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GP Áustria: A Fórmula 1 voltou!!

Após um princípio de ano muito tremido, com o domínio da Mercedes bem estabelecido nesta época, principalmente após o Grande Prémio de França, a Fórmula 1 necessitava de uma injeção de adrenalina. Essa injeção apareceu na forma do Grande Prémio da Áustria, que foi, sem sombra de dúvida, a melhor corrida do ano.
Desta feita não houve dobradinha da Mercedes, mas um pódio de três equipas diferentes, lideradas por Max Verstappen, seguido de Leclerc e Bottas.

A primeira volta foi, mais uma vez, de loucos, com Verstappen a sair muito mal e cair para a 8.ª posição, enquanto que Lando Norris se colocou à frente de Hamilton e seguiu em terceiro por uns segundos, até que é ultrapassado por Hamilton e Kimi Raikkonen que salta para 4.º. Com o passar das voltas o mundo começou a descobrir o seu ritmo normal, com Vettel e Verstappen a tratarem facilmente do Mclaren e do Alfa Romeo.

Apesar da liderança saudável conseguida nas primeiras voltas,  a ideia geral era de que a estratégia da Mercedes era superior, tendo os pilotos começado com o pneu médio, mais duradouro, comparado com o macio de Leclerc, porém, as voltas passavam e o Ferrari não perdia velocidade para os Mercedes, acabando por ser Bottas o primeiro a ceder, seguido de Vettel, que numa estratégia inteligente que atrasaria o finlandês, entrou ao mesmo tempo nas boxes, contudo, não correu de feição ao alemão, tendo em conta que apanhou os mecânicos de surpresa e estes não tinham os pneus prontos, primeiro erro estratégico com Vettel da parte da Scuderia.

Leclerc respondeu de imediato à paragem de Bottas e colocou os pneus duros, dando a liderança da corrida a Hamilton e Verstappen.  O britânico, procurava prolongar a vida dos pneus, contudo, um problema na asa dianteira deixou-o com pouca downforce, o que fez os tempos de volta começarem a aumentar. O campeão mundial parou, mas ao mudar de asa acabou por perder mais tempo do que numa pit stop normal, e caiu para a 5.ª posição atrás de Vettel. Quando Verstappen parou, também conseguiu colocar-se à frente do britânico.

E foi aqui que começou o ataque do piloto da Red Bull. Primeiro, tratando de Vettel, como se o alemão não fosse nada, de seguida, a aproximação a Bottas, que não teve hipótese de o segurar, a partir daqui a mira estava em Leclerc.

Após a ultrapassagem de Verstappen, Vettel entra nas boxes para colocar pneus macios e provavelmente tentar a volta mais rápida. Erro dois da Ferrari na corrida. Da forma que Bottas estava, Vettel podia ter a possibilidade de lutar por um lugar no pódio, contudo, arriscou perder o 4.º lugar, por apenas mais um ponto, quando havia velocidade suficiente para chegar a Bottas.

E assim começaram as duas grandes batalhas da corrida, Leclerc contra Verstappen e Vettel contra Hamilton. A segunda batalha acabou por ser simples, Hamilton não tinha velocidade nenhuma, e o alemão tratou dele facilmente, já a primeira foi uma das melhores batalhas dos últimos anos na Formula 1.

Verstappen era claramente mais rápido, e os dois pilotos de 21 anos, atacaram e defenderam durante cerca de três voltas sem parar. Nas primeiras tentativas, Leclerc ainda conseguiu aguentar o holandês, mas a três voltas do fim, Verstappen lança-se ao interior de Leclerc, e domina a curva, culminando num pequeno toque que obriga o monegasco da Ferrari a sair da pista. À data da redação deste texto, o incidente ainda está sob investigação.
O momento que define a corrida
Fonte: Formula 1

Como raramente há tanta ação na frente da corrida, há um maior foco nestes textos no pelotão, mas também foi um dia muito mexido na parte de trás da tabela. Norris fez mais uma corrida fantástica, acabando na 6.ª posição, seguido de Gasly, que continua longe, mas muito longe do seu colega de equipa. Destaque para Carlos Sainz, que começou lá atrás após penalizações de motor, e conseguiu subir para a 8.ª posição, mais uma grande corrida do espanhol, e mais um grande fim-de-semana para a Mclaren, que é, sem sombra de dúvida, a equipa superior do pelotão.

A fechar os pontos ficaram os Alfa Romeo, Kimi Raikkonen em 9.º e Giovinazzi a conseguir os seus primeiros pontos da época em 10.º. Desilusão para a Renault e para a Haas. Os franceses vinham de uma excelente série de pontos, que acabou aqui, e os americanos, mostraram mais uma vez graves problemas na gestão dos pneus. Segundo Gunther Steiner, os pneus ficam como um hambúrguer mal feito, esturricados por fora, e gelados por dentro, muito estranho sem dúvida.

Mais um excelente resultado para a Mclaren
Fonte: Formula 1
Assistimos então à melhor corrida do ano, e à primeira vez que a Mercedes mostrou fragilidade este ano, pura e simplesmente não tiveram a velocidade em nenhum momento da corrida. Leclerc não fez nada errado na corrida, pura e simplesmente teve pela frente um Max Verstappen endiabrado pelo vislumbre da armada laranja que veio da Holanda para o apoiar.
Que seja um princípio de maior competitividade esta época…

Do CNS à fama na Primeira Liga

A última presença do Futebol Clube de Famalicão na Primeira Liga decorreu na temporada de 1993/1994, na qual o clube minhoto acabaria por consumar a despromoção à Segunda Liga, terminando o campeonato no penúltimo lugar. Nos anos seguintes, o clube passaria por uma grave crise financeira, fruto de sucessivas más gestões, passando muitos dos anos seguintes nos escalões regionais/distritais.

Há cinco épocas atrás, na temporada 2014/2015, o FC Famalicão, já sob alçada de uma estrutura directiva estável, competia no Campeonato Nacional de Seniores. E já naquele tempo, o clube dava que falar pela sua forte ligação aos sócios/adeptos, que enchiam o Estádio 22 de julho jogo após jogo. Nessa época, o clube realizou uma temporada notável, chegando aos quartos-de-final da Taça de Portugal (sendo eliminado pelo Sporting CP) e alcançou a subida à Segunda Liga, consumando o regresso aos escalões profissionais.

Desde então, o objectivo do clube famalicense passou por solidificar a sua posição no futebol profissional, de forma competente e realista, destacando-se ainda pela construção de uma academia, que seria inaugurada no dia 2 de junho de 2018.

No entanto, com o objectivo de levar o FC Famalicão mais longe, procedeu-se a uma mudança de paradigma na gestão do futebol profissional. O primeiro passo nessa mudança de paradigma foi dado no dia 1 de julho de 2017, quando os sócios aprovaram em Assembleia Geral a transformação jurídica do FC Famalicão de SDUQ (Sociedade Desportiva de Unificação por Quotas) para SAD.

Miguel Ribeiro é o homem forte da estrutura do futebol do FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

Quase um ano depois, no dia 23 de Junho de 2018, numa Assembleia Geral extraordinária, foi aprovada a venda do capital da SAD a accionistas estrangeiros. E seis dias depois, chegaria aquele que seria o catalisador desta mudança de paradigma: dia 29 de junho de 2018, o FC Famalicão anunciou a venda de 51% das acções da SAD à Quantum Pacific Group, com direito de opção de extensão para 85%. Começava assim uma nova era na história do Futebol Clube Famalicão.

A Quantum Pacific Group é uma holding que investe em diversas áreas e é também o grupo que detém 32% das acções da SAD do Atlético de Madrid. Uma das peças-chave nesta união foi o superagente Jorge Mendes, que tem uma relação próxima com Idan Ofer, accionista maioritário da Quantum Pacific; e também com aquele que seria o CEO da SAD da SAD, Miguel Ribeiro.

Luís Miguel Ribeiro é um homem da terra, natural da freguesia de Joane, que trabalhou como Director Geral do Rio Ave FC entre 2011 e 2018, fazendo parte do melhor período da história do clube, no qual realizou o melhor campeonato da história (quinto lugar em 17/18 com 51 pontos), bem como três qualificações para a Liga Europa. O seu pai fazia parte da direcção do clube aquando da sua última presença na Primeira Liga e agora, é o novo homem forte da estrutura do futebol profissional do FC Famalicão, estando por detrás dos dois restantes membros do Conselho Administrativo da SAD: Jorge Silva, presidente do FC Famalicão; e Amit Singh, representante da Quantum Pacific.

Chegado ao clube, Miguel Ribeiro estabeleceu como primeiro objectivo fazer do FC Famalicão um “clube de Primeira na Segunda”, profissionalizando o clube com a implementação dos departamentos de saúde, de comunicação, de marketing e departamento financeiro. O departamento de futebol também sofreu alterações: no cargo de Director Desportivo, João Tomás (ex-avançado internacional português) foi substituído por Chico, que representou o clube enquanto jogador entre 2013 e 2017; e o cargo de Secretário Técnico a ser desempenhado por João Silva, que já trabalhou com Miguel Ribeiro no Rio Ave FC. A SAD ainda recuperou o relvado do Estádio 22 de julho e disponibilizou um campo de treinos ao lado do campo principal.

A primeira época desta nova sociedade não podia ter corrido melhor, com o FC Famalicão a conseguir a subida de divisão, 25 anos após a última presença na Primeira Liga. Mas a SAD não baixou os braços e começou imediatamente a preparar o regresso à elite do futebol português.

Miguel Ribeiro continuou a investir na profissionalização do clube, com a implementação dos Departamentos de Rendimento e de Scouting. A estrutura do futebol de formação também foi reforçada com um novo director (Rui Silva), com destaque ainda para a criação de uma equipa de sub-23, que irá competir, já na nova época, na Liga Revelação, sendo orientada por António Barbosa (ex-Vilaverdense). Foi também criada uma equipa de futebol feminino, que começará a competir na Segunda Divisão.

João Pedro Sousa é o timoneiro da equipa famalicense no regresso à Primeira Liga
Fonte: FC Famalicão

O investimento nas infra-estruturas também não ficará por aqui, com a construção da segunda fase da academia, bem como de um novo estádio no mesmo local do antigo (à imagem do que aconteceu com os Estádios do Bessa e dos Barreiros), cujas previsões apontam que esteja concluído em 2021.

Quantos aos objectivos para a primeira época no escalão máximo do futebol português, o clube tem a ambição de conseguir lutar pelos lugares de acesso às competições europeias, ao ponto de já estarem a tratar do licenciamento para a UEFA (de movo a evitar o que aconteceu com o CD Aves e o Moreirense FC). No entanto, Miguel Ribeiro explicou numa entrevista à TSF, que o primeiro objectivo nesta nova etapa, será implementar uma cultura desportiva no clube, que consiste em construir uma nova equipa e implementar-lhe a mentalidade de que é possível vencer todos os jogos.

Em termos da construção do plantel, o clube também já colocou as primeiras pedras. O novo treinador é João Pedro Sousa. O ex-adjunto de Marco Silva irá cumprir a sua primeira experiência como treinador principal no futebol profissional, e é o homem no qual a estrutura acredita ter aquilo de que a equipa precisa, no sentido de implementar um futebol positivo que evolui e valoriza os jogadores.

Também já foram anunciados alguns reforços, tais como o lateral-direito Lionn (ex-Rio Ave FC e CD Chaves), os médios Lawrence Ofori (ex-Leixões e CD Feirense), Cafú Phete (ex-Vitória SC) e Guga Rodrigues (ex-SL Benfica), o médio-ofensivo Rúben Lameiras (ex-Tottenham) e os extremos Fábio Martins e Diogo Gonçalves, por empréstimo do SC Braga e SL Benfica, respectivamente.

O CEO Miguel Ribeiro também tem feito questão de enaltecer o papel da massa adepta fervorosa e apaixonada do FC Famalicão, que dá uma força que também tem ajudado o clube a crescer. Têm havido vários eventos sociais e ainda a criação de marcas como a “Famalicão Seguros” de modo a manter a proximidade entre clube e adeptos, fazendo jus à máxima de que “temos de cuidar de quem cuida de nós”.

Este é um projecto bastante ambicioso e que certamente fará do FC Famalicão um dos clubes a observar nos próximos anos, há uma lição mais importante a retirar deste caso.

Vivemos numa altura em que as SADs e os investidores têm uma reputação bastante manchada no futebol português, tanto devido a casos em que accionistas estrangeiros guiam o clube seguindo os seus próprios interesses, como a casos em clubes são geridos até à ruína financeira e em que depois se vende as acções da SAD a um investidor que serve como pronto-socorro para tapar buracos.

Portanto, o caso da sociedade entre o FC Famalição e a Quantum Pacific Group é um exemplo que mostra que também existem accionistas capazes de trabalhar em conjunto com o clube em prol de um objectivo comum. E é uma lição para que outros clubes não cometam o erro de venderem as acções da SAD ao primeiro investidor que apareça pela frente, mas sim para que cada proposta de venda seja estudada e ponderada para bem do clube.

Foto de Capa: FC Famalicão

Copa América 2019 | O que foi e a glória que ainda está por alcançar

A edição 46 desta Copa América tem tido momentos brilhantes, contrariando os estranhos jogos dos quartos-de-final, em que, dos quatro disputados, três (!) culminaram sem o âmago do futebol: o golo.

O triunfo da Argentina por 2-0 diante dos venezuelanos confirmou subida de rendimento da Seleção das Pampas, que já tinha ficado latente no último e decisivo jogo da fase de grupos com o Qatar. A estreia ficara ensombrada pela derrota aos pés da Colômbia de Queiroz, mas, pior do que os dois golos sem resposta, fora mesmo a conexão (ou falta dela) patenteada pela equipa, algo que se manifestara de forma acentuada na 2.ª jornada, frente ao Paraguai. Setores desligados, organização defensiva muito vulnerável, equipa sem ideias…

Fonte: CONMEBOL

Como foi supracitado, diante do Qatar os ventos da mudança chegaram, tendo, assim, vindo para ficar no confronto com a Venezuela. E não se pense que a Seleção asiática fora o adversário ideal para o (re)lançamento argentino nesta competição. Os campeões asiáticos, que varreram autenticamente todos os adversários na Taça do seu continente no primeiro mês do ano (sete vitórias em sete jogos), evidenciaram qualidade de jogo superior, ainda que, na mesma medida, ingenuidade. O primeiro golo sofrido diante da Argentina fora exemplo disso (erro colossal na saída de bola, oferecendo de bandeja liderança no marcador aos Albiceleste).

É uma Seleção jovem, pouco experiente, mas que está a crescer a olhos vistos, sob a batuta do espanhol Félix Sánchez. Excelentes princípios, à espanhola, e jogadores que prometem dar que falar no futuro (como são os casos de Akram Afif, Almoez, Madibo, Al Haydos e Abdelkarim). O ponto mais fraco reside, sem dúvida, na baliza. Problema que terá de ser urgentemente resolvido pelos responsáveis do país que organizará o próximo Campeonato do Mundo. Veremos como se apresentarão os qataris na 47.ª edição da Copa América, no próximo ano, com a certeza de que voltarão como convidados.

O grupo de argentinos, qataris e paraguaios foi liderado pela única Seleção com pleno de triunfos na fase de grupos: a Colômbia, orientada pelo português Carlos Queiroz. Exibições consistentes e seguras (em sentido literal) bem à imagem do timoneiro luso, com uma organização defensiva irrepreensível e com poder de fogo q.b no ataque, algo que levou a um saldo também q.b, de quatro golos marcados e nenhum sofrido.
Fonte: CONMEBOL

Nos «quartos», outro galo, porém, cantou. O Chile, dotado de um fortíssimo coletivo, que se conhece de olhos fechados, jogou bem mais do que Los Cafeteros e apenas por infelicidade não garantiu o carimbo das meias-finais no tempo regulamentar. Nas grandes penalidades, contudo, os chilenos fizeram jus ao grande jogo que efetuaram, só por essa via conseguindo jogar para fora da maior competição das Américas uma Seleção que culminou com um registo imaculado no que a golos consentidos diz respeito.

La Roja, por seu turno, confirmou o que já evidenciara na fase de grupos e nas… pretéritas edições, nas quais saiu vencedora. A geração de ouro chilena poderá, perfeitamente, fazer o «tri», fazendo valer a qualidade individual dos seus intérpretes (Aléxis, Vidal, Isla, Medel, Aránguiz, Vargas,…) a uma força coletiva brutal. Na semifinal, a Seleção do Chile é, indubitavelmente, a principal favorita, diante de um Peru que vai escapando pelos pingos da chuva.

Os Blanquirrojos não conseguiram, nestes quartos-de-final, impedir domínio urugaio (apenas estancá-lo) e, como resultado disso, conseguiu levar o jogo para as grandes penalidades. As oportunidades criadas, essas, foram escassas, tendo a Rojiblanca conseguido defender como pôde o resultado e, mesmo, fechar os penáltis com um pleno, que lhe permitiu a passagem. Certo é que o pouco que vai carburando é graças ao «velhinho» Paolo Guerrero e a Christian Cueva. Não deixa, também, de ser curioso que os peruanos apenas tenham anotado golos num só jogo (no triunfo por 3-1, diante da Bolívia). Um registo e uma evidência pobres demais para um possível finalista. Mas… que las hay, las hay.

Fonte: CONMEBOL

O pior jogo dos peruanos foi diante dos canarinhos, na última ronda do Grupo A, quando foram cilindrados pelo Brasil por claros 5-0. Os anfitriões, não obstante, mostraram que ofensivamente ainda têm de fazer muito para almejarem vencer na pátria mãe (a comprovar, os nulos registados diante da Venezuela, na fase de grupos, e Paraguai, nos «quartos»). O imperial registo defensivo (até ao momento, imaculado) tem, assim, contrastado com uma certa prisão de movimentos (não) evidenciado pelos homens da frente. Falta aquela magia, aquele toque de midas na hora certa (e mais necessária), a criatividade tão tipicamente brasileira…

Como foi anteriormente referido, os brasileiros chutaram para fora da competição o débil Paraguai, que beneficiou de uma conjuntura algo caricata para atingir os quartos-de-final (inacreditáveis 2 pontos foram suficientes para tal). Os Guaranis precisam nitidamente de renovar-se em qualidade, tendo o único foco de luz sido o jogador do Newcastle United Miguel Almirón.
Fonte: CONMEBOL
A outra Seleção convidada a par do Qatar, o Japão, protagonizou excelente campanha. Isto apesar de… não ter saído da fase de grupos. Excelente qualidade de jogo apresentada pelos nipónicos, que produziram demais para o que fizeram no momento de finalizar. Muitos golos falhados (especialmente pelo jovem avançado Ueda), mas com a certeza de que a boa campanha mundialista, no pretérito ano, não ficou «esquecida».

Diante do Chile, números mentirosos na pesada derrota sofrida (4-0), num jogo em que os asiáticos por muitas vezes equilibraram, tendo claramente o último ato falhado sempre nas alturas mais importantes. Excelente resposta diante do Uruguai (empate a duas bolas) e outro jogo ainda de maior qualidade no decisivo confronto com o Equador. Oportunidades não concretizadas a rodos impediram os japoneses de procurarem a história (nenhuma, até hoje, na condição de convidada, conseguiu conquistar a Sudamerica). O ex-Portimonense Nakajima foi o motor da equipa. Jogou tanto na mesma proporção que fez jogar.

O Equador, esse, mostrou pouco, muito pouco. Os equatorianos não exibiram grandes predicados, ainda que, por exemplo contra o Japão, tenham tido alturas de algum brilhantismo, tendo, como tal, «arriscado» passagem à fase seguinte. Um ponto foi o que ficou para a história, algo que acabou por ser condizente com o seu desempenho global no Grupo C, vencido pelo Uruguai. A Seleção Celeste, com sete tentos anotados e apenas dois sofridos, chegou a fazer crer que podia, pela 16.ª vez, levar o «caneco» para casa, mas o desperdício atroz diante do Peru, nestes quartos-de-final, deitaram tudo a perder, confirmado pelo infeliz penálti batido por Suárez, uma das grandes estrelas da companhia. Merecia maior fortuna a equipa orientada pelo lendário Óscar Tabárez, mas o futebol tem razões que a própria razão desconhece…

Por fim, em duas latitudes diferentes, a Venezuela e a Bolívia. Os bolivianos, sem surpresa, foram a pior Seleção da prova. Zero pontos, nove golos sofridos e dois marcados. Uma crise que se arrasta há já muitos anos, num país que tem sido incapaz de gerar talento.

A Venezuela, por seu turno, tem feito o seu caminho e esse bom trabalho vai sendo visível nos grandes jogos, com especial incidência para a excelente organização defensiva apresentada, tendo mesmo ficado invicta na fase de grupos (destacando-se o empate no duelo com os anfitriões), só caindo perante uma Argentina de grande nível na primeira ronda a eliminar.

 

Texto da autoria de André Rodrigues

Foto de Capa: CONMEBOL

Ano de viragem

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O mercado de transferências 2019/2020 marca uma viragem no FC Porto, sendo, assim, o mais significativo dos últimos anos. O FC Porto, depois de vários anos a tentar fazer contratações precisas para colmatar as falhas em algumas posições, também condicionado pelas restrições do mecanismo de fair-play da UEFA, vê-se obrigado, neste desfecho, a investir de uma forma mais profunda na contratação de novos jogadores para o plantel azul e branco, face às (prováveis) saídas de vários jogadores da atual equipa.

Só no dia de hoje, 30 de junho, expiram contratos de seis jogadores: Héctor Herrera, Yacine Brahimi, Adrián López, Maxi Pereira, Fabiano e Hernâni. Além destes, estão já consumadas as saídas dos dois centrais titulares na primeira metade da época 2018/2019: Felipe, vendido ao Atlético de Madrid por 20 milhões de euros e Éder Militão, vendido ao Real Madrid por 50 milhões de euros.

De saída estão ainda, ao que se pode apurar de acordo com a comunicação social portuguesa e estrangeira, o guarda-redes Iker Casillas, devido ao problema cardíaco detetado no final da época passada, Moussa Marega, pretendido na Premier League, sendo o principal pretendente o West Ham, e Tiquinho Soares, que parece ter propostas provenientes da China.

Vendo, então, num panorama geral, o FC Porto perderá, à partida, sete titulares, restando apenas Danilo Pereira, Corona, Alex Telles e Pepe, embora este último não esteja apto no início da temporada que se avizinha devido a uma lesão no ombro, contraída na meia-final da Liga das Nações.

Brahimi é um dos jogadores que termina hoje o contrato com o FC Porto
Fonte: FC Porto

Assim sendo, vou traçar um esboço do que poderão ser as opções de Sérgio Conceição para 2019/2020:

Para a baliza portista tem sido apontado Greif, um gigante eslovaco de 22 anos com 1,97 metros, titular do Slovan Bratislava, da Eslováquia. Além deste eslovaco, os dragões contam com Vaná, Diogo Costa e João Costa, que esteve emprestado ao Cartagena, da segunda divisão espanhola.

Para fortalecer a defesa portista foi contratado Renzo Saravia, lateral direito de 26 anos, internacional pela Argentina, que poderá lutar com Manafá pela posição. Além deste reforço, a imprensa nacional afirmou que o FC Porto está atento a Marcano, que saiu o ano passado para a Roma, mas que não teve um ano fácil em Itália e pode voltar à Invicta, caso Paulo Fonseca (treinador atual da Roma) dispense o espanhol. Há também Diogo Leite e Diogo Queirós, “reforços” vindos da formação que vão lutar por um lugar na equipa principal dos dragões, em que Pepe e Alex Telles deverão ser titulares absolutos. Não esquecer Mbemba, que terá a hipótese de lutar também pelo lugar a titular que lhe fugiu na última época.

No meio-campo, poderá ser o ano de afirmação de Óliver Torres, que, com a saída de Herrera e moldado “à moda” de Conceição, terá, à partida, mais preponderância que nas épocas anteriores. Danilo manter-se-à,ao que tudo indica, como titular nos azuis e brancos e o FC Porto tem ainda o regressado Sérgio Oliveira, Otávio, Loum e Bruno Costa como opções para o setor intermédio.

Para o último terço do terreno, há o regresso de Galeno, a possibilidade da contratação de Nakajima, ex-jogador do Portimonense, e/ou Roger Guedes, que atua no Shandong Luneng, da China,ou ainda Pavón, do Boca Juniors, para o lado esquerdo da ofensiva portista, há Corona para o lado direito do ataque e Aboubakar, Fernando Andrade, Marius, André Pereira e a possibilidade de contratação de Zé Luís, avançado cabo-verdiano do Spartak de Moscovo para o eixo ofensivo da equipa da Invicta.

Fazendo uma análise geral, o FC Porto, versão 2019/2020, em relação à época transata, terá menos experiência, mas mais jovens talentos na baliza; uma defesa aguerrida com jogadores que sabem o que é o FC Porto, casos de Pepe, Alex Telles, os “Diogos”, eventualmente Marcano se se confirmar; um meio-campo menos físico, mas mais técnico, com a saída de Herrera mas a provável afirmação de Óliver Torres na posição do mexicano; uma frente de ataque possante, à imagem de Sérgio Conceição, mas muito incerta, face às várias possibilidades de entradas e saídas neste setor.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Antevisão GP Assen: Yamaha parte na frente

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O circuito holandês é sempre significado de espetáculo garantido. No ano passado fomos brindados com uma luta renhida quase até ao final que terminou com Marc Marquez a vencer à frente de Alex Rins e Maverick Viñales.

Este ano, o histórico de grandes corridas na “catedral da velocidade” promete manter-se, com resultados incríveis até ao momento. Estes sugerem que teremos mais uma luta entre os três pilotos com um outro nome a juntar-se ao grupo.

Fabio Quartararo voltou a mostrar o seu valor durante estes dois dias de treinos e qualificações. O piloto francês conseguiu o melhor tempo em todas as sessões, tirando a FP2, onde foi ultrapassado por Viñales. O rookie está com uma presença incrível neste Grande Prémio de Assen e promete voltar a surpreender. Já quase a 100% depois da sua operação ao braço, Quartararo chega este fim-de-semana com o objetivo de levar consigo o máximo de pontos possível. Caso mantenha o ritmo e a consistência destes dois dias será, certamente, um forte candidato a discutir a vitória.

Viñales, Rins e Marquez mantém a grande forma que mostraram em Assen no ano passado e têm conseguido manter-se no top 10 durante o fim-de-semana. Apesar de pouco ter desafiado o top 3 durante estes dois dias, o piloto da Honda garantiu o quarto lugar na grelha para a corrida de amanhã. Apesar de estar a mais de meio segundo do tempo recorde de Quartararo, o espanhol deverá recuperar a desvantagem no arranque e tem boas hipóteses de se manter entre os primeiros à passagem pela primeira curva.

#93 Marc Márquez e #25 Maverick Viñales
Fonte: Moto GP

Maverick Viñales foi o único piloto a desafiar o piloto francês. A sua consistência ao longo destes dois dias garantiu-lhe um lugar ao lado de Quartararo, saindo assim da segunda posição. No ano passado tinha partido de sexto e esteve na luta até ao final. Prevê-se que o mesmo aconteça amanhã, tendo em conta a boa forma do espanhol e a confiança que traz para este Grande Prémio.

Rins também será visto como um alvo a abater. Em 2018 partiu de quinto e este ano sobe dois lugares na grelha. Esta terceira posição é muito importante para garantir uma boa entrada no primeiro setor do circuito holandês.

Jorge Lorenzo deveria procurar redenção depois do desastre na corrida anterior mas tal não irá ser possível. O piloto espanhol sofreu uma queda logo na primeira sessão de treinos livres e, apesar de ter saído da gravilha pelo próprio pé acabou por ser transportado para o centro médico de ambulância. Pouco depois foi enviado para o hospital onde se percebeu que tinha fraturado a vértebra T6. O piloto da Honda continua numa maré de azar e para além de não participar na corrida em Assen irá perder também Sachsenring. Espera-se que esteja de volta para Brno mas tudo irá depender da sua recuperação.

Assim sendo, é a Yamaha que tem ditado o ritmo até agora. Irá manter-se assim na corrida? Teremos de esperar até amanhã para ver as clássicas ultrapassagens na chicane antes da meta e a dura batalha que se irá travar até à bandeira de xadrez.

Foto de Capa: Moto GP

Uruguai 0-0 Peru (4-5 g.p.): Incas seguem em frente na Copa América

O Uruguai está fora da Copa América! Após o nulo se ter mantido durante o tempo regulamentar, a seleção peruana foi quem sorriu na lotaria das grandes penalidades, onde Suárez não foi capaz de converter o castigo máximo.

Os primeiros 45 minutos da partida foram de pouca história, com ambas as equipas a terem dificuldades em pôr em prática as suas ideias. Ainda assim, a “Celeste” conseguia chegar com mais perigo à baliza contrária. Já a seleção peruana depositava as esperanças naquilo que Paolo Guerrero ia fazendo, a espaços, na frente de ataque.

As melhores oportunidades do primeiro tempo pertenceram aos uruguaios Cavani e de Arrascaeta, aos 25 e 30 minutos, respetivamente: num primeiro instante, o avançado do PSG protagonizou uma falha clamorosa na cara de Gallese; dois minutos volvidos, o médio do Flamengo de Jorge Jesus colocou a bola dentro das redes peruanas, mas Nández estava em posição irregular no início da jogada.

Cavani foi o elemento mais perigoso do Uruguai ao longo da partida
Fonte: AUF

Na etapa complementar, a seleção uruguaia voltou a festejar o golo em duas ocasiões, aos 60 e 74 minutos, mas Wilton Sampaio, após a consulta do VAR, invalidou ambos os lances, novamente por fora-de-jogo.

No final de 90 minutos mal disputados, com as duas formações muito aquém das expectativas, a decisão seguiu para os 11 metros, onde a vitória acabou por cair para o Peru. No primeiro penálti batido da noite, Gallese adivinhou o lado escolhido por Suárez e revelou-se preponderante no desfecho do encontro.

A Blanquirroja está agora nas meias-finais da Copa América, onde vai defrontar o Chile na próxima quinta-feira.

Conversão das grandes penalidades, primeiro o Uruguai e depois o Peru:

Suárez falhou; Guerrero marcou; Cavani marcou; Ruidíaz marcou; Stuani marcou; Yotun marcou; Bentancur marcou; Advíncula marcou; Torreira marcou; Flores marcou o golo da vitória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Uruguai: Muslera, González, Giménez, Godín, Cáceres; Nández (Torreira, 57’), Bentancur, Valverde (Stuani, 90+7’), de Arrascaeta; Suárez, Cavani.

Peru: Gallese, Advíncula, Abram, Zambrano, Trauco; Yotun, Tapia, Carrillo (Gonzáles, 75’), Cueva (Ruidíaz, 85’), Flores; Guerrero.

Tudo pelo “bom nome”

Tudo começou em julho do ano passado. Muita tinta correu até lá, quer em tribunais, quer em jornais desportivos. As “guerrinhas” entre o Belenenses SAD e o CF “Os Belenenses” parece que não acabam. Cada um seguiu o seu caminho, mas parece que este “divórcio” está longe de ser resolvido. Em causa está a partilha de bens, metaforicamente falando.

Depois de providências cautelares, proibições da utilização da marca, símbolo, lema ou até mesmo hino, agora o CF “Os Belenenses” reivindica a exclusividade também no nome.

O clube enviou uma carta à Liga onde alega que deve ser exclusiva, por parte do mesmo, a utilização do nome “Belenenses”. Posto isto, o clube defende então que o Belenenses SAD deve alterar o seu nome e que passe a utilizar o nome “B” em qualquer uma das competições em que esteja inserido.

Em causa está a possibilidade de “criar confusão aos consumidores” entre as duas entidades. Já fiz artigos em que valorizei a postura do Belenenses clube, mas penso que isto é mais uma tentativa “de bater no ceguinho”. Aliás, vou ainda mais longe: não será uma tentativa de responder à contratação de três dos seus jogadores por parte do Belenenses SAD? A mim “cheira-me” a ajuste de contas, mas quanto a esse tópico das vendas, já lá vamos.

Reunião de planeamento para a época 2019/2020 do Belenenses SAD
Fonte: Belenenses SAD

Eu sei que se calhar é um bocado extremista, mas se queremos ir por aí, quantos Sporting existem em Portugal, por exemplo? Sporting CP, SC Braga, Portimonense SC, SC Covilhã, SC Espinho e por aí fora… Bem sei que nestes casos não houve nenhuma ruptura como houve com os dois “Belenenses” (ou neste caso só um, como preferirem, seja feita a vossa vontade), mas se analisarmos o cerne da questão, é mesmo um caso que, na minha óptica, é um pouco escusado.

É que até a Cruz de Cristo já foi metida ao barulho, vejam bem! Começa mesmo a cansar tanta troca de galhardetes. É que o Belenenses clube está a fazer o seu caminho, e bem, e eu acho genuinamente que não há necessidade de mais uma polémica à volta desta separação.

Quanto à venda de jogadores de que falei há pouco, foi uma investida do Belenenses SAD que decidiu contratar três jogadores que se sagraram campeões da I Divisão da Associação de Futebol de Lisboa e que representavam o Belenenses clube. Com certeza que também não terá sido inocente este acto.

Os jogadores que vão agora jogar na equipa sub-23 do Belenenses SAD são o Tomás Castro, o Nilton Varela e Jorge Xavier. O Tomás foi “só” o melhor marcador da equipa nesta divisão (27 golos em 27 jogos). Jorge Xavier cumpriu 30 jogos pela equipa principal na época transata e o Nilton Varela passa diretamente da equipa de Juniores para os relvados do Estádio do Jamor.

São várias e várias polémicas que englobam ambas as entidades ao longo dos últimos meses. E parece-me que não vai ficar por aqui. Esperemos para ver os próximos episódios… Que decerto irão haver.

Foto de capa: CF “Os Belenenses”

Mauritânia 0-0 Angola: Nulo penaliza Palancas Negras e deixa tudo em aberto

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Na segunda jornada do grupo E do CAN’19, Angola e Mauritânia não foram além de um empate a zero golos. Em Suez, os “Palancas Negras” procuravam dar sequência à boa exibição efetuada no jogo inaugural (apesar do empate a um golo com a Tunísia), e dar um passo importante rumo à fase a eliminar. Contudo, a Mauritânia não iria facilitar a tarefa, mesmo depois da goleada sofrida contra o Mali, por 4-1.

Os primeiros minutos não tiveram grandes momentos de verdadeiro perigo, muito por culpa do elevado calor que se fazia sentir na cidade egípcia (38º C), embora a “nota mais” fosse dada a Angola, que ia tendo mais bola e com o tridente do meio-campo composto por Herenilson, Show e Fredy a ter um papel preponderante na construção dos ataques.

Os “Palancas Negras” estavam por cima do jogo, tendo inclusive dois lances de perigo (primeiro por Djalma aos 23’ e depois por Bruno Gaspar aos 27’, ambos cortados prontamente pela defesa adversária), mas mesmo assim sentiam dificuldades em criar lances, já que a defesa da Mauritânia ia dando mostras de estar compacta, o que obrigava muita vezes os jogadores mais avançados angolanos a ter de fazer recuar até à dupla central Bastos-Massunguna.

Perante tal cenário, foi sem surpresa que o intervalo chegou com um nulo no marcador que se aceitava, uma vez que a bola andou muito longe das duas balizas. As duas seleções tinham de mostrar uma imagem diferente nos segundos 45 minutos.
Muita lote pela posse de bola durante a primeira parte
Fonte: CAF

A segunda parte começou com uma dupla substituição no lado angolano: Geraldo e Wilson Eduardo foram lançados em campo, numa mensagem clara de Vasiljevic de querer em chegar rapidamente ao golo inaugural. Contudo, o primeiro lance perigoso do segundo tempo pertenceu à Mauritânia: ao minuto 59, Diakité trabalhou na área angolana e cruzou rasteiro para Adama Ba, que estava em boa posição para faturar, valendo o corte providencial de Bruno Gaspar.

Na resposta, Wilson Eduardo desperdiçou um “golo cantado”: Gelson Dala, bem isolado por Geraldo, tocou para o extremo do SC Braga que não conseguiu desviar nas melhores condições a bola para a dentro da baliza. Pensava-se que o lance podia ser o “tónico” para Angola finalmente marcar, mas nada disso aconteceu até à entrada dos últimos 10 minutos da partida, altura em que Vasiljevic decidiu esgotar as alterações e mandou entrar Mabululu, mais um avançado em busca de fazer o golo que poderia ser fulcral para o apuramento.

Wilson Eduardo voltou a ter um bom lance para marcar, ao minuto 86, após um bom cruzamento tirado por Geraldo, mas o cabeceamento saiu defeituoso para desespero dos seus colegas de equipa. Aos 88’, a bola finalmente entrou dentro da baliza, embora foi uma felicidade de curta duração: Geraldo colocou a bola na baliza, mas estava adiantado e viu o seu golo a ser bem anulado pelo fiscal de linha.

Até ao final do encontro, não houve nada a assinalar e o jogo terminou com havia começado, com um nulo no marcador. O empate penaliza a seleção angolana, que podia perfeitamente ter conquistado os três pontos e assim dar um passo importante rumo aos quartos-de-final. Nota ainda para o ponto histórico conquistado pela Mauritânia, que está a participar pela primeira vez no CAN.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Mauritânia: Brahim Souleymane, Mostapha Diaw, Abdoul Ba (Sounkhasso Diarra 62’), Aly Abeid, Bakary N’diaye, Khassa Camara (Abdoulaye Palaye 70’), Mohamed Dellahi, El Hacen, Adama Ba, Khalil Bessam e Ismaël Diakité.

Angola: Tony Cabaça, Bruno Gaspar, Dani Massunguna, Bastos, Paizo, Herenilson Carmo, Manuel Show, Fredy (Geraldo 56’), Djalma Campos (Mabululu 78’), Mateus Galiano (Wilson Eduardo 56’) e Gelson Dala.

Dois cavalos de corrida

O Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) entrou na sua fase de asfalto. Para os mais afastados desta competição nacional, o campeonato é dividido em duas fases, os ralis de terra e os ralis de asfalto. A primeira prova em asfalto foi o Rali de Castelo Branco.

Ricardo Teodósio e José Teixeira entraram em Castelo Branco como líderes do CPR
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Depois da vitória no Rali de Portugal, Armindo Araújo e Luís Ramalho em Hyundai i20 R5 estavam bem posicionados para conseguir triunfar. Ricardo Teodósio e José Teixeira em Skoda Fabia R5 seguiam na frente do CPR, apesar do terceiro lugar no Rali de Portugal, a dupla algarvia também estava na linha da frente para garantir a vitória, pois sempre foram mais fortes no asfalto. Bruno e Hugo Magalhães estreavam o Hyundai i20 R5 no asfalto, enquanto José Pedro Fontes e Inês Ponte em Citroen C3 R5 tinham grandes espetativas para a primeira prova do ano de asfalto. Miguel Barbosa e Jorge Carvalho queriam vingar a desistência no Rali de Portugal. Ausência também de dois candidatos de peso, João Barros que era para participar mas não conseguiu e Pedro Meireles que não encontrou substituto para o Volkswagen Polo GTI R5 que ardeu no Rali de Portugal.

Agora, vamos ao Rali de Castelo Branco. Na região centro desde cedo se começou a perceber que seria um rali onde existem dois cavalos distintos dos outros. Armindo Araújo/Luís Ramalho e Ricardo Teodósio/José Teixeira. Os líderes do campeonato foram lutando entre si pela vitória, com vantagem para o campeão nacional no Hyundai. 

Mais atrás, a luta pelo pódio também estava muito interessante, com Miguel Barbosa/Jorge Carvalho e José Pedro Fontes/Inês Ponte a batalharem também ao segundo. Na quinta posição encontrava-se Bruno e Hugo Magalhães. 

No fim do primeiro dia, Armindo Araújo e Luís Ramalho lideravam por apenas 2,3s sobre Ricardo Teodósio e José Teixeira. A distância para o terceiro posto já era considerável, sendo de cerca de 16s. Mas aí a batalha era também ao segundo, com José Pedro Fonte e Inês Ponte meio segundo à frente de Miguel Barbosa e Jorge Carvalho.

Bruno e Hugo Magalhães tiveram imensas dificuldades com o Hyundai i20 R5
Fonte: Hyundai Portugal Motorsport

O segundo dia trouxe mais seis especiais. Na parte da manhã os lugares da frente continuaram a ser muito disputados. Ricardo Teodósio e José Teixeira como optaram por levar dois pneus na bagageira do Skoda Fabia R5 tinham mais peso no carro, logo uma pequena desvantagem para Armindo Araújo e Luís Ramalho. À hora de almoço, Ricardo Teodósio garantiu que ia atacar, mas, logo na primeira especial da tarde, foi Armindo Araújo e Luís Ramalho que abriram a vantagem da liderança, ficando com oito segundos de vantagem para os algarvios. A partir daqui, a dupla do Hyundai apenas geriu o rali. 

Colômbia 0–0 Chile (4-5 g.p.): Na linha de 11 metros reina o Chile

A Arena Corinthians foi nesta madrugada palco do terceiro jogo dos quartos-de-final da Copa América 2019 e colocou frente a frente Colombia e Chile, um dos jogos mais esperados desta fase dado o elevado equilíbrio entre as duas seleções.

Os comandados de Carlos Queiroz, à semelhança do que nos têm habituado nos outros jogos da competição, entraram fortes na partida, colocaram o Chile sob pressão e forçaram os primeiros minutos de jogo a serem disputados no meio campo ofensivo. Se os primeiros instantes apresentavam a Colômbia como dominante, exigia-se ao Chile que superasse as dificuldades iniciais e que se libertasse do sufoco colombiano.

Assim foi, os chilenos lançaram-se para o ataque e primeiro foi Aránguiz a passe de Fuenzalida que obrigou Ospina a uma enorme defesa e depois houve mesmo golo. Numa distração monumental de Dávinson Sánchez, Aránguiz de forma inteligente aproveitou e bateu o guarda-redes colombiano, mas o lance mereceu a atenção do VAR e acabou mesmo por ser anulado por fora de jogo.

Após o bom começo colombiano, gradualmente o Chile ia tomando conta da partida o que se deveu sobretudo ao domínio no setor intermediário por parte do Chile com o comandante Arturo Vidal a inviabilizar por completo a capacidade construtiva de James Rodriguez.

A Colômbia não conseguia criar perigo e por isso foi o Chile que dispôs de mais duas oportunidades até ao intervalo, mas nem Maripán nem Vidal conseguiram inaugurar o marcador.

Prevalecia, portanto, a igualdade na partida com um estilo de jogo atrativo que fazia prever uma bela segunda parte de futebol.

Néstor Pitana pede cabeça a Yerri Mina
Fonte: CONMEBOL

À Colômbia pedia-se muito mais e o segundo tempo começou logo com uma grande oportunidade de perigo por intermédio de James Rodriguez na cobrança de um livre lateral direto que passou a arrasar o poste esquerdo da baliza de Arias.

As seleções estavam anuladas uma na outra e só um pormenor individual ou um erro clamoroso vislumbrava a vitória de alguma. O jogo somava minutos e à medida que se aproximava o fim do tempo regulamentar, Colômbia e Chile estavam já de olhos postos no prolongamento e por isso arriscavam menos.

Com uma seleção do Chile visivelmente mais desgastada, Queiroz promoveu a entrada de Cardona numa tentativa clara de dar mais criatividade e objetividade na ação ofensiva da Colômbia, mas acabaram por ser os chilenos a surpreender na reta final.

Num raro ataque chileno nesta fase do encontro, Vidal aproveitou uma bola perdida dentro da grande área e sem hesitar disparou um míssel para o fundo das redes, mas a tecnologia voltou a entrar em ação e o juíz da partida Pitana anulou novamente os festejos chilenos, desta feita por mão na bola.

Este foi precisamente o último motivo de destaque do tempo regulamentar e até final da partida com mais coração do que cabeça, as duas seleções protegeram-se e forçaram o desempate por grandes penalidades.

Na marca dos 11 metros, o Chile voltou a mostrar que provavelmente as grandes penalidades não são uma simples lotaria e com recurso à fórmula que valeu o triunfo das duas últimas edições da Copa América, bateram a Colômbia e qualificaram-se para as meias-finais.

Conversão das grandes penalidades, primeiro a Colômbia e depois o Chile:

James Rodriguez marcou; Vidal marcou; Cardona marcou; Vargas marcou; Cuadrado marcou; Pulgar marcou; Yerri Mina marcou; Aranguiz marcou; William Tesillo falhou e Alexis Sánchez marcou o golo da vitória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Colômbia: David Ospina ; Medina; Yerri Mina; Sánchez; Tesillo; Barrios; James Rodriguez; Uribe (67´Cardona); Cuadrado; Falcao (77´Zapata); Roger Martínez (81´Luis Diaz).

Chile: Gabriel Arias; Isla; Maripán ; Gary Medel ; Beausejor ; Arturo Vidal; Pulgar; Aránguiz; Fuenzalida (75´Pavez); Vargas; Alexis Sánchez.