É, certamente, algo a rondar o anti-patriótico proferir a frase “o que é nacional, afinal, não é assim tão bom”. E, na generalidade da nossa realidade, discordo veementemente deste tipo de afirmações. No entanto, o “mundo da bola” é um mundo ímpar portanto, partindo desse princípio, merece uma análise própria.
E, essa análise própria, talvez por mera preguiça ou, possivelmente, por uma incompreensível insistência, não tem sido feita pelo FC Porto, nomeadamente no quesito “transferências”.
Ao longo destas últimas temporadas, têm sido inúmeras as vezes em que a direção portista (com ou sem o aval do treinador) opta pelo mercado interno, na esperança de colmatar alguma lacuna existente no plantel azul e branco. Quantos nomes? Sinceramente, os dedos que possuo em ambas as mãos não seriam suficientes para efetuar estes cálculos. Contudo, se o tópico for “casos de sucesso”, os dedos que restam na mão esquerda de Lula da Silva, possivelmente, consigam tomar conta da situação.
Fernando Andrade foi uma das contratações que ficou aquém do esperado Fonte: FC Porto
Longe estão os tempos áureos do futebol português. Agora, restam-nos eliminações nas competições europeias que, infelizmente, começam a tornar-se num hábito, quer sejam contra equipas como FC Zorya Luhansk, quer sejam contra equipas polacas cujo nome mal consigo pronunciar. Culpas à parte, facto é: as equipas portuguesas, salvo as “comuns” exceções, estão cada vez mais niveladas por baixo. Logo, há que fazer todos os possíveis para escapar a este nivelamento.
No estrangeiro encontraremos apenas craques? Não, longe disso. Pelo meio, certamente, virão Depoitres e Adriáns. Mas, a meu ver, há que assumir esse risco, um risco que, vale a pena ressaltar, acaba por ser menor ao ser comparado àquele associado a “aquisições internas”. E esse risco associado às “aquisições internas”, aliás, tem rondado, ultimamente, a certeza: a certeza de que os contratados em Portugal não são reforços, no sentido literal da palavra.
Não estou a exigir, todavia, uma espécie de boicote aos jogadores que atuam no futebol português. Muito talento pisa os nossos relvados todas as épocas. A questão é: estará esse talento, maioritariamente, em formações de “meia tabela”? A resposta, na minha opinião, parece clara. A tarefa de encontrar jogadores “nível FC Porto” nos ditos “pequenos portugueses” começa a rondar o improvável, beira o encontrar uma agulha num palheiro.
Após um ano frustrante a nível interno, com um erro grave que impediu uma vitória importantíssima na Luz para as contas do Campeonato e a eliminação nos quartos de final da Liga Europeia, a Oliveirense conseguiu terminar a época numa tónica positiva ao ter conquistado, em “casa”, a Taça da Portugal. Tal como há sete temporadas atrás, a União teve pela frente o Benfica na final e voltou a vencer, desta feita por 5-2.
A jogar no seu pavilhão e com a oportunidade de conquistar um trofeu, a Oliveirense entrou bem, mas o Benfica, muito através de stickadas de meia distância, respondia. Assim, a final da Taça de Portugal arrancou de forma intensa e dinâmica.
Jogados cerca de quatro minutos, a União quase marcou, mas Bargalló não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Marc Torra. As águias deram um ar da sua graça através de Nicolia, mas Puigbí travou uma forte stickada do argentino.
Em cima da marca dos sete minutos, a Oliveirense beneficiou de uma grande penalidade, em virtude de uma falta de Nicolia sobre Bargalló. Torra, especialista neste tipo de lances, stickou o esférico junto ao angulo superior esquerdo e fez o 1-0.
A vantagem do conjunto de Oliveira de Azeméis quase durou apenas alguns instantes, mas apesar da boa movimentação de Nicolia, a stickada do número cinco dos encarnados foi travada pela barra da baliza da formação da “casa”.
Com o passar dos minutos, o equilíbrio continuou a ser um elemento bem presente em pista, mas era notória a dificuldade do Benfica em conseguir descobrir ou criar espaços que permitissem provocar danos à Oliveirense. Equipa que, quando em posse, aproveitava a alta pressão das águias, trabalhando bem os espaços “concedidos” de forma metódica, para chegar com muito perigo à baliza de Pedro Henriques.
A Oliveirense estava melhor, tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo, e com cerca de treze minutos e meio de jogo, na sequência de um mau passe de Lucas Ordoñez, Torra liderou um contra-ataque de três para dois e Jorge Silva, de primeira e a passe de Xavi Barroso, apontou o 2-0. Pouco depois, na recarga a uma stickada de Valter Neves defendida por Puigbí, Ordoñez marcou, mas viu-lhe o golo ser anulado por Paulo Almeida, que considerou que introduziu o esférico na baliza da União com os patins. Algo que através das imagens televisivas é possível conferir que não aconteceu. Golo mal anulado aos vermelho e brancos, visto que o ex-Barcelona finalizou o lance com o stick.
O golo invalido à formação encarnada galvanizou os ânimos benfiquistas, mas apesar da velocidade e intensidade impostas, assim como alguns bons lances, a bola não entrou na baliza defendida por Puigbí.
A menos de cinco minutos da pausa, contra-ataque de três para dois lançado por Pedro Henriques e Nicolia, a passe de Adroher e com a baliza deserta, atirou a contar a reduziu a desvantagem do Benfica para 2-1. Momentos depois, Ordoñez quase restabeleceu a igualdade, mas acabou por enrolar o esférico por cima da baliza da União.
Não marcaram ás aguias marcou a Oliveirense. A pressão alta da formação benfiquista, que até estava a dar resultados desde há alguns minutos, voltou a falhar e Barroso aproveitou para fugir à marcação de Ordoñez. Desta maneira, isolado perante Pedro Henriques não falhou e assinou o 3-1. Estava resposta a vantagem dos comandados de Renato Garrido. Volvidos alguns momentos, Pablo Cancela, através de uma iniciativa individual, quase marcou, mas a bola não quis entrar.
Terminada a primeira parte, a Oliveirense vencia o Benfica por 3-1. Resultado justo em virtude da exibição da União, organizada a defender e eficaz a atacar, que estava a colocar muitas dificuldades ás águias. Com um bloco baixo e bastante sólido, quase não permitiam espaços para a sua baliza. Porém, quando no ataque, a formação vice-campeã nacional era exímia no aproveitamento da pressão alta dos encarnados, que somente funcionou durante alguns minutos, para ir construindo e avolumando o marcador.
Nicolia foi o mais inconformado do Benfica na final da Taça de Portugal Fonte: União Desportiva Oliveirense/Simoldes – Hóquei em Patins
A segunda metade arrancou de forma intensa, tendo sido a Oliveirense o conjunto mais perigoso. Construindo vários lances de golo de forma coletiva, enquanto que Benfica vivia das iniciativas individuais de Nicolia e Diogo Rafael.
Perto da marca dos trinta minutos, as águias quase reduziram a diferença no resultado, mas Adroher não conseguiu aproveitar um erro brutal de Bargalló, pois isolado perante Puigbí, picou o esférico por cima da baliza da União. Momentos depois, boa circulação de bola por parte da Oliveirense e na ressaca de um lance individual de Barroso, Torra, com a “redondinha” completamente à sua mercê, disparou um míssil que só parou no fundo das redes encarnadas. Estava feito o 4-1.
Com o jogo perfeitamente controlado, a formação de Oliveira de Azeméis não desarmava a defender, estando sempre muito fechada e perto da sua baliza, tendo passado a atacar só pela certa. Preferindo fazer a gestão do esférico e estender ao máximo todos os lances de cariz ofensivo. O Benfica, por seu lado, demonstrava vontade em dar a volta ao rumo dos acontecimentos, mas não conseguia encontrar soluções, a não ser através de iniciativas individuais, para chegar com perigo ás redes de Puigbí.
Jogados cerca de trinta e sete minutos do encontro, Vieirinha cometeu a 10ª falta do conjunto benfiquista, depois de uma infração sobre Xavi Barroso. Marc Torra, quem mais, avançou para a marca do livre-direto, mas acabou por enviar a bola ao poste esquerdo da baliza de Pedro Henriques.
Já com menos de nove minutos para o fim da partida, numa fase em que a Oliveirense jogava a campo inteiro e obrigava o Benfica a dar ainda mais espaços entre as suas linhas, Pablo Cancela, servido por Pedro Moreira através de um passe quase costa a costa, ficou isolado perante o guardião das águias, mas não conseguiu finalizar. Passados alguns minutos, foi Pedro Moreira a ficar em excelente posição, mas acabou por stickar em cheio ao poste esquerdo da baliza benfiquista.
A faltarem pouco mais de três minutos para se jogar, Nicolia acabou por ver um cartão azul na sequência de uma falta sobre Barroso. Desta feita foi o próprio Barroso a assumir a conversão do livre-direto, tendo stickado direto. Porém, Pedro Henriques defendeu e manteve as já poucas esperanças das águias intactas.
Em situação superioridade numérica, a Oliveirense procurou, sobretudo, controlar a posse de bola, enquanto que o Benfica, mesmo com menos um jogador em pista, não deixava de querer marcar o mais rapidamente possível.
A menos de um minuto do fim, a União chegou à 10ª falta em virtude de uma simulação de Bargalló. Ordoñez foi o escolhido para a conversão do livre-direto, tentou a habitual picadinha, mas acabou por stickar ao poste. Instantes depois, a formação encarnada beneficiou de uma grande penalidade devido a uma falta de Barroso sobre Ordoñez. No respetivo penalti, Nicolia stickou colocado junto ao poste direto e reduziu o marcador para 4-2.
Segundos depois de reduzida a diferença no resultado, Nicolia viu um cartão azul após uma falta sobre Torra. Bargalló assumiu a conversão do livre-direto e através de uma picadinha, a meias com alguma sorte, selou a vitória da Oliveirense e a conquista da Taça de Portugal de 2018/2019.
Finalizada a final, a Oliveirense venceu o Benfica por 5-2 e voltou a conquistar a prova rainha do hóquei em patins português. Título que lhe escapava desde a época de 2011/2012 quando derrotou, precisamente, as águias no derradeiro jogo da prova por 3-1.
Vitória justa da melhor equipa em pista e que soube sempre estar no comando das operações, sendo muito eficaz a atacar mas, também, a defender. Sabendo aproveitar os espaços concedidos pelo modelo defensivo das águias, como cerrar fileiras para impedir lances de perigo junto à sua baliza.
Assim, com este triunfo, a Oliveirense conquistou a quarta Taça de Portugal do seu historial, depois dos trofeus erguidos nos anos de 1997, 2011 e 2012.
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 7-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Banco: 10-Marco Barros (GR) e 44-Miguel Rocha
UD Oliveirense: 88-Xevi Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 74-Pablo Cancela, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia; Banco: 26-Domingos Pinho (GR)
Para celebrar a 25ª edição do TakeOver, o NXT ofereceu um evento sólido e à altura do expectável. Especialmente o main–event.
Os grandes vencedores da noite foram Adam Cole (que venceu Johnny Gargano) e os Street Profits, que são os novos NXT Tag Team Champions.
Mas todo evento foi memorável, tendo em conta a história por trás do mesmo. E nós, os fãs, ficamos a pedir mais 25 TakeOvers, porque raramente desiludem e frequentemente deslumbram.
O Barcelona apresentou-se na última temporada bastante abaixo do seu nível habitual, mas ainda assim sagrou-se campeão nacional espanhol. Contudo, no futebol é tão importante olhar para os troféus erguidos assim como para o jogo produzido pelas equipas.
Em comparação com os últimos anos, os blaugrana perderam criatividade no seu momento ofensivo, capacidade de posse de bola e revelam maiores fragilidades defensivas. É certo que se registaram algumas alterações no plantel, mas em 2019 um dos principais responsáveis foi mesmo o treinador Ernesto Valverde.
A imprensa desportista diz inclusivamente que a possibilidade de rescisão de contrato é cada vez maior.
Dada esta nova realidade, o Barcelona além do título nacional nada mais conquistou e não se livrou de algumas humilhações durante a época.
Começando pelo campeonato espanhol, o Barcelona mesmo longe do seu melhor foi feliz muito por culpa do principal rival, o Real Madrid, que fez uma das piores campanhas da sua história. O clube da Catalunha conquistou a La Liga com 11 pontos de avanço sobre o segundo classificado Atlético de Madrid, com um total de 26 vitórias, nove empates e três derrotas.
O 26º título nacional do FC Barcelona Fonte: FC Barcelona
No que diz respeito à Liga dos Campeões, troféu que escapa há quatro temporadas, o Barcelona com uma campanha razoável até então, foi eliminado nas meias-finais e caiu com enorme estrondo, numa das noites mais tristes da história do clube.
Após vitória por 3-0 na primeira mão, o Barcelona foi até Anfield Road confiante de que havia já garantido um lugar na final de Madrid, mas viveu uma noite de terror. De um lado o conto de fadas do Liverpool e do outro o pesadelo dos espanhóis, no qual o Barcelona só se pode queixar de si próprio uma vez que primeiramente demonstrou displicência e depois uma estranha apatia e falta de experiência. Contra todas as previsões, o Barcelona perdeu por 4-0 e foi surpreendentemente eliminado da Liga dos Campeões.
Se a massa associativa blaugrana já desconfiava de Ernesto Valverde, após esta brutal desilusão esse sentimento alastrou-se um pouco por todo o mundo do futebol e ainda algo mais estava para vir… A final da Copa do Rey.
Naquele que foi o último jogo da temporada, o Barcelona procurava dar outro brilho ao seu percurso em 2018/2019, mas a noite tornou a não correr de feição.
No estádio Benito Villamarín, diante do Valência, o Barcelona entrou muito mal na partida e à passagem da meia hora de jogo já perdia por duas bolas a zero, numa primeira parte em que a prestação da defensiva do Barcelona ficou bastante aquém do esperado.
No segundo tempo o grito de revolta veio de Lionel Messi, o mas inconformado ao longo da partida, lançou os blaugrana para o ataque, conseguiu reduzir a desvantagem, mas foi insuficiente de salvar o Barcelona de mais uma derrota.
Parece cruel caracterizar a época do Barcelona como fraca, uma vez que conquistou a competição mais importante, mas não foi uma época de sucesso fruto das derrotas em momentos determinantes e ainda a quebra na qualidade de jogo.
Agora é hora de preparar a próxima temporada, com a dúvida se Ernesto Valverde se mantém no comando, mas o Barcelona precisa de se reerguer, reencontrar a forma de há uns anos atrás e apontar à Liga dos Campeões na próxima temporada.
Numa semana em que se falara do regresso de Eliaquim Mangala, central que atualmente veste as cores do Manchester City FC e também de Rodrigo Soares, lateral direito que já passou pela equipa B, o Bola na Rede decidiu elaborar uma lista de cinco jogadores que voltaram para dar o seu contributo ao clube.
De frisar que as mais recentes notícias confirmam que Mangala não chegou a acordo com os dragões por questões indeterminadas. Já Rodrigo Soares, que nesta época esteve em grande ao serviço do CD Aves, é um alvo do emblema portista para o lado direito da defesa. Soares já passou vestiu a camisola azul e branca em 2015/2016, mas na equipa B, por empréstimo do Grémio Esportivo Anapólis.
Os exemplos são vastos, mas na sua maioria, os jogadores que voltam ao Dragão chegam na casa dos 30 anos, já numa fase matura da carreira. Uns tiveram um maior contributo que outros, mas os adeptos portistas apreciam quando um craque que sai por querer voos maiores volta para jogar no clube que ficou no seu coração.
Apesar de coletivamente o FC Porto ter ficado aquém dos objetivos traçados no início de época, alguns jogadores do plantel de Sérgio Conceição evidenciaram-se pela positiva, sendo um deles Alex Telles.
O lateral-esquerdo brasileiro dos azuis e brancos partiu para uma época sem um substituto com as mesmas valências, mas desempenhou-se a um nível brilhante, tendo apenas falhado quatro jogos em toda a temporada: contra o Boavista FC para o campeonato, contra o Varzim SC para a Taça da Liga, contra o SC Vila Real, em que foi suplente não utilizado, e contra o SC Braga, na Taça de Portugal.
Com seis golos e 13 assistências, o lateral mostrou-se decisivo tanto no aspeto defensivo como ofensivo, sendo crucial na marcação de bolas paradas. De recordar, por exemplo, o jogo da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, em que Telles selou a passagem portista com um golo de grande penalidade no prolongamento.
Alex Telles pode ter realizado o seu último jogo com a camisola portista na final da Taça de Portugal Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Sempre aguerrido e veloz, Alex Telles foi reconhecido por Tite, o selecionador canarinho, que o convocou e estreou no particular com o Panamá, no Estádio do Dragão, em março deste ano.
Um exemplo do peso do lateral portista na equipa azul e branca é o número de cruzamentos certeiros que este teve na Liga dos Campeões, 28, tornando-se, assim, o jogador com maior destaque em toda a competição neste aspeto.
O brasileiro, que chegou ao FC Porto pela módica quantia (em relação ao que acrescentou ao clube) de 6,5 milhões de euros, figura no radar dos tubarões europeus, nomeadamente do Atlético Madrid, que, depois de vender Lucas Hernández ao Bayern Munique, procura reforçar a sua lateral esquerda.
O mundial de motociclismo regressou aos asfaltos este fim-de-semana com o grande prémio de Itália, no circuito de Mugello. E pasmem-se, mas esta corrida teve um vencedor pouco habitual e acabou por quebrar a monotonia do mundial.
A corrida começou com um quarteto fantástico na linha da frente: Márquez, Crutchlow, Miller ePetrucci, mas a estrela do início da corrida foi mesmo Andrea Dovizioso (Ducati) que um arranque fulgurante e conseguiu recuperar sete posições logo na primeira volta.
Em Itália, sê italiano e foram os homens da Ducati a dominar toda a corrida, numa perseguição feroz a Marc Márquez e acabaram por atacar os primeiros lugares da prova, incluindo a liderança.
A luta pelos três primeiros lugares da prova era travada entre Márquez, Dovizioso e Petrucci. Já Valentino Rossi acabou por saltar para o último lugar da prova, depois de um incidente com Joan Mir. O italiano tentou recuperar o tempo perdido após este pequeno ‘affair’ com Mir, mas acabou por cair e foi obrigado a abandonar a corrida. Mas a verdade é que o veterano Rossi continua a não ser feliz esta temporada.
No circuito italiano, a Ducati foi rainha Fonte: Ducati
Márquez continuava a perder terreno, e eram as Ducati a brilhar no circuito italiano. Arrisco-me a dizer que esta foi a melhor corrida da temporada, já que a treze voltas do fim, era Petrucci que liderava a corrida, seguido de Dovizioso, Rins, Márquez e Miller.
Os cinco pilotos da frente continuavam isolados na luta pela vitória, e à semelhança de tantas outras corridas, tudo ficou decidido, apenas, na última volta.
Márquez atacou a liderança, mas acabou por cometer um erro ao sair ligeiramente largo na curva um e acabou ultrapassado pelos italianos da Ducati. O piloto da Honda queria mais, mas acabou por travar uma batalha com Dovizioso, e quem saiu a ganhar foi Petrucci.
O piloto italiano da Ducati puxou dos galões e fez uma ultrapassagem cheia de coragem e acabou a ultrapassar Márquez e Dovizioso, fechando assim com chave de ouro este grande prémio.
Este domingo acabou por ser de sonho para Danillo Petrucci já que iniciou este fim-de-semana sem saber se a Ducati ia renovar-lhe o contrato e sem saber se continuará a correr em 2020. Mas a verdade é que isso não lhe fez tremer as pernas e conseguiu alcançar a sua primeira vitória na classe Rainha… E se isto não é um marcar de posição por parte do italiano, então não sei o que será.
Já o português Miguel Oliveira arrancou a corrida na 22.ª posição, mas acabou por recuperar alguns lugares logo nas primeiras voltas. O Falcão de Almada tentou correr atrás do prejuízo, acabou por beneficiar de algumas quedas e acabou a corrida no 16.º lugar, à porta dos pontos.
O Falcão de Almada acabou por ficar perto de pontuar Fonte: KTM Tech3
De ressalvar que o português correu com uma lesão num dedo da mão, algo que acabou por condicionar o seu ritmo. No entanto, Oliveira continua o seu caminho de aprendizagem na categoria rainha e não se tem saído nada mal.
O Flamengo anunciou a contratação do treinador português Jorge Jesus. O comandante será o segundo técnico estrangeiro no Brasileirão. A chegada de Jesus ao time mais popular do Brasil apenas ratifica que os clubes da elite brasileira estão voltando mais as suas atenções para os profissionais de fora. A “mesmice” parece ter cansado e a procura por novidade aumenta a cada dia. O futebol brasileiro passou por muito tempo com uma roda viciosa entre os treinadores de mais renome.
Em um período mais recente também surgiu uma nova safra de técnicos. Geralmente jovens estudiosos do futebol que chegam a se profissionalizar e mantem discurso do chamado futebol moderno. Porém, a chegada dos estrangeiros ainda é vista com certo temor para muitos treinadores brasileiros. O argentino Sampaoli vem fazendo um bom trabalho a frente do Santos ao mostrar uma nova maneira da equipe jogar, mesmo tendo em suas mãos um time com certas limitações. Mas esse trabalho parece ter incomodado o experiente treinador Levir Culpi. Em uma participação a um programa de TV, Levir ironizou o sucesso de Sampaoli:
– Eu só sei quem vai ser o próximo técnico da seleção brasileira: o Sampaoli. Por dois motivos: ele é tatuado e ele anda de bicicleta. Ah, além de tudo ele é argentino. Esse é o futebol brasileiro hoje – argumentou.
– Você quer algo novo, tem vários técnicos brasileiros bons, mas a gente só olha para o que tem fora. Tem um ódio aos brasileiros. É quem vem de fora que vai resolver – completou.
Vale lembrar que Levir Culpi, que outrora já foi um dos maiores técnicos do país, fracassou em seu ultimo trabalho ao deixar o Atlético Mineiro eliminado ainda na Primeira Fase da Libertadores e sem que o time tenha um padrão de jogo definido. Na verdade o Galo não tinha nada em campo, além de certas qualidades individuais dos seus principais atletas.
Mas esse foi apenas um exemplo da certa resistência dos técnicos brasileiros a novidade da chegada dos treinadores estrangeiros. A chegada de Jesus ao Flamengo precisa ser vista com bons olhos. É verdade que o treinador não tem mercado nos maiores clubes do velho continente, mas isso não o minimiza. É verdade, também, que o treinador precisaria de um tempo para se adaptar ao futebol brasileiro, entretanto não terá esse tempo.
A torcida flamenguista exige um grande título já para a atual temporada, ainda mais com o elenco qualificado que o clube possui. Trabalhar no Brasil é bem diferente do que trabalhar na Europa. No país pentacampeão mundial nenhum treinador de grande equipe dura se não for campeão, mesmo se o trabalho estiver sendo bem realizado. Certo amadorismo ainda impera na cabeça de alguns dirigentes que não sabem o que querem de fato para o futebol do seu clube. Isso envolve até as escolhas dos treinadores.
Fonte: Flamengo
Contratam apenas por contratar, sem analisar o perfil. Como o próprio Flamengo fez nessa temporada. Tentou contratar o Renato Gaucho, que recusou, e contratou o Abel Braga. Dois treinadores com estilos bem diferentes. Agora demitiram o Abelão para contratar o Jorge Jesus, novamente uma troca de estilos gigantesca. Jesus é estratégico, estudioso e gosta de jogar ofensivamente. Chega em um momento crucial e as expectativas são as melhores para que o futebol do Mengão evolua.
O futebol brasileiro precisa evoluir e a chegada dos estrangeiros apenas contribuem para isso. O mais importante é sair do pedestal de achar que por ser brasileiro o profissional é melhor que todos os outros. Quanta bobagem. Não é a nacionalidade que define a capacidade de alguém e no futebol essa mistura apenas fará ganharmos mais experiências e termos mais conhecimentos.
As portas do futebol brasileiro estão abertas para os melhores, que cheguem cada vez mais.
Ao longo da presente temporada, o Sporting Clube de Portugal sofreu diversas reestruturações, nomeadamente no que a treinadores e equipa técnica diz respeito. Iniciando a temporada com José Peseiro no leme da equipa, transitando depois o seu adjunto Tiago Fernandes para o lugar de Peseiro, e por fim a entrada de Marcel Keizer.
O holandês, proveniente do Al-Jazira dos Emirados Árabes Unidos, chegou a Alvaladade com a equipa a disputar todas as competições (Campeonato Nacional, Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga). Com um discurso defensivo sempre que era chamado a comunicar e com uma filosofia de jogo ofensiva, os resultados dos primeiros jogos traduziram isso mesmo. O poder ofensivo prejudicou a eficácia defensiva, e com isso o mister leonino foi “obrigado” a ajustar a sua filosofia aos jogadores que tinha à disposição.
A deslocação ao terreno do Vitória de Guimarães ficou marcada pela primeira derrota com Keizer a liderar as “tropas”. Uma derrota “compensada” com a conquista da Taça da Liga. E segundo Marcel Keizer, foi a final four da Taça da Liga que ditou na pior fase da equipa, com diversos resultados negativos para as aspirações do clube nas restantes competições.
Após ter sido arredado da Liga Europa e ter dito praticamente adeus ao Campeonato Nacional, Keizer e a sua equipa realizaram um bom final de temporada, culminando com a conquista da décima sétima Taça de Portugal.
Mister, está na “hora” de conquistar o Campeonato Nacional Fonte: Sporting CP
No decorrer da “era” do holandês fui tentando avaliar o mister e fui claramente influenciado pelas diversas fases que a equipa atravessou. Agora que findou a temporada, posso dizer que considero uma temporada positiva, duas conquistas nacionais em três possíveis, sobretudo por tudo o que a equipa atravessou desde a reta final da temporada 2017/2018 até ao final da temporada que agora terminou.
Em relação ao mister, só quero comparar com um técnico que passou recentemente pelo clube leonino. O holandês conquistou os mesmos troféus numa temporada (incompleta) que Jorge Jesus em duas temporadas. Ah e não vamos comparar vencimentos!
Só na próxima temporada conseguirei avaliar Marcel Keizer, uma vez que será o holandês a iniciar a temporada, e como sabemos a pré-época é muito importante para o decorrer da época. Acredito que Marcel Keizer conseguirá fazer melhor na temporada que se avizinha.
O Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima vê disputada neste fim de semana a sua nona edição. À semelhança dos anos anteriores, a Associação Desportiva “Os Limianos” traz dos melhores emblemas nacionais e internacionais até à vila mais antiga de Portugal para uma prova destinada aos sub-12.
A edição de 2019 está colorida pelas cores de SL Benfica, FC Porto, AD Limianos e Academia de Futebol Internacional de Guiné-Bissau no grupo A e pelas cores de SC Braga, Sporting CP, Vitória SC e Escola de Fútbol Denis Suárez no grupo B. Para além da equipa da casa, dos habituais “três grandes” e dos rivais do Minho, a surpresa do torneio recaiu nas confirmações da escola com o nome e cara da estrela espanhola do FC Barcelona e da Academia africana fundada por Wilson Pereira Batista.
O primeiro jogo da manhã opôs os encarnados à equipa da casa. Apontadas como favoritas, pelo histórico na competição e pela vitória no ano passado, as águias impuseram-se sem dificuldade com três golos sem resposta, fruto do bis de Geovany Quenda e de um golo de Rui Silva.
O jogo que se seguiu foi um verdadeiro mini derby do Minho. SC Braga e Vitória SC disputaram uma partida com tudo o que tinha direito; golos, emoção e muita raça à mistura. Os Conquistadores apoiaram-se numa eficácia invejável e golearam por 5-2, com golos de Afonso Meireles, Hugo Costa e um hat-trick de Rodrigo Monteiro. Para os bracarenses faturaram Leonardo Ferreira e Afonso Guimarães.
No entanto, a surpresa estava no terceiro jogo. FC Porto e Academia de Guiné-Bissau mediram forças num jogo bem disputado, com oportunidades desperdiçadas de parte a parte e uma divisão de pontos sem golos no final. Na retina ficou desde logo a qualidade da posse dos guineenses; paciente, precisa, progressista. Uma agradável surpresa que só foi superada pela forma como no fim agradeceram a todo o público na bancada, contagiando-o com os sorrisos de orelha a orelha e os pulos de contentamento que ostentaram até aos balneários.
Ainda antes da pausa para almoço, os leões mostraram pela primeira vez o seu futebol perante uma incógnita Escola de Fútbol Denis Suárez. Os espanhóis mostraram-se empenhados e lutadores, conservando a derrota pela margem mínima até ao intervalo, mas nada puderam fazer na segunda metade perante um Sporting CP demasiado entrosado e eficaz (4-0). Marcaram Eduardo Costa, Cloaldo Cofite e Afonso Santos bisou.
O Clássico foi demasiado desnivelado, favorável às jovens águias Fonte: Ricardo Brito
O primeiro jogo da tarde apresentou um Clássico entre águias e dragões que prometia muito. Depois de um empate no primeiro jogo, os azuis e brancos precisavam da vitória para alimentar o objetivo da fase final, enquanto as águias podiam segurar a qualificação em caso de novo triunfo. Apesar da insistência, os portistas simplesmente não tiveram arte nem engenho para dobrar os benfiquistas seguros e dominadores. Saltaram à vista as pequenas águias Enzo Barros e Eduardo Fernandes, que bisou. Marcaram ainda Geovany Quenda e André Vakulyuk (4-0).
Depois da pesada derrota, o SC Braga queria vingar e conseguiu; quem pagou a fatura foi novamente a EF Denis suárez. Num jogo entretido e indeciso até perto do final, os bracarenses Vicente Silva, Hugo Silva, Rui Silva e Afonso Guimarães, por duas vezes, deram a vitória ao clube da cidade dos arcebispos. Pablo Castro e Anton Perez ainda assustaram (5-2).
A Academia de Futebol Internacional da Guiné-Bissau voltou a subir ao relvado, desta vez para enfrentrar os Infantis da casa. Com resposta à altura, os guineenses só se superioriaram claramente já perto do final e venceram por 4-1. Sulemane Bari, Sérgio Cá, Ruvio Sanha e Carlitos Mané marcaram para os de Bissau, Gabriel Arantes apontou o golo limiano.
Sporting CP e Vitória SC, ambos vitoriosos no primeiro jogo, mediam forças e discutiam a liderança do grupo. Num jogo dominado na globalidade pelos vimaranenses, foram os leões quem se impôs e construíram um resultado enganador, mas justo pela eficácia; Afonso Moço, Duarte Ferreira e Afonso Santos garantiram a vitória suada (3-0).
Sporting CP e Vitória SC dominaram o grupo B Fonte: Ricardo Brito
No jogo que podia decidir a liderança do grupo A, as águias entraram em campo pela última vez para defrontar a Academia Guiné-Bissau. O jogo revelou-se algo morno, mas compreensível pelo acumular de partidas debaixo de temperaturas elevadas. Com muita posse mas pouco perigo criado, foi de forma natural que o SL Benfica viu Sulemane Bari marcar o único golo do jogo e conquistar o primeiro lugar do grupo para os guineenses.
Num jogo igualmente calmo, e apesar de duas oportunidades claras falhadas pelos bracarenses, o Sporting CP voltou a vencer (1-0) e a alcançar o pleno; três jogos, três vitórias e primeiro lugar com a baliza trancada.
A fechar a fase de grupos, FC Porto e AD Limianos discutiram o terceiro lugar, enquanto o Vitória SC procurava garantir o segundo posto diante da EF Denis Suárez. Numa vitória tangencial graças a um pontapé “do meio da rua”, os dragões mantiveram o terceiro posto. Marcaram Manuel Teixeira e Guilherme Faria, Gabriel Arantes voltou a faturar pelos anfitriões. Sem grande dificuldade, os vimaranenses asseguraram o apuramento na segunda posição depois de baterem os espanhóis por esclarecedores 7-2. Rodrigo Monteiro voltou a assinar um hat-trick, Pedro Silva bisou e marcaram ainda Emir Costa e Afonso Meireles. Pablo Castro e Izan Vila atenuaram os estragos.
No segundo e último dia da prova, a Academia Guiné-Bissau enfrenta o Vitória SC na primeira meia-final, enquanto na outra se assistirá a um derby lisboeta. Na luta pelo quinto e sexto lugar defrontar-se-ão dragões e arsenalistas, enquanto os lugares mais baixos do torneio serão discutidos por limianos e espanhóis.