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A nova crista do velho Galo

O Gil Vicente FC sabe há muito tempo que transitaria diretamente para a Primeira Divisão na época de 2019/20, mas a transição não se afigurava fácil. Primeiro por competir durante um ano inteiro no Campeonato de Portugal, terceiro escalão, e depois por ser uma participação “vazia”, isto é, os jogos que disputou não resultavam em pontos para si ou para os adversários.

Aliando estas duas condicionantes de relevo, os gilistas agiram da forma mais correta, pelo menos à primeira vista. Comandados pelo técnico Nandinho, competiram na série A do Campeonato de Portugal e apostaram, sobretudo, no jovem jogador português. A média de idades do plantel rondou os 20 anos e cerca de 60 porcento da equipa era composta por portugueses. O atleta mais velho era Rui Faria, médio português de 27 anos, que apontou dois golos num total de 29 jogos. O mais novo tinha 17; Fábio Costa, ainda júnior, fez um jogo pela equipa principal.

Além disso, quer os adversários encarassem os jogos com vontade de vencer ou aproveitar para “rodar” jogadores, os “Galos” conseguiram 22 vitórias, quatro empates e oito derrotas. Este registo colocá-los-ia no segundo posto, em igualdade pontual (70) com a AD Fafe, lugar de acesso ao play-off.

O reforço Nogueira em ação na pré-época frente ao Berço SC
Fonte: Gil Vicente FC

Com a primeira parte do problema resolvida, e bem, restava o ataque à permanência nos palcos da Primeira Liga. Para isso, os gilistas não perderam tempo e garantiram à frente da sua turma o experiente técnico Vítor Oliveira. Depois de vencer a Segunda Liga ao serviço do Paços de Ferreira FC, o matosinhense de 65 anos, que dispensa apresentações, anunciou que rumaria a Barcelos para a nova temporada.

De seguida, teve lugar uma verdadeira revolução no plantel. Para a baliza chegou, para já, Bruno Ferreira (ex-Náutico). Para o eixo da defesa chegaram Rúben Fernandes (ex-Portimonense SC), Rodrigão (ex-Atlético MG-B) e Ygor Nogueira (empréstimo do Fluminense). As laterais foram reforçadas por Alex Pinto (empréstimo do SL Benfica), Kellyton (ex-Uberaba SC), Henrique Gomes (ex-SC Covilhã) e Arthur Henrique (ex-Ferroviária FSA). O centro do terreno recebeu nomes como Márcio Meira (ex-CF Armacenenses), João Afonso (ex-Goiás EC), Leo Cordeiro (ex-SC Espinho), Claude Gonçalves (ex- ES Troyes) e William Soares (ex-FC Arouca).

Para as alas, o Gil Vicente FC contratou Lourency (ex-Chapecoense) e Erick (empréstimo SC Braga), enquanto a frente de ataque fica entregue a novos nomes como Sandro Lima (empréstimo Grêmio Anápolis), Samuel Dias (ex-São Bernardo FC) e Petar Petkovski (ex-FK Rabotnicki). São estes, até ao momento, os novos nomes que, a juntar a uma mão de renovações e a outra de jogadores provenientes dos juniores, vão constituir o ataque dos gilistas à manutenção e não só.

O passo seguinte seria tornar o Gil Vicente FC numa força que nunca alcançou. Arredado da Primeira Liga, onde competia desde 2011/12 até descer três épocas depois, o clube da cidade de Barcelos procura alargar o lote de equipas do Minho que participam na principal prova portuguesa. Além de Vitória SC, SC Braga, Moreirense FC e FC Famalicão, também os “Galos” vêm reforçar o peso daquela região portuguesa no panorama do futebol nacional.

Foto de Capa: Gil Vicente FC

 

Rio Ave de Carvalhal: Aposta na formação ou investida no mercado?

A cerca de 20 dias de começar mais uma edição da Primeira Liga, o Rio Ave FC continua a preparar-se para mais uma presença no escalão máximo do futebol nacional, a 12ª consecutiva. Durante estas épocas, o clube vila-condense habituou o adepto de futebol português não-fanático a uma coisa: planteis competitivos e a prática de um futebol atrativo.

Para esta época, António Silva Campos, Presidente do Rio Ave FC, apostou em Carlos Carvalhal, um treinador que tem por hábito colocar as suas equipas a jogar de forma desinibida, atrevida e com propensão para causar surpresas na batalha de “David vs Golias” com os mais poderosos. Posto isto, a fasquia dos seus adeptos é, obviamente, elevada e por isso mesmo, o plantel tem de corresponder da melhor forma à exigência da longa época que se avizinha.

No ano passado, os vila-condenses falharam por pouco a qualificação para a pré-eliminatória da Liga Europa. Com um treinador competente, Daniel Ramos, notou-se claramente uma quebra de rendimento no ataque, que atribuo à saída de Carlos Vinicius para o Mónaco, a meio da época. Estamos a falar de um ponta-de-lança que o Rio Ave FC nunca conseguiu substituir e os números explicam porquê: oito golos em 14 partidas, excluindo Taça de Portugal e Taça da Liga, onde também faturou.

Para além desta lacuna que até agora ainda não foi colmatada – contratou-se o jovem croata Tomislav Strkalj, uma incógnita porque ainda só fez esta pré-época –, houve mais saídas de jogadores importantes, tais como: Fábio Coentrão, Rúben Semedo, Gelson Dala, Wenderson Galeno e Léo Jardim. Para o lugar de Coentrão, já chegou Pedro Amaral (proveniente do Benfica B), Junio – titular indiscutível na lateral direita – ficou a título definitivo e Pawel Kieszek (ex-FCPorto), experiente guarda-redes polaco que já conhece bem o campeonato português, vem para fazer esquecer Léo Jardim, um dos melhores de 2018/19, que deu o encaixe financeiro mais importante ao Rio Ave FC neste defeso: seis milhões de euros.

Rio Ave Sub-23
Fonte: Rio Ave FC

É certo que a procissão ainda vai no adro, mas até agora ainda mais ninguém chegou. Não duvido que ainda vá acontecer alguma entrada importante, talvez até por empréstimo de algum dos grandes, mas Carlos Carvalhal parece querer apostar na juventude da equipa de Sub-23. Na Liga Revelação de 2018/19, os vila-condenses terminaram a fase “regular” do campeonato em primeiro lugar, à frente de SL Benfica e Sporting CP. Depois acabariam por não vencer no play-off de apuramento do campeão, mas o “sumo” que se pode extrair desta questão é que a formação do Rio Ave está bem e recomenda-se!

Para já, na pré-época, a jovem equipa que o ex-timoneiro do Swansea e do Sheffield Wednesday está a construir conta com a presença de Costinha (lateral direito), Carlos Alves (guarda-redes), Joca (médio), Vitó (médio), Leandro (avançado) Zé Domingos (avançado), e Jaime Pinto (avançado). Nada mais, nada menos que sete jogadores que subiram de escalão! Ronan David e Murilo Oliveira, ambos avançados, já foram aparecendo na “equipa A” durante o ano passado, mas foram muito pouco utilizados, daí não os incluir nestas contas.

Se vão ficar no plantel principal ou não, apenas o futuro o dirá. Neste momento, o que estes números nos dizem é que a aposta na formação não é apenas um “cliché” do futebol moderno e o seu lado mais “romântico”, mas sim uma realidade a que cada vez mais equipas continuam a recorrer para conciliar com algumas contratações cirúrgicas, poupando no investimento e procurando potenciar talento.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Carlos Vinícius realiza o sonho e reforça o Benfica!

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Carlos Vinícius é o quinto reforço do SL Benfica para atacar a temporada 2019/2020! Aos 24 anos, foi contratado em definitivo ao Nápoles por 17 milhões de euros. Assinou contrato por cinco temporadas, até 2024, com a cláusula de rescisão fixada em 100 milhões, informou o clube à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O ponta de lança brasileiro regressa a Portugal, depois de ter representado o Real SC (2017/2018) e o Rio Ave FC (2018/2019), antes de ser emprestado ao Monaco, onde jogava até se mudar de novo para o futebol português.

Formado no Santos e no Palmeiras, iniciou a carreira profissional em 2016 no também clube brasileiro Caldense. Antes de chegar a Portugal por empréstimo, representou o Grémio Anápolis em 2017. Nesse percurso, começou por chamar as primeiras atenções. Até concretizar, em julho desse ano, o sonho de jogar na Europa! Ao serviço do Real SC, na Segunda Liga, o camisola 95 – número que partilhou no Nápoles e Rio Ave – foi o segundo melhor marcador da competição com 19 golos, tendo apontado mais um na Taça da Liga. Totalizou 39 jogos. Mas não foi suficiente para salvar o clube da descida de divisão (terminou na última posição).

Seguiu-se o Nápoles. Fez a pré-temporada e saiu de imediato. Não vingou. Foi de novo emprestado, desta vez ao Rio Ave, onde na Primeira Liga, adquiriu os minutos e a experiência que precisava. Num patamar de maior exigência, foi o melhor marcador dos vila-condenses em toda a época, com 14 golos em 20 partidas. Três deles aos três grandes, curiosamente!

As boas prestações e o destaque que mostrou levaram-no, em janeiro, para o Monaco, onde cumpriu a segunda metade da época. E, de novo, emprestado pelo Nápoles! Pela terceira vez na curta e já promissora carreira! Com o regressado Leonardo Jardim no comando, estreou a camisola 11 e foi utilizado por 16 vezes. Continuou a marcar golos. Desta vez, foram mais dois.

No final da época, o mercado de transferências coincidiu com o namoro com o Benfica, onde chega na segunda metade de julho. Em declarações à BTV, Vinícius afirma que é “um sonho realizado”. Por se tratar da terceira temporada em Portugal, mostra-se conhecedor da realidade que vai encontrar. Já conhece o inferno da Luz enquanto adversário e desta vez irá vivê-lo enquanto jogador das águias. Esta consciencialização torna-se um fator importante para se adaptar ao campeão em título, onde pretende ser mais um para ajudar a cumprir os títulos e os objetivos para a nova temporada.

Com um contrato de cinco épocas, Carlos Vinícius quer continuar a vencer, ao mesmo tempo que vive o sonho de representar o Benfica
Fonte: SL Benfica

Quem já privou com Carlos Vinícius aponta-lhe caraterísticas que podem ser mais-valias para um clube grande como o Benfica: além da potência muscular, aliada à forte estrutura (1,90 cm e 86 kg), tem vindo a transformar a capacidade de remate, pressiona e desequilibra bem, é explosivo e agressivo, domina o um para um, o controlo e a progressão com bola. Daí resultaram muitos dos golos que marcou ao longo da carreira.

Como já foi referido, é ponta de lança, embora começasse por jogar a médio centro no Brasil. Mas as caraterísticas que apresentava assemelhavam-se mais a um homem forte no ataque, pela forma habilidosa como ganhava a bola e arrancava para a baliza, deixando os oponentes para trás.

Constitui uma aposta de futuro e o valor que o Benfica pagou por ele, bem como a cláusula de rescisão, provam isso mesmo. Como é óbvio, a pressão não podia ser maior. Sendo um clube campeão, cujos objetivos passam por revalidar os títulos e ganhar outros tantos, as expetativas são muitas. Por isso, para um reforço, a adaptação tem de ser mais rápida. O que não duvido, dado o método de trabalho de Bruno Lage e restante equipa técnica. A este nível, adequa-se ao sistema tático do setubalense, que privilegia o ataque organizado, que resulta na maior parte das vezes em contra-ataque e/ou ataque rápido. Sendo ponta de lança, Vinícius mais facilmente pende para um dos corredores, onde habitualmente recupera as bolas e estabelece um trajeto rápido para chegar às redes adversárias. O Benfica pode e certamente vai explorar essa vertente, que Vinícius irá intensificar sempre que for chamado.

Mas não nos esqueçamos da forte concorrência para a posição, onde existem mais três opções para um, eventualmente dois lugares no onze-tipo (Seferovic, Raul de Tomas e Cádiz – que deve ser emprestado), o que pode influenciar o tempo e a forma de utilização. Ao que tudo indica, o brasileiro será a terceira opção no ataque, sendo mais provável o espanhol e o suíço alinharem de início. A não ser, no entanto, que Lage adapte Vinícius para segundo avançado ou para um dos corredores, visto que também se sente confortável nessa posição. Se o mercado significar as saídas de Cervi, Zivkovic e eventualmente Jota, sobrarão Caio Lucas, Pizzi, Rafa e Chiquinho. E, mesmo assim, a concorrência volta a ser forte!

É certo que, com Lage, os jogadores têm utilização regular desde que o provem nos treinos. A chegada de Vinícius significa isso mesmo: a prova de que realmente vai constituir um ponto forte no Benfica. Caso contrário, voltará a não vingar e os 17 milhões poderão significar uma perda significativa de dinheiro quando se trata de uma aposta que, sendo de futuro, é para aplicar de imediato. Mas sou positivo e acredito que Carlos Vinícius será uma grande mais valia para o Benfica versão 2019/2020. Tem é de fazer por isso! E o trajeto, esse, não será nada fácil!

Foto de Capa: SL Benfica

La Course: ASO, deixa-te de tretas…

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Mais um ano e mais uma invenção da ASO na La Course by Le tour de France, a prova feminina promovida pela organização da famosa prova francesa masculina. Depois de começar como uma prova ao sprint em Paris no último dia do Tour passou para uma competição de dois dias com montanha mais um ‘contrarrelógio’ ao estilo perseguição, seguiu-se um regresso a um dia apenas, mas continuando como prova montanhosa e este ano passou a ser um circuito ondulado no mesmo percurso do contrarrelógio masculino.

Muitos têm pedido que a ASO crie uma prova por etapas, ou seja, um verdadeiro Tour feminino. Pessoalmente, não partilho dessa visão, tanto porque entendo que o ciclismo feminino não precisa de copiar o masculino na composição do seu calendário como porque há outras opções para grandes provas, como o Giro Rosa ou o futuro Battle of the North.

Ainda assim, é preocupante a incapacidade de se definir que esta prova demonstra. Isto cria dificuldade em identificação com o público e mostra até algum desrespeito pelas atletas. Aliás, maior prova disso foi o circuito deste ano, em que as ciclistas parecerem ser mais usados para dar um ‘show’ aos adeptos enquanto estes esperavam pelo crono masculino, que propriamente respeitar a prova em si.

E é bom relembrar que que também a iteração espanhola deste formato, o Madrid Challenge by La Vuelta, organizada pela Unipublic que é propriedade da ASO, também vai por caminhos semelhantes, já que a dois meses da mesma ainda nem sequer há qualquer informação sobre o percurso que será ultrapassado.

Não é que a corrida tenha sido fraca. Foi exatamente o oposto. As atletas demonstraram exatamente porque dá tanto gosto de seguir o ciclismo feminino, com ataques, jogadas táticas, espetáculo e uma vitória com estilo.

Desde cedo que se verificaram muitos ataques e a fuga do dia constituiu-se robusta com vários elementos interessantes e muitas das principais equipas representadas. A meio da prova houve movimentação tática de algumas equipas quando um pequeno grupo tentou chegar à frente, o que proporcionou uma reação do pelotão para o evitar, fazendo também assim diminuir a vantagem das da frente.

van Vleuten continua na frente da classificação do World Tour
Fonte: La Course by Le Tour de France

Já na parte final e com a fuga inicial alcançada, atacou forte Amanda Spratt e a australiana parecia até bem encaminhada, entrando no quilómetro final com ainda alguma vantagem. Mas, mais uma vez, a fenomenal Vos não se fez rogada e atacou na colina colocada bem perto da meta, acelerando a solo para uma vitória autoritária, conquistando a La Course pela segunda vez, depois de ter também triunfado em 2014 na edição inaugural.

Foto de Capa: CCC-Liv

A saída do armário da Fórmula E

Antes desta quinta temporada, a Fórmula E era como um adolescente que tentava ser como a irmã mais velha, a Fórmula 1. Porém, a Fórmula E sempre foi mais rebelde, talvez por ser mais imatura, mas também devido às manias de adolescente de ser tecnologicamente mais avançado e preocupado com o ambiente. Sempre que organizava um evento era o caos total, ao contrário da Formula 1 que é sempre muito arrumadinha, e apesar de ser um bocado ‘chatinha’ com as manias ambientais, todos temos um fraquinho pela rebeldia da Fórmula E, contudo, ela acabou de sair da puberdade, e está a lançar-se para um futuro muito interessante.

Nesta temporada vimos muitas mudanças profundas na Fórmula E, desde os carros muito mais exóticos, rápidos e resistentes, a truques curiosos para tornar as corridas mais interessantes como o “Attack Mode”. Estas mudanças deram personalidade própria à Fórmula E, naquela que se tornou a época mais popular e entusiasmante até agora.

Os novos carros da Geração 2, possuem um design muito futurista.
Fonte: Formula E

Até ao último terço da época havia cerca de dez pilotos com uma hipótese realista de conseguir o título. Com uma vitória do décimo classificado, facilmente se saltava para primeiro do campeonato, tal a loucura que se via nas corridas e nas classificações. Nas primeiras oito corridas vimos oito pilotos a vencer de sete equipas diferentes. Isto são números que criavam um ambiente de imprevisibilidade neste campeonato.

Isto foi ajudado por um início de temporada muito inconstante de Jean-Éric Vergne (DS Techeetah). O piloto francês era campeão em título, mas as primeiras corridas da época ficaram marcadas por acidentes e por um claro desespero em chegar à vitória, fazendo ultrapassagens muito mal calculadas que ,demasiadas vezes, acabaram em acidente. Quando voltou ao topo do pódio no Mónaco tudo mudou. Regressou o JEV que venceu no ano passado, e foi a fase mais consistente dele durante a época, sendo que aqui conseguiu afastar-se do candidato mais próximo, Lucas Di Grassi (Audi Sport).

Jean-Éric Vergne foi campeão pela segunda vez consecutiva.
Fonte: Formula E

A época fica marcada pela falta de consistência dos pilotos e dos carros, por exemplo, o carro da Nissan E-Dams sempre foi um dos melhores carros, mas Sebastien Buemi e Oliver Rowland encontravam sempre problemas. O carro da Mahindra começou a época muito bem, com Jerome D’Ambrosio e Pascal Wehrlein a serem considerados candidatos, mas depois do bom inicio de época nunca mais ameaçaram, Sam Bird (Virgin Racing) é outro exemplo de perda de forma.

Olhando para o representante português desta série, António Félix da Costa (BMW I Andretti) foi um dos maiores exemplos desta inconsistência. A época começou da melhor forma, com um carro competitivo e uma vitória na primeira corrida. Na segunda corrida em Marraquexe, o português chocou contra o colega de equipa, e retirou-se da corrida. A partir daqui foi presença constante nos pontos, mas eram poucos, e acabou por não ser o suficiente para trazer o título para casa.

Apesar do bom início de época, não foi o suficiente para Félix da Costa conseguir vencer o campeonato.
Fonte: Formula E

No que toca à qualidade das corridas, as mesmas variavam entre batalhas titânicas pela liderança, como Mitch Evans e Jean Éric Vergne em Berna, ou o caos total como o E-Prix do México e a primeira corrida da final de Nova Iorque. De qualquer das formas, nunca faltava entretenimento para os fãs de desporto motorizado, e este ano, serviu para estabelecer a Fórmula E como um desporto sério com uma identidade própria.

A Fórmula E nunca foi tão grande como agora, e isso é marcado pela presença de grandes marcas do automobilismo mundial. Marcas como Audi, DS, BMW, Nissan e Jaguar são conhecidas pelo mundo inteiro, e para a próxima época, já está confirmada a adição da Mercedes e da Porsche, duas figuras gigantes do desporto motorizado. Isto é compreensível, o futuro do mundo real dos automóveis está dominado neste momento pela aposta na eletrificação, e nesta série, as marcas podem desenvolver as suas tecnologias de mobilidade elétrica e usar o sucesso nas pistas como ferramenta de marketing para promover as mesmas. No fundo, esta foi a época em que a Formula E se tornou mais relevante para o mundo real do que a Formula 1 e isso é um salto de gigante para uma categoria tão jovem.

Uma época cheia de batalhas deliciosas e corridas entusiasmantes.
Fonte: Formula E

O futuro é entusiasmante, esta foi uma época de experimentação, e resultou. Foi criada uma identidade muito própria com os resultados à vista. A popularidade disparou esta época graças à qualidade das corridas, uma possível lição para a Fórmula 1. A Fórmula E acabou de marcar uma posição ao desviar-se de concorrente Fórmula 1, para se tornar um desporto bastante diferente, ao contrário de um substituto. É mais que possível gostar dos dois, e para quem gosta verdadeiramente de corridas e competição, não há muitos desportos motorizados melhores.

Foto De Capa: Formula E

Senegal 0-1 Argélia: Golo madrugador dá CAN às “Raposas do Deserto”

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No jogo da final do CAN’19, a Argélia foi mais forte e bateu o Senegal por 0-1, conquistando o ambicionado troféu. Após 27 dias de competição, eis a tão aguardada final: frente a frente iriam estar dois fortes candidatos a levar o “caneco” para casa – o Senegal pretendia vencer pela primeira vez a prova, ao passo que a Argélia queria terminar com o longo jejum de 29 anos sem vencer o CAN (último triunfo tinha ocorrido em 1990). As duas seleções já se tinham na fase de grupo, com as “Raposas do Deserto” a vencerem pela margem mínima os “Leões do Teranga”.

Perante um Estádio Internacional do Cairo praticamente lotado, a Argélia entrou a todo o gás e fez o primeiro golo logo a abrir a partida: Baghdad Bounedjah trabalhou bem do lado esquerdo, puxou para o meio e o seu remate foi desviado em Salif Sane que traiu Gomis. O golo madrugador argelino certamente seria um excelente aperitivo para o resto da final.

A resposta senegalesa à desvantagem madrugadora tardava em aparecer, e isso era justificado pelo facto do Senegal apostar num futebol mais direto e não tanto num jogo que passasse pelos criativos Sarr e Mané.

Foi preciso esperar até ao minuto 37 para se ver o primeiro lance de perigo do Senegal: Niang desferiu um potente remate à entrada da área que passou perto da barra da baliza de M’Bolhi. O remate empolgou os senegaleses que terminaram a primeira parte em cima da defesa argelina, que ia fazendo os possíveis para manter a bola longe da sua baliza e conservar assim a vantagem preciosa que se manteve até ao apito do árbitro para o descanso.
Bounedjah adiantou cedo a Argélia no marcador
Fonte: CAF

O segundo tempo começou a um ritmo lento, com as duas seleções a jogar um futebol desinteressante e à base do “chutão para a frente”, o que de certo modo tirava beleza à final. O primeiro lance surgiu aos 58’, num livre direto por Saivet que foi de defesa fácil para M’Bolhi. O livre parece ter dado o mote para a partida ganhar maior emoção: no minuto a seguir, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Senegal, contudo, e após consulta do VAR, voltou com a decisão atrás.

O Senegal não se foi abaixo, e continuou a carregar em busca do empate, com Niang a voltar estar perto de marcar: aos 65’, o avançado isolou-se bem e contornou o guardião adversário, mas o seu remate saiu por cima da baliza. M’Bolhi fez uma excelente defesa três minutos depois a remate de Youssouf Sabaly. O técnico senegalês lançou para os últimos 15 minutos Mbaye Diagne, mais um avançado para alcançar o golo de empate.

O jogo ia caminhando a passos largos para o seu fim, com a Argélia a fazer de tudo para manter o Senegal longe da sua área. Já com os conhecidos Slimani e Brahimi em campo, os argelinos foram competentes no capítulo defensivo e beneficiaram do facto do Senegal estar a jogar “mais com o coração do que com a cabeça” nos instantes finais, o que impediu ter a frieza necessária para criar uma oportunidade digna de registo.

O jogo acabaria pouco depois com o triunfo pela margem mínima a favor da Argélia. Numa partida que não foi sempre bem jogada, as “Raposas do Deserto” foram matreiras e conseguiram aguentar a vantagem obtida no início do encontro, o que permite alcançarem o segundo CAN, 29 anos depois da última conquista.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Senegal: Alfred Gomis, Youssouf Sabaly, Salif Sane, Cheikhou Kouyaté, Lamine Gassama, Idrissa Gueye, Papa Ndiaye (Kreppin Diatta, 58’), Henri Saivet (Mbaye Diagne, 75’), Ismaila Sarr, Sadio Mané e M’Baye Niang (Keita Baldé, 84’)

Argélia: Rais M´Bolhi, Mehdi Zeffane, Aissa Mandi, Djamel Benlamri, Ramy Bensebaini, Adlène Guédioura, Ismael Bennacer, Riyad Mahrez, Sofiane Féghouli (Mehdi Jean Tahrat, 84’), Baghdad Bounedjah (Islam Slimani, 88’) e Youcef Belaili (Yacine Brahimi, 83’)

«Bruno Fernandes é merecedor de outras equipas e campeonatos» – Entrevista BnR com Vítor Bruno

Natural de Vila de Conde, Vítor Bruno transporta para dentro das quatro linhas o caráter destemido que caracteriza as gentes de uma cidade pródiga em produzir talento. Formado no FC Porto, foi em Penafiel que deu o salto para a estreia na Primeira Liga. Seguiu-se uma experiência no estrangeiro, onde conquistou a Taça da Roménia, ao serviço do Cluj. Com a camisola do Feirense, consagrou-se como um dos defesas mais estóicos do campeonato português. Em exclusivo ao Bola na Rede, o defesa de 29 anos revisitou o passado, lembrou que tem mais um ano de contrato com o Feirense e lançou o futuro no qual, palavras do próprio, se vê como treinador.

– Os primórdios e a importância da formação –

“Vivemos numa sociedade em que os pais almejam mais a carreira futebolística para os seus filhos do que as próprias crianças.”

Bola na Rede: “As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro.” Consegues relacionar esta frase do filme The Giver com o teu primeiro contacto com o futebol ao serviço do Fajozes e do Unidos ao Varzim?

Vítor Bruno: Antes de mais, quero agradecer o convite e elogiar a vossa página, a qual, com muito agrado e entusiasmo, acompanho regularmente. Revejo-me muito nessa citação, até porque todos nós temos um começo, um início, por mais modesto que seja. Cresci a jogar onde nasci, com os meus amigos de rua e de escola. São momentos que acabam por nos acompanhar no nosso crescimento. Tudo o que vamos vivendo nessa fase são bases e alicerces para o futuro. Ainda hoje, já com 29 anos, quando há uma folga ou um tempo livre, procuro essas raízes, essas vivências. Não no contexto de jogo, mas sim num contexto de conforto familiar. Portanto, e sintetizando, esses momentos foram importantes e inesquecíveis.

BnR: A próxima época assinala o regresso do FC Famalicão ao primeiro escalão do futebol português. Há 17 anos, ingressavas nos infantis deste clube para, no ano seguinte, rumares ao FC Porto, por onde ficaste até aos juniores. Qual a importância que atribuis à formação de um jovem atleta?

VB: [A formação é] Muito importante, crucial até, diria; ainda que hoje vivamos numa sociedade em que os pais almejam mais a carreira futebolística para os seus filhos do que as próprias crianças. Li, há tempos, uma entrevista fantástica do Luís Castro, que fala exatamente disso: um pai fica insatisfeito pelo filho não jogar e é capaz de ir pedir explicações ao treinador; porém, se tiver más notas na escola ou um comportamento incorreto, é provável que isso lhe passe completamente ao lado. Por aqui, percebemos que a prioridade passa por que os filhos sejam jogadores profissionais e não boas pessoas.

Acredito que isto é um problema cultural que tem de ser combatido. Como? Os clubes têm de criar formas de “castigarem” os pais e não os filhos. Creio, até, que já existem, em certos clubes de formação, regras e normas de funcionamento nesse sentido. Temos de criar desde início, desde a base, a noção do fair-play e respeito pelo adversário. Temos o exemplo de La Masia, que forma inúmeros talentos mas, acima de tudo, grandes homens, como o Xavi já teve oportunidade de referir num artigo que li há tempos. Para exemplificar, eu costumava acompanhar o meu cunhado há uns bons anos, que jogava na formação do Penafiel, e ficava estupefacto com o comportamento e atitudes dos pais. Desde insultos a árbitros, a adversários e indicações aos filhos.

Um filho que esta lá dentro, a tentar dar o seu melhor e cumprir com a estratégia, conseguirá jogar no seu máximo? No final de cada jogo, o importante é perguntar: “divertiste-te filho?”. Convém não perdermos a noção de que os miúdos que jogam e assistem a isto tudo hoje serão os adeptos ou os jogadores de amanhã.

Fonte: Facebook de Vitor Bruno

BnR: Seguiram-se CD Candal e GD Ribeirão, antes de atingires a glória em Penafiel. Quais foram as principais dificuldades que sentiste na transição para sénior?

VB: Sempre tive na minha cabeça que ia lá chegar. Porém, nesta fase, foi quase como ter de voltar ao início. Saí dos juniores do FC Porto, onde até tinha dado um contributo importante para ganharmos a Liga Intercalar, e acabei por cair na terceira divisão, desamparado. Os meus colegas – todos eles – arranjaram melhores destinos que eu. Quantas vezes me perguntei se valia a pena? Quantas vezes pensei em desistir?

Trabalhava e ajudava no restaurante do meu irmão até à hora do almoço e, depois, fazia a viagem de Fajozes até Gaia para treinar ao fim de tarde. Ganhava uns míseros 50 euros, que nem dava para as ajudas de custo. Então, coloquei um objetivo bem presente na minha cabeça e nunca mais me esqueço. Estava na terceira divisão, mas, no ano seguinte, tinha de subir um patamar e assim sucessivamente até chegar a profissional. Assim foi. Em relação ao futebol, em concreto, dificuldades foi ter de lidar e treinar com homens que não fazem da modalidade a sua principal atividade e com objetivos diferentes. As próprias condições e infraestruturas… foi aí que caí na realidade. Porém, isso também te dá uma bagagem enorme. Foi absolutamente importante aprender com tudo o que vivi.

Fonte: Facebook de Vitor Bruno

O entusiasmante mercado em Sevilha: Os 9 reforços (para já) da era Lopetegui

O regresso do emblemático diretor desportivo, Monchi López, foi o primeiro sinal de que as coisas para os lados do clube de Sevilha iam ser bem agitadas, no sentido positivo é claro. Conhecido pela arte de adquirir jogadores interessantes, o espanhol volta à uma casa que foi sua durante 29 anos, primeiramente como guarda-redes (1988 – 1999) e depois como diretor desportivo (2000-2017). Não teve grande êxito nos dois anos em que esteve na AS Roma, acabando por ele e o treinador serem despedidos depois de um investimento forte e da eliminação nos “oitavos” da última edição da Liga dos Campeões, frente ao FC Porto.

Monchi López inicia as suas funções em março, e em junho Julen Lopetegui é contratado para treinador. Juntam-se duas figuras emblemáticas, reconhecidas pelos excelentes negócios e jogadores que conseguem concretizar. Nunca é demais relembrar que Lopetegui na sua passagem pelo FC Porto conseguiu “atrair” jogadores como: Aboubakar, Brahimi, Tello, Casemiro, Óliver Torres. Isto tudo para chegar à conclusão de que com investimento o treinador espanhol consegue criar plantéis interessantes de se acompanhar.

E tal já começou a acontecer. Estamos em julho e o plantel do Sevilha já “brilha” com nomes interessantes. Até agora o clube gastou cerca de 123 milhões de euros, mas parece não ficar por aqui mas para já apenas mencionar os reforços até agora adquiridos.

Thierry Anti: A confirmação da mudança

Desde o início da década de 2010, o andebol português foi sofrendo um conjunto de alterações e evoluções que tinham como objetivo recuperar o nível e credibilidade que se havia perdido nos anos anteriores – má gestão financeira e desportiva dos clubes e da federação tinham deixado o nome de Portugal um pouco manchado na Europa.

Todas essas alterações atingiram o seu expoente máximo na época que agora acabou. Um ano de 2018/2019 que foi absolutamente histórico e que terminou com a confirmação de que finalmente se tinha recuperado a reputação perdida.

Quando, no passado dia 15 de Junho, o Sporting Clube de Portugal anunciou Thierry Anti como seu novo treinador, substituindo Hugo Canela no comando técnico dos leões, percebeu-se que o mote já não era a recuperação, mas sim a afirmação e o crescimento do andebol nacional na europa.

Francês de 60 anos, Anti fez toda a sua carreira em França. Venceu um campeonato francês, uma segunda divisão francesa, quatro Taças de França, uma Supertaça, duas Taças da Liga e na época 2017/2018 levou o Nantes até à final da Liga dos Campeões, perdendo na final frente ao Montpellier.

Nos dez anos que esteve ao serviço do Nantes, entre 2009 e 2019, levou um clube pequeno, que acabara de subir à primeira divisão francesa, aos maiores palcos do andebol europeu e a ser favorito em todas as competições que disputa. Com um crescimento sustentado e gradual, o Nantes foi ganhando o seu espaço a nível interno, e dois anos depois da sua chegada apurou-se pela primeira vez para as competições europeias, um dos marcos na história do clube. Desde então, o rumo da equipa francesa tem sido de constante crescimento, lutando várias vezes cara-a-cara com adversários com orçamentos muito superiores.

Thierry Anti levou a equipa de Nantes à final da Liga dos Campeões de Andebol, perdendo para o Montpellier
Fonte: HBC Nantes

Thierry Anti é, atualmente, um dos melhores treinadores do mundo. No entanto, pode ficar a pergunta: Hugo Canela era bicampeão, vencedor de uma Taça Challenge e acabava de fazer uma caminhada histórica na Liga dos Campeões, perdendo apenas frente ao vice-campeão europeu Veszprém. Porquê mudar?

Esta é uma pergunta pertinente e que não tem uma reposta certa. Hugo Canela é também, neste momento, um dos melhores treinadores a nível europeu, e a equipa parecia seguir na direção correta, com uma mistura interessante de experiência e jovens vindos da formação. Mas agora é Anti o timoneiro da equipa leonina, e o futuro parece risonho.

O andebol português é, nos dias de hoje, um mercado bastante apetecível, e não só para atletas em fim de carreira que querem aproveitar os seus últimos anos num país com bom tempo e boa gastronomia. O apuramento para o Europeu 2020 a nível de seleções e as excelentes campanhas de Sporting CP, FC Porto e Madeira SAD nas competições europeias chamaram a atenção e demonstraram toda a qualidade existente. Não só isso, mas também mostraram que Portugal e os seus clubes podem ambicionar outros voos e que apenas participar já não é o suficiente.

A contratação de Anti é uma confirmação desta afirmação e é uma aposta por parte do Sporting na tentativa de voltar a conquistar um título europeu no futuro próximo. O primeiro passo está dado com a aposta num treinador experiente nas competições europeias. Agora tudo irá depender do mercado. Mas uma coisa é certa.

O andebol português está bom e recomenda-se, e a chegada de uma figura deste gabarito foi apenas o primeiro passo naquele que, pode ser, um novo capítulo de ouro na sua história.

Foto de Capa: SCP Modalidades

Bura | Da CAN diretamente para o Algarve

Jorge Braíma Nogueira, mais conhecido no mundo do futebol por Bura, foi oficializado no SC Farense, actualmente na II Liga. Bura junta-se assim ao vasto leque de reforços que chega ao clube algarvio, entre os quais Rafael Vieira, Rafael Furlan, David Sualehe, Bandarra e Fabrício Simões. O médio defensivo guineense de 23 anos assinou um contrato válido para as duas próximas temporadas, ficando o Farense com mais um ano de opção.

Quem trabalhou com ele é unânime em realçar a sua humildade bem como a qualidade dos seus atributos técnicos.

Bura é oriundo de Nhacra, Guiné-Bissau. Deu os seus primeiros passos no Futebol no Estrela Negra de Bissau, onde foi “descoberto” por Emanuel Tê (ex União de Leiria) que passou a ser o grande impulsionador da sua ainda curta carreira. É todavia no Benfica de Bissau que Bura começa a ganhar mais destaque por evidenciar um talento incomum, sobretudo após um jogo amigável realizado com a equipa B do SL Benfica no Estádio Nacional 24 de Setembro.

Em Dezembro de 2015, o clube então campeão da Guiné-Bissau chegou a enviar Bura para um estágio no clube da Luz, onde todavia não conseguiu ficar. Bura rumou então, através do incentivo de Emiliano Tê, rumou para Os Vilanovenses, da AF Guarda.

Na temporada seguinte (2017-2018), o jovem guineense ingressou como reforço no plantel do Clube Oriental de Lisboa, no qual viria a tornar-se um elemento chave. Ao serviço dos marvilenses, então liderados pelo técnico António Pereira, Bura marcou oito golos em 30 jogos a contar para o Campeonato de Portugal e para a Taça de Portugal, despertando assim o interesse de outros clubes nacionais como o CF “Os Belenenses”. De frisar que no clube lisboeta, Bura demonstrou versatilidade podendo ocupar diversas posições no meio campo e tendo chegado até a jogar como defesa central. A página de Facebook afeta ao Oriental, a “Voz Orientalista”, caracterizou-o mesmo “Médio defensivo que gosta de ter a bola em posse, com bom passe, remates certeiros e imagine-se, goleador nato!”.

Bura ao serviço do emblema de Marvila
Fonte: Clube Oriental de Lisboa

Na época 2018/2019, Bura é cedido por empréstimo ao CD Aves para integrar a sua formação de sub-23, pela qual conquistou a Liga Revelação e a Taça Revelação. A sua prestação na formação avense valeu-lhe a convocação para disputar a CAN ao serviço da selecção da Guiné-Bissau.

Agora, vindo da CAN, Bura chega ao SC Farense que se apresenta com uma grande ambição para a nova época. Na verdade, o jovem “trinco” tem tudo para se afirmar como um dos jogadores mais decisivos da turma algarvia na próxima edição da II Liga.

Foto de Capa: SC Farense