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FC Porto 1-0 CD Santa Clara: vantagem mínima frente a um CD Santa Clara batalhador

Os azuis e brancos receberam o CD Santa Clara na sua casa, a contar para a 30º jornada da edição 2018/2019 da primeira liga. O FC Porto precisava de vencer este jogo para continuar na luta pelo bicampeonato e o CD Santa Clara, em caso de vitória, poderia ascender ao 7º lugar da Liga Portuguesa, igualando o Belenenses SAD a nível de pontos. O jogo não foi fácil para a equipa “favorita” e o conjunto açoreano tentou fazer a vida negra ao FC Porto. Destaque para o regresso de Aboubakar ao banco de suplentes e o segundo golo consecutivo de Marega na liga.

O FC Porto encontrou na primeira parte um adversário bastante ativo e perigoso e que entrou em campo pronta para a batalha. Nos primeiros 45 minutos introduziram duas vezes a bola na baliza de Iker Casillas, mas de forma irregular. O primeiro golo anulado foi logo aos nove minutos de jogo por intermédio do ex-jogador do FC Porto, Zé Manuel. O FC Porto quis mostrar quem manda e após um pontapé de baliza por parte do guarda-redes do CD Santa os dragões conseguiram ganhar a bola e criara uma jogada perigosa em que Soares podia ter finalizado para golo, mas Júlio César conseguiu cortar a bola em direção à baliza, requerendo assim a intervenção do guardião da equipa açoreana.

O CD Santa Clara quis mostrar que veio ao Estádio do Dragão para pontuar e tentava marcar golo que podia surpreender tanto a equipa como os adeptos. do FC Porto. Kaio recebeu a bola após esta bater em Danilo Pereira e remata rasteiro para a defesa de Iker Casillas, sem grande perigo. Embora o esforço do CD Santa Clara para chegar ao golo fosse notório, o que é certo é que foi a equipa da casa a chegar ao golo por Moussa Marega. Excelente lance de futebol do FC Porto, a começar na defesa e a terminar com o golo do maliano. Marco, guarda-redes do CD Santa Clara, ainda defendeu o primeiro remate de Otávio, mas a bola sobrou para Marega que fez o seu 9º golo no campeonato.

A equipa da região autónoma dos Açores quis responder ao golo sofrido num contra-ataque rápido. Zé Manuel recebe a bola do lado direito e envia-a rasteira para Rashid, posicionado no lado esquerdo, que acaba por rematar cruzado, mas a bola foi ao lado do guardião do FC Porto. O CD Santa Clara não descansava e foi aos 41 minutos que introduziu a bola pela segunda vez no fundo da baliza do FC Porto, mas em posição de fora-de-jogo. João Lucas recebe do lado esquerdo e cruza de imediato para a entrada de Schetinne na área que acerta no alvo, mas para infelicidade da equipa visitante, não contou.

Já em cima do intervalo, Brahimi passa rasteiro para Soares que já dentro de área, segue para a linha final e tenta a assistência, mas Kaio conseguiu cortar a tempo. Terminam assim os primeiros 45 minutos de um jogo que estava longe de estar decido muito por culpa de um CD Santa Clara que criara muitas dificuldades ao FC Porto.

Otávio também esteve bem no jogo e apenas o guardião adversário o travou do golo
Fonte: FC Porto

Nos primeiros minutos da segunda parte o CD Santa Clara continuou a criar muito perigo ao FC Porto. Patrick envia um “balão” para o lado esquerdo que parecia sem destino, mas Schettine acaba por receber a bola e remata com muito perigo de cabeça para uma grande defesa de Casillas. Foi por pouco que o conjunto de João Henriques não fazia o empate no Estádio do Dragão. Em cima do minuto 60, Sérgio Conceição quis mexer no jogo e sacou Brahimi do campo, que estava numa noite desinspirada, para entrada do mexicano Jesus Corona. O treinador do CD Santa Clara quis ripostar e lança um ex-FC Porto para campo – Ukra entra na vez de Martin Chrien. Minutos depois, é a vez de Otávio sair para dar lugar a Fernando Andrade que reencontra a antiga equipa.

O FC Porto vê-se obrigado a marcar o jogo para ter alguma tranquilidade e estar mais perto dos três pontos e é isso que tenta fazer, mas sem sucesso. Alex Telles sobe no terreno e cruza para a área onde está Soares, mas Júlio César alivia a bola, que na queda encontra Soares.

Este amortece com o peito para Corona e o mexicano remata muito por cima. Um minuto antes do jogo chegar a uma hora de duração, João Henriques faz a sua segunda substituição no jogo e entra Thiago Santana para o lugar de Osama Rashid. Aos 75 minutos, mais uma grande jogada da equipa da cidade Invicta. Corona dentro de área passa para Fernando Andrade, que parece sozinho, e este remata de primeira para uma grande defesa de Marco! Esteve muito perto o segundo golo do FC Porto. Última substituição da equipa portista e açoreana, entra Óliver Torres para a saída de Tiquinho Soares e do lado do CD Santa Clara é Pablo que entra para o lugar de Zé Manuel.

O FC Porto continuou sempre à procura de dilatar a vantagem até ao final do jogo, mas não surgiram mais oportunidades de perigo tanto para uma equipa como para a outra. Os dragões conquistam os três pontos numa vitória pela margem mínima e que reflete bem a exibição das duas equipas. Notou-se um FC Porto fisicamente mais em baixo muito por culpa do calendário preenchido que tem tido e também um CD Santa Clara disposto a criar muito perigo e que veio a jogo para tentar pontuar. O FC Porto é agora líder provisório, faltando um jogo ao rival SL Benfica que se realizará na segunda-feira frente ao CS Marítimo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto – Casillas, Manafá, Felipe, Militão, Alex Telles, Otávio (Fernando Andrade 64’), Danilo, Herrera, Brahimi (Corona 61’), Marega e Soares (Óliver Torres 78’)

CD Santa Clara – Marco, Patrick, César, Fábio Cardoso, João Lucas, Chrien (Ukra 63’), Kaio, Rashid (Thiago Santana 74’), Bruno Lamas, Guilherme e Zé Manuel (Pablo 82’)

Académica OAF 0-0 CD Mafra: ninguém desfez um nulo teimoso

A tarde quente que caiu sobre Coimbra convidava os seus habitantes a sair de casa. Alguns deles deslocaram-se ao Estádio Cidade de Coimbra. No início, parecia que não iam ficar arrependidos com a decisão, tal a intensidade do jogo. Porém, o desenrolar do encontro pode ter provocado alguma desilusão entre aqueles que esperavam ver golos.

A vitória do Varzim SC sobre o SC Braga B obrigava o Mafra a procurar pontos em Coimbra, de forma a manter uma almofada pontual confortável para a zona de descida; e foi de forma abnegada que tentaram impor o seu jogo.

Os orientados por Nuno Capucho começaram por tentar travar as investidas da Académica, que começou melhor, com alguma agressividade. Por vezes excederam-se (que o diga Djoussé, lesionado aos 23 minutos), mas conseguiram os seus intentos, abrandando o fulgor ofensivo dos estudantes antes de partirem para o ataque, onde Harramiz e Flávio conferiam largura.

Foram estes, aliás, a dispor das melhores oportunidades de perigo na primeira parte. O primeiro, num toque de calcanhar, obrigou Ricardo Moura a grande defesa; o segundo, isolado, deslumbrou-se com as facilidades concedidas pela defensiva da Académica e atirou ao lado. A Briosa, com Nélson Pedroso (não jogava desde Outubro) e Ki (somou os últimos minutos pela equipa principal a 4 de Janeiro), respondeu por inciativas individuais levadas a cabo por Jonathan Toro. Porém, não conseguiu assustar os visitantes e o nulo arrastou-se para o intervalo.

Zé Castro evitou males maiores para a Académica
Fonte: Bola na Rede

No segundo tempo, o Mafra pareceu perder um pouco de intensidade e a Académica foi ganhando algum domínio territorial. Porém, este domínio tardou até se transformar em oportunidades de perigo, sendo preciso esperar até aos 15 minutos da etapa complementar para que se sentisse que um golo estaria próximo – Romário Baldé, com uma boa execução à entrada da àrea, rematou a rasar o poste.

João Alves decidiu mexer na equipa e dotá-la de uma referência ofensiva (inexistente após a saída de Djoussé, substituído por Toro) e isto teve o condão de mexer com o jogo. A entrada de Hugo Almeida para o lugar de Traquina teve uma reação em cadeia, com o internacional português a prender os centrais, deixando algum espaço livre para os seus companheiros finalizarem.

Parecia que o jogo ia animar, mas os lances acabaram por ser fumo… sem fogo. É que, até ao final da partida, com excepção feita a um lance em que Mike quase fez autogolo, não houve situações dignas de registo.

O nulo deixa a Académica a dez pontos da zona de subida, com 12 por disputar. Já o Mafra conseguiu um ponto precioso num terreno difícil, mantendo três importantes pontos de distância para a zona perigosa.

 

ONZES INICIAIS:

ACADÉMICA OAF: Ricado Moura, Mike, Zé Castro, Yuri Matias, Nélson Pedroso; Reko e Fernando Alexandre (Reko 51’); Traquina, Ki (Hugo Almeida 63’), Romário Baldé; Djoussé (Jonathan Toro 23’);

CD MAFRA: Godinho, Rúben Freitas, Lourenço, Ventosa, Ruca; Bruno, Cuca, Rui Pereira, Zé Tiago; Harramiz e Flávio (Tanque 69’).

Clube Oriental Lisboa 0-0 Real SC: Nulo deixa luta pelo play-off até à última

Ninguém sorriu no final do jogo grande da 31ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal, com Oriental e Real SC a saírem de Marvila com um nulo. No regresso de António Pereira ao Estádio Eng.º Carlos Salema, o Real SC vinha de um nulo apetitoso contra o Praiense, lider incondicional do campeonato, enquanto os orientalistas vinham de uma derrota inesperada no Algarve, frente ao Louletano, naquela que foi a primeira derrota desde o duelo contra os Realistas na primeira volta.

Numa primeira parte com poucos motivos de interesse, onde as duas equipas protagonizaram um jogo dividido a meio-campo e muito faltoso, o perigo começou a rondar as balizas maioritariamente de bola parada e com um denominador comum: Hugo Machado. O médio do Real SC contou com a primeira oportunidade logo aos sete minutos, com uma bola a sobrar para o remate de primeira de Machado, mas passou por cima. Aos 26’, aproveitou um livre na esquerda do ataque dos visitantes para colocar a bola na pequena área, onde Ibraim apareceu a cabecear, a míseros três metros da baliza, por cima do alvo. Por fim, num livre a 40 metros da baliza, Hugo Machado quase enganava David Grilo com um remate forte, mas a bola passou ligeiramente ao lado.

Numa partida em que o jogo direto do Real SC não tinha grandes consequências na manobra ofensiva dos comandados de António Pereira, o Oriental não estava muito melhor, com fortes dificuldades por parte do conjunto grená em dar a bola ao trio atacante, não surpreendendo que a grande oportunidade dos orientalistas surgisse num remate de longe de Márcio Augusto, com o brasileiro a atirar do meio-campo e quase a apanhar desprevenido um adiantado Filipe Mendes, mas a bola foi longa demais e passou por cima da baliza.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, as constantes faltas da turma de Massamá fez aquecer o ambiente nas bancadas bem apetrechadas do Estádio Eng.º Carlos Salema, mas o nulo não quebrou e as equipas voltaram para as cabines empatadas, num jogo em que se pedia melhor futebol ofensivo de dois candidatos ao play-off de subida.

Apesar do empate, o Oriental acabou aplaudido pelos muitos adeptos as bancadas
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi muito mais animada, logo com Ruizinho perto de inaugurar o marcador aos 48 minutos, aproveitando um cruzamento de Luís Lucas ao segundo poste a encontrar a cabeça de Ruizinho, mas a bola foi ligeiramente por cima. Respondeu o Real SC, com Hugo Machado a ter uma soberana oportunidade com um livre mesmo em cima da linha de grande área, mas o remate colocado do médio foi defendido por David Grilo, que se esticou para alcançar a bola.

Mas o Oriental estava mais pujante no ataque, com várias oportunidades para quebrar o nulo a serem desperdiçadas pelos orientalistas. Fábio Arcanjo conseguiu aparecer nas costas da defesa aos 56 minutos, mas o remate em jeito foi à figura. Depois foi Ruizinho, num livre colocado, a ser defendido por Filipe Mendes. Seguiu-se ainda um cabeceamento de Henrique, entrado no segundo tempo, a aparecer nas alturas e a responder a um cruzamento na direita, mas a bola saiu ao lado.

O Real SC parecia em dificuldades para alcançar a baliza, com os centrais do Oriental a estarem seguros e David Grilo concentrado, mas ainda conseguiram assustar num cabeceamento de Marcos Barbeiro num cabeceamento no centro da área orientalista, mas David Grilo esticou-se e conseguiu tocar para fora. O conjunto de Massamá conseguiu soltar-se das amarras da defesa orientalista já nos últimos minutos, com Filipe Andrade a atirar de fora da área uma bola no ar, mas por cima, seguindo-se Dida num remate em jeito à entrada da grande área a sair ligeiramente ao lado.

O nulo viria mesmo a confirmar-se e nem a expulsão de Sandro Silva por duplo amarelo na compensação serviu para se inaugurar o marcador, saindo as duas equipas com um ponto do Estádio Eng.º Carlos Salema e com tudo igual na tabela: Oriental em segundo, agora com 61 pontos, e Real SC em 3º, fora da zona de play-off, com 60.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Clube Oriental Lisboa: D. Grilo, L. Lucas, S. Oulu, L. Ferreira, J.Varudo, D. Crespo, V. Sanches, F. Arcanjo (N. Landim, 72’), M. Augusto, Ruizinho, R. Gouveia (H. Gomes, 64’)

Real SC: F. Mendes, Paulinho (Dida, 77’), S. Silva, R. Cunha, D. Dinamite, I.Cassamá, H. Machado, Brash (Cazonatti, 82’), Alex Sousa (M. Barbeiro, 64’), R. Batalha, F. Andrade

Belenenses SAD 1-3 Rio Ave FC: E os vilacondenses respiram melhor

Mais uma tarde agradável no Estádio Nacional, onde Belenenses SAD e Rio Ave FC mediram forças em jogo a contar para a 30ª jornada da Primeira Liga. A equipa da casa procurava contrariar a má fase que o clube atravessava, onde não ganhava um jogo há cinco jogos. O último jogo em que a equipa de Silas ganhou foi mesmo contra o já despromovido CD Feirense. Já o Rio Ave vinha de uma vitória frente ao Vitória SC, jogo no qual Fábio Coentrão foi expulso, não podendo fazer parte das contas de Daniel Ramos para esta tarde.

O jogo começou bem mais animado na parte das bancadas. Os adeptos, quer do Belenenses quer do Rio Ave mostraram-se bastante animados a apoiar as respetivas equipas. Já dentro de campo, a história foi outra: o jogo começou insonso sem muito espetáculo para dar.

A primeira oportunidade surge para o Rio Ave depois de um canto batido pela direita batido por Nuno Santos, seguido por cabeceamento de Tarantini, mas a bola passa por cima da baliza. Minutos depois, Nuno Santos volta a aparecer, desta vez à entrada da área, onde remata forte mas por cima. O Rio Ave voltou a causar perigo, onde Bruno Moreira cruza para o centro da área onde o esférico vai ao encontro de Gelson Dala que, na cara do guarda-redes, não consegue finalizar. A resposta do Belenenses não demorou a vir por intermédio de Cleylton, com um remate de grande perigo que fez suar os típicos “uh” da bancada. Mas o primeiro golo da partida surge mesmo do outro lado do campo.

O primeiro tento surge aos 20 minutos através de uma jogada rápida que deixou a defesa da equipa de Silas completamente desorientada. Com assistência de Gelson Dala e finalização de Gabriel. Estava feito então o 1-0.

A equipa da casa respondeu bem ao golo e cedo foi à procura de impor a igualdade. Cinco minutos depois de se ver a perder na partida, a equipa do Belenenses cria perigo e chega mesmo a fazer a bola entrar dentro da baliza numa jogada em que Lica se consegue isolar pela esquerda. A bola entra, mas o golo é invalidado por fora-de-jogo assinalado pelo árbitro Nuno Almeida.

Belenenses e Rio Ave defrontaram-se esta tarde em jogo a contar para a 30ª jornada da Primeira Liga
Fonte: Bola na Rede

Bruno Moreira tem uma grande oportunidade aos 28 minutos para dilatar a vantagem no marcador para a equipa do Rio Ave, mas a bola, miraculosamente, não chega a passar para lá da linha de golo. Era um momento do jogo com oportunidades para ambos os conjuntos e onde, ao contrário que faltava em minutos iniciais, o espetáculo começou a aparecer.

As oportunidades surgiram de ambas as partes, sim, mas o ataque da equipa de Daniel Ramos foi mais feliz e os 35 minutos consegue mesmo marcar o 2-0 após livre de Nuno Santos. A bola vai parar aos pés de Tarantini que cruza para o jogador que até já tinha feito estragos – Bruno Moreira – que marca assim o segundo desta tarde. A equipa do Belenenses não baixou os braços e continuou sempre à procura de inverter o resultado negativo. Aos 35 minutos, Lica aparece mais uma vez isolado dentro da área adversária, mas é novamente assinalado posição irregular ao extremo. Instantes depois, foi a vez de Keita ameaçar as redes da baliza de Leo Jardim, mas a bola vai ao poste. As ameaças do golo do Belenenses não faltaram, mas o golo tardava em aparecer. Findada a primeira parte, o Rio Ave foi para os balneários a surpreender a equipa da casa ao estar a vencer por 2-0.

A segunda parte começou como a primeira terminou: mais uma vez, com perigo para ambas as balizas. Mas não foi só isso que se manteve após o intervalo. Passados três minutos do reinício do jogo, o Rio Ave consegue marcar o terceiro golo por Borevkovic através de mais um lance de bola parada.

Aos 61 minutos, o Belenenses volta a abanar as redes da baliza de Leo Jardim, mas vejam bem: o golo é novamente anulado por um fora de jogo! As coisas não estavam mesmo a correr bem para a equipa da casa e a falta de sorte alienada com a falta de critério na frente de ataque foram a fórmula para o culminar de mais um resultado negativo para a equipa de Silas.

O terceiro golo foi a morte do artista porque após isso, e apesar de o Belenenses ter conseguido marcar o golo de honra através de Sasso, o jogo já não teve a mesma intensidade. Vendo-se a vencer por três golos, a equipa do Rio Ave naturalmente tirou um pouco o pé do acelerador. Já o Belenenses, mesmo após o golo não conseguiu impor o seu jogo de maneira a criar desequilíbrios suficientes para fazer a equipa de Daniel Ramos tremer.

O jogo acabou mesmo por terminar com o resultado de 3-1 onde, mais uma vez, o Belenenses mostra bastantes debilidades numa fase em que já está há seis jogos sem vencer. Já o Rio Ave respira melhor e apesar de um resto de campeonato complicado, vê as suas contas muito mais fáceis para permanecer no próximo escalão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Belenenses SAD – Muriel, Eduardo, Sasso (Subst. L. Silva, 79’), Lica, D. Viana, Matija (Subst. Dalcio, 56’), Zacarya, Cleyton, Kiki (Subst. Lucca, 45’), Andre Santos, Keita.

Rio Ave FC – Leo Jardim, R. Semedo, Borevkovic, Tarantini, B. Moreira, Nuno Moreira, Nuno Santos, Junio Rocha, F. Augusto, Afonso F. (Subst. M. Reis, 64’), Gabriel S. (Subst. Carlos, 78’), Gelson Dala (Subst. Jambor, 72’).

Juventus FC 2–1 ACF Fiorentina: Juventus campeã de Itália. E já vão 8!

Após a desilusão europeia, a Juventus FC enfrentou a AFC Fiorentina com o objetivo de finalmente se consagrar octacampeã italiana. Atravessando a pior fase da época, há três jogos sem vencer e com duas derrotas consecutivas, a Juventus não pode contar com vários jogadores com especial destaque para Dybala, Khedira, Chiellini e Mandzukic. Do outro lado, a Fiorentina que não vence há dois meses está de olhos postos na segunda mão da Taça de Itália e por isso deixou os habituais titulares Vitor Hugo e Muriel no banco de suplentes.

Com a certeza de que somente um ponto assegurava o título, a vecchia signora entrou bastante displicente no jogo e foi surpreendida pelo adversário logo aos seis minutos. Na primeira vez que a Fiorentina se aventurou no ataque, Federico Chiesa surge sozinho na extrema direita e cruza para golo de Milenkovic.

Contra todas as expectativas, a Juve acusou o golo, afundou-se numa maré de descrença, não conseguindo por isso impor o seu jogo e assistimos a uma Fiorentina que com mais ou menos posse de bola dominava a partida. Os comandados de Allegri demonstravam-se impotentes perante a desvantagem no marcador e na ausência do habitual ritmo de jogo e das dinâmicas de transição rápidas, foi de longa distância que a Juve tentou alcançar a igualdade, sem grande efeito, à exceção do remate de Bernardeschi que sofreu um desvio e por pouco não enganou o guardião Lafont.

Numa altura em que parecia mais provável a Fiorentina dilatar a vantagem do que a vecchia signora igualar a partida, tal só não aconteceu porque Chiesa teve pontaria a mais e viu o seu potente remate esbarrar no poste esquerdo da baliza de Szczesny.

Já na reta final do primeiro tempo, contra o rumo que o jogo tomava, a Juventus chega ao empate na sequência de um canto cobrado por Pjanic que foi devidamente correspondida por um cabeceamento de difícil execução por parte de Alex Sandro.

Ainda antes do árbitro mandar recolher aos balneários, a Fiorentina esteve de novo muito próxima da vantagem, não fosse o azar mais uma vez interferir nas intenções de Chiesa: desta feita de pé esquerdo, o jovem jogador italiano, aplicou mais um potente remate que mais uma vez foi ao ferro.

No final do primeiro tempo, prevalecia o 1-1, num resultado que servia à Juventus, apesar da Fiorentina merecer claramente estar na frente do marcador.

Fonte: Site Oficial Serie A

No segundo tempo, a Juve ainda muito longe da sua melhor prestação, apresentou um melhor futebol, com mais entusiasmo e sobretudo fluidez de jogo e logo nos primeiros instantes num lance fortuito faz o 2-1.

Após incursão pela extrema direita, Ronaldo cruzou e a bola desviou em Pezzella, deixando Lafont pregado ao chão. Sem fazer muito, a Juventus chegou à vantagem e até já tinha margem para sofrer um golo.

À passagem da hora de jogo, na ressaca de um canto, a bola sobra para Pjanic que de primeira dispara para uma enorme intervenção de Lafont.

Aos 66 minutos, o técnico da Fiorentina, Montella, de olhos postos na Taça de Itália promoveu a saída de Chiesa, levando a formação viola a perder totalmente o pendor ofensivo e com isso Juventus viu a sua tarefa facilitada e limitou-se a segurar a vantagem e esperar pelo apito final.

Em clara contagem decrescente para a festa do título foi notória alguma falta de felicidade, salientando o peso do desaire diante do Ajax, que espelhava a falta de clarividência nos jogadores da Juventus.

Já na reta final, a Fiorentina esteve até próxima de deixar um sabor agridoce na festa bianconeri, com Bryan Dabo isolado a ver Szczesny negar a igualdade.

Nada mudou até fim e com um resultado melhor que a exibição, a Juventus alcançou a vitória e fez história.

Depois da grande desilusão na Liga dos Campeões, a Vecchia Signora conquistou o 35º Scudetto, o oitavo consecutivo, e fez a festa com os portugueses Cristiano Ronaldo e João Cancelo em grande evidência.

ONZES INICIAIS  E SUBSTITUIÇÕES

Juventus: Szczesny;João Cancelo; Bonucci; Rugani; Alex Sandro; Pjanić(Bettancur´65); Emre Can; Matuidi; Juan Cuadrado (De Sciglio´86); Bernardeschi (Kean´74);Ronaldo

Fiorentina: Lafont; Milenkovic; Ceccherini; Hancko; Pezzella ; Bryan Dabo; Veretou; Benassi(Gerson´73); Chiesa (Muriel´66); Simeone; Mirallas( Fernandes´80)

Manchester City FC 1-0 Tottenham Hotspur FC: Margem mínima que serve e bem

O campeonato inglês está na reta final. Manchester City e Liverpool FC lutam até ao fim pelo título. Hoje o City teve mais um teste de fogo frente ao Tottenham Hotspur. Depois do jogo da Liga dos Campeões a meio da semana, frente ao mesmo Tottenham, os dois clubes voltaram a defrontar-se. Depois da eliminação da liga milionária, o City foi em busca dos três pontos que permitam a revalidação do título inglês. Já os Spurs disputam o terceiro lugar e a vitória permitia a manutenção do terceiro posto na liga.

A primeira parte começou com um ritmo elevado, digno de um clássico na Premier League. Citizens e Spurs desde o apito inicial em busca do golo. Primeiro Son, aos dois minutos, a tirar bem o defesa da frente e a rematar para uma boa defesa de Ederson. A resposta da equipa da casa não tardou e surgiu logo com golo. Uma grande jogada que terminou com o golo do jovem médio Phil Foden. Bernardo Silva cruzou, Aguero assistiu e Foden finalizou com classe. Com o golo e embora tenha sido muito cedo, o City tentou controlar mais o jogo e ser mais cauteloso.

O Tottenham tentou contrariar esse controlo e ao minuto 13 Eriksen surgiu na área do City e rematou para uma grande defesa do guardião brasileiro. O Manchester City teve sempre mais perigoso durante toda a primeira parte, mas ainda assim sem grande concretização. Muitos remates, mas sem a melhor direção.  Até ao final da primeira parte, Son ainda teve nos pés uma boa oportunidade para empatar o jogo, mas Ederson negou o golo ao sul-coreano. Um jogo de sentido único. Uma primeira parte sem grande história, mas com justiça no marcador.

Heung-Min Son tem sido a grande figura do Tottenham
Fonte: Tottenham

A segunda parte começou tal como terminou a primeira. Mais Manchester City e muito menos Tottenham. Os citizens entraram com vontade de aumentar a vantagem, mas tal como no primeiro tempo, faltou a concretização certa. Cinco minutos depois do início, autor do golo teve nos pés uma excelente oportunidade para bisar e aumentar o marcador. O Inglês atirou para fora. A partir daqui o City baixou a intensidade do jogo e controlou a posse de bola sem dificuldades. Já o Tottenham nunca conseguiu chegar à área adversária com perigo.

Ao minuto 69, Leroy Sané, acabado de entrar no jogo, esteve perto do golo. Depois de receber um passe à entrada de área, rematou com firmeza. A bola saiu perto do poste esquerdo da baliza defendida por Gazzaniga. Até ao final, nada houve que se diga digno de registo. Foi um jogo muito fraco em termos exibicionais e sem oportunidades de real perigo, muito também devido ao cansaço de ambas as equipas depois do jogo da Liga dos Campeões a meio da semana.

No entanto, a equipa de Pep Guardiola sai extremamente feliz do Etihad Stadium, depois de cumprir e trazer os três pontos consigo. Três pontos preciosos na luta pelo título inglês. Resta agora esperar pelo resultado do rival Liverpool que joga amanhã frente ao Cardiff City.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester City: Ederson; Walker; Stones; Laporte; Zinchenko; Kevin De Bruyne (37’ Fernandinho); Gundogan; Phil Foden (85’ David Silva); Bernardo Silva; Aguero (66’ Sané); Sterling

Tottenham Hotspur: Gazzaniga; Vertonghen; Davinson Sanchez; Alderweireld (78’ Llorente); Foyth; Dele Alli (69’ D.Rose); Eric Dier (61’ Wanyama); Bem Davies; Eriksen; Lucas Moura; Son

Leão reforça estatuto de “Rei da Água”

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No fim-de-semana passado disputaram-se os campeonatos nacionais de Natação. O local escolhido foram as Piscinas do Jamor. Nelas nadaram do melhor que há na natação portuguesa, representando os melhores clubes da modalidade. E, mais uma vez, a equipa do Sporting CP foi superior em relação às restantes: sagrou-se octocampeão nacional da modalidade em masculinos e vice-campeão em femininos.

Nesta última, as leoas morderam, até à última, os calcanhares das nadadoras do Sport Algés e Dafundo. Apesar de não terem conseguido o título, as nadadoras de Alvalade estão há cerca de 14 anos consecutivas no pódio da competição. Um dia, será o dia de também elas se sagrarem campeãs nacionais, tal como já foram outrora. Com estes brilhantes resultados, o Sporting deixou para trás os eternos rivais do SL Benfica e do FC Porto que, apesar das boas prestações – estiveram também eles no pódio – encontraram-se uns furos abaixo da equipa leonina.

Com a conquista do oitavo título consecutivo de Natação em masculinos, os Leões reforçam a sua hegemonia nas piscinas nacionais
Fonte: Sporting CP

A formação de Alvalade foi capitaneada por Pedro Pinotes, contando ainda com o “astro das águas” Alexis Santos, que estabeleceu a melhor marca portuguesa nos 50 metros costas – 25’’44. Destaque ainda para João Vital, nadador verde e branco, que obteve um resultado que lhe dá o passaporte para Mundial que se disputará em julho deste ano na Coreia do Sul.

No cômputo geral, a formação masculina bateu dois recordes nacionais: o de 4×100 metros estilos e o 4×200 metros livres. No final da competição, a satisfação de Santos era evidente em declarações ao Jornal Sporting: “Ver que conseguimos ter os mais novos bem-sucedidos na equipa sénior é um orgulho gigante”. Na mesma senda, e também em declarações ao órgão de comunicação oficial do clube, o diretor da secção, Carlos Cruchinho, alinhou pelo mesmo diapasão: “Foram insuperáveis. Tiveram uma determinação tremenda. Pareceu fácil, mas não foi”.

Com estes resultados, o Leão afirma toda a sua supremacia nas piscinas nacionais. Depois de tantos êxitos em várias modalidades nesses pavilhões e pistas fora, o Leão reforça agora o seu estatuto de “Rei da água”.

Foto de Capa: Sporting CP

Do sonho ao pesadelo

O GD Chaves é das equipas que mais desiludiu nesta edição da Liga Portuguesa. Depois de ter conseguido um brilhante sexto lugar na época anterior, esta temporada luta pela manutenção e encontra-se numa posição delicada da tabela.

É certo que a época protagonizada com Luís Castro no comando não era fácil de repetir – lutou pelos lugares cimeiros da tabela, taco a taco com o Rio Ave FC, na disputa por um lugar que desse acesso às competições europeias. Porém, esta temporada, a época de sonho virou pesadelo. A saída de Luís Castro para o Vitória SC e a perda de jogadores importantes, como Matheus Pereira, Davison, Pedro Tiba e, mais recentemente, Stephen Eustáquio, também não ajudaram. A equipa do GD Chaves perdeu qualidade e também ideias de jogo. Passou de uma filosofia de jogo positiva, de um futebol atacante e de construção, para um estilo de jogo mais defensivo.

O GD Chaves tem apenas seis vitórias em 29 jogos e um saldo negativo de 22 golos marcados e mais de 45 golos sofridos
Fonte: Liga Portugal

A contratação de Daniel Ramos, no inicio da temporada, revelou-se um erro; e a troca por Tiago Fernandes também não surtiu o efeito desejado. Atualmente é José Mota quem tenta salvar a turma de Trás-os-Montes da descida.

Neste momento ocupa o penúltimo lugar da tabela com 25 pontos. Contudo, nem tudo é mau, uma vez que até ao fim ainda vão defrontar o CD Nacional, o CD Tondela, o CD Feirense e o Vitória FC, clubes que também lutam pela manutenção. Adivinha-se uma luta renhida, em que os clubes vão lutar pelos três pontos até ao fim dos 90 minutos.

O facto de esta época descerem três equipas ao segundo escalão torna esta disputa ainda mais acesa. E o final é imprevisível, já que todas as equipas vão querer manter-se no principal escalão do Futebol nacional.

 

Foto de Capa: GD Chaves

Vêm aí as clássicas das Ardenas!

A trilogia das Ardenas está a chegar, largamos o pavé das clássicas do Norte e passamos para as colinas curtas e com altas pendentes. Este Tríptico das Ardenas é composto pela: Amstel Gold Race, La Flèche Wallone e Liège-Bastogne-Liège. São três clássicas com enorme reputação e tradição. 

A primeira clássica, a Amstel Gold Race será disputada dia 21 de abril, a Flèche Wallone acontecerá na quarta-feira seguinte ( 24 de abril) e por último a Liège no dia 28 de abril, ou seja, no espaço de uma semana serão realizadas três corridas importantes do calendário anual das equipas World Tour. O espetáculo nesta semana é sempre garantido.

A Amstel Gold Race é a prova mais importante do calendário ciclístico a realizar na Holanda. O nome Amstel encontra-se relacionado com uma cervejaria, de seu nome “Amstel” claro está, propriedade da Heineken.

 A primeira edição desta prova foi em 1966. Já conta, portanto, com 53 edições, mesmo assim é a prova mais novinha das três.

A prova irá apresentar-se com 265.7 quilómetros para os ciclistas. Subidas como o Keuterberg com secções de 22% de inclinação, ou como o Cauberg com 13%, irão certamente fazer mossa nas pernas dos ciclistas, após duzentos quilómetros percorridos. É uma corrida “non-stop” em que os favoritos têm que andar sempre bem colocados, com sobe e desce constante é fácil haver cortes e diferenças entre grupos. 

O último vencedor aqui foi o dinamarquês Michael Valgren, pela Astana.

A Flèche Wallone é corrida na Bélgica, na região da Valônia. É uma clássica com 82 edições já contadas, a primeira edição foi em 1936. O homem com mais vitórias nesta clássica é o espanhol Alejandro Valverde (2006,2014,2015,2016,2017).

Mais uma prova duríssima, serão cerca de 196 quilómetros, com cerca de onze subidas com uma inclinação muito elevada. Acabando no famoso Muro de Huy com rampas a 17% de inclinação. 

O circuito final começa quando faltarem sensivelmente 77 quilómetros, com as passagens no Côte d´Ereffe e no Côte de Cherave, que antigamente os ciclistas passavam duas vezes por cada, agora passam três! As passagens pelo Muro de Huy continuam as mesmas três vezes do costume.  Com tanta subida dura, resta saber quem terá pernas para enfrentar o Muro de Huy no final do dia.

A Liège-Bastogne-Liège, frequentemente chamada por La Doyenne ou Old Lady é a prova mais antiga das clássicas. Esta que é um dos cinco monumentos do ciclismo. Conta já com 104 edições! A primeira edição foi no ano de 1892. 

Esta prova realiza-se na região das Ardenas e acaba na cidade em que começa. Antigamente esta prova era corrida no mesmo fim de semana ( dias consecutivos) em que se corria a La Flèche Wallone, dando origem ao Le Weekend Ardennais. Eddy Merckx é o recordista desta prova, com cinco triunfos. 

 Este ano será uma edição histórica, após 27 anos a acabar na localidade de Ans, o final volta a coincidir no centro da cidade de Liège, pelo menos até 2024. 

Serão 256 quilómetros, com onze subidas duras. A distância das mesmas não ultrapassará os quatro quilómetros e as pendentes irão rondar os 5% e os 13% de inclinação. Os ciclistas irão contar com cerca de 4000 metros de desnível, o que é praticamente o equivalente a uma etapa de alta montanha numa Grande volta. 

Agora a corrida acaba com a subida ao Côte de la Roche-aux-Faucons (1,3 quilómetros a 11%) a cerca de quinze quilómetros do final. Depois será com terreno plano e em descida até ao final. Assim quem ficar para trás nas subidas ainda terá hipótese de recolar no final e talvez discutir a vitória ao sprint. Vai ser uma corrida aberta certamente e imprevisível. 

Bob Jungels ganhou aqui a edição de 2018, numa tentativa a solo.

Peter Sagan este ano irá correr pela primeira vez esta prova, visto que vê aqui claramente uma oportunidade de ouro para ganhar esta corrida tão emblemática.

Gilbert, um dos únicos ciclistas a fazer o Triplete nas Ardenas
Fonte: Quick-Step Floors

Dois ciclistas que já fizeram história nestas clássicas e ainda se encontram ativos no pelotão internacional são: David Rebellin e Philippe Gilbert.  São os únicos ciclistas a conseguirem um triplete, visto que ganharam as três provas no mesmo ano! Rebellin em 2004 e Gilbert em 2011.  No entanto apenas Gilbert irá ter a chance de ganhar alguma destas provas, visto que ele está no alinhamento inicial da Deceuninck- Quick-Step para as clássicas, já Rebellin com os seus 47 anos, encontra-se a correr na equipa Continental da Sovac e esta equipa não irá correr em provas importantes como estas. Valverde também está no hall of fame das Ardenas, visto que ganhou a Flèche Wallone e a Liège no mesmo ano em: 2006, 2015 e 2017.

Portugal 4-4 Espanha: Portugal vence grupo A e impõe eliminação histórica a Espanha

Num sempre apetecível Portugal vs Espanha, podia esperar-se que a seleção portuguesa, representada por uma equipa mais experiente e próxima daquela que levará ao mundial de Barcelona, pudesse alcançar mais do que um empate a 4-4. Todavia, não demonstrou capacidade para tal. A partida em si foi boa, o guardião espanhol fez uma grande exibição, mas a sensação final é a do costume. Mesmo com uma formação bem mais jovem, mas bastante talentosa, a La Roja continua a ser melhor no cômputo geral. Pior do que isso é que, ao contrário do conjunto português e do que se antecipava há alguns anos atrás, tem muita matéria prima por onde escolher. Portugal? Infelizmente, nem tanta quanto deveria ter.

O clássico ibérico teve um início intenso e com perigo junto das duas balizas. Martí Casas a ficar perto de marcar através de um desvio em cima de Nelson Filipe, que foi titular em detrimento de Girão, e Hélder Nunes, totalmente isolado, enviou uma picadinha ao poste.

As oportunidades sucediam-se e em virtude de um erro de Hélder Nunes, César Carballeira quase marcou. O atual jogador do Reus Deportiu “deitou” o guardião lusitano, mas acabou por enrolar a bola ao poste. 

Disputados cinco minutos, Sergi Aragonès viu um cartão azul depois de uma falta dura, junto à tabela, sobre Gonçalo Alves. Hélder Nunes foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu bater Martí Zapater com uma stickada direta ou uma picadinha na recarga. 

Em situação de superioridade numérica, Portugal circulou o esférico com velocidade, mas não conseguiu finalizar. Com Martí Zapater a ser um autêntico herói e a negar o golo a João Rodrigues, por duas ocasiões, e a Hélder Nunes numa stickada fortíssima à entrada da área espanhola. 

Retomado o cinco para cinco, Marc Grau, a meias com um patim de Henrique Magalhães, quase fez o primeiro. Pouco depois, Gonçalo Alves obrigou o guardião da La Roja a mais uma enorme intervenção. No seguimento do lance, Nelson Filipe ainda conseguiu travar uma stickada de Marc Grau, mas na recarga, Lluis Ricart, mais rápido que toda a defesa portuguesa, fez o 1-0. 

A perder, Portugal foi à procura de marcar e na sequência de uma stickada de meia distância de Gonçalo Nunes, foi assinalada uma grande penalidade. Gonçalo Alves, que concretizou o penalti que deu a vitória na edição de 2013, não desperdiçou e restabeleceu a igualdade. No entanto, segundos depois, Carballeira fez uso da sua meia distancia e apontou o 2-1 para a Espanha. 

Sempre com uma pressão muito alta e intensa, na qual colocava a seleção portuguesa em situações de desvantagem de três para dois num espaço bastante curto, Espanha não permitia grande perigo a Portugal, que apenas conseguia assustar a defensiva espanhola em recuperações de bola ou contra-ataques. Exemplo disso, foi um lance onde João Rodrigues serviu Vierinha que, totalmente isolado, não foi capaz de enganar Zapater que, com a máscara, impediu o empate. 

Melhor na partida, a seleção espanhola convidava Portugal a cometer erros, sobretudo no capítulo do passe, enquanto que no ataque, sempre pela certa, continuava a ser o conjunto mais perigoso. Fosse de meia distância, movimentações coletivas ou mesmo iniciativas individuais. 

A menos de dez minutos da pausa, Marc Grau viu um cartão azul após um carrinho, tal como se faz no futebol, sobre Henrique Magalhães. Hélder Nunes regressou à marca do livre-direto e desta feita não falhou, fazendo o 2-2. Pouco tempo depois, foi a vez de Gonçalo Alves ver um cartão azul, devido a uma falta sobre Sergi Aragonès. Martí Casas assumiu a conversão do livre-direto, mas Nelson Filipe conseguiu defender. 

Em situação de powerplay, a Espanha nunca conseguiu construir muitas oportunidades de golo de forma coletiva, com os dois principais lances a surgirem através de picadinhas que Nelson Filipe travou.

Já dentro do último minuto antes da pausa, Portugal poderia ter chegado à vantagem, mas Zapater não permitiu o terceiro tento português a Rafa. 

Terminada a primeira parte, Portugal e Espanha empatavam a 2-2. Contudo, o resultado poderia muito facilmente ser diferente, tendo em conta os lances de bola parada desperdiçados e também as várias defesas de alto grau de dificuldade protagonizadas por Nélson Filipe e Martí Zapater. Todavia, a seleção espanhola estava melhor, sendo muito criteriosa a atacar e ainda mais a defender. Dificultando imenso a saída do conjunto orientado por Renato Garrido para o ataque ou a possibilidade de construir jogo no meio rinque espanhol. 

César Carbelleira foi sempre um dos mais perigosos da seleção espanhola, obrigando Nélson Filipe a estar muito atento ás suas stickadas de meia distância
Fonte: Coupe des Nations

A segunda parte quase que começou com um novo golo espanhol, mas o desvio de Carbelleira esbarrou no poste da baliza de Nélson Filipe. Não marcou a Espanha, marcou Portugal. Jorge Silva apareceu sozinho diante Zapater e não falhou, assinando o 3-2. Colocando a seleção portuguesa pela primeira vez no comando do marcador. Momentos depois, de modo involuntário, João Rodrigues ficou isolado, mas não quis ser egoísta e procurou colocar o esférico num colega melhor colocado, o problema é que ninguém o acompanhou.

Em cima da marca dos trinta e um minutos, Hélder Nunes viu um cartão azul devido a ter derrubado César Carbelleira, ainda que de forma intencional. Marc Juilà foi o selecionado para a conversão do livre-direto e não perdoou, fazendo o 3-3 com uma bela picadinha. Volvidos alguns instantes, Sergi Aragonès viu um novo azul em virtude de um enganchamento sobre Henrique Magalhães, que momentos antes havia saído de uma “cabine telefónica” com muita classe. Desta feita, foi João Rodrigues a ser escolhido para a marcação do livre-direto e com uma adaptação da sua forma habitual de bater penaltis, apontou o 4-3.

A nova vantagem de Portugal durou apenas alguns segundos, visto que, devido a um erro de marcação de Vieirinha, Lluís Ricart restabeleceu o empate. 

O dinamismo e a intensidade regressaram à partida, tendo em conta que a fase inicial do segundo tempo parecia indicar um futuro diferente, com as situações de perigo a sucederem-se em cada baliza. 

Jogados trinta e cinco minutos, Portugal cometeu a sua 10ª falta. Motivado pelo golo marcado pouco tempo antes, Marc Julià voltou a assumir a conversão do livre-direto, mas no segundo duelo com Nélson Filipe, o guardião luso levou a melhor.

Com o passar dos minutos, o encontro deixou de ser tão bem jogado e de haver tantas oportunidades de golo como antes. Porém, o empate a 4-4 não servia para a Espanha seguir em frente, sendo que para Portugal chegava e sobrava. Não só para passar, como para vencer o grupo A.

Mais experiente, a seleção portuguesa começou a gerir o empate, atacando apenas pela certa e defendendo de forma bastante concentrada. Não permitindo qualquer oportunidade ao conjunto espanhol.

A menos de um minuto do fim, Portugal ficou bem perto de voltar para a dianteira, mas Rafa, totalmente isolado, enrolou a bola ao lado da baliza espanhola. No seguimento do lance, Gonçalo Nunes tentou marcar de picadinha, mas Zapater impediu o quinto golo português. 

Sem nada a perder, Alejandro Domínguez retirou o guarda-redes e colocou Jordi Burgaya como quinto jogador de campo. Todavia, a mudança não deu frutos e o jogo terminou empatado. 

Concluído o duelo ibérico, o marcador indicava um empate a 4-4 entre Portugal e Espanha. Resultado que se ajusta ao produzido em pista por ambas as seleções. Que foi muito e de boa qualidade, sempre com um ritmo elevado e com bastante dinâmica, sobretudo nos segundos vinte e cinco minutos. Ainda assim, o grande destaque vai para a eliminação da La Roja que, pela primeira vez desde o torneio se disputa neste formato (Fase de Grupos e Eliminatórias), nunca havia falhado as meias-finais. 

Nas outras partidas do derradeiro dia da fase de grupos, começando pelo A, Angola goleou a Suíça por 11-4 e em virtude do empate entre portugueses e espanhóis qualificou-se para as semifinais. Feito que tem conseguido alcançar desde 2007. No que diz respeito ao grupo B, a Itália venceu Montreux por 4-1 e devido à goleada da Argentina, que passou em primeiro, sobre a França por 6-0 também segue para as meias-finais. 

Assim, o calendário do dia 4 da 68ª edição da Taças das Nações é o seguinte: 

Quinto ao Oitavo lugar

  • 13h00-França vs Suíça
  • 15h30-Espanha vs Montreux

Meias-Finais

  • 18h00-Portugal vs Itália
  • 20h30-Argentina vs Angola

Todos os jogos da competição podem ser vistos através do seu canal de Youtube.

Portugal: 10-Nélson Filipe (GR), 6-Gonçalo Alves, 7-Hélder Nunes, 8-Henrique Magalhães e 9-João Rodrigues (CAP.); Jogaram ainda: 3-Rafa, 4-Vieirinha e 5-Jorge Silva

Espanha: 10-Martí Zapater (GR), 2-Sergi Aragonès, 4-Sergi Llorca, 5-César Carballeira e 8-Martí Casas; Jogaram ainda: 3-Lluis Ricart, 6-Marc Julià e 7-Jordi Burgaya (CAP.) e 9-Marc Grau