse necessário desempatar as contas do primeiro lugar do grupo, em caso de igualdade pontual com a Espanha.

As oportunidades continuavam a surgir, mas a pontaria portuguesa parecia estar a ficar desafinada, após Costinha e João Mário falharem duas boas oportunidades já dentro da grande-área adversária. Foi preciso colocar em campo Tiago Gouveia para voltar a mirar a baliza arménia com precisão: ao minuto 68, apenas cinco após ter entrado, o extremo do SL Benfica antecipou-se ao lateral esquerdo da Arménia e deu resposta positiva ao cruzamento de João Mário.

O jogo continuou perigoso para a Arménia, sem que Portugal mostrasse sinais de desaceleração no ritmo que estavam a impor, surgindo o quarto golo lusitano de forma natural. Como Tiago Gouveia não quis ficar atrás do grande golo que João Mário havia apontado, o extremo voltou a “fazer o gosto ao pé”, à passagem do minuto 88’, também com um golo magnífico! Tirou um adversário do caminho e rematou cruzado e colocado, fazendo a bola beijar a malha lateral interior da baliza arménia. Sublime!

Até ao fim do jogo poucas foram as oportunidades que surgiram, com a nossa jovem seleção a saber controlar a posse de bola, pensar o jogo e não entrar em esforços desnecessários, mas sem nunca perder o caudal ofensivo que a caracteriza e que tem evidenciado, em particular, nesta fase final.

Perante a vitória da Espanha sobre a Itália por apenas 2-1, Portugal assegura o primeiro lugar do grupo com sete pontos, os mesmo que “nuestros hermanos” mas com vantagem na diferença de golos, critério de desempate, evitando um confronto com a França nas meias-finais e ficando à espera do dia de amanhã para saber se enfrenta Noruega, República da Irlanda ou República Checa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Portugal: Celton Biai (Francisco Meixedo, 85’); Costinha; Gonçalo Loureiro (Levi Faustino, 85’); Gonçalo Cardoso; Tomás Tavares (Tiago Lopes, 69’); Diogo Capitão; Vitor Ferreira; Fábio Vieira (Rodrigo Fernandes, 63’); Félix Correia (Tiago Gouveia, 63’); João Mário; Tiago Rodrigues.

Arménia: Melkonyan; Oganessian (Samsonyan, 62’); Ghubasaryan;Yeghiazaryan; Khachatryan; Khamoyan; Mkrtchyan; Alaverdyan (Grigoryan, 62’); Petrsoyan (Dermedjan, 72’); Misakyan (Azizyan, 58’); Kurbashyan (Kolozyan, 62’).