Do sonho ao pesadelo em três temporadas, eis a história dos últimos três anos do FC Arouca. A viver um grande sonho na temporada 2016/2017, altura em que disputa pela primeira vez na sua história, as pré-eliminatórias de acesso à Liga Europa, à queda ao Campeonato de Portugal esta temporada.
No decorrer da época foram uma das equipas que mais desiludiu com apenas dez vitórias em 34 possíveis. Em campo os jogadores demonstraram sempre pouco empenho, pouca organização. E apesar de teoricamente o plantel ter sido constituído para atacar a subida, cedo se percebeu, com o avolumar dos resultados negativos, que equipa não ia ter a vida fácil. A defesa pouco coesa foi uma das principais causas para a quantidade enorme de empates sofridos (10), e também para ser um dos piores ataques da prova.
Perante este cenário, o FC Arouca está a viver um dos piores períodos da sua história, e que se agravou no passado dia 25 de maio com a demissão em bloco da sua direção. Neste momento o clube vive uma situação de total indefinição com o plantel a ameaçar avançar para a rescisão coletiva caso aos seus contratos não sejam cumpridos. Um clube completamente à deriva, onde nem a participação no Campeonato de Portugal é um dado adquirido.
A turma arouquense foi uma das piores defesas da Segunda Liga Fonte: Bola na Rede
O momento que o clube vive é delicado e demonstra que ao longo dos últimos anos o Arouca esteve em queda livre. As últimas épocas não foram planeadas como deveriam e hoje o clube paga pelos erros do passado. Neste momento o clube depara-se com vários problemas financeiros e segundo as noticias vindas a publico recentemente, o cenário de insolvência é uma possibilidade real.
Resta esperar que o clube se saiba reerguer e que se saiba rodear das pessoas certas. De salientar, que o FC Arouca é um clube que nos últimos anos tinha vindo a construir o seu espaço nas ligas profissionais, registando boas classificações na Primeira Liga. E como tal, nada fazia prever o cenário de terror.
No jogo principal das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2018/2019, o Benfica conseguiu, finalmente, terminar com o registo negativo perante o Sporting e acabou por golear os atuais Campeões Europeus por 7-3. Desta maneira, no domingo, as águias podem regressar às conquistas, mas para tal vão ter de derrotar a Oliveirense. Conjunto que joga em “casa”, pois a competição está a ser disputada no seu pavilhão, e que também esta sedenta por títulos.
O Sporting foi a primeira equipa a criar perigo e a meias entre o poste e a máscara de Pedro Henriques, Toni Pérez quase inaugurou o marcador. Pouco depois, o guardião encarnado voltou a ser chamado ao trabalho, desta feita para defender uma forte stickada de Ferran Font. Sem ser tão objetivo no ataque, o Benfica respondeu de meia distância e Girão aproveitou para começar a brilhar, impedindo dois belos golos de longe a Nicolia e Casanovas.
Jogados cinco minutos do dérbi, um erro na saída para o ataque de Nicolia levou o argentino a ter de fazer uma falta para cartão azul sobre Font. O próprio, exímio e imprevisível neste tipo de lances, simulou uma stickada direta, seguiu para a habitual picadinha e não falhou, fazendo o 1-0. Pouco depois, numa situação de três para dois que parecia perdida, Matías Platero, com alguma sorte à mistura, apontou o 2-0. Pedro Henriques poderia e deveria ter feito muito mais.
Passados alguns instantes após o segundo, Toni Pérez, sozinho perante o guardião das águias, quase fez o terceiro e no seguimento do lance, o número cinquenta e sete dos leões acabou por ver um cartão azul. No respetivo livre-direto, Ordoñez, também especialista neste tipo de lances, foi conservador e acabou por permitir a defesa de Girão.
Em situação de superioridade numérica, o Benfica quase não criou perigo, pois no primeiro lance junto da baliza de Girão, chegou ao golo por intermédio de Nicolia. Reduzindo o marcador para 2-1. Girão, tantas vezes salvador, acabou por ser mal batido.
Numa fase mais morna no encontro, um contra-ataque dos encarnados conduzido por Nicolia, resultou no 2-2 apontado Vieirinha que deitou Girão e com a baliza deserta atirou a contar.
Os golos do Benfica espevitaram o jogo, que voltou a ganhar velocidade e dinamismo, havendo lances de perigo eminente perto das duas balizas. Bem o seu estilo, as águias apostavam num hóquei mais atacante, enquanto que os leões optavam por um hóquei mais cauteloso.
A cerca de sete minutos do intervalo, Lucas Ordoñez arriscou uma iniciativa individual e acabou por arrancar um cartão azul a Raul Marín. Desta feita foi Adroher o escolhido para conversão do livre-direto e com uma picadinha extremamente precisa, colocou o Benfica na frente do marcador.
Na sequência do golo, Raul Marín viu um novo cartão azul por protestos. Assim, por mais uma vez em situação de powerplay, os comandados de Alejandro Domínguez carregaram à procura do quarto golo da tarde, mas Girão, quem mais, impediu o dilatar do resultado.
Segundos depois de retomado o cinco para cinco, Ordoñez voltou a apostar numa iniciativa individual e já em desequilibriu “ceifou” o esférico que só parou no fundo da baliza verde e branca. O Benfica aumentava a vantagem para 4-2.
Com pouco mais de um minuto para a pausa, Adroher viu um cartão azul devido a uma falta na tabela sobre Font. O próprio regressou à marca do livre-direto, voltou a simular uma stickada rasteira e com uma nova picadinha reduziu o marcador para 4-3.
A vinte segundos do intervalo, Gonzalo Romero cometeu a 10ª falta do Sporting. Nicolia, chamado à conversão do livre-direto, stickou direto e repôs a vantagem benfiquista.
Finalizada a primeira parte, o Benfica vencia o Sporting por 5-3. Enormes vinte e cinco minutos de parte a parte. A formação sportinguista rapidamente se apanhou a vencer por dois golos sem resposta, mas os encarnados nunca baixaram os braços e conseguiram ir para os balneários a vencer por dois tentos de diferença. Nota para erros de arbitragem para ambos os lados, com os principais enganos a terem sido em lances de grande penalidade. Um sobre Valter Neves e outro sobre Ferran Font.
Nicolia é capaz do melhor e do pior. Desde tentos importantíssimos a erros que resultam em golos dos adversários. Cometeu uma falta para grande penalidade, mas o lance acabou por não ser sancionado Fonte: SL Benfica
A segunda metade quase começou com um erro de arbitragem gravíssimo, visto que Miguel Guilherme assinalou grande penalidade por Girão ter tocado no esférico sem ter o stick na sua posse, mas Ricardo Leão, melhor posicionado, entrou em cena e ajudou a corrigir o equívoco.
Perto da marca dos vinte e sete minutos, Platero ofereceu um contra-ataque de dois para um ao Benfica, mas Girão impediu o golo a Valter Neves.
A perder e obrigado a correr atrás do resultado, Sporting procurava assumir o jogo na tentativa de chegar ao golo, mas tal não estava a ser tarefa fácil para os atletas de Paulo Freitas.
Após inúmeras tentativas de meia distância, o fruto finalmente nasceu. Bela movimentação de Diogo Rafael e Ordoñez e as águias fizeram o 6-3. Diogo fez uma boa cortina, Ordoñez aproveitou e com uma stickada fortíssima em zona frontal voltou a marcar. Pouco depois, o Sporting ficou muito perto de reduzir, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, disse não a um belíssimo golo de picadinha, como mais poderia ser, de Ferran Font.
A missão leonina dificultou-se ainda mais, pois, tendo de tomar conta das operações, o que estava a fazer, mas sem grande êxito, dava mais espaço aos atletas do Benfica para jogar. Em sentido contrário, com três golos de vantagem no marcador, a formação das águias procurava controlar a partida, mas nunca recusavam uma boa situação para avolumar o score. Exemplo disso foi uma transição rápida de três para dois, a cerca de onze minutos do fim, que Adroher acabou por desperdiçar ao enrolar a bola ao lado da baliza de Girão.
Com cerca de sete minutos para o final, os encarnados beneficiaram, mal, de uma grande penalidade devido a uma suposta falta de Marín. Nicolia assumiu a marcação do penalti e com uma stickada rasteira fez o 7-3. Segundos antes, o Sporting quase reduziu, mas acabou por ser o Benfica a aumentar a vantagem. Porém, através uma falta inexistente.
O sétimo golo abalou a equipa do Sporting que, momentos depois, quase sofreu o oitavo. No entanto, Girão evitou novo período de festa benfiquista. Passados alguns instantes, foi a vez de Pedro Henriques brilhar, negando um golo a Marín. Pouco depois, um erro na saída para o ataque leonino fez com que Diogo Rafael ficasse isolado diante Girão, mas o guardião verde e branco acabou por levar a melhor no duelo com o colega de seleção. No seguimento do jogo, o Benfica cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, quem mais, regressou à marca do livre-direto, mas à terceira o guarda-redes das águias acabou mesmo por defender. Indicar também que, na terceira tentativa da tarde, Font variou o estilo de marcação, tendo apostado numa stickada direta e não na habitual picadinha.
A pouco mais de um minuto da conclusão do encontro, o Sporting usufruiu de uma grande penalidade, devido a Pedro Henrique ter prendido a bola de forma propositada. Raul Marín, com oportunidade de reduzir a desvantagem dos leões, não conseguir marcar. Nem no próprio penalti ou na recarga.
Terminado o dérbi, o Benfica venceu o Sporting por 7-3 e garantiu a presença na final da Taça de Portugal. Fase da competição à qual já não chegava desde a temporada de 2015/2016. Vitória justa da melhor equipa em pista ao longo dos cinquenta minutos de jogo, que soube recuperar de uma desvantagem de 2-0 e nos segundos vinte e cinco minutos foi bastante eficaz. Isto, tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo, tendo controlado uma formação leonina que sentiu muito a falta de Pedro Gil, que não pode jogar devido a problemas físicos, como aproveitado mais lances de bola parada do que havia conseguido ultimamente.
Assim, no domingo a partir das 19h00, Oliveirense e Benfica disputam a sua segunda final da Taça de Portugal. A primeira ocorreu na temporada de 2011/2012, na ressaca do primeiro título de campeão nacional das águias desde 1997/1998, com a vitória a ter sorrido à União por 3-1.
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 5-Nicolia e 7-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Banco: 10-Marco Barros (CAP.) e 44-Miguel Rocha
Com o final da temporada eis que se aquecem os rumores sobre as entradas e saídas dos diferentes clubes nacionais e internacionais. Um dos nomes que tem sido associado aos Leões é o médio ofensivo internacional ucraniano Ruslan Malinovskyi (chamada de primeira página do jornal A Bola, dia 24 de maio). Trata-se de um jogador que atua no KRC Genk da Bélgica, atual campeão nacional neste país, sendo uma das revelações do campeonato belga. Pelo que se tem vindo a falar, Ruslan Malinovski está colocado como “número um” para render Bruno Fernandes. É perante este cenário da saída do internacional português que têm crescido rumores acerca do seu futuro substituto. Malinovskyi é apenas um deles. Mas há outros. Tem aparecido também na imprensa nacional Matheus Uribe como substituto do internacional português, jogador que atua no Club America do México.
Apesar do internacional ucraniano estar no radar dos Leões, o que é facto é que isso não chega para que os responsáveis leoninos levem de vencida a concorrência para consumar em definitivo a transferência. É que, segundo o jornal Record, o jogador tem despertado interesse em vários clubes com outros argumentos financeiros, nomeadamente o Arsenal e o Nápoles, estando mesmo o clube italiano a preparar uma proposta pelo médio no valor de 15M€, complicando-se a vida para os leões neste cenário de avanço da equipa napolitana. De referir que o valor de mercado do jogador do Genk é de 10M€.
A entrada de um médio ofensivo é indissociável da saída (ou não) de Bruno Fernandes. E, neste capítulo, a Sporting SAD não abdica de vender o leão da Maia por um valor inferior a 70M€. Os que estão prontos para “fazer loucuras” por Bruno Fernandes são, tal como já sabemos, os ingleses do Manchester City e do Manchester United. Enquanto esta situação de Bruno Fernandes não se resolver, o Sporting não “atacará” o mercado de forma lúcida e clara. O clube de Alvalade tem que resolver, em primeiro lugar, a situação de Bruno Fernandes para depois com calma e clareza, partir para o mercado de forma mais incisiva. Até que isso aconteça, o que existe de momento são “cenários” e pouco mais do que isso.
O futuro imediato do médio leonino promete continuar a fazer correr muita tinta Fonte: Sporting CP
Para baralhar mais as coisas relativamente ao futuro de Bruno Fernandes, na entrevista ao jornal Record, Marcel Keizer disse de forma perentória: “Se fosse treinador de um clube rico dizia: ‘por favor comprem o Bruno Fernandes”. Mas o treinador holandês conhece a diferença entre o que é do domínio dos sonhos e da realidade. E esta última é bem clara: dificilmente Bruno Fernandes continuará de Leão ao peito na próxima temporada.
Os colegas, na ressaca da final da Taça de Portugal, multiplicaram-se em elogios e, sobretudo, pedidos a Bruno Fernandes para que este fique em Alvalade. Gudelj foi um deles, referindo o sérvio que iria falar com o internacional português para ficar em Alvalade. Além do facto do Sporting necessitar de dinheiro e de Bruno Fernandes não recusar uma proposta de sonho, o internacional português também ainda não afirmou claramente a sua intenção de sair de Alvalade. Aliás, se recordarmos as suas palavras depois da final da Taça de Portugal, ficamos todos com mais dúvidas ainda sobre o seu futuro: “Sei que há interesse, mas daí a chegar a acordo há uma grande distância” ou ainda notícia do jornal A Bola que, na sua edição online de 24 de maio, destacava as declarações de Bruno Fernandes: “Não consegui ser campeão ainda, não tenho porque sair”.
Voltemos a Malinovskyi. Seja ele ou outro, terá que dar muito à perna para substituir Bruno Fernandes. Mas não há insubstituíveis no Sporting Clube de Portugal. Se o internacional português sair, o que chegar terá um longo trajeto pela frente. Mas haja esforço, dedicação, devoção e glória e tudo se conseguirá!
You’ll never walk alone! O Liverpool FC é o novo campeão europeu de Futebol de clubes, após bater o rival Tottenham Hotspur FC numa final da Liga dos Campeões 100% inglesa. Os reds até tiveram menos posse de bola e oportunidades de golo, mas a eficácia e concentração demonstradas ao longo dos 90 minutos acabaram por definir o desfecho desta edição da prova milionária. É a sexta vez na sua história que o clube de Liverpool conquista a “orelhuda”.
O início de partida não podia ter corrido pior aos Spurs, com a bola a bater no braço de Sissoko, dentro de área, e o árbitro Damir Skomina a apontar para a marca de grande penalidade. A estrela da companhia, Mohamed Salah, foi chamada a converter o castigo máximo e, aos dois minutos, inaugurou o marcador em Madrid.
No Wanda Metropolitano, nenhuma das equipas conseguia impor o seu futebol e o jogo ia avançando algo morno, enquanto o calor na capital espanhola ainda se fazia sentir. Aos 17 minutos, o jovem Alexander-Arnold tentou a sua sorte de meia distância, mas o remate saiu uns centímetros ao lado do poste esquerdo da baliza de Lloris.
O francês seria novamente obrigado a estar atento vinte minutos depois, quando, da lateral contrária, Robertson disparou um míssil, sem dó nem piedade. O guardião do Tottenham protagonizava uma enorme defesa e o encontro ia para intervalo com o golo solitário do Liverpool.
Salah fez o 1-0 no Wanda Metropolitano de penálti, logo aos dois minutos Fonte: Liverpool FC
No segundo tempo, as duas formações entraram mais atrevidas e os adeptos viram a emoção do desafio aumentar exponencialmente. As substituições operadas por Mauricio Pochettino, do lado do Tottenham, faziam com que os lilywhites ultrapassassem o meio-campo dos reds com menor dificuldade.
Aos 69 minutos, o recém-entrado James Milner teve nos pés o segundo do Liverpool, mas o esférico passou a rasar o poste direito de Lloris. A partir daí, as melhores oportunidades da etapa complementar pertenceram aos Spurs: aos 79’, Dele Alli cabeceou por cima da trave; um minuto depois, Alisson soltou o guarda-redes monstruoso que tem dentro de si e efetuou duas grandes defesas aos remates de Son e Lucas Moura; e, aos 84’, o brasileiro de 26 anos “voou” para impedir o golo de livre de Eriksen.
A três minutos dos 90’, o conjunto de Jürgen Klopp selou as contas do desafio: Matip encontrou o herói da reviravolta das meias-finais, Divock Origi, e o avançado belga atirou rasteiro para o fundo das redes do Tottenham.
Alisson ainda foi chamado a intervir antes do apito final de Skomina, mas já não havia grande coisa a mudar. Depois dos desaires nas finais de 2007 e 2018, o Liverpool volta assim a vencer a Champions que lhe escapava há 14 anos. É o primeiro trofeu de Klopp à frente dos reds e, pela qualidade exibicional e plantel à sua disposição, promete não ficar por aqui.
Aquilo que vinha a ser avançado pela imprensa acabou por se confirmar: Jorge Jesus é o novo treinador do CR Flamengo, um destino que, há 2/3 anos atrás, ninguém acreditava que se pudesse concretizar. Mas o que levou o conceituado treinador português a optar por este desafio “exótico”, e longe da grande proposta europeia com que o próprio Jorge Jesus sonha há anos?
Comecemos pelo início: no final de 2018, o engenheiro Rodolfo Landim foi eleito o novo presidente do CR Flamengo, tendo tomado posse no dia 1 de Janeiro de 2019, curiosamente, no mesmo dia da tomada de posse de Jair Bolsonaro.
Então, Rodolfo Landim fez um forte investimento na equipa de Futebol, apetrechando o plantel com jogadores de renome no país, tal como Gabriel Barbosa (ex-SL Benfica), Bruno Henrique, Giovani De Arrascaeta e Rodrigo Caio, que se juntaram assim a outros nomes como Diego Alves (ex-CF Valência), Vitinho (ex-CSKA Moscovo) e Diego Ribas (ex-FC Porto, Werder Bremen e Juventus FC). Para treinador, Rodolfo Landim tinha apostado em Abel Braga, técnico que passou pelo Futebol português na década de 90, representando clubes como o FC Famalicão, Belenenses e Vitória FC.
Apesar de ter conquistado o Campeonato Carioca, o técnico de 66 anos nunca foi um nome consensual para a exigente torcida do “Mengão” e o arranque a meio gás no Brasileirão (três vitórias nas primeiras seis jornadas) e na Copa Libertadores (terminou o grupo D em igualdade pontual com Peñarol e LDU Quito) aumentou o tom da contestação. Tal situação levou Rodolfo Landim a ir ao mercado à procura de outro treinador, atitude que não foi do agrado de Abel Braga, que acabaria por pedir a demissão esta semana.
Quanto a Jorge Jesus, desde que assumiu o comando técnico do Benfica, tem vindo a alimentar o sonho de treinar uma grande equipa europeia, desejo esse que manifestou publicamente em várias entrevistas. Muitos pensaram que essa oportunidade chegaria em 2015, ano em que terminava contrato com o Benfica, mas surpreendeu tudo e todos ao ter-se mudado para o Sporting CP, o clube do seu coração e do qual o pai foi jogador, pormenores que poderão ter pesado na decisão do técnico.
Jorge Jesus irá viver o futebol brasileiro de perto Fonte: Clube Regatas Flamengo
Depois de não ter conseguido quebrar o jejum de campeonatos no Sporting CP e do atentado na Academia de Alcochete que ditou a sua saída, seguiu-se a experiência nos árabes do Al-Hilal que também não correu de feição. Apesar dos constantes rumores que apontavam um regresso seu ao Benfica, Jorge Jesus mantinha a ambição de assinar por um grande clube na Europa, ao ponto de, segundo o jornalista brasileiro Bruno Andrade, ter chegado a acordo com o empresário israelita Pini Zahavi depois de sair do Al-Hilal em Janeiro, para o ajudar a concretizar esse objectivo.
Com essas possibilidades a reduzirem-se, Jorge Jesus começou a mentalizar-se das possibilidades de ir treinar para o Brasil, sendo que, segundo a imprensa no país, este terá sido “assediado” pelo CF Vasco da Gama e pelo Atlético-MG. Até que, neste mês de maio, terá feito os primeiros contactos com o CR Flamengo, com o acordo a ser oficializado no dia 1 de Junho.
Jorge Jesus sempre foi um admirador do futebol brasileiro e um estudioso do Futebol. Tendo ele as suas qualidades e defeitos, a verdade é que Jorge Jesus percebe de Futebol como poucos, e o seu conhecimento pode fazer a diferença num campeonato onde impera a anarquia táctica.
Por outro lado, um factor que o pode desfavorecer muito é o facto de, por norma, os clubes brasileiros sofrerem uma grande pressão externa, tanto por parte dos adeptos como por parte da imprensa. Apesar de “JJ” já estar um pouco habituado a isso no Benfica e no Sporting, no Brasil, a cultura e a mentalidade são diferentes, e com o ego que todos sabemos que tem, poderá não lidar com essa pressão da mesma forma.
Mas mais importante que estes factores é que esta ida para o Flamengo poderá ser sinal de uma tomada de decisão do treinador. O técnico que fará 65 anos em Julho encontra-se já numa fase avançada da carreira e poderá entender que as possibilidades de rumar a um grande clube na Europa serão cada vez mais escassas, ainda para mais dentro das suas exigências salariais. Mas será uma ocasião para treinar um dos clubes com maior massa adepta no país, onde a exigência será máxima e onde, acima de tudo, poderá desfrutar do Futebol como tanto gosta.
Assim que o rumor começou a aparecer, este tem sido o principal assunto no Brasil nos últimos dias, sendo que Jorge Jesus não é de todo um nome consensual para a imprensa brasileira, ao ponto do jornalista da FOX Sports Marco de Vargas ter mencionado os seus “três títulos na porcaria do campeonato português”. Estas declarações são a prova de que os adeptos brasileiros não aprenderam nada com os 7-1 da Alemanha. E, sendo Jorge Jesus muito senhor do seu nariz, como todos sabemos, poderá ver nessas declarações uma ocasião para mostrar que estão errados.
Jorge Jesus pode ter muito a ensinar (e também a aprender) ao Futebol brasileiro. E é por isso que este desafio pode ser o mais interessante da sua carreira.
O mundo do futebol está em choque com a perda de José Antonio Reyes, que faleceu na manhã deste sábado, num acidente de viação à saída da cidade de Utrera, Espanha, onde nasceu. Tinha 35 anos e jogava no Extremadura UD, na segunda divisão espanhola.
Segundo o que foi possível apurar junto da imprensa local, o sucedido teve lugar às 11:40 horas (10:40 em Lisboa), numa autoestrada entre Sevilha e a cidade natal. O excesso de velocidade é a causa referida para a tragédia. O carro em que viajavam, um Mercedes com uma cilindrada de 380 cavalos, sofreu um despiste que atirou o jogador, o primo, Jonathan Reyes e um amigo para fora da estrada, tendo-se incendiado de seguida. Os dois primeiros morreram no local, o terceiro algumas horas depois, com queimaduras em 60% do corpo.
Reyes deixa uma carreira de 25 anos ao serviço da modalidade, boa parte dela no Sevilha FC, onde se formou como júnior e senior, numa ligação de 16 épocas desportivas (consecutivas de 1994 a 2003 e, mais tarde, 2011 a 2016). Representou mais oito clubes, a maioria (5) em Espanha: Arsenal (2003/2006), Real Madrid (2006/2007), Atlético de Madrid (2007/2008; 2009/2011), Benfica (2008/2009), Espanyol (2016/2017), Córdoba (2017/2018), Xinjiang Tianshan Leopard (2018) e o já referido Extremadura (2018/2019), a última formação da longa e memorável caminhada no futebol europeu e mundial.
Olhando para os números, alinhou em 706 jogos, a maioria no Sevilha (253) e marcou 104 golos (40, também a maioria, no clube que o viu nascer para o futebol). Na seleção, somou 22 internacionalizações e apontou quatro golos. Levantou um total de 14 troféus: Liga Europa (5), Supertaça Europeia (1), Liga Espanhola (1), Segunda Divisão Espanhola (1), Liga Inglesa (1), Taça Intertoto (1), Taça da Liga em Portugal (1), FA Cup (1), FA Community Shield (1) e Campeonato da Europa de sub-19 (1). Um percurso invejável que não deixa ninguém indiferente, especialmente nesta altura de grande pesar.
A UEFA já fez saber que o atleta vai ser homenageado na final da Liga dos Campeões, que hoje se realiza, entre o Liverpool e o Tottenham, com um momento de silêncio antes do apito inicial.
O percurso de Reyes marcou o futebol. Só no Sevilha, foram 16 temporadas e muitas mais conquistas! Fonte: Sevilha FC
Para trás, fica toda uma vida ainda por viver! Extremo de posição, Reyes tinha um pé esquerdo fabuloso e que muito impressionou por onde passou. É, sem dúvida, uma notícia trágica e que marca o dia pelas piores razões.
Numa nota partilhada no site do Sevilha, os elogios são rasgados. “Uma das pérolas mais adoradas da história do Sevilla deixa-nos cedo demais, deixando um legado brilhante. 22 internacionalizações e uma magnífica lista de prémios”.
Também Luís Filipe Vieira, no site do Benfica, destacou a “profunda tristeza e consternação” quando se soube da notícia. “Foi um choque (…) Apresento as mais sentidas condolências a toda a sua família e amigos, manifestando profunda solidariedade e pesar nesta hora difícil e muito triste. O atleta e homem exemplar ficará para sempre na nossa memória”.
Reyes jamais será esquecido na história do futebol! As conquistas, qualidade e momentos lendários na seleção e nos clubes que integrou não voam com o tempo. Como quando integrou o projeto invencível do Arsenal, sem deixar de parte a ligação afetiva ao Sevilha, o clube que o formou e acolheu em todos os momentos da vida.
Da parte do Bola na Rede, apresentamos os nossos sentimentos e sentidas condolências à família e amigos de José Antonio Reyes. Descansa em paz, campeão!
No primeiro jogo das meias-finais da Final-Four da Taça de Portugal de 2018/2019, Oliveirense e Riba d’Ave proporcionaram um bom jogo de hóquei em patins a todos os adeptos presentes no pavilhão Dr. Salvador Machado. Contudo, a equipa da “casa”, mais preparada do ponto de vista físico, conseguiu levar a melhor vencendo a formação do distrito de Braga por 4-2.
O encontro arrancou de forma equilibrada e dinâmica, com ambos os conjuntos a trocarem ataques, mas com cerca de dois minutos disputados, Hugo Azevedo, com uma stickada rasteira à procura de um desvio, surpreendeu Puigbí e fez o 1-0. Momentos depois, na sequência de um lance de ataque da Oliveirense, Hugo Azevedo fez falta para grande penalidade sobre Bargalló. O próprio assumiu a marcação do penalti, mas Pedro Freitas defendeu.
Algo surpressa com a boa entrada do Riba d’Ave em pista, a União demonstrava dificuldades em criar reais oportunidades de perigo junto da baliza adversária. A formação de Vila Nova de Famalicão, por seu lado, procurava ser paciente no ataque ou então aproveitar situações de transição rápida.
Só a partir do momento em que Marc Torra entrou pista, fazendo o seu regresso à competição depois de uma pausa devido a um problema cardíaco, a Oliveirense conseguiu começar a dispor de mais lances de golo. Porém, a boa organização defensiva do Riba d’Ave continuava a complicar bastante a tarefa dos comandados de Renato Garrido.
Em cima da marca da marca dos quinze minutos de jogo, o Riba d’Ave quase aumentou a vantagem, mas Puigbí conseguiu manter a diferença, tendo impedido o golo a Nuno Pereira “Miccoli” e a Diogo Casanova.
A cerca de seis minutos da pausa, Pedro Moreira apostou numa stickada de meia distância, mas Pedro Freitas travou as intenções do experiente jogador da União. Pouco depois, Jordi Bargalló arriscou uma iniciativa individual e depois de passar por dois stickou, mas o guardião do Riba d’Ave voltou a defender.
A faltar pouco mais de um minuto para o intervalo, Hugo Azevedo “sacou” um azul a Pedro Moreira. Diogo Casanova foi o escolhido para a conversão do livre-direto, tentou uma picadinha, mas Puigbí defendeu.
Até ao intervalo e em superioridade numérica, o Riba d’Ave não teve grandes oportunidades de golo e as equipas foram para as cabines sem alterações no resultado.
Terminada a primeira parte, o Riba d’Ave estava a vencer a Oliveirense por 1-0. Vantagem justa tendo em conta os vinte e cinco minutos protagonizados pelos jogadores de Hugo Azevedo que, para além de terem estado extremamente organizados e concentrados na tarefa defensiva, conseguiram ser os mais perigosos no ataque. Carregados pelos jovens Diogo Casanova, Diogo Seixas, Pedro Freitas e Tomás Pereira, suportados pela experiência de Hugo Azevedo e Bruno Serôdio, a equipa de Vila Nova de Famalicão foi a melhor e a União nunca conseguiu dar a volta ao rumo dos acontecimentos.
Hugo Azevedo e Tomás Pereira festejam o primeiro golo do Riba d’Ave Fonte: Riba d’Ave Hóquei Clube
O Riba d’Ave entrou no segundo tempo ainda em situação de powerplay, mas quase que foi surpreendida, pois através de uma má saída para o ataque, Xavi Barroso só não fez o golo do empate porque Pedro Freitas não o permitiu.
A Oliveirense regressou dos balneários determinada a dar a volta ao resultado, mas apesar das várias stickadas de meia distância, as diversas tentativas da Oliveirense esbarravam sempre em no guardião do Riba d’Ave.
Ao contrário do que havia ocorrido na primeira metade, a formação da região de Braga estava a ter muito mais dificuldades em ter bola, mas mesmo assim não deixava ter boas oportunidades de perigo. Situações que apenas não eram concluídas porque Puigbí não o permitia.
Pedro Freitas continuava em grande e com cerca de trinta e dois minutos jogados, Bargalló voltou a obrigar o jovem do Riba d’Ave a uma enorme intervenção e na recarga foi a vez de Marc Torra vir-lhe ser negado o golo. Todavia, depois de tanta insistência, a bola acabou mesmo por entrar. Excelente passe de costa a costa de Barroso e Jorge Silva, totalmente isolado, não falhou e fez o 1-1.
Com o resultado igualado, o ritmo no encontro baixou e as chances de golo passaram a ser mais raras.
Jogados cerca de trinta e oito minutos, Xavi Barroso viu um cartão azul em virtude de uma falta cometida sobre Diogo Casanova. Nuno Pereira “Miccoli”, chamado à marcação do livre-direto, dançou em frente de Puigbí e não falhou, fazendo o 2-1 para o Riba d’Ave. Segundos depois, a formação de Vila Nova de Famalicão cometeu a sua 10ª falta. Marc Torra, especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e restabeleceu a igualdade.
Mais forte fisicamente, a Oliveirense foi apertando e após mais algumas boas intervenções de Pedro Freitas, Marc Torra, em zona frontal à baliza adversária, enrolou o esférico de forma vitoriosa e assinou o 3-2. Confirmando a reviravolta da União no marcador. Pouco depois, contra-ataque de três para dois a favor da equipa da “casa” e Bargalló, servido por Jorge Silva e com alguma sorte à mistura, fez o 4-2.
Sem nada a perder, o Riba d’Ave apostou as fichas todas e retirou o guarda-redes de pista para colocar um quinto jogador de campo. No entanto, essa alteração em nada resultou.
Concluída a partida, a Oliveirense venceu e bem, sobretudo pela segunda parte, o Riba d’Ave por 4-2. Destaque para a enorme exibição da formação de Vila Nova de Famalicão que nunca desistiu e deu tudo o que tinha para conseguir o melhor resultado possível. Porém, com o avançar do jogo, a União, carregada por Bargalló, Barroso e Torra, foi começando a ganhar superioridade e após ter conseguido bater Pedro Freitas, abriu caminho para a qualificação para a final.
EQUIPAS
UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 9-Jordi Bargalló, 15-Jorge Silva e 84-Emanuel Garcia ; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 8-Marc Torra e 74-Pablo Cancela; Banco: 26-Domingos Pinho (GR) e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)
Riba d’Ave HC: 81-Pedro Freitas (GR), 4-Tomás Pereira, 7-Diogo Casanova, 8-Diogo Seixas e 33-Hugo Azevedo; Jogaram ainda: 9-Nuno Pereira “Miccoli”, 44-Daniel Pinheiro e 55-Bruno Serôdio; Banco: 67-Diogo Fernandes (GR) e 3-Guilherme Ferreira
Foi preciso prolongamento, mas os leões venceram o primeiro encontro da Final do Campeonato de Futsal e anularam a vantagem caseira do SL Benfica, colocando-se num bom caminho para o título.
Num jogo equilibrado e emocionante, o Sporting entrou melhor e aproveitou a capacidade ofensiva do seu guardião Guitta para fazer a diferença, com o brasileiro a apontar os dois primeiros tentos do encontro e levar o jogo para intervalo em 0-2.
As águias responderam de imediatamente a seguir ao reatamento, com primeiro André Coelho e depois Fits a restabelecer a igualdade na partida.
O Sporting voltaria a colocar-se na dianteira por Cardinal, mas seria uma vantagem de curta duração, já que Miguel Ângelo rapidamente reagiu para empatar no minuto seguinte.
Com 3-3 no final do tempo regulamentar, a partida foi para o prolongamento, onde, mais uma vez, foi o Sporting a entrar melhor e a voltar a colocar-se na dianteira, com João Matos a marcar logo a abrir. Erick também fario o gosto ao pé para voltar a colocar os leões na frente por dois golos e as águias não conseguiram mais que diminuir para o 4-5 final por Fernandinho.
Guitta foi a estrela da primeira partida Fonte: UEFA
Se já falamos da produtividade ofensiva de Guitta, temos também de mencionar as suas várias intervenções de qualidade a defender. O guardião verde e branco é um dos melhores jogadores do mundo e pode ser uma força desiquilibradora nesta final. Pelo menos no jogo 1 já o foi.
Os outros dois grandes destaques desta primeira partida foram a capacidade do Sporting de nunca estar em desvantagem, ainda para mais jogando fora, e a já falada questão de anular a vantagem do Benfica de fazer três jogos em casa.
O Benfica não esteve mal e o título está longe de estar decidido, mas as finais vencem-se nestes pormenores e, aí, o Sporting esteve claramente superior, pelo que os encarnados têm de melhorar se querem dar a volta a esta série.
Em Le Mans, quem levou a melhor foi, uma vez mais, Marc Marquez (Repsol Honda). No entanto, a caravana do MotoGP segue para terreno italiano, onde a luta pelos lugares do topo promete ser feroz.
O GP’s de Itália e da Catalunha serão cruciais para a luta pelo título. Marquez está com oito pontos de vantagem em relação a Andrea Dovizioso (Mission Winnow Ducati) e, uma eventual vitória em Mugello, poderá ditar o rumo do campeonato. Isto porque, o traçado italiano é conhecido por estar muito bem adaptado às Ducati. Se Marc vencer aqui será difícil batê-lo e, por isso mesmo, espera-se que vários pilotos tentem cortar o seu ritmo.
Apesar da sua constipação, Marquez está confiante com a sua performance. “Vamos tentar estar o mais focado possível. Somos líderes do campeonato, temos alguns problemas, mas estamos com um bom ritmo”.
Danilo Petrucci (Mission Winnow Ducati) também está constipado, mas teremos de esperar pela corrida para perceber se irá ter ou não influência na sua prestação. Visto estar dependente da sua prestação durante esta época para permanecer na Ducati, o italiano estará sob alguma pressão. No entanto, depois de conseguir um terceiro lugar em Le Mans, a sua confiança estará no topo para esta corrida “em casa”. Na conferência de imprensa desta quinta-feira referiu que se tivesse de escolher um circuito para a sua primeira vitória seria, certamente, Mugello.
Andrea Dovizioso está na luta pelo título, pelo que este é um fim-de-semana importante para marcar o seu ritmo para o resto da temporada. “Costumo estar bem neste circuito mas a competição parece ser maior do que no ano passado”. O italiano quer vencer em Mugello mas sublinha que só na corrida poderá perceber as possibilidades reais pelas quais poderá lutar.
Valentino Rossi (Monster Energy Yamah MotoGP) alcançou o terceiro lugar na corrida do ano passado mas este ano prefere não fazer previsões. O italiano diz que “é sempre difícil saber o que vai acontecer.” Acrescenta ainda que apesar de a Yamaha ter melhorado, todas as outras equipas também o fizeram. “Irá depender de nós e dos outros. Mugello é a corrida mais especial para mim e para todos os italianos.”
Valentino Rossi em pista durante o primeiro dia de treinos Fonte: MotoGP
Quem também marcou presença na conferência de imprensa foi Jack Miller (Pramac Ducati). Depois do bom resultado em Le Mans e da luta com Marquez, o australiano. “Os pontos foram importantes. Não tenho tido muita sorte em Mugello nos últimos anos mas consigo ter um bom ritmo neste circuito.
Depois das sessões de treinos já decorridas, foi possível perceber que a constipação de Marquez está, de certo modo, a afetar a sua performance. Isto foi visível, pelo menos, na segunda sessão de treinos livres. No entanto, terminou no quinto lugar, o que não parece muito complicado de recuperar. Já Petrucci, não pareceu ter saído muito prejudicado, tendo permanecido no top 3.
Mais para baixo na tabela de tempos esteve Jack Miller mas sempre a menos de meio segundo dos melhores.
Dovizioso e Rossi surpreenderam pela negativa ficando, quase sempre, fora do top 10. Francesco Bagnaia (Pramac Ducati) surpreendeu pela positiva ao conseguir o melhor tempo na segunda sessão de treinos livres. O rookie deverá conseguir garantir um ligar na Q2. Pol Espargaro (RedBull KTM Factory Racing) também esteve muito bem, terminando a segunda sessão de treinos em quarto lugar e deverá também estar presente na Q2.
Já o português, Miguel Oliveira (RedBull KTM Tech 3) teve um início complicado neste Grande prémio de Itália. Nas duas primeiras sessões de treinos manteve-se atrás do seu colega de equipa, Hafizh Syahrin.
Pela terceira vez, Portugal teve um encontro em Bielsko-Biala. Desta feita, contra a África do Sul, que talvez fosse a seleção mais fraca do grupo. Portugal a precisar da vitória para garantir o apuramento para os oitavos de final, chegava a este jogo com uma vitória, de 1-0 à Coreia do Sul e uma derrota com a Argentina, por 2-0. Já a África do Sul perdeu os dois jogos, no primeiro, com os albicelestes por 2-5 e no segundo jogo obteve uma derrota por 0-1 frente à Coreia do Sul.
Foram promovidas duas alterações no onze português, relativamente às partidas anteriores, com as entradas de Thierry Correia e de Nuno Santos, para as saídas de Diogo Dalot e de Miguel Luís.
A primeira parte começou com as equipas a responderem bem. Aos três minutos, Jota na esquerda bem tentou, com um cruzamento, mas Trincão não chegou para o desvio final. Aos cinco minutos, o jogador sul africano, Kodisang, ia fazendo um golaço, com um chapéu de longa distância e a bola a rasar o poste esquerdo da baliza de João Virginia. Kodisang que joga em Portugal, na equipa da Sanjoanense.
Aos 14 minutos, Trincão de cabeça esteve perto, não fosse uma defesa do guardião da África do Sul. Com 19 minutos jogados, chegou o golo português, através de uma jogada de Thierry Correia, com um cruzamento da direita, sem nenhum defesa a conseguir cortar o lance, a bola sobrou para Leão, este a receber de pé direito e a rodar para marcar o primeiro.
Com meia hora de jogo, Rafa Leão, numa jogada do lado esquerdo do ataque português, causou desequilíbrio na área da África do Sul, fez um cruzamento rasteiro e Jota a aparecer com um remate em jeito, mas Kubheka estava atento e conseguiu defender.
Aos 36 minutos, Vinagre faz um passe para Leão, este a receber a bola e a fazer um remate que devia ter levado mais perigo à baliza de Kubheka.
A primeira parte a acabar com um domínio português, visto que Portugal apresentou 61% de posse de bola contra os 39% da África do Sul e teve o dobro dos remates. A equipa sul africana não conseguiu fazer um remate enquadrado com a baliza no primeiro tempo.
Leão a faturar o único golo de Portugal Fonte: FIFA
Na segunda parte, Portugal entrou com um ritmo muito pausado e com isto os sul africanos aproveitavam para atacar. Num cruzamento para a área, Diogo Leite toca a bola com o braço e o VAR assinalou grande penalidade para a África do Sul. Monyane no cara-a-cara com João Virginia não vacilou e o jogo a ficar empatado. Com este resultado, Portugal estava fora do Mundial.
Aos 60 minutos, Portugal dispôs de uma grande penalidade e Jota a rematar para defesa de Kubheka. Com 68 minutos decorridos, Trincão aparece na zona central do terreno, já dentro da grande área, mas acabou num remate defensável para Khubeka.
Com 71 minutos, Trincão bateu um livre e Diogo Queirós a cabecear a bola à barra. O guarda-redes estava batido, numa altura em que Portugal procurava insistentemente o golo.
Rafael Leão na esquerda, retirou um adversário do caminho e fez um remate potente para defesa de Khubeka, a bola ressaltou para a frente, mas a recarga acabou por não aparecer. Isto quando faltavam apenas sete minutos para o final.
O árbitro tinha dado seis minutos de compensação e aos 93 minutos, um livre de Portugal na esquerda, a bola a chegar até Martelo e este a disparar às malhas laterais. O lance que causou o livre, acabou por lesionar Rafael Leão. Após este lance, o jogador português apenas andava pelo campo, sendo visíveis as dificuldades do jogador em colocar a perna no chão.
Pedro Neto na esquerda, faz um remate para uma boa defesa de Khubeka, para canto. Na sequência do canto e com João Virgínia a subir até à área, Florentino atirou por cima, sendo esta a última jogada de perigo do encontro.
Poucos segundos depois, o árbitro deu o apito final. A seleção portuguesa está fora do Mundial. A Coreia do Sul venceu 2-1 a Argentina e apura-se também para a próxima fase. A equipa das quinas deve muito à sua falta de ideias e da sua falta de ritmo de jogo. A qualidade dos jogadores portugueses é indiscutível, com esta eliminação, a campanha portuguesa pode ser considerada fraca. Portugal era um dos candidatos à vitória, todos esperavam mais: os críticos, Hélio Sousa, os jogadores e os adeptos, sem exceção.
Portugal desilude com esta prestação. Grupo bastante acessível para a armada portuguesa e claramente que faltou fazer mais. Portugal fica em terceiro no Grupo F, com 4 pontos e está fora, logo na primeira fase.
A África do Sul soube aproveitar a falta de ideias de Portugal e procurou jogar o seu jogo. Teve algumas oportunidades de visar a baliza, mas nunca apresentou um perigo relevante. Na segunda parte, foram várias as vezes que os sul africanos se atiraram para o chão, quebrando várias vezes o ritmo de jogo.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
PORTUGAL: João Virgínia; Thierry Correia, Diogo Queirós, Diogo Leite e Rúben Vinagre (sub. Francisco Moura, 55´); Florentino, Gedson, Nuno Santos (sub. Pedro Martelo, 67´); Trincão, Leão e Jota (sub. Pedro Neto, 83´)
ÁFRICA DO SUL: Kubheka; Keenan Abrhams, Mabiliso, Gcaba e Moloisane; Apollis(sub. Blom, 65´), Mkhize, Kodisang, Mkhuma, Leshabela (sub. Khanyi, 76´) e Monyane.